Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias de uma tia babada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias de uma tia babada. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, agosto 16, 2017

Uns dias, só miudas

A pequena andava há muito tempo a perguntar quando é que vinha pra casa "da tia". A grande por vontade dela já tinha vindo, nem que fosse para passar uns dias sozinha se o meu horário não colaborasse. O rapazote não pode vir porque tinha a agenda ocupada com acampamento e diversão por outras bandas. Pelo meu lado, estava mesmo necessitada de uns dias só de brincadeira, daquele cansaço que dá energia. 
E assim, tiraram-se uns dias quase só entre miúdas (o tio não contou, esteve a trabalhar). Foram só 3 dias e meio mas pareceram umas pequenas férias e, apesar da Joana não estar no seu melhor (uma virose, com certeza), foram muito bons. Cumpriram-se as rotinas que se tornam clássicas da casa dos tios, como cantar e dançar no hall de entrada (de preferência com a tia a gravar), fazer pilhas de almofadas e mantas na sala, deixar a tia dormir de manhã, comer em frente à televisão, ver pelo menos dois filmes dos que estão gravados na box e que eles já conhecem, experimentar novos exercícios (desta vez de desafios de ioga vistos rapidamente no youtube e repetidos ainda mais depressa, imaginem), brincar ao monstro das cócegas e tirar montes de fotografias. Ainda se tiraram uns curtos períodos para ir brincar no parque e passear no centro comercial, fazer umas comprinhas e comer fast-food.

Mas claro que também se teve um tempinho para alargar as vivências, quem sabe a ser repetidas numa próxima visita. 
Desenhar e escrever uma carta ao mano, numa experiência que se torna cada vez mais rara, mas que é sempre interessante. Mandámos dois desenhos com pequenos escritos, beijinhos e corações.
Usando lençóis, mantas e imaginação, desta vez montamos tendas na sala; a maior por debaixo da mesa e a pequena com um pequeno estendal. Estas tendas foram  bem aproveitadas, quer pela Alice quer pelos gatos da casa que as viram como mais um desafio, e por vontade da Alice teriam servido para acampar dentro de casa mas a Joana não aprovou. Claro que os de quatro-patas não necessitaram de chegar a acordo com mais ninguém a fizeram das tendas seus refúgios. 
Fizemos tratamento de beleza, com direito a fazer massagens umas às outras, pintura de pequenas madeixas azuis no cabelo da loura (das que saem com a lavagem, claro), manicura e pedicura com verniz cor-de-rosa à pequena, verniz com brilhantes e estrelinhas à pré-adolescente e verniz transparente à tia que, pela primeira vez em muitos anos se vê com as unhas das mãos pintadas (de forma muito discreta) e até acha graça.


Eu adoro vê-las interagir. Aquela relação de dependência da mais nova, aquela cedência e protecção da mais velha misturada com fases de isolamento e irritação pelas criancices. Cada uma a usar as suas armas de sedução, as duas a fazer pequenos ajustes, as duas a reclamar mas a adorar brincar uma com a outra. 
São quase como eu e a Rita; uma loira, outra morena, com cerca de oito anos de diferença. A desenvolver uma relação que tenho esperança se venha a tornar tão forte como a nossa.

Foram-se embora no outro dia, com a declaração de terem gostado. Cá por casa ficou tudo desarrumado; lençóis em cima da mesa, almofadas no chão, a cama por fazer... e eu cheia de saudades e a estudar a agenda para programar novo período, o que vai ser difícil, pra variar. 
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 07, 2017

