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sexta-feira, novembro 17, 2017

Dia Mundial da Prematuridade

Quem nos segue sabe que eu sou enfermeira, enfermeira num serviço de neonatologia. E quando se pensa em neonatologia tem-se imediatamente a ideia de bebés pequeninos, prematuros mas quase ninguém sabe, que neonatologia não é sinónimo de prematuridade. Neonatologia é o campo clínico que define o princípio da vida extra-útero, mais propriamente os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido. Não deixa de ser verdade que os prematuros são os principais clientes dos cuidados neonatais pela sua necessidade indiscutível de cuidados. E hoje, por ser o Dia Mundial da Prematuridade lembro os "meus" bebés pequeninos, agarrados à vida, lutadores desde o princípio, resilientes muitas vezes a vida inteira.

Eu, Ana Cristina, juntei-me à equipa do " O Pai, a  Mãe e Eu", o blogue de umas colegas e amigas com quem já colaborámos noutra rubrica, para montar um pequeno filme, que podem ver no facebook. Uma pequena homenagem a todos os bebés prematuros e sua famílias, que diariamente nos mostram como para alguns a vida começa de forma dura.
Ana Cristina

terça-feira, abril 25, 2017

Quarenta e três anos depois

Não tenho qualquer dúvida que o dia 25 de Abril de 1974 foi importantíssimo na minha vida.
Quase de certeza que hoje seria uma pessoa bem diferente se naquele dia (que podia ter sido outro com certeza se os militares de Abril tivessem marcado outra data) as pessoas não tivessem sentido que aquele era o momento de mudar.
Para mim, uma menina de seis anos acabados de fazer, o dia 25 de Abril de 1974 foi um dia que recordo pela alegria que senti por ver as "minhas pessoas" felizes. Recordo a empolgação do meu pai e a impulsividade com que rumou pra Lisboa ao contrário do que seriam as indicações que teria recebido, a cautela alegre com que a minha mãe lidou com o assunto, não indo à escola naquele dia e ficando comigo em casa a ouvir rádio (deixou para o dia seguinte a retirada da foto do Sr. Marcelo da época). Recordo também a chegada dos amigos lá a casa pela noite adentro. Todos se abraçavam e choravam de alegria.
Ao post que escrevi há onze anos, no início deste nosso registo não tenho quase nada a acrescentar.
O meu 25 de Abril de 1974 foi um dia alegre, e gosto sempre de o recordar, assim como gosto de recordar os outros 25 de Abril que se seguiram. Aqueles em que eu e a Rita íamos para a janela de manhã gritar para as pessoas que passavam na rua "25 de Abril Sempre! Fascismo nunca mais!". Aqueles em que desfilámos na A
venida, e foram muitos (mesmo muitos).
Este ano lá estivemos, numa nova adaptação às circunstâncias de quem leva crianças pequenas. Éramos um grupinho no meio de muitos. Sim, este ano também fomos muitos, muitos mil a celebrar Abril...
Ana Cristina

domingo, abril 16, 2017

Caça aos ovos da Páscoa - 2017!

Passaram quatro anos desde a primeira caçada aos ovos cá de casa. Em 2015 não me organizei para a conseguir fazer e os miúdos lamentaram o facto, tanto que desde aí comprometi-me comigo mesma a dar o máximo para lhes oferecer uma espécie de caça ao tesouro anual. 
Não tinha a certeza que iria conseguir porque o fim-de-semana estava parcialmente dedicado a um torneio de futsal do Vasco, onde os horários dos jogos de segunda volta eram dependentes dos resultados dos de uma primeira... logo... não havia a noção quando iriamos estar em casa, se ou quando conseguiríamos conseguir fazer um almoço de família... a juntar-se-lhe, as variáveis "turnos de irmã enfermeira" e "jantar de aniversário de amigo"...
Na verdade, a caça aos ovos de 2017 foi alvo de muita pesquisa mas de poucas ideias... a sua forma foi moldada na noite de sábado, quase repentinamente, como me acontece com muitos projetos criativos... A maior dificuldade era tentar juntar três filhos de idades tão diferentes (11, 08 e 03 anos) na realização de atividades comuns... mas acho que consegui...

