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sexta-feira, janeiro 12, 2018

Novo ano, as mesmas vidas, as mesmas resoluções

Porque é o início de um novo ano fazem-se, outra vez, balanços e projectos. 

E o ano de 2017 foi em vários aspectos, muito diferente. Difícil porque a doença rondou as nossas vidas. A doença da A, uma amiga muito querida, que teve mais um round na luta que é a da vida dela. A doença da mãe, que agravou francamente estando a perder-se progressivamente, física e (quem sabe) mentalmente. Tem sido muito duro para nós, filhas, mas para o nosso pai é um abalo sísmico na sua estrutura, que também ela se encontra cada vez mais frágil. Para ela, até dói imaginar o que será sobreviver impedida de viver, quanto mais assistir impotente ao progresso da doença de uma pessoa de amamos.
Mas foi um ano que também nos trouxe a alegria de ver as crianças crescer, e mais uma vez constactar que é verdade, as crianças fazem mesmo o nosso mundo ficar mais colorido e não nos deixam entrar na fase de auto-comiseração. 
Da minha parte, recordo o ano passado com uma mistura de sensações. Durante alguns meses consegui explorar um pouco o desenho e experimentar um bocadinho os lápis aquareláveis mas as tristezas que rodearam e correrias do dia-a-dia impediram-me de o fazer tanto como gostaria. Também foi um ano de lutas profissionais, algumas delas terão reflexos este ano, com muito tempo de atraso a bem dizer. Em resumo, 2017 foi mesmo um ano marcante e adivinha-se que este também o será, familiar e pessoalmente...

Importa também relembrar a nossa colaboração como profissionais no blog "O Pai, a Mãe e Eu", um espaço na blogosfera muito dinâmico que vai fazer agora um ano, e  que pretende ajudar numa parentalidade saudável. Foi com orgulho que aceitámos o desafio de colaborar com as suas autoras e vamos, de certeza continuar com esta parceria.

Este blog reflectiu em parte essas mudanças nas nossas vidas, com mais posts no início do ano acerca das nossas pequenas criações e momentos das nossas vidas e um fim do ano muito mais ausente deste espaço. Apesar destas fases mais ou menos atribuladas neste blog continua a valer a pena manter este espaço que é o nosso, das manas RANHA, por vezes Oficinas.
E por falar em Oficinas RANHA... temos de mostrar aqui as nossas criações que seguiram em forma de presentes de Natal no mês passado...

E já agora, acho que ainda não vos desejei Bom Ano Novo.

Ana Cristina

quinta-feira, outubro 05, 2017

Novidades nossas

Os bloggers deveriam ter capacidade para manter os seus blogs em todas as adversidades... Sejam elas férias e distâncias, pais em mudanças drásticas de vida que nos arrastam para lados profundos dos nossos íntimos, filhos a iniciar anos letivos em escolas diferentes ou em valências diferentes de uma mesma escola, computadores que avariam e não fazem o que queremos, alterações várias e diversas nos nossos meios ambientes.. 
Estas bloggers nem sempre têm esta capacidade... No entanto, hoje, ao longo de alguns quilómetros de uma autoestrada portuguesa, uma irmã blogger entrou em contacto com outra irmã blogger por um qualquer chat de conversação, aprendeu a entrar no blog de ambas fugindo ao automatismo rígido de entrada pelo e-mail pessoal, e conseguiu escrever este texto no seu telemóvel... 
Estão assim lançadas as bases para, face a todas as adversidades técnicas, por aqui continuarmos! Agora só nos resta vencer quaisquer dificuldades mentais, emocionais, sentimentais, e outras como tais... Coisa pouca, como toda a gente sabe...
Então, até já daqui a nada...
Ana Cristina
Rita

