domingo, abril 16, 2017

Caça aos ovos da Páscoa - 2017!

Passaram quatro anos desde a primeira caçada aos ovos cá de casa. Em 2015 não me organizei para a conseguir fazer e os miúdos lamentaram o facto, tanto que desde aí comprometi-me comigo mesma a dar o máximo para lhes oferecer uma espécie de caça ao tesouro anual. 
Não tinha a certeza que iria conseguir porque o fim-de-semana estava parcialmente dedicado a um torneio de futsal do Vasco, onde os horários dos jogos de segunda volta eram dependentes dos resultados dos de uma primeira... logo... não havia a noção quando iriamos estar em casa, se ou quando conseguiríamos conseguir fazer um almoço de família... a juntar-se-lhe, as variáveis "turnos de irmã enfermeira" e "jantar de aniversário de amigo"...
Na verdade, a caça aos ovos de 2017 foi alvo de muita pesquisa mas de poucas ideias... a sua forma foi moldada na noite de sábado, quase repentinamente, como me acontece com muitos projetos criativos... A maior dificuldade era tentar juntar três filhos de idades tão diferentes (11, 08 e 03 anos) na realização de atividades comuns... mas acho que consegui...

Assim sendo, este ano não houve enigmas espalhados pelas várias divisões da casa, a possibilitar o achado de pequenos ovinhos de chocolate... 
Rezava assim o início da grande Caçada aos Ovos da Páscoa de 2017, entregue em mãos à caçadora mais velha:

«Olá a todos!
Como sempre, cá estamos para mais uma caçada ao ovo...
Todas as caçadas são um bom desafio e uma grande conquista. Este ano, mais ainda. Para conseguir os ovos, vão ter de superar 12 desafios, em conjunto. Alguns têm tempo, outros não. Todos os ovos conquistados terão de ser divididos igualmente pelos três "coelhinhos" e, no fim, ser oferecidos à restante família...
O jogador que vai buscar um desafio tem de ser vendado e partir, às cegas, com a ajuda da família. O envelope do desafio tem de ter a sua inicial... e há os que são falsos...
Depois de lido, o desafio tem de ser cumprido por todos os caçadores. Se a família considerar que o desafio foi cumprido com sucesso, os caçadores entram na marquise para procurar os seus ovos com as ajudas de "quente" e "frio".
A todos... uma boa caçada!!!»

Ou seja, à vez, os miúdos eram vendados e partiam para encontrar um bilhetinho com a sua inicial, através das ajudas e indicações dadas pelo pessoal da família que os rodeava:


Na posse dos papelinhos, tinham de cumprir os três o desafio proposto, ou em conjunto, ou separadamente mas com o mesmo objetivo. No fim, com o desafio cumprido, entravam em casa e, numa única divisão, procuravam ovinhos, mediante as ajudas de quem os tinha escondido enquanto eles realizavam as suas tarefas. Embora algumas confusões e complicações, acho que o objetivo de que os três tivessem que fazer algo em conjunto foi amplamente realizado... e divertido...

A parte mais engraçada foi, obviamente, o cumprimento dos desafios:

«O Vasco é o carrinho de mão da Alice, que ela tem de fazer ir de um lado para o outro do pátio. O carrinho leva um balão, que a Joana tem de ajudar que não caia, mas sem o ir a segurar pelo caminho...
Tempo!»


«Têm de saltar ao pé coxinho.
Joana: dez vezes, com ajuda, no mesmo sítio.
Vasco: ir e vir de um lado para o outro do pátio, trocando o pé quando chegar ao muro e virar.
Alice: ir e vir três vezes, com o mesmo pé, e dar uma volta sobre si no final de cada volta.»


«Colocam-se em fila e, com um balão entre cada um, têm de ir de um lado para o outro e regressar, sem os deixar cair.
Tempo!»


«No chão há umas linhas a percorrer.
Joana: a andar em cima de cada uma delas.
Vasco: a andar com os pés na linha do meio e as mãos em cima de uma das linhas das pontas (à escolha).
Alice: a andar com os pés em uma das linhas das pontas e as mãos em outra das linhas das pontas.
Para o Vasco e a Alice, é ir e voltar.
Tempo!»


«Colocam-se em fila e têm de ir até ao outro lado do pátio e voltar. Para lá, avançam passando um balão por cima das cabeças de cada um. Para cá, avançam passando o balão por entre as pernas de cada um. O último da fila vai passando para primeiro e assim sucessivamente...»


«Têm de levar um balão até à outra ponta do pátio.
Joana: na mão esticada.
Vasco: numa colher, na boca.
Alice: na ponta de um dedo, o mínimo.
Tempo!»


«Fazem uma linha, de mãos dadas: Vasco, Alice, Joana.
Recebem o arco e têm de conseguir que o arco atravesse a linha dos vossos corpos, ou seja, que entre por uma "ponta" e saia pela outra...
Tempo!»


«Têm de fazer um desenho ou escrita.
Joana: de um sol.
Vasco: dos nomes próprios dos manos, de olhos vendados.
Alice: do nome completo mais comprido que está cá em casa hoje, de olhos vendados.»