Assim sendo, este ano não houve enigmas espalhados pelas várias divisões da casa, a possibilitar o achado de pequenos ovinhos de chocolate... 
Rezava assim o início da grande Caçada aos Ovos da Páscoa de 2017, entregue em mãos à caçadora mais velha:

«Olá a todos!
Como sempre, cá estamos para mais uma caçada ao ovo...
Todas as caçadas são um bom desafio e uma grande conquista. Este ano, mais ainda. Para conseguir os ovos, vão ter de superar 12 desafios, em conjunto. Alguns têm tempo, outros não. Todos os ovos conquistados terão de ser divididos igualmente pelos três "coelhinhos" e, no fim, ser oferecidos à restante família...
O jogador que vai buscar um desafio tem de ser vendado e partir, às cegas, com a ajuda da família. O envelope do desafio tem de ter a sua inicial... e há os que são falsos...
Depois de lido, o desafio tem de ser cumprido por todos os caçadores. Se a família considerar que o desafio foi cumprido com sucesso, os caçadores entram na marquise para procurar os seus ovos com as ajudas de "quente" e "frio".
A todos... uma boa caçada!!!»

Ou seja, à vez, os miúdos eram vendados e partiam para encontrar um bilhetinho com a sua inicial, através das ajudas e indicações dadas pelo pessoal da família que os rodeava:


Na posse dos papelinhos, tinham de cumprir os três o desafio proposto, ou em conjunto, ou separadamente mas com o mesmo objetivo. No fim, com o desafio cumprido, entravam em casa e, numa única divisão, procuravam ovinhos, mediante as ajudas de quem os tinha escondido enquanto eles realizavam as suas tarefas. Embora algumas confusões e complicações, acho que o objetivo de que os três tivessem que fazer algo em conjunto foi amplamente realizado... e divertido...

A parte mais engraçada foi, obviamente, o cumprimento dos desafios:

«O Vasco é o carrinho de mão da Alice, que ela tem de fazer ir de um lado para o outro do pátio. O carrinho leva um balão, que a Joana tem de ajudar que não caia, mas sem o ir a segurar pelo caminho...
Tempo!»


«Têm de saltar ao pé coxinho.
Joana: dez vezes, com ajuda, no mesmo sítio.
Vasco: ir e vir de um lado para o outro do pátio, trocando o pé quando chegar ao muro e virar.
Alice: ir e vir três vezes, com o mesmo pé, e dar uma volta sobre si no final de cada volta.»


«Colocam-se em fila e, com um balão entre cada um, têm de ir de um lado para o outro e regressar, sem os deixar cair.
Tempo!»


«No chão há umas linhas a percorrer.
Joana: a andar em cima de cada uma delas.
Vasco: a andar com os pés na linha do meio e as mãos em cima de uma das linhas das pontas (à escolha).
Alice: a andar com os pés em uma das linhas das pontas e as mãos em outra das linhas das pontas.
Para o Vasco e a Alice, é ir e voltar.
Tempo!»


«Colocam-se em fila e têm de ir até ao outro lado do pátio e voltar. Para lá, avançam passando um balão por cima das cabeças de cada um. Para cá, avançam passando o balão por entre as pernas de cada um. O último da fila vai passando para primeiro e assim sucessivamente...»


«Têm de levar um balão até à outra ponta do pátio.
Joana: na mão esticada.
Vasco: numa colher, na boca.
Alice: na ponta de um dedo, o mínimo.
Tempo!»


«Fazem uma linha, de mãos dadas: Vasco, Alice, Joana.
Recebem o arco e têm de conseguir que o arco atravesse a linha dos vossos corpos, ou seja, que entre por uma "ponta" e saia pela outra...
Tempo!»


«Têm de fazer um desenho ou escrita.
Joana: de um sol.
Vasco: dos nomes próprios dos manos, de olhos vendados.
Alice: do nome completo mais comprido que está cá em casa hoje, de olhos vendados.»


«Com os vossos corpos em conjunto, têm de fazer três animais, um de cada vez...»
(Uma serpente... e, na segunda foto, seria uma girafa antes da Joana resolver estragar a figura...)


«Têm de cantar uma canção inteira, ao mesmo tempo, em cima do muro.
Joana: sentada.
Vasco: deitado.
Alice: de pé.»



Para além dos fotografados, foram feitos outros dois:

«Joana: quantas patas tem a Fera?
Vasco: quantas pernas existem hoje cá em casa?
Alice: quantos pares de narizes existem hoje cá em casa?»

«Joana: tem de agarrar três vezes o balão que lhe é mandado.
Vasco: tem de cabecear dez vezes o balão, sem parar.
Alice: tem de fazer a seguinte sequência de toques, de seguida: cabeça-mão-outra mão-joelho-outro joelho-pé-outro pé.»

Garantem-se momentos bem divertidos, para quem queira aproveitar algumas das ideias...
Rita

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Parabéns para nós...

