quinta-feira, novembro 30, 2017

Temos mesmo pena...


... porque é lógico que ninguém durará para sempre... mas...

Os Xutos são a banda portuguesa preferida do meu rapazote do meio e terei por aí umas quantas gravações dele e da Alice a cantar "O homem do leme", que era a música que vinha sempre à baila... Além de que não tenho qualquer dúvida que qualquer dia a Joana acrescerá ao grupo de fãs cá de casa... 

Para além de nos darem umas rockalhadas fixes, os Xutos sempre me recordaram os casais que estão juntos há anos e que, com todos os problemas, se vão aguentando... e bem... Mais uma razão para se estar de parabéns...

Temos mesmo pena que não tornemos a ver os Xutos por inteiro e o Zé Pedro, com a sua expressão simpática característica... Mas lá está... como disse alguém um dia e uma amiga mo recordou hoje... «vive-se rápido, morre-se jovem»... 

Adeus, moço, até sempre.

Rita


quinta-feira, novembro 23, 2017

Quem diria ...

... que quase aos cinquenta anos, me juntei à minha mãe e fomos fazer as unhas... 
Ela costumava arranjar as dela e lembro-me de achar que tinha umas mãos sempre bonitas. As minhas são parecidas com as dos pai e nunca tinham contactado com alicates de tirar peles ou várias camadas de verniz. Mas foi por causa das mais dela que, há uns meses, comprei vernizes e pintei as unhas dela o melhor que consegui. A sobrinha também teve a sua influência e convenceu-me a experimentar pintar as minhas de verniz transparente. E até gostei.
Hoje foi dia de fazer novas experiências.
Qualquer dia levam uma cor escura...
Ana Cristina

sexta-feira, novembro 17, 2017

Dia Mundial da Prematuridade

Quem nos segue sabe que eu sou enfermeira, enfermeira num serviço de neonatologia. E quando se pensa em neonatologia tem-se imediatamente a ideia de bebés pequeninos, prematuros mas quase ninguém sabe, que neonatologia não é sinónimo de prematuridade. Neonatologia é o campo clínico que define o princípio da vida extra-útero, mais propriamente os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido. Não deixa de ser verdade que os prematuros são os principais clientes dos cuidados neonatais pela sua necessidade indiscutível de cuidados. E hoje, por ser o Dia Mundial da Prematuridade lembro os "meus" bebés pequeninos, agarrados à vida, lutadores desde o princípio, resilientes muitas vezes a vida inteira.

Eu, Ana Cristina, juntei-me à equipa do " O Pai, a  Mãe e Eu", o blogue de umas colegas e amigas com quem já colaborámos noutra rubrica, para montar um pequeno filme, que podem ver no facebook. Uma pequena homenagem a todos os bebés prematuros e sua famílias, que diariamente nos mostram como para alguns a vida começa de forma dura.
Ana Cristina

quarta-feira, novembro 08, 2017

Saudades de ouvir a minha MPB


Durante muitos anos era a música que consumia. E com a perda da prática de ouvir musica quase diariamente também coloquei de parte os meus CD's de música brasileira. Mas de vez em quando tenho saudades e, por vezes, procuro com o telemóvel e no YouTube, uma ou outra música que conheço há muito tempo. Deixo-me enveredar nas pesquisas, e encontro interpretes de cabelos brancos mas que continuam com aquela aura de musicalidade e intelectualidade. Hoje foi mais um dia desses. E lembrei-me daqueles LP's na casa dos pais, das tardes a ouvir repetidamente as mesmas músicas...

"Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe, 
sonho meu. 
Vai mostrar essa saudade, 
sonho meu, 
com a sua liberdade, 
sonho meu. 
No meu céu a estrela-guia se perdeu. 
A madrugada fria só me traz melancolia, 
sonho meu
...."

Uma letra linda, sobre a saudade e a vida. Uns interpretes muito, muito bons. Um conjunto de gente a transpirar música por todos os poros. Neste caso ouvir é bom, mas ver é ainda melhor
Ana Cristina

segunda-feira, outubro 30, 2017

Em directo do Palácio de Belém


O Presidente do nosso país recebe outro Presidente, neste caso o da Comissão Europeia e fazem em conjunto declarações para o país... Poucas frases para quase todos ouvirem mas para os franceses perceberem.
Je suis triste. Dans mon pays, la langue officielle est le français.
Pardonne-moi. Je ne m'en suis pas rendu completement.
Imagem retirada da NET.

Ana Cristina

quinta-feira, outubro 26, 2017

O(s) diário(s) de Anne



Hoje, que tenho finalmente o meu computador novo (yupiiiiiii!!!!), posso falar nesta magnífica ideia de alguém: fazer, d'"O Diário de Anne Frank", um diário gráfico... ou, porque não dizê-lo, uma versão em banda desenhada.
Qui-lo assim que o vi, logo no início do mês, e só acabei de o ler hoje porque foi obviamente partilhado com a Alice e com outra minha leitura comprada a seguir...

Para quem não leu "O Diário de Anne Frank", aconselho. Não é feito do drama da II Grande Guerra, é sim feito da expressão do magnífico desenvolvimento interior de uma adolescente colocada em circunstâncias anormais e enquanto o mundo à sua volta enlouquecia. A adolescente por si só talvez não fosse totalmente comum, mas, mesmo quando enfiada entre as poucas paredes da sua reclusão de dois anos, os seus problemas giram em torno do que faz parte na adolescência: a comparação com a irmã, os conflitos com os pais, as exigências de terceiros em relação às suas posturas e comportamento, o amor, o sexo, o papel da mulher, a sociedade, as transformações interiores, as expectativas futuras. Ler a Anne é, no fundo, um pouco o mesmo que ler as nossas recordações de adolescente ou as mentes de todos os adolescentes que nos rodeiam... para além disso, é ler o que os nós adolescentes poderíamos ter sido se uma perseguição atroz a nível global nos obrigasse à fuga e ao refúgio...