Preocupações de uma menina com quase 12 anos

Já não nos víamos há bastante tempo devido às férias e as saudades eram bastantes. Falámos do fim-de-semana prolongado no Algarve que passou com as amigas, do quanto estava morena e com imensos sinais, do corte de cabelo, dos irmãos e das amigas dela, dos grupos whatsapp e de redes sociais, de assuntos vários como é costume entre as nossas conversas. Saltámos de assunto para assunto como boas conversadoras. Pelo meio...
- Sabes tia, estou um bocado preocupada com a questão da Coreia do Norte. Não quero que ataquem os Estados Unidos, apesar do Trump. Além disso o Brasil está no mesmo continente e não quero que sofram. São nosso irmãos. Mas fiquei contente porque a guerra da Síria acabou. Fiz uma festa aos saltos e tudo (com demonstração incluída, não fosse eu não ter conseguido visualizar os festejos). Não achas tia? Agora há menos guerra no mundo.
- Ainda há demasiadas. Há demasiados conflitos no mundo... os conflitos no Iraque, em Israel, na Turquia ...
- Tens razão... Ainda bem que é  longe. E que na Síria já acabou. Era a maior guerra e os coitados já sofreram tanto... Não se faz... De qualquer forma é muito longe e não nos atinge...

Fico sempre surpreendida com estes toques de preocupação social. Suponho que seja característica pessoal. É que este é a mesma menina que em pequenina gostava dos políticos que achava que "tratavam bem do planeta", que no inicio do ano achava muito mal que o Trump tivesse sido eleito e reconhecia que o nosso Presidente é do agrado dela.
Ana Cristina

terça-feira, março 07, 2017

Agora outra e não o mesmo

Em tempos o Vasco era um grande apreciador de café. Estava sempre pronto a beber um no final dos almoços de família. Foi o meu companheiro de cafezinho ao pequeno-almoço muitas vezes, nos fins de semana que por cá passava, ou em férias. Agora nem sempre lhe apetece. Agora é a Joana que me faz companhia... E eu adoro estes momentos a duas...

Ana Cristina 


quinta-feira, janeiro 26, 2017

Quando se vai a casa dos tios passar o fim-de-semana

  • Brinca-se em parques diferentes, com foguetões, túneis compridos e repuxos de água, lagos e gaivotas para exercitar as pernas (claro que se tem de esperar por dias mais quentes para tornar a pedalar nas gaivotas).
  • Vêem-se pelo menos dois filmes, um no sábado outro no domingo, dos que estão gravados na box.
  • Brinca-se às cócegas porque a tia é um monstro dotado de dedos cocegentos.
  • Dorme-se numa cama enorme, maior que a cama dos pais ou dos tios.
  • Fazem-se desenhos na parede, e a ideia até é da tia (aliás, a tia até faz uns gatinhos muito vem feitos)
  • Fazem-se projetos de construção de casas de cartão para gatos, mas não se tem tempo para concluir porque há muita coisa pra fazer em poucas horas.
  • E toma-se banho de espuma até ficar com os dedos a parecer uvas passas.

Pelo meio ainda se coloca a hipótese de repetir o ritual todas as semanas mas, depois reconhece-se que assim não se iria poder frequentar todas as atividades de fim-de-semana que vão surgindo, como os jogos de futebol e as festas de aniversários dos amigos.
E no fim afirma-se perentoriamente que as vezes todas que se disse que queria ir prá mamã e pró papá era a brincar.

A tia fica cansada mas feliz. Os sobrinhos acho que também... E quando, dois dias depois, a sobrinha pirralha assim que vê a tia lhe pergunta se vai pra casa dormir, e lamenta a resposta negativa, a tia tem a certeza absoluta que foi bom.
Ana Cristina

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Experiências novas que se fazem cá em casa