«Com os vossos corpos em conjunto, têm de fazer três animais, um de cada vez...»
(Uma serpente... e, na segunda foto, seria uma girafa antes da Joana resolver estragar a figura...)


«Têm de cantar uma canção inteira, ao mesmo tempo, em cima do muro.
Joana: sentada.
Vasco: deitado.
Alice: de pé.»



Para além dos fotografados, foram feitos outros dois:

«Joana: quantas patas tem a Fera?
Vasco: quantas pernas existem hoje cá em casa?
Alice: quantos pares de narizes existem hoje cá em casa?»

«Joana: tem de agarrar três vezes o balão que lhe é mandado.
Vasco: tem de cabecear dez vezes o balão, sem parar.
Alice: tem de fazer a seguinte sequência de toques, de seguida: cabeça-mão-outra mão-joelho-outro joelho-pé-outro pé.»

Garantem-se momentos bem divertidos, para quem queira aproveitar algumas das ideias...
Rita

segunda-feira, abril 10, 2017

Sorte de poucos minutos no Vimeiro - Lourinhã

Gosto tanto quando ando por aí, em trabalho... e descubro que alguém, algures, se divertiu a olhar à sua volta e a usar a imaginação... cá ficam pedaços do imaginário de um artista, no Vimeiro - Lourinhã:


Rita

sexta-feira, abril 07, 2017

Dia de descanso...

Se, depois de 24 horas a trabalhar, alguém nos aconselha a ir apanhar sol, isso é...


... as costas encostadas à parede e o traseiro sentado no chão do pátio, um livro, um café, boa companhia... ao sol, claro...
Rita

quarta-feira, março 29, 2017

Na Estefânia

Resultado de imagem para palminhas

Ontem estive na Estefânia. Hospital, entenda-se. Uma suspeita que a Joana pudesse ter uma infeção urinária. Ia muitas vezes à casa-de-banho e contorcia-se de dores. 
As urgências da Estefânia estão em obras, há uns mesitos. Na parede de uma das salas, um écran novo apresentava várias categorias: muito urgentes, urgentes, pouco urgentes e outras duas (na condição de renegadas para quem se encontra com um problema súbito de saúde e deseja ansiosamente não ser algo muito mau mas que se mantenha num nível de urgência que permita ser atendido rapidamente). À Joana foi dada pulseira verde. O écran atribuía à sua categoria a misteriosa numeração "4:43", que desejei ardentemente não ser respeitante a horas e minutos.
Entre triagem, observação médica, colheita de urina, análise à urina, conclusão médica, estivemos por lá duas horas certas. Nas várias salas para onde fui encaminhada, com a Miss Goffre, várias crianças com mais do que um acompanhante - a fazer-me lembrar a reclamação de uns amigos acerca de só poder estar um deles com o filho no Hospital de Cascais (independentemente de carrinho, casacos, sacos, etc). 
Reparei também, como reparo sempre, nos pais e filhos à minha volta. Uma mãe chinesa, com filha adolescente (e tradutora) e com filha pequenita. Casal paquistanês com bebé. Línguas diferentes, de quem deve ficar ansioso por ter de explicar o estado de saúde do seu filho e tem de o fazer numa forma diferente da que lhe seria natural. E, do lado de lá, profissionais que nos recebem a sorrir, se metem com os miúdos e têm que lidar com uma amálgama cultural, perceber o que se passa, diagnosticar, encaminhar, tratar.
As minhas palmas hoje vão para o Hospital da Estefânia. Público. Antigo, a funcionar desde 1877. Com jardim cá fora. Com urgências em obras. Por vezes a abarrotar, outras nem tanto. Com famílias de todos os tipos. Com brinquedos velhos e muito usados. Com salas em que dois progenitores podem acompanhar o seu filho, ou progenitores e irmãos, ou progenitores e avós, ou um progenitor e dois avós, ou um bairro inteiro. Onde todos são atendidos. E bem. Por vezes, em duas horas (outras vezes mais, outras vezes bem menos, como no sábado passado de manhã, em que tivemos de levar a Alice, por suspeita de fratura numa mão, que afinal se revelou um quisto sinovial). 
Bravo. 
Rita

Nota: só para que não se preocupem, a mocinha entrou com possibilidade de infeção urinária mas saiu de lá com cólicas. 

segunda-feira, março 27, 2017

Descubra as diferenças


Sim, numa primeira imagem são parecidos.
Mas não se enganem. A Misha é uma menina-gata de olhos grandes e verdes e pêlo comprido. O Cobi é um menino-gato em que tudo é redondinho; os olhos amarelos, a barriguinha e a cara. Não parece nas fotos mas ela é bem maior que ele mas mais magrinha.
São os dois lindos e às vezes são apanhados na mesma situação ou de maneira a confundir o olhar.



 Ana Cristina

quinta-feira, março 23, 2017

Dias de porcaria...



