quinta-feira, julho 19, 2012

Ela também está de férias

Os rituais repetem-se. Sempre que vem passar uma férias aqui em casa dos tios-humanos a Fera porta-se da mesma maneira. 
Nos primeiros 5 ou 6 dias está sempre amuada; rosna ao Pilas sempre que ele se aproxima, está sempre afastada de nós e meia escondida. Claro que não perde o apetite. Aliás, a primeira coisa que costuma fazer assim que sai da caixa de transporte é ir direitinha ao tabuleiro da comida.
Depois a zanga passa, provavelmente habitua-se às nossas rotinas e ao primo-gato que não a deixa em paz. Aí começa a mostrar-se aquela faceta a linda gatinha que ama festas e mimos, tanto que salta para cima de nós, dá cabeçadas para ter festas e passa horas a ronronar baixinho. Lembra aquela Fera que mamava no lóbulo da orelha... Eu adoro esta faceta dengosa. O pior é o pelo, que é taaaannnto...
Ana Cristina

segunda-feira, julho 16, 2012

sábado, julho 14, 2012

Um chamamento que há muito não ouvia

Há muito que não ouvia um amolador. E esta semana voltei uns anos atrás, ao tempo em que era habitual passar lá na rua um senhor com um carrinho e que tinha um apito que só ele, e os seus colegas tinham. Acho que ainda desci umas quantas vezes à rua para afiar facas ou arranjar a a vareta do chapéu de sol.
E, assim de repente, ouvi aquele chamado do amolador. Soube depois que posso escolher entre o senhor discreto e com um carrinho de mão ou o outro, que tem uma bicicleta cheia de bandeiras e uma noção muito mais moderna de marketing.
Não que o regresso ao passado seja o que mais desejo, até porque muitas vezes representa apenas isso mesmo, um saudosismo lamechas, mas gostei.
Estarei também eu a ficar saudosista?
Por outro lado, será este também mais um sinal dos tempos difíceis que todos estamos a passar?
Ana Cristina

domingo, julho 08, 2012

Como é trazer uma amiguinha de férias


Quando essa amiga tem um corpo de aparência superior aos seus sete anos de idade e não acusa os somente cinco meses de diferença da nossa filha mais velha, trazê-la de férias é ter que responder às diversas interpelações de terceiros sobre o ter-se três filhos. Ainda por cima, mesmo sendo os meus loirinhos e de pele clara, o João é moreno, e por isso, a ideia da R. ser nossa filha não estaria assim tão longe de uma possível realidade. «São os três seus?» e «À terceira acertaram, não?!» (mais uma vez a ideia de que, em três, quem tem um filho mais novo de género diferente andou a tentar propositadamente alcançá-lo) - foram algumas das perguntas a que respondemos.
Ter três filhos parece ser uma raridade e a mim, que há muito tenho esse desejo, deu-me que pensar. A verdade é que tudo pareceu fácil, mas a R. não é de facto nossa filha. A sua presença foi sempre equilibradora entre os nossos dois, mesmo tendo em conta que a Alice e o Vasco até se dão bastante bem. E como é uma menina que no geral se porta sempre bem e que nós trazemos connosco só por uma semana, tudo correu muito bem. O que obviamente, não é igual a hipoteticamente virmos a ter um terceiro filho e eu sei bem disso.

Trazer uma amiguinha de férias é também ter em conta que as suas regras não são iguais às nossas e que, tê-la confortável, é arranjar soluções de compromisso. Por esse motivo, a sopa teve que passar a ser sempre passada e combinaram-se previamente refeições em que esta era ou não incluída. E, nos momentos mais críticos de mimalhice, como a chegada da noite, ter uma amiguinha connosco é mesmo multiplicar carinhos, conversas racionais e soluções para as saudades de casa.

Se a amiguinha é praticamente da idade da nossa filha mais velha, trazê-la de férias é ter esta sempre entretida com brincadeiras e jogos (por vezes até à desora), é acompanhar o crescimento de ambas, o facto de já jogarem com palavras, de já serem capazes de utilizar a ironia para gozarem connosco... é ver a nossa filha a imitar a outra nos banhos de mar e ver a outra a imitar a nossa nas acrobacias de um parque infantil... e recordarmos o Brazelton quando diz que nenhuma criança aprende tão rapidamente com um adulto como com outra criança...

Depois, quando a amiguinha vai embora, tê-la trazido de férias representa ver a nossa filha a chorar silenciosa e amargamente a sua ausência...
Rita

sexta-feira, julho 06, 2012

Da R.


- Rita, Rita, olha esta pedra tão gira... - a R. e a Alice, todas contentes, a virem ter comigo com uma pesada pedra cinzenta escura nas mãos.
- É mesmo gira, depois podem pintar...
E a R.:
- Pois é. Parece um peixe. Vai ficar muito gira na minha colecção!
- Ah é? Tens uma colecção de pedras pintadas?
- A colecção que eu quero fazer...! Ainda não pintei nenhuma...
- Ahhhh, que tu queres fazer... Isso não se pode bem considerar uma colecção de pedras pintadas, então...
- Pois... ainda só tenho uma pedra. É branquinha e muito bonita, por isso é que não me apetece pintá-la...
- Ahhhhh, ok... então isso dificilmente se pode considerar uma colecção, certo...?
Rita

quinta-feira, julho 05, 2012

Novidades lá do serviço...


Era um processo que se desenvolvia há uns meses, onde se moveram vários esforços, transversais a todas as classes profissionais, dentro e fora do serviço, no sentido de cumprir com todos os trâmites necessários para a aquisição dos padrões de qualidade  no serviço.

E a auditoria decorreu no final do mês da Março, uns dias antes do anuncio de encerramento da MAC, e quase que nos esquecíamos da visita daqueles senhores, a fazer perguntas e a abrir os dossiers e as gavetas que lhes apeteceu.

A resposta definitiva veio na semana passada e a placa foi entregue ontem.


E a novidade é que o Serviço de Pediatria da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, composta pelas Unidades de Cuidados Intensivos e Intermédios ao Recém-nascido e a Consulta de Pediatria foi Acreditada com a Qualidade de BOM

Ana Cristina

quarta-feira, julho 04, 2012

Esta semana são três!


Cá por casa, as férias começaram com uma aventura: sermos três por uma semana.
Três para gerir na praia, nas refeições, nos divertimentos, na hora de dormir. Em geral, tudo parece correr até melhor e fico com uma pena antecipada do momento em que a Alice (e o Vasco, claro) vejam a amiga a ir embora. A coisa só se torna difícil no anoitecer, com o aumento da ansiedade da separação, mas até isso se aprende a resolver e a trabalhar.
Sorrio para mim de cada vez que penso na Joana, à porta de minha casa na altura de deixar a R., a dizer que não tinha stresses nenhuns por estas férias. Que bom é ter amigos com quem sintamos confiança para deixar um filho... Que bom que é ser os amigos que merecem essa confiança...
Rita

blá blá blá... outra vez sobre a MAC

E cá vou eu, fazer tarde ao meu serviço, politicamente desnecessário e com morte anunciada.
Mas como está cheio uma de nós terá de seguir Noite extraordinária... 
Ana Cristina