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terça-feira, junho 20, 2017

Balanço dos últimos dias de férias


  • Quatro visitas à praia, das seis às oito da tarde, ou seja, oito horas de Sol no final. Encontramos as mesmas praias de sempre com pouca gente, alguns dias mesmo desertas.
  • As tardes passaram-se dentro de casa porque era lá que estava fresco.
  • Aproveitei para ler. Acabei um livro que tinha começado na semana anterior e li outros dois. O quarto estou ainda nas primeiras páginas.
  • Não fiz nem um rabisco... 
  • Quando viemos embora apanhámos trovoada, bem molhada (era bom que tivesse sido assim por outras bandas).
  • À chegada encontramos os dois filhos-gatos cheios de saudades e a casa num autentico forno, só hoje é que está um bocadinho mais fresca,.
Ana Cristina

quinta-feira, junho 15, 2017

Mais vale ser rica e com saúde...

Quando se está de férias nem sempre se tem muito mais tempo livre. Foi o caso da última semana.
É certo que os dias foram mais tranquilos, as noites passaram-se sem que fosse a trabalhar, houve rotinas e, acima de tudo, falta de pressa. Os horários foram feitos sobretudo à medida das necessidades da mãe, que passou connosco uns dias fora das suas próprias rotinas. Quem está próximo sabe bem, mas quem nos lê e não nos conhece pessoalmente talvez ainda não se tenha apercebido que a nossa mãe está num processo de doença progressiva, incapacitante e de muito sofrimento.
Por outro lado, quem os conhece há uns anos, a ela e ao nosso pai, relembrou ontem o tempo em que vinham para esta mesma terra de além-Tejo cheios de energia. Primeiro sozinhos, connosco ou com amigos, depois com a primeira neta, mais tarde com os dois mais velhos e agora de forma tão diferente e nem sempre juntos...
Pensar que tem sido um processo tão rapidamente incapacitante, que nem dá tempo para nos ajustamos às necessidades que vão surgindo... Tal é a velocidade da evolução da doença, que faz também pensar que este ano pode ter sido o último a passarmos uns dias de férias juntos nesta casa que eles em tempos usufruíram bem.
E esta situação talvez seja uma das poucas vezes que lamento não poder "viver dos rendimentos". Podia, quem sabe, comprar tempo de qualidade ou prolongar esta semana por várias...
 Ana Cristina
[Fotos tiradas em duas épocas diferentes. Na primeira, em 2005, numa época em que ainda não havia netos mas a primeira já vinha a caminho. ;). Na segunda, em 2013, num passeio pela Costa Vicentina.]

terça-feira, junho 13, 2017

Primeiro dia de praia do ano

Chegámos na hora que se aconselha e ficámos até ser preciso vestir a camisola...
E que bem se estava ao entardecer.
Ana Cristina

segunda-feira, junho 05, 2017

De férias...

... procura-se descansar e apanhar um bocadinho de Sol. Na bagagem vêm alguns livros e os novos materiais de desenho (um novo caderno de esboços e um maravilhoso estojo de lápis). Pode ser que se encontre a inspiração que tem andado perdida.

Até um dia destes.
Ana Cristina

quinta-feira, março 31, 2016

Páscoa 2 - ou - A caça aos ovos da Páscoa de 2016

Descrevo por aqui a nossa caçada da Páscoa para que esta fique mesmo guardada em algum lado, já que os papéis se perdem e as recordações também... foi o que aconteceu com a de 2014 e a Cristina tem insistido para que eu não deixe que tal se repita... Portanto, seguindo o seu conselho e insistência, cá está, o post dedicado à Caça aos Ovos da Páscoa de 2016...!

Se há dois anos cada pista reservava em si dois ovinhos de chocolate, este ano o tesouro consistia no conjunto completo dos ovos, encerrando cada pista uma peça do enigma que permitia encontrar o local onde o mesmo estava guardado. Tal como na última ocasião, as pistas necessitavam do trabalho conjunto de cada um deles (Alice e Vasco), por vezes com colaboração de mais alguém da família. Cada pista estava guardada numa divisão da casa, de forma que a caçada obrigava a percorrer a residência para lá e para cá.

