Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Será que...

... depois de arrolados e ouvidas as prováveis mil testemunhas do Sr. Embaixador, mais as trinta e tal do Sr. Apresentador e as cinquenta e tal do Sr. Doutor e outras tantas dos outros arguidos este tribunal vai ouvir os dez milhões de portugueses para concluir o processo? Ou talvez os turistas que visitaram o país nos anos muitos anos em que alegadamente ocorreram os abusos.
Se calhar é melhor fazer um referendo. Seria concerteza mais rápido...
Ana Cristina

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Domingo, Fevereiro 07, 2010

Família reunida

Hoje, pouco tempo antes do Vasco conseguir pôr, pela primeira vez, um cubo pequeno dentro de um cubo grande, inaugurámos as nossas reuniões familiariares.
A ideia foi do Brazelton, confesso. Ele é que disse que Quando as crianças atingem os quatro anos de idade, é altura de começar a ter reuniões familiares regularmente. (...) Todos se sentam juntos. A ideia é levar a criança a sentir que é um membro estimado da família, com responsabilidades claras, de que se pode orgulhar.* E nós, seguindo o conselho um "guru" cá de casa, lá o fizemos. Com direito à escrita dos pontos principais e tudo.
Nesta reunião, mantida sob o desatento olhar do Vasco, que jantava (ou melhor, que pouco jantava), conversámos sobre actividades, tarefas e regras de doces. As ideias dela ainda foram poucas e as do pai nenhumas, mas acho que com o tempo nos habituaremos a melhorar estes momentos.
As conclusões, como todas as conclusões, foram importantes. Definiu-se que, a juntar às tarefas que já tem (tirar e arrumar os seus sapatos e casacos quando chega a casa, colocar uma toalha separadora na mesa quando vai lanchar, por exemplo), a Alice vai passar a despir sempre a sua roupa e a vestir o pijama, bem como a ajudar por vezes a pôr a mesa. Ao pequeno-almoço vai comer Chocapic "só" às 2as, 4as, 5as, 6as e sábados, bebendo leite e comendo pão às 3as e domingos. Pode pedir doces dia sim dia não, apesar de não significar que os pais lhos dêm (só diminuir os pedidos já é bom, isto anda um exagero!). Da parte dos pais houve a promessa de brincar mais vezes com as Barbies, às escondidas, à plasticina e um pedido para que se guardasse um dia para desenhos, trabalhos e exercícios.
Tudo registado em "acta" para o futuro.
Rita

*T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, "A criança dos 3 aos 6 anos"

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Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Ando cansada

Tenho coisas para dizer aqui mas ainda não arranjei o momento oportuno do dia para me dedicar a elas.
A verdade é que ando cansada e não consigo perceber bem o porquê. Será que é agora, passados alguns meses do início do trabalho, que o ritmo começa a entrar... e a pesar?! Será que é do ginásio, recentemente recomeçado e que me lembra uma "morte lenta", ou seja, a pessoa sai de lá como se não tivesse sido nada e depois levanta-se cansada todos os dias e tem sono logo a partir das 22h?! Será que é daquelas fases no ano em que se sente necessidade de tomar umas vitaminas porque até nos esquecemos de coisas que são diárias e comuns?! Será que é desta constipação que pressinto?! Será disto tudo?!
Rita

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Uma música para começar a semana

Eu sei como é: uma pessoa anda a viajar pelos blogues usuais, vê que num deles inseriram um vídeo e passa logo adiante, quase sem ver... Vá, não façam isto desta vez... prometo que vale a pena, que é lindo de ver, de ouvir... e principalmente de sentir... e depois, com o coração cheio de coisas boas, comecem uma semana nova...

video

Rita

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Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Ó pra mim a falar dos enfermeiros...

