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quarta-feira, abril 26, 2017

«Posso só acabar de...»

«... ler esta página?»
«... acabar de ouvir esta música?»
«... ver este episódio?»
«... jogar este jogo?»
«... dizer isto à ...?»
«... acabar este vídeo?»

LIVRA!!!!!!!!!!!!!!!!!
Rita

Nota: e a terceira ainda não conta para esta lista...

domingo, abril 16, 2017

Caça aos ovos da Páscoa - 2017!

Passaram quatro anos desde a primeira caçada aos ovos cá de casa. Em 2015 não me organizei para a conseguir fazer e os miúdos lamentaram o facto, tanto que desde aí comprometi-me comigo mesma a dar o máximo para lhes oferecer uma espécie de caça ao tesouro anual. 
Não tinha a certeza que iria conseguir porque o fim-de-semana estava parcialmente dedicado a um torneio de futsal do Vasco, onde os horários dos jogos de segunda volta eram dependentes dos resultados dos de uma primeira... logo... não havia a noção quando iriamos estar em casa, se ou quando conseguiríamos conseguir fazer um almoço de família... a juntar-se-lhe, as variáveis "turnos de irmã enfermeira" e "jantar de aniversário de amigo"...
Na verdade, a caça aos ovos de 2017 foi alvo de muita pesquisa mas de poucas ideias... a sua forma foi moldada na noite de sábado, quase repentinamente, como me acontece com muitos projetos criativos... A maior dificuldade era tentar juntar três filhos de idades tão diferentes (11, 08 e 03 anos) na realização de atividades comuns... mas acho que consegui...

Assim sendo, este ano não houve enigmas espalhados pelas várias divisões da casa, a possibilitar o achado de pequenos ovinhos de chocolate... 
Rezava assim o início da grande Caçada aos Ovos da Páscoa de 2017, entregue em mãos à caçadora mais velha:

«Olá a todos!
Como sempre, cá estamos para mais uma caçada ao ovo...
Todas as caçadas são um bom desafio e uma grande conquista. Este ano, mais ainda. Para conseguir os ovos, vão ter de superar 12 desafios, em conjunto. Alguns têm tempo, outros não. Todos os ovos conquistados terão de ser divididos igualmente pelos três "coelhinhos" e, no fim, ser oferecidos à restante família...
O jogador que vai buscar um desafio tem de ser vendado e partir, às cegas, com a ajuda da família. O envelope do desafio tem de ter a sua inicial... e há os que são falsos...
Depois de lido, o desafio tem de ser cumprido por todos os caçadores. Se a família considerar que o desafio foi cumprido com sucesso, os caçadores entram na marquise para procurar os seus ovos com as ajudas de "quente" e "frio".
A todos... uma boa caçada!!!»

Ou seja, à vez, os miúdos eram vendados e partiam para encontrar um bilhetinho com a sua inicial, através das ajudas e indicações dadas pelo pessoal da família que os rodeava:


Na posse dos papelinhos, tinham de cumprir os três o desafio proposto, ou em conjunto, ou separadamente mas com o mesmo objetivo. No fim, com o desafio cumprido, entravam em casa e, numa única divisão, procuravam ovinhos, mediante as ajudas de quem os tinha escondido enquanto eles realizavam as suas tarefas. Embora algumas confusões e complicações, acho que o objetivo de que os três tivessem que fazer algo em conjunto foi amplamente realizado... e divertido...

A parte mais engraçada foi, obviamente, o cumprimento dos desafios:

«O Vasco é o carrinho de mão da Alice, que ela tem de fazer ir de um lado para o outro do pátio. O carrinho leva um balão, que a Joana tem de ajudar que não caia, mas sem o ir a segurar pelo caminho...
Tempo!»


«Têm de saltar ao pé coxinho.
Joana: dez vezes, com ajuda, no mesmo sítio.
Vasco: ir e vir de um lado para o outro do pátio, trocando o pé quando chegar ao muro e virar.
Alice: ir e vir três vezes, com o mesmo pé, e dar uma volta sobre si no final de cada volta.»


«Colocam-se em fila e, com um balão entre cada um, têm de ir de um lado para o outro e regressar, sem os deixar cair.
Tempo!»


