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quinta-feira, novembro 23, 2017

Quem diria ...

... que quase aos cinquenta anos, me juntei à minha mãe e fomos fazer as unhas... 
Ela costumava arranjar as dela e lembro-me de achar que tinha umas mãos sempre bonitas. As minhas são parecidas com as dos pai e nunca tinham contactado com alicates de tirar peles ou várias camadas de verniz. Mas foi por causa das mais dela que, há uns meses, comprei vernizes e pintei as unhas dela o melhor que consegui. A sobrinha também teve a sua influência e convenceu-me a experimentar pintar as minhas de verniz transparente. E até gostei.
Hoje foi dia de fazer novas experiências.
Qualquer dia levam uma cor escura...
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 16, 2017

Uns dias, só miudas

A pequena andava há muito tempo a perguntar quando é que vinha pra casa "da tia". A grande por vontade dela já tinha vindo, nem que fosse para passar uns dias sozinha se o meu horário não colaborasse. O rapazote não pode vir porque tinha a agenda ocupada com acampamento e diversão por outras bandas. Pelo meu lado, estava mesmo necessitada de uns dias só de brincadeira, daquele cansaço que dá energia. 
E assim, tiraram-se uns dias quase só entre miúdas (o tio não contou, esteve a trabalhar). Foram só 3 dias e meio mas pareceram umas pequenas férias e, apesar da Joana não estar no seu melhor (uma virose, com certeza), foram muito bons. Cumpriram-se as rotinas que se tornam clássicas da casa dos tios, como cantar e dançar no hall de entrada (de preferência com a tia a gravar), fazer pilhas de almofadas e mantas na sala, deixar a tia dormir de manhã, comer em frente à televisão, ver pelo menos dois filmes dos que estão gravados na box e que eles já conhecem, experimentar novos exercícios (desta vez de desafios de ioga vistos rapidamente no youtube e repetidos ainda mais depressa, imaginem), brincar ao monstro das cócegas e tirar montes de fotografias. Ainda se tiraram uns curtos períodos para ir brincar no parque e passear no centro comercial, fazer umas comprinhas e comer fast-food.

Mas claro que também se teve um tempinho para alargar as vivências, quem sabe a ser repetidas numa próxima visita. 
Desenhar e escrever uma carta ao mano, numa experiência que se torna cada vez mais rara, mas que é sempre interessante. Mandámos dois desenhos com pequenos escritos, beijinhos e corações.
Usando lençóis, mantas e imaginação, desta vez montamos tendas na sala; a maior por debaixo da mesa e a pequena com um pequeno estendal. Estas tendas foram  bem aproveitadas, quer pela Alice quer pelos gatos da casa que as viram como mais um desafio, e por vontade da Alice teriam servido para acampar dentro de casa mas a Joana não aprovou. Claro que os de quatro-patas não necessitaram de chegar a acordo com mais ninguém a fizeram das tendas seus refúgios. 
Fizemos tratamento de beleza, com direito a fazer massagens umas às outras, pintura de pequenas madeixas azuis no cabelo da loura (das que saem com a lavagem, claro), manicura e pedicura com verniz cor-de-rosa à pequena, verniz com brilhantes e estrelinhas à pré-adolescente e verniz transparente à tia que, pela primeira vez em muitos anos se vê com as unhas das mãos pintadas (de forma muito discreta) e até acha graça.


Eu adoro vê-las interagir. Aquela relação de dependência da mais nova, aquela cedência e protecção da mais velha misturada com fases de isolamento e irritação pelas criancices. Cada uma a usar as suas armas de sedução, as duas a fazer pequenos ajustes, as duas a reclamar mas a adorar brincar uma com a outra. 
São quase como eu e a Rita; uma loira, outra morena, com cerca de oito anos de diferença. A desenvolver uma relação que tenho esperança se venha a tornar tão forte como a nossa.

