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domingo, junho 10, 2018

Quase que tenho vergonha

É verdade. Quase que tenho vergonha de vir aqui escrever depois de tanto tempo ausente. E se pensam que agora estou virada para outras redes sociais, não estão completamente errados, porque, nos últimos tempos, tenho visitado mesmo que pouco, o facebook e o instagram mais do que tenho vindo aqui. Claro que isso não tem desculpa, até porque este é, ainda, o cantinho onde mais me interessa deixar a minha marca... mas também o que obriga a mais método de dedicação, e por consequência, mais tempo para fazer um post minimamente interessante. E tempo não tem abundado por estes lados. 
A juntar ao dia-a-dia de enfermeira, sindicalista, filha de pais mais ou menos dependentes, há uns meses também se juntaram as pesquisas, os trabalhos e estudos, porque estou a fazer uma pós-graduação. E voltei a não ter tempo para os meus pequenos prazeres pessoais. Tenho deixado de parte os meus pequenos desenhos e pinturas, os Xulés estão por fazer, e os livros já se acumulam há muito. Mas tem sido bom voltar aos estudos. É mais ou menos um sentimento agridoce, onde o doce é a aprendizagem e a energia que se ganha com o estimulo do estudo, e o acre é a falta de tempo para todas as outras coisas que gostamos de fazer. E vir aqui ao blog está incluído nessas faltas.
Voltei hoje, sem promessas, e com vontade de aqui aparecer muito mais...
A todas as nossas visitas Olá Olá, cá estou eu... viva!!!

Mostro-vos a pequena parte da estante de livros por ler...
Ana Cristina

domingo, fevereiro 18, 2018

Experiências em casas diferentes, que aos poucos também vão sendo nossas

A primeira e única vez que me lembro de ter ido a um Lar, devia ter os meus nove ou dez anos. Era em Salvaterra de Magos, tinha um papagaio, e à volta havia muito campo, por onde eu e a minha prima Sónia nos fartámos de correr e brincar. Tínhamos ido ver a minha tia-avó Emília. 
E foi isso. De resto, todos os meus avós estavam longe, em Viana, e a sua partida, quer tenha sido mais ou menos de repente ou de forma arrastada no tempo, foi acompanhada por mim de forma um tanto ou quanto distante. Vi-os envelhecer, mas aos pouquinhos, e com a perspetiva de quem sempre os tinha achado velhos, mas não os vi com o raciocínio meio desmantelado e não pude acompanhar de perto o acabar dependente da doença. 

Acompanho este definhar da minha mãe e percebo que toda a noção de velhice para os meus filhos será diferente. Há cinco meses que rumam semanalmente para o Lar onde se tornou inevitável colocá-la e, ali, à sua volta, vão criando os seus conceitos de velhice. 
Há tardes em que pouco estão com a avó. Correm lá fora, no pátio circundante, jogam à bola e às escondidas. Não me faz mossa, quero mesmo é que eles gostem de lá ir. Há tardes em que brincam no quarto, descalços, usando a cama da vizinha da avó, que nunca está e que nos garantiram que não se importaria. Sei que correm por lá de forma cada vez mais conhecedora, vão buscar rebuçados ao escritório das proprietárias e falam mais alto do que provavelmente deveriam.

Não sei se lhes faz confusão os olhares vazios de alguns idosos, ou a quietude, ou o deambular de outros. Quase não comentam o ambiente, e aceitam-no com naturalidade, mesmo nos dias em que dão entrada senhores com demência, perdidos no tempo, zangados com o mundo. Espantam-se primeiro, riem-se depois, meio à socapa. No outro dia, a uma senhora angustiada e aflita, a chamar incessantemente pelo filho e a dizer que tinha ali ido «ao engano», a Joana fez uma festinha, na mão... (Eu morri de orgulho, com a capacidade de empatia...)
 
