sexta-feira, dezembro 10, 2010

Estatísticas do meu Natal

64 pessoas a quem dar prendas

destas...
- 03 cá de casa
- 45 para a família
- 16 para a família de amigos
- 17 oferecidas em conjunto com a minha irmã e cunhado (em bom rigor, serão 23)
- 15 casais
dos quais...
13 terão prendas conjuntas
02 terão prendas conjuntas e individuais
02 ainda não tenho bem a certeza
- 31 agrupadas (por casal ou por família)
- 19 crianças (e jovens)
das quais...
03 ainda não nasceram
01 vai ser dinheiro

E, mais importante,
17 compradas
37 MANUFACTURADAS (muitas com a ajuda da Alice e do Vasco, mesmo muitas) com muito carinho...
... o que é um verdadeiro sucesso na ideia que eu faço, quero fazer e quero ensinar a fazer do Natal...

Rita

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Doenças - posts redundantes

É uma treta ter as coisas tão bem planeadas, dia a dia (isto a propósito do nosso Calendário do Advento), e os filhos ficarem doentes... primeiro a primeira, depois o segundo e depois novamente a primeira... competitiva, a miúda, tem de ganhar sempre em tudo... desta vez foi Herpangina, para aumentar a lista das doenças com nomes esquisitos...
Amanhã actualizo novidades.
Rita

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Cá em casa também neva...


O nosso calendário hoje propunha a realização de flocos de neve de papel para colar numa das janelas de casa.

A singularidade dos flocos de neve fascinam-me. Eu sei que a Micas tem razão e que o mesmo acontece com os desenhos das asas das borboletas, as riscas das zebras e por aí fora... mas é como eu lhe respondia... não haver um floco de neve igual a outro enquanto cai um nevão é mais uma prova de como, na vida real, a matemática, apesar da sua famosa infinitude, nunca conseguirá ter números suficientes para colmatar a criatividade que a natureza alcança...

Adiante. Hoje descobri que recortar flocos de neve em papel é altamente relaxante. No início do processo houve alguma frustração porque era difícil à Alice cortar em papel muito dobrado... ficou cansada, mesmo quando lhe arranjei guardanapos... sem insistir, continuei o processo e cativei o pai a vir também experimentar. Ela, seduzida, voltou e acabou por conseguir.
A parte melhor foi providenciar o resultado final:



Rita

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Natal

Ontem inaugurámos o Natal cá em casa.
Ou, melhor dizendo, inaugurámos o nosso Calendário do Advento, novinho em folha, comprado há umas semanas na Loja Casa. No ano passado comprámos um com chocolatinhos, mas este ano decidi seguir a ideia da Rita, que tanto me fascinou.
Assim sendo, cada janelinha, em vez de uma guloseima, tem uma actividade ou proposta para o dia. Actividades essas que exigem planeamento cuidado a olhar para o calendário e para a possibilidade de dias em que poderemos chegar tarde e terá de ser o pai a providenciar o devido acompanhamento. E trabalho, claro. Um trabalho prazeiroso, mas em todo o caso, trabalho.
Portanto, temos o calendário, que exige planeamento e disponibilidade para as propostas. E temos as prendas, quase todas manufacturas. E as prendas que se fazem com os filhos, para os familiares mais próximos. E a consoada. E o trabalho que queremos despachar até ao fim do ano, para não se perder a engrenagem que se tem vindo a ganhar.
Pega-se em tudo, mexe-se muito bem, junta-se muitas listas e listinhas e talões de compras e bocados de papel manuscrito... e alguma ansiedade ao desejar que tudo corra bem... e temos a minha cabeça na época natalícia...
Adoro o Natal. E não é ironia.
Rita

segunda-feira, novembro 29, 2010

Tudo pode ser contado de outra maneira

No sábado passado fui ver um filme por mim muito esperado, o documentário “José e Pilar”.
Não sei o que dizer. Só que gostei muito. Que todos os que gostam das obras literárias de Saramago deveriam ver este documentário intimista e sem rodeios, filmado durante quatro anos, acerca do dia-a-dia da vida de José Saramago e sua companheira Pilar del Rio.
Com este filme ficamos com a ideia de ficar a conhecer muito mais o escritor, mas sobretudo o homem modesto que se tornou escritor. Podemos ver o homem que numa saúde muito débil continua a cumprir com as suas obrigações para com o seu público, que por respeito a quem compra as suas obras dá autógrafos durante horas e tira fotos com quem lhe pede. Podemos assistir ao seu declínio físico, assim como ao seu regresso à vida e à escrita. E observamos ainda o homem que, depois de quase morrer termina o seu livro, vê uma das suas obras em filme e chora de agradecimento.
Podemos ainda ver a sua companheira como uma mulher enérgica e defensora de ideias próprias, a forma como completa o homem-escritor, o homem-revolucionário, o homem-homem. Ficamos a conhecer muito melhor a mulher apaixonada por quem Saramago se apaixonou, porque é uma mulher apaixonante. Neste documentário compreendemos bem a firmeza de carácter e as ideologias da Pilar.

E se, por algum motivo, não gostavam do Saramago como homem podem sempre ir ver o documentário porque talvez mudem de ideia. Espero bem que mudem.

Eu não mudei. Eu fiquei com saudades...

Ana Cristina

terça-feira, novembro 23, 2010

Apareço, muito rapidamente...

... e entre uns dez dias seguidos sem folgas efectivas para vos dizer que estou muito mais descansada desde que o nosso primeiro afirmou convictamente que o nosso país está bem, e que não vai necessitar de intervenção do FMI.
Posso também dizer que desde que temos uns quantos veiculos tipo tanque guerra (encomendados para a cimeira da NATO, um deles entregue ontem e outros por entregar) me sinto mais segura. O que vamos pagar por eles não interessa para nada, se entrarmos em guerra já não necessitamos de comprar nem tanques nem submarinos.
E já agora aproveito para avisar, se amanhã não aparecermos é porque estamos em Greve.
Ana Cristina

sexta-feira, novembro 19, 2010

Data memorável

«Nô queio a popa.»
Foi o que o Vasco hoje a certa altura disse ao jantar. Tinha saltado uma refeição durante o dia e era o quarto prato de sopa seguido, por isso o espanto não veio da recusa. A surpresa foi mesmo a frase, com mais de duas palavras...
Com pouco mais de ano e meio, o Vasco já fala muito, pelo menos se comparar com a Alice, que começou bem mais tarde. Obviamente, se for olhar para a minha sobrinha Madalena, só com mais cinco meses do que ele, coitado, não lhe chega aos calcanhares. Em todo o caso, o importante é que a data de uma primeira frase é sempre memorável e importa fixá-la... qualquer dia já entra em grandes conversas...
Rita