No entanto, tanto para quem leu como para quem não leu, aconselho igualmente a versão em diário gráfico. O carinho com que o trabalho foi levado a cabo está patente nos mais pequenos pormenores, incluindo o que calculo terem sido os estudos acerca da fisionomia das pessoas em causa, da moda da época, do local da ação... O diário gráfico coloca-nos perante as personagens, como num filme, e transporta-nos, na fantasia mas também no que acreditamos poder ter sido real, à mente de Anne.

Para aqueles que não têm qualquer pretensão em vir a dedicar-se às 442 páginas de um diário que uma jovem invulgarmente conhecedora de si mesma e possuidora de grandes dotes de escrita fez entre os seus 13 e 15 anos de idade, não falhe esta versão de um grande livro... Um maravilhoso trabalho da Fundação Anne Frank e de Ari Folman e David Polonski. 
Rita

domingo, outubro 15, 2017

Coisas

Hoje sonhei com a minha mãe. Já estava doente, mas ainda estava a pé e ainda falava. 
De qualquer forma, fico lixada. Era um sonho. Meu. Devíamos aproveitar para estar uma com a outra como antes e matar saudades. Não para ser um prenúncio de um futuro que já foi largamente ultrapassado pelo presente. 
Porcaria de sonho.
Rita

sábado, outubro 14, 2017

Novo ano letivo, nova atividade...


"- Mãe, hoje dei um pum na piscina..."
"- Ah! Ah! Ah! E ouviu-se na água, uma coisa assim: brolorlorlor...?"
"- Não..."
"- E contaste à professora?"
"- Não...!"
Estilo: sou-nova-na-piscina-mas-não-sou-parva...
Rita

terça-feira, outubro 10, 2017

Sorte é...

Ter, numa terça-feira, em Lisboa, um croissant do Manelzinho Natário, com fiambre, tostado, para o pequeno-almoço... Prenúncio de um grande dia, de certezinha absoluta... 😋❤️
Rita

domingo, outubro 08, 2017

"Momento de sorte" ou "Coincidências do caraças"

Pode haver quem lhe chame sorte. Eu chamo-lhe mais coincidência, ou, se quiserem, uma feliz coincidência para mim. 
O meu carro estava onde está o Honda cinzento e eu estava a entrar no carro exactamente no momento em que o galho caiu. Um barulho de madeira a partir fez-me fechar a porta rapidamente. Um grande galho caiu e partiu o vidro do carro ao meu lado. O meu carro não sofreu nem um arranhão.
Horas depois soube que a polícia demorou mais de uma hora a chegar para fazer o auto e que os bombeiros estiveram a cortar o galho em bocados. Sorte para mim. Azar para o dono do carro do lado. 
Mas sobretudo incompetência para a gestão camarária que, na semana passada foi re-eleita.
Ana Cristina

quinta-feira, outubro 05, 2017

Novidades nossas

Os bloggers deveriam ter capacidade para manter os seus blogs em todas as adversidades... Sejam elas férias e distâncias, pais em mudanças drásticas de vida que nos arrastam para lados profundos dos nossos íntimos, filhos a iniciar anos letivos em escolas diferentes ou em valências diferentes de uma mesma escola, computadores que avariam e não fazem o que queremos, alterações várias e diversas nos nossos meios ambientes.. 
Estas bloggers nem sempre têm esta capacidade... No entanto, hoje, ao longo de alguns quilómetros de uma autoestrada portuguesa, uma irmã blogger entrou em contacto com outra irmã blogger por um qualquer chat de conversação, aprendeu a entrar no blog de ambas fugindo ao automatismo rígido de entrada pelo e-mail pessoal, e conseguiu escrever este texto no seu telemóvel... 
Estão assim lançadas as bases para, face a todas as adversidades técnicas, por aqui continuarmos! Agora só nos resta vencer quaisquer dificuldades mentais, emocionais, sentimentais, e outras como tais... Coisa pouca, como toda a gente sabe...
Então, até já daqui a nada...
Ana Cristina
Rita

sexta-feira, setembro 22, 2017

quinta-feira, agosto 24, 2017

Depois de mais de vinte anos

Entrei, reconheci alguns cantos e pormenores. Comparei com o tempo em que frequentei aqueles corredores e cheguei à conclusão que não me perdia. Reconheci umas caras e ainda troquei uns minutos de conversa. Vi as coisas com o olhar de visita. Uma visita estranha que por ali viveu durante mais de quatro anos. 
O jardim continua bonito e bem tratado, quase indiferente ao passar dos anos e das vidas que por ali passam. Umas em formato profissional. Outras centradas na sua saúde e preocupações pessoais. Os claustros estão iguais, como seria de supor num edifício histórico que já resistiu a tantas passagens. 



Foi estranho. Se calhar o estranho é ter passado tanto tempo sem fazer uma visita ao hospital onde comecei a trabalhar, fez no dia um, exactamente vinte e seis anos.
Ana Cristina

sábado, agosto 19, 2017

Doze

Foi há 12 anos...
Vieste, por acaso numa data que acabou por ser marcada - tal como depois os teus irmãos, porque, ao que parece, o meu útero «é muito protetor» e parece ser ótimo estar lá por dentro até às últimas das últimas. 
Vieste bem e sorridente e tranquila e com um magnífico sentido de adaptação. 
E tens crescido, linda, simpática, inteligente, teimosa que dói, sensível, fiel, constante. Tens-te preparado para o mundo e olhas para ele com cada vez maior curiosidade e espírito crítico. Eu vejo, orgulhosa demais.
Foi há 12 anos, minha filha, que chegaste, e é há 12 anos que nos acompanhamos e vamos aprendendo a vida em conjunto, neste desafio que é ver-te crescer e à nossa relação. 
És magnífica e tudo o que és e o que somos em conjunto nunca caberá aqui... 
Parabéns, Alice. Adoro-te.
Rita

sexta-feira, agosto 18, 2017

Eles vêm aí!