A caça começava com um texto introdutório por baixo do prato da Alice (colocada ali muito pouco tempo antes de ela a descobrir), para que fosse ela a lê-lo, e dizia: 

«Caça aos Ovos 2016


Então ouvi dizer que se querem divertir?

Na caça aos ovos vamos investir!
Há muito jogo e pista diferente, para quem assiste também ficar contente...
Vasco e Alice: cada desafio é alternado, para que um não fique até ao fim da caça condenado.
De cada pista, uma palavra sai...
No fim, o local do tesouro encontrai!
Conselho: podem precisar de lápis ou caneta, mas estejam descansados, não há ampulheta...


Preparados? Abrir... Pista 1: Sou um recipiente onde a planta cresce contente"


A Pista 2 estava portanto, num vaso, na marquise, e dirigida ao Vasco. O enigma era: «São umas caixinhas todas redondinhas... Gostam delas inteiras, misturadas ou em forma de estrelinhas... Diz lá então: quais são as coisas, quais são as coisinhas... que saem do cu das galinhas?» Depois de encontrada a palavra "ovos", a pista que indicava o caminho a seguir estava colada numa dobra do papel do enigma (como todas daí em diante) cuja abertura só era autorizada depois da solução: «Onde a mãe decide guardar coisas para as orelhas enfeitar»


A Pista 3 estava no meu quarto, no interior da minha caixa de brincos, e era dirigida à Alice. O enigma era: «Procura uma palavra pequenina, quase como um mero "só"... De um lado, bem redondinha, como se de um ovinha se tratasse, está a letra... Do ouro, a serpente malandra, como se de o comer gostasse, é a letra...». Depois de descobrirem a palavra "os", abriam o resto da pista, que dava o caminho: «No meu quarto, onde há um mundo, mas não o encontro num segundo...»

A Pista 4 estava então no quarto dela, por trás de um quadro com uma ilustração com um planisfério, e era dirigida ao Vasco: «Antes que tenhamos que beber um chá de tília, retira as letras da palavra Família. O que encontras com o que sobra?» Era uma cruzada de letras, o objetivo era ele retirar todas as que compunham a palavra em questão e descobrir as que sobravam: E-D-N-O-R-S-C... tendo eles depois que descobrir a palavra "esconder". Após o fazerem, abririam o resto da pista, com o caminho: «Onde há uma coisa que precisamos usar, depois de comer e antes de deitar.»

A Pista 5 estava colada por baixo do copo das escovas de dentes, era dirigida à Alice e dizia: «Havia um herói que era pequeno, no seu último dia fomos visitá-lo, encontrámos um planeta distante e de lá trouxemos prendas com cheiro a tangerina... Se a tua palavra queres encontrar, a essas prendas terás de ir busca. Procura aquela que é sobre uma e a mesma coisa... olhada e pensada de forma diferente, por muita gente... Vá, são só quatro letra, não pode haver mais tretas!!»
Este enigma era dos mais difíceis e era alusivo a um livro da editora Planeta Tangerina trazido do último dia da livraria "O Pequeno Herói", que existia há uns anos na Graça. Trata-se de "Uma mesa é uma mesa, será?"... e a palavra era de facto «mesa». Depois de a descobrirem (e a Alice descobriu, com muito esforço, alguma ajuda e amuos), abriam o resto da pista, com o caminho: «Nesse mesmo conjunto de folhas com palavras e letras, para que não restem dúvidas...»


A Pista 6 estava assim no interior desse livro, no corredor, e era dirigida ao Vasco: «É muito fácil, não há que enganar, só tens que na profissão antiga do avô pensar... Divide a palavra em sílabas ou bocadinhos, são quatro mas tu vais querer o primeirinho...». A palavra era "de", retirada da profissão "desenhador". Após a sua descoberta, o resto da pista continha o caminho da seguinte: «No meio do que pões no pé e que no fim do dia cheira a chulé...»