quarta-feira, agosto 16, 2017

Uns dias, só miudas

A pequena andava há muito tempo a perguntar quando é que vinha pra casa "da tia". A grande por vontade dela já tinha vindo, nem que fosse para passar uns dias sozinha se o meu horário não colaborasse. O rapazote não pode vir porque tinha a agenda ocupada com acampamento e diversão por outras bandas. Pelo meu lado, estava mesmo necessitada de uns dias só de brincadeira, daquele cansaço que dá energia. 
E assim, tiraram-se uns dias quase só entre miúdas (o tio não contou, esteve a trabalhar). Foram só 3 dias e meio mas pareceram umas pequenas férias e, apesar da Joana não estar no seu melhor (uma virose, com certeza), foram muito bons. Cumpriram-se as rotinas que se tornam clássicas da casa dos tios, como cantar e dançar no hall de entrada (de preferência com a tia a gravar), fazer pilhas de almofadas e mantas na sala, deixar a tia dormir de manhã, comer em frente à televisão, ver pelo menos dois filmes dos que estão gravados na box e que eles já conhecem, experimentar novos exercícios (desta vez de desafios de ioga vistos rapidamente no youtube e repetidos ainda mais depressa, imaginem), brincar ao monstro das cócegas e tirar montes de fotografias. Ainda se tiraram uns curtos períodos para ir brincar no parque e passear no centro comercial, fazer umas comprinhas e comer fast-food.

Mas claro que também se teve um tempinho para alargar as vivências, quem sabe a ser repetidas numa próxima visita. 
Desenhar e escrever uma carta ao mano, numa experiência que se torna cada vez mais rara, mas que é sempre interessante. Mandámos dois desenhos com pequenos escritos, beijinhos e corações.
Usando lençóis, mantas e imaginação, desta vez montamos tendas na sala; a maior por debaixo da mesa e a pequena com um pequeno estendal. Estas tendas foram  bem aproveitadas, quer pela Alice quer pelos gatos da casa que as viram como mais um desafio, e por vontade da Alice teriam servido para acampar dentro de casa mas a Joana não aprovou. Claro que os de quatro-patas não necessitaram de chegar a acordo com mais ninguém a fizeram das tendas seus refúgios. 
Fizemos tratamento de beleza, com direito a fazer massagens umas às outras, pintura de pequenas madeixas azuis no cabelo da loura (das que saem com a lavagem, claro), manicura e pedicura com verniz cor-de-rosa à pequena, verniz com brilhantes e estrelinhas à pré-adolescente e verniz transparente à tia que, pela primeira vez em muitos anos se vê com as unhas das mãos pintadas (de forma muito discreta) e até acha graça.


Eu adoro vê-las interagir. Aquela relação de dependência da mais nova, aquela cedência e protecção da mais velha misturada com fases de isolamento e irritação pelas criancices. Cada uma a usar as suas armas de sedução, as duas a fazer pequenos ajustes, as duas a reclamar mas a adorar brincar uma com a outra. 
São quase como eu e a Rita; uma loira, outra morena, com cerca de oito anos de diferença. A desenvolver uma relação que tenho esperança se venha a tornar tão forte como a nossa.

Foram-se embora no outro dia, com a declaração de terem gostado. Cá por casa ficou tudo desarrumado; lençóis em cima da mesa, almofadas no chão, a cama por fazer... e eu cheia de saudades e a estudar a agenda para programar novo período, o que vai ser difícil, pra variar. 
Ana Cristina

segunda-feira, julho 31, 2017

Agora também lá estamos!

Desde ontem que também nós, as Oficinas Ranha, fazemos parte de mais uma rede social. Desta vez aderimos ao Instagram, e  claro que já lá encontrámos vários dos nossos contactos, individuais e colectivos. Para os que ainda não estão habituados a esta parceria, às vezes um bocadinho confusa e a roçar a dupla personalidade, vão ter mais uma hipótese de se adaptarem. É que, se ainda não perceberam, nós explicamos. Sabem os gémeos? Unidos por um cordão umbilical invisível? São como nós, mas neste caso umas gémeas nascidas com alguns anos de diferença.