Quando eu acabei a minha licenciatura, a minha irmã já era enfermeira há uns oito anos.
Eu vim a seguir a participar num concurso público para a profissão que hoje tenho - e que acho que não devo dizer aqui qual é - a entrar e a fazer um ano de curso e um ano de estágio. A minha licenciatura não era um requisito na altura, pelo que para o que eu iria fazer só se exigia o 11º ano. Na verdade, se eu não achasse que as minhas habilitações se enquadravam perfeitamente na minha futura profissão, era quase como se sentisse que tinha andado a estudar mais de quatro anos para nada.
Quando eu me encontrava a acabar este segundo curso, a carreira para a qual eu estava a estudar foi repensada, reestruturada e criaram-se novas regras: a partir dali, seria exigida uma licenciatura e não mais o 11º ano. Mudaram-se títulos e, mais importante, tabelas salariais. Todos passaram a ganhar mais, independemente das suas habilitações literárias. E mesmo hoje, ter uma licenciatura (como passou a ser obrigatório nos concursos seguintes) ou ter o 11º ano (como muitos até à minha entrada têm) acaba por ter o mesmo significado em termos de vencimento.
Entretanto, a minha irmã tinha um bacharelato, porque assim era a formação em enfermagem. E trabalhou no público, depois no privado, trabalhou em dois sítios em duas ocasiões, voltou ao público, fez algumas greves em que teve de assegurar serviços mínimos e não ganhar na mesma (o que mudou mais recentemente), contraiu uma tuberculose que nunca lhe foi considerada doença profissional e que a deixou sem trabalhar uns tempos, ficou com dor siática por mudar camas com velhinhos gordinhos lá dentro, fez manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites...
Um dia, o curso de enfermagem passou a ser uma licenciatura e a minha irmã, como muitos enfermeiros seus colegas, começou a pensar que deveria pôr-se a fazer o ano que a faria ter equivalência a este grau de estudos. E lá se dedicou a estudar mais um ano, a arranjar chatices no emprego por demorarem meses e meses a dar-lhe o estatuto de trabalhador-estudante, lá teve de fazer trocas e trocas, lá gastou uma imensidão de dinheiro e lá tirou o seu ano de licenciatura...
Contudo, a sua carreira nunca foi reestruturada, nem repensada, nem as tabelas salariais alteradas. Fizeram-se promessas de ajustar anos de experiência profissional e habilitações, mas estas nunca vieram a ser cumpridas. O que significa que os enfermeiros licenciados e os bacharéis ganham o mesmo, mesmo aqueles que decidiram licenciar-se e esforçar-se e sacrificar vidas pessoais na esperança de verem os seus esforços reconhecidos.
Mais: um enfermeiro licenciado (ou bacharel, no fundo vai dar ao mesmo em matéria de reconhecimento de esforço) ganha em início de carreira, um ordenado base inferior ao de quem tem a minha profissão, independentemente de até eu entrar nela, só ser exigido o 11º ano.
Pronto, só quis dizer isto. Para que alguém tenha mais ou menos a mesma noção que eu do motivo que leva os enfermeiros a recusarem trabalhar e a manifestar-se nas ruas.
Rita

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Pequenas notas...

1- O orçamento tinha umas pequenas gafes. Coisas sem importância, do estilo de umas aplicações em falta e uns euros (-itos) de diferença nos apoios à agricultura.
2- Parece que os quadros eram muito difíceis de fazer e por isso entregaram o dossier tarde, na pen, porque não tiveram tempo de imprimir tudo.
3- Mas atenção. Estamos a falar do Ministro das Finanças, não de um aluno do primeiro ano da faculdade. Porque se fosse esse, chumbava.
... quanto à GREVE DOS ENFERMEIROS. Disso falamos mais tarde.
Ana Cristina

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Greve Nacional dos Enfermeiros

"Imagine, se puder, um mundo sem enfermeiros" . Um sistema de saúde tão debilitado que seria irreconhecível. Quando as enfermeiras desaparecem também desaparece a segurança do paciente. Assim começa o vídeo que vos deixo...
Podem vê-lo aqui.
Na sexta lá estarei na rua, mais uma vez, a manifestar-me. Numa luta pelo reconhecimento da profissão que é a minha.
Ana Cristina