Sim, porque faz hoje 11 anos que este blog foi criado. E 11 anos é uma boa data para celebrar este nosso cantinho na blogosfera. De lá para cá podem ler-se muitos posts (não tantos como gostaríamos, é certo) de várias fases das nossas vivências pessoais e criativas. 
No início quisemos mostrar quem somos e o porquê de nos denominarmos Oficinas RANHA e mostramos às nossas visitas o que mais gostávamos de fazer com trapos, tintas e pincéis, linhas e agulhas. Desta faceta mais ou menos criativa podemos destacar as fases das camisolas pintadas, das peças pintadas ou recicladas, das carteirinhas pintadas ou da linha de bijuteria, mas também não podemos esquecer as telas ou as paredes pintadas, ou mais recentemente os muitos Xulés que fizemos e que andam actualmente por esse mundo fora. Ainda criámos um outro blog para podermos mostrar apenas as nossas peças para venda, mas rapidamente desistimos dele apesar de ainda poder ser visitado.
Mas fomos também falando de nós e das nossas vidas de mulheres de família, trabalhadoras e medianamente criativas. Por vezes usámos este blog para reivindicar também os nossos direitos trabalhistas, as fases de estudo, algumas criticas literárias, de cinema e de outras artes e muitas dúvidas existenciais. A família foi crescendo, sobretudo do lado da Rita, e se ao princípio a Alice tinha poucos meses agora é uma menina pré-adolescente, irmã mais velha do Vasco (o rapaz sanduíche) e da Joana (a filha caçula). 
Temos passado por altos e baixos. E todas estas fases são para ser lembradas, embora eu gostasse de encontrar menos post's onde nos lamentamos do pouco que temos escrito para o blog, Temos agora mais visitas mas muito menos comentários mas parece ser generalizado e resultado de outras redes sociais.
Recentemente tornámos a decidir que ainda vale a pena. Por isso hoje festejamos os 11 anos do arRanha no Trapo desejando que este se mantenha activo por muitos mais anos, enquanto valer a pena. 

Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar...

Ana Cristina

quinta-feira, março 31, 2016

Páscoa 2 - ou - A caça aos ovos da Páscoa de 2016

Descrevo por aqui a nossa caçada da Páscoa para que esta fique mesmo guardada em algum lado, já que os papéis se perdem e as recordações também... foi o que aconteceu com a de 2014 e a Cristina tem insistido para que eu não deixe que tal se repita... Portanto, seguindo o seu conselho e insistência, cá está, o post dedicado à Caça aos Ovos da Páscoa de 2016...!

Se há dois anos cada pista reservava em si dois ovinhos de chocolate, este ano o tesouro consistia no conjunto completo dos ovos, encerrando cada pista uma peça do enigma que permitia encontrar o local onde o mesmo estava guardado. Tal como na última ocasião, as pistas necessitavam do trabalho conjunto de cada um deles (Alice e Vasco), por vezes com colaboração de mais alguém da família. Cada pista estava guardada numa divisão da casa, de forma que a caçada obrigava a percorrer a residência para lá e para cá.

A caça começava com um texto introdutório por baixo do prato da Alice (colocada ali muito pouco tempo antes de ela a descobrir), para que fosse ela a lê-lo, e dizia: 

«Caça aos Ovos 2016


Então ouvi dizer que se querem divertir?

Na caça aos ovos vamos investir!
Há muito jogo e pista diferente, para quem assiste também ficar contente...
Vasco e Alice: cada desafio é alternado, para que um não fique até ao fim da caça condenado.
De cada pista, uma palavra sai...
No fim, o local do tesouro encontrai!
Conselho: podem precisar de lápis ou caneta, mas estejam descansados, não há ampulheta...


Preparados? Abrir... Pista 1: Sou um recipiente onde a planta cresce contente"


A Pista 2 estava portanto, num vaso, na marquise, e dirigida ao Vasco. O enigma era: «São umas caixinhas todas redondinhas... Gostam delas inteiras, misturadas ou em forma de estrelinhas... Diz lá então: quais são as coisas, quais são as coisinhas... que saem do cu das galinhas?» Depois de encontrada a palavra "ovos", a pista que indicava o caminho a seguir estava colada numa dobra do papel do enigma (como todas daí em diante) cuja abertura só era autorizada depois da solução: «Onde a mãe decide guardar coisas para as orelhas enfeitar»


A Pista 3 estava no meu quarto, no interior da minha caixa de brincos, e era dirigida à Alice. O enigma era: «Procura uma palavra pequenina, quase como um mero "só"... De um lado, bem redondinha, como se de um ovinha se tratasse, está a letra... Do ouro, a serpente malandra, como se de o comer gostasse, é a letra...». Depois de descobrirem a palavra "os", abriam o resto da pista, que dava o caminho: «No meu quarto, onde há um mundo, mas não o encontro num segundo...»

