quarta-feira, abril 30, 2008

Passei por aqui para dizer que estou viva...

... Com a Rita, que escreve a maior parte dos posts deste bolg, a passar uns dias bem merecidos de férias este espaço perde muita da sua energia. Comigo a passar por uma fase de mudança imposta, revolta, desânimo, revolta outra vez, reorganização... o cantinho ainda tem menos actividade porque as palavras saem da boca de forma menos bonita e alegre.
Mas estou viva... magoada mas viva. E ontem passei uma bela tarde a festejar o sucesso e a brindar ao futuro. Amanhã vou à Alameda festejar o dia do trabalhador, lembrar que somos muitos e que temos cada vez mais energia para lutar pelos nossos direitos, que estamos descontentes com as políticas que estão a ser tomadas para com os trabalhadores, que estamos vivos e não vamos ficar calados.
Beijinhos e bom 1º de Maio, o nosso dia...
Ana Cristina

quinta-feira, abril 24, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 4

Lá em cima, no alto do móvel do hall de entrada, a aproveitar os tectos tão lá no fundo, está mais um louvor da nossa casa ao Ikea: as nossas arrumações encaixotadas.
É impressionante como as caixas ajudam a arranjar um sítio para as coisas, quaisquer que elas sejam. E quando as ditas são catitas, melhor, conseguem-se cantinhos de arrumações deliciosos. Neste caso, as nossas ajudam a organizar revistas de decoração, correspondência, programas de espectáculos artísticos, documentos sobre gravidez e bebés, obras da Alice na creche e recordações-várias-daquelas-que-não-se-consegue-deitar-fora-mas-que-sabemos-que-não-servirão-nunca-para-nada.
Sorrio: das caixas até ao tecto ainda há espaço. Nunca se sabe...
Rita

terça-feira, abril 22, 2008

Dela... para não esquecer...

Em simultâneo com um grande abraço e repetido até quase à exaustão (dela, porque uma declaração destas, a nós nunca nos cansa):

«Mamã, sou amiga de ti!»

Rita

segunda-feira, abril 21, 2008

Sessão de mimo...




São poucas as vezes que podemos fotografar o Pilas numa sessão de festas porque ele não gosta muito da máquina (já o disse aqui várias vezes), mas ele nem com isso ele se importou num destes dias...

Concluí que ele estava cheio de saudades minhas porque, além das turrinhas, dos olhos grandes e do mimo que solicitou, terminámos a sessão com mordidelas e a correr feitos maluquinhos pela casa toda.

Ana Cristina

domingo, abril 20, 2008

Shhhh... que ninguém se mexa nesta casa, que nenhum de nós se lembre de chamar a atenção sobre si... o nosso pequeno diabrete hiper dinâmico em forma de filha está há dez minutos quietinho e em silêncio a ver os mundiais de ginástica rítmica... shhhhh...
Rita

sexta-feira, abril 18, 2008

Cá em casa, uma vez por semana...

Numa época em que eu senti que era a altura de ter novas experiências, que necessitava explorar em mim as vertentes mais artísticas da minha pessoa, resolvi inscrever-me no curso de pintura da SNBA. Aprendi muito, e mesmo não tendo terminado os três anos iniciais da formação, foi uma experiência que, mais do que tudo, me libertou de algum medo dos pincéis, da cor e do tamanho dos trabalhos. Até à data eu queria que tudo ficasse perfeito, não tinha capacidade para ir corrigindo o que me parecia menos bem, tinha medo de gastar material, fazia tudo muito pequenino e nunca tinha mostrado nenhuma das minhas experiências a ninguém fora da família próxima.
Guardo uma prateleira de livros sobre pintura, quase todos desses dois anos. Neste momento os gastos são ainda mais controlados e as prioridades vão para outros temas...
Mas é um cantinho da minha casa que eu adoro, por isso resolvi mostrá-lo.

Ana Cristina


quinta-feira, abril 17, 2008

Costurar, coser, cerzir, alinhavar, remendar...


