Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

O sobrinho no seu melhor

Fala tão bem que encanta, com os rr’s no início das palavras e os ss’s muito audíveis, mas com os ll’s em som de u. De repente sai-se com cada uma…
- Tia? Fizeste cocó hoje? Então podes comer dois chocolatinhos logo. Eu também fiz cocó. Posso comer dois chocolatinhos?
- Vamos correr? Quem chegar ao sofá primeiro é uma batata podre. Eu é que sou a batata podre (e é assim todo o dia, do tipo quem come primeiro a trincadela de torrada, ou quem bebe o café, ou quem dá um salto primeiro … ou quem vê primeiro as vacas…
- A Rita está a trabalhar. A Rita é a minha mãe Rita.
- Olha o futegol. O meu pai gosta do futegol.
Todos os dias faz pelo menos uma birra com choro e um episódio de amuo onde coloca a cabeça de lado. Esse amuo costuma ser acompanhado de lágrima no canto do olho mas às vezes é só a expressão facial, que parece ensaiada ao pormenor. Geralmente dura pouco mas nos piores dias tem episódios recorrentes que ficamos com a ideia que o rapaz está com um torcicolo…

É tão giro…


Ana Cristina

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Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012

Rotina diaria...



Todas as manhãs bebemos um cafezinho. Só os dois, tia e sobrinho...


Ana Cristina

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Terça-feira, Fevereiro 14, 2012

Relatório destes dias

A passar um fim-de-semana prolongado, no meio de uma vaga de frio siberiano que se confunde com o início de primavera, eu e o Vasco já vimos por aqui cegonhas bebé, andorinhas, e uma série de outros "animais" (como ele diz quando não sabe os nomes). Fomos à praia e ele queria tirar as sapatilhas e molhar os pés mas também não admira, o rapaz todos os dias tem comido gelado depois do almoço ...


Lá para o final da semana voltamos à rotina. Até lá pode ser que consiga fazer mais um post com o telemóvel, como este.

Ana Cristina

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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012

Os homens que odeiam as mulheres

Li este livro no ano passado. Na altura comprei o livro porque estava em promoção mas também porque tinha ouvido dizer muito bem desta obra, composta por três livros. Comecei a lê-lo com a relutância de quem gosta pouco de seguir os best-sellers e menos ainda de seguir as febres de momento. Mas a verdade é que gostei. E gostei ainda mais dos outros dois livros que se seguiram, que me é característico, li de uma assentada. “Os homens que odeiam as mulheres”, “A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo” e “A rainha no palácio das correntes de ar” são títulos estranhos como estranhas são as histórias que os compõem. Um ambiente soturno e de uma violência obscura que não estamos habituados a pensar como representativos da Suécia, o país dos ABBA e do IKEIA, um país do primeiro mundo onde nada parece correr mal e tudo será transparente e legal. No livro podemos observar uma marcada influência da segunda guerra mundial e do período pós-guerra, como o aparecimento do bloco de leste.
E se tinha gostado do livro, como seria de esperar, estava apreensiva com a segunda adaptação ao cinema da obra que, ao que parece, tem sido alvo de algumas críticas por comparação com a versão sueca de 2009. A primeira versão não vi mas este é, sem dúvida, um filme muito bem realizado, que em cerca de duas horas, nos conta exactamente a mesma história do livro, com ligeiras nuances que pouco influem no resultado final. E isso foi o que mais gostei, da fidelidade à obra que lhe deu origem. Gostei da atmosfera que o filme nos mostrou com as suas imagens em tons de cinza azulado, do frio, da frieza das personagens e sobretudo das suas personagens nórdicas, pouco calorosas e algo distantes. Eu tinha imaginado um Mikael Blomkvist um pouco diferente, com um ar mais “dengoso” e cativante mas acredito que a minha versão fosse influenciada pela minha visão latina e não a versão nórdica que se pretendia, e que é a original. Por outro lado a Lisbeth Salander do filme enquadra perfeitamente no meu imaginário.
Gostei do filme mas gostei um bocadinho mais do livro. Gostei ainda mais do segundo e terceiro livros, e neste momento encaro os três em conjunto como uma obra só.
Aconselho a sua leitura e a sua visualização, quer juntos, quer separados. E assim que possível, já agora, quero ver a primeira versão cinematográfica da obra.