Hoje, depois de dar um pequeno toque com o carro, de ouvir uma boca que achei incorreta e desmotivadora e de dar praticamente 90 euros à Emel (ainda estou a saber quem conseguiu este extraordinário "tacho" à Emel que lhe dá competências policiais de passar coimas que não envolvem os seus lugares de estacionamento)... só os miúdos mais velhos a rirem às gargalhadas com um filme antigo da Joana a dançar com eles para ficar bem disposta...
Rita

segunda-feira, março 20, 2017

Hoje, no dia do equinócio da primavera...



... em que em todo o mundo, tanto o dia como a noite, têm 12 horas, Dia internacional da Felicidade e, apesar de grande parte do dia já ter passado, SORRIA...

Porque vem aí a primavera, os dias bons e as roupas leves.
Ana Cristina

domingo, março 19, 2017

Catorze anos de Fera


Nesta semana que passou, a primeira filha cá de casa completou catorze anos. 

Já lá foi o tempo em que saltava para dentro do frigorífico, ou para a cabine do duche enquanto eu tomava banho, que mamava no lóbulo da minha orelha, que ir a correr buscar os papelinhos mínimos que atirávamos para longe, que deliciava os transeuntes na rua com as suas turras na janela quando eles se metiam com ela do lado de lá do vidro. Agora, embora ainda queira ir ao pátio, já não sobe a muros e a parapeitos. Mas, havendo uma escada de incêndio, ainda há uns meses se atirou de lá em voo para caçar um pardalito que lhe captou o olhar. E depois, de uma forma extremamente hábil que lhe desconhecia por completo, torceu-lhe o pescoço num ápice e comeu-o todo, não ficando nem uma peninha para contar a história - deixando-nos na dúvida sobre a quantidade de vezes que aquilo já poderia ter acontecido.

Com esta idade, as suas aventuras resumem-se essencialmente a saltar para o sofá, de preferência quando eu lá estou, ou ir ter comigo à cama assim que a porta se abre e ficar a dormir quanto possa, enroscada em mim. No entanto, continua a manter a sua extrema paciência com os irmãos-pessoinhas e, com anos de permeio, a suportar os mimos brutos que estes lhe fazem até aprenderem a lidar corretamente com a sua doçura... e continua a ser a minha companheirona, a minha querida Fera... por falar nisso, vou buscá-la, que ela faz-me falta aqui no sofá...
Rita

terça-feira, março 14, 2017

Dar cor aos rabiscos, com lápis

Isto de desenhar e pintar é uma boa desculpa para ir fazer compras e gastar dinheiro. Falta sempre qualquer coisa, ora um bloco de papel, ora o lápis adequado, ora novos materiais a experimentar.
A última compra foi um conjunto de lápis de cor aquareláveis, 12 cores, para juntar aos lápis que cá tinha antigos, também eles do mesmo tipo. Comprei os tipo escolar, da marca Giotto, porque a bolsa não dá para materiais mais caros. Vinham numa embalagem de 48 lápis, 4 de cada cor, o que foi um bocadinho frustrante mas depressa se resolveu com a oferta à Alice e ao Vasco de um conjunto de 12 cores para cada um que, surpreendentemente para mim, foram alegremente aceites. Não faço ideia se têm qualquer intenção de os usar, se estão só a juntar material ou se é simplesmente porque fui eu a oferecer mas achei engraçado ficarem contentes com a possibilidade de levarem um conjuntinho de lápis aquareláveis  para casa.


Pintar com lápis de cor é voltar aos tempos de criança porque é o material que os pequenos usam no início, e que estão sempre prontos a substituir pelas cores mais fortes dos marcadores ou canetas de feltro. Mas é voltar também aos tempos de criança e ao prazer em pintar. E quando se sabe usar os lápis de cor, e eu não sei muito bem, é possível ter tanto prazer como em qualquer outro material de pintura de uma forma mais limpa e fácil de transportar.

Eu tenho feito algumas experiências com cor, umas vezes experimentando os lápis para colorir desenhos, outras aproveitando a sua capacidade de se comportar como aguarelas. Nem sempre tem corrido muito bem mas a culpa é mesmo da falta de experiência com este tipo de materiais. Também será um bocadinho dos materiais por não serem dos melhores. Por isso, importa experimentar também novos papéis mas, por agora, usa-se o caderno de esboços que, não sendo o ideal, também não é mau de todo (papel grosso mas não da gramagem para aguarela, que ensopa a água sem esborratar). Com papel de aguarela e bons lápis o desenho será sempre diferente mas nem sempre melhor e isso será mais um desafio.


Mas claro que qualquer dia vou "necessitar", quase urgentemente, de um conjunto de lápis de muitas cores, que por aqui há poucas EHEHEH

Se alguém conhecer bons lápis aquareláveis aceitam-se sugestões porque a compra será sempre feita depois de muita pesquisa e opiniões de quem já experimentou são sempre muito bem vindas.

Ana Cristina



sexta-feira, março 10, 2017

Desenhar e pintar.