A Pista 4 estava então no quarto dela, por trás de um quadro com uma ilustração com um planisfério, e era dirigida ao Vasco: «Antes que tenhamos que beber um chá de tília, retira as letras da palavra Família. O que encontras com o que sobra?» Era uma cruzada de letras, o objetivo era ele retirar todas as que compunham a palavra em questão e descobrir as que sobravam: E-D-N-O-R-S-C... tendo eles depois que descobrir a palavra "esconder". Após o fazerem, abririam o resto da pista, com o caminho: «Onde há uma coisa que precisamos usar, depois de comer e antes de deitar.»

A Pista 5 estava colada por baixo do copo das escovas de dentes, era dirigida à Alice e dizia: «Havia um herói que era pequeno, no seu último dia fomos visitá-lo, encontrámos um planeta distante e de lá trouxemos prendas com cheiro a tangerina... Se a tua palavra queres encontrar, a essas prendas terás de ir busca. Procura aquela que é sobre uma e a mesma coisa... olhada e pensada de forma diferente, por muita gente... Vá, são só quatro letra, não pode haver mais tretas!!»
Este enigma era dos mais difíceis e era alusivo a um livro da editora Planeta Tangerina trazido do último dia da livraria "O Pequeno Herói", que existia há uns anos na Graça. Trata-se de "Uma mesa é uma mesa, será?"... e a palavra era de facto «mesa». Depois de a descobrirem (e a Alice descobriu, com muito esforço, alguma ajuda e amuos), abriam o resto da pista, com o caminho: «Nesse mesmo conjunto de folhas com palavras e letras, para que não restem dúvidas...»


A Pista 6 estava assim no interior desse livro, no corredor, e era dirigida ao Vasco: «É muito fácil, não há que enganar, só tens que na profissão antiga do avô pensar... Divide a palavra em sílabas ou bocadinhos, são quatro mas tu vais querer o primeirinho...». A palavra era "de", retirada da profissão "desenhador". Após a sua descoberta, o resto da pista continha o caminho da seguinte: «No meio do que pões no pé e que no fim do dia cheira a chulé...»

A Pista 7 estava no quarto do rapaz, no meio da gaveta das meias, e era para a Alice: «É igual a conseguir, mas pertence à segunda conjugação. É o verbo no presente, e conjugado como se fosse "o cão..."...». Não era fácil, mas a Alice lá conseguiu a palavra «pode». Depois, o resto da pista dizia: «A próxima pista está escondida nos utensílios de fazer a comida.»

A Pista 7 estava obviamente no meio das panelas, na cozinha, e era para o Vasco: «É a vogal mais usada no nome das pessoas presentes...». Ele teve que apontar o nome de todos e contar as vogais. Era, é mais que certo, a palavra "a" e depois de a encontrarem, partiam para a abertura do resto da pista: «A pista 9 está escondida no que se usa para controlar o que na sala podemos visualizar.»

A Pista 8 estava na sala, no compartimento que usamos para o comando da televisão, era dirigida à Alice: «Nada a comentar, no 2-6-6-3-7 vais ter de a encontrar!». O enigma consistia em descobrir que nas teclas do comando existem letras e que daí ela teria que extrair as correspondentes aos números indicados e descobrir a palavra "comer". Em seguida, vinha o desafio final: «Juntem as palavras todas que descobriram, encontrem a frase escondida e... onde está o tesouro da Páscoa?»

Depois de montarem a frase «A mesa de comer os ovos pode esconder!», caça terminada!!!




Rita

Nota: para algumas pistas, usei as ajudas do blog Tempo Junto, que são espetaculares...

sábado, março 26, 2016

Páscoa 1

Há dois anos, porque me encontrava de licença de maternidade da Joana e tinha tempo e disponibilidade mental, resolvi tentar criar algo que se pudesse impor como ritual de Páscoa. Dei então a ideia de fazermos uma caça aos ovos aqui por casa e, antes disso, de criarmos um recipiente que pudesse servir para eles colocarem os ovinhos que fossem encontrando. 

Os de 2014, feitos com aproveitamento de caixas de ovos (e que ainda andam cá por casa porque eles se recusam terminantemente a mandá-los fora), ficaram assim:


Em 2015, não tive capacidade para organizar nada destas coisas (com grande pena deles, que se fartaram de falar no assunto) e este ano resolvi voltar à ação... Com a Joana ainda não contamos, mas o nosso amigo vizinho aceitou prontamente o desafio e, recorrendo a pratos de plástico, lá fizeram os três uns "sacos de ovos" bem giros... As ideias são tiradas do maravilhoso mundo que é o Pinterest e adoro ver que já conseguem fazer quase tudo sem ajuda e com espetaculares rasgos de criatividade individual.