E depois, há momentos que são pérolas e que eu espero -  espero tanto! - que lhes fiquem marcados naquela assoalhada que guardamos no cérebro para as lembranças única e exclusivamente boas. Como o de ontem, em que as miúdas brincavam sentadas a uma mesa, com bonecos de lego, e chegou a D. Idalina, amorosa, e meteu conversa, contou histórias antigas, sentou-se. E eu ouvia as duas a responder-lhe. 12, 04 e 94 anos. Uma bela conversa. 



Rita

sexta-feira, setembro 22, 2017

quarta-feira, agosto 02, 2017

Nova experiência.

Há sempre oportunidade para ter novas experiências. Desta vez foi fazer compras pela "Amazon"...


Estou a ficar uma mulher moderna. Qualquer dia pinto as unhas!
😉 Ana Cristina

quinta-feira, junho 15, 2017

Mais vale ser rica e com saúde...

Quando se está de férias nem sempre se tem muito mais tempo livre. Foi o caso da última semana.
É certo que os dias foram mais tranquilos, as noites passaram-se sem que fosse a trabalhar, houve rotinas e, acima de tudo, falta de pressa. Os horários foram feitos sobretudo à medida das necessidades da mãe, que passou connosco uns dias fora das suas próprias rotinas. Quem está próximo sabe bem, mas quem nos lê e não nos conhece pessoalmente talvez ainda não se tenha apercebido que a nossa mãe está num processo de doença progressiva, incapacitante e de muito sofrimento.
Por outro lado, quem os conhece há uns anos, a ela e ao nosso pai, relembrou ontem o tempo em que vinham para esta mesma terra de além-Tejo cheios de energia. Primeiro sozinhos, connosco ou com amigos, depois com a primeira neta, mais tarde com os dois mais velhos e agora de forma tão diferente e nem sempre juntos...
Pensar que tem sido um processo tão rapidamente incapacitante, que nem dá tempo para nos ajustamos às necessidades que vão surgindo... Tal é a velocidade da evolução da doença, que faz também pensar que este ano pode ter sido o último a passarmos uns dias de férias juntos nesta casa que eles em tempos usufruíram bem.
E esta situação talvez seja uma das poucas vezes que lamento não poder "viver dos rendimentos". Podia, quem sabe, comprar tempo de qualidade ou prolongar esta semana por várias...
 Ana Cristina
[Fotos tiradas em duas épocas diferentes. Na primeira, em 2005, numa época em que ainda não havia netos mas a primeira já vinha a caminho. ;). Na segunda, em 2013, num passeio pela Costa Vicentina.]

domingo, abril 30, 2017

Abril foi um mês de chuva, pelo menos pra mim

O mês de Abril veio com más notícias para uma boa amiga. A maldita doença revelou-se num exame de rotina. E se ela e quem está com ela diariamente não dormiram até ao dia da cirurgia, eu posso dizer que também perdi o sono. A junção de recordações antigas relacionadas com as datas (o dia em que foi operada é um dia histórico para a família, o dia de aniversário da minha mãe, o próprio dia 25 de Abril que trás com as comemorações as recordações) com a preocupação com a sua saúde e a saúde dos meus pais, trouxeram a sensação mista que, por um lado a vida é demasiado curta, por outro lado de vez em quando é preciso fazer pausas para recuperar energias interiores. 

Tudo junto teve o efeito de não ter efeito nenhum. O diário gráfico, projecto criativo que me tinha proposto para este ano, ficou descurado. Este blog, pra variar, também. A casa e uns projectos de organização ficaram em stand-by (que é o mesmo que dizer que tudo está um caos). 

Então, ainda ontem, dei por mim a dizer à minha amiga que ela tinha de encarar de frente a situação que lhe aconteceu, enfrentar as propostas de tratamento e seguir em frente, coisa que ela sempre fez e que desta vez não será diferente. Depois, fui a casa dos pais e a minha mãe estava tranquila, a aproveitar a vida e a rir-se com as cenas dos netos. Hoje li os comentários no facebok acerca do post que a Rita escreveu sobre o seu aniversário e chorei. Chorei por ela. Chorei pelo meu pai. Chorei pela minha amiga. Chorei pela Rita. Chorei por mim própria. 
Mas todos os choros têm um fim. E este fica por aqui. Com o final do mês.