segunda-feira, novembro 15, 2010

A história de alguém

Hoje conheci o Sr. A.
Muito interessante, o Sr. A.
Eu gosto muito de pessoas. Acho mesmo que, de tudo o que mais gosto no trabalho, são as pessoas. Se não as tivesse todos os dias, com as suas vidas, as suas tristezas e alegrias, acho que me sentiria muito triste, muito desmotivada.
O Sr. A chegou de um país distante, onde reina o Sol e se fala uma língua igual à nossa, mas mais cantada. Tem a minha idade, mas veio já há praticamente dez anos. Faz parte de uma fratria de oito irmãos, ele era o terceiro e os seus primeiros empregos tinham sido aos 13 anos. Os pais trabalhavam muito e tinham pouco tempo para os filhos, aproveitando o que restava para lhes ensinar dignidade, mas poucos mimos. De tal forma que o Sr. A, quando veio, deixou lá uma filha de meses com a qual ainda não tinha aprendido a ser afectuoso. O carinho fazia-lhe vergonha, achava que toda a gente iria olhar e gozar com ele.
Só cerca de seis anos mais tarde é que o Sr. A conheceu verdadeiramente a filha. Ela juntou-se a ele por pouco menos de um ano, para regressar depois ao seu país. Problemas de saúde por tratar, os mesmos problemas que a vinda dele para Portugal tinha começado a ajudar a resolver. Nova tentativa um ano depois, após o nascimento de uma segunda criança. Ela pensava que vinha só conhecer o novo elemento da família, haviam-lho garantido. Mas a ideia era outra, era deixá-la ficar.
Mas foi tarde. Ela não queria ficar, não queria aquela família, queria a outra, a que era sua porque lha tinham dado, o país que era seu porque era onde a tinham deixado, a sua casa, a sua vida. Tudo lá. E foi tão infeliz e fez os seus de cá tão infelizes, que estarem juntos passou a ser um tormento só capaz de imaginar para quem ouve.
Há uns dias atrás, porque amar os filhos pode significar ter de abdicar delas, o Sr. A deixou-a ir, na feliz expectativa de reencontrar a felicidade noutros braços que não os seus.
Eu sou mesmo uma pessoa de pessoas. Ensinam-me sempre alguma coisa.
Rita

domingo, novembro 14, 2010

Mais um desenho da Alice...


Agora, por vezes, quando alguém faz anos ou existe um qualquer tipo de comemoração, a Alice lembra-se de fazer uma prenda. No caso do casamento da Ana e do Fernando, há uns dias atrás, no Porto (*), foi este desenho. Por trás, escrevemos um título: "Os noivos". E também a informação de que a noiva estava a ir de bicicleta para o casamento porque não lhe apetecia ir a pé.
Rita
* O que significa que foi também a sua primeira noite num hotel. Escusado será dizer que adorou. Tudo, incluindo o pequeno-almoço. Tirando o bolo de chocolate que havia por lá, e que gulosamente foi buscar, para depois colocar à primeira dentada... era muito pouco doce...

quinta-feira, novembro 11, 2010

Adeus, "Senhor do Adeus"


A imagem foi retirada da net.
Durante muitos anos um Sr. sempre muito bem vestido, de idade avançada, acenava na rua de Lisboa a quem passava. Fazia-o sempre com cara alegre como se o retribuir desse aceno alimentasse essa sua actividade.
Durante muitos anos pensei que esse Sr. sofresse de solidão e todas as noites procurasse o combate a esse sentimento através do acesso a quem passava na rua, e retribuia o adeus.
Há pouco tempo soube que o Sr. se chamava João Manuel Serra, que tinha 80 anos, que era um amante de cinema, que tinha um blog sobre os filmes que todos os domingos via na companhia dos amigos no Monumental e que como actividade diaria acenava na rua a quem passava. Na entrevista que deu na Antena 3 ao Fernando Alvim o Sr. João Manuel Serra contou que era proveniente de uma família abastada, confessou que nunca tinha trabalhado mas que considerava a sua actividade um trabalho. O seu era um trabalho diferente; o de arrancar sorrisos a quem passava na rua.
Todas as noites acenava, no inicio da noite no Restelo (a zona onde morava) e a partir da meia-noite ia para o Saldanha. Deslocava-se de táxi entre locais de actividade por ter sido assaltado, mas que o dinheiro que gastava todas as noites não tinha importância, ele considerava que a sua missão era fazer mais felizes as pessoas.
Soube agora que o Sr. do Adeus morreu ontem. Não voltarei a vê-lo a acenar, mas sempre que passar pelos seus pontos de trabalho durante a noite vou imagina-lo ali, a dizer adeus a quem passa e sei que farei um sorriso. Eu e todos os que retribuíam o seu aceno.
Ana Cristina

quarta-feira, novembro 10, 2010

Paixões de Vasco...

Passou o tempo todo, desde que saiu da escola até ao jantar, de barrete (o que era do pai, de malha, à aviador... e absolutamente lindo...!) enfiado na cabeça... cheguei a pensar que iria querer dormir com ele...
Rita

segunda-feira, novembro 08, 2010

Nova fã...

Foi quando ela desenhou um Pai Natal com varicela e uma Barbie ao lado (acho que era para ser como se fosse dentro do saco) com uma cara cheia de olhos que me lembrei de ir buscar o livro do Tim Burton, "A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias".
Comecei-lhe a ler um pouco a medo, mas ela foi achando piada... e quando dei por isso, estava mesmo a rir à gargalhada com esta ilustração, da rapariga que olhava tão fixamente que, depois de ganhar um concurso de olhares fixos, resolveu levar os olhos a banhos, "para descansarem finalmente"... e depois explicava ao pai que o que estava ali pendurado eram os olhos («esta parte branca, estás a ver...?!») e ria, ria...
Está provado... a minha filha de cinco anos é uma nova fã de Tim Burton...


Rita

domingo, novembro 07, 2010

"It´s my party..."

Muito sinceramente, não me interessa o que esta mulher ingere ou consome... apaixonei-me pela sua voz à primeira vez que a ouvi e só desejo que ela cante ainda durante muitos e bons anos... Esta é nova, um remake de 1963... deixo-o para começarem bem a semana... minimizem e deixem a mulher a cantar enquanto começam o dia... é magnífico...


Rita

quinta-feira, novembro 04, 2010

...

Na noite passada, em conversa com algumas colegas, falávamos sobre os problemas actuais da enfermagem. Acaba por ser um assunto recorrente em tempo de restrições orçamentais mas também de mudanças na profissão. Nos últimos anos aumentou-se o tempo de formação em um ano, negocia-se o tempo de experiencia profissional tutorado para a obtenção de autonomia profissional, abriram-se de novo as formações especializadas e abrem-se portas para novas especializações (que durante uns anos estiveram praticamente bloqueadas), negociam-se o exercício tutorado para obtenção de autonomia como enfermeiro especialista. Por outro lado assumem-se apenas duas categorias profissionais das quais para atingir a segunda é necessário ser especialista, que não tem categoria, mas onde só se pode chegar por quotas dependentes de avaliação que podem envolver requisitos de malvadez.
No meio disto tudo, uma falta imensa de profissionais, uma alta taxa de desemprego, uma realidade que envolve a proposta de estágios profissionais a serem pagos à hora e a subcontratação para exercício em hospitais de serviço público e ordenados bloqueados umas vezes por causa da crise, outras porque os acordos de actualização da carreira de enfermagem não foram cumpridos.
Claro que o desânimo é muito e a sensação de impotência é quase generalizada mas eu sou incapaz de dizer a alguém que não vá para enfermagem se for esse o seu sonho. O resto fica para outro dia.
Ana Cristina

quarta-feira, novembro 03, 2010

Às vezes...