Sim. Por agora reúne-se material mas, em breve, os Xulés vão reaparecer por aqui. Eu já tenho saudades deles...
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 16, 2017

Uns dias, só miudas

A pequena andava há muito tempo a perguntar quando é que vinha pra casa "da tia". A grande por vontade dela já tinha vindo, nem que fosse para passar uns dias sozinha se o meu horário não colaborasse. O rapazote não pode vir porque tinha a agenda ocupada com acampamento e diversão por outras bandas. Pelo meu lado, estava mesmo necessitada de uns dias só de brincadeira, daquele cansaço que dá energia. 
E assim, tiraram-se uns dias quase só entre miúdas (o tio não contou, esteve a trabalhar). Foram só 3 dias e meio mas pareceram umas pequenas férias e, apesar da Joana não estar no seu melhor (uma virose, com certeza), foram muito bons. Cumpriram-se as rotinas que se tornam clássicas da casa dos tios, como cantar e dançar no hall de entrada (de preferência com a tia a gravar), fazer pilhas de almofadas e mantas na sala, deixar a tia dormir de manhã, comer em frente à televisão, ver pelo menos dois filmes dos que estão gravados na box e que eles já conhecem, experimentar novos exercícios (desta vez de desafios de ioga vistos rapidamente no youtube e repetidos ainda mais depressa, imaginem), brincar ao monstro das cócegas e tirar montes de fotografias. Ainda se tiraram uns curtos períodos para ir brincar no parque e passear no centro comercial, fazer umas comprinhas e comer fast-food.

Mas claro que também se teve um tempinho para alargar as vivências, quem sabe a ser repetidas numa próxima visita. 
Desenhar e escrever uma carta ao mano, numa experiência que se torna cada vez mais rara, mas que é sempre interessante. Mandámos dois desenhos com pequenos escritos, beijinhos e corações.
Usando lençóis, mantas e imaginação, desta vez montamos tendas na sala; a maior por debaixo da mesa e a pequena com um pequeno estendal. Estas tendas foram  bem aproveitadas, quer pela Alice quer pelos gatos da casa que as viram como mais um desafio, e por vontade da Alice teriam servido para acampar dentro de casa mas a Joana não aprovou. Claro que os de quatro-patas não necessitaram de chegar a acordo com mais ninguém a fizeram das tendas seus refúgios. 
Fizemos tratamento de beleza, com direito a fazer massagens umas às outras, pintura de pequenas madeixas azuis no cabelo da loura (das que saem com a lavagem, claro), manicura e pedicura com verniz cor-de-rosa à pequena, verniz com brilhantes e estrelinhas à pré-adolescente e verniz transparente à tia que, pela primeira vez em muitos anos se vê com as unhas das mãos pintadas (de forma muito discreta) e até acha graça.


Eu adoro vê-las interagir. Aquela relação de dependência da mais nova, aquela cedência e protecção da mais velha misturada com fases de isolamento e irritação pelas criancices. Cada uma a usar as suas armas de sedução, as duas a fazer pequenos ajustes, as duas a reclamar mas a adorar brincar uma com a outra. 
São quase como eu e a Rita; uma loira, outra morena, com cerca de oito anos de diferença. A desenvolver uma relação que tenho esperança se venha a tornar tão forte como a nossa.

Foram-se embora no outro dia, com a declaração de terem gostado. Cá por casa ficou tudo desarrumado; lençóis em cima da mesa, almofadas no chão, a cama por fazer... e eu cheia de saudades e a estudar a agenda para programar novo período, o que vai ser difícil, pra variar. 
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 14, 2017


Ser uma terceira filha tem sempre pontos negativos... talvez, essencialmente, o facto de nunca se ter, dos outros, nomeadamente dos pais, a disponibilidade completa...

Recrimino-me sempre por não ler todos os dias para a Joana como lia para a Alice e para o Vasco. O hábito foi diminuindo de filho para filho, numa dinâmica inversamente proporcional ao cansaço e afazeres. No início do ano letivo passado, em fase de reformulação de planos e projetos, surgiu a ideia de pôr todas as noites a Alice a ler para ela, enquanto o Vasco treinaria a leitura comigo, num processo conjunto. O problema é que depois começam os treinos e atividades, os fins de tarde a correr com um para o futsal, com outro para a ginástica, e o dia que é de trampolim, o outro que é de xadrez, aquele em que o pai dá treinos, aqueloutro em que a mãe tem expressão dramática... o que, do par de adultos, fica em casa tem de escolher roupas para o dia seguinte, preparar o jantar, aprontar tudo para quando o resto da família chega... infelizmente a leitura fica sempre para demasiado tarde...

Até que chegam as férias... 
                                            as atividades cessam, 
                                                                               a respiração abranda... 

Tenho feito um esforço para lhe ler, todas as noites. Talvez como forma de compensação, leio duas ou três histórias antes do dormir. É bom constatar-lhe a evolução na concentração com que acompanha... Contudo, tenho que reconhecer que o melhor momento é quando, chegada ao fim a minha leitura, começa a dela. Quer sempre contar a história, num hábito que não me recordo de os outros gostarem tanto, e é nesse momento que lhe vejo... as partes que fixou, as que preferiu, as que repete, as que esquece, as que não entendeu...
Claro que espero que o próximo ano letivo traga um pouco de maior organização e tempo para as minhas leituras. Mas interiormente, o que espero é mesmo que haja tempo para a ouvir a ela e que continue sempre a gostar de recontar o que ouvir...
Rita

segunda-feira, agosto 07, 2017

Preocupações de uma menina com quase 12 anos

Já não nos víamos há bastante tempo devido às férias e as saudades eram bastantes. Falámos do fim-de-semana prolongado no Algarve que passou com as amigas, do quanto estava morena e com imensos sinais, do corte de cabelo, dos irmãos e das amigas dela, dos grupos whatsapp e de redes sociais, de assuntos vários como é costume entre as nossas conversas. Saltámos de assunto para assunto como boas conversadoras. Pelo meio...
- Sabes tia, estou um bocado preocupada com a questão da Coreia do Norte. Não quero que ataquem os Estados Unidos, apesar do Trump. Além disso o Brasil está no mesmo continente e não quero que sofram. São nosso irmãos. Mas fiquei contente porque a guerra da Síria acabou. Fiz uma festa aos saltos e tudo (com demonstração incluída, não fosse eu não ter conseguido visualizar os festejos). Não achas tia? Agora há menos guerra no mundo.
- Ainda há demasiadas. Há demasiados conflitos no mundo... os conflitos no Iraque, em Israel, na Turquia ...
- Tens razão... Ainda bem que é  longe. E que na Síria já acabou. Era a maior guerra e os coitados já sofreram tanto... Não se faz... De qualquer forma é muito longe e não nos atinge...