Foram-se embora no outro dia, com a declaração de terem gostado. Cá por casa ficou tudo desarrumado; lençóis em cima da mesa, almofadas no chão, a cama por fazer... e eu cheia de saudades e a estudar a agenda para programar novo período, o que vai ser difícil, pra variar. 
Ana Cristina

terça-feira, junho 13, 2017

Primeiro dia de praia do ano

Chegámos na hora que se aconselha e ficámos até ser preciso vestir a camisola...
E que bem se estava ao entardecer.
Ana Cristina

domingo, fevereiro 12, 2017

Domingos

Há dias de fim-de-semana em que nada se faz... 
E domingos em que, por entre os afazeres da vidinha, a falta de carro durante umas horas e a saída para almoçar com os pais, se planeja uma primeira ida ao cinema com a mais nova e pouco mais.
E depois há os domingos que nos saem fora dos planos, com coisas pequenas e boas, muito além do planeado... Manhãs em que se tira momentos para brincar com playmobis, em que salta na cama dos pais com a mana, em que se veem clássicos na televisão, em que se pintam aguarelas e se toma banho com a Guarda do Leão completa e mais uns quantos animais amigos...


E em que se escolhe um fim de tarde para experimentar ir ao cinema no Play Fest, e se encontram amigos da sala da creche com quem se brinca animadamente no Cinema S. Jorge...


Em que se tem sorte de não chover e se vai pela rua fora a espreitar em lojas atrativas à vista, ao coração e ao paladar...


Em que se corre desenfreadamente pela calçada lisboeta, se espera ansiosamente pelo transporte público com muita esperança de se vir a conseguir entrar, e em que se vai para casa no elétrico dos turistas...


Domingos bons, os que soam a muito com pouco.

Rita

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Quando se vai a casa dos tios passar o fim-de-semana

  • Brinca-se em parques diferentes, com foguetões, túneis compridos e repuxos de água, lagos e gaivotas para exercitar as pernas (claro que se tem de esperar por dias mais quentes para tornar a pedalar nas gaivotas).
  • Vêem-se pelo menos dois filmes, um no sábado outro no domingo, dos que estão gravados na box.
  • Brinca-se às cócegas porque a tia é um monstro dotado de dedos cocegentos.
  • Dorme-se numa cama enorme, maior que a cama dos pais ou dos tios.
  • Fazem-se desenhos na parede, e a ideia até é da tia (aliás, a tia até faz uns gatinhos muito vem feitos)
  • Fazem-se projetos de construção de casas de cartão para gatos, mas não se tem tempo para concluir porque há muita coisa pra fazer em poucas horas.
  • E toma-se banho de espuma até ficar com os dedos a parecer uvas passas.

Pelo meio ainda se coloca a hipótese de repetir o ritual todas as semanas mas, depois reconhece-se que assim não se iria poder frequentar todas as atividades de fim-de-semana que vão surgindo, como os jogos de futebol e as festas de aniversários dos amigos.
E no fim afirma-se perentoriamente que as vezes todas que se disse que queria ir prá mamã e pró papá era a brincar.

A tia fica cansada mas feliz. Os sobrinhos acho que também... E quando, dois dias depois, a sobrinha pirralha assim que vê a tia lhe pergunta se vai pra casa dormir, e lamenta a resposta negativa, a tia tem a certeza absoluta que foi bom.
Ana Cristina

quarta-feira, novembro 02, 2016

Fim de tarde fora da caixa

Às vezes é assim. 
Chegamos a casa num dos raros dias sem atividades e o jantar já está feito. O pai não vai às compras, a mais velha tem estudo para fazer, os outros dois preparam-se para um fim de tarde televisivo. Afastada dos restantes, acabo de colar as fotografias de um trabalho da Joana no seu caderno da creche. 
Talvez por eu própria não estar hipnotizada sob o olhar da caixa mágica, lembro: «Vasco, vou desafiar-te para um jogo.»
Ele não me liga logo. Vou buscar o jogo, um puzzle de 200 peças, e espalho-as pela mesa. Torno a chamá-lo. Ele vem, observa, solta uma interjeição de espanto por o jogo ser um puzzle. Não percebo se está satisfeito, desiludido ou surpreso. Ainda vai até à sala. Começo a virar as peças todas para o mesmo lado, a separar as que têm bordo. Torno a espicaçá-lo. Chega ao fim o tempo determinado para a caixa hipnotizadora e a televisão é desligada. E começa a magia. 
Duzentas peças de magia. Uma mãe que desafia um filho. Um filho que se senta. Um pai que se aproxima, curioso e começa a procurar peças. Uma filha que no fim do estudo também quer participar. A outra que traz outro jogo para cima da mesa. 
Uma hora e pouco de magia. E de boa disposição. E de querer estar ali e em mais lado nenhum. Com sucesso. 