Resultado final de 2016:


Rita


terça-feira, fevereiro 09, 2016

Carnaval de 2016

A sexta-feira foi para o desfile da escola, já para não mencionar o facto de ter sido dia de trabalho. O fim-de-semana foi passado de volta do torneio de futsal do filho sanduíche. A segunda-feira foi para o Museu da Carris. Hoje a tia estava de folga e o dia de Carnaval era nosso. 
Se o tempo decidiu repetir a graça de não nos permitir ir a uma cidade com corsos carnavalescos, repetimos nós igualmente o programa do ano passado: bowling. As palhaçonas compareceram, mas desta vez acompanhadas por um boneco de neve (com nariz já deficiente, fruto de vários dias de mascaradas), um Minion e um tropa. O Charlot rumou a outras paragens, mas o nosso amigo vizinho, sempre boa companhia, aderiu com facilidade à ideia. 


Acabo o Carnaval sempre com a recordação de ideias antigas (a de mostrar aos miúdos outros carnavais que não só o deles e não só o nosso) mas também com novos desafios (experimentar novas palhaçadas que não só palhaços, quem sabe até uma palhaçada em conjunto)... e o desejo de uma festa por mais dias...
Rita

sábado, janeiro 09, 2016

E, esta semana, no Dia de Reis

Recebi um presentinho de quem não esperava. Uma vizinha ofereceu-me umas pegas feitas por ela. Mostro-vos, para que possam ver como são lindas e um trabalho de pontos pequeninos e com uma linha fina.


Gostei. Lembrei-me das da avó Joana, também feitas em crochê, com linha mais grossa (mas provavelmente muito fina para os seus olhos de lentes grossas). Algumas são forradas a tecidos que me lembro de ver lá em casa, como o cor-de-rosa com meninos que era o da colcha da minha caminha na casa dos avós, cor de casca de ovo feita pelo avô para a primeira neta. Bateu-me uma saudade boa... 


Ana Cristina

domingo, dezembro 27, 2015

O Calendário do nosso Advento - dos dias 08 a 14

Dia 8 - Hoje é dia de fazer as prendas para os avós!!! Propõe-se pintar-lhes umas velas que até podem vir a ser acesas no Natal... A Joana também participa!
Resultado final: as velas e os seus "transportes", como lhe chamou o Vasco... e quando rimos e dizemos que ele queria dizer "suportes", ele insiste que não, que queria mesmo dizer "transportes"... a Alice ajuda à festa, referindo que dá para transportar as velas nas bases, por isso...


Dia 9 - O pinheirinho precisa de uns enfeites vossos para este ano. Vão fazê-los com uma técnica nova e divertida...
Na verdade, só ela é que seguiu a técnica nova, do ponto cruz... e não foi fácil, tendo tido muitas ajudas minhas. Para ele optou-se por um enfeite mais simples, feito em dez minutos... e a surpresa foi ter, como prenda de Natal realizada na creche, um enfeite da Joana... 




Dia 10 - Como será o Natal na China? E se pesquisássemos, para saber?
Às vezes, as ideias simples, guardadas para dias com pouco tempo, surpreendem pela positiva. Os dois ficaram todos animados com a pesquisa na internet sobre o Natal chinês... e menos depois de constatarem que não se festeja o Natal na China...

Dia 11 - Como apareceu o Pai Natal? E se fizéssemos um projeto sobre isso? Hoje é o dia da pesquisa...
Diz 12 - Dia de construir ou montar o projeto de ontem...
O João vizinho também participou e fartámo-nos de aprender, sobre o São Nicolau, sobre a roupa vermelha e branca, o trenó e as renas do Pai Natal, e sobre o falso mito do seu nascimento estar ligado à Coca-Cola... Ficou lindo... (e só agora reparo que ainda não se acabaram rédeas e hastes)!





Dia 13 - Hoje vamos ajudar a fazer uma Árvore de Natal para a Joana brincar...
Esta proposta ficou para o ano, não houve oportunidade...

Dia 14 - Hoje só há tempo para o festejo de Natal do futebol do Vasco...
Esta é sempre uma boa - e, mais que boa, necessária, tendo em conta a azáfama dos dias normais de Dezembro até às férias - ideia para o calendário: aproveitar as já esperadas e quase incontáveis festas e festividades e convívios normais da data para os dias correspondentes no calendário...