A Cristina costuma dizer sempre que eu tenho um ponto muito certinho quando coso algo. Eu não sei coser, bem vistas as coisas. Assim como não sei bordar ou fazer malha. Vou-me desenrascando...
Quer dizer, eu aprendi a fazer crochet (será assim?), com a minha Avó, numas férias passadas na Praia de Santa Cruz. Acho que foi com linha castanha, mas posso estar enganada. Talvez beje. E bordar não sei com quem foi, mas lembro-me de ter feito, num Natal, uma almofada para os alfinetes da minha Tia, com um peixe... gostava de voltar a vê-la, quem sabe até reavê-la como recordação da minha Tia e de algo nosso...
Estava aqui a trabalhar numa coisa que ando há dias a fazer - um novo wip - e veio-me à cabeça como gostava de mostrar estas coisas que a gente faz, (que a gente finge mais ou menos que cose,) à minha Avó. Acho que ela iria ficar orgulhosa. Mas também não sei se isso é mesmo importante porque a verdade é que sou eu que sou orgulhosa de cada vez que acabo um projecto e penso que nele pode haver um bocadinho do talento e minúcia dela, passado geneticamente para nós... Talvez um dia possa ter a certeza disso, quando arranjar quem me ensine a costurar à máquina, porque a minha mente fervilha de ideias alinhavadas, prontas para esse momento...

Rita

terça-feira, abril 15, 2008

Sem nada interessante para dizer...

Hoje o final do dia foi stressante e só chegámos agora a casa. Agarrei no computador portátil (que temos agora, novo) e vim sentar-me com ele ao colo no sofá, mas não me ocorria nada para escrever por aqui...
Na televisão está a dar um episódio antigo da série "Donas de Casa Desesperadas" e quedo-me a ver algumas cenas enquanto afasto a Fera dos mimos que tenta obrigar-me a aceitar que ela me faça e dos pingos que lhe caem dos bigodes para o teclado (novinho) - aquelas gotas dos mimos que eu não sei bem como aparecem aos gatos...
De repente, apetece-me falar sobre as "Donas de Casa Desesperadas". Gosto muito, acho a série verdadeiramente genial. Principalmente porque as personagens são um intrincado complexo de bondade e maldade, com direito a mesquinhices e falsas moralidades. E porque a trama tem verdadeiros dramas que nos arrancam gargalhadas em vez de lágrimas. Como se o ideal fosse rir das nossas próprias desgraças e optar por ver o pior do melhor e o melhor do pior, mas sempre sarcastica e humoristicamente.
Eu gosto de séries, de facto é o que mais gosto de ver na televisão. E gosto destas todas de teor policial ou médico, verdadeiras modas (já ouve as dos advogados, recordam-se?!) que parecem ter tomado conta de todos os canais. Mas irrita-me o facto daquilo ser tudo tão perfeito, dos tipos serem profissionais que nunca se cansam, com casamentos desgraçados por causa das profissões, de arranjarem todas as soluções difíceis na hora que dura o episódio, das suas tecnologias avançadíssimas... Por isso vou preferindo a irrealidade e a anormalidade das "Donas de Casa Desesperadas", que pelo menos me fazem sorrir, pensar, nunca me cansar e invejar a capacidade para escrever um argumento como aquele.
Rita

segunda-feira, abril 14, 2008

Estes...

... como os outros, ilustraram um projecto com sucesso. Desta vez os desenhos foram para um poster a alertar para os malefícios para o feto e as crianças do tabagismo durante a gravidez.
Uma estreia como profissional. Uma experiência a repetir.
Ana Cristina

domingo, abril 13, 2008

Aeroporto, aviões, chegadas e partidas

Ontem a última saída do dia foi ao aeroporto.
Como eu gosto do aeroporto...!
Gosto obviamente quando vou de partida, porque isso representa viajar para outras paragens, mas também porque gosto de todo o processo da viagem propriamente dita... a ansiedade de tipo agradável com que se acorda no dia, as duas horas prévias com que se vai para o aeroporto para fazer o check-in e basicamente fazer tempo (tempo esse que, bem vistas as coisas, para o viajante não serve para nada), a entrada para o avião e tudo o que se relaciona com ele (sim, eu sou das que gosto da comida embalada separadamente e dividida por aquelas caixinhas pequeninas de plástico, acho o máximo!)... e até a adrenalina da descida...!
Gosto do momento da chegada. De quando eu chego (foi tão bom mas venham as malas depressa que quero é abraçar o pessoal que está lá fora à minha espera) e de quando vou buscar alguém que chega.
Estar a olhar para a rampa à espera de ver aparecer alguém é um exercício de dedução fascinante. Vê-se o placard dos voos chegados e tenta-se relacioná-los com as pessoas que vão aparecendo: a maneira como vêm vestidas, o bronze, a fisionomia, algumas recordações de que se fazem acompanhar (as estrelícias, por exemplo, são típicas do pessoal que vem da Madeira)...
Claro que não é muito agradável chegar atrasado e concluir que quem esperamos está atrasado... Tina, ainda te recordas daquele dia em que a Cristina chegava de um "qualquer estrangeiro" no dia do seu próprio aniversário...?! E de termos ido todos para lá recebê-la, em grande festa, deixando em casa tudo pronto para a comemoração... e do voo adiado para o dia seguinte... e do regresso de todos nós para casa e da decisão de começarmos a festa sem a aniversariante... e do telefonema dela de outras paragens que não as iniciais a dizer que tinha aceite um outro voo de compensação e que chegaria tarde mas mais cedo do que o tarde previsto antes... e do nosso retorno, todos contentes, ao aeroporto umas horas mais tarde... e do festejo tarde mas ainda a tempo...?!
Sim, porque quem viaja muito terá imensas histórias para contar... mas quem vai buscar viajantes também aprende a tê-las.
Uma boa semana a todos.
Rita