Até amanhã. 
Ana Cristina

segunda-feira, março 09, 2015

O que fazer?

Com uma gata que, ora se diverte a estragar os vasos de flores, incluindo os catos cheios de picos, que ainda restam cá em casa;

... ora vem, qual gatinha carente, ronronar e pedir mimos no colo da sua, "adorada" dona.

Alguém tem sugestões?
Ana Cristina

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Ando aqui a tentar entender um programa que acabei de instalar

Queria ver se conseguia fazer umas montagens de fotos e tenho ouvido falar de um programa de fotografia muito simples fácil de manipular. Hoje resolvi instalá-lo mas, na verdade, ainda não consegui fazer nada do que pretendia...
Quando tiver novidades mostro-vos, ok? 
Ana Cristina

segunda-feira, novembro 17, 2014

Notícia de última hora!!!!


Acabei de ouvir uma notícia horrível, tenebrosa, assustadora...!
Cruz credo, o cacau tem os dias contados... E agora, cruzes, como vamos nós fazer frente à corrupção nas mais altas esferas, à descoberta de que há pedófilos ao virar da esquina com ar absolutamente porreiraço, às queixas em relação às más condições de trabalho, às legionelas e aos ébolas, aos homens passados da marmita que andam por aí a esfaquear as suas companheiras de vida e mães dos filhos, à falta de professores nas escolas, ao terrorismo................................SEM CHOCOLATE??????!!!!!
Rita

quarta-feira, setembro 03, 2014

Mas porquê?!!!

Porque é que o dia não tem o dobro das horas para eu ter mais tempo para fazer tudo o que tenho programado e que vou adiando sucessivamente para o dia seguinte?
Porque é que eu não sou daquelas pessoas a quem basta umas duas, três horitas de sono para se recomporem e trabalharem incansavelmente (pelo menos é o que parece)?
Porque é que ando sempre atrasada, agora devia já estar na rua, por exemplo?
Porque é que tenho de IR FAZER NOITE?? PORQUÊ'?!
Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Foi no dia 6 que fizemos oito anos...

... e nem nos lembrámos. Deve ter sido da virose que atacou nas duas frentes, mas também pode ter sido porque eu, de há muito tempo para cá, tenho dado pouca importância (ou quase nenhuma) a este blog. Tenho-me limitado a ler o que escreve a outra Ranha e, com o tempo o hábito de vir aqui, mais ou menos regularmente, deixar o meu cunho pessoal perdeu-se por completo.
Mas, mais uma vez, num processo de análise acerca da sua importância na minha vida pessoal, deparo-me com a ligação emocional a este cantinho, que em tempos foi para mim tão interessante sobretudo como forma de alimentar a relação fraternal que nos une, mas também como registo tanto das nossas manualidades como das nossas inquietações e pensamentos mais ou menos banais. E pronto, mais uma vez me proponho a voltar aqui de forma mais regular, e a trazer assuntos mais variados que os dos últimos posts, e que fazem pensar a quem não conhece o arRanha no Trapo que este é mais um babyblog dos muitos que se encontrarão na blogosfera.
Talvez recuperemos o hábito de postar assuntos mais variados, como as nossas pequenas artes ou apenas as nossas meras opiniões sobre temas variados.
Até lá, parabéns para o arRanha no Trapo, e para nós, as irmãs de nome artístico Oficinas RANHA.
Ana Cristina

quinta-feira, julho 04, 2013

Sai o Pedro Sai o Paulo??

"Entra o Pedro, entra o Paulo
Dois rapazinhos a saltar à corda
Um chama-se Pedro, outro chama-se Paulo
Sai o Pedro, sai o Paulo."