«No chão há umas linhas a percorrer.
Joana: a andar em cima de cada uma delas.
Vasco: a andar com os pés na linha do meio e as mãos em cima de uma das linhas das pontas (à escolha).
Alice: a andar com os pés em uma das linhas das pontas e as mãos em outra das linhas das pontas.
Para o Vasco e a Alice, é ir e voltar.
Tempo!»


«Colocam-se em fila e têm de ir até ao outro lado do pátio e voltar. Para lá, avançam passando um balão por cima das cabeças de cada um. Para cá, avançam passando o balão por entre as pernas de cada um. O último da fila vai passando para primeiro e assim sucessivamente...»


«Têm de levar um balão até à outra ponta do pátio.
Joana: na mão esticada.
Vasco: numa colher, na boca.
Alice: na ponta de um dedo, o mínimo.
Tempo!»


«Fazem uma linha, de mãos dadas: Vasco, Alice, Joana.
Recebem o arco e têm de conseguir que o arco atravesse a linha dos vossos corpos, ou seja, que entre por uma "ponta" e saia pela outra...
Tempo!»


«Têm de fazer um desenho ou escrita.
Joana: de um sol.
Vasco: dos nomes próprios dos manos, de olhos vendados.
Alice: do nome completo mais comprido que está cá em casa hoje, de olhos vendados.»


«Com os vossos corpos em conjunto, têm de fazer três animais, um de cada vez...»
(Uma serpente... e, na segunda foto, seria uma girafa antes da Joana resolver estragar a figura...)


«Têm de cantar uma canção inteira, ao mesmo tempo, em cima do muro.
Joana: sentada.
Vasco: deitado.
Alice: de pé.»



Para além dos fotografados, foram feitos outros dois:

«Joana: quantas patas tem a Fera?
Vasco: quantas pernas existem hoje cá em casa?
Alice: quantos pares de narizes existem hoje cá em casa?»

«Joana: tem de agarrar três vezes o balão que lhe é mandado.
Vasco: tem de cabecear dez vezes o balão, sem parar.
Alice: tem de fazer a seguinte sequência de toques, de seguida: cabeça-mão-outra mão-joelho-outro joelho-pé-outro pé.»

Garantem-se momentos bem divertidos, para quem queira aproveitar algumas das ideias...
Rita

terça-feira, fevereiro 28, 2017

As mascaradas cá de casa

Fico contente que o Carnaval seja nosso, algo que vemos como uma festa pela qual ansiamos antecipadamente e que gozamos entre nós (mãe, filhos e tia, que o pai não foi feito para estas coisas), que nos faça começar a pensar e a falar nas máscaras que vamos escolher a cada ano meses antes da data. E acho piada que se entreguem totalmente às minhas ideias e que por vezes já nem se preocupem em arranjá-las. E que uns tempos antes de começarmos a temporada, fiquem inseguros por não verem a máscara a desenvolver. E que, mesmo antes de saírem de casa, todos vestidos e pintalgados, tenham sorrisos de grande contentamento, satisfação, e digam que se acham bonitos [«Afinal estou muito bonita», disse ela... ao que eu respondi: «Pff, como se houvesse dúvida...» ]...

Este ano, para eles, foi assim:

D. Panqueca foi de Bambi, que sempre é mais romântico de dizer do que "cervo". 
Máscara muito simples: camisola e leggigns castanhas, com acrescentos de barriga, bolinhas nas costas e rabinho. Maquilhagem a preceito. E, como pormenor, o desafio mais interessante da fantasia: as hastes. Muito mais simples do que parece... papel de alumínio (muito leve e moldável) a fazer o formato pretendido, revestido com fita adesiva de proteção de pintura, pinta-se e acrescenta-se umas orelhinhas de feltro. Segui dicas de vários blogs e o efeito resultante foi espetacular. 