sexta-feira, abril 11, 2008

Para quem ainda não saiba, a partir dos 30 é muito mais difícil recuperar de umas quantas noites mal dormidas, quer seja porque se trabalhou intensamente ou até tarde, porque a filha tem tossido enquanto dorme, ou mesmo porque se foi a uma festa de aniversário que durou até às 03h00 há quase uma semana.
Com licença, que tenho um sofá à espera.
Rita

quinta-feira, abril 10, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 3

Assim, visto de baixo, parece-me uma espécie de flor...



Mas afinal é o(s) nosso(s) candeeiro(s) do corredor...



Falta dizer que talvez assim, exibidos neste nosso blog, alguém comente os nossos candeeiros... é que cá em casa os tectos são tão altos que habitualmente ninguém repara neles e é sempre uma frustração...

Rita

segunda-feira, abril 07, 2008

De volta

Este agregado familiar está de volta de uns dias passados em Viana do Castelo.
Eu não nasci em Viana e nunca lá morei. Mas Viana é, definitivamente, a minha terra de coração.
Nunca tive a família perto. Ir a Viana representou sempre estar com os tios, os avós, os primos. E quando, como eu, se tem a sorte de ter uma família assim espectacular (só me surge a não palavra XPTO), os momentos passados com ela sabem sempre bem... e a pouco.
Passei muitas e muitas férias e temporadas em Viana, é de lá que são alguns dos meus grandes amigos, por lá vivi dias maravilhosos e de aprendizagem intensa. E é por isso que lá me sinto em casa, que ao chegar o cheiro da cidade me inebria como se fosse o recordar de um vício já antigo, que não há dia nenhum que não me lembre de todos os bocadinhos que constroem a grande parte de mim que está lá.
Nos momentos mais felizes ou mais tristes, de lá regresso sempre a sentir que metade de mim é lá que pertence, que da próxima vez ficarei mais tempo, que nunca conseguirei viver sem a expectativa de lá voltar.
Rita

sábado, abril 05, 2008

Cá em casa, uma vez por semana

Hoje mostro um cantinho da cozinha.
Nestas prateleiras guardo bebidas gostosas, com uma enfermeira à entrada a controlar a taxa de alcolémia, e as massas dentro de umas latinhas por quem me apaixonei porque são ilustrações de prédios com pessoas a estender massas e espaguetes à janela.

Ana Cristina

quinta-feira, abril 03, 2008

Coisas dela...

Cenário: mesmo há pouquinho, ela sentada no lavatório, de meias, camisola de pijama e body, acabada de fazer um xixi no bacio e pronta para lavar os dentes, já de chucha na boca.
Eu, em frente a ela, pronta para lhe lavar os dentes:
- Então diz lá à mãe onde é que vamos amanhã...
- Vamos... ao castelo...
- Sim, vamos a Viana do Castelo... e quem é que está lá, quem é que vamos ver lá?
- A pima Sara.
- Boa! A prima Sara. E mais, quem vamos ver mais? Como se chama a prima que é mãe da Sara?
- Chama mãe.

Rita
Nota: Mas no fundo é verdade, não é?! Passamos a chamar-nos mães em primeiro lugar, não é?!

quarta-feira, abril 02, 2008

O que é a Escola?

A Joana fez-se a si mesma (e à imensa audiência que a net constitui) esta pergunta ontem. E como isto dos blogs tem a vantagem de distribuir e alargar discussões, resolvi fazer o meu comentário cá, e não lá. Então cá vai:

Isto é tão difícil, quase até de ter opinião...
Eu gostei muito de andar na escola, e foi sempre a pública. A escola representou para mim um local de aprendizagem onde eu sentia pertencer e onde encontrei muitas e muitas vezes a felicidade. Nem sempre me apetecia lá estar, mas a vida é mesmo assim, nem sempre hoje me apetece estar também no meu trabalho, na minha casa, até na minha pele...

