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Como outros, éramos mais ou menos artistas, criativas e originais. Gostávamos de pôr as mãos na massa, tinta, linha ou botão e já tínhamos arranhado trapos para as amigas, no Natal e aniversários. Como outros, um dia descobrimos que podíamos fazer o nosso trabalho viajar por um ecran, através de umas quaisquer ondas invisíveis e incompreensíveis. E assim, da mesma forma que outros, morremos de vontade que gostem... Ana Cristina e Rita Ranha

terça-feira, julho 19, 2016

Exercício-de-escrita-ou-talvez-não... ou... O-prometido-é-devido 1

Sabes... no dia em que me disseste que costumavas sonhar com ela e te respondi que já há muito que não me acontecia... sonhei...
Estávamos numa espécie de festa, não sei porquê nem por quem. Ela já estava doente, mas propôs-se cantar. E então cantou. Eu, que não me recordo de ela ser muito cantora, sonhei com ela a cantar o fado melhor do que a Amália. O fado. No meu sonho, eu ouvi e percebi que, a cantar, ela ficava menos doente. Como acontece por vezes com os gagos, sabes. E então chorei.
E depois acordei.
Rita

sexta-feira, abril 15, 2016

Ontem, passados 40 anos, estive lá...

...

... a representar o pai, deputado da Assembleia Constituinte e a partir de hoje deputado honorário à Assembleia da República. Título merecido para quem soube unir esforços e criar um documento que até hoje rege a nossa sociedade, a Constituição da República Portuguesa.
Eram muitas as caras conhecidas, figuras públicas, empresários famosos, dirigentes políticos, algumas através do pai e da sua actividade política. Muitos outros não reconheci, e o meu pai seria um deles se não fosse meu pai.
Para mim foi uma pena que ele não quisesse ir. Estava lá eu por ele, uma orgulhosa filha do seu não famoso pai, político por convicção, atualmente reformado com uma pensão demasiado baixa para as suas necessidades.
Ana Cristina

quinta-feira, março 31, 2016

Páscoa 2 - ou - A caça aos ovos da Páscoa de 2016

Descrevo por aqui a nossa caçada da Páscoa para que esta fique mesmo guardada em algum lado, já que os papéis se perdem e as recordações também... foi o que aconteceu com a de 2014 e a Cristina tem insistido para que eu não deixe que tal se repita... Portanto, seguindo o seu conselho e insistência, cá está, o post dedicado à Caça aos Ovos da Páscoa de 2016...!

Se há dois anos cada pista reservava em si dois ovinhos de chocolate, este ano o tesouro consistia no conjunto completo dos ovos, encerrando cada pista uma peça do enigma que permitia encontrar o local onde o mesmo estava guardado. Tal como na última ocasião, as pistas necessitavam do trabalho conjunto de cada um deles (Alice e Vasco), por vezes com colaboração de mais alguém da família. Cada pista estava guardada numa divisão da casa, de forma que a caçada obrigava a percorrer a residência para lá e para cá.

A caça começava com um texto introdutório por baixo do prato da Alice (colocada ali muito pouco tempo antes de ela a descobrir), para que fosse ela a lê-lo, e dizia: 

«Caça aos Ovos 2016


Então ouvi dizer que se querem divertir?

Na caça aos ovos vamos investir!
Há muito jogo e pista diferente, para quem assiste também ficar contente...
Vasco e Alice: cada desafio é alternado, para que um não fique até ao fim da caça condenado.
De cada pista, uma palavra sai...
No fim, o local do tesouro encontrai!
Conselho: podem precisar de lápis ou caneta, mas estejam descansados, não há ampulheta...


Preparados? Abrir... Pista 1: Sou um recipiente onde a planta cresce contente"


A Pista 2 estava portanto, num vaso, na marquise, e dirigida ao Vasco. O enigma era: «São umas caixinhas todas redondinhas... Gostam delas inteiras, misturadas ou em forma de estrelinhas... Diz lá então: quais são as coisas, quais são as coisinhas... que saem do cu das galinhas?» Depois de encontrada a palavra "ovos", a pista que indicava o caminho a seguir estava colada numa dobra do papel do enigma (como todas daí em diante) cuja abertura só era autorizada depois da solução: «Onde a mãe decide guardar coisas para as orelhas enfeitar»


A Pista 3 estava no meu quarto, no interior da minha caixa de brincos, e era dirigida à Alice. O enigma era: «Procura uma palavra pequenina, quase como um mero "só"... De um lado, bem redondinha, como se de um ovinha se tratasse, está a letra... Do ouro, a serpente malandra, como se de o comer gostasse, é a letra...». Depois de descobrirem a palavra "os", abriam o resto da pista, que dava o caminho: «No meu quarto, onde há um mundo, mas não o encontro num segundo...»