Fico sempre surpreendida com estes toques de preocupação social. Suponho que seja característica pessoal. É que este é a mesma menina que em pequenina gostava dos políticos que achava que "tratavam bem do planeta", que no inicio do ano achava muito mal que o Trump tivesse sido eleito e reconhecia que o nosso Presidente é do agrado dela.
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 02, 2017

Nova experiência.

Há sempre oportunidade para ter novas experiências. Desta vez foi fazer compras pela "Amazon"...


Estou a ficar uma mulher moderna. Qualquer dia pinto as unhas!
😉 Ana Cristina

segunda-feira, julho 31, 2017

Agora também lá estamos!

Desde ontem que também nós, as Oficinas Ranha, fazemos parte de mais uma rede social. Desta vez aderimos ao Instagram, e  claro que já lá encontrámos vários dos nossos contactos, individuais e colectivos. Para os que ainda não estão habituados a esta parceria, às vezes um bocadinho confusa e a roçar a dupla personalidade, vão ter mais uma hipótese de se adaptarem. É que, se ainda não perceberam, nós explicamos. Sabem os gémeos? Unidos por um cordão umbilical invisível? São como nós, mas neste caso umas gémeas nascidas com alguns anos de diferença.


Se quiserem procurem-nos e sigam-nos (quando percebermos alguma coisa desta "nova" rede social, claro).
Oficinas RANHA

sexta-feira, julho 28, 2017

A sobrinha-gata e mais uma sessão de fotografias

Desta vez não veio cá para casa passar férias. Já está menos paciente e os pestinhas, onze anos mais novos talvez não a deixassem ter uns dias descansados como bem merece. Assim, numa visitinha que lhe fiz, matamos saudades de mimo (porque brincar já não lhe apetece) e eu mais uma vez aproveitei para tirar umas fotos. E, para variar, constatei que a Fera sabe bem que é fotogénica.

Ana Cristina

domingo, julho 16, 2017

Piada dele, sem o ser, sobre o seu campo de férias

Sobre o acampamento de Verão, o Vasco explica:
- Mãe, o nome do meu destacamento era "Valente Pedra"! Foi a Vera quem deu a ideia...
- Ah sim? Então vocês eram "os calhaus"...!
- Não, nós eramos "os pedrados"!
- Não ficava melhor "os calhaus"?
- Não, isso não faz sentido... nós eramos "os pedrados", é muito mais giro...
- Ok... E tu sabes o que é isso d'"os pedrados"?
- Sei mais ou menos...
- Ah, ok. Então e o que é que percebes mais ou menos?
- Hum... bem, vais ter que me explicar essa parte porque eu também não percebo bem o mais ou menos...
Rita

segunda-feira, julho 10, 2017

O que o regresso ao trabalho faz a uma pessoa...

O que me esperava no regresso a casa depois de uma semana de férias:
- uma gata com conjuntivite
- uma casa com alguma pulgas (da gata, e que decidiram proliferar nesta altura)
- um herpes labial
- uma infeção urinária forte e súbita

.............................................................................e, decorrente desta última...

- imensas dores nas costas e pernas (que pensei inicialmente que eram de mudar do colchão das férias para o de casa e que, só depois percebi que era mesmo do mal estar generalizado da infeção)
- três horas e meia nas urgências do Hospital Lusíadas, com pulseira amarela (onde fiquei com a sensação que, depois da triagem, se tinham esquecido de mim até eu ir perguntar; onde depois das análises feitas há uma hora e ter ido novamente questionar, me disseram que eu deveria ir bater à porta do gabinete médico; de onde me vim embora com a forte ideia que só lá estava um médico, dividido por vários gabinetes)

- a impossibilidade de me ir despedir dos miúdos quando partiram para o seu segundo campo de férias deste ano... 

Rita

quarta-feira, julho 05, 2017

Animais... alentejanos?

Passeio pelo Alentejo. Eu, a dizer à Joana:
- Bem, que sorte, já viste... Ontem vimos ovelhas e hoje já vimos cabras, cegonhas, vacas...
Miss Goffre, entusiasmada:
- Sim! Vou ver sempre animais. Agora vou ver gazelas. E zebras...
Rita

segunda-feira, julho 03, 2017

Os três romances polícias de Robert Galbraith, um autor que vale a pena.

Hoje venho aqui deixar mais uma opinião acerca das leituras que vou fazendo.
Há mais de um ano que aguardava a leitura do terceiro livro do autor que hoje apresento, primeiro porque ainda não estava editado em português, e eu não tenho inglês suficiente para mais do que um ou outro artigo científico e uns posts (se não forem em linguagem muito elaborada), segundo porque desde o início deste ano tenho dedicado o meu tempo livre também a outras actividades que não a leitura. Acho que também preciso de mudar de lentes mas ... pronto ... não falemos de coisas tristes.