Sempre assim foi. Quando vêm passar uns dias a casa dos tios, gostam de ter dias diferentes. Daqueles que são cheios de televisão de manhã (porque a tia dorme sempre até tarde), de brincadeiras malucas e lutas de cócegas, de pinturas com tintas e projectos criativos, e de filme à noite (dos que estão guardados na box de gravação e que habitualmente até já viram mas não se importam de voltar a ver). Foi assim que, em tempos, vimos repetidamente o "Mamma Mia" e escolheram a música para banda sonora do filme que eu produzi e realizei e que eles ofereceram à família como presente de natal de 2013. É nestes dias que fazemos gravações malucas, quase sempre cheia de novas aptidões físicas, ou palhaçadas. Depois vemos tudo no computador e rimo-nos imenso. Quando os dias estão bons também damos passeios ou vamos ao parque aqui perto de casa e que, por ser grande e diferente, eles gostam de ir frequentemente. São dias diferentes mas cheios de rotinas, que passam por saber gerir muito bem o tempo porque normalmente os projectos são imensos para as poucas horas de brincadeira. Para nós, são também dias muitos diferentes, com o barulho e confusão que só os miúdos pequenos fazem. Enchem a alma e fazem saudades. 
Numa das ultimas vezes que cá estiveram fizemos um pic-nic na sala. Com tudo a que tivemos direito; sumos de pacote, batatas fritas, cada um a fazer as suas sandes com tudo o que apeteceu, pratos e talheres de plástico... Foi uma estreia, tanto para os sobrinhos como para os tios. E no fim, o resultado foi quase o mesmo dos pic-nic's no pinhal quando era pequena. Uns brincaram, outros descansaram mesmo ao lado da toalha.



Fica o registo fotográfico, e a ideia. Fazer pic-nic's na sala é muito fixe, sobretudo de inverno.
Ana Cristina

segunda-feira, setembro 14, 2015

As férias acabaram, pelo menos por enquanto

Este blog estava de férias há uns dias, tal como eu. É verdade, que as férias souberam a pouco mas já passaram e o que interessa é que o novo ciclo se faça, de preferência com sucesso que é como quem diz, que a vida continua. Hoje é dia de voltar às rotinas do trabalho, aos turnos, aos stresses do serviço (que, com a falta de pessoal, ainda se tornam maiores). Uma nova fase se aproxima, e que se prevê cheia de dificuldades e lutas constantes. 
Mas hoje é dia também de inícios para os sobrinhos, de primeiro ano para o Vasco, de segundo ciclo para a Alice. Ontem pareciam entusiasmados, quando preparavam as mochilas do primeiro dia. O Vasco queria, porque achava importante, levar um caderno e um estojo com canetas e lápis na mochila nova e queria guardar o lanche ontem pra a experimentar. A Alice, depois de muito procurar e com ajuda, lá encontrou um caderno fixe para levar no primeiro dia, escolheu o estojo e ofereceu um lápis novo ao mano para lhe dar sorte. Pareceram contentes e esta manhã mandaram a foto da praxe à tia babada.
Lembrei-me dos meus próprios inícios. Do primeiro dia de aulas não tenho ideia, tal era o hábito de acompanhar a mãe à escola que não foi marcante. Lembro-me bem é da pasta da escola. Feita de serapilheira, com uma bolsinha de plástico com lápis de cor, foi o meu pai que ma ofereceu e tenho ideia que foi aos 5 anos porque ainda não andava na escola. Mas lembro-me bem de andar com ela na mão o dia inteiro, de dormir com ela e acordar em pé, no quarto, com a pasta na mão... era mesmo uma paixão.
Mais tarde tive outra pasta, azul escura, como a que mostro aqui mas com os meninos rabinos, uns desenhos animados da época que lembravam que estava na hora de deitar. E dessa também me lembro bem.

Ana Cristina

terça-feira, agosto 25, 2015

Pés e mãos, todos pequenos...

O Vasco já no ano passado ficou contente quando eu lhe emprestei um par de meias. E serviam!? (em minha defesa tenho que vos lembrar que as meias eram de desporto, daquelas que servem a vários tamanhos, mas que o meu número é dos pequenos é, sem dúvida)
Este ano, quando fomos de férias lá me avisou que achava que levava meias suficientes mas podia ser que necessitasse das minhas, não fossem estar apertadas. ;) E esse foi o motivo de uma sessão fotográfica bem divertida entre tia e sobrinho. Muita risota, muitas fotos (todas fraquinhas mas divertidas) e até um filme de luta de pés. Deixo-vos uma, onde se comparam pés e mãos, todos pequenos...