... o trabalho torna-se novamente um sítio para onde nos apetece ir. Onde rimos, descontraímos e nos encantamos com as imensas possibilidades do que nos oferece, a cada dia. Onde as horas extra deixam de pesar e de dar vontade de chorar. Onde voltamos a sentir um frémito de excitação.
Às vezes isso acontece num momento imperceptível do qual só retemos um leve odor a esperança. E depois o tempo passa devagarinho, com pezinhos de lã. Um dia acordamos cedo, para trabalhar cedo e já depois de uma noitada de trabalho... e apercebemo-nos que tudo mudou. Que os anos parecem recuar. Que nos apetece estar ali, que nos apetece trabalhar, que temos orgulho no nosso trabalho, em quem somos, em quem conseguimos ser ou em quem acreditamos poder vir a ser.
Que o mundo nos está a sorrir outra vez.
Rita

terça-feira, novembro 02, 2010

A mecânica do coração

Confesso que comprei este livro pela sua linda capa e pelo título atractivo, porque do autor não tinha qualquer referência. Actualmente sei apenas que Mathias Malzieu, é vocalista de uma banda de rock francesa e, no campo da escrita, é autor de vários contos editados e de um romance. O livro que venho falar hoje foi assim uma descoberta de um autor que ficará para sempre na minha lista dos que devem ser lidos mais vezes.

“A mecânica do coração” é sobretudo de uma linda e doce história sobre o amor. No final do séc. XIX, numa época sombria e pobre em emoções há personagens que fazem a diferença porque amam de forma pouco convencional; uma mulher que conserta defeitos de crianças abandonadas para que possam ser adoptadas por novas famílias, uma criança com voz de pássaro e que desperta paixões, o inventor que sofre de desamor e o jovem que vive com medo de morrer de amor mas que não resiste a esse sentimento porque ao mesmo tempo é esse mesmo amor que o faz sentir vivo.

Ao estilo de Tim Burton ou de Lewis Carol, como podemos ler no resumo da contra-capa, encontramos um livro de fácil leitura, que eu gostei muito e que aconselho a quem gosta do estilo.
Ana Cristina
Notas: Este livro já tem uma edição com outra capa, igualmente bonita. E, se estiverem interessados posso editar o resumo.

segunda-feira, novembro 01, 2010

O post que não consegui fazer ontem...

Espero que tenham tido um feliz Haloween... Por cá não houve oportunidade de festejar em grande, com mascaradas completas e lanches com os amigos - como tantas vezes desejei refazer, mas infelizmente este ano estou em standby para o trabalho - mas houve quem se vestisse de bruxa, se pintasse a rigor e andasse toda orgulhosa pela rua e num centro comercial*... uma bruxa de botas "caminheiras" cinzentas e rosas, mas em todo um caso, uma bruxa.

Rita

* onde tirei a fotografia de cima, mas não pude tirar mais nenhuma porque é proibido...

segunda-feira, outubro 25, 2010

Petas

A roupa do ballet vinha toda misturada no saco da escola, com a malinha para a actividade lá dentro, aberta e vazia. Perguntei-lhe se tinha sido ela a pôr as coisas assim e ela confirmou. Depois questionei se tinha sido depois da aula do ballet ou se tinha sido já em casa, quando foi à procura de um desenho... que não, que tinha vindo da escola assim. Dei-lhe naturalmente conta da minha estranheza ao perceber que levava a mochila da escola para o ballet e não só o saco do ballet. Ela ficou com ar ligeiramente atrapalhado e começou a explicar que não queria mostrar o saquinho do ballet aos outros... e face à minha cara de espanto e incompreensão, acrescentou que não queria mostrar aos amigos porque eles começavam a gozar: «tu andas no ballet e nós não»... os meus olhos deviam estar cheios de pontos de interrogação... «mas tu não andas no ballet?! E se eles não andam... Então, o que há para gozar...?»...
E depois, de repente, veio a luz: «Estás a dizer-me isso porque não gostas do saquinho?!... Não me digas aldrabices, diz-me a verdade... se não gostas do saco, diz-me... não precisas de me dizer que os outros gozam contigo se não é verdade...»
E foi então que ela confirmou. O saco, não gostava do saco, não tinha nenhuma bailarina como os das outras amigas. Procurámos e encontrámos outro, da Kitty, pequenino, mas onde cabe a roupa do ballet, bem aconchegadinha. Ela ficou contente.
Acho que foi o dia da primeira treta à séria.
Rita

sexta-feira, outubro 22, 2010

Os desenhos da Alice


Nos últimos tempos o grafismo da Alice tem evoluído imenso. Não estou a falar no seu sentido objectivo, mas no investimento que ela tem feito quando desenha e no carácter de experimentação que tem desenvolvido. Dedica-se durante mais tempo e com mais intensidade à actividade, usa mais cores, pormenoriza detalhes. A figura humana, por exemplo, agora tem brincos, franja, penteados e, em muitas ocasiões, cinco dedos numa mão.
Os resultados são maravilhosos, como no caso da fotografia acima: duas mães, com bebés na barriga que um dia se casarão um com o outro. O mais extraordinário, para mim, foi ver a forma como uma delas abraça o seu próprio corpo ou filho, numa configuração de braços tão simples e verdadeira, mas tantas vezes de tão inacessível compreensão para nós quando queremos desenhar.
Rita

Já estou melhor

Apesar de continuar rouca e de me sentir com pouca energia estou melhor do meu síndrome gripal. Mais uma vez se confirma que comigo as gripalhadas passam depressa.
Obrigada pelas mensagens de melhoras
Ana Cristina

quinta-feira, outubro 21, 2010

Estou constipada

Com dores no corpo, cabeça e garganta e rouquidão. E ao contrário do costume, o meu sindrome gripal (expressão correcta para as "gripes" que não o são), já está no final do segundo dia e ainda não me sinto boa.
Mas amanhã devo dar melhores notícias.
Ana Cristina

quarta-feira, outubro 20, 2010

Um abraço forte

Gostaria de conseguir explicar, até para eu própria poder não me esquecer, como é que o Vasco, com ano e meio, dá abracinhos fortes. Fá-lo em duas fases: coloca primeiro os braços à volta da nossa cabeça e a cara junto à nossa cara, e a seguir, depois de desencostar o corpo do nosso, aperta os punhos e faz força com os dentes cerrados à mostra...
Rita

terça-feira, outubro 19, 2010

Pilas é um caçador...