Voltando ao tema deste post...
Acho que foi à cerca de uma ano e meio que descobri, apresentado por uma amiga (obrigada Susaninha), Robert Galbraith como autor de livros policiais e actualmente o meu preferido do género. Foi uma boa descoberta, tão boa que no dia em que terminei o primeiro fui a correr comprar o segundo livro e sofri, quase de abstinência, quando não o encontrei na primeira livraria que procurei. E por mim teria lido o terceiro logo a seguir se estivesse ao meu alcance.
Para quem não sabe, Robert Galbraith é o pseudónimo de J. K. Rowling, e em relação a essa opção só posso dizer que, na minha perspectiva, resultou. Uma simples leitora como eu não encontra entre os dois autores qualquer simbiose; em comum apenas a capacidade de escrever, e bem, um lado obscuro e mais ou menos macabro do comportamento humano, imaginado ou não.

Os livros de Robert Galbraith são romances policiais onde o Detective Comoran Strike (um veterano de guerra com sequelas físicas e psicológicas e com uma vida pessoal e familiar atribulada) e a sua assistente Robin Ellacot (uma jovem que se vai revelando cada vez mais uma parceira na investigação) são envolvidos, voluntariamente ou não, na procura de autores de crimes mediáticos.


Em "Quando o Cuco Chama" (interessantes também são os títulos das obras), Comoran Strike é contratado para investigar a morte de uma modelo famosa, inicialmente interpretado pela polícia de investigação como suicídio. Com a ajuda da sua assistente, que se revela bem mais astuta e interessada do que seria a suposta secretária temporária, desenvolvem uma investigação empolgante para os levar ao criminoso. As personagens são misteriosas e deixam ao leitor vários pontos para explorar a imaginação, inclusivé em relação também à sua própria relação interpessoal.

No segundo livro, "O Bicho-da-Seda", o desaparecimento de um escritor é inicialmente valorizado apenas pela sua esposa, que pretende contratar o detective para o encontrar e levar de volta pra casa. Trata-se de um autor controverso que acabara de escrever uma obra que iria certamente arruinar algumas vidas.  Ao longo da investigação, o desaparecimento vai parecendo cada vez menos inocente levando a um homicida macabro e inteligente. As personagens principais vão-se revelando cada vez mais complexas e interessantes, quer profissional quer pessoalmente.

No terceiro, e por enquanto último, a história começa quando Robin Ellacort recebe uma encomenda endereçada a ela própria, com uma perna decepada lá dentro. Em "A Carreira do Mal" tudo indica que o autor do crime pretende afectar especialmente Strike, e este tem, no seu passado, ligação com este mistério e com o autor deste e de outros crimes macabros. Paralelamente, e como convém a qualquer trama bem elaborado, as personagens evoluem e a sua relação pessoal e profissional toma outros rumos. Aparecem novas personagens que se espera tornar a encontrar e, o fim deixa-nos na expectativa de um novo capítulo. Se esse novo livro já tivesse saído eu estaria agora a lê-lo com certeza.


Já deu para perceber que, na minha opinião, vale a pena ler qualquer um dos livros de Robert Galbraith. Esperemos que também seja interessante ver a série que está a ser adaptada pela BBCOne e produzida pela Bronte Film and Television...
Ana Cristina

domingo, julho 02, 2017

Conversa imaginária de um Fada dos Dentes para outra


- Eh pá, tens de me desenrascar... um dos miúdos da minha lavra voltou de um acantonamento sem um dos incisivos e eu estou aqui com um problema e não consigo ir ao meu armazém... Ajuda-me, por favor!
- Hum, está bem, vou ver o que consigo arranjar aqui no meu... O miúdo, como é ele?
- Rapaz, oito anos, desportivo, está nas primeiras leituras... porreirinho, fácil de agradar... Olha, pode ser uma bd simples, do Patinhas...
- Ok, vou ver, já te ligo... [minutos mais tarde] Olha, estou aqui a ver... tens é que te decidir rápido, tenho de me ir embora, tenho uma urgência das minhas... O que é que achas: um livro do "Lago dos Cisnes", com cd de música...?
- Hã..................................... está bemmmmmmmm.................... se não há mais naaaada..............
- Ou queres uma revista do "Star Wars" com um lego para fazer...?
- .......?! Isso, é isso! Obrigada, pá, isso foi super fixe, safaste-me de boa!

Rita

sábado, julho 01, 2017

As segundas pequenas coisas que aconteceram no segundo dia de ausência do pai

É sábado e acordamos duas horas antes da atividade planeada, para dar tempo ao tempo. Mesmo assim, saímos à pressa, vamos a correr, em stress absoluto. Quando chegamos, nem queremos acreditar, são todos tão simpáticos, parece quase que estiveram à nossa espera para começar. 
Quando saíamos - a atividade ficará para outro post - são horas de almoçar. Eles iniciam a sua lengalenga de pedido... «por que é que não almoçamos fora»... «podíamos almoçar aqui»... «ou ali»... Eu já ia preparada, concordei com o MacDonalds, os restos em casa ficariam para o jantar...
Rumámos, satisfeitos, ao Mac do Campo Grande. Tudo a correr bem. Uma voltinha escusada para estacionar, mas algo aceitável para quem não circula por aquelas bandas...
Tudo a correr bem.

E depois...
- o do meio que entorna o ice tea para a frente e quem está à frente sou eu e as minhas calças e o meu hamburguer e as minhas batatas...
- a mais velha que perde o saco de apoio que levávamos... uma questão de minutos até se perceber que os funcionários já o tinham encontrado...
- a mais nova que resolve novamente fazer xixi pelas pernas abaixo - não sei se já tinha dito mas não é nada habitual...