E pronto, vou abrir uma etiqueta sobre pés, patinhas etc... ficará Tootsie Tuesdays como teria de ser.
Ana Cristina

sexta-feira, julho 10, 2015

Ser tia, ser irmã, eu...

Nas últimas semanas partilharam comigo mensagens e frases simpáticas sobre significado de ser tia. Logo nesta altura, em que levei o Vasco comigo nuns dias de férias a terras do costume de além-Tejo, e que trouxe a Alice uns dias para minha casa para passarmos também uns dias diferentes do habitual. Logo nesta fase, que me apetecia escrever umas coisas bonitas sobre os sobrinhos que estão perto não esquecendo os que estão longe da vista.
Ou, quem sabe, dissertar algo sobre o quão sortuda me sinto naqueles momentos em que a Joana me dá uns abracinhos bons, ou me manda beijinhos sonoros como os que de repente aprendeu a dar, ou até quando chora de braços estendidos quando me vou embora (mesmo sabendo que ela o que quer mesmo é ir passear posso fingir qu)e ela me quer a mim...). Mas faltam-me palavras bonitas.
Eu podia dizer que ser tia é o prolongamento de ser a irmã mais velha. Eu sou A irmã mais velha. Aquela que o nosso tio chamava de uma segunda mãe para a Rita. A que sabia ser uma voz ativa na vida da pequena, que tinha a consciência que era imitada, e ouvida, quando os conflitos entre pais e filha surgiam. A ponte entre os pais e a filha mais nova. A que ensinou muito mas aprendeu muitíssimo. E que não se pense que abriu sempre o terreno para a mais nova, houve alturas em que foi a pequena que o abriu. Ser irmã mais velha também é ficar contente com os feitos da pequena, às vezes com uma pontinha de inveja (daquela boa, que nos faz ficar muito mais contentes que tristes). E ser tia também é tudo isso, tirando a pontinha de inveja, claro (essa é sempre direcionada para a irmã)
Hoje antes quero lembrar os tempos de irmãs. Os momentos de irmã babada, quando a Rita chegou a casa zangada com a professora de religião e moral porque a sua teoria da origem do Homem era incompatível com a da irmã. Ou quando me escolhia a mim para esclarecer as suas dúvidas. Ou mesmo quando era pequenina e me convenceu a não mudar de quarto porque quando tínhamos pesadelos podíamos dar as mãos uma à outra. Ou a despedida chorosa quando fui de férias, tinha ela 3 anos... Deu-me mesmo a volta a piolha...




Ana Cristina

sexta-feira, outubro 03, 2014

No carro, a aproveitar o último fim-de-semana das férias

Vasco: - Tia. Olha aquela nuvem... Parece uma piranha-crocodilo. ... Agora parece um tubarão-martelo, mas zangado. A tia tirou a foto. Que saiu com aprovação do sobrinho, e que apontou logo para a boca do "tubarão-piranha" - Tás a ver oa dentes? E a foto foi esta...
Conseguem ver? Eu já...
Ana Cristina

quinta-feira, setembro 04, 2014

Uma tarde bem passada com os sobrinhos


Vieram os três antes da hora de almoço para os pais poderem fazer um programinha em casal. Os mais velhos, habituados aos cantos da casa, vinham preparados para uma tarde de ramboia, com os brinquedos da casa da tia, uma televisão com os filmes do último natal ainda gravados, e um parque grande que eles costumam visitar sempre que cá vêm. Desta vez não fizemos pinturas nem grandes projectos porque o tempo era pouco, mas parece já haver umas ideias para o próximo foto-filme que vamos fazer em conjunto. Ainda fizemos uns pratos engraçados para o almoço, viram dois filmes que já conheciam e comemos gelados a caminho do parque.
A mais nova, pronta para descobrir tudo, agora que se movimenta com  mais autonomia, brincou com os brinquedos da prima-gata, que lhe inspirou muita curiosidade. Gatinhou atrás de mim a pedir colo. Comeu muito bem e espalhou pão babado por todo o lado que passou. Dormiu no meio dos brinquedos e ainda teve tempo para fazer uma birra, não muito grande é certo.