Está provado!
Desde há cerca de uma hora, altura em que um passarinho teve o azar de ter sido apanhado por um enorme gato preto que dá pelo nome de Pilas. Também ninguém o mandou entrar na cozinha de um 4º andar, ainda por cima, propriedade de um felino. O problema agora é que ainda não consegui convencer o filho-gato a deitar o seu novo brinquedo para o lixo, e a sala está cheia de penas...
A brincadeira tem sido semelhante à que ele faz com a bola de saco plástico, mas desta vez com uma bolinha de penas que ainda à pouco voava.
Eu é que não estou lá muito contente...
Ana Cristina

quarta-feira, outubro 13, 2010

Sem grandes palavras para exprimir a emoção de ver, em directo, o salvamento dos mineiros hoje no Chile não queria deixar de relembrar aqui o momento histórico que hoje se viveu no nosso planeta. Mas sobretudo queria aproveitar para também lembrar a falta de condições de trabalho em que estes homens vivem diariamente. Se não fosse o drama por que viveram nestes últimos 69 dias, observado em directo em tudo o mundo, ninguém conseguiria ver com olhos "de ver" as suas dificuldades. Talvez este acidente traga alguma mudança, para melhor, das condições destes trabalhadores que vivem lá tão longe, por baixo do chão... mas que poderiamos ser nós, ou alguém aqui perto.
Mas, enquanto o 27º mineiro chega à superfície, não consigo deixar de me sentir entusiasmada pela capacidade técnica que permitiu libertar estes homens de uma situação que, noutros tempos (ou noutro lugar) teria necessáriamente outro desfecho.
Ana Cristina

terça-feira, outubro 12, 2010

"O rapaz dos olhos azuis"

Acabei há poucos dias de ler este livro. Comprei-o durante as férias e li-o de sopetão porque é daqueles que não se consegue parar.
Não vou fazer grandes resumos porque é fácil de os ler pela net. Limito-me a adiantar que é um thriller interessante que envolve um grupo restrito de pessoas que partilham um passado comum e onde a certa altura já não se consegue perceber quem é quem ou quem é capaz de fazer o quê.
Tenho quase todos os livros da Joanne Harris. Gosto muito do tipo de escrita, simples e sem pretensiosismos. Gosto do envolvimento que sinto com os enredos e personagens. Gosto das ideias iniciais, embora acabe por pensar que têm sempre uma base comum, o que dá uma bibliografia com uma aparência repetitiva...
Neste caso em particular, e embora a leitura tenha sido agradável e ensusiasmante, o final desiludiu-me um pouco, por considerar que deu voltas excessivas no intuito de surpreender cabalmente o leitor... na minha opinião, um daqueles casos em que "menos teria sido mais".
De qualquer forma, aconselho, principalmente se pretenderem uma leitura que vos envolva e vos faça correr para o livro de cada vez que tenham um bocadinho de tempo livre.
Rita

segunda-feira, outubro 11, 2010

Primeiro tinha coisas para escrever sobre as férias. Ou então tinham-me ocorrido durante as férias.
Depois, um vendaval estranho passou-me no cartão da máquina fotográfica e varreu de lá as fotografias todas do mês de Setembro de 2010, nomeada e principalmente das férias. E, com elas, qualquer palavra que me lembrasse.
Não sei do que escrever, ainda estou a habituar-me ao pós férias e aos fins-de-semana pela metade que aí vêm.
Rita

quinta-feira, outubro 07, 2010

Interlúdio risonho com a B. de 13 anos

Eu e a B., de 13 anos. Uma conversa séria, já pela noite dentro.
Enquanto escrevia, a B. ia-me elogiando. Primeiro, porque razão não tinha o cabelo comprido. Depois, que ficava bem assim. A seguir eram os meus olhos, como ela gostava dos meus olhos. Perguntou-me também se era amiga dela. E de repente, no meio destas e de outras expressões, dos balanços corporais que fazia ao som da música da rádio e dos corações rabiscados no pedaço de papel à sua frente, perguntou:
- Tem filhos?
- Sim, tenho dois.
As idades e os nomes. Alice de 05 e o Vasco de ano e meio. E claro, a pergunta sacramental:
- Que idade tem?
- 33. Não, 34.
A boca muito aberta, o espanto em toda a sua expressão:
- Não!!!!!!! Está a gozar comigo??????!!!!!!!
- Não, claro que não.
- Mas parece tão nova...!!!!!!!! A sério!!!! É que é mesmo a sério!!! É que parece mesmo nova!!!!
Eu a rir à gargalhada (mais ou menos aquele tipo de rir para não chorar) e a garantir-lhe que, com 34 anos, também não era assim tão velha. E ela impassível à minha afirmação, contente por arrancar gargalhadas e por, obviamente, eu parecer contente com o elogio:
- É que é mesmo a sério, parece mesmo nova...!!!!! Dava-lhe p'raí uns 20, 21... mas não, é velha...!!!! E parece mesmo nova, a sério...!!!
Rita

domingo, outubro 03, 2010

Olá, cá estamos nós...

De regresso, depois de uns dias de férias.
Eu estive por terras de Além-Tejo, mas já estou por casa há uns dias. Voltei para tratar de assuntos inadiáveis e avançar com novos projectos que depois contarei.
Para finalizar estes dias de descanso ontem fomos passear pela noite de Lisboa e assistir ao espectaculo multi-média no Terreiro do Paço. Foi muito bom andar por Lisboa a ouvir música, assistir ao concerto dos Orquestrada na esplanada do Teatro D. Maria, e comer gelado na rua como se estivessemos em pleno Verão... A noite estava linda e ninguém adivinharia que hoje acordaríamos com chuva, a lembrar que o Outono está aí e que as férias terminaram.
Tanto eu como a Rita voltamos à rotina amanhã. E com ela, também estamos de regresso ao blog.
Até amanhã, ou como diria o Vasco "mnhã"
Ana Cristina

quinta-feira, setembro 23, 2010

Cardigos 2009-2010

Como no ano passado, nestas férias também fomos visitar os Bisavós e os Tios-avós à casa cor-de-rosa de Cardigos, perto de Castelo Branco. Matámos saudades e ficou prometido voltar com bem menos do ano de intervalo que fizemos desta vez.
Tirámos tantas fotografias que até deu para fazer um jogo de "descubra as diferenças":

A miúda no pequeno (e velho e estragado e incumpridor das imensas regras de segurança actuais - mas único na terra e tão parecido com os do nosso tempo) parque infantil da aldeia. Em 2009 e em 2010.
O mais velho e o mais novo deste lado da família. Em 2009 e 2010.

Eu do alto do alpendre a vê-los: ela em brincadeira com o pai no sobe e desce das escadas em 2009 e a regar as plantas com a Bisa em 2010.

Rita

sábado, setembro 18, 2010

Descanso, leitura...

