domingo, junho 10, 2018

Quase que tenho vergonha

É verdade. Quase que tenho vergonha de vir aqui escrever depois de tanto tempo ausente. E se pensam que agora estou virada para outras redes sociais, não estão completamente errados, porque, nos últimos tempos, tenho visitado mesmo que pouco, o facebook e o instagram mais do que tenho vindo aqui. Claro que isso não tem desculpa, até porque este é, ainda, o cantinho onde mais me interessa deixar a minha marca... mas também o que obriga a mais método de dedicação, e por consequência, mais tempo para fazer um post minimamente interessante. E tempo não tem abundado por estes lados. 
A juntar ao dia-a-dia de enfermeira, sindicalista, filha de pais mais ou menos dependentes, há uns meses também se juntaram as pesquisas, os trabalhos e estudos, porque estou a fazer uma pós-graduação. E voltei a não ter tempo para os meus pequenos prazeres pessoais. Tenho deixado de parte os meus pequenos desenhos e pinturas, os Xulés estão por fazer, e os livros já se acumulam há muito. Mas tem sido bom voltar aos estudos. É mais ou menos um sentimento agridoce, onde o doce é a aprendizagem e a energia que se ganha com o estimulo do estudo, e o acre é a falta de tempo para todas as outras coisas que gostamos de fazer. E vir aqui ao blog está incluído nessas faltas.
Voltei hoje, sem promessas, e com vontade de aqui aparecer muito mais...
A todas as nossas visitas Olá Olá, cá estou eu... viva!!!

Mostro-vos a pequena parte da estante de livros por ler...
Ana Cristina

sexta-feira, abril 06, 2018

Ida à biblioteca



Fomos inscrever-nos à biblioteca.

Gosto de bibliotecas. Para além de estarem cheias de uma das coisas mais espetaculares do mundo, são representativas de uma ideia filantrópica excecional... quer dizer... quem é que se lembrou de criar um espaço em que a literatura estivesse ao alcance de todos, sem custos, por períodos de tempo mais ou menos alargados... Se pararmos para nos debruçarmos sobre a ideia de algo que já tão comum e adquirido nas nossas vidas, apercebemo-nos do quão verdadeiramente magnífico o conceito é. 

A nossa biblioteca não fica muito longe de casa (dá um passeiozito bom) e não é muito grande, mas faz parte da rede BLX, o que significa que podemos dar conta do nosso interesse por um qualquer livro que não exista ali e virá o dito de uma outra da mesma rede. É, portanto, o mesmo que ter ao nosso alcance os livros de quase vinte bibliotecas!!! Podemos requisitar livros e filmes por 15 dias e renovar a sua estadia na nossa casa, através de diversas vias, por idêntico tempo. Também temos acesso aos periódicos que não sejam mais atuais, sendo que fiquei igualmente deliciada com a perspetiva de no próximo mês poder requisitar a National Geographic de Abril...

Inscrever-me nas BLX fez-me recordar dos tempos de escola e do bom que sempre foi ir a bibliotecas... E apesar de ter sido comedida nas escolhas e de ter trazido somente dois livros - tenho ainda novos em casa para ler -, entre mim, a Alice e o Vasco, saímos de lá maravilhados com a ideia de dez novas leituras e quatro filmes para os próximos tempos...

Rita

sábado, março 31, 2018

Nove anos de Vasco

Em Agosto de 2017, depois de regressar do primeiro campo de férias que fez sem ninguém conhecido, o Vasco respondeu da seguinte forma à pergunta que lhe fiz sobre o que tinha dito, durante uma das atividades feitas por lá, que eram os seus super-poderes:
«-Saber quem sou ao pé dos outros.»
Ficámos a olhar para ele, sem perceber exatamente o que queria dizer, e pedi mais explicações sobre o que significava. Respondeu mais ou menos isto:
«-É assim como saber que o outro é melhor...»
Sou bastante insistente a tentar perceber as coisas e, ao terceiro pedido meu para que explicasse melhor, tentou ir mais além:
«É assim, por exemplo... se eu estiver a jogar um jogo e o outro ganhar, não querer ser como ele. Porque eu gosto de ser como sou.»

O meu rapazinho fez ontem 9 anos e o que mais desejo é que conserve toda esta sapiência. 
É difícil descrever tudo o que cabem nestes nove anos: tranquilidade, sensibilidade, perspicácia, inteligência, energia, amizade, companheirismo... Alguém me disse uma vez que achava piada ao Vasco por ser "boa onda" e isso é, efetivamente, verdade. Parece ter nascido com a invejável capacidade de se aceitar e de aceitar os outros como são e, sendo essa uma das características mais difíceis de conquistar ao longo da vida, só posso concluir que deve ser um mocinho de sorte... 



Rita

quarta-feira, março 28, 2018

Gosto de posts de desenhos

A Joana gosta de desenhar e todos os dias chega com desenhos novos que fez na escola. Hoje, mesmo com pouco investimento da parte dela, trouxe estes:


À esquerda: «Uma planta e uma porta.»
Em cima, à direita: «Eu... esqueci-me de fazer o cabelo... e sabes o que é isto? São armários.»
Em baixo, à direita: «É uma rockstar [a sério...?! a miúda sabe o que é uma rock star?!] com uma viola assim [e finge que toca]...» [ao que eu pergunto «E isto?», e ela «São as mãos.», e eu «Tantos dedos!», e ela «Pois é...!»]
Rita

sexta-feira, março 23, 2018

Portanto...

... o que fazer a uma filha de quatro anos adoentada e presa em casa há vários dias...?


Pô-la a lavar a louça...!
Rita

quarta-feira, março 21, 2018

A navegar por brincadeiras

Por vezes encontro pessoas que dizem ler este canto, demonstram espanto por achar que faço imensas coisas com os meus miúdos e questionam o meu tempo e a minha paciência...
No entanto, a verdade é que, havendo projetos que são pensados e sonhados por mim durante muito tempo, outros há que nascem precisamente da falta de paciência. Eu explico.
Sempre gostei de brincar com crianças, desde muito cedo, no limiar em que deixei formalmente de ser uma deles. Mas recordo que por vezes não me apetecia as brincadeiras com bonecas e propunha coisas mais espalhafatosas. Os jogos de circo, por exemplo, em que eu lhes pegava, fazia rodopiar, inventava mil e uma cambalhotas e cabriolices - ainda hoje um sucesso, devo dizer...

Atualmente, com os meus filhos, isso continua a acontecer. O último foi um caso desses, de deslize de atividades, por assim dizer...

Joana adoentada. Não muito mal, só uma febre baixa a teimar aparecer todos os dias. As duas em casa. Uns bonequinhos de borracha que vêm numas embalagens pequenas, uma espécie de personagens de diferentes características que são zombies. A Joana a querer que eu brincasse com ela e com os ditos, vezes seguidas. À segunda, eu já farta dos mortinhos-vivos de borracha e àquelas brincadeiras nonsense a que os miúdos de quatro anos acham piada. 
E foi assim que surgiu a proposta. Fazer um barco com caixas de ovos. Ao que se acrescentou uma baleia azul sorridente.


O processo correu todo muito bem, apesar do resultado ainda não ter proporcionado tantas brincadeiras como eu gostaria. Ela empenhou-se e gostou. Os mais velhos, em particular o Vasco, também aprovaram o objeto final. 


Foi totalmente copiado de ideias a circular pela net. Não está mal, mas fica a ideia de melhoramento para um próximo barco.
Rita