A Pista 7 estava no quarto do rapaz, no meio da gaveta das meias, e era para a Alice: «É igual a conseguir, mas pertence à segunda conjugação. É o verbo no presente, e conjugado como se fosse "o cão..."...». Não era fácil, mas a Alice lá conseguiu a palavra «pode». Depois, o resto da pista dizia: «A próxima pista está escondida nos utensílios de fazer a comida.»

A Pista 7 estava obviamente no meio das panelas, na cozinha, e era para o Vasco: «É a vogal mais usada no nome das pessoas presentes...». Ele teve que apontar o nome de todos e contar as vogais. Era, é mais que certo, a palavra "a" e depois de a encontrarem, partiam para a abertura do resto da pista: «A pista 9 está escondida no que se usa para controlar o que na sala podemos visualizar.»

A Pista 8 estava na sala, no compartimento que usamos para o comando da televisão, era dirigida à Alice: «Nada a comentar, no 2-6-6-3-7 vais ter de a encontrar!». O enigma consistia em descobrir que nas teclas do comando existem letras e que daí ela teria que extrair as correspondentes aos números indicados e descobrir a palavra "comer". Em seguida, vinha o desafio final: «Juntem as palavras todas que descobriram, encontrem a frase escondida e... onde está o tesouro da Páscoa?»

Depois de montarem a frase «A mesa de comer os ovos pode esconder!», caça terminada!!!




Rita

Nota: para algumas pistas, usei as ajudas do blog Tempo Junto, que são espetaculares...

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Museu da Carris

A aproveitar a minha folga e as férias deles, fomos com o nosso amigo vizinho João ao Museu da Carris. 

O Museu da Carris é extraordinário e ficámos fãs. Fica na zona de Alcântara e está dividido em três blocos, com direito a viagem de elétrico entre eles. 
No bloco 1, podemos ver um conjunto de objetos e fotografias relacionados com os autocarros, elétricos, elevadores e metro: as antigas "missangas" de madeira em que consistiam os bilhetes, as fardas dos condutores, revisores e vendedores de bilhetes, as miniaturas de alguns dos transportes da história da Carris, os quadros sinópticos da antiga rede de metro (por antigo entende-se de há uns quantos anos atrás, sei lá... quinze...?), mobiliário administrativo e até instrumentos musicais da banda da Carris. Para mim, destacou-se o espelho em que os funcionários se observavam antes de começar a trabalhar e onde se encontrava gravado: "Mais um minuto e veja como se apresenta ao serviço. Atenção! A barba está feito e o fato bem limpo? Note bem. Um aspecto de limpesa agrada a todos."
A seguir, nos Blocos 2 e 3, podemos ver, entrar e mexer em elétricos e autocarros antigos, desde aqueles que eram puxados por cavalos até aos mais recentes (alguém se lembra daqueles que circulavam há uma dúzia de anos, cor de laranja e com assentos em plástico?), passando pelos de dois andares e até podendo experimentar uma cabine do metro...! O espaço dá para correr e brincar e fazer aquilo que qualquer miúdo (ou adulto infantilóide) gosta: tocar à vontade!!!! 



Fica ainda por mencionar que podemos estacionar dentro do Museu, até ser atingido o número de lugares disponíveis. E que os funcionários são genuinamente simpáticos e transparecem gostar mesmo de nos ter lá. E que os valores de bilheteira correspondem a 4 euros por adulto e 2 por criança a partir dos seis anos de idade. 
Parece-me que já têm onde ir no próximo fim-de-semana...
Rita

segunda-feira, agosto 24, 2015

Ao fim e ao cabo...

... festas com classe é arranjar, só para si...

uma lavradeira...


um cabeçudo...


e um tocador de bombo...