Enfim... ao menos foram democráticos nos acidentes... Não serve para nada mas ajuda pensar que até nos disparates se pode ser solidário...
Rita

sexta-feira, junho 30, 2017

As pequenas coisas que já aconteceram desde que esta mãe ficou sozinha com os filhos, há cerca de vinte e oito horas, para o pai ir fazer uma atividade:


- ontem, enquanto esperava que o irmão chegasse do acantonamento com a turma, a mais nova caiu e bateu com a cabeça no chão;
- o do meio chega do acantonamento às 19H30, com um dente para pôr debaixo da almofada, assim, de repente, surpreendendo a disponibilidade da fada dos dentes que abastece a casa, que se viu obrigada a ligar de urgência para uma amiga fada, para tratar do assunto - quem tem amigos tem tudo, de facto;
- hoje, mal saiu da Creche e a caminho da festa de final de ano dos manos, a mais nova decidiu fazer xixi pelas pernas abaixo;
- durante o jantar da festa de final de ano, e ainda antes de começar a comer a comida pela qual se havia esperado tanto tempo na fila, o do meio entornou o tabuleiro com a bifana, salada e "caldo verde", por ele abaixo... Depois, dotado de um grande sentido de humor, concluiu: «Pelo menos, com este caldo verde fiquei quentinho...». Ao que eu perguntei: «Ah, ainda chegaste a comer o caldo verde?». E ele respondeu: «Não. Fiquei quentinho porque ele estava quentinho e agora estou com ele todo por aqui por cima de mim...»;
- num arraial de fim de ano em que todas as famílias gelavam com um vento terrivelmente frio, o do meio perdeu o casaco;

- a mais velha teve o seu último dia na escola onde andou mais de doze anos.............................

Rita


quinta-feira, junho 29, 2017

Do rapazote

Segunda coisa que um filho de 08 anos nos diz depois de chegar de um acantonamento de quatro dias com a sua turma:
- Mãe, posso ir dormir a casa do Xis esta noite?

E não, a primeira não foi que estava cheio de saudades, foi a exibição de um espaço vazio num lugar de um dente...
Rita

quinta-feira, junho 22, 2017

Farta fartinha de comissões, épocas e orçamentos a curto prazo...

Não sou, de forma alguma, entendida em incêndios, catástrofes (naturais ou não) nem em formas de os prevenir e combater. Mas passados os primeiros "momentos" de emoção sobre a tragédia que nos assolou (sobretudo quem ficou afectado directamente, quem sou eu para me comparar a quem sofre na pele as consequências de tais tragédias) também eu sinto que começa a ser hora de ter opinião.

imagem tirada da net

Parece que tudo começa como causa natural e que as condições atmosféricas não facilitaram o combate imediato. Acontece também que não era ainda a época oficial de incêndios. Ou seja, se o mesmo tivesse acontecido daqui a, sei lá, um mês, os meios de combate estariam mais preparados para combater o mesmo incêndio. Começam as dúvidas. Mas não deveriam ser as condições atmosféricas a ditar os meios à disposição e não a data do calendário?

Também será verdade que as condições locais seriam favorecedoras da propagação do fogo e que tal se deve às florestas desordenadas, estradas sem as necessárias margens de protecção, entre outros factores que passam pela existência de eucaliptos e pinheiros em demasia. Dizem uns que a lei que existe não é cumprida. Dizem alguns que as entidades protectoras locais não têm competência para obrigar a que a lei seja cumprida, por outro lado também não a têm para substituir os proprietários que não cumprem a legislação, ao que parece bem feita. Há quem diga também que a compra dos meios aéreos que ficaram no estaleiro teria ajudado a que não se propagasse tão depressa e que o aluguer dos meios aéreos, além de chegarem com atraso de dois dias, terá um enorme dispêndio. Fala-se ainda na extinção do Corpo de Guarda Florestal e no número previsto de criação de equipas de Sapadores estar praticamente estagnado. Há ainda a questão recente da criação do fundo solidário para a reconstrução das populações mais afectadas, onde não estão englobadas as populações de localidades mais pequenas....

Também eu começo a sentir a tal "raiva sem fim" que o Agostinho Lopes escreve no blog Abril/Abril e que podem ler aqui. Raiva porque se podia ter trabalhado no sentido de evitar as mortes, as perdas das propriedades (privadas ou não), a floresta ardida, os feridos. Tudo isto se resume ao mesmo factor, dinheiro. Dinheiro que quer dizer orçamento. Orçamento que quer dizer deficit... deficit que quer dizer dinheiro... 

Não tenho qualquer dúvida que toda a nossa vida é regida por orçamentos, e será necessário fazer opções mas, PORRA (só me apetece asneirar), não teria sido esta tragédia evitável se os problemas detectados há mais de duas décadas não se resumissem à simples resposta de "não há dinheiro". Na altura se calhar até havia...

Farta fartinha estou (eu e muitos mais), da criação de comissões e de pequenas leis a completar as já completas existentes. Farta fartinha estou dos orçamentos por épocas, épocas de incêndios e épocas balneares (estava para falar aqui sobre a época balnear e as praias não vigiadas mas foi esta a época que se impôs no momento). Farta fartinha estou dos gastos feitos em consequência do que não foi feito para poupar... Poupou-se algum, gasta-se agora muito. porque muito vale a vida que qualquer pessoa.

Não sei, peço desculpa pelo desabafo que já vai longo e que não acrescenta nada, mas acho mesmo que temos de ter respostas, mas sobretudo temos de ter acções. Já agora eficazes, e não apenas papéis e dossiers e respostas tipo "não é da nossa competência"...
Ana Cristina

terça-feira, junho 20, 2017

Balanço dos últimos dias de férias


  • Quatro visitas à praia, das seis às oito da tarde, ou seja, oito horas de Sol no final. Encontramos as mesmas praias de sempre com pouca gente, alguns dias mesmo desertas.
  • As tardes passaram-se dentro de casa porque era lá que estava fresco.
  • Aproveitei para ler. Acabei um livro que tinha começado na semana anterior e li outros dois. O quarto estou ainda nas primeiras páginas.
  • Não fiz nem um rabisco... 
  • Quando viemos embora apanhámos trovoada, bem molhada (era bom que tivesse sido assim por outras bandas).
  • À chegada encontramos os dois filhos-gatos cheios de saudades e a casa num autentico forno, só hoje é que está um bocadinho mais fresca,.
Ana Cristina

quinta-feira, junho 15, 2017

Mais vale ser rica e com saúde...