Se quiserem procurem-nos e sigam-nos (quando percebermos alguma coisa desta "nova" rede social, claro).
Oficinas RANHA

quarta-feira, maio 31, 2017

No Dia Internacional dos Irmãos, sobre nós.

Acho que quem nos lê já percebeu que eu e a Rita somos duas irmãs, daquelas compatíveis o quanto baste e que se dão muito bem. Foi quase sempre assim mas nos primeiros anos a nossa relação era bem mais insegura em que a Rita fazia muitas vezes o papel de miúda chata, e um bocado birrenta e eu, por outro lado, devia representar na perfeição a cena da irmã injustiçada e embirrante. Claro que era a possível entre irmãs com vários anos de diferença e em estádios de desenvolvimento diferentes

Ela deu-me a volta, quando tinha três anos. Foi o entusiasmo com que me recebeu quando cheguei de férias, e o quanto chorou quando tornei a ir de férias no mesmo verão. Nesse momento, se não fosse o compromisso e a viagem marcada teria desistido de viajar na hora. Aquela menina pequenina, abraçada a mim, a chorar e a dizer "ó Cristina... não vás..." fez-me sentir tão desejada que nunca mais me esqueci. Nas férias comprei-lhe um boneco e voltei cheia de amor fraternal. Passei a valorizar o facto de ser a irmã mais velha e o exemplo; uma "quase mãe", como dizia o tio António. Fui eu que cedi quando ela pediu para eu não mudar de quarto e continuarmos com as camas bem encostadinhas durante a noite, e conclui que tanto eu como ela gostávamos de dar as mãos nas noites mal dormidas. Foi com orgulho que a levei à escola na primeira semana de aulas, e era voluntariamente que a levava a reboque quando ia ter com os meus amigos na altura da adolescência. Toda a gente sabia que eu tinha uma irmã, e toda a gente a conhecia. Toda a gente sabia das suas proezas e conquistas.
O mesmo acontecia com os amigos dela, e alguns, com o tempo também se tornaram meus amigos.

Tenho imenso orgulho da mulher que ela se tornou, e, qual "quase mãe", acredito que também eu tive um papel no seu desenvolvimento. E não tenho qualquer dúvida que eu sou fruto também da relação que tive e tenho com ela.

Este post é pra ela.


A ti, MQ, espero que tenhas passado um bom dia. Amo-te muito.
Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

quinta-feira, janeiro 12, 2017

Passaram doze dias do novo ano...

... e é mais que tempo de assentar ideias e definir alguns objectivos. E os meus desejos relacionam-se com a expressão " fazer mais"; fazer mais, ser mais eficaz, não ceder tantas vezes à inercia e à preguicite. Em relação a este blog, e à parte que me toca das Oficinas RANHA, pretendo que o ano de 2017 seja bem diferente do que passou, de preferência bem mais criativo, metódico e dinâmico. Que o tempo disponível, as dificuldades e eu própria colaborem para tornar a activar este espaço que tanto gostamos. Esta é a resposta ao desafio da Rita, e fica aqui registada.

Adiante- Passaram doze dias do novo ano e é tempo de arrumar os poucos enfeites de Natal que cá em casa se espalharam. Este ano, com os dois filhos-gatos-pestinhas, mas também porque estivemos a fazer umas renovações (que ainda não estão concluídas, diga-se, mas a parte mais suja já passou) não se montou a árvore de Natal nem se espalharam os enfeites habituais. Comprei umas figuras daquelas que aderem aos vidros para que a época não passasse sem ser lembrada e, até essas resistiram com dificuldade aos felinos cá de casa. 
Quem os observa assim, fofinhos, só vê a parte dos gatinhos de postal, os pestinhas posso mostrar-vos noutros posts... e já tenho tema para vários. ;)