O problema foi sair com os três para ir ao parque. Descobri ontem que no elevador do prédio, daqueles velhotes de serpentina e impróprios para crianças pequenas, não cabe um carrinho de bebé aberto com o bebé sentado.
Foi uma tarde bem passada com os sobrinhos. Espero que eles também tenham gostado.
Ana Cristina


sábado, junho 28, 2014

Nas férias, com um sobrinho falador...

Vasco - Tia?! Sabes o creme da caspa? Aquele creme da caspa para o cabelo?
Eu - ?!?!? Não. Não sei do que estás a falar.
Vasco - Aquele creme da caspa que deu na televisão! O Cristiano Ronaldo usa o creme da caspa e fica com o cabelo com riscas...
Eu - Ahhh... ... ... mas tu sabes o que é a caspa?
Vasco - Acho que é o cabelo com riscas... 

***

Enquanto observava o avô a tratar dos dentes e da dentadura...
Vasco - Avôoo, Já te caíram os dentes de leite todos foi? ...

***

 De repente, ao ouvir uma música na televisão...
Vasco- Gosto muito desta música. Eu tinha esta música no carro. Mas era no outro carro. ... Tenho saudades.
Eu - Tens saudades do carro antigo é? Mas não gostas deste?
Vasco - Não. Da música...
Ana Cristina

quinta-feira, junho 26, 2014

Xulés feitos pelos pequenos

Foi no final do ano passado, quando preparávamos os presentes de natal e o de aniversário da mãe, que faz anos uma semana antes, o Vasco teve a ideia. Ele queria fazer um presente que envolvesse vários materiais; meias, tampas de iogurtes líquidos, e talvez cápsulas de café mas não sabia muito bem o quê. A Alice achou boa ideia mas antes queria concretizar um projecto para o qual andamos (acho que só eu porque eles se esquecem sempre) a recolher a matéria prima e ainda não temos material suficiente (e eu bebo muito poucos iogurtes). No meio da troca de ideias surgiu, vinda do Vasco, a proposta de se fazer um boneco de neve.
E assim fizemos. Com a minha ajuda fizeram dois bonecos de neve, ela uma menina ele um menino, que ofereceram à mãe uns dias depois. Estavam muito contentes pelas suas obras, que estiveram na sala toda a época natalícia e foram guardadas na caixa de enfeites de natal.
Apresento-vos os Bonecos de Neve, tipo Xulés, feitos pelos pequenos. Ficaram giros não ficaram?
Ana Cristina

quarta-feira, abril 30, 2014

Mais malhas



Aproveitando a época das malhas em duas agulhas, no final do inverno ainda fiz outras duas peças. Mostro-as agora, não porque tenham sido oferecidas recentemente, mas porque as fotos ficaram, primeiro à espera de ser tiradas e depois de ser mostradas neste blog. Pode ser que sirvam de inspiração para o trabalho de verão na preparação da estação outono-inverno que se seguirá.
Bem, continuando, no dia em que ofereci  as golas aos sobrinhos, recebi da Rita a proposta de fazer umas perneiras para a Alice que, ao que parece, que queria muito ter umas.
Achei graça porque eu lembro-me de ter pelo menos dois conjuntos de perneiras, umas em castanho mesclado, outras com uns bonecos coloridos a dar a volta à perna. Deve ser de as ter usado, nos anos 80, que tenho um certo carinho pela peça de vestuário que são as perneiras e que agora parece que estão na moda outra vez. Fazem-me sempre lembrar as bailarinas do "Fame" e um estilo desportivo. 
Claro que aceitei a proposta de imediato e sem surpresa. Surpreendida fiquei quando, na despedida desse mesmo dia a Alice me veio abraçar e agradecer a gola nova. Aproveitou para me lembrar do novo projecto e fazer mais um pedido;  "- Tia, quando fizeres as perneiras podias-me fazer também umas luvas?". "- Upss", disse eu, "- Mas eu não sei fazer luvas...". Ao que ela respondeu: "- Podes sempre tentar."
Não tentei. Resolvi fazer-lhe umas "luveiras", palavra que passei a denominar a peça que cobre os braços e parte das mãos com o objectivo de as aquecer, e que na net encontrei definidas como "polainas da braço". Não interessa como se chamam, mas que foram um sucesso foram.
A Alice, que já valoriza as peças feitas especialmente para ela, depois de receber as perneiras e luveiras levou-as para a escola vários dias e emprestou as luveiras às amigas. Segundo ela há uma série de amigas que também querem umas. 
Parece que, além de Xulés, posso fazer luveiras quando quiser oferecer um presente a meninas de 8-9 anos. E se estiverem largas não faz mal, porque se não estiverem vão ficar de tanto uso.
Ana Cristina