O Sr. Crepe foi de mergulhador.
Máscara também muito simples, que só vale pelos pormenores: camisola e leggings pretas, passa-montanhas também preto (Decathlon), óculos de mergulho. Sem maquilhagem, bom para aqueles miúdos que não gostam de pinturas (não é o caso de nenhum dos meus). Cinto de pesos feito com elástico e musgumi. Barbatanas ilusórias com elástico e musgumi primeiro, antes de se romper todo, e com feltro depois (muito melhor solução, aconselho). O desafio maior foram as botijas: duas garrafas de leite interligadas com fita adesiva, pintadas com tinta de spray cinzenta metalizada; um tubo de canalização com entrada e saída diferentes (comprado numa loja de chinês), a entrar e a sair pelas garrafas (que são de um material muito fácil de trabalhar), e cujas pontas foram aproveitadas, uma para colar uma tampa de frasco com uma impressão de medidor de oxigénio, outra para colar uma tetina descartável de biberon (que não resultou, descolou e ficou sem nada); tudo colado numa placa de cartão com duas tiras de tecido (que vinham a prender uma manta comprada no Natal) com velcro.



Miss Gofre tinha fatos de compra, cá por casa, da época em que eu não metia mãos à obra. 
De forma que foi apalhaçar num dos dias. E em todos os outros preferiu ser um Capuchinho Vermelho, mas daqueles que atravessa a floresta de Ferrari vermelho e que acaba por caçar um lobo...


Rita

domingo, agosto 30, 2015

Sete dias... só com uma filha...

Significa estarmos um pouco mais abandonados, em diversas vertentes do nosso dia-a-dia...


 Faz prever tempo para nos dedicarmos a pequenos projetos criativos...


Quer dizer que se pode brincar e dar mais atenção personalizada à mais nova, que raramente pode ser filha única...


Representa aproveitar o dia em que se começou a trabalhar às 05H00 e, por isso, se acabou mais cedo, para vir calmamente a pé para casa, passar na drogaria como há muito tempo se planeava fazer e comprar algo para mais e diferentes projetos criativos...


Abre a possibilidade de finalmente nos fecharmos num quarto para levar a cabo trabalhos pensados já há um ano porque o pai dá bem conta dos afazeres normais só com uma filha agarrada às pernas...


Parece querer dizer que se pode acordar mais tarde meia hora... mas afinal constata-se que alguém se esqueceu de dizer isso à filha que ficou, ou ela não decidiria acordar todos os dias antes das 07H00...


Torna possível reviver jantares a sós, na mesinha pequena da sala, a ver seja o que for que apeteça na televisão...

Rita

segunda-feira, agosto 24, 2015

Ao fim e ao cabo...

... festas com classe é arranjar, só para si...

uma lavradeira...


um cabeçudo...


e um tocador de bombo...


O que mais é preciso, hã...?
Rita

quinta-feira, agosto 20, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 1, que é como quem diz, dia 20

Vir nesta altura do ano a Viana é o mesmo que dizer que viemos à Romaria da Senhora da Agonia... Não é fácil a opção de revisitar as festas das férias da minha infância e juventude, uma vez que apanha sempre o aniversário da Alice e gostamos de o festejar essencialmente com os tios e avós. A última vez tinha sido há seis anos, era o Vasco um bebé muito pequeno e estávamos de licença.
Este ano, talvez porque a sugestão da licença do ano passado trazia essa recordação mas sem que tivesse havido hipótese de realização do projeto, as saudades apertaram. Da cidade, do convívio familiar, das festas, das memórias. Em mim havia o desejo intenso de partilhar as festas e tudo o que as envolve com os miúdos. 
Por essa razão, em noite de aniversário da mais velha, partimos (eu e os mais velhos) na caminhada para a cidade, para ver os tapetes das ruas dos pescadores a serem feitos. Pelo caminho, avizinhava-se o início da Romaria, pequenos grupos de cantares e o som de um ou outro bombo. 


No dia seguinte, o primeiro dia formal das festas, foi altura de visitar as ruas já feitas. Descobri que a serradura deu lugar ao sal e que na rua principal, que antes era projetada pelo tio-avô, já não existe a limitação das cores vermelho, verde e amarelo. Em todo o caso, toda a decoração era bela e foi engraçado ver, mais uma vez, as soluções arranjadas (como o desenho da Sra. da Agonia todo feito em seixos pintados, com exceção de cara e mãos).