O que mais é preciso, hã...?
Rita

domingo, agosto 23, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 3, que é como quem diz, dia 22

Dia de chuvinhas miudinhas, de estar com a família chegada de férias e de, armada em dondoca, ver pela primeira vez o Cortejo Histórico e Etnográfico das bancadas na avenida. De ver carros renovados, mas também o antiguinho, com a já habitual nau. De ver novos fatos, mas também perucas antigas (ou iguais às antigas). De ouvir os mesmos ritmos e músicas. De ver algumas caras de sempre. De rir com alguns quadros (faltou o homem da lampreia, pá!) e com a boa disposição geral. De pedir por tudo o que oferecido, a broa, o vinho, a sardinha... De acordar o Vasco para ver a parte etnográfica, já que tinha dormido durante toda a parte histórica. De ensinar aos miúdos todo um pouco do que é feita esta minha cidade. De ouvir reconhecer-me como filha da minha mãe por quem praticamente nunca me tinha visto e de me encher de orgulho por isso.


Pena, pena, tenho que a chuva nos tenha pregado a partida de não me deixar revisitar e mostrar o fogo de artifício aos miúdos... Mas também dessa chuva e nevoeiro e falhas de fogo é feita a minha recordação das festas, ou não estivéssemos nós em Viana...
Rita

sábado, agosto 22, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 2, que é como quem diz, dia 21

Segundo dia foi dia de Bombos e Cabeçudos. No Desfile da Mordomia, no dos Ranchos e, obviamente, na Praça - naquele que é meu momento preferido de todas as festas, o que relembro sempre com saudade e que, desta vez, até me comoveu (ridícula, eu, mulher feita com lágrimas nos olhos a ver a informal competição dos homens a tocar bombo...!)... 
Ao contrário de mim, os miúdos cansaram-se e a mais velha até falou no zumbido com que ficou nos ouvidos... gente fraquinha, esta...


E, aceitando a ideia que nunca vi tudo da Romaria, vi este ano pela primeira vez o Desfile "Vamos pr'á Festa", dos Ranchos, em maravilhosa companhia... 


Rita

quinta-feira, agosto 20, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 1, que é como quem diz, dia 20

Vir nesta altura do ano a Viana é o mesmo que dizer que viemos à Romaria da Senhora da Agonia... Não é fácil a opção de revisitar as festas das férias da minha infância e juventude, uma vez que apanha sempre o aniversário da Alice e gostamos de o festejar essencialmente com os tios e avós. A última vez tinha sido há seis anos, era o Vasco um bebé muito pequeno e estávamos de licença.
Este ano, talvez porque a sugestão da licença do ano passado trazia essa recordação mas sem que tivesse havido hipótese de realização do projeto, as saudades apertaram. Da cidade, do convívio familiar, das festas, das memórias. Em mim havia o desejo intenso de partilhar as festas e tudo o que as envolve com os miúdos. 
Por essa razão, em noite de aniversário da mais velha, partimos (eu e os mais velhos) na caminhada para a cidade, para ver os tapetes das ruas dos pescadores a serem feitos. Pelo caminho, avizinhava-se o início da Romaria, pequenos grupos de cantares e o som de um ou outro bombo. 


No dia seguinte, o primeiro dia formal das festas, foi altura de visitar as ruas já feitas. Descobri que a serradura deu lugar ao sal e que na rua principal, que antes era projetada pelo tio-avô, já não existe a limitação das cores vermelho, verde e amarelo. Em todo o caso, toda a decoração era bela e foi engraçado ver, mais uma vez, as soluções arranjadas (como o desenho da Sra. da Agonia todo feito em seixos pintados, com exceção de cara e mãos).


Da parte da tarde, depois da tentativa falhada de ver a procissão vinda do mar (a que vai pisar os tapetes) foi tempo de dar a conhecer o Campo. Fiquei surpreendida de, à chegada a Viana, não me recordar dessa parte das festas que tanto gozo me dava, e de só me lembrar já depois de andar por lá . Houve divertimentos para todos: trampolim para D. Panqueca, carrinhos de choque para o Sr. Crepe e até carrocel para Miss Goffre!

Rita

terça-feira, agosto 18, 2015

Mais uns dias de férias, desta vez em Viana, terra do coração...