É impressionante como algumas cantilenas de quando eramos miúdos se mantêm actuais...
Rita

sexta-feira, junho 29, 2012

Olá cá estou eu, ou, Algo se passa neste reino Luso

Quem estes lados tem visitado já reparou que o ArRanhanoTrapo passa por mais uma fase de pouca actividade.
É verdade. Continuamos a adorar este projecto de fazermos algo em conjunto, de escrever para nós e para quem nos visita, de deixar opiniões, ideias ou mesmo relatos das vidas privadas (desde que não sejam muito privados, claro). Mantemos a ideia de desenvolvermos a nossa criatividade através da nossa assinatura Oficinas RANHA, e temos a certeza que em breve estaremos de volta com as nossas peças.
E não pense quem aqui vem que andamos apenas a pensar em férias. Estamos é muito mais embrenhadas na actividade social, e posso dizer que, pela minha parte, a personalidade reivindicativa que sempre foi uma das minhas características pessoais tem tido muitas razões para se desenvolver. 
Como sabem a instituição onde exerço há mais de 12 anos está a passar por um processo  de encerramento. Já aqui manifestei a minha opinião e ela não se tem alterado com os argumentos de reestruturação dos cuidados de saúde, com a existência de um bom conjunto de maternidades na região de Lisboa, incluindo as privadas, ou a necessidade de cumprimento dos acordos com os parceiros privados de prestação de cuidados de saúde (como é o caso no novo Hospital de Loures ou o de Cascais)

Dentro da MAC sente-se um desânimo muito grande e alguma revolta. Pensar que serviços como o meu vão abaixo depois de obras estruturais profundas com apenas 4 anos e serão "transferidos" para serviços que vão ainda ser remodelados é realmente decepcionante.
Mas pensar ainda que um serviço tão específico como a Neonatologia, onde se prestam cuidados a 42 bebés vai ser desfeito e, em troca, vão aumentar em 8 ou 12 (ainda ninguém sabe bem) o número de vagas da Neonatologia do Hospital da Estefânia (e que actualmente tem 16) para cumprir com os cuidados necessários à nossa população é em primeira linha  muito preocupante.
A minha primeira dúvida é muito simples. Para onde vão as 30 vagas de internamento para recém-nascidos com necessidades especiais que sobram? Mas tenho mais, muitas mais... Mas ninguém se preocupe, ninguém vai deixar de ser atendido... dizem os nossos governantes.

Ana Cristina e J. um bebé com 940 g. que me ficou na memória

segunda-feira, abril 30, 2012

Mais sobre o "Não ao encerramento da MAC"

Ao que parece as declarações oficiais têm vindo a alterar-se acerca do eminente fecho da Maternidade Dr. Alfredo da Costa. No princípio trabalhávamos até ao final do mês (hoje seria o último dia), depois considerou-se que até ao fim do ano encerraríamos e agora será até ao final da legislatura. E mais, entre a chamada de retrógradas e obsoletas a quem se manifestou contra o encerramento da maior maternidade do país, às afirmações que a MAC encerra até 2015 e passando pelo anúncio de falta de verba para fazer obras no telhado, aparentemente o que parece ser uma luta apenas dos profissionais está a tomar contornos de símbolo nacional. 
A verdade é que a MAC é um símbolo nacional. Não é só o seu edifício com aquela estátua sugestiva e localização privilegiada ou que tanta gente tem afirmado como o local onde tantos nasceram que é uma ameaça. O fecho da MAC apresenta hoje contornos de exemplo do futuro do Serviço Nacional de Saúde. O seu encerramento representa que, em seguida, muitas outras instituições poderão também ser dispensadas.
A minha perspectiva continua a ser a defesa da manutenção desta instituição enquanto não houver condições para que os mesmos cuidados, ou melhores, sejam prestados em local público, “tendencialmente” gratuitos, e por funcionários públicos. Por isso temo-nos manifestado na rua e continuaremos a chamar a atenção para a causa “Não ao encerramento da MAC”.
E temos tido o apoio de várias figuras públicas de vários quadrantes políticos, mas falta agora o debate público em assembleia da república com as posições oficiais de todos os partidos políticos representativos.
Mas o ambiente que lá se vive é difícil. Proliferam a revolta por se ter investido nos últimos anos na nossa instituição, as declarações de receio pelo futuro mas também o medo de opinar à comunicação social. E, pior de tudo, começam a faltar condições de trabalho. Agora, além da redução efectiva de profissionais auxiliares (agora denominados de assistentes operacionais) que estão a ver renovados os seus contractos com a empresa prestadora de serviços ao mês, com a insegurança que acarreta, e a saída sem substituição de colegas enfermeiros a quem não foi renovada a sua contratação no final do ano passado falta-nos agora material como seringas, luvas e até fraldas. Só para que percebam, os pais uns bebés “nossos” ofereceram ao serviço 11 pacotes de fraldas para bebés com menos de 1500 gramas porque estávamos na eminências de colocar fraldas para bebés com mais de 2000 gramas a bebés com pouco mais de um kilo.
Agora só falta evocar que temos de fechar porque não temos material…
Ana Cristina