Há turmas que me acompanharão para a vida, como a do 9º, a do 10º e do 11º e a do 12º, mas, nas que me marcaram menos em termos de conjunto, há muitos colegas que nunca esquecerei. Os espaços físicos também ficarão para sempre e acho que sempre me serviram... até bem...
Os professores... não me lembro de muitos deles, mas tenho a sorte de poder recordar uns quantos pelas suas memoráveis capacidades e outros pelas particularidades que tantas vezes nos fizeram rir. Tenho muito a agradecer ao prof. Vargas, que com o seu profissionalismo e competência, conseguiu sempre manter a minha turma de vandâlos do 7º ano (metade do grupo eram repetentes e expulsos de outras escolas e havia só sete raparigas) interessada na matéria de História e no que ele tinha para dizer; à minha prof. de Português do 9º ano, a quem devo saber as preposições de cor até hoje e uma representação adaptada do "Auto da Barca do Inferno" espectacular e moderna; à prof. Domingas de Português do 10º e 11º, tão sensata e espectacular, querida mas firme; ao Luís Filipe, que para além que ser um professor de História extraordinário, ainda chegou a emprestar-me dinheiro para comprar croissants de chocolate ou a dispensar uma aula para falar connosco sobre cinema (e sobre vinhos, eheheh) e que depois me acompanhou durante anos a fazer teatro e com quem conquistei o direito (dado por ele) de retirar o epíteto de professor quando conversávamos; à prof. Isabel de Inglês do 12º, grande máquina; o prof. Coter, de Filosofia, um grande maluco e um grande professor...
Recordo de outros, com carinho, embora algumas feições se esfumem: a prof. de Geografia que dizia "coitadinhax dax crianxinhas"; a prof. de Francês do 10º; a prof. de Química do 9º ano com quem me esforcei tanto para que me valorizasse como aluna (numa disciplina onde eu queria era brincadeira); uma das profs. de Inglês, meia indiana, toda preciosista com a pronúncia; o prof. jeitoso de Educação Física do 6º... sei lá, foram tantos e tantos... e também houve os que, claro, recordo porque não tinham mão em nós, como o de Matemática durante dois anos... ou por outras questões, como a de Filosofia do 12º, que fez questão de me diminuir e achar que a nota que eu tinha obtido na Prova de Aferição tinha sido adequada a mim (e depois recorri e vim a subir 12 valores!)...
E pronto, não vou falar da prof. da primária porque muito mais coisas me unem a ela que só o facto de me ter dado aulas... e não vou falar dos da faculdade porque me recordo de quase todos e porque a minha crítica vai para outras vertentes que não o seu profissionalismo académico...
A escola nunca foi perfeita... tivemos aulas num pavilhão a cair de podre, onde quase chovia... o chão do campo de jogos abateu uma vez por causa de um lençol de água... houve alturas com faltas de professores... mas acho que correu bem e posso dizer que se calhar tive sorte, sentia-me bem lá dentro, valorizada, bem avaliada (quase sempre)... importante na minha individualidade.
Gostava mesmo que a minha filha se sentisse sempre assim, lá na escola ou escolas que irá frequentar.

Mas, e para finalizar, continuo a achar que, para se fazer um bom trabalho - lá, na escola - é preciso gostar, ter prazer... Todos os dias há professores e funcionários que fazem um trabalho bem feito, mesmo sendo mal pagos, mesmo com má condições... mas não se pode querer que as pessoas gostem sempre do que estão a fazer se o fizerem em situações pouco dignas, não é?! Se não se sentirem motivados, valorizados, respeitados, qualquer prazer se perde... quando estão preocupados com o dinheiro que não chegará ao fim do mês... com a falta de colocação ou a colocação longínqua e a filha de dois anos longe (esta é para ti, minha querida prima), ou com a forma como serão avaliados pelos pais dos seus alunos - os mesmos pais que ajudam a educar os filhos para não respeitarem a escola e os seus profissionais e o próprio conhecimento e formação que daí é suposto retirar... como se pode ter prazer?! Sei lá, penso que o que falta em muitos casos, é o prazer, é querer ser professor, mas também é gostar de lá estar, é sentir-se valorizado e bem tratado (pelos alunos, pelos colegas, pelos pais)... pronto, sei lá, é isto o que eu acho, mais ou menos, claro que haveria mais para dizer. E vocês? Digam qualquer coisa, vá lá, enfrentem e discutam este assunto... que escola queremos nós, o que é "ela"?
Rita

terça-feira, abril 01, 2008

Fotos do fim-de-semana...



Ter de parar para dar passagem ao rebanho é uma experiência em extinção. Tinha de fotografar. Desculpem, sou uma menina de cidade...
Ana Cristina