... final de tarde na praia em terras de Além-Tejo.
Eu sei que têm inveja, mas não tenham. Pensem que eu, este ano, ainda só tinha estado de férias em Maio.
Ana Cristina

sexta-feira, setembro 17, 2010

Piadola de filha (à falta do cabo de ligação da máquina fotográfica ao computador e, por isso, de hipótese de ilustração de posts de outro teor)

Já no carro, depois de sairmos da casa dos primos:
- Logo à tarde, quando estiverem a dar as Winx, vou partir a televisão! E depois colo com fita-cola...
Nós surpreendidos com a estranheza e violência do objectivo. E logo ela a explicar que nessa altura as Winx podiam sair da televisão para fora, para brincarem com ela.
Não valeu de nada explicar a questão dos desenhos animados, da sucessão de imagens desenhadas, da exemplificação que já tínhamos visto em outros locais. Irredutível. Existiam sim senhora e ela ia meter o braço dentro da televisão e puxá-las cá para fora.
Pelo sim pelo não, é melhor hoje afastá-la do dito aparelho. Era só o que me faltava, um bando de miúdas aladas e descontroladas cá por casa.
Rita

quinta-feira, setembro 16, 2010

Vou passar uns dias fora...

... porque VOU DE FÉRIAS.
Não serão as férias que tinha em mente quando as marquei, porque terei de vir a casa por uns dias mas sobretudo porque ele não pode juntar os dias dele aos meus. Os dias juntos serão reduzidos a um fim-de-semana prolongado, que já estamos com muita sorte por ele ter andado a ter apenas uma folga por semana (obrigado) durante umas semanas seguidas e os chefes terem autorizado o gozo dessas folgas seguidas.
Cá estarei antes do fim do mês para concretizar um projecto, que por azar ficou marcado para as minhas férias, mas também para o inicio de uma nova fase que falarei noutra altura.
Entretanto levo uns livrinhos e algum material de trabalho. Não sei se terei orçamento, ou rede, para vos visitar mas se der apareço.
A todas as nossas visitas, até breve que eu vou de férias.
Ana Cristina

quarta-feira, setembro 15, 2010

Pequena história de Dona Panqueca, do alto da sua nova e vermelha cadeira-auto, e Senhor Crepe, encolhido na antiga cadeira dela

Lá fora, a serra e o escuro. Pela frente, uma viagem grande. Nos dois o sono pesa, mas nenhum se quer deixar demover, entusiasmados pelas brincadeiras recentes na casa cor-de-rosa, com os Bisos e a Tia-avó.
Senhor Crepe resmunga, pede água, está aborrecido. Não parece decidido a dar facilidades no início da viagem. A mãe sugere que dêm as mãos, lembranças de um ritual antigo entre manas, quando havia pesadelos.
Senhor Crepe rejeita primeiro, aceita depois. Dona Panqueca maravilhada com a acalmia dele. A bem dizer, todos maravilhados com a acalmia dele. A mãe lamenta interiormente não ter a máquina fotográfica à mão.
Lá fora o escuro e dentro do carro uma vozinha:
- Quando eu crescer posso casar com o Vasco?
- Não pode ser, vocês são irmãos e os irmãos não se casam uns com os outros.
- Então quem é que vai casar com o Vasco?
- Outra menina que seja namorada dele, de quem ele goste.
- Não! Não quero...!
Explicações sobre lugares e amores eternos, que ninguém rouba.
Dona Panqueca e Senhor Crepe de mão dada, praticamente a viagem toda, mesmo a dormir.
Rita

quarta-feira, setembro 08, 2010

Foi ontem...

... que deixei de ser caloteira para com o meu serviço.
Há coisa de menos de um mês telefonaram-me à hora de almoço a perguntar se eu aceitava não ir trabalhar em troca de fazer um turno que fosse necessário ao serviço porque com as férias, os estados e casamentos deixaram toda uma programação de horário caótica. Aceitei. Mas as necessidades de horário coincidiram na totalidade com turnos em que, ou estava a trabalhar, ou de tal forma desenquadrada do horário que não me era possível fazê-lo.
Assim passei a fazer parte da lista de pessoas que devem turnos ao serviço. Desde aí sempre que ía ao dossier do horário lia o meu nome como uma caloteira. Engraçado, no dossier não consta o tempo que nos devem. No dossier não está que só em horas e dias podiam colocar uma colega a trabalhar prái um ano, com o objectivo de pagar aos profissionais os dias que lhes estão a dever. O meu turno de dívida estava lá, mas não estava que o próximo feriado que eu gozar em casa será o dia 25 de Abril de 2007 (que dessa data até hoje todos os outros estão por gozar, à excepção dos que estava de férias nesse dia).
Mas pronto, não vou sofrer mais de ataques de fúria quando abrir o dossier do horário. Desde ontem que EU não devo nada ao serviço.
Ana Cristina

terça-feira, setembro 07, 2010

Quero fazer as minhas compras!!!

Vou esperar que amanhã o senhor não fale muito, pelo menos que não fale tanto que acabe por entrar pela minha hora de almoço adentro, porque o que eu queria mesmo era ter oportunidade de ir a correr ao Ikea comprar a nova cama para a Alice e mais o colchão e os lençóis porque já vão lá estar, se bem que não faço ideia se conseguiria trazer tudo no carro, isto se por acaso eu conseguisse ir...
Nota-se muito que estou ansiosa à espera de novidades para a minha casa...?!
Rita

segunda-feira, setembro 06, 2010

Acabou outra...

E pronto, acabou mais uma Festa do Avante. A 34ª. E eu fui a todas.
Como sempre, esta festa foi diferente das anteriores, ora porque houve faltas graves por motivos de trabalho, ora porque houve pessoal que lá foi passado muitos e longos anos, ora porque houve outros que lá foram pela primeira vez e tenho quase a certeza que lá regressarão.
Foi um fim-de-semana longo e cansativo, mas muito atento às novidades. E, por isso, ainda fizémos um brinde ao desfecho do julgamento do caso mais mediatico do nosso país e às suas conclusões. Mesmo que outras possam ser vir a ser tomadas.
Ana Cristina

quinta-feira, setembro 02, 2010

Tristezas...

E pronto. Após tantos meses de negação desta possibilidade, hoje trouxe trabalho para casa. Não gosto e espero que me sirva de emenda. É mesmo para despachar o máximo de coisas antes de ir de férias. E já agora, a meio caminho, evitar comentários maliciosos de quem os merece mas não nos merece a nós.
Vou ali trabalhar um bocadinho.
Rita

quarta-feira, setembro 01, 2010

Tem nome de qualquer coisa tropical e perigosa, mas não é

Impétigo.
São as ditas crostas enormes que o Vasco tem, localizadas essencialmente por cima das ex-borbulhas da varicela. Uma coisa que provoca "feridas" concêntricas com mau aspecto e que nos fez, só por descargo de consciência, marcar para ele uma consulta simultânea à dos cinco anos da Alice. Em boa hora. Antibiótico, pomada antibiótica, gel de banho, spray. Risco de contágio na escola. Risco de contágio para a irmã. Mais dias em casa.
Raio do miúdo, tanto lhe gabámos a resistência, a ausência de atestados por viroses no primeiro ano de vida e escola. E assim de repente, toma lá com uma infecção intestinal prolongada e resistente e agora com uma varicela e ainda com uma coisa de nome esquisito e aparentemente insultuoso.
E dizia eu no outro dia:
«- Já viste o aspecto das borbulhas dele?! A continuar assim vai ficar cheio de cicatrizes da varicela... nunca vi ninguém com marcas assim... parece uma doença de pele contagiosa...»
E olha: não parece, é.
Rita

terça-feira, agosto 31, 2010

Umas calças floridas

Na tentativa de tornar a exibir as obras das Oficinas Ranha às terças-feiras (para vocês terem o resto da semana toda para comentar, percebem?), cá vão as calças que há uns meses fizemos para a Laura, da minha amiga e colega Dê.
A Laura é uma das miúdas mais galardoadas com as nossas obras. Desta vez também gostou das suas calças e teve de ficar ansiosamente à espera que chegasse o bom tempo para poder andar com elas... estávamos em Abril, por isso foi uma longa espera para quem tem seis anos de idade. Agora, que estamos a entrar na recta final do Verão, espero que as ditas estejam ruças, de tanto uso...



