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terça-feira, outubro 30, 2018

E assim, de repente, sou um perigo para a sociedade

Porque este é o mês estranhei não ter recebido notícias da seguradora. São 27 anos a conduzir carro próprio e, naturalmente, os mesmos a desembolsar o que me garante a sua legalidade. Daí ter contactado a mediadora. Podia ter havido algum problema e a carta ter seguido para a morada antiga.
Recebi o telefonema há pouco, com a notícia que não me querem como segurada por ser um risco.  Não me quer a seguradora que até agora tive, nem nenhuma outra. Estou na lista negra das seguradoras!!!
Motivo: tive 3 sinistros em menos de 5 anos.
Explicando melhor; nos últimos 5 anos fiz a seguradora gastar dinheiro. E não quer dizer nada ter seguro contra todos os riscos, ou ter feito gastar pouco dinheiro, ou ainda um deles nem sequer ter sido eu mas alguém que não se identificou, e sobretudo ninguém se ter magoado, nem o facto de durante 22 anos nunca ter tido nenhum acidente provocado por mim. NÃO!!! Eu fiz a seguradora pagar o pára-choques do Nissan Qashqai que ficou com um furinho da minha chapa de matricula quando lhe dei um "beijinho". E tornei a fazer gastar quando declarei o toque que dei 4 anos e meio depois. E fiz gastar de novo quando caí na asneira de declarar a amolgadela que me deram, seguindo a informação (que acreditei, PARVA QUE SOU!!!) que como não atingia o plafond segurado anualmente não me prejudicaria... Pois é, prejudicou. E agora sou persona non grata para as seguradoras. 
Parece que agora as minhas soluções são; não ter seguro durante pelo menos uns dois anos, vender o carro e conduzir um carro de outra pessoa, ou passar a andar de transportes. Ou isso ou andar ilegalmente num carro sem seguro e como assim, se bater em algum, desde que ninguém me apanhe, não há problema nenhum.

Serve este post para vos alertar. Façam seguros baratos, e se tiverem um acidente que seja em grande (só não desejo que matem alguém porque não sou capaz de tanto... mas já faltou mais...)
Ana Cristina

quinta-feira, junho 22, 2017

Farta fartinha de comissões, épocas e orçamentos a curto prazo...

Não sou, de forma alguma, entendida em incêndios, catástrofes (naturais ou não) nem em formas de os prevenir e combater. Mas passados os primeiros "momentos" de emoção sobre a tragédia que nos assolou (sobretudo quem ficou afectado directamente, quem sou eu para me comparar a quem sofre na pele as consequências de tais tragédias) também eu sinto que começa a ser hora de ter opinião.

imagem tirada da net

Parece que tudo começa como causa natural e que as condições atmosféricas não facilitaram o combate imediato. Acontece também que não era ainda a época oficial de incêndios. Ou seja, se o mesmo tivesse acontecido daqui a, sei lá, um mês, os meios de combate estariam mais preparados para combater o mesmo incêndio. Começam as dúvidas. Mas não deveriam ser as condições atmosféricas a ditar os meios à disposição e não a data do calendário?

Também será verdade que as condições locais seriam favorecedoras da propagação do fogo e que tal se deve às florestas desordenadas, estradas sem as necessárias margens de protecção, entre outros factores que passam pela existência de eucaliptos e pinheiros em demasia. Dizem uns que a lei que existe não é cumprida. Dizem alguns que as entidades protectoras locais não têm competência para obrigar a que a lei seja cumprida, por outro lado também não a têm para substituir os proprietários que não cumprem a legislação, ao que parece bem feita. Há quem diga também que a compra dos meios aéreos que ficaram no estaleiro teria ajudado a que não se propagasse tão depressa e que o aluguer dos meios aéreos, além de chegarem com atraso de dois dias, terá um enorme dispêndio. Fala-se ainda na extinção do Corpo de Guarda Florestal e no número previsto de criação de equipas de Sapadores estar praticamente estagnado. Há ainda a questão recente da criação do fundo solidário para a reconstrução das populações mais afectadas, onde não estão englobadas as populações de localidades mais pequenas....