Sempre gostei de desenhar. Além dos pequenos desenhos que iam ocupando as minhas folhas, que foram sempre uma constante, também sempre gostei de desenhar só porque sim. Os rabiscos em folhas escritas talvez sejam o resultado de hábitos que foram explorados logo em pequena, porque, pensando bem, as mais antigas memórias de fazer desenhos em folhas escritas são da primária, e era a professora que incentivava, mas acho que, tal como em muita gente são uma forma de concentração no que se pretende ouvir.
Na adolescência foi quando comecei a desenhar e pintar com um bocadinho mais de método. Experimentei desenho à vista, ou fazer experiências com materiais de cor como os pastéis (que adorei em tempos) e uma vez ou outra ainda fiquei agradada com essas experiências. Mas sempre tive dificuldade em ocupar folhas de papel inteiras, e os desenhos que ia fazendo foram sempre pequenos e ficaram perdidos na folha de papel. Acho que era para não gastar muito material, mas também porque sempre gostei de cadernos por inaugurar, folhas limpas ou pouco maltratadas. [Convém explicar a quem não me conhece o suficiente, que eu escrevo com letra pequenina e pouco marcada e, com estes dados todos podem fazer o meu diagnóstico de obsessiva e perfeccionista, mas enganam-se redondamente, não sou nada disso... ... Bem, talvez um pouquinho obsessiva...  ;) ]. Na verdade, também acho que me sentia em falta se desperdiçasse material com rabiscos e rascunhos de desenhos, é que ele é tão bonito antes de usar...

Foi à uns anos que decidi explorar um bocadinho este meu gosto, e aprender um pouco com quem sabe muito. Inscrevi-me então, porque na altura tinha horário mais previsível (e bolsa mais recheada), na Sociedade Nacional de Belas Artes - Curso de Pintura. Não acabei mas aprendi muito. Tudo pequenas coisas. Sobretudo a não ter tanto receio de experimentar. E a ter segurança que as pinturas, em especial com tintas opacas, podem ser corrigidas. E ainda a certeza que material de pintura e desenho tem de se gastar se quisermos fazer alguma coisa.

Anos passaram desde que andei na SNBA. Algumas coisas se foram pintando; madeiras, telas, tecidos e até paredes. Têm sido pequenos trabalhos, alguns deles (aliás, muitos deles) desenvolvidos em conjunto com a Rita mas, em termos pessoais, tenho desenvolvido pouco este meu passatempo, e nos últimos tempos tenho tido saudades. Saudades das telas e das tintas, mas também do risco e do rabisco que ajuda a desenvolver as ideias e a ganhar mão.

Juntando esta saudade a uns projectos que tenho (ainda só na mente, que esta cabeça não pára em ideias mais ou menos criativas) finalmente decidi combater a inercia e juntar os materiais que por aqui andavam às moscas e, gastá-los... e treinar, treinar, treinar... as ideias e a mão.
E desde o inicio do ano tenho cumprido, sob a forma de "diário" gráfico esta minha resolução. Tem resultado, nem que seja como efeito gestor de stress.
Bem, também tem servido como desculpa para não fazer mais nada (reconheço... um pouco obsessiva ;)))


Ana Cristina

terça-feira, março 07, 2017

Agora outra e não o mesmo

Em tempos o Vasco era um grande apreciador de café. Estava sempre pronto a beber um no final dos almoços de família. Foi o meu companheiro de cafezinho ao pequeno-almoço muitas vezes, nos fins de semana que por cá passava, ou em férias. Agora nem sempre lhe apetece. Agora é a Joana que me faz companhia... E eu adoro estes momentos a duas...

Ana Cristina 


domingo, março 05, 2017

Talento para romantizar

A dar as cuecas à Joana, para ela vestir.
Joana: O que têm estas?
Eu: Nada de especial... Riscas, têm só riscas.
Joana: Como as zebras...?
Rita

sábado, março 04, 2017

Obriguemo-nos a vir para a rua gritar!!!!

(A Alice com um cartaz... o trabalhão que se teve para explicar o trocadilho com o dizer popular e a organização OPART, responsável pela Companhia Nacional de Bailado)

Foi  há pouco mais de uma semana que nos fomos manifestar para a frente do Teatro Camões pela reposição do espetáculo "1HD - Uma História da Dança" (ver aqui e aqui).

Claro que isto, para quem aqui vem de vez em quando, ou espreita neste canto pelo facebook, representa mais do mesmo. Mais do mesmo discurso do espetáculo que 10 miúdos ajudaram a construir e no qual participavam quando foi subitamente cancelado, sem qualquer justificação plausível. Mais do mesmo acerca de 68.000 euros gastos numa coisa que depois é completamente desperdiçada. Mais do mesmo em relação à falta de respeito com que se tratam as pessoas. Blá blá blá.
Todos os dias vemos no telejornal estas coisas, afinal. Mais uma, menos uma. Franzimos o sobrolho, resmungamos para o ar, dizemos que é sempre a mesma coisa, que isto é a república das bananas, que isto está cheio de poleiros... blá blá blá. E depois, viramo-nos para o lado, e continuamos a nossa vida. 