Rita

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Ontem foi dia de festa... para a menina Rita

Eu diria que teria sido a uma quinta, porque era o último dia de aulas antes das férias do natal, mas ao que parece foi numa quarta. Pouco importa. Ontem foi quinta e o dia foi dela (mais ou menos, mas foi o dia possível quando se é uma mulher trabalhadora, com os pais numa fase mais dependente e mãe de três filhos). Teve direito a tudo um pouco; almocinho com os pais e irmã; folga à tarde; jantarinho fast food com maridinho, filhotes e mana (eu mesma, pois claro); um presente muito desejado; goluseima com vela imaginária e parabéns na rua; e para abrilhantar a coisa uns choros, amuos e gritarias.
Para mim, a mana babada, não podia ter sido melhor. O que mais poderia querer uma mulher a entrar nos novos trinta que tempo de qualidade com quem mais se ama. Um jantar com amigos? Vai ser hoje. Tirar foto com o Pai Natal? Tirámos...


E já agora, porque se anda parca em palavras e em posts, relembro este escrito há nove anos. Acerca do dia que marcou a minha infância. Fez ontem 40 anos.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 08, 2015

O Calendário do nosso Advento - Dia 5, 6 e 7

Deveria deixar os Dias 5 e 6 para a Tia, porque foi com ela que a Alice e o Vasco os passaram... Ficam assim as propostas do Calendário, mas fotos, descrições e sentimentos ficarão para ela, caso os queira partilhar... É um desafio, mana, vamos ver se o aceitas... 

Dia 5 - Dia para ir ver ao cinema com a Tia!
Dia 6 - Dia de fazer uma maluquice de Natal com a Tia...

Como acontece sempre em Dezembro, o fim-de-semana foi passado na casa dos Tios. Trocas de turnos deram origem ao tempo todo para eles... a Joana ainda não foi porque as atividades planeadas não seriam possíveis, mas deve aguardar ansiosamente pela oportunidade... E como sei que adoram e que se divertem imenso, não sou capaz de deixar de pensar que este fim-de-semana deveria ser obrigatoriamente instituído pelo menos com frequência trimestral. Bom para a Tia, bom para os sobrinhos... excelente para os pais, devo admiti-lo...

Dia 7 - Vamos descobrir o que é uma embalagem solidária dos CTT e... preenchê-la...
Esta obrigou a consultar a net antes do pequeno-almoço, para saber do que se falava... E, se com a Alice foi pacífico, houve uma série de conceitos (para além da recordação do que são os CTT ou correios) a explicar ao Vasco, quando confessou que não tinha percebido nada... falou-se então de solidariedade, instituição, a forma como alguns meninos podem viver numa instituição e porquê... 
No fim, depois de algumas compras e de buscas por coisas que já não precisávamos, conseguimos orgulhosamente este conjunto para a Ajuda de Mãe:


Fraldas, toalhitas, leite em pó, cotonetes, soro... e, em segunda mão, um cobertor, biberons, recipiente para o leite, fraldas de pano, babetes (quase não usados) e dois bonequinhos... 
Faço uma ressalva, para quem possa estar interessado: não é possível trazer a embalagem solidária (há em dois tamanhos) da estação dos correios para casa, os items são levados para aí e colocados na embalagem fornecida e que não sai da estação. 
Descobrimos também o Pai Natal Solidário, dos CTT, e ficámos a pensar em apadrinhar uma carta... e em preencher mais embalagens, ao longo do ano...
Rita

sábado, dezembro 05, 2015

O Calendário do nosso Advento - Dia 2, 3 e 4

Dia 2 [como não poderia deixar de ser] - Dia de fazer a Árvore de Natal e enfeitar a casa
Ainda não está tudo. O pinheirinho está preparado para a festa e na sala há uns salpicos de enfeites. Na caixa de cartão das coisas de Natal, um conjunto de enfeites feitos ao longo dos anos de vida deles para a escola encontra-se à espera de engalanar o resto da casa, mas a parte principal da tarefa está pronta e isso é que é preciso.

Dia 3 - Vamos escrever a carta ao Pai Natal com o que gostaríamos de receber. Só depois abrimos esta janela... [o papel estava dobrado em dois e colado com fita cola, para só ser possível ver depois da primeira parte da tarefa estar feita] Agora, escrevemos uma carta aos pais, sobre o que queríamos receber deles neste Natal...
A ideia tinha sido retirada de algo que tinha visto no facebook: uma espécie de experiência do Ikea, onde se pedia isto aos miúdos. O resultado é que, após as escolhas dos brinquedos preferidos, os filhos concentravam-se essencialmente em pedir aos pais mais tempo e disponibilidade para eles. O vídeo era lindo e tive curiosidade de saber o que diriam os meus filhos...