Lembro-me de andar na primária, dos outros irem "à terra" e eu ir a Viana. 
Viana do Castelo nunca foi "a terra", mas foi sempre a minha terra. De onde a mãe era e o pai tinha passado a ser desde os cinco anos. Onde estavam os avós, os tios, os primos. Onde se passavam os melhores Natais, no friozinho, com uma árvore de Natal chamada pinheirinho cheia de bonequinhos diferentes de todos os outros e trazidos de França pelos tios. Onde se acabavam todas as férias de Verão e já depois dos pais acabarem as deles. Onde se faziam piqueniques no pinhal e os adultos se deitavam a dormir a seguir (o que, dada a condicionante de ser a mais nova, sempre me chateou bastante, uma vez que toda a gente sabe no desperdício em que consiste uma sesta), se pescavam lapas, caramujas, ouriços do mar. Onde se receberam amigas e segundas primas e se viveram grandes aventuras. Onde se saía à noite. Onde se arranjaram namorados e curtições e experiências. Onde se ia muito à praia, a diversas praias, de mar e de rio, e se tomavam imensos banhos, mesmo com água de gelar os ossos. 
Em Viana estão, ou de Viana são, tantas das minhas pessoas. De Viana são imensas das minhas recordações de infância e juventude... e não me ocorre nenhuma que seja má... De Viana eu adoro até o cheiro.
Este ano estamos mais uma vez em Viana, terra do coração. 


Rita

sábado, agosto 01, 2015

Sete dias de... "Lá fora"

Este ano levámos o "Lá fora" de férias connosco. Já o tínhamos feito em outras ocasiões, mas desta vez quisemos mesmo aproveitá-lo.
O "Lá fora" é um livro magnífico do Planeta Tangerina, um "Guia para descobrir a natureza", cheio de úteis informações e belas ilustrações. Com ele nas mãos, saímos para fazer explorações ou aproveitámos para aprender sobre o que nos acontecia, lá fora, inusitadamente. Provocou-me o "Sete dias" que mais gozo me deu fazer até agora...

No primeiro dia fomos a pé à procura de árvores... pinheiros, sobreiros, oliveiras, eucaliptos... espreitámos, mexemos, olhámos...
«E o que são os anéis claros e escuros que vemos num tronco cortado?
São as camadas que aparecem à medida que a árvore cresce: o anel mais claro é formado durante a primavera e o verão e por isso se chama "anel de primavera"; o anel mais escuro chama-se "anel de outono" porque é formado durante o outono e o inverno.» (págs. 118 e 119)

No segundo dia aproveitámos os tesouros trazidos no dia anterior e fizemos caras... esta não é só uma foto, mas sim um conjunto dos nossos trabalhos, mas mereciam ser mostrados em grupo.
«Faz uma escultura inspirada na Land Art
Podes usar paus e outros materiais da natureza (folhas, pedras, terra). Se precisares de inspiração, procura imagens de artistas que gostam de usar elementos da natureza nas suas obras. Algumas pistas: Richard Long, Robert Smithson, Alberto Carneiro, Patrick Dougherty, Mikael Hansen.» (págs. 126 e 127)

A certa altura descobrimos que no escoadouro do pátio, havia um sapito preso. Em bom rigor, só o viemos a considerar preso dali a uns dias, por uns tempos pensámos que ali teria ido por sua livre iniciativa e ali estaria de bom grado. Foi o "nosso sapo" durante as férias, mas no último dia, armámo-nos em engenhocas, abrimos o escoadouro, pegámos (peguei) no sapo e levá-lo para o ribeirito mais próximo. Não queria sair do balde e foi luxuosamente colocado (coloquei-o) junto à água. Enquanto "o tivemos", foi alvo de muitos olhares curiosos.
«As diferenças entre sapos e rãs não são fáceis de perceber à primeira vista. Normalmente as pessoas chamam rãs aos animais de pele mais lisa e que vivem próximo da água; e chamam sapos aos de pele mais rugosa e que andam mais em terra. Mas, na verdade, há sapos e rãs que pertencem à mesma família, ou seja, os cientistas não consideram que exista uma diferença real entre uns e outros.» (pág. 106)