Da parte da tarde, depois da tentativa falhada de ver a procissão vinda do mar (a que vai pisar os tapetes) foi tempo de dar a conhecer o Campo. Fiquei surpreendida de, à chegada a Viana, não me recordar dessa parte das festas que tanto gozo me dava, e de só me lembrar já depois de andar por lá . Houve divertimentos para todos: trampolim para D. Panqueca, carrinhos de choque para o Sr. Crepe e até carrocel para Miss Goffre!

Rita

domingo, maio 03, 2015

Adoro o Dia da Mãe...

Colar, brincos, pregadeira, caneta, carteira, porta-canetas, íman para o frigorífico, postal... embrulhos lindos, declarações de amor, muitos e muitos mimos... três filhotes e carradas de prendas, feitas por eles, envolvidas em grandes surpresas desde quinta-feira, todas minhas, minhas e deles...
Este dia que é tão bom por ser tão nosso.


                                                                                           03/05/2015
Querida e adorada mãe!
Adoro-te até... Sirius, a estrela com o dobro do tamanho do Sol e 25 vezes mais brilhante que ele.
Eu sou metade dela e tu és a outra metade dela. Somos as queens do world!!
Temos algumas zangas mas depois tu dizes-me "amote" e fica tudo resolvido. "Mãe, tu não sabes o quanto eu te amo o quanto eu gosto de ti, nem que eu morra assim "
                                                          Com muito amor,
                                                          Alice A.

Rita

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Ideias que podem dar jeito

E como é que se entretêm três filhos em simultâneo numa visita a um hiper (neste caso, o Leroy)...?

Rita


quinta-feira, setembro 25, 2014

Espécie de fórmula matemática

Dia em que o companheiro chega tarde porque foi trabalhar para longe é igual a: 

querer muito vir ter com os filhos + 
conseguir (devido a um belíssimo esforço conjunto de combinação e negócio) que todos se entretenham enquanto se faz uma máquina de roupa e se apanha as milhentas migalhas de pão que a sobrinha gata conseguiu espalhar pela casa depois de andar a brincar com um saco de pão durante o dia + 
suportar que a mais nova, que come otimamente, logo hoje, decida que não acha piada à sopa e faça fita para comer + 
suportar que o do meio decida, como faz invariavelmente, andar a falar altíssimo e a dar pinotes e a saltar de múltiplas e variadas formas para o sofá ou qualquer outro sítio + 
suportar que a mais velha nos queira mostrar à força uma música e dança horrorosa, de mau gosto e ainda por cima mal educada e que, para tal, se mexa imenso + 
todas as três últimas afirmações em simultâneo

O que basicamente é equivalente a deitar os meus filhos pelos olhos às oito da noite… E estar ansiosa por vê-los na cama… Ou por ter chegado a casa tarde por ter ido trabalhar para fora…
Rita

quarta-feira, setembro 17, 2014

Balanço da primeira semana de trabalho e escola

Iniciámos rotinas há uma semana. Trabalho, escolas, preparações prévias de almoços, cuidados na hora de deitar, etc e tal.
De tudo, o mais stressante para mim foi voltar à rotina chata de preparação matinal para sair de casa. A ideia de regressar ao trabalho custou mais nos momentos prévios («falta um mês», «faltam quinze dias», «falta uma semana») do que propriamente no dia em que foi inevitável. Esperavam-me a mesma área de trabalho, mas (e eu já sabia) com uma nova equipa, nova chefia, nova sala, e eu abracei as novidades com verdadeiro agrado. Ao pessoal, quase todo a processar o retorno de férias, surpreendeu a minha satisfação, mas a realidade é que foi muito tempo de mentalização para o regresso e para a constatação de ser sortuda por fazer algo que gosto.
Os miúdos “mai crecidos”, iam todos contentes por voltar à escola e aos amigos… quanto à mais nova, admirou-nos a todos pela sua capacidade de adaptação e simpatia para com um novo espaço e pessoas.