Mas a verdade é que... se não for quando a coisa  nos bate à porta, quando nos pisa os calos, quando se passa na nossa casa, com a nossa miúda de 11, a quem temos de dizer que pode haver quem esteja sempre disposto a roubar-lhe o trabalho, o esforço e o empenhamento... quando nos manifestaremos...? Se não for nessas alturas que aproveitamos para reclamar, para afirmar o nosso desacordo, para nos mostrarmos lutadores... então o que sobra...? Uma mera passividade, um mero dizer que podem fazer connosco o que quiserem... 
Por isso, desta vez, não. Pode parecer uma coisa sem importância, só um espetáculo com miúdos e para miúdos, só algo que aconteceu. Mas, no fundo, é uma tomada de posição. Por isto, mas também pelo resto, por outras coisas semelhantes a que vamos assistindo, pela decisão de não se ser passivo...!

Pela reposição de "1HD - Uma História da Dança", vamos assinar a petição pública a correr, aqui: http://peticaopublica.com/search.aspx?q=1HD


(imagens da manifestação, alunos da Escola de Música do Conservatório Nacional a tocar e a cantar "Acordai")

Rita

terça-feira, fevereiro 28, 2017

As mascaradas cá de casa

Fico contente que o Carnaval seja nosso, algo que vemos como uma festa pela qual ansiamos antecipadamente e que gozamos entre nós (mãe, filhos e tia, que o pai não foi feito para estas coisas), que nos faça começar a pensar e a falar nas máscaras que vamos escolher a cada ano meses antes da data. E acho piada que se entreguem totalmente às minhas ideias e que por vezes já nem se preocupem em arranjá-las. E que uns tempos antes de começarmos a temporada, fiquem inseguros por não verem a máscara a desenvolver. E que, mesmo antes de saírem de casa, todos vestidos e pintalgados, tenham sorrisos de grande contentamento, satisfação, e digam que se acham bonitos [«Afinal estou muito bonita», disse ela... ao que eu respondi: «Pff, como se houvesse dúvida...» ]...

Este ano, para eles, foi assim:

D. Panqueca foi de Bambi, que sempre é mais romântico de dizer do que "cervo". 
Máscara muito simples: camisola e leggigns castanhas, com acrescentos de barriga, bolinhas nas costas e rabinho. Maquilhagem a preceito. E, como pormenor, o desafio mais interessante da fantasia: as hastes. Muito mais simples do que parece... papel de alumínio (muito leve e moldável) a fazer o formato pretendido, revestido com fita adesiva de proteção de pintura, pinta-se e acrescenta-se umas orelhinhas de feltro. Segui dicas de vários blogs e o efeito resultante foi espetacular. 



O Sr. Crepe foi de mergulhador.
Máscara também muito simples, que só vale pelos pormenores: camisola e leggings pretas, passa-montanhas também preto (Decathlon), óculos de mergulho. Sem maquilhagem, bom para aqueles miúdos que não gostam de pinturas (não é o caso de nenhum dos meus). Cinto de pesos feito com elástico e musgumi. Barbatanas ilusórias com elástico e musgumi primeiro, antes de se romper todo, e com feltro depois (muito melhor solução, aconselho). O desafio maior foram as botijas: duas garrafas de leite interligadas com fita adesiva, pintadas com tinta de spray cinzenta metalizada; um tubo de canalização com entrada e saída diferentes (comprado numa loja de chinês), a entrar e a sair pelas garrafas (que são de um material muito fácil de trabalhar), e cujas pontas foram aproveitadas, uma para colar uma tampa de frasco com uma impressão de medidor de oxigénio, outra para colar uma tetina descartável de biberon (que não resultou, descolou e ficou sem nada); tudo colado numa placa de cartão com duas tiras de tecido (que vinham a prender uma manta comprada no Natal) com velcro.



Miss Gofre tinha fatos de compra, cá por casa, da época em que eu não metia mãos à obra. 
De forma que foi apalhaçar num dos dias. E em todos os outros preferiu ser um Capuchinho Vermelho, mas daqueles que atravessa a floresta de Ferrari vermelho e que acaba por caçar um lobo...


Rita

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Um dia todo PLAY

Voltámos ao Play Fest no passado sábado. Logo pela manhã, para usufruir de uma experiência quase completa.

Os miúdos saíram de pijama de casa, como fazia parte da proposta lançada pelo festival, e adoraram, não só porque, tal como toda a gente sabe, é capaz de não haver roupagem mais confortável, mas também porque foi uma indumentária assumidíssima e não uma coisa meio às escondidas como quando se vai pôr lá fora o lixo e se faz um sorriso envergonhado ao vizinho encontrado nas escadas. Não, isto foi mais do estilo «é verdade, estou de pijama no meio da rua, em plena Lisboa, e é de propósito e olha tão giro que ele é!». Mesmo do alto dos seus 11 anos não muito altos, a Alice quando reparou que não haveria muitos mais miúdos como eles, ainda esboçou um comentário de estranheza, mas logo a seguir pareceu convencer-se que os outros é que saíam a perder e não ficou minimamente incomodada.