Não tive qualquer interferência nas suas descobertas das andorinhas que nos finais de tarde vinham rodear a casa enquanto eles brincavam no pátio nos seus momentos de brincadeiras após a praia e os banhos. Aproveitámos as amigas que eles afirmavam ter feito para aprender um pouco mais e foi até da sua iniciativa que nasceu o trabalho no livro das férias...
«Tal como nós podemos passar umas férias longe de casa quando chega o verão, há muitas espécies de aves que resolvem fazer uma viagem grande, até um sítio distante, uma vez por ano.
A diferença é que as aves fazem essa viagem por razões de sobrevivência: algumas porque não resistem ao frio; outras porque deixam de ter alimento nos sítios onde moram (por ex., por causa da neve); outras, por ambas as razões.» (pág. 172)

Sempre gostei de poças de maré. Desde que me lembro, foi sempre uma aventura descobrir os animais e plantas escondidos por entre as rochas quando o mar se ia. Continuo a gostar de uma praia com rochas descobertas na maré baixa e ainda mais de procurar o que se esconde por ali, com eles.
«À medida que a maré vai baixando, deixa à vista a areia ou as rochas que minutos antes estavam debaixo de água - forma-se assim a área entre-marés também chamada intertidal. Quando esta área é de rocha, a água do mar fica presa em pequenas cavidades, formando as poças de maré.»
(pág. 297)

As borboletas foram um mero e curto acaso descoberto durante um passeio, o suficiente para se tentar perceber um pouco mais acerca do seu esvoaçar e pousar por entre as flores.
«A boca é uma pequena tromba sugadora que funciona como uma palhinha. Quando está em repouso, fica toda enrolada; quando a borboleta se aproxima do néctar, desenrola-a e chuuup!» (pág. 85)


No último dia, a aventura tornou-se cómica, mas deu um belo final para os sete dias lá fora.
«Tal como acontece com as pessoas, quando os animais comem, há sempre partes dos alimentos que o corpo rejeita. Essas partes são enviadas para fora do corpo através dos dejetos (o nome que os biólogos dão aos "cocós" dos animais). Assim, nos dejetos dos animais podemos encontrar tudo o que não foi digerido, como sementes, plantas, pelos, pequenos ossos ou exosqueletos de insetos.» (pág. 45)
Neste caso, só pela observação, questionámo-nos acerca de bostas... e ponderámos que as dos cavalos serão maiores pelo seu tamanho, e terão aspeto do que passam o tempo a comer... palha.

Rita

sexta-feira, julho 31, 2015

Finais...


E pronto. Como esperado, as férias chegaram ao fim, deixando somente o bom sabor da antecipação de mais uns dias daqui a pouco tempo e ainda uns pozinhos no final do ano. 
O último dia no maravilhoso Alentejo que há alguns anos nos acolhe - por opção e não por tradição - amanheceu chuvoso, encharcando as toalhas de praia e banho que secavam desde ontem no estendal. Não desarmámos e fomos limpando a casinha na expectativa que a tarde nos levasse à praia, como usualmente, ou não estivéssemos nós praticamente em Agosto e em terra habitualmente quente. Tal acabou por não acontecer, mas não pelo clima e mais pela necessidade surgida de fazer tratamento a cabeças piolhosas (este ano andamos nesta saga há uma série de meses e eis que, quando se pensava já ter chegado ao fim, dá-se afinal um novo capítulo), que acabou por demorar. 
A estadia acabou assim como tinha começado há quinze dias: com um final de tarde no parque, com direito a rodas e cabriolices na relva, o projeto de um lanche tardio que se transformou em jantar adiantado e uma viagem para casa acompanhada simpaticamente por uma grande Lua azul.

Rita

segunda-feira, julho 27, 2015

Sete dias de... brincadeiras de férias


Escorregas pela primeira vez... subir e descer, tudo sozinha e com grande pintarola, sem nada de choro quando caiu meio desamparada no início...


Passeios e explorações, neste caso, sobre os sobreiros e a cortiça... 


Nada a dizer, viajar às costas de um mano é o mesmo que voar...


Ideia aproveitada do blog recém descoberto "Café, canela e chocolate": pernas de polvo...



"Kalaha", grande jogo recém abraçado cá pela famelga...



Piscina, mas de bolas, na festa local...



E uma caminha de bebés a dar para todos... 