Rita

segunda-feira, agosto 30, 2010

Nada de especial

Por causa do cansaço e da Alice também ter ficado com varicela e do Vasco estar a dar más noites provavelmente devido às comichões das crostas enormes que ainda tem, não tenho cá vindo... sei que estou sempre a dizer o mesmo, mas às vezes é mesmo o que há para dizer... eu continuo a gostar de cá vir e escrever e contar e mostrar...

Fiquem com uma das milhentas trafulhice do puto:


Rita

terça-feira, agosto 24, 2010

Um dos presentes da Alice foi uma vivenda T0 pré-fabricada.
Há muito tempo que esta ideia rondava nas nossas cabeças. Inspiradas pela casa que a Ana Ventura mostrou aqui, temos falado muitas vezes em construir uma para a Alice.
Foi desta. Não a fizemos juntas porque as vidas não proporcionaram a junção dos tempos mas, entre a sujestão da Rita, umas ieias conjuntas e a minha mão de obra saiu esta casa.


Este é um modelo único, mas se pudesse fazia agora uma meia dúzia, com todas as ideias que agora tenho.
Para quem quizer a receita esta foi feita com:
Ingredientes; duas caixas de cartão, muita cola, papel de jornal e um pedaço de cartão ondulado, dois pacotes de litro de leite e uma lata de chocolate em pó.
Material necessário; x-ato, tesoura, trincha grande
Muita imaginação e algum espaço. E já agora um carro com mala grande, que esta foi dificil de entrar no monovolume da Rita

E podem ter a certeza que fazem as delicias tanto da gente minorca como dos felinos.
Ana Cristina



segunda-feira, agosto 23, 2010

Papéis e papelinhos

Não percebo.
No hospital, uma médica credenciada passa uma declaração, vulgo atestado, para ficarmos em casa com um filho doente. Dos tantos dias aos tantos dias, obviamente.
Do serviço mandam-nos fazer uma declaração - e como temos três dias para entregar o atestado, calculo que o prazo seja o mesmo para a dita declaração, pressupondo por isso que temos de a fazer em casa, onde estamos, com o filho doente - a dizer que somos a única pessoa ou a pessoa adequada a acompanhar o filho.
Por fim, como se o segundo passo não fosse já suficientemente ridículo, quando voltamos para o trabalho, no final do período que a médica nos estipulou - a nós, devidamente identificados através da apresentação do BI aquando da passagem do atestado - temos de fazer a chamada "apresentação ao serviço", um documento onde dizemos que voltámos.
Não percebo.
E pior, recuso-me a perceber a dinâmica da burocracia, desta troca de papéis e papelinhos... num mundo onde se continua a burocratizar demasiado, a falar - mas só a falar - que os sistemas deviam estar informatizados, que gastamos muito papel, que as florestas estão a arder desenfreadamente...
Rita

domingo, agosto 22, 2010


Neste dias em que aqui faltei, andei de volta do meu puto (que, apesar de uma semana e meia inteirinhas comigo, continua a adorar de paixão... o pai), fiz algumas arrumações, dediquei algum tempo a mim mesma (enquanto o rapaz dormia)... e fiz cinco anos de maternidade!!!!!!!!
É verdade, a Alice fez cinco anos. E, podendo falar de mais coisas sobre o assunto, como por exemplo a dificuldade de fazer anos em Agosto e ainda por cima com um irmão com varicela, por hoje vou só dizer que, com todos os revezes, a festa foi um sucesso.
Fotografei os bolos porque ficaram lindos e são maravilhosos. Saíram das mãos da Andrea, que se dedica a esta arte em par-time e que não poupou esforços para ir de encontro às minhas ideias. A Alice queria um bolo das Winx, com destaque para a figura preferida (a qual ela denomina de "rosa" porque nunca lhe conseguirá decorar o nome - "Flora"). Pedi dois à Andrea. O primeiro foi para a escola e fez um sucesso brutal, com trinta meninos a quererem fazer festinhas à boneca e levá-la para casa. O segundo foi cá para casa e ela adorou que tivesse o nome dela e as ditas cujas bonecas como prenda extra (foram compradas à parte). Àparte a beleza, o interior é divinal. Vale a pena fazer a publicidade, viva o Mundo Nham.
Rita

segunda-feira, agosto 16, 2010

O miúdo está com varicela.
E hoje até dá/deu para escrever, descontrair, fazer umas arrumações, porque ele acordou e esteve melhor durante todo o dia. Mas de quinta a domingo foi um suplício a ver as borbulhas a apoderarem-se dele, a febre sempre a subir aos 39º e com menos de oito horas de intervalo, o incómodo, a choraminguice, o pedido constante de andar constantemente ao colo.
Não fazia ideia como o aspecto da varicela grita à distância para não nos aproximarmos. E como aparece na cabeça, nos pés e mãos, nos olhos, nos genitais, na boca. Só dá pena.
Já está a recuperar, mas enquanto não fica totalmente bom estamos os dois por casa, a trocar mimos.
E claro, vamos contando o tempo que demorará para aparecer à Alice.
Rita

segunda-feira, agosto 09, 2010

Só muito rapidamente...

... venho cá num instantinho dizer que ainda estou a trabalhar... e que vou continuar... e que, tirando de manhã, hoje não vi os putos... que o meu lanche, jantar e ceia foi uma sandocha de presunto, um copo de leite, umas colheradas de gelado de melancia e o descafeinado que tenho aqui ao lado do computador, para beber... que estou cansada, mas um pouco eléctrica... mas que, assim que tiver que sair do blogger e recomeçar o trabalho, vou ficar pedrada de sono...
Pronto, só para terem um bocadinho de pena de mim... pena não, vá, solidariedade...... O que vale é este mês devo ganhar uma comissão maior... eheheheh (vocês não percebem mas este riso do lado de cá é sarcástico e tem cá a ver com coisas... eheheheh)
Beijocas, que tenho muito que fazer.
Rita

sexta-feira, agosto 06, 2010

Hoje apeteceu-me e saiu-me assim:

Um dia ela disse-lhe que esperaria sempre por ele para dançar. Que sabia que ele não sabia dançar. Que sabia que ele nunca tinha aprendido. E que não importava. Ela esperaria. Se fosse preciso, para sempre.