Também eu começo a sentir a tal "raiva sem fim" que o Agostinho Lopes escreve no blog Abril/Abril e que podem ler aqui. Raiva porque se podia ter trabalhado no sentido de evitar as mortes, as perdas das propriedades (privadas ou não), a floresta ardida, os feridos. Tudo isto se resume ao mesmo factor, dinheiro. Dinheiro que quer dizer orçamento. Orçamento que quer dizer deficit... deficit que quer dizer dinheiro... 

Não tenho qualquer dúvida que toda a nossa vida é regida por orçamentos, e será necessário fazer opções mas, PORRA (só me apetece asneirar), não teria sido esta tragédia evitável se os problemas detectados há mais de duas décadas não se resumissem à simples resposta de "não há dinheiro". Na altura se calhar até havia...

Farta fartinha estou (eu e muitos mais), da criação de comissões e de pequenas leis a completar as já completas existentes. Farta fartinha estou dos orçamentos por épocas, épocas de incêndios e épocas balneares (estava para falar aqui sobre a época balnear e as praias não vigiadas mas foi esta a época que se impôs no momento). Farta fartinha estou dos gastos feitos em consequência do que não foi feito para poupar... Poupou-se algum, gasta-se agora muito. porque muito vale a vida que qualquer pessoa.

Não sei, peço desculpa pelo desabafo que já vai longo e que não acrescenta nada, mas acho mesmo que temos de ter respostas, mas sobretudo temos de ter acções. Já agora eficazes, e não apenas papéis e dossiers e respostas tipo "não é da nossa competência"...
Ana Cristina

quinta-feira, março 23, 2017

Dias de porcaria...



Hoje, depois de dar um pequeno toque com o carro, de ouvir uma boca que achei incorreta e desmotivadora e de dar praticamente 90 euros à Emel (ainda estou a saber quem conseguiu este extraordinário "tacho" à Emel que lhe dá competências policiais de passar coimas que não envolvem os seus lugares de estacionamento)... só os miúdos mais velhos a rirem às gargalhadas com um filme antigo da Joana a dançar com eles para ficar bem disposta...
Rita

quinta-feira, setembro 03, 2015

O livro que se perde faz sempre falta


Há muito que neste blog não se falava de livros. Mas eles por estas bandas não faltam, como sabem. Actualmente falta-me um, porque O PERDI! Ao livro e à maravilhosa capa de livros que o forrava quando acompanhei o pai à consulta no hospital. Fico sempre chateada quando perco alguma coisa... mas agora só posso desejar que tenha sido encontrado por alguém que goste tanto de livros como eu, que o leia e que use a capa muitas vezes.
Por isso, venho por este meio, desejar as melhores leituras a quem encontrou o meu livro.
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 26, 2015

La tomatina

Uma festa que só de pensar me dá urticária. E vomitos, porque a primeira sensação que me vem é a náusea (só de pensar no cheiro de tomate maduro... na rua, no corpo... baghhhh)
Aliás, o melhor é marcar na agenda como uma semana não visitar Valência. Pensando bem, se calhar é melhor marcar o mês inteiro.

Imagem retirada da net 

Ana Cristina

sábado, julho 25, 2015

Conversa da treta para quem anda desesperado... opinião minha.