Rita

domingo, julho 05, 2015

Novidades de D. Panqueca, a maior

Há dois anos inscrevemo-la num campo de férias, mas ainda não tinha completado os oito anos e acabou por não poder ir. No ano passado foi, segura, com uma grande amiga, e voltou delirante, cheia de rituais, cantorias, aventuras
Este ano, como os avós já não têm tanta disponibilidade e não há licenças de maternidade a serem gozadas, propusemos o acampamento para onde eu e a tia íamos em miúdas (e até adolescentes), versão moderna obviamente. A ideia era monetariamente acessível e eu estava confiante de que ela ia gostar. Único senão: ir sozinha. 
Aderiu. Confessou por duas vezes à tia que não lhe apetecia ir, mas cá em casa nunca o admitiu. E, na altura do pagamento, numa última conversa sobre vantagens e desvantagens, nem pareceu hesitar (pelo menos diante de um olhar menos atento). 
Hoje, no meio daquilo que lhe há-de ter parecido uma pequena multidão a confirmar o seu nome da lista, encostou-se a mim e disse de repente: «Mãe, não quero ir...». Mas logo a seguir, com a chegada de um colega da sala do irmão, a insegurança pareceu atenuar-se, despediu-se, entrou para o autocarro sozinha, escolheu uma cadeira. O outro ficou depois ao seu lado e percebi-os a conversar animadamente, mesmo com os anos de diferença. 
Ela não sabe, mas admirei-lhe a decisão. Percebi naquele momento como sempre tinha sido fácil para mim, pelo menos tendo uma irmã presente, e como pode ser diferente abrir caminho sozinha. 
Ficámos, nós cá de fora, só a ver-lhe a silhueta na sombra do autocarro, a trocar acenos e beijos enviados pelo éter. E agora, fico sozinha por aqui, a pensar-lhe nos pensamentos e a repetir-se-me o orgulho de, mesmo insegura e de coração a bater descompassado (senti-o nos abraços), vê-la a caminhar no interior do autocarro, à procura do seu lugar. O de sentar... e o outro. 
Rita

quarta-feira, julho 01, 2015

Passou mais de um mês desde que aqui postei

E, não se iludam, também não vai ser desta que vou fazer um post de grande interesse. 
Venho aqui só dizer que no tempo que se passou, fiz alguns Xulés que estão à venda n' A Venda Lusitana, passei uns dias de férias no alentejo com parte da família, fui a um casamento, e esta semana tenho estou de rescaldo de umas trocas malucas e com a sobrinha mais crescida cá em casa. Ainda deu tempo para momentos de convívio, com uma amiga de longa data que nos últimos anos tem estado por terras dos UK e um jantar de aniversário da grande amiga de infância... Tudo isto intercalado com uns turnos doidos que já deu para ser denominada de vampiro-nurse.
Falhou a actualização do blog e as visitinhas aos espaços do costume. Mas aguardem-me, que eu volto.
Mas fica uma foto (muito fraquinha) que recorda as palhaçadas depois do jantar de aniversário da Tina, Prova provada que aderimos às selfies.


Ana Cristina

quinta-feira, setembro 04, 2014

Fomos ao MUDE

Antes de aproveitarmos uma folga do pai para - com a ajuda da Tia Cristina, que ficou com os três sobrinhos - tirarmos o dia de anteontem só para nós, fomos ao MUDE no nosso dito ATL doméstico.
O MUDE é um museu interessante para visitar com miúdos (gratuito, o que é sempre bom), principalmente porque as antigas amplas instalações do Banco Nacional Ultramarino permitem grandes corridas e brincadeiras de um lado para o outro. 
Não me interpretem mal, eu fui para o ver com os miúdos (os meus e a nossa amiga de longa data, vizinha e companheira de várias aventuras)... mas é bom saber que, depois deles darem a sua atenção às peças expostas, nos sobra ainda tempo para as vermos com calma, enquanto eles se distraem à sua maneira, sem prejudicar as restantes pessoas ou o museu. Nesse sentido, o MUDE tem nota elevada.
A exposição permanente é interessante e deu para fazer pequenos jogos com o pessoal no intervalo das suas correrias. Em relação às temporárias, acho que eles gostaram da exploração visual no terceiro andar, dedicado a André Saraiva, um artista do graffiti, mas eu preferi a parte dos iconoclastas dos anos 80 e a do mobiliário das instituições públicas no Estado Novo.
Fica só uma crítica, que nos tempos atuais se torna bastante séria: não há um elevador para subir às exposições temporárias, nos 2º e 3º andares. Andar a visitar o MUDE com um carrinho de bebé torna-se assim impossível...
No final terminamos o passeio em beleza, com uns momentos no Terreiro do Paço e Cais das Colunas.