A experiência passou a seguir pelas panquecas, pequeninas, redondinhas e saborosas, sempre com cobertura de chocolate, comidas de várias formas e feitios, inclusivamente com a ajuda do cabelo, bochechas, mãos, casaco e mais a mãe deixasse se não se apercebesse. A única não apreciadora da coisa foi a Joana, mas já sabemos que é coisa para variar e no próximo ano ser a sua maior fã...

Dividimo-nos depois, pai e filhos crescidos para a sessão dos 6-9 anos, mãe e filha pequena (com birra descomunal provocada pela separação forçada dos dois irmãos, a levar todos os outros pais na sala a crer que talvez não tivessem feito bem na escolha dos lugares, até ao início do filme) para a sessão dos 3-6.


À tarde a coisa foi diferente. Mãe e filha crescida rumaram ao cine-concerto de Buster Keaton acompanhado musicalmente por Noiserv - David Santos, o que se revelou uma experiência única, por todo o tipo de motivos: a idade do filme (e a sua tremenda qualidade cinematográfica), o seu humor, a sua diferença, a música ao vivo ali, para nós... O S. Jorge, em toda a sua magnificiência (uma sala de cinema com 827 lugares é coisa rara e ainda me lembro de lá ir com a minha irmã, nas fases em que os filmes eram uma descoberta semanal), a receber tão bem este PLAY, que belos momentos lá passámos... 

No fim, um grande passeio a pé até à nossa colina, pelo caminho longo e turístico, hora e meia de conversa partilhada, entre paragem para fotos, para ver os artistas de rua, as lojas de artesanato, os edifícios que nos rodeiam nesta tão bela cidade em que vivemos.


Decisão de futuro, para as duas convencermos a restante família: mais passeios a pé por Lisboa precisam-se!
Rita

Nota: para quem não saiba, como era o meu caso, o S. Jorge tem atualmente lá dentro um café onde se está maravilhosamente, aberto todos os dias, com exceção dos domingos sem atividade cultural. 

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Dias de trabalho mais radicais, mas com um toque de romantismo...

Dias anormais de trabalho, aqueles em que se faz "parkour", se sobe a muros, se faz equilibrismo, se trepa, se ultrapassa, se salta, se sobe, se desce, se transborda, se iça, se procura.
E, repentinamente, se vê... no meio de tudo isto... uns pormenores azuis por entre o aqui e o ali, uns degraus com frisos de azulejos floreados, um banco onde há muito alguém se terá sentado, quem sabe namorado, confidenciado, conspirado, lido, rido ou chorado... cantos completamente indiferentes a nós e nós a eles, por onde o tempo passa e quase arruína... 


E, à despedida, o sol e o mar, num inverno bem disposto...


Rita

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

"1HD - Uma História da Dança", o cancelamento - CAPÍTULO 2

E eis que, há praticamente uma semana, na terça-feira, tudo acabou. Ou que se iniciou outro capítulo desta história, o da desilusão.

Para nós, pais, do lado de cá, a coisa deu-se com uma mensagem escrita da Diretora de Turma, que tinha sempre acompanhado o projeto de perto com os miúdos. Estes tinham sido deixados à hora costumeira do ensaio, mas num local diferente do usual. A mensagem foi recebida por mim no final do tempo destinado ao ensaio e não a tomei como uma forma distante de receber a notícia, antes pela única forma da professora da minha filha não desatar a chorar ao telefone dez vezes, de todas as que teria de dar a triste informação aos pais. 
Fiquei obviamente surpreendida com a decisão, que na altura envolvia somente o cancelamento do "1HD" e o sentimento de desolação de todos os envolvidos. Ao aceder ao site da Companhia Nacional de Bailado, percebi - perceber é uma forma de dizer que realizei, não que verdadeiramente compreendi o que estava na base da decisão - que o motivo do cancelamento de oito sessões de espetáculo ainda por vir tinham sido "os problemas técnicos".

Fui esperar pela Alice no final do dia de aulas, sem esperar pelo treino normal da ginástica. Achei que se impunha um passeio, uma conversa, essencialmente o apoio que ela precisaria para ultrapassar a desilusão. Esteve sempre calma, mas triste, contando como todos tinham chorado com a notícia e recebido com consternação e choque também a do despedimento do Bruno. Falou como ele tinha conversado com eles, tentando que percebessem essencialmente que nada do que tinham feito, enquanto atores e colaboradores no projeto, era o motivo para o fim do espetáculo. E como era necessário manter a cabeça erguida. 

Passamos o tempo todo a dizer aos filhos para trabalharem, estudarem, esforçarem-se, aplicarem-se, envolverem-se... que os resultados refletirão tudo isso e serão bons e tudo valerá a pena... Que os compromissos são para se manter, que isso faz de nós pessoas sérias e honestas e ser uma pessoa de palavra é riqueza superior às que se palpam... E depois claro que sabemos que nem sempre as coisas são assim, mas esperamos que vão aprendendo essa mensagem lentamente...