Agora, aos poucos, espera-nos a criação de rituais que funcionem nestes novos horários que, devido à licença de amamentação, ainda nos permitem gozar um pouco mais da companhia uns dos outros...
Rita

segunda-feira, março 24, 2014

Clichés

Parece que cumpro os clichés que por aí circulam em relação ao facto da descontração maternal ser proporcional ao número de filhos... ontem apercebi-me que a Joana, a uma semana de fazer três meses de vida, não tinha apanhado as vacinas do segundo mês... e pior, a seguir a uns segundos de culpa pela minha negligência, ri-me para mim mesma...!
Rita

Por acaso, agora que penso nisto, não tenho a certeza se isto também não aconteceu com o Vasco...

quinta-feira, março 20, 2014

Desafio de hoje

Hoje, no Dia Mundial da Felicidade, para começar bem o dia a lembrar-me da minha, tive que tratar dos putos todos sozinha. O João tinha ido trabalhar para fora de Lisboa e tinha saído mais cedo do que a hora do despertador: 07H30.
De forma que, para tentar resumir bem a coisa, foi assim:
Acordar, tomar banho, vestir a roupa já previamente preparada.
Acordar os putos, insistir com o Vasco para ele sair da cama, gerir a crise da Alice quando reparou que a Fada dos Dentes não lhe tinha deixado o presente, levar-lhes as roupas para a sala para se vestirem, convencer a Alice que eu própria iria procurar melhor dali a um tempo.
Pôr a água a ferver para fazer a massa de acompanhamento ao frango da Alice para o almoço; preparar o resto da lancheira (a sopa, a fruta, os iogurtes, as bolachas).
Ir à cama da Alice procurar o presente da Fada, a Alice mesmo ali atrás, encontrar o presente, vê-la toda contente com os brincos novos, crise resolvida.
Ajudar a Alice a preparar os flocos dela.
Chatear-me com o Vasco porque, no tempo todo que passou, ainda não tirou uma única peça de roupa.
Tratar do resto do almoço da Alice. Tratar do lanche do Vasco.
Chatear-me mais com o Vasco. Pô-lo a despachar-se em relação à arrumação do pijama e à escolha dos sapatos.
Fazer o pequeno-almoço do Vasco.
Acudir à Joana, a começar a choramingar lá dentro, dar-lhe a chucha, pôr o mobil a rodar, acender-lhe a luz.
Ir à padaria comprar o pão.
Fazer o pão para a Alice, preparar o meu pequeno-almoço.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, empurrar os putos para irem escovar cabelos e dentes.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, ir buscar os lençóis para que a senhora troque as camas.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, levar as mochilas e lancheira para perto da porta de saída, juntamente com os convites para a festa do Vasco e os livros para lhe ler na sala.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, empurrar a Alice para vestir o casaco, enquanto o Vasco se lembra da necessidade urgente de fazer cocó.
Trazer a Joana e vesti-la para a levar a conhecer os colegas dos manos.
Dar a Joana para o colo da Alice, dar as restantes dentadas no pão e goladas no leite, tratar do Vasco, empurrá-lo para vestir o casaco.
Ir buscar a mala previamente preparada, agarrar na Joana, empurrar os outros para a porta, para porem as mochilas, para ajudarem a carregar as minhas coisas.
Voltar atrás para pôr um dos brincos à Alice, o outro não, para ver se o furo fecha.
Atravessar a rua e pôr toda a gente dentro do carro, Alice que pôr o cinto sozinha e ajuda o Vasco a pôr o dele enquanto eu coloco a Joana no ovo.
Ir.
Mesmo com todo o nervosismo e stress e pressa e acusações ao puto sanduiche que não faz nada para nos despacharmos, conseguir que a Alice chegue só dez minutos atrasada, grande VITÓRIA, prova superada!!!
Rita
 
De notar que já chegámos a ter este atraso e a sermos dois adultos com duas crianças.

segunda-feira, março 03, 2014

Dois meses de Joana


 
Ficávamos as duas muito tempo em casa porque ela era pequena e o tempo estava uma treta lá fora. Quem tem bebés sabe como não dá jeito nenhum sair de carro quando chove: o "ovo" é um peso tremendo, não dá para andar com guarda-chuva, quando se tem uma chave de carro que só abre na ignição, tem de se andar às voltas até conseguir estar pronto para sair... Sair de carrinho está fora de questão, apanhariamos chuva e aqui à volta as ruas são extremamente inclinadas e os passeios são completamente tortos. Ter um filho em pleno Inverno chuvoso não é fácil e acabámos por ficar em casa a namorar-nos mutuamente.
Assim que o tempo melhorou, ala de pôr a miúda no sling ou no pano e começar a passear. No princípio, o efeito notava-se muito... um ou dois dias pendurada em mim e dava logo azo a momentos de muito mais choradeira quando se esperava que adormecesse na cama...
 