Ana Cristina

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Decisões para um novo ano

Por vezes, eu e a Cristina falamos em revitalizar este blog. O ano passado foi uma miséria. 
Nunca penso em desistir, em fechá-lo. Acho sempre que é uma fase mais difícil, em que os posts se acumulam em rascunhos porque são começados e nunca há tempo ou cabeça ou energia para os acabar. Penso muito no que vou escrever, construo os textos mentalmente... e depois ficam guardados só em mim. E não o quero, porque de cada vez que acedo ao blog para ler os antigamentes, principalmente aqueles que já não me lembro de ter vivido ou pensado ou sentido, sei que fiz bem, que aquilo são pedaços de mim, de nós, que ficarão ali para sempre... coisas que os miúdos poderão gostar de vir a ler (já gostam) e que lhes permitirão saber mais deles... e de nós... 
Neste ano de 2017 que agora começa, tomo a decisão - por enquanto unilateral, mas espero que a minha irmã me acompanhe - de voltar a circular mais por aqui. Sobre os filhos, os pais, o trabalho, as máscaras de Carnaval, as férias, o Natal, a política, os amigos, a nossa rua. Sobre tudo, sobre nada e, principalmente, os nadas que fazem o nosso tudo. 
E, mesmo assim, só consegui fazê-lo hoje, dia 5. 
Rita

quinta-feira, janeiro 21, 2016

Os filmes das nossas vidas

Há filmes que se tornam marcantes nas nossas vidas. Porque os vimos muitas vezes, porque os descobrimos numa altura da nossa vida que somos vulneráveis e sedentos de sentimentos arrebatadores, ou mesmo porque são realmente bons filmes.
É o caso deste. Porque o tínhamos gravado em cassete (provavelmente beta) a Rita um dia descobriu um filme realizado na época em que nasceu. Um filme "antigo", que amou à primeira vez que o viu. De tal forma o marcou que o reviu "centenas" de vezes. Apresentou-o a todos os amigos da época, fazendo sessões de cinema em casa para verem o seu filme preferido; "Feios, Porcos e Maus", uma obra cinematográfica de culto, neo-realista, à laia de história trágico-cómica que tem como fundo a grande cidade de Roma. 
Este é, sem dúvida, um dos filmes da vida da Rita.


Lembrei-me dele porque o seu realizador, Ettore Scola, faleceu há dois dias. Lembro-me tão bem deste filme que acho que também posso dizer que este foi um dos filmes da minha vida. Fiquei com vontade de o rever. Queres, Rita?
Ana Cristina


sexta-feira, dezembro 18, 2015

Ontem foi dia de festa... para a menina Rita

Eu diria que teria sido a uma quinta, porque era o último dia de aulas antes das férias do natal, mas ao que parece foi numa quarta. Pouco importa. Ontem foi quinta e o dia foi dela (mais ou menos, mas foi o dia possível quando se é uma mulher trabalhadora, com os pais numa fase mais dependente e mãe de três filhos). Teve direito a tudo um pouco; almocinho com os pais e irmã; folga à tarde; jantarinho fast food com maridinho, filhotes e mana (eu mesma, pois claro); um presente muito desejado; goluseima com vela imaginária e parabéns na rua; e para abrilhantar a coisa uns choros, amuos e gritarias.
Para mim, a mana babada, não podia ter sido melhor. O que mais poderia querer uma mulher a entrar nos novos trinta que tempo de qualidade com quem mais se ama. Um jantar com amigos? Vai ser hoje. Tirar foto com o Pai Natal? Tirámos...


E já agora, porque se anda parca em palavras e em posts, relembro este escrito há nove anos. Acerca do dia que marcou a minha infância. Fez ontem 40 anos.
Ana Cristina

sexta-feira, julho 10, 2015

Ser tia, ser irmã, eu...