domingo, abril 13, 2014

Voltar às malhas, depois de tantos anos

Desta vez sem a ajuda da madresita, e sem recurso ao "Grande Livro dos Lavores", mas com o apoio do You Tube (pelos vistos a ferramenta moderna de aprendizagem) no relembrar de pontos e pormenores mais simples da malha em duas agulhas, ou knitting, como lhe quiserem chamar.

Foi um entusiasmo recente, do final deste inverno, e por contágio de algumas colegas que andam a dar os primeiros passos nesta técnica.  Eu estou um bocadinho mais adiantada, porque em tempos, há muitos e longos anos, ainda fiz umas camisolas para mim e para as bonecas. Coisas simples e sem grande técnica mas que resultaram.
Lembro-me da primeira camisola que fiz, e que foi minha grande companheira durante mais ou menos vinte anos (talvez encontre nos álbuns fotográficos dessa camisola e vos possa mostrar) e que acabou por ter um fim quase trágico quando foi adoptada pelo Pilas.
Mas voltando à malha em duas agulhas, desta vez, num instante os dedos obedeceram e a vontade de fazer uma peça em malha chegou.
 Resultou em duas peças.
Golas para os sobrinhos, porque está na moda voltar às malhas e eu gosto de peças pequenas.
Ficaram giras não ficaram?
Ana Cristina

sexta-feira, janeiro 03, 2014

Ao segundo dia do ano de dois mil e catorze

A Joana nasceu. Depois de ter deixado passar o aniversário da sua mãe, o Natal e a Passagem de Ano escolheu nascer num dia especial, só dela (e do primo Fernando, mas se fosse excluir todos os aniversários de familiares e amigos tinha que nascer lá pra vinte e tal de Janeiro e isso seria de todo impossível). Para esclarecer bem, e resolver confusões de peso, a rapariga pesa 2980 g, e não se parece ainda com ninguém. Em comum com os manos tem a elegância, e a beleza, pois claro. 
Foi um belo início do ano, a lembrar o velho ditado popular que nos lembra que em "ano novo, vida nova". E já agora vida nova, longa, saudável, e muito feliz...
Ana Cristina, a tia babadissima

terça-feira, setembro 24, 2013

Na praia as brincadeiras improvisam-se...

Em casa há um enorme saco de brinquedos de praia mas quando estamos de férias todos juntos, tios e sobrinhos o costume é levar apenas um, de preferência não muito pesado ou muito volumoso. Ou então escolher o que a praia nos pode fornecer para passarmos bons momentos de brincadeira.
Lembro-me sempre das horas a fazer buracos e construções de areia, primeiro sozinha, depois para a Rita, mais ou menos toscas mas sempre fruto de muitas horas de empenhamento. 
Este ano já brincámos, por sugestão do Vasco, às máquinas de gelados feitos de açúcar de areia e de farinha de areia e gelo de areia. Já inventámos histórias com pedrinhas, onde cada pedrinha é uma personagem. Mas o mais espectacular foi a ideia de construir uma "Festa do Avante" com pauzinhos a fazer de pessoas, as carrinhas de gelados são as pedras maiores e existe um palco com músicos e tudo. A foto não é muito elucidativa mas posso garantir que a "festa" ficou o máximo.
Ana Cristina

O Vasco e a pele castanha ...