Então, nestes dois meses em que tenho vindo a conhecer a miúda e a miúda se tem vindo a conhecer a si e ao mundo, posso dizer - e não necessariamente por esta ordem de importância - que:
 
- Por data do primeiro mês, a rapariga começou a sorrir. Eram sorrisos inseguros, ainda o treino apalermado de uma expressão. De tanto treino, nosso e dela, a miúda agora escancara a boca toda e, como todos os bebés, fica o máximo. Sorri muito, para mim essencialmente - que, como diz a K., sou a sua pessoa preferida - mas também para o pai, irmãos (mais para a Alice, que lhe dá mais do seu tempo), tia Cristina, e qualquer pessoa que se meta com ela quando está bem disposta, na maior parte das vezes depois de dormir belas sonecas.
- Já conseguimos fazer horários regulares de refeições, que é o mesmo que dizer, de vida. O nosso dia/noite agora divide-se em grupos de seis horas, quatro, três e meia, três e meia, três e meia, três e meia - mas alteramo-los conforme nos dá jeito nos passeios e retomamo-los a seguir. Quando a casa está cheia com o resto da família, que é o mesmo que falar nos fins-de-semana, a miúda dorme muito menos de seguida, pensamos que por efeito do barulho.
- No final da tarde, teimamos em colocá-la na espreguiçadeira para conviver com o resto da malta. Ela ainda não parece achar piada nenhuma ao assento e chora na maior parte do tempo... revezamo-nos a quatro a colocar-lhe a chucha e, quando os ajudantes mais novos se vão deitar, a dois para lhe proporcionar o luxo de uma cadeira tremeliques...
- É a minha filha mais chorona, mas isso é dizer pouco, se acrescentar que a Alice não chorava nada e que o Vasco também o fazia em pouca quantidade. Recordo-me que brincávamos que a Alice não usava os vasos lacrimais e que, por causa disso, só tinha tido lágrimas já depois de um ano de idade. Na verdade, não há nenhuma fundamento científico para isto, o Vasco chorou desde sempre com lágrimas a correr pela cara abaixo e a Joana, que tenta fazer melhor usufruto desta capacidade de negociação, só fica com os olhos rasos e depois de alguma instência.
- Fora de casa, a sua posição preferida é a vertical e, quando começa a ficar com sono, a "vertical andante". Cá pela nossa vida doméstica, no mesmo estado aceita muito bem ser colocada na cama, chucha na boca e lençóis até às orelhas.
 
E, a minha preferida...
- Quando fomos à médica há um mês e lhe disse que achava que a miúda começava a tentar fazer as suas primeiras vocalizações, ela achou que ainda era cedo. Apesar disso, ao longo deste mês fui comprovando que era verdade. A rapariga adora que eu fale directamente com ela e que faça os sons equivalentes às primeiras palradelas e anda a tentar preparar-se para me responder à altura.
 
Rita

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Sim... é isto um babyblog?!

No outro dia comentávamos isso mesmo. Que este espaço já parecia um babyblog.
Mas, no fundo, também é um babyblog. É um "nósblog"...
 
Tenho muitas em mim. Mas, neste momento, sou muito... e muito e muito... mãe. Não é que não seja sempre mãe, mas com o nascimento desta terceira cria, a parte mãe de mim está extremamente acentuada. Passo os meus dias com ela, numa simbiose perfeita, a tentar guardar todos os bocadinhos que, pela experiência com os outros, já sei que vão ficar esquecidos. Ficam as fotografias e a memória visual, mas tudo o que é tacto e cheiro é ultrapassado...
 
Ser mãe novamente faz de mim ainda mais mãe dos outros. Sou mãe da maiorca, do meiorca e da minorca, mas sou também mãe das relações entre eles e, tendo adicionado mais uma variável, sou ainda mais mãe.
 