A Pista 4 estava então no quarto dela, por trás de um quadro com uma ilustração com um planisfério, e era dirigida ao Vasco: «Antes que tenhamos que beber um chá de tília, retira as letras da palavra Família. O que encontras com o que sobra?» Era uma cruzada de letras, o objetivo era ele retirar todas as que compunham a palavra em questão e descobrir as que sobravam: E-D-N-O-R-S-C... tendo eles depois que descobrir a palavra "esconder". Após o fazerem, abririam o resto da pista, com o caminho: «Onde há uma coisa que precisamos usar, depois de comer e antes de deitar.»

A Pista 5 estava colada por baixo do copo das escovas de dentes, era dirigida à Alice e dizia: «Havia um herói que era pequeno, no seu último dia fomos visitá-lo, encontrámos um planeta distante e de lá trouxemos prendas com cheiro a tangerina... Se a tua palavra queres encontrar, a essas prendas terás de ir busca. Procura aquela que é sobre uma e a mesma coisa... olhada e pensada de forma diferente, por muita gente... Vá, são só quatro letra, não pode haver mais tretas!!»
Este enigma era dos mais difíceis e era alusivo a um livro da editora Planeta Tangerina trazido do último dia da livraria "O Pequeno Herói", que existia há uns anos na Graça. Trata-se de "Uma mesa é uma mesa, será?"... e a palavra era de facto «mesa». Depois de a descobrirem (e a Alice descobriu, com muito esforço, alguma ajuda e amuos), abriam o resto da pista, com o caminho: «Nesse mesmo conjunto de folhas com palavras e letras, para que não restem dúvidas...»


A Pista 6 estava assim no interior desse livro, no corredor, e era dirigida ao Vasco: «É muito fácil, não há que enganar, só tens que na profissão antiga do avô pensar... Divide a palavra em sílabas ou bocadinhos, são quatro mas tu vais querer o primeirinho...». A palavra era "de", retirada da profissão "desenhador". Após a sua descoberta, o resto da pista continha o caminho da seguinte: «No meio do que pões no pé e que no fim do dia cheira a chulé...»

A Pista 7 estava no quarto do rapaz, no meio da gaveta das meias, e era para a Alice: «É igual a conseguir, mas pertence à segunda conjugação. É o verbo no presente, e conjugado como se fosse "o cão..."...». Não era fácil, mas a Alice lá conseguiu a palavra «pode». Depois, o resto da pista dizia: «A próxima pista está escondida nos utensílios de fazer a comida.»

A Pista 7 estava obviamente no meio das panelas, na cozinha, e era para o Vasco: «É a vogal mais usada no nome das pessoas presentes...». Ele teve que apontar o nome de todos e contar as vogais. Era, é mais que certo, a palavra "a" e depois de a encontrarem, partiam para a abertura do resto da pista: «A pista 9 está escondida no que se usa para controlar o que na sala podemos visualizar.»

A Pista 8 estava na sala, no compartimento que usamos para o comando da televisão, era dirigida à Alice: «Nada a comentar, no 2-6-6-3-7 vais ter de a encontrar!». O enigma consistia em descobrir que nas teclas do comando existem letras e que daí ela teria que extrair as correspondentes aos números indicados e descobrir a palavra "comer". Em seguida, vinha o desafio final: «Juntem as palavras todas que descobriram, encontrem a frase escondida e... onde está o tesouro da Páscoa?»

Depois de montarem a frase «A mesa de comer os ovos pode esconder!», caça terminada!!!




Rita

Nota: para algumas pistas, usei as ajudas do blog Tempo Junto, que são espetaculares...

sábado, março 26, 2016

Páscoa 1

Há dois anos, porque me encontrava de licença de maternidade da Joana e tinha tempo e disponibilidade mental, resolvi tentar criar algo que se pudesse impor como ritual de Páscoa. Dei então a ideia de fazermos uma caça aos ovos aqui por casa e, antes disso, de criarmos um recipiente que pudesse servir para eles colocarem os ovinhos que fossem encontrando. 