Rita

quinta-feira, agosto 05, 2010

Arrumações

Cá em casa andamos ocupadíssimos. Arrumações. A aproveitar a ausência da filha mais velha.
Dos planos para nos dedicarmos a uma assoalhada por dia passámos à constatação de que isso não seria possível com todas, depois para planos mais concretos para o páteo, depois para as compras para o páteo.
Em jeito de permissas conclusivas, podemos dizer que:
1. temos uma parte da casa muito limpa a arrumada;
2. temos outra parte da casa cheia das coisas que ainda não conseguimos arrumar ou, segundo outro ponto de vista, para as quais não conseguimos arranjar lugar na parte 1 da casa;
3. ficamos extremamente orgulhosos quando olhamos para a parte 1 da casa;
4. ficamos cansados quando olhamos para a parte 2 da casa;
5. já deitámos muita coisa fora;
6. ainda não conseguimos desencaixotar as coisas que comprámos para o páteo;
7. vamos ficar com um páteo muito giro, esperemos que ainda seja durante este Verão;
e, por último, mas a mais importante:
8. é impressionante a quantidade de espaço que se arranja depois de uma boa arrumação. É caso para dizer: gentes de todo o mundo, arrumai-vos!!!
Rita

quarta-feira, agosto 04, 2010

A sina do pacote de açucar...

Se te calha um conselho, destes é porque necessitas mesmo de morder a lingua da próxima vez que te apetecer espingardar...

Se no mesmo dia te calha duas vezes, já tens mais um assunto para falar com as tuas amigas...
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 02, 2010

Resquícios da Irlanda

Há uns dias que ando a prometer uma coisa a mim mesma.
O meu amigo U. costuma dizer que o trânsito desperta o pior nas pessoas e acho que ele tem toda a razão. Uma pessoa sai satisfeita de casa e passados dez minutos já está a reclamar com o mundo de condutores à sua volta, com os disparates em que vai reparando, a insultar os seus proprietários na intimidade da viatura... o sangue pulsa mais rápido, acelera, desacelera...
Mas na Irlanda, em Dublin, em plena hora de ponta, os condutores não apitam... mesmo quando vão para lá os que conduzem à direita e fazem as idiotices normais depois de pegar num automóvel com tudo ao contrário... não apitam... e cedem a passagem... O cenário é tão calmamente estranho ou estranhamente calmo que só depois de algum tempo é que nos apercebemos...
Hoje atravessei Lisboa em hora de ponta, em Agosto, e um indivíduo atrás de alguém fartava-se de apitar para outro alguém. E foi quando eu, que já andava a reparar e a pensar nestas coisas, decidi que posso torcer-me toda, mas que vou tentar ser mais irlandesa nisto do trânsito... vamos lá ver se não me dá uma apoplexia motivada pelo silêncio...
Rita

quarta-feira, julho 28, 2010

"Mana" pela primeira vez

Ao telefone:
- Vasco, chama a mana... chama lá a mana...
- Na... na...
- Ouviste, Alice?! O Vasco chamou-te pela primeira vez...!
E, do lado de lá, uma gargalhada de satisfação.

Actualizações:
Agora, com 16 meses, o Vasco chama o pai e a mãe por toda a casa, e diz atabalhoadamente "olá", "já tá", "tá aqui", "bola", "onde está"... e "mana", provavelmente uma das palavras mais saborosas da sua vida...
Rita

segunda-feira, julho 26, 2010

Está demasiado calor para chegar de uma festa de anos e ainda ter vontade de escrever alguma coisa... talvez amanhã tenha mais energia...
Rita

Cada vez menos por estas bandas

Eu sei que a minha presença neste blog tem sido cada vez menor. Talvez pelo periodo de férias que paira no ar. Talvez por as nossas visitas estarem mais ausentes.
Ainda pensei porpôr à Rita o fecho deste cantinho mas a verdade é que não quero. Custa largar um projecto elaborado e mantido a duas vozes, com tudo o que isso implica.
Pronto, mais uma fez prometo contribuir para a manutenção deste espaço de forma mais assidua. Acho mesmo que é uma questão de ultrapassar a inercia que me assola quando chego a casa cansada.
Até ao novo post. Fiquem bem.
Ana Cristina

quinta-feira, julho 15, 2010

Verde que te quero verde

A viagem foi só de uma semana e só rumámos a sul de Dublin e atravessámos depois o país para a costa oeste... mas, tanto quanto nos foi dado perceber, a Irlanda é verde.
Verde de um verde relva, espalhado por todo o lado até às encostas encarpadas que encontram o mar, o verde que só a intensa precipitação durante um ano gera. E, talvez por termos tido a sorte de pouco ter chovido na nossa semana por lá, o verde fez-nos acreditar ser fácil viver no meio de tanto verde. Deve ser a tal história da esperança...
Tentei encontrar no meu imaginário português paisagens semelhantes, feitas de tamanho verde mas simultaneamente de tão bela simplicidade. A mais parecida que me vem à memória é talvez a de S. Miguel, nos Açores. E ficará por aí, uma vez que no Minho, ou em Sintra, não se encontra tanta área seguida daquele verde.
Só alguns dias depois de termos por lá andado é que nos veio à cabeça a explicação: a Irlanda está vazia. Vazia de gente, comparativamente connosco. O país é pouco menor do que este rectângulo (cerca de 20.000 km2 a menos, sendo que na nossa conta entram as ilhas também), mas por aqui existem à volta de 115 habitantes por km2 enquanto que lá há 29... 29! (Sendo a totalidade da população calculada de 10 637 713 habitantes para 4 339 000) E atenção que a densidade populacional aqui colocada é enganadora (como o é sempre a estatística, mas isso são outros motivos para posts), porque um terço da população irlandesa encontra-se toda em Dublin!!!!
E assim daí o verde, somente salpicado de ovelhas de cabeça castanha, vacas... e gente, pois claro, gente que também planta relvados diante das casas, e que depois cuida deles...
Rita

terça-feira, julho 13, 2010

Sete dias de... Irlanda

Sim, é verdade... roam-se de inveja... e, apesar das fotos seguintes serem dos sete dias de viagem, não correspondem todas a uma por cada dia... mas pronto, cumpriu-se o desafio... mais opiniões sobre a Irlanda em posts seguintes, para quem esteja interessado...

Uma porta em Dublin, num edifício de estilo urbanístico georgiano. E, tanto quanto percebemos, mesmo quando as casas são só uma imitação do dito cujo, é hábito colocar uma porta assim, com este tipo de "moldura"... as ombreiras, armações e bandeiras das janelas e da porta são sempre pintadas de branco e depois as portas podem ser vermelhas, amarelas, azuis, verdes, com batentes grandes e trabalhados...

Um pub dos muitos em Dublin, na zona do Temple Bar... em hora de ponta, com música ao vivo e muita gente de "pints" de cerveja na mão...


Uma cascata nas Wicklow Montains, uma floresta tão densa que não se vê mais de dois metros lá para dentro... e todo o verde da Irlanda...