Carta da Alice ao Pai Natal:
«Querido Pai Natal!
Enfim, já é dezembro, eu acho que os meus pais estão orgulhosos de mim, portei-me bem eu queria: uma Nicoleta [outra?! deve pensar que cá em casa se faz coleção...], vária roupa (Zara, Bertca e H&M), várias coisas da ale-hop [eu acho piada à indefinição, "várias coisas"], um quarto só para mim [eheheheh, só se for acompanhado de uma máquina que estique a casa, isso é que era fixe, poderíamos acrescentar-lhe também uma arrecadação de todas as coisas que estão desarrumadas e que há anos não nos apetece arrumar e ainda um quarto para fazer de atelier, que dava jeito e é mais fino do que ter um escritório], uma nintendo, uma FAMÍLIA FELIZ [e não está a falar do prato chinês], um escondidinhos (peluche), boneca da disney (big-hero six ou outras).
Feliz Natal Ho Ho Ho Chau»

Carta do Vasco ao Pai Natal:
«Uma playstation portatil, uma televisão só para mim, uma nintendo, um peluche urso»

Se não fosse sabê-los sem grandes desejos (não são daqueles miúdos que falam imenso em coisas desejadas, ficam até um pouco desnorteados quando se lhes pede uma carta), diria que a frustração iria ser o sentimento da noite de Natal... 

Carta da Alice aos pais:
«Eu queria: várias bonecas, um estojo de pinturas [perguntei-lhe, é mesmo material de papelaria, não de maquilhagem], um computador, bonecas da disney, um diário [deve ser para juntar à meia dúzia que já tem], coisas da Clares, um telemóvel, experimentar aulas de zumba para crianças [ * ] , um piano, peluches. 
Fim»
[a notar: para nós, nada de desejos de bom Natal, o velhote das barbas ficou com todos...]

Carta do Vasco aos pais:
«Um campo de futebol pequeno [ ], ir à kidzania, ir ao cinema, ter uma piscina de bolas cá em casa, ter um cão eletrónico [já tem, um cheio de flatulência, adorado por todos cá em casa e pelas visitas], ter o golfinho Blu Blu [segredado pela irmã], Arlo telecomandado [segredado pela irmã

[A quem ofereça prendas aos meus filhos: não se preocupem com estes desejos. Poucos serão realizados e eles sabem-no. Não se importam. Todos os anos temos esta conversa e têm perfeito conhecimento que receberão muitas coisas em que nunca tinham pensado e que essa surpresa traduz a maior magia de todas.]
De qualquer forma, conclusão da experiência: materialismo 1, idealismo 0. Os miúdos do Ikea são o máximo... ou então os meus filhos são uns sortudos e têm pais que lhes dão o tempo todo que eles precisam... é isso, de certeza ;-) Vê-se logo, pelo pedido das nintendos, playstations e televisões, que precisam é de tempo sem nós, para ficarem isolados do mundo...

Dia 4 - Escolher uma música de Natal e construir uma coreografia... quem sabe, pode ser apresentada na noite de Natal...
Esta não foi feita comigo, mas já pedi para me mostrarem. Estava bem, era basicamente cada um a dançar da sua forma, para o seu lado, sem qualquer tipo de gestos preparados com antecedência... presumo que serão igualmente um grande sucesso na noite...

Rita

[ * - YUPIIII!!! É bom quando acertamos nas prendas que não sabemos que os filhos querem, antes de lermos qualquer carta que tenham escrito... Fixe, fixe, fixe... devemos ser, de facto, uma família feliz, mesmo sem as letras garrafais...]

quarta-feira, dezembro 02, 2015

O Calendário do nosso Advento - Dia 1

Com Dezembro chega a época natalícia cá a casa, o que é o mesmo que dizer que se pendura o maravilhoso Calendário do Advento com um segredo por cada dia encerrado nas suas pequenas algibeiras... 