Os de 2014, feitos com aproveitamento de caixas de ovos (e que ainda andam cá por casa porque eles se recusam terminantemente a mandá-los fora), ficaram assim:


Em 2015, não tive capacidade para organizar nada destas coisas (com grande pena deles, que se fartaram de falar no assunto) e este ano resolvi voltar à ação... Com a Joana ainda não contamos, mas o nosso amigo vizinho aceitou prontamente o desafio e, recorrendo a pratos de plástico, lá fizeram os três uns "sacos de ovos" bem giros... As ideias são tiradas do maravilhoso mundo que é o Pinterest e adoro ver que já conseguem fazer quase tudo sem ajuda e com espetaculares rasgos de criatividade individual.


Resultado final de 2016:


Rita


sexta-feira, março 25, 2016

Refeições de comemoração inusitadas

Por vezes surgem assim, de forma inesperada... 

O aniversário de uma colega de trabalho, da minha ex-equipa que me deixa tantas saudades. A proposta feita de manhã, prontamente aceite. O caminho percorrido a pé, em grupo, até ao restaurante brasileiro. Um rodízio saboroso, regado a caipirinha, sangria, boa conversa e grandes risadas. A surpresa que ela nos decidiu fazer, por contraponto ao que deveria ter sido.
Em resumo: um excelente almoço, gozado na companhia de quem sinto muito a falta, mesmo trabalhando no mesmo corredor que eu... 


No dia seguinte, mais uma surpresa... Uma ponte repentina a levar a um almoço de família a quatro, na Hamburgueria no Talho - restaurante novo na nossa zona e ao qual ainda não tínhamos ido. Uma boa experiência, sem andar sempre atrás das duas pernas pequeninas da casa, que só fomos buscar à creche a seguir. Ainda por cima em dia de sol, tendo podido passear pelas ruas sem horários e a pensar nos próximos dias de mini-férias.


De repente, uma amiga que se lembra da urgência de marcarmos um jantar como este, ou este (que foi o primeiro). A marcação para o dia seguinte, a aproveitar a estadia daquela que agora não anda por bandas portuguesas diariamente e a ida de outra para dias de férias no estrangeiro. A urgência justificável por essas lembranças repentinas e talvez pela necessidade premente de convívio. 
Na verdade, dou a volta à cabeça e, tirando o jantar com direito a ir ver o "Mamma Mia" (que não terá dado post por aqui e que já terá sido em 2008, acreditam...!), não me lembro de mais nenhum... E sabem tão bem e são tão bons... 
E se esses posts falavam de jantares já não muito fáceis de marcar na altura, imagine-se agora... que somos as mesmas quatro trabalhadoras, mas todas mães (por alturas do primeiro jantar havia só três filhos, agora perfazem nove...!), uma já fora de Portugal, cada uma com a sua família e horários e casa... Mas talvez por ser mais difícil, temos mesmo de garantir que os fazemos mais vezes... e agradecer a quem tem essas ideias repentinas e age com urgência, mesmo que depois de esqueça de marcar mesa e acabe por nos calhar na rifa aquela que fica mesmo mesmo encostadinha à porta... 


Há semanas de sorte, caramba...
Rita

segunda-feira, março 14, 2016

Deles, em registos diferentes, a alguns minutos de intervalo

Palavras de uma filha de dez anos, após uma notícia no telejornal sobre o último atentado em Ankara: "Não gosto de ver isto... Faz-me doer a alma... Todas as pessoas deviam viver como nós..." 
(Tradução interior do "como nós" no coração da mãe: em paz, com capacidade de lutar por uma felicidade...)

Palavras de um filho de seis anos, quando lê o nome do canto superior direito no écran de televisão - Nicolau - e lhe explico que foi uma pessoa importante que morreu: "O Pai Natal morreu...?!"

Rita

quarta-feira, março 09, 2016

Para fixar

Este foi o dia em que a minha filha mais velha viu neve.

Esta semana foi a primeira em que a minha filha mais nova deixou de se autodenominar de "Pana" para passar a ser "Oana".

Em resumo: o mundo é delas!!
Rita