Uma rua em Kilkenny, com traços bastante comuns ao de outras localidades pequenas que visitámos e em que é visível o tipo de decoração aplicada nos edifícios a qualquer tipo de estabelecimento comercial.

O "full irish breakfast" que se vê em todo o lado e que não consegui compreender se é totalmente turístico ou perfeitamente comum... ovos mexidos ou estrelados, salsichas, bacon, tomate grelhado, morcela branca e preta, pão torrado com manteiga ou doce, café ou chá com leite... uma prendinha para os nossos fígados...
Uma casa de telhado de colmo, como ainda se vêm algumas... neste caso, no Kerry Bog Village Museum, na zona de Killarney (um museu ao ar livre, tentando reproduzir e mostrar as formas de trabalho e vida dos agricultores cortadores de turfa do século XVIII).

O Beef Stew... um guisado de carne de vaca, pelos vistos marinada em Guiness durante algumas horas, acompanhado com legumes e puré de batata.

Grafton Street em Dublin (a rua pedestre, altamente comercial, quase como uma Rua Augusta em Lisboa)... a chuva como despedida, ou não estivessemos nós a deixar a Irlanda...

Rita

quarta-feira, julho 07, 2010

Eu também tenho uma B.

Quem me conhece sabe que e não sou muito adepta de tachos e panelas. Sou eu própria que crio a minha fama de má cozinheira, o que não corresponde bem à verdade. Eu sou é pouco cozinheira. E gosto muito pouco de pensar com antecedência no que se vai preparar de refeição, detesto ir fazer as compras e adorava mesmo era que tudo aparecesse feito tipo passe de mágica. Não tenho acessórios de cozinha tipo batedeira ou a famosa (no tempo em que andava no curso era famosa, acho que hoje ninguém sabe o que é) Kloche. Costumo dizer às minhas amigas que eu não tenho jeito para dona de casa, mas sim para dona da casa. Por mim podia alguém dedicar-se a limpar, arrumar e organizar a casa e as ementas. Eu de vez em quando fazia uns petiscos ou um prato elaborado. Mas só de vez em quando…
Por isso ninguém estranhou quando eu, aceitando que me viessem fazer uma demonstração cá a casa, disse à Sr.ª que era melhor ela aproveitar o tempo para ir a casa de outra pessoa porque eu não ia comprar a famosa máquina que ajuda a cozinhar e que tem nome abimbalhado.
Não tinha contado com um pormenor. É o F que costuma dedicar-se muito mais vezes a tratar das nossas refeições. E ele adora fazer compras… e esava de folga no dia da demonstração (por puro acaso). E ainda... já tinha visto uns progrmas de televisão sobre o famoso robot de cozinha...
E em coisa de uma demonstração compramos a bimba, que já está cá em casa. E eu já fiz algo que nunca me tinha passado pela cabeça; Pão.

Aqui fica a foto do meu primeiro pão, feito com a preciosa ajuda da Bimby. Estava bom, mas já fiz outros (outras receitas) que não ficaram tão bons.

Ana Cristina

segunda-feira, julho 05, 2010

Este calor dá cabo de mim...

...
Eu sei que não gosto de chuva e dias cinzentos, mas o S. Pedro podia não exagerar e mandar um tempinho mais fácil de aguentar.
Ana Cristina

segunda-feira, junho 28, 2010

Um saco com a nossa assinatura

Numa tentativa de elaboração de peças diferentes e variadas para as nossas amigas adultas, já experimentamos trabalhar t-shirts, camisas, calças, agendas, peças de bijuteria, estojos, carteirinhas...
Mas em tempos também oferecemos um saco que comprámos feito (porque nenhuma de nós sabe de costura) pintado à mão e com aplicações de missangas e lantejoulas.
A fotografia não lhe é muito justa, mas ainda ontem o vi a passear na rua com a sua dona e achei que valia a pena lembra-lo.
Ana Cristina

domingo, junho 27, 2010

Tenho pena, mas esta semana não fiz o "Sete dias"... máquina que não tinha pilhas, dias de trabalho que deram para noites, muitos projectos ao mesmo tempo... talvez consiga esta semana... logo se vê...
Rita

segunda-feira, junho 21, 2010

Pediculose

A chavala precisava urgentemente de um corte na guedelha.
E vai a mãe e leva-a pela primeira vez da sua curta vida de quatro anos quase cinco lá acima a um dos cabeleireiros da Graça. Porque o pai insistiu que a mãe, que sempre curtou o pêlo à miúda, não o sabe fazer profissionalmente e não tem a técnica e para a filha experimentar e coisa e tal tal e coisa. E pronto, a mãe dá o braço a torcer porque decidiu um corte complicado, com franja e escadeado e esses tretas.
E lá vão as duas, vaidosonas, a mãe com a filha imunda depois de vir da praia com a escola. E a chavaleca lá se senta num acrescento ao banco e lá fica a lavar a cabeça, tão quieta e gira, com olhos sonolentos do dia bem passado que eu sei lá. E depois passa para a outra cadeira, que cabelo tão lavadinho a emoldurar uma cara tão enfarruscada e e encimar uma camisola e calções verdadeiramente nojentos.
E a mãe, de sorriso apalermado, pergunta se pode tirar fotografias, que bimbalhice, parece que nunca levou a filha ao cabeleireiro e não é que é verdade... E vai daí a senhora separa o cabelo, prepara pente e tesoura. E estaca de repente, ó mãe não pode ser, vai ter que fazer tratamento, ela tem piolhos, venha cá ver. E raça do bicho lá estava, todo contente a passear do alto dos seus três milímetros, e a pôr ovos o desgraçado, que eles fazem filhos até mais não, os promíscuos, quinze por cada dia durante vince e cinco dias ao que parece, a cabeça da miúda cheia de pintinhas prateadas que o diga. E fica tudo explicado, as comichões e as feridinhas minúsculas e tudo o que a mãe lhe parecia instintivamente ter visto e achado que não, ora agora, devo estar a ver mal, se fosse piolhos notava-se então as lêndeas é que custa a ver, isto agora lá iam ser as ditas cujas...
E mãe e filha de volta para casa, loção e lenço no cabelo enquanto brinca com os vizinhos no páteo, raça dos miúdos reproduzem-se que nem piolhos, devemos ter os dez metros quadrados mais frequentados dos arredores... ainda bem que não se reproduzem à rácio da raça, ou não haveria loção que os safasse... ainda bem que se alimentam a estrelitas, a bolas e a pirracinhas uns com os outros, pelo menos saem baratinhos.
Corte de cabelo adiado para amanhã.
Rita

domingo, junho 20, 2010

Sete dias... de algumas das brincadeiras que há cá por casa

Cá está, desafio aceite... sete dias fotografados sob o tema de um único post... é muito giro pensar na semana assim e estimula o olhar e o pensamento...







Esclarecimentos: não consta nenhuma das brincadeiras que fazemos todos juntos porque não sobra ninguém para segurar a máquina...
E em relação à última: o pai também tem direito às suas brincadeiras...
Rita