- Algum de vocês já viu um bebé de cor castanha? - perguntou o Vasco, numa tarde, aparentemente sem motivo nenhum.
- Claro. E tu também já viste. Por exemplo a mana da R, a K é de cor castanha e ainda é pequenina...
- Ahhh, simmm... - responde o Vasco aparentemente elucidado sobre a questão
Passado um bom bocado.
- O tio Fernando nasceu castanho???
***
No meio do almoço, feijoada (feita com feijão preto) de choco.
- Olha o que estamos a comer. Feijões como o tio Fernando e choco como nós...
Ana Cristina

terça-feira, abril 09, 2013

Quase todas as semanas almoçamos em conjunto, muitas vezes num restaurante onde quase nos sentimos em casa. Muitas vezes o almoço termina com um período de inspiração artística em que se usam as toalhas de mesa em papel.  
São pequenos presentes que oferecemos uns aos outros e que recebemos com muito interesse. Eu como uma das principais ofertadas guardo religiosamente essas pequenas obras, quem sabe se para mais tarde recordar. Nem sempre as obras são interessantes o suficiente para ficarem para a posteridade no caderno das recordações mas às vezes criam-se verdadeiras pinturas, coloridas ou não, sugestivas dos interesses e de momento e das habilidades artísticas da época, como as sardas ou os penteados diferentes. O Vasco ainda se inibe de fazer desenhos para oferecer, dominado pelas suas incapacidades. Gosta mais de pôr o pai, a mãe e a tia a desenhar para ele. 
Num desses almoços recebi uma menina de óculos feita pela Alice e ofereci, a pedido deles, um Homem-aranha com umas cuecas ao Vasco e uma pequena sereia à Alice. 
 

O conjunto ficou bem interessante, não acham?
Ana Cristina


quarta-feira, março 27, 2013

Há hábitos que não se perdem

Por exemplo; acompanhar a tia num cafézinho depois de almoço. E se houver bolo de chocolate melhor ainda...
Desde pequenino que adora beber café sentado à mesa como gente grande, ao mesmo tempo que vamos conversando. 

E eu, nesses raros dias de convívio à mesa entre tia e sobrinho, fico tão contente.
Ana Cristina

terça-feira, janeiro 22, 2013

Avô e netos gostam de tablets


Pelo aniversário, o avô recebeu o presente que andava a a sonhar um dia comprar. Recebeu-o da avó mesmo no dia de anos, numa comemoração a dois. No fim-de-semana seguinte foi almoço de família e de festa e os netos entregaram os outros presentes, que não foram mais do que acessórios para o que já tinha recebido. Ao Vasco calhou entregar uma capa protectora do novo tablet, que vinha muito bem ornamentada com um cartão com o print screen da marca. De imediato o  pequeno começou a tentar deslizar os icons e a tentar abri-los. Enquanto nós continuávamos a falar sobre as características deste  novo brinquedo ele confirmou que aquilo era apenas um cartão enganador e começou a interrogar o avô:
- Avô, onde está o iPad? 

 
Foi uma alegria para os dois quando descobriram que, no iPad do avô, havia um jogo que eles já conheciam, e a partir daí quase que foi necessário cronometrar o tempo em que cada um deles tentava matar porcos verdes com uns pássaros malucos lançados por uma fisga...
E é tão engraçado observá-los a abrir icons, voltar atrás e tentar de novo. Realmente aquilo é mesmo um brinquedo intuitivo que todos conseguem manipular. Agora quero ver o avô e a avó a descobrir as maravilhas da nova aquisição. Eu já sou fã.
Ana Cristina