Nenhuma das outras de mim está apagada. A trabalhadora, que tem um trabalho de que gosta muito (mas que também a stressa muito) está de férias, bem como a delegada sindical, mas está por aqui a filha, a amiga, a que raciocina sobre o que se passa à sua volta, a que lê, a que vê televisão, a que critica alguma desta realidade que vivemos, a que a que a que...
 
A oxitocina veio também desenvolver a parte de mim que planeia tanto mas tanto, que nem sabe para que lado se virar, de tantos projectos... hoje fui obrigada a fazer uma lista de tudo o quero fazer, para poder saber por onde começar e não me esquecer de nada. Tenho dezenas de ideias na forja para a casa, para os filhos, para estas Oficinas.
 
Neste momento, portanto, sou toda mãe, só a gerar.
Rita

sábado, fevereiro 08, 2014

O dia comigo e com eles

Quando ontem, ainda me encontrava eu enrolada nos lençóis, ouço a Alice, ao acordar, a queixar-se de dores fortes nas pernas e que não conseguia andar de forma normal, não quis acreditar... enfiei a cabeça ainda mais dentro dos lençóis e esperei que tivesse sido um sonho ou um engano... mas o João veio depois segredar-me se valia a pena dar-lhes a roupa previamente preparada para se irem vestindo, ou se eu achava que - encontrando-se ela provavelmente com o meu vírus e ele com uma tosse de cão - era melhor eles ficarem em casa comigo...
 
É óbvio que, mais cedo ou mais tarde, surgiria um dia em que eu teria de ficar sozinha com os três... já tinha acontecido, mas por períodos de poucas horas... mas, convenhamos, eu própria não estava boa, as dores nas articulações ainda lá estavam e eu esperava passar o dia numa tranquilidade de recuperação, sozinha com a miúda mais nova, a carregar as baterias para a chegada dos mais velhos a casa no final da tarde... 
 
No fim, o dia foi excelente... depois de se começarem a sentir os efeitos de um Brufenezito, pude organizar o tempo em função do que todos queriam fazer: um pouco de televisão, um pouco de jogos de computador, muita brincadeira, um filme com pipocas, trabalhos manuais... Confesso que, depois de passar as férias de Natal todas com a Alice e o Vasco, andava com saudades deles, de dias inteiros por nossa conta sem horários e obrigações, dedicados só às actividades do Advento e aos nossos gostos e apetites.
Nesta sexta pudemos aproveitar para realizar um trabalho que eu andava a propor há dias: usar uma caixa de cartão cá por casa para fazer um castelo. A Alice qualificou o trabalho como a melhor coisa do dia e o Vasco fartou-se de dar ideias. Nos próximos tempos, há que acabar alguns pormenores e pintar...
 