O Calendário é uma tradição da nossa família há cinco anos. Envolve muito planeamento meu, muitas pesquisas na net para atividades e trabalhos a propor, muitos olhares para o calendário do mês. Há escolhas indicadas para cada dia, consoante a vida extracurricular dos filhos: às segundas há um tempo livre com a Alice, depois do piano, mas o Vasco chega mais tarde, do futebol; às terças e quintas os minutos são poucos depois das ginásticas de cada um; às quartas ela está livre mas ele tem terapia da fala, da qual, apesar de tudo, não chega tarde; às sextas ele volta mais tarde do futebol mas a noite é mais comprida devido ao fim-de-semana que se avizinha. Os sábados e domingos são maior garantia de tempo para atividades mais compridas, mas há que ter em conta o restante planeamento do Natal e das prendas. Também é preciso nunca esquecer dias de trabalho suplementar, em que as atividades poderão ter que ficar a cargo do pai, menos dado a trabalhos manuais. O objetivo é chegar ao dia 25 com a realização completa das propostas para cada dia, mas isso não depende só de mim e nunca conseguimos um ano que tudo tivesse corrido da forma pretendida. Não faz mal, a vida precisa sempre de ajustes e a verdade é que se vai melhorando com o tempo e a prática.
Eu sou fã do Calendário, que promove tanto do meu stress natalício, mas tanto prazer nos momentos de convívio com os filhos. Começo a pensar nele com muita antecedência e tenho no computador documentos criados que me permitem colocar ideias ao longo do ano. E, claro, felizmente tenho amigas como a V, que me acompanha nestas paixões e nos planeamentos diários, partilhando sugestões, compras, conversas...

Este ano, o Calendário reservava-nos a leitura para o Dia 1: «Olá novamente! Vamos começar a época natalícia com a leitura de uma história de Natal emprestada...»


Na ideia de não ceder ao eterno consumismo, a colega E emprestou "A história de Natal de Auggie Wren", de Paul Auster. Lemo-la a seguir ao jantar, ainda à mesa. É magnífica e, nesta edição, da ASA, as ilustrações são um belíssimo acompanhamento. 
Imaginemos que alguém utiliza uma mentira para fazer algo de bom e inesquecível a alguém. Pode algo de incorreto tornar-se correto? Pode uma mentira sê-lo, se partilhada por opção por duas pessoas que conhecem a verdade? A extraordinária escrita e o suspense da história deste livro tornaram-no muito agradável e suscitaram conversas interessantes em torno destas perguntas... Foi assim um grande início do nosso Advento deste ano, obrigada E!!!
Rita

sábado, novembro 14, 2015

Esquecemo-nos de desejar

... um bom S. Martinho, com muitos magustos deliciosos por aí...!

(desenho do Vasco aos 05 anos, há um ano atrás)

Este ano, para além da sempre grandiosa Festa do Outono da escola (que atualmente se tornou num pré-magusto, tão pré que nem teve direito a castanhas, com grande pena nossa), nós também tivemos um magusto, com amigos e bailaricos na aldeia...
A notar: cá por casa, já todos gostam de castanhas, tendo sido a Alice a destoar e a demorar o seu tempo a ser conquistada. É óbvio que a pequena gostou à primeira dentada...


Rita

quinta-feira, setembro 03, 2015

quarta-feira, agosto 26, 2015

La tomatina

Uma festa que só de pensar me dá urticária. E vomitos, porque a primeira sensação que me vem é a náusea (só de pensar no cheiro de tomate maduro... na rua, no corpo... baghhhh)
Aliás, o melhor é marcar na agenda como uma semana não visitar Valência. Pensando bem, se calhar é melhor marcar o mês inteiro.

Imagem retirada da net 

Ana Cristina

segunda-feira, agosto 24, 2015

Ao fim e ao cabo...

... festas com classe é arranjar, só para si...

uma lavradeira...


um cabeçudo...


e um tocador de bombo...


O que mais é preciso, hã...?
Rita

domingo, agosto 23, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 3, que é como quem diz, dia 22

Dia de chuvinhas miudinhas, de estar com a família chegada de férias e de, armada em dondoca, ver pela primeira vez o Cortejo Histórico e Etnográfico das bancadas na avenida. De ver carros renovados, mas também o antiguinho, com a já habitual nau. De ver novos fatos, mas também perucas antigas (ou iguais às antigas). De ouvir os mesmos ritmos e músicas. De ver algumas caras de sempre. De rir com alguns quadros (faltou o homem da lampreia, pá!) e com a boa disposição geral. De pedir por tudo o que oferecido, a broa, o vinho, a sardinha... De acordar o Vasco para ver a parte etnográfica, já que tinha dormido durante toda a parte histórica. De ensinar aos miúdos todo um pouco do que é feita esta minha cidade. De ouvir reconhecer-me como filha da minha mãe por quem praticamente nunca me tinha visto e de me encher de orgulho por isso.


Pena, pena, tenho que a chuva nos tenha pregado a partida de não me deixar revisitar e mostrar o fogo de artifício aos miúdos... Mas também dessa chuva e nevoeiro e falhas de fogo é feita a minha recordação das festas, ou não estivéssemos nós em Viana...
Rita