Ontem foi notícia que, para o ano que vem seremos beneficiados com a devolução de 19% da sobretaxa de IRS. E que já podemos fazer uma primeira simulação e sonhar com os milhares de euros que vamos receber ... porque o governo vai devolver milhares de euros...
Na segunda parte da notícia até nos mostraram simulações de devolução, porque a aplicação já existe (a criar a ferramenta foram muito rápidos). Claro que fomos avisados que esta é UMA POSSIBILIDADE e não uma certeza. Na verdade só no final do ano é que poderemos saber a quanto temos direito.na notícia não diziam que essa devolução dependerá de factores como a correção dos reembolsos do IVA, uma medida que consta do programa do governo para o orçamento de estado de 2015 (mas parece que esse item não aparece no simulador).
Lemos essa informação nos sites de economia ou em posts de opinião. Aqui, por exemplo informam-nos que
" ... este desagravamento está dependente das receitas de IVA e de IRS, uma vez que a fórmula de cálculo do crédito fiscal considera a diferença entre a soma das receitas do IRS e do IVA efetivamente cobradas (e apuradas na síntese de execução orçamental de dezembro de 2015) e a soma da receita dos dois impostos estimada para o conjunto do ano no Orçamento do Estado."
A mim, uma leiga nestes aspectos, parece-me mais uma medida eleitoralista, que olha sobretudo a quem está desesperado, e que por momentos qualquer dinheirinho será muito bem vindo. Mas não se esqueçam os distraídos; será quanto muito uma devolução de menos de 20% de 3,5% de quem é submetido a essa redução... Ou seja, se tudo correr bem, pois então, e se se portarem bem nas eleições podem receber uns tostões.
Ana Cristina

terça-feira, outubro 07, 2014

NOVELA DA DOENÇA, Capítulo 1 - É proibido adoecer

Um dia antes de fazer os nove meses – e, provavelmente para comemorar um mês de creche – a Joana ficou doente pela primeira vez.
A diarreia que tinha há uns dias estava a passar, controlada só com dieta, mas na quarta-feira passada fomos dar com ela com febre. Parecia bem, ativa, igual a ela mesma, com apetite, mas com febre. E, como durante o dia, me parecesse vê-la cofiar a orelha num gesto que lhe é pouco habitual, lá nos organizámos (Vasco na vizinha) e rumámos à Estefânia à noite. Aproveitámos um coxear de vários dias da Alice e levámo-la também.

Depois do Rx, o diagnóstico da mais velha foi rápido e fácil: um ligeiro entorse a necessitar só de dispensa da prática de educação física durante quinze dias, passível de melhorar em menos. A avaliação do estado da Joana demorou mais um pouco mas o resultado foi claro: uma ligeira inflamação nos dois ouvidos, sem pus, com alta probabilidade de se resolver em 48 horas só com Brufen. O médico explicou as alternativas: ou medicar, de forma talvez excessiva e precipitadamente com antibiótico, ou garantir a necessidade de reavaliação após o período indicado. Escolhida a última hipótese, questionei-o acerca do atestado para ficar em casa com a mocinha e qual não foi o meu espanto quando ele me explicou que, atualmente, só poderia fornecer uma declaração médica com o diagnóstico e que seria o colega do centro de saúde a quem caberia passar o atestado de assistência à família.