Rita

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Um mês de Joana



Uma das coisas boas de ir aqui escrevendo é poder, anos depois, consultar o que disse e reviver aqueles mesmo sentimentos e sensações... é bom pensar que, em relação a eles, os miúdos poderão também um dia gostar de ver o que tanto se reflectiu sobre eles...
Assim, correndo o risco de me ver repetida em relação ao post sobre o primeiro mês do Vasco, um mês de Joana tem igualmente representado trinta e um dias de arrebatamente e adoração crescente...
A miúda é linda. Agora é-o cada vez mais, uma vez que já tem uns olhos enormes "de ver mundo" que nos seguem com assertividade, e uns sorrisões lindos de boca aberta, (ainda por cima)essencialmente para mim...
Fisicamente, é o mesmo estilo de bebé que eram a Alice e o Vasco e, devido a isso, houve quem na escola no outro dia dissesse que era parecida com eles. No entanto, muito embora existam várias pessoas a concordar que há uma maior parecença da Joana com o Vasco, acho-a com feições diferentes das deles.
É a mais chorona dos meus filhos, mas isso não é dizer muito porque a Alice não chorava praticamente nada e o Vasco também o fazia pouco. Parece ser a que come mais e por isso tens umas bochechas giraças. Mama de quatro em quatro horas durante o dia, mas as noites têm sido mais instáveis, provando-se aquela máxima famosa do "quanto mais dorme, mais quer dormir". Tem feito algumas noites com intervalos de seis horas e algumas noites a chorar desalmadamente... Somos nós que estamos efectivamente mais velhos e temos menos resistência para choros nocturnos. Com a Joana já fizemos o que nunca foi feito com os outros dois: incapazes de a sossegar, puxámo-la para a nossa cama e tentámos dormir assim. É a idade, dirão uns; o cansaço, dirão outros; a sapiência e confiança da experiência, o acreditar que não vamos fazer nenhum disparate e fazer dela uma bebé cheia de manhas, poderá ainda afirmar alguém. Será um pouco de tudo isso, acredito eu.
Ser mãe de terceira viagem é ser ainda mais descontraída. Digo "ainda mais" porque cá em casa sempre o fomos muito (ainda por cima com uma primeira filha angelical e uma irmã enfermeira-de-bebés para nos ensinar tudo o que sabe)... mas claro que agora já não damos grandes hipóteses a algumas dúvidas mais comuns. Por exemplo, quando ela chora sem conseguir acalmar-se, encolhe-se com mais facilidade os ombros e admite-se a incapacidade parental para fazer parar o choro em todas as ocasiões. Não se alinha facilmente em "será que comeu o suficiente? será o meu leite bom?"... simplesmente, pensa-se que um bebé chora, por stress, excitação, cansaço, desgaste, manhozice, necessidade de contacto ou miminho... acontece, o choro é uma forma de comunicação e, encontrando-se as suas necessidades básicas satisfeitas, é melhor admitir que um bebé chora e tem o direito de chorar...
Em resumo... nesta casa onde passei a cortar quarenta unhas por semana (oitenta de quinze em quinze dias, noventa de longe em longe, quando lhes somo as das patas dianteiras da Fera), tudo vai correndo... apaixonadamente bem...
Rita

sábado, janeiro 25, 2014

A primeira brincadeira a três

Que fique registado que hoje foi o primeiro dia de brincadeira a três. Quer dizer... foi mais de brincadeira a dois à custa da terceira... como decerto irá acontecer muitas e muitas vezes no futuro desta casa, independentemente do primeiro, segundo e terceiro elementos rodarem entre si...
A coisa foi simples mas deu origem a minutos largos de risadas e gargalhadas: Dona Panqueca e Senhor Crepe de volta da espreguiçadeira, com uma Miss Goffre acordada mas demasiado zen para se incomodar com o facto deles lhe tirarem e colocarem em cima um barretinho, escolhendo diversas formas para o fazer, «o barrete velhota», «o barrete carteiro», «o barrete cocó», etc... Se a não interacção e indiferença contar como interacção, ficou devidamente filmada a primeira brincadeira de muitas que se esperam.
Rita

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Ao segundo dia do ano de dois mil e catorze

A Joana nasceu. Depois de ter deixado passar o aniversário da sua mãe, o Natal e a Passagem de Ano escolheu nascer num dia especial, só dela (e do primo Fernando, mas se fosse excluir todos os aniversários de familiares e amigos tinha que nascer lá pra vinte e tal de Janeiro e isso seria de todo impossível). Para esclarecer bem, e resolver confusões de peso, a rapariga pesa 2980 g, e não se parece ainda com ninguém. Em comum com os manos tem a elegância, e a beleza, pois claro. 
Foi um belo início do ano, a lembrar o velho ditado popular que nos lembra que em "ano novo, vida nova". E já agora vida nova, longa, saudável, e muito feliz...
Ana Cristina, a tia babadissima

domingo, novembro 17, 2013

Pesadelos de uma futura mãe de três 1

Pesadelo vai ser quando...

... Tiver que organizar as mudanças de roupa da estação dos três... Ver o que não serve aos três... Devolver o que emprestaram aos três... Dar a alguém o que, sendo nosso, deixou de servir aos dois mais novos (finally!!)... Subir e descer do escadote para tirar o que ainda poderá servir e guardar o que ainda irá dar... Escadotar, desdobrar, fazer experimentar, dobrar, ensacar... A três, a três, a três.........................

SOCORROOOOOOOO!!!!!!!

Rita