quinta-feira, junho 22, 2017

Farta fartinha de comissões, épocas e orçamentos a curto prazo...

Não sou, de forma alguma, entendida em incêndios, catástrofes (naturais ou não) nem em formas de os prevenir e combater. Mas passados os primeiros "momentos" de emoção sobre a tragédia que nos assolou (sobretudo quem ficou afectado directamente, quem sou eu para me comparar a quem sofre na pele as consequências de tais tragédias) também eu sinto que começa a ser hora de ter opinião.

imagem tirada da net

Parece que tudo começa como causa natural e que as condições atmosféricas não facilitaram o combate imediato. Acontece também que não era ainda a época oficial de incêndios. Ou seja, se o mesmo tivesse acontecido daqui a, sei lá, um mês, os meios de combate estariam mais preparados para combater o mesmo incêndio. Começam as dúvidas. Mas não deveriam ser as condições atmosféricas a ditar os meios à disposição e não a data do calendário?

Também será verdade que as condições locais seriam favorecedoras da propagação do fogo e que tal se deve às florestas desordenadas, estradas sem as necessárias margens de protecção, entre outros factores que passam pela existência de eucaliptos e pinheiros em demasia. Dizem uns que a lei que existe não é cumprida. Dizem alguns que as entidades protectoras locais não têm competência para obrigar a que a lei seja cumprida, por outro lado também não a têm para substituir os proprietários que não cumprem a legislação, ao que parece bem feita. Há quem diga também que a compra dos meios aéreos que ficaram no estaleiro teria ajudado a que não se propagasse tão depressa e que o aluguer dos meios aéreos, além de chegarem com atraso de dois dias, terá um enorme dispêndio. Fala-se ainda na extinção do Corpo de Guarda Florestal e no número previsto de criação de equipas de Sapadores estar praticamente estagnado. Há ainda a questão recente da criação do fundo solidário para a reconstrução das populações mais afectadas, onde não estão englobadas as populações de localidades mais pequenas....

Também eu começo a sentir a tal "raiva sem fim" que o Agostinho Lopes escreve no blog Abril/Abril e que podem ler aqui. Raiva porque se podia ter trabalhado no sentido de evitar as mortes, as perdas das propriedades (privadas ou não), a floresta ardida, os feridos. Tudo isto se resume ao mesmo factor, dinheiro. Dinheiro que quer dizer orçamento. Orçamento que quer dizer deficit... deficit que quer dizer dinheiro... 

Não tenho qualquer dúvida que toda a nossa vida é regida por orçamentos, e será necessário fazer opções mas, PORRA (só me apetece asneirar), não teria sido esta tragédia evitável se os problemas detectados há mais de duas décadas não se resumissem à simples resposta de "não há dinheiro". Na altura se calhar até havia...

Farta fartinha estou (eu e muitos mais), da criação de comissões e de pequenas leis a completar as já completas existentes. Farta fartinha estou dos orçamentos por épocas, épocas de incêndios e épocas balneares (estava para falar aqui sobre a época balnear e as praias não vigiadas mas foi esta a época que se impôs no momento). Farta fartinha estou dos gastos feitos em consequência do que não foi feito para poupar... Poupou-se algum, gasta-se agora muito. porque muito vale a vida que qualquer pessoa.

Não sei, peço desculpa pelo desabafo que já vai longo e que não acrescenta nada, mas acho mesmo que temos de ter respostas, mas sobretudo temos de ter acções. Já agora eficazes, e não apenas papéis e dossiers e respostas tipo "não é da nossa competência"...
Ana Cristina

terça-feira, junho 20, 2017

Balanço dos últimos dias de férias


  • Quatro visitas à praia, das seis às oito da tarde, ou seja, oito horas de Sol no final. Encontramos as mesmas praias de sempre com pouca gente, alguns dias mesmo desertas.
  • As tardes passaram-se dentro de casa porque era lá que estava fresco.
  • Aproveitei para ler. Acabei um livro que tinha começado na semana anterior e li outros dois. O quarto estou ainda nas primeiras páginas.
  • Não fiz nem um rabisco... 
  • Quando viemos embora apanhámos trovoada, bem molhada (era bom que tivesse sido assim por outras bandas).
  • À chegada encontramos os dois filhos-gatos cheios de saudades e a casa num autentico forno, só hoje é que está um bocadinho mais fresca,.
Ana Cristina

quinta-feira, junho 15, 2017

Mais vale ser rica e com saúde...

Quando se está de férias nem sempre se tem muito mais tempo livre. Foi o caso da última semana.
É certo que os dias foram mais tranquilos, as noites passaram-se sem que fosse a trabalhar, houve rotinas e, acima de tudo, falta de pressa. Os horários foram feitos sobretudo à medida das necessidades da mãe, que passou connosco uns dias fora das suas próprias rotinas. Quem está próximo sabe bem, mas quem nos lê e não nos conhece pessoalmente talvez ainda não se tenha apercebido que a nossa mãe está num processo de doença progressiva, incapacitante e de muito sofrimento.
Por outro lado, quem os conhece há uns anos, a ela e ao nosso pai, relembrou ontem o tempo em que vinham para esta mesma terra de além-Tejo cheios de energia. Primeiro sozinhos, connosco ou com amigos, depois com a primeira neta, mais tarde com os dois mais velhos e agora de forma tão diferente e nem sempre juntos...
Pensar que tem sido um processo tão rapidamente incapacitante, que nem dá tempo para nos ajustamos às necessidades que vão surgindo... Tal é a velocidade da evolução da doença, que faz também pensar que este ano pode ter sido o último a passarmos uns dias de férias juntos nesta casa que eles em tempos usufruíram bem.
E esta situação talvez seja uma das poucas vezes que lamento não poder "viver dos rendimentos". Podia, quem sabe, comprar tempo de qualidade ou prolongar esta semana por várias...
 Ana Cristina
[Fotos tiradas em duas épocas diferentes. Na primeira, em 2005, numa época em que ainda não havia netos mas a primeira já vinha a caminho. ;). Na segunda, em 2013, num passeio pela Costa Vicentina.]

terça-feira, junho 13, 2017

Primeiro dia de praia do ano

Chegámos na hora que se aconselha e ficámos até ser preciso vestir a camisola...
E que bem se estava ao entardecer.
Ana Cristina

terça-feira, junho 06, 2017

Olhem! Será...


... uma bailarina?! 
... uma fada?! 
... um manjerico?! 
... uma borboleta?!

Não!!! É só a miúda de três anos e cinco meses, que gosta de mascaradas...!
Rita

segunda-feira, junho 05, 2017

De férias...

... procura-se descansar e apanhar um bocadinho de Sol. Na bagagem vêm alguns livros e os novos materiais de desenho (um novo caderno de esboços e um maravilhoso estojo de lápis). Pode ser que se encontre a inspiração que tem andado perdida.

Até um dia destes.
Ana Cristina

sexta-feira, junho 02, 2017

"O Miguel é que é o príncipe da mana?»

Saído assim, da boca da mocinha mais nova, quando íamos a caminho da escola e os mais velhos já seguiam à frente, a Alice com um colega que a viu e esperou por ela. 
Tão bom quando se tem idade para se se esquecer da palavra "namorado" e, em vez desta, se diz "príncipe"...
Rita