Pois que lá rumei eu, desta feita só com a doente, para o centro de saúde da minha área. Tirei a senha e expliquei no atendimento ao que vinha. Tiraram fotocópia do meu Cartão de Cidadão e da declaração do médico no hospital e mandaram-me esperar. E esperámos. Esperámos, eu e a minha rapariga pequena – doente, já tinha dito? possivelmente com um contexto viral, contagioso, certo? e a idade de nove meses, também já tinha mencionado? – exatamente TRÊS HORAS E MEIA…! Sentadas na sala de espera, indiferentemente a poderem estar ao nosso lado grávidas, bebés mais pequenos ou doentes, idosos, fosse quem fosse…
Duas horas depois de lá estarmos, dirigi-me ao atendimento e perguntei, com a maior calma e boa educação de que fui capaz – mas provavelmente com olhos raiados de fúria – do que estava eu à espera. «Então… não veio para lhe ser passado um atestado…?! Está à espera que o médico consiga chamá-la…» Perguntei se não me encontrava à espera de uma consulta de urgência para isso (passo a explicar o raciocínio: ou o médico tirava um minuto entre consultas para observar as fotocópias dos documentos e aproveitava os meus dados já informatizados para me passar o atestado o mais depressa possível ou desejava examinar novamente a criança e, nesse sentido, fá-lo-ia numa consulta com urgência para que um bebé de nove meses, doente, não estivesse à espera – tem lógica? Pelos vistos, não) e que estava ali a perguntá-lo uma vez que já tinham sido chamadas outras pessoas chegadas depois de mim, algumas delas provavelmente também com urgências.
E é quando a senhora me explica que não, que não era uma consulta. Que «qualquer coisa, blá-blá-blá, um favor do médico, quando tivesse tempo». Estaquei: «Desculpe, mas o médico não me está a fazer favor nenhum.» (Duas horas????!!!! Com filha de nove meses doente???!!! É que é cá um favor!!!!!) E ela: «Sim, no fundo é mais ou menos um favor.». Ao que expliquei que tinha estado na noite anterior no hospital durante uma hora e quarenta e que a minha filha já tinha sido examinada e diagnosticada, trazendo eu o papel do diagnóstico. E que sabia que ela, a senhora, não tinha culpa nenhuma, mas que compreendesse a minha situação. E ela explicou que eu não tinha médico de família, que no centro havia pouquíssimos médicos, e que, dada a hora a que tinha chegado (09H20, mais ou menos), já não havia senhas de urgência (que penso serem só cerca de meia dúzia por dia), e que o centro não fazia urgências (contrariamente ao teor do site do Ministério da Saúde sobre os centros de saúde, portanto). E lá amarguei mais uma hora e meia (na verdade um pouco mais, uma vez que fui chamada às 12H00), para encontrar um médico muito simpático, mas que percebi que nem sequer tinha olhado para os documentos fotocopiados e que, ao saber que a criança tinha ido ao hospital, declarou: «Ah, então diga lá, o meu trabalho assim já está facilitado…». Eu nem sequer precisei de tirar a Joana do carrinho e ele nem sequer precisou de lhe tocar, aliás, de se levantar do seu lugar.

Tempo esperado no Hospital público: 1 hora e 40 minutos (nada mau, para uma época do ano complicada e de noite).
Tempo esperado pelo atendimento no centro de saúde: 3 horas e 40 minutos.
Tempo dentro do consultório do médico no centro de saúde: 5 minutos.

Pelo que percebi que as novas indicações (provavelmente para evitar baixas fraudulentas) é dificultar ao máximo as condições para quem está doente ou tem filhos doentes. Vamos ao hospital. Depois ao centro de saúde. Ocupamos os dois serviços de saúde inutilmente. Andamos doentes, ou com filhos doentes, a necessitar de descanso e preservação em casa ou com contextos possivelmente contagiosos, a passar horas a tratar de papéis que nos justificam faltas ao trabalho, sendo que na grande maioria dos casos (as tais viroses simples e curáveis em três dias) estas nos forçam a descontos a 100%... (que é o que se desconta quando se está de baixa ou assistência à família até três dias)!!! Já para não falar que, no caso de uma doença altamente contagiosa ou incapacitante, podemos ter que enviar outra pessoa por nós ao centro de saúde e, nesse caso, sujeitamos um profissional a ter que assinar de cruz um atestado a uma pessoa que não observou…!!
Pergunto-me: o que é isto…?! A que ponto chegámos?! Já não chega a preocupação/ ansiedade de ver um filho pequeno doente?! Já não chega a culpa que sentimos tantas e tantas vezes em relação às faltas ao trabalho, à redução na equipa, a deixar os colegas desfalcados?!
Fico a pensar quem é que beneficia disto. Não são os doentes, nem os seus acompanhantes, nem os utentes do serviço de saúde, nem todos os funcionários do serviço de saúde (quer seja de hospital quer seja de centro de saúde), nem os locais de trabalho… Fico reduzida ao poder instituído, que trata de burocratizar e dificultar tanto e cada vez mais a situação a quem está doente ou a acompanhar quem está doente que só lhes resta pôr dias de férias para não ter que se sujeitar a isto…
Interiormente guardo para mim o desejo de que esta minha filha pequena saia ao irmão, que é tão resistente, e não à irmã, que apanhava todo e qualquer vírus ou bactéria no raio de quilómetros ao seu redor…
A partir de hoje, minhas gentes, já sabem: PROIBIDO ADOECER!