Quando se está de férias nem sempre se tem muito mais tempo livre. Foi o caso da última semana.
É certo que os dias foram mais tranquilos, as noites passaram-se sem que fosse a trabalhar, houve rotinas e, acima de tudo, falta de pressa. Os horários foram feitos sobretudo à medida das necessidades da mãe, que passou connosco uns dias fora das suas próprias rotinas. Quem está próximo sabe bem, mas quem nos lê e não nos conhece pessoalmente talvez ainda não se tenha apercebido que a nossa mãe está num processo de doença progressiva, incapacitante e de muito sofrimento.
Por outro lado, quem os conhece há uns anos, a ela e ao nosso pai, relembrou ontem o tempo em que vinham para esta mesma terra de além-Tejo cheios de energia. Primeiro sozinhos, connosco ou com amigos, depois com a primeira neta, mais tarde com os dois mais velhos e agora de forma tão diferente e nem sempre juntos...
Pensar que tem sido um processo tão rapidamente incapacitante, que nem dá tempo para nos ajustamos às necessidades que vão surgindo... Tal é a velocidade da evolução da doença, que faz também pensar que este ano pode ter sido o último a passarmos uns dias de férias juntos nesta casa que eles em tempos usufruíram bem.
E esta situação talvez seja uma das poucas vezes que lamento não poder "viver dos rendimentos". Podia, quem sabe, comprar tempo de qualidade ou prolongar esta semana por várias...
 Ana Cristina
[Fotos tiradas em duas épocas diferentes. Na primeira, em 2005, numa época em que ainda não havia netos mas a primeira já vinha a caminho. ;). Na segunda, em 2013, num passeio pela Costa Vicentina.]

terça-feira, junho 13, 2017

Primeiro dia de praia do ano

Chegámos na hora que se aconselha e ficámos até ser preciso vestir a camisola...
E que bem se estava ao entardecer.
Ana Cristina

terça-feira, junho 06, 2017

Olhem! Será...


... uma bailarina?! 
... uma fada?! 
... um manjerico?! 
... uma borboleta?!

Não!!! É só a miúda de três anos e cinco meses, que gosta de mascaradas...!
Rita

segunda-feira, junho 05, 2017

De férias...

... procura-se descansar e apanhar um bocadinho de Sol. Na bagagem vêm alguns livros e os novos materiais de desenho (um novo caderno de esboços e um maravilhoso estojo de lápis). Pode ser que se encontre a inspiração que tem andado perdida.

Até um dia destes.
Ana Cristina

sexta-feira, junho 02, 2017

"O Miguel é que é o príncipe da mana?»

Saído assim, da boca da mocinha mais nova, quando íamos a caminho da escola e os mais velhos já seguiam à frente, a Alice com um colega que a viu e esperou por ela. 
Tão bom quando se tem idade para se se esquecer da palavra "namorado" e, em vez desta, se diz "príncipe"...
Rita

quarta-feira, maio 31, 2017

No Dia Internacional dos Irmãos, sobre nós.

Acho que quem nos lê já percebeu que eu e a Rita somos duas irmãs, daquelas compatíveis o quanto baste e que se dão muito bem. Foi quase sempre assim mas nos primeiros anos a nossa relação era bem mais insegura em que a Rita fazia muitas vezes o papel de miúda chata, e um bocado birrenta e eu, por outro lado, devia representar na perfeição a cena da irmã injustiçada e embirrante. Claro que era a possível entre irmãs com vários anos de diferença e em estádios de desenvolvimento diferentes

Ela deu-me a volta, quando tinha três anos. Foi o entusiasmo com que me recebeu quando cheguei de férias, e o quanto chorou quando tornei a ir de férias no mesmo verão. Nesse momento, se não fosse o compromisso e a viagem marcada teria desistido de viajar na hora. Aquela menina pequenina, abraçada a mim, a chorar e a dizer "ó Cristina... não vás..." fez-me sentir tão desejada que nunca mais me esqueci. Nas férias comprei-lhe um boneco e voltei cheia de amor fraternal. Passei a valorizar o facto de ser a irmã mais velha e o exemplo; uma "quase mãe", como dizia o tio António. Fui eu que cedi quando ela pediu para eu não mudar de quarto e continuarmos com as camas bem encostadinhas durante a noite, e conclui que tanto eu como ela gostávamos de dar as mãos nas noites mal dormidas. Foi com orgulho que a levei à escola na primeira semana de aulas, e era voluntariamente que a levava a reboque quando ia ter com os meus amigos na altura da adolescência. Toda a gente sabia que eu tinha uma irmã, e toda a gente a conhecia. Toda a gente sabia das suas proezas e conquistas.
O mesmo acontecia com os amigos dela, e alguns, com o tempo também se tornaram meus amigos.

Tenho imenso orgulho da mulher que ela se tornou, e, qual "quase mãe", acredito que também eu tive um papel no seu desenvolvimento. E não tenho qualquer dúvida que eu sou fruto também da relação que tive e tenho com ela.

Este post é pra ela.


A ti, MQ, espero que tenhas passado um bom dia. Amo-te muito.
Ana Cristina

terça-feira, maio 16, 2017

Das histórias que vagueiam por aí...

Foi há muitos anos, já nem sei quantos, que conheci a Júlia. Estava institucionalizada porque quem teria a máxima responsabilidade de tratar dela não o tinha feito. Foi aí que conheceu aqueles que, independentemente de já terem filhos criados, decidiram levá-la para a sua casa e para as suas vidas. Depois, fizeram o mesmo com a sua irmã, a Teresa.
Na altura conheci-os a todos. E, nestes anos, sabendo bem que nunca mais nenhum deles terá pensado em mim, eu recordei-os muitas vezes. À vontade de recomeçar da Júlia. À desconfiança da irmã. À capacidade de se entregar a duas pré-adolescentes de um casal já com filhos formados.
Hoje regressei à instituição. E, no meio de tantos outros assuntos e dramas, perguntei por elas. Contaram-me, com agrado. Como a Júlia se tinha formado. Como a irmã estava bem e casada. Como o casal mantinha a sua relação familiar e de apoio às duas.