 Rita

quarta-feira, agosto 27, 2014

Manhã de Graça

Ontem deixei a pequena com a minha vizinha crescida e fui com os putos (os meus dois, mais o de cima e a de cima do lado) à Graça, ao Largo. O objectivo era ir às compras para uma atividade que eu tinha proposto fazermos e aproveitarmos o passeio para conhecermos mais do bairro. 
Ficámo-nos por alguns murais do Passeio Literário da Graça que valem tanto a pena uma visita turística ao nosso bairro e, mesmo assim, não os vimos todos... 



Claro que terá que se agendar novo passeio...!
Rita

segunda-feira, agosto 25, 2014

Praia urbana

Hoje, no ATL doméstico cá de casa, fomos conhecer a praia urbana que fizeram para os lados do Jardim do Torel.
Estava com alguma curiosidade, a coisa tinha dado notícia no telejornal mas era polémica no facebook. Uma vez lá chegada com quatro putos, três meus e um emprestado, não consegui perceber a razão de quem só tem mau para dizer.
A praia do Torel reformula temporariamente um jardim giríssimo e subaproveitado de Lisboa. Ao que parece, foi feita somente com recurso a patrocíniosDá conhecê-lo, dinamiza-o. A piscina, ou se quisermos ser absolutamente sinceros, a fonte, está tão aparentemente limpa, cuidada e tratada como... uma piscina...! Até cheira a cloro, aliás... A areia também se encontra na mesma situação, existe um nadador salvador, um polícia. Há um café estiloso (já lá estive há uns tempos, pareceu-me idêntico mas não consegui vê-lo bem desta vez), um quiosque com esplanada, uma barraquinha amorosa de venda de bolas de berlim com e sem creme. Todo o espaço é pequeno mas não estava cheio. E consiste numa boa alternativa para levar miúdos (para quem não tenha acesso a transportes facilmente ou, como eu, só queira a garantia que os pequenos se vão divertir durante o muito pouco tempo que tenho disponível) ou adolescentes. As crianças que me tocavam a mim estiveram sempre divertidíssimas, deram umas belas banhocas, brincaram no parque infantil adjacente. Afirmaram ter gostado muito e provavelmente pedirão um regresso - só possível até ao final do mês.
Venham mais originais iniciativas destas nos belos espaços da nossa cidade, faxavor... 



Rita

domingo, agosto 17, 2014

Despojos de um campo de férias


No dia seguinte ao regresso comecei logo por tratar da mochila, ansiosa por arrumar qualquer coisa que aliviasse o estado de uma casa em obras, onde se anda a aumentar uma divisão e a dar-lhe uma utilidade diferente, logo, uma casa completamente de pantanas.
Essencialmente, o que vinha na bagagem era sujidade. Como já há muitos anos não via...! Para além da imundice, a mochila trazia todos os items da lista por nós elaborada previamente (com excepção de uma única meia... mas, como vinha um par a mais...!), organizados de uma forma não irrepreensível mas nada criticável...  
Muito mais importante do que a bagagem física, a miúda trazia ótimas recordações, de uns maravilhosos oito dias. Já alguns dias volvidos, continuamos a falar do campo, do que fizeram, agora cada vez com mais pormenor... E todos os dias há músicas novas... e antigas, dos meus próprios campos... músicas já trauteadas também pelo irmão...
A minha filha está mais rica com a ida para este campo, e com ela, todos nós.
Rita