Rita

quarta-feira, outubro 16, 2013

A nova austeridade

Não sou boa a matemática e não tenho grandes noções de economia...
Oriento-me bem a escrever sobre "emocionalidades", mas atrapalho-me muito no que toca a falar sobre política...
Mas... fico a pensar...
... como é que se estabelecem cortes salariais a quem ganha 600 euros...?
... e por que razão os cortes param nos 12% para quem ganha 2000...?
.... por que carga de água, por exemplo, o nosso Primeiro Ministro, que ganhará como ordenado bruto base cerca de 5700 euros, também só será cortado em 12%...?
... é que, se é suposto os ditos cortes serem "progressivos", por que razão param nos 2000 euros...?
... porque não abrangem os que ganham de facto MUITO?
E, já agora...
.... como é que o Primeiro Ministro pode ousar sequer dizer que quem tiver os cortes previstos, não vai alterar assim tanto o seu nível de vida em 2014???!!!

Rita

sábado, outubro 12, 2013

Está neste momento a dar o filme "Chocolate" no canal foxlife... É uma frustração... Não suporto filmes que não têm absolutamente relação nenhuma com os livros que são a sua base... Tenho dito.
Rita

quinta-feira, julho 05, 2012

Novidades lá do serviço...


Era um processo que se desenvolvia há uns meses, onde se moveram vários esforços, transversais a todas as classes profissionais, dentro e fora do serviço, no sentido de cumprir com todos os trâmites necessários para a aquisição dos padrões de qualidade  no serviço.

E a auditoria decorreu no final do mês da Março, uns dias antes do anuncio de encerramento da MAC, e quase que nos esquecíamos da visita daqueles senhores, a fazer perguntas e a abrir os dossiers e as gavetas que lhes apeteceu.

A resposta definitiva veio na semana passada e a placa foi entregue ontem.


E a novidade é que o Serviço de Pediatria da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, composta pelas Unidades de Cuidados Intensivos e Intermédios ao Recém-nascido e a Consulta de Pediatria foi Acreditada com a Qualidade de BOM

Ana Cristina

quarta-feira, julho 04, 2012

blá blá blá... outra vez sobre a MAC

E cá vou eu, fazer tarde ao meu serviço, politicamente desnecessário e com morte anunciada.
Mas como está cheio uma de nós terá de seguir Noite extraordinária... 
Ana Cristina 

sexta-feira, maio 18, 2012

Mais um ódio de estimação

O anúncio da criopreservação das células estaminais.
Estou sem paciência para este tipo de pressão moral aos potenciais clientes. Agora a publicidade deixou de ser a imagem da grávida feliz que oferece a si e ao seu filho a criopreservação de células estaminais e passou a um estilo muito mais agressivo “compra este serviço porque se não um dia podes arrepender-te”. E não há ninguém que proíba este tipo de publicidade?Mas quem defende quem não tem sequer a hipótese de optar por "gastar" 150€ num kit de criopreservação? Eu estou aqui vou uma raiva...
Ana Cristina

domingo, abril 08, 2012

Maternidade Dr. ALfredo da Costa

Já devem ter ouvido falar que a Maternidade Alfredo da Costa irá fechar como instituição de saúde.
Talvez também já tenham percebido que nós, profissionais que lá trabalhamos, fomos apanhados de surpresa com o seu anuncio, que, apesar de não ser uma completa novidade (fala-se no assunto há pelo menos 20anos) se efectivou de repente e após uma anexação legal a outros hospital de Lisboa.
Desta forma, de repente, eu como profissional, e todos nós como utentes do Serviço Nacional de Saúde estaremos privados de uma Instituição que nos últimos 8-10 anos investiu muito dinheiro na remodelação e modernização das suas instalações e que apresenta actualmente taxas de ocupação maiores que qualquer outro serviço das mesmas áreas de trabalho da região de Lisboa. Não serão esses concerteza os argumentos para o seu encerramento, como o são para os encerramentos vários dos serviços de maternidade espalhados pelo país. Também não será desculpa dizer que o novo hospital nos tirará utentes, porque se esse fosse o argumento seria necessário justificar o seu investimento numa área de funções que já cobria os cuidados à população da sua área de residencia, em período de contensão de despesas.
Não me opondo, de forma nenhuma à restruturação de serviços e ao fecho de alguns deles mas gostava muito de obter respostas acerca do fecho de toda a instituição MAC. E gostava de mostrar o meu desagrado pela forma totalitária como esta decisão estará a ser tomada.

