domingo, novembro 11, 2018

Coisas que acontecem...

... quando se sai a correr, em cima da hora do cinema:


E sim, só reparei quando estava a sair do carro, já no centro comercial... E sim, fui mesmo assim. 

Para salvaguarda de quem se possa estar a preocupar com a minha sanidade mental, devo acrescentar que o quarto em que me calcei estava às escuras. 

Rita

segunda-feira, novembro 05, 2018

Que fixe nunca estar sozinho...

E disse ela, a de quatro, vestida de cuecas, camisola interior, meias antiderrapantes e gorro de Inverno na cabeça:
«-Mãe...... anda cá ver-me a dançar com estas duas miúdas...»




💗

Rita

terça-feira, outubro 30, 2018

E assim, de repente, sou um perigo para a sociedade

Porque este é o mês estranhei não ter recebido notícias da seguradora. São 27 anos a conduzir carro próprio e, naturalmente, os mesmos a desembolsar o que me garante a sua legalidade. Daí ter contactado a mediadora. Podia ter havido algum problema e a carta ter seguido para a morada antiga.
Recebi o telefonema há pouco, com a notícia que não me querem como segurada por ser um risco.  Não me quer a seguradora que até agora tive, nem nenhuma outra. Estou na lista negra das seguradoras!!!
Motivo: tive 3 sinistros em menos de 5 anos.
Explicando melhor; nos últimos 5 anos fiz a seguradora gastar dinheiro. E não quer dizer nada ter seguro contra todos os riscos, ou ter feito gastar pouco dinheiro, ou ainda um deles nem sequer ter sido eu mas alguém que não se identificou, e sobretudo ninguém se ter magoado, nem o facto de durante 22 anos nunca ter tido nenhum acidente provocado por mim. NÃO!!! Eu fiz a seguradora pagar o pára-choques do Nissan Qashqai que ficou com um furinho da minha chapa de matricula quando lhe dei um "beijinho". E tornei a fazer gastar quando declarei o toque que dei 4 anos e meio depois. E fiz gastar de novo quando caí na asneira de declarar a amolgadela que me deram, seguindo a informação (que acreditei, PARVA QUE SOU!!!) que como não atingia o plafond segurado anualmente não me prejudicaria... Pois é, prejudicou. E agora sou persona non grata para as seguradoras. 
Parece que agora as minhas soluções são; não ter seguro durante pelo menos uns dois anos, vender o carro e conduzir um carro de outra pessoa, ou passar a andar de transportes. Ou isso ou andar ilegalmente num carro sem seguro e como assim, se bater em algum, desde que ninguém me apanhe, não há problema nenhum.

Serve este post para vos alertar. Façam seguros baratos, e se tiverem um acidente que seja em grande (só não desejo que matem alguém porque não sou capaz de tanto... mas já faltou mais...)
Ana Cristina

sexta-feira, outubro 19, 2018

Isto de ser aéreo...

Isto poderia ser para o Martim, de 12 anos, que em pouco menos de uma hora se descreveu a si e a uma amiga, por mais do que uma vez, como "aéreos".

Aéreo é...
Ter uma  ideia insistentemente na mente, sonhada ou recordada, 
                                                                                                    ouvir ser questionada acerca das chaves do carro que, mais de uma hora depois, nos apercebemos ter esquecido em casa, vir para casa a pé de mãos dadas com a ideia, regressar depois ao carro, já com as chaves no bolso, vir a conduzir para casa com a ideia no lugar do pendura, estacionar e andar até casa, meter a mão ao bolso e encontrá-lo aberto e sem as chaves de casa, voltar ao carro olhando com a ideia para os cantos do passeio para ver se encontramos o molho de chaves que nem teremos ouvido cair, vasculhar o carro à procura, tornar a casa desejando que as chaves tenham ficado esquecidas, para depois as encontrar num outro bolso fechado do casaco, a namorar com a nossa ideia... 
                                                                                            e ter a certeza que se continuará a sonhá-la ou recordá-la...

Quem não...?

Rita

segunda-feira, outubro 15, 2018

Da doença

Fui ver-te.
Estavas estranhamente parecida com o antes, toda tu mais redondinha, os falsos caracóis perfeitos, tu sentada direita na cama, costas encostadas atrás. Fiquei de boca aberta, falaste comigo, disseste que te sentias melhor mas que era por pouco tempo e que, para além do mais, tinhas muitas dores.
Nem sei bem o que senti... ver-te melhor, conseguir ouvir-te e perceber-te. De tão assoberbada, encostei-me a ti e chorei, de surpresa espantada com o ter-te de volta, mesmo que por período escasso. 
Acordei assim, a gemer do choro sonhado. Escasso mesmo. E desperdiçado.
Rita

sábado, julho 07, 2018

Distorção maior

Vivo a vida que tenho com a normalidade ganha no dia-a-dia, nos gestos usuais, nas caras normais, nos mesmos papéis... Raramente penso a fundo nesta realidade distorcida que é aquela em que me movo e que não é, não pode ser, não está e não pode estar nunca ao alcance das pessoas ao meu redor. Isso é o suposto e não me aflige. E a verdade é que não sou atormentada por essa distorção da realidade que não é a minha mas que visito diariamente.
E depois há semanas estranhas. E momentos maus, verdadeiramente maus, daqueles em que a distorção ultrapassa o inimaginável, até para quem se habitua a ter essa fasquia elevada... em que se sabe que, fazendo o melhor e mais que se possa fazer, nunca haverá nada, em lugar nenhum, capaz de compensar a deformação que não era suposta...
Nesses dias, vive-se. E sobrevive-se. De preferência com os filhos, o marido, os amigos, os programas que nos capacitam que há sempre alguém, algures, a dar o máximo por um mundo melhor. Para que não tenhas que lutar sempre contra uma distorção maior. 
Rita