Para quem estiver interessado, apresento uma curta sinopse.
A história passa-se na Suécia, no país onde “18% das mulheres foram, numa ou noutra ocasião, ameaçadas por um homem.”
O jornalista Mikael Blomkvsit, depois de ser julgado e condenado por difamação a um financeiro importante se torna uma figura mediática. Decide, em consequência do processo mediático, afastar-se temporariamente das suas funções na revista que também é sócio, a “Millennium”. Por essa altura, é convidado por um importante industrial a escrever um livro sobre a história da família Vanger, em tempos uma das famílias mais importantes da indústria Sueca. Mas a história da família é apenas uma fachada para o que pretende o Sr. Henrik Vanger. Na verdade ele está interessado numa investigação acerca da sua sobrinha-neta que, há quase 40 anos desapareceu sem deixar rasto, episódio que é o alvo de uma obsessão pessoal por parte do industrial. Durante esta investigação Mikael Blomkvist contar com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem de comportamento estranho e anti-social, que por algum motivo é encarada como uma ameaça à segurança pública mas é, ao mesmo tempo, uma mulher com capacidades extraordinárias. Dotada de uma memória notável e de capacidades informáticas fora do comum, Lisbeth tem também uma noção de justiça muito própria e vai tornar-se fundamental na investigação (nos livros seguintes tornar-se-á a personagem principal da história)
Os dois vão mergulhar numa história que vai muito mais para além do desaparecimento de uma adolescente há quarenta anos atrás e que envolve crimes obscuros de carácter sexual, cometidos por homens que odeiam as mulheres…


A acrescentar só tenho a dizer que concordo na generalidade com esta opinião (algo está corrompido no reino da Suécia).

Ana Cristina

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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012

Candeeiro com a nossa assinatura

Para o segundo candeeiro com assinatura Oficinas RANHA escolhemos como inspiração os bordados de Viana. E resultou nesta peça que vos mostro hoje, bem diferente da primeira experiência com candeeiros de pano. Espero que gostem. E para a próxima talvez mostremos o candeeiro do U.


Ana Cristina

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Terça-feira, Fevereiro 07, 2012

Outros festejos

Quase na data do aniversário do nosso blog, cá em casa, temos a cachupada comemorativa do aniversário do F e que já se tornou uma tradição familiar. Na prática, comemos até fartar o prato típico de Cabo Verde, feito por quem tem genes da cachupa e que (por acaso) até faz anos. No final, as sobras vão em caixinhas pra casa dos amigos porque só uma vez por ano comem cachupa caseira. Este ano tiveram pouca sorte. Não há nada, e se houvesse era pra mim. Queriam um bocadinho, era?

Ana Cristina

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Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012

PARABÉNS A NÓS !!!

Hoje, antes de sair para trabalhar, a Cristina escreveu assim:

Porque o "arRanha no Trapo" tem sido, apesar de tudo, um projecto muito interessante que temos tentado manter ao longo destes últimos seis anos. Este foi o nosso primeiro post e, de lá para cá temos muitos mais, alguns bem mais visitados e com alguns comentários... como este ou este. Fizemos posts sobre nós mesmas, "conhecemos" blogs que continuamos a visitar assiduamente, fizemos algumas amizades exclusivamente blogistas mas que são quase como conhecimentos pessoais, como a Rutinha, a Nati e mais recentemente o Jorge...

Fazemos hoje anos e, nem que seja só por isso PARABÉNS A NÓS, as manas Ranha que assinam como Oficinas e que, além das suas vidas privadas e de mulheres trabalhadoras ainda fazem de vez em quando, numas peças originais que quase sempre têm sido oferecidas. Quem sabem se a nova meia- dúzia de anos não trará nova vida às Oficinas RANHA....


Depois, como se foi embora à pressa, mandou-me uma sms para eu acabar:

Eu pensei logo que sim, que diabos, seis anos merecem ser comemorados com um post lamechas a propósito do tanto que para nós pode significar ter este blog, quase como um diário de momentos importantes e raivas e desabafos... Mas depois, a minha filha, também de seis anos, decidiu presentear-me com a leitura de quatro páginas inteirinhas, totalmente por iniciativa sua... e só não pôde ser mais porque, a custo, tive de lhe lembrar que era mesmo necessário que fossem para a cama... de forma que hoje, à laia de comemoração deste blog, só penso em ser mais assídua, para que um dia, ela sozinha, possa ler o que foi acontecendo à nossa volta enquanto ela (eles) cresciam...

Rita

Oficinas Ranhas

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