segunda-feira, abril 16, 2012

GAP

Podia ser aquela marca famosa que têm a mania arrogante de se nomear nas próprias camisolas que faz... mas não... alguém resolveu dar o mesmo nome a uma aula de... de... de exercício físico...
Não sei se a ideia era a de fazer com que o pessoal fosse ao engano... talvez pensassem que era alguma campanha do ginásio, que alguém lá ia estar a dar camisolas... porque venhamos e convenhamos, Glúteos Abdominais e Pernas estava aparentemente mais para aula de anatomia numa qualquer faculdade de medicina do que para treino de ginásio...
Apesar de tudo, há quem vá. Como eu, a quem deu na venetta (?) aproveitar o tempo que passo no ginásio à espera da Alice e ir ginasticar... e, para comemorar alguns meses - vá, anos - sem fazer qualquer exercício físico, comecei por GAP...
Resultado: quando a Alice me quis dar a mão para descermos as escadas juntas, eu fiz a triste figura de lhe dizer que era melhor agarrar-me ao corrimão porque as pernas me poderiam falhar... e não é que dois degraus abaixo desta conversa me ia estampando mesmo...?! Estive quase a pedir à miúda de seis anos para me levar a casa...
Posto isto, questiono-me como é que amanhã vou conseguir conduzir até à casa do meu colega para o apanhar e irmos até Mafra...
Rita

domingo, abril 08, 2012

Maternidade Dr. ALfredo da Costa

Já devem ter ouvido falar que a Maternidade Alfredo da Costa irá fechar como instituição de saúde.
Talvez também já tenham percebido que nós, profissionais que lá trabalhamos, fomos apanhados de surpresa com o seu anuncio, que, apesar de não ser uma completa novidade (fala-se no assunto há pelo menos 20anos) se efectivou de repente e após uma anexação legal a outros hospital de Lisboa.
Desta forma, de repente, eu como profissional, e todos nós como utentes do Serviço Nacional de Saúde estaremos privados de uma Instituição que nos últimos 8-10 anos investiu muito dinheiro na remodelação e modernização das suas instalações e que apresenta actualmente taxas de ocupação maiores que qualquer outro serviço das mesmas áreas de trabalho da região de Lisboa. Não serão esses concerteza os argumentos para o seu encerramento, como o são para os encerramentos vários dos serviços de maternidade espalhados pelo país. Também não será desculpa dizer que o novo hospital nos tirará utentes, porque se esse fosse o argumento seria necessário justificar o seu investimento numa área de funções que já cobria os cuidados à população da sua área de residencia, em período de contensão de despesas.
Não me opondo, de forma nenhuma à restruturação de serviços e ao fecho de alguns deles mas gostava muito de obter respostas acerca do fecho de toda a instituição MAC. E gostava de mostrar o meu desagrado pela forma totalitária como esta decisão estará a ser tomada.