Claro que os lembramos, como eles também sabem, que apesar de tudo, foi bom. Foi bom os meses de trabalho, a descoberta, os conhecimentos que fizeram, os sítios que visitaram, os bastidores, o teatro, as palmas, a experiência. 
E, todos sabemos, os miúdos tendem a possuir uma resiliência e positivismo invejáveis... Mas é difícil, hoje, dias depois de saber que não tornará a fazer o "1HD", ainda a ouvir por vezes tristemente a desabafar... e, o mais engraçado, na inteligência de quem tem 11 anos, a valorizar o que é importante... «Será que vou tornar a ver o Rúben?», «Gostei tanto de algumas pessoas que conheci, não as vou ver mais...», «Mas sabes, mãe, eu gostei do teatro e dos bastidores e dessas coisas... mas do que eu vou sentir falta, mesmo falta, é do espetáculo... do espetáculo mesmo... de fazer, de dizer... eu gostava mesmo do 1HD, sabes, achei que estava tão bonito...»

Eu também. Estava mesmo bonito. 



Rita

sábado, fevereiro 18, 2017

"1HD - Uma História da Dança", um sonho - CAPÍTULO 1

Este post está em rascunho há umas semanas porque eu não conseguia ter palavras de jeito para exprimir o orgulho que me ia cá por dentro. Agora, valores mais altos se levantam e urge a necessidade de arranjar palavras que transmitam a minha indignação.


Como começou, do lado de cá...

A escola dos miúdos tem o feliz hábito de se lançar e de lançar os miúdos para projetos únicos. Foi o caso do "1HD". O professor de Expressão Dramática da escola, Bruno Cochat, reuniu os pais e propôs a participação de dez miúdos num espetáculo infanto-juvenil que teria sido convidado a criar, uma homenagem à dança e aos 40 anos da Companhia Nacional de Bailado, a ser exibido no Teatro Camões, uma quarta e sexta feira por mês, de Janeiro a Junho de 2017.
Lançámos mãos à obra. Os miúdos essencialmente, mas também nós, pais, entusiasmados pelo entusiasmo deles. Horas semanais de trabalho. Um guião que eles próprios, miúdos, ajudaram a criar, à medida que tinham sessões de filosofia para crianças - tudo com o objetivo que o texto fosse algo com que a população estudantil se identificasse, afinal, as sessões das quartas-feiras eram para escolas. 
A Alice foi sempre adorando a experiência. Trouxe aprendizagens para casa, sobre a quantidade de vezes que Anna Pavlova tinha dançado "O Lago dos Cisnes", sobre Martha Graham, sobre Pina Baush... mas também sobre gíria teatral e lengalengas... para não falar das coisas que se aprende quando se tem de trabalhar em equipa, quando não se é escolhido para o primeiro elenco, quando há seriedade numa tarefa... 
Quanto ao Bruno, foi um professor muito dedicado, cauteloso e atento, muito respeitador dos seus alunos e com a sensibilidade necessária para lhes ir explicando todas as decisões e trajetos. Presumo que também fosse muito competente, na medida em que tinha sido convidado para coordenar os Estúdios da Vítor Cordon - Centro Educativo da Companhia Nacional de Bailado (CNB) e para criar o dito espetáculo.
O "1HD - Uma História da Dança" estreou no final de Janeiro e teve quatro representações, tendo a Alice atuado somente na última. Eu achei que o espetáculo estava magnífico, independentemente da minha moça estar em palco. Cinco crianças e um adulto (o ator Ruben Saints) a viajarem no tempo e no espaço pela história da dança, a contracenarem com bailarinos profissionais, a aprenderem sobre figuras memoráveis da dança, como é uma aula de bailado, como se dançava na época barroca... Os cenários eram grandiosos e interligavam-se com a viagem feita pelas crianças, os figurinos eram delicados e combinavam com todo o enredo. 
Tenho que dizer que fiquei surpreendida e um tanto ou quanto maravilhada com a prestação de D. Panqueca. Toda ela brilhava, em cena, natural e graciosa, com boa entoação, sem problemas onde colocar as mãos. Nunca eu teria pensado semelhante coisa, ela que nunca gosta de dar nas vistas e que foge de qualquer lugar de destaque em qualquer exibição formal ou informal (com exceção de um ambiente familiar próximo). Achei engraçadíssimo que parecesse sentir-se tão bem naquele lugar. Quando lhe perguntei o que tinha achado, foi eloquente: «Oh, é maravilhoso...!»...
E para mim, maravilhoso foi pensar em revê-la nas atuações seguintes, levar família e amigos, incluindo o pai (que não chegou a ir, para ficar com a mocinha mais nova) e a avó (uma vez que o Teatro oferece boas condições para cadeiras de rodas). 

Para a posteridade ficou a sua entrada pela entrada de artistas no Teatro Camões... 

                            

...a cortina de ferro do início do espetáculo (e usada nele)...



...o cartaz publicitário (igual aos espalhados por Lisboa)... 


... e o bilhete da minha sessão, onde só falta o autógrafo da moçoila...