Nas últimas semanas partilharam comigo mensagens e frases simpáticas sobre significado de ser tia. Logo nesta altura, em que levei o Vasco comigo nuns dias de férias a terras do costume de além-Tejo, e que trouxe a Alice uns dias para minha casa para passarmos também uns dias diferentes do habitual. Logo nesta fase, que me apetecia escrever umas coisas bonitas sobre os sobrinhos que estão perto não esquecendo os que estão longe da vista.
Ou, quem sabe, dissertar algo sobre o quão sortuda me sinto naqueles momentos em que a Joana me dá uns abracinhos bons, ou me manda beijinhos sonoros como os que de repente aprendeu a dar, ou até quando chora de braços estendidos quando me vou embora (mesmo sabendo que ela o que quer mesmo é ir passear posso fingir qu)e ela me quer a mim...). Mas faltam-me palavras bonitas.
Eu podia dizer que ser tia é o prolongamento de ser a irmã mais velha. Eu sou A irmã mais velha. Aquela que o nosso tio chamava de uma segunda mãe para a Rita. A que sabia ser uma voz ativa na vida da pequena, que tinha a consciência que era imitada, e ouvida, quando os conflitos entre pais e filha surgiam. A ponte entre os pais e a filha mais nova. A que ensinou muito mas aprendeu muitíssimo. E que não se pense que abriu sempre o terreno para a mais nova, houve alturas em que foi a pequena que o abriu. Ser irmã mais velha também é ficar contente com os feitos da pequena, às vezes com uma pontinha de inveja (daquela boa, que nos faz ficar muito mais contentes que tristes). E ser tia também é tudo isso, tirando a pontinha de inveja, claro (essa é sempre direcionada para a irmã)
Hoje antes quero lembrar os tempos de irmãs. Os momentos de irmã babada, quando a Rita chegou a casa zangada com a professora de religião e moral porque a sua teoria da origem do Homem era incompatível com a da irmã. Ou quando me escolhia a mim para esclarecer as suas dúvidas. Ou mesmo quando era pequenina e me convenceu a não mudar de quarto porque quando tínhamos pesadelos podíamos dar as mãos uma à outra. Ou a despedida chorosa quando fui de férias, tinha ela 3 anos... Deu-me mesmo a volta a piolha...




Ana Cristina

quarta-feira, julho 01, 2015

Passou mais de um mês desde que aqui postei

E, não se iludam, também não vai ser desta que vou fazer um post de grande interesse. 
Venho aqui só dizer que no tempo que se passou, fiz alguns Xulés que estão à venda n' A Venda Lusitana, passei uns dias de férias no alentejo com parte da família, fui a um casamento, e esta semana tenho estou de rescaldo de umas trocas malucas e com a sobrinha mais crescida cá em casa. Ainda deu tempo para momentos de convívio, com uma amiga de longa data que nos últimos anos tem estado por terras dos UK e um jantar de aniversário da grande amiga de infância... Tudo isto intercalado com uns turnos doidos que já deu para ser denominada de vampiro-nurse.
Falhou a actualização do blog e as visitinhas aos espaços do costume. Mas aguardem-me, que eu volto.
Mas fica uma foto (muito fraquinha) que recorda as palhaçadas depois do jantar de aniversário da Tina, Prova provada que aderimos às selfies.


Ana Cristina

sábado, abril 26, 2014

40 anos de liberdade

Noutros anos, comemorei também aqui a data histórica de conquista da liberdade. Neste post, já antigo, relembrei a minha vivência do dia 25 de Abril de 1974, tinha seis anos. Mais recentemente, como neste post, ou neste, lembrei que a comemoração costumamos fazê-la na rua. Por isso, quem nos lê, sabe que é tradição familiar ir ao desfile da Av. da Liberdade neste dia sempre que possível. Este ano não foi diferente. Fomos todos, os que não tiveram de trabalhar... Fotos?! Mostro só a nossa...
 