Se vocês estiverem de acordo, convido-vos desde já a participar no "abraço à MAC", uma iniciativa de formação de um cordão humano, na terça-feira, dia 10 de Abril, às 19.30. Eu em princípio estou lá dentro, porque estou de serviço, mas espero que muita gente se una neste abraço conjunto a uma causa. O saber porquê, quais as soluções, o que vão fazer do edifício, dos profissonais e como se irão prestar cuidados a todos os utentes que a MAC, sozinha, presta.

Ana Cristina

segunda-feira, outubro 24, 2011

Perguntas retóricas

- Mas que Me... de obras foram feitas no aeroporto de Faro para, na noite passada, uma parte da cobertura do tecto ruir?

- A empresa que fez obras de remodelação da cantina do Hospital de Faro (e que por acaso inaugurou no mês passado) terá sido a mesma que montou a cobertura no Aeroporto de Faro?

Ana Cristina

segunda-feira, outubro 10, 2011

Eu também cá estou...

Pronta para retomar os posts, o blog e as criações Oficinas RANHA. E o Pilas colaborará nalguns posts, pois claro. Ou não fosse ele um gato muito curioso e dedicado.

Ana Cristina

sexta-feira, junho 24, 2011

Afinal fui!

Não fui ao jantar mas depois de fazer o post mandei umas mensagens a umas colegas de curso. Passado algum tempo recebi um telefonema a desafiar-me a aparecer e a beber um copo com o pessoal. Esqueci naquele momento o motivo porque tinha decidido não ir e o trabalho para entregar com atraso foi adiado por mais umas horas. Rumei para o restaurante e encontrei um grupo barulhento de umas 16 mulheres e um homem (coitado). Nada que se compare a enorme grupo que terminou o curso no dia 21 de Junho de 1991, mas ainda assim um belo grupo.

Fizemos uns brindes, trocamos umas novidades, moemos o rapazinho do restaurante pra nos tirar umas fotos com todas as máquinas disponíveis (nem eram assim tantas). No fim marchamos para casa, no meu caso, depois de ainda ter ficado mais um bom tempo dentro do carro a trocar novidades com uma amiga de longa data daquelas que quando nos encontramos sentimos o mesmo carinho que sentiamos antes. O tempo afastou-nos mas algumas daquelas pessoas que revi há dois dias estão no meu coração com a mesma intensidade que estavam nos anos de curso...
Deixo a foto actualizada e só digo que eu estou nas duas, agora que quiser que adivinhe quem sou eu.

Ana Cristina

quarta-feira, junho 22, 2011

Ganda cota!

Ontem fez anos que o curso acabou. Na altura ainda se fazia nas escolas uma cerimónia de entrega de diplomas com farda, e nalgumas colocava-se um quepe (aquele chapeuzinho que aparentemente serve só para enfeitar e que não faço ideia como se escreve o nome) a completar a farda da escola. Ainda não se admitia sequer a ideia das escolas assumirem calças como fardamento de mulheres e havia mesmo cenas tristes como nalgumas instituições obrigarem a usar saiote. Não se sabia também que agora os estudantes de enfermagem chamam Faculdade à escola e que libertaram-se de cerimónias tacanhas e antiguadas mas vão todos contentes comprar traje académico e benzer as fitas como sendo cerimónias tradicionais. Diga-se que não tenho nada contra o pessoal se divertir e fazer as festas que quiser. Só me parece trocar uma tacanhisse por outra,mais nada.Se estivessemos nos States estava na altura de fazer uma daquelas festas que se vê nos filmes, com baile, vestidos de gala e confetis. Por estas bandas parece que alguém organizou um jantar para hoje, mas como eu só soube ontem não vou. Tenho pena. Gostava de ver alguns daqueles colegas e tentar perceber se tiveram o percurso que eu pensei que teriam. Pode ser que daqui a uns cinco anos possamos fazer o baile das bodas de prata (vá de reto que eu não casei com a profissão) de preferência marcado com um bocadinho de tempo de antecedância.

Deixo a fotografia da época e lanço o desafio de tentarem adivinhar qual das "enfermeirinhas" é a minha pessoa. (eheheh)

Ana Cristina