Se vocês estiverem de acordo, convido-vos desde já a participar no "abraço à MAC", uma iniciativa de formação de um cordão humano, na terça-feira, dia 10 de Abril, às 19.30. Eu em princípio estou lá dentro, porque estou de serviço, mas espero que muita gente se una neste abraço conjunto a uma causa. O saber porquê, quais as soluções, o que vão fazer do edifício, dos profissonais e como se irão prestar cuidados a todos os utentes que a MAC, sozinha, presta.

Ana Cristina

terça-feira, março 13, 2012

Mais um ódio de estimação

Aqueles reconhecimentos de comentários com letras esquisitas que nos fazem reconhecer para, segundo eles, provarmos que não somos um robot.

Eu devo ser um bocado mecânica porque, invariavelmente, repito a operação umas três vezes por cada comentário que quero fazer...

Ana Cristina

sexta-feira, março 02, 2012

Uma das coisas que me chateia nesta coisa de ficar mais velha é a menor resistência às noites mal dormidas... Há duas noites dormi mal. Primeiro foi algo inexplicável, viravoltas na cama, insatisfação com a temperatura, um acordar constante a pensar que a noite estava ser tão longa e que o telefone de trabalho ainda iria tocar à conta disso... Depois foi o telefone de facto a tocar, quase uma hora a tentar dar início à resolução de uma situação... Depois foi o voltar para a cama, para mais viravoltas de olhos bem abertos... Depois foi o levantar da cama para tentar fazer algo que provocasse a chegada do sono, uma caneca de leite, um livro, uma manta e um banquinho na casa-de-banho aquecida; ao fim e ao cabo, é a única divisão da casa em que a luz acesa não perturba o sono dos restantes moradores da casa... Depois foi o regressar para a cama já sonolenta... o adormecer... para ter brutais pesadelos em que era uma qualquer outra mulher a ser perseguida por outra com um facalhão, que conseguia espetar no meu ombro, e eu a correr e a fugir, de respiração ofegante e sem voz, a correr por uma estrada e ela a agarrar-me e eu a conseguir soltar um grito... e a acordar com a palavra gritada em surdina e a sentir o quarto todo à escuro, só com a minha respiração alterada e o pai a dormir ao lado...

Para compensar, ontem adormeci no sofá antes das dez... e dormi a noite toda, já sem telefonemas, canecas de leite e correrias de fuga de uma louca assassina...

E hoje decidi escrevê-lo, só para contrariar os bocejos que já se me surgiam a seguir ao jantar. Agora, a esta hora, agora sim, vou recostar-me no sofá a ver uma qualquer série e deixar-me adormecer lentamente... mas vai ser uma batalha ganha com as minhas regras, às minhas horas, horas de uma mulher adulta, ora essa, e não de mais uma compensação de uma noite mal dormida...!