 
Ana Cristina

sexta-feira, abril 11, 2014

Irmanices

Hoje, numa breve passagem pela internet, soou-me que era dia dos irmãos (realmente, há dia de tudo, só falta inventarem o dos tios, que também merecem).
Senti que tinha de dizer algo em relação a isto, mas o tema é-me tão caro e ao mesmo tempo óbvio, que nem sei por onde começar.
Ter uma irmã que foi sempre uma amiga e que se tornou a melhor amiga de todas vincou a minha vida e a minha personalidade. Há uma ideia de companhia sempre presente, de alguém que toma conta de mim a todo o instante, que está e estará sempre lá. Adoro-a e admiro-a incondicional e profundamente.
Não tenho qualquer dúvida que tenho hoje três filhos por causa desta relação, porque anseio para eles o que tenho para mim… Uma das coisas que mais gostaria é que, no seu futuro, conseguissem construir e manter um relacionamento como eu tenho com a minha irmã, que ficassem afastados das pequenas coisas que ao longo da vida podem contribuir para os separar, que tivessem sempre a ânsia de telefonar uns para os outros para contar as suas novidades, que desejassem partilhar os momentos mais importantes das suas vidas uns com os outros.
Sem dúvida que sou mais feliz por ter a minha irmã. E, como tal, o dia seria para festejar em conjunto, caso tivessemos tido essa oportunidade. Não tivemos, festejei a irmandade dos meus.
Tirei-lhes muitas fotos, todos contentes no seu conjunto, a dar ideias de poses e quase a sufocarem a mais nova com algumas delas. Depois constatei que quase não temos fotografias juntas, Cristina, e andei aqui a fazer cortes e recortes para poder colocar uma. Temos que remediar isto…
Feliz dia dos irmãos, minha querida irmã.



Rita

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Para cumprir a tradição...

... repetimos passeios pelas ruas de Lisboa, lanches em pastelarias famosas e andamos de eléctrico.
Com o pretexto de ir fazer umas comprinhas ou umas pesquisas de mercado para projectos das Oficinas RANHA, e dar um passeio numa bonita tarde de Sol, lá fomos nós para o centro de Lisboa. Numa tarde de irmãs com sobrinha incluída, resolvemos como é óbvio lanchar na Pastelaria Nacional. A Pastelaria Nacional é um local de visita para lanchar, que apesar de rara sempre agradável. Quase uma tradição implementada há uns 20 anos, nos tempos em que Lisboa ainda não era a cidade onde se vivia mas já seria onde trabalhava e estudava. Mas há cerca de 8 anos fomos lá lanchar com a Alice, há pouco mais de 4 quisemos ir com o Vasco e agora com a Joana. Lanchámos as três, primeiro a Joana do seu leitinho de mãe, depois nós, as adultas. E constatámos mais uma vez que um bebé pequeno faz toda a gente rir, mostrar o lado mais bonito da expressão tanto a adultos jovens como mais idosos, a portugueses e estrangeiros. E sem dúvida que serve para despoletar conversa, habitualmente sobre bebés, claro.
No fim da tarde rumámos a casa de eléctrico, noutra tradição bem mais recente.
Uma tarde bem passada a três.
Ana Cristina

segunda-feira, março 26, 2012

Saudades de irmãos

Ontem a Alice ficou nos avós a curar a ligeira doença com que parece estar. Cá por casa ficou um mano muito saudoso. É a primeira vez que vejo a falta que ela lhe faz. Quando ele é o ausente, ela expressa a falta que sente dele e anda pela casa muitas vezes a aparentar não ter o que fazer. Até hoje, ele não o tinha feito. Desde ontem, a avaliar pela quantidade de vezes que já perguntou por ela, pelo facto de lhe ter feito menção pouco depois de acordar e assim que chegou a casa no final da tarde, vejo que deu mais um passo no sentido da aproximação à irmã mais velha. Hoje admitiu que tinha saudades e ontem ficou mesmo zangado quando percebeu que ela não iria regressar logo.

Vejo este amor a nascer de dia para dia e recordo-me da falta que a minha irmã sempre me fez quando me deixava sozinha. Com um sorriso nos lábios, lembro-me de quando, em miúda mas não assim tão pequenina, ela foi à Alemanha de férias e eu chorava durante a noite a cantarolar a canção do Chico Buarque, «Será que Cristina volta, será que Cristina fica por lá...»...