Rita

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Um ano de Cobi

Parece muito mais tempo, quando penso no tempo que temos convivido com o Cobi, mas na verdade só passou um ano.
Quando ele cá chegou a casa tínhamos uma gata grande mas ainda bebé, tal era a forma como se comportava. Em pouco tempo as coisas mudaram. A Misha passou a ser uma gata ainda maior mas mais bem comportada, uma  autêntica irmã mais velha, parceira nas asneiras mas mais selectiva nos seus interesses.

Por outro lado, o Cobi, que vinha de uma casa com vários irmãos adotivos a portar-se como um menino brincalhão com os manos e com tudo o que o rodeava, continua assim.  Dá ideia que vai ser um eterno mimado-curioso-brincalhão.


Neste tempo já conseguiu roubar vários "brinquedos" dos locais onde estavam guardados, entrar na casa da vizinha de 3 formas diferentes, estraçalhar um pacote de rolos de papel higiénico, e com a ajuda da mana fazer muitas e variadas destruições.
Tem sempre um comportamento cauteloso com os humanos que chegam a casa, independentemente das suas idades, mas uma curiosidade e simpatia naturais que o fazem vir espreitar e dar festinhas nas mesmas pessoas de quem fugiu uns minutos antes.Também é conhecido por ser o primeiro a chegar à cozinha quando um dos humanos quer ir comer qualquer coisa, não ser esquisito e estar sempre pronto pra provar tudo o que os outros comem, tanto que está mais gordinho. Brinca com tudo mas não traz de volta as bolas que mandamos para longe. É tão mimoco que dá imensas lambidelas nas nossas mãos e dedos, pede festinhas, ronrrona de uma maneira que parece que está com catarro, e faz o mesmo quando anda na correira. Quando chegamos está à nossa espera, a pedir festas. Para ele as mãos não servem para lutar, só para alimentar e fazer festas.
É assim o nosso Cobi, o pestinha... (eu acho que ele tem um focinho de requila, com a sua manchinha do nariz)
Ana Cristina

domingo, fevereiro 12, 2017

Domingos

Há dias de fim-de-semana em que nada se faz... 
E domingos em que, por entre os afazeres da vidinha, a falta de carro durante umas horas e a saída para almoçar com os pais, se planeja uma primeira ida ao cinema com a mais nova e pouco mais.
E depois há os domingos que nos saem fora dos planos, com coisas pequenas e boas, muito além do planeado... Manhãs em que se tira momentos para brincar com playmobis, em que salta na cama dos pais com a mana, em que se veem clássicos na televisão, em que se pintam aguarelas e se toma banho com a Guarda do Leão completa e mais uns quantos animais amigos...


E em que se escolhe um fim de tarde para experimentar ir ao cinema no Play Fest, e se encontram amigos da sala da creche com quem se brinca animadamente no Cinema S. Jorge...


Em que se tem sorte de não chover e se vai pela rua fora a espreitar em lojas atrativas à vista, ao coração e ao paladar...


Em que se corre desenfreadamente pela calçada lisboeta, se espera ansiosamente pelo transporte público com muita esperança de se vir a conseguir entrar, e em que se vai para casa no elétrico dos turistas...


Domingos bons, os que soam a muito com pouco.

Rita

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Parabéns para nós...

Sim, porque faz hoje 11 anos que este blog foi criado. E 11 anos é uma boa data para celebrar este nosso cantinho na blogosfera. De lá para cá podem ler-se muitos posts (não tantos como gostaríamos, é certo) de várias fases das nossas vivências pessoais e criativas. 
No início quisemos mostrar quem somos e o porquê de nos denominarmos Oficinas RANHA e mostramos às nossas visitas o que mais gostávamos de fazer com trapos, tintas e pincéis, linhas e agulhas. Desta faceta mais ou menos criativa podemos destacar as fases das camisolas pintadas, das peças pintadas ou recicladas, das carteirinhas pintadas ou da linha de bijuteria, mas também não podemos esquecer as telas ou as paredes pintadas, ou mais recentemente os muitos Xulés que fizemos e que andam actualmente por esse mundo fora. Ainda criámos um outro blog para podermos mostrar apenas as nossas peças para venda, mas rapidamente desistimos dele apesar de ainda poder ser visitado.
Mas fomos também falando de nós e das nossas vidas de mulheres de família, trabalhadoras e medianamente criativas. Por vezes usámos este blog para reivindicar também os nossos direitos trabalhistas, as fases de estudo, algumas criticas literárias, de cinema e de outras artes e muitas dúvidas existenciais. A família foi crescendo, sobretudo do lado da Rita, e se ao princípio a Alice tinha poucos meses agora é uma menina pré-adolescente, irmã mais velha do Vasco (o rapaz sanduíche) e da Joana (a filha caçula). 
Temos passado por altos e baixos. E todas estas fases são para ser lembradas, embora eu gostasse de encontrar menos post's onde nos lamentamos do pouco que temos escrito para o blog, Temos agora mais visitas mas muito menos comentários mas parece ser generalizado e resultado de outras redes sociais.
Recentemente tornámos a decidir que ainda vale a pena. Por isso hoje festejamos os 11 anos do arRanha no Trapo desejando que este se mantenha activo por muitos mais anos, enquanto valer a pena. 

Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar...

Ana Cristina