Rita

terça-feira, fevereiro 28, 2012

A minha profissão numa telenovela portuguesa

Tenho a certeza que os inspectores da PJ, ou os profissionais da dança me compreendem mas eu tenho como ódio de estimação ver a minha profissão mal retratada na televisão. Talvez os publicitários também me percebam, porque acho que na semana passada consegui ver na telenovela o lançamento de um novo produto de marca nacional, qui çá internacional, feito na casa da dona da empresa, com discurso improvisado por uma gerente que, no dia, estava com uns copinhos a mais.

imagem retidade da net


Nos dias que passei no Alentejo tive a oportunidade de ver a telenovela da SIC, e vi dois colegas enfermeiros. Uma, coitada, deve ter tido dificuldade em arranjar emprego, é agora dama de companhia e uma senhora com Alzheimer. Pelos vistos, essa enfermeira manipula a terapêutica da sua doente a seu belo prazer e por interesses pessoais. Entre passeios e lanchinhos com a sua cliente faz questão de baralhar a sua mente e manipular o seu estado clínico para lhe causar uma dependência ainda maior. Acho que está doidinha de amor não correspondido...
O outro, mais sério e trabalhador, ao que parece roubou material do hospital onde trabalha e, num sítio escondido, mantém a irmã em coma até que esta consiga levar a gravidez a termo, para depois, aparentemente, a poder deixar morrer de cancro. Suponho que este enfermeiro seja mesmo capaz de conciliar o trabalho por turnos com o cuidado contínuo a uma pessoa completamente dependente, em coma, ventilada e às portas da morte.
Depois disto só me resta afirmar que ver televisão nacional é, sem dúvida, uma boa lição sociológica (que me desculpem os sociólogos) acerca dos estereótipos das profissões… Muito mais haveria por dizer, mas de momento, fico-me por aqui.


Ana Cristina

sexta-feira, outubro 21, 2011

Lição de Biologia

Há coisas que me tiram do sério.
Será que é necessário explicar aqui aquilo que Gregor Mendel (o pai da genética) no séc. XIX descobriu, e que os senhores argumentistas de telenovelas ainda não tiveram tempo de estudar mas que se esquecem que a sua ignorância ajuda a difundir ideias cientificamente incorrectas?
Descobriu este senhor que:
• As características hereditárias são determinadas por factores herdados dos seus progenitores na mesma proporção;
• Os factores genéticos separam-se na formação dos gâmetas;
• Os indivíduos podem possuir informações iguais na sua composição genética, ou diferentes;
• Há informações quê são dominantes e informações que não o são (são recessivas). O aparecimento de determinada característica recessiva representa que o indivíduo herdou dos dois progenitores essa informação recessiva.
Isto tudo para dizer que sim, um filho pode ser de grupo 0Rh- e os seus pais serem os dois ARh+. Trata-se aqui de duas informações recessivas que, por coincidência, foram herdadas de ambos os pais.

Desculpem-me a lição de biologia, que ainda por cima não é o meu forte, mas já estou cheia de informações científicas erradas e ainda mais de pessoas que acham que aprendem muito com a telenovela. Se alguém quiser acrescentar dados a este post científico esteja à vontade para comentar ou mandar emails.


Ana Cristina

quarta-feira, outubro 19, 2011

Mas porque é que eu não consigo fazer paragrafos decentes nos meus posts? Tenho mesmo de actualizar o blog...

Ana Cristina

sexta-feira, outubro 14, 2011

Para onde vai o nosso dinheiro...?!

Caneco... para não dizer pior...

Há quanto tempo andamos nisto... os governos sucedem-se, ora o de uma força política ora o de outra, mas as palavras são sempre as mesmas... derrapagens financeiras completamente inesperadas...! buracos nas despesas que eles nunca esperavam encontrar...!

É caso para dizer: c'um caneco (e só porque este blog se quer familiar, na verdade apetecia-me dizer muito mais... e pior...)!!!! Mas onde é que estes senhores doutores andaram antes de decidir que queriam fazer governo?! E o buraco, onde está o dito buraco onde os senhores que lá andaram anteriormente deixaram cair o nosso dinheiro... aliás, onde o deixam cair sempre...?! Ano após ano, mandato após mandato, governo após governo... o dinheiro, o nosso dinheiro, desaparece sempre, de forma sempre completamente inesperada para eles...?!

E eu estou com o Jorge... como é que uma economia recupera se as pessoas não tiverem poder de compra...?!!!

C'UM CANECO!!!!

Rita