Rita

terça-feira, dezembro 20, 2011

Rita, minha irmã Rita

No sábado passado fez trinta e tal anos que deixei de ser filha unica.
Do dia do nascimento da Rita, como já um dia aqui escrevi, lembro-me muito bem. Na noite anterior, depois do jantar, fiquei em casa da Tina porque o bebé estava quase a nascer. Foi a minha mãe que me explicou que ela estava a sentir que o bebé ia nascer e que talvez quando acordasse no dia seguinte já houvesse novidade. Tenho quase a certeza que era uma sexta-feira, e o último dia de aulas antes das férias de Natal. Quase que garanto que nesse mesmo dia fui à visita no hospital com o meu pai e encontrei a minha mãe acompanhada por uma bebé que diziam que ia ser loira que eu não achei grande graça. Giro-giro era o menino que estava na cama ao lado (um bebé redondinho, moreno e cabeludo). A minha irmã, que ainda não tinha nome, era uma bebé enrugada, sem cabelo e ainda sem grande graça. Nada daquela menina de caracóis loiros e ar reguila que se iria transformar depois. Ainda propus trocarmos mas a ideia foi mal aceite.Não me lembro de nesse dia sentir ciumes, só orgulho por ter uma irmã e talvez uma pontinha de surpresa por não a amar logo instantaneamente. Os ciumes vieram depois, tal como o amor... A minha irmã tornou-se, com o tempo a minha melhor amiga, o meu porto seguro, aquela que partilha comigo uma ligação tão forte que, a brincar, costumamos dizer que só não somos gémeas porque nascemos com alguns anos de diferença.
Não queria deixar passar este ano que a Rita, a minha irmã, fez anos no sábado.

Ana Cristina

quarta-feira, setembro 15, 2010

Pequena história de Dona Panqueca, do alto da sua nova e vermelha cadeira-auto, e Senhor Crepe, encolhido na antiga cadeira dela

Lá fora, a serra e o escuro. Pela frente, uma viagem grande. Nos dois o sono pesa, mas nenhum se quer deixar demover, entusiasmados pelas brincadeiras recentes na casa cor-de-rosa, com os Bisos e a Tia-avó.
Senhor Crepe resmunga, pede água, está aborrecido. Não parece decidido a dar facilidades no início da viagem. A mãe sugere que dêm as mãos, lembranças de um ritual antigo entre manas, quando havia pesadelos.
Senhor Crepe rejeita primeiro, aceita depois. Dona Panqueca maravilhada com a acalmia dele. A bem dizer, todos maravilhados com a acalmia dele. A mãe lamenta interiormente não ter a máquina fotográfica à mão.
Lá fora o escuro e dentro do carro uma vozinha:
- Quando eu crescer posso casar com o Vasco?
- Não pode ser, vocês são irmãos e os irmãos não se casam uns com os outros.
- Então quem é que vai casar com o Vasco?
- Outra menina que seja namorada dele, de quem ele goste.
- Não! Não quero...!
Explicações sobre lugares e amores eternos, que ninguém rouba.
Dona Panqueca e Senhor Crepe de mão dada, praticamente a viagem toda, mesmo a dormir.
Rita

quinta-feira, junho 03, 2010

Curtas

Passo a explicar que não temos actualizado devidamente este blog nos últimos dias porque uma das manas Ranha decidiu fazer um curtíssimo passeio por terras algarvias e a outra está demasiado ocupada com a realização de quatro prendas de aniversário em simultâneo, uma amigdalite repentina, duas injecções de penicilina e um rabiosque dorido.
Rita

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

A Cristina é Mestre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Finalmente!!!!!!!!! VIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!! Estou a rebentar de orgulho!!!!!!
Rita

Será que vamos poder estar juntas novamente...? E conversar? E receber-te para jantar todas as semanas outra vez? E ir a algum lado? E levar para a frente os outros projectos?!