E eu, que nunca consigo acompanhar o futuro dos que passam por mim, hoje tive a imensa sorte de obter um vislumbre do que foi um bom recomeço. E, de mim para mim, fiquei de coração cheio de sabê-las bem, como mereciam.  Só me resta esperar que, mentalmente, lhes tenha chegado o meu abraço e sopro: boa sorte, Júlia, boa sorte, Teresa...
Rita 

segunda-feira, maio 15, 2017

E porque hoje é Dia Internacional da Família...

Resultado de imagem para o que faz a família é o amor



Viva a família, todas as famílias que lutam diariamente pela partilha de um dia-a-dia harmonioso e salutar, mesmo quando nem sempre o conseguem proporcionar.
Viva as famílias de quem decide ter filhos e as de quem decide não os ter e também as de quem não conseguiu ter ou perdeu os que tinha.
Viva as famílias grandes, numerosas. E as que não o são, seja ou não por convicção.
Viva as famílias com um pai, uma mãe, dois pais, duas mães. As de uma pessoa bem e só. As que têm avós e bisavós, estejam ou não entre nós.
Viva as famílias que se divorciaram e resistiram e sobreviveram e que todos os dias fazem esforços para se pacificar e até meio caminho caminhar.
Viva as famílias que decidiram adotar, por decisão, opinião ou porque a vida lhes deu o empurrão.
Viva as famílias que moram longe e que vivem com saudade e viva as que moram perto sem contrariedade.
Viva, essencialmente, as famílias que partilham a tristeza, a alegria, o passado, o futuro, a conversa, a euforia.
Viva a minha família, de onde vim, de quem gosto tanto. E aquela que encontrei. E viva muito, tanto (!), a que formei... E, para sempre, a dos bons amigos de que me rodeei…


Rita

domingo, maio 14, 2017

A propósito de babywearing...

Ao que parece, é o último dia da Semana do Babywearing. Acho muita piada ao termo, fico sempre com a ideia de que se trata de nos vestirmos com o nosso bebé... O que é algo que de facto se aproxima à realidade...!

Quando tivemos a Alice, pedimos um "canguru", daqueles clássicos das marcas mais populares, e foi com ele que contámos para a transportar. Mas quando nasceu o Vasco, aderi aos slings, de cuja existência tinha ficado a saber por blogs perdidos por esta internet fora. Com a Joana, para além do sling emprestado (e outro feito carinhosamente para mim), uma amiga arranjou-me um pano, daqueles feitos em tear, de padrão lindíssimo...

Eu confesso-me totalmente fã de babywearing... Mas claro que cada método tem vantagens e desvantagens. 

Se os membros de um casal tiverem tamanhos muito diferentes (como acontece cá em casa) e só quiserem investir num método, o "canguru" poderá ser uma boa ideia. Contudo, têm de ter a noção que aquele de formato mais clássico (falo naquele que eu tinha, mas sei que agora existirão com certeza muitos mais modelos) poderá não dar para os primeiros meses e não se estender muito no tempo. Recordo-me ainda de, quando a Alice começou a ficar mais comprida, levarmos com os pés dela a baterem-nos nas pernas, o que era bastante incomodativo.

Gostei muito do sling e as suas grandes vantagens são, de facto, o podermos transportar o bebé logo desde recém-nascido e durante muito tempo da sua meninice. A Joana tem 03 anos e eu, de muito longe em longe, ainda levo o sling na mala, para ter a certeza que poderei carregá-la caso seja necessário. Já não o faço, porque ela adora andar e correr de um lado para o outro, mas poderia, em caso de necessidade (que pode surgir se ela estiver muito cansada e eu precisar das mãos livres). O sling também tem essa grande vantagem, a de poder colocar-se dentro de qualquer mala e andar sempre à mão. As maiores desvantagens que encontrei foi o facto de não ser de fácil adaptação (muitas amigas nunca chegaram a gostar e contavam que os bebés também não - já eu, como desejava muito usar, adaptei-me muito bem e tanto o Vasco como a Joana adoraram) e de fazer doer bastante um ombro quando o filhote já pesa e há necessidade de o carregar durante algum tempo. Os meus miúdos foram sempre peso-pluma, mas recordo que, na altura em que acompanhávamos a Alice a uma atividade, andar uma hora a carregar o Vasco de um ano e tal, não era fácil...

Por sua vez, o pano foi uma descoberta muito agradável por alturas da terceira filha, quando eu saltitava de um método para o outro de forma descontraída. Tem a desvantagem de ser mesmo muito grande e de as suas pontas arrastarem pelo chão quando o estava a pôr, depois de sair do carro... o que num chão molhado da chuva não parece muito boa ideia - eu gostava tanto do resultado que resolvi não me importar... O pano é muito confortável, principalmente porque faz o peso do bebé assentar por cima das costas no seu todo. Como nos enfaixamos bastante com ele, ficamos quentes, o que o torna num método excelente no Inverno, provavelmente não tanto no Verão. Em tempo muito frio, ainda dá para vestir um casaco por cima, o que não é tão fácil com o sling...

Que se desengane quem pense que só se recorre ao babywearing para transportar um filhote na rua... Em casa, quando ele parece queixar-se de cólicas ou, por algum motivo, não consegue sossegar-se, ou a mãe e o pai precisam de fazer algo enquanto o adormecem ou entretêm... é sempre uma boa solução... 

Não sei se este post ajudará alguém a escolher um método de babywearing... mas, mais do que isso, talvez ajude pais e mães a perceber que "vestir um bebé" é ótimo, é aconchegante e caloroso, independentemente de como se o faça... tê-los encostados a nós é promover a união, a terapia pelo toque, o sentir, o amor. 



Rita