Mas às vezes é mesmo preciso desligar a caixa. E ajuda ter o jantar feito.
Rita

sábado, março 26, 2016

Páscoa 1

Há dois anos, porque me encontrava de licença de maternidade da Joana e tinha tempo e disponibilidade mental, resolvi tentar criar algo que se pudesse impor como ritual de Páscoa. Dei então a ideia de fazermos uma caça aos ovos aqui por casa e, antes disso, de criarmos um recipiente que pudesse servir para eles colocarem os ovinhos que fossem encontrando. 

Os de 2014, feitos com aproveitamento de caixas de ovos (e que ainda andam cá por casa porque eles se recusam terminantemente a mandá-los fora), ficaram assim:


Em 2015, não tive capacidade para organizar nada destas coisas (com grande pena deles, que se fartaram de falar no assunto) e este ano resolvi voltar à ação... Com a Joana ainda não contamos, mas o nosso amigo vizinho aceitou prontamente o desafio e, recorrendo a pratos de plástico, lá fizeram os três uns "sacos de ovos" bem giros... As ideias são tiradas do maravilhoso mundo que é o Pinterest e adoro ver que já conseguem fazer quase tudo sem ajuda e com espetaculares rasgos de criatividade individual.


Resultado final de 2016:


Rita


sexta-feira, março 25, 2016

Refeições de comemoração inusitadas

Por vezes surgem assim, de forma inesperada... 

O aniversário de uma colega de trabalho, da minha ex-equipa que me deixa tantas saudades. A proposta feita de manhã, prontamente aceite. O caminho percorrido a pé, em grupo, até ao restaurante brasileiro. Um rodízio saboroso, regado a caipirinha, sangria, boa conversa e grandes risadas. A surpresa que ela nos decidiu fazer, por contraponto ao que deveria ter sido.
Em resumo: um excelente almoço, gozado na companhia de quem sinto muito a falta, mesmo trabalhando no mesmo corredor que eu... 


No dia seguinte, mais uma surpresa... Uma ponte repentina a levar a um almoço de família a quatro, na Hamburgueria no Talho - restaurante novo na nossa zona e ao qual ainda não tínhamos ido. Uma boa experiência, sem andar sempre atrás das duas pernas pequeninas da casa, que só fomos buscar à creche a seguir. Ainda por cima em dia de sol, tendo podido passear pelas ruas sem horários e a pensar nos próximos dias de mini-férias.


De repente, uma amiga que se lembra da urgência de marcarmos um jantar como este, ou este (que foi o primeiro). A marcação para o dia seguinte, a aproveitar a estadia daquela que agora não anda por bandas portuguesas diariamente e a ida de outra para dias de férias no estrangeiro. A urgência justificável por essas lembranças repentinas e talvez pela necessidade premente de convívio. 
Na verdade, dou a volta à cabeça e, tirando o jantar com direito a ir ver o "Mamma Mia" (que não terá dado post por aqui e que já terá sido em 2008, acreditam...!), não me lembro de mais nenhum... E sabem tão bem e são tão bons... 
E se esses posts falavam de jantares já não muito fáceis de marcar na altura, imagine-se agora... que somos as mesmas quatro trabalhadoras, mas todas mães (por alturas do primeiro jantar havia só três filhos, agora perfazem nove...!), uma já fora de Portugal, cada uma com a sua família e horários e casa... Mas talvez por ser mais difícil, temos mesmo de garantir que os fazemos mais vezes... e agradecer a quem tem essas ideias repentinas e age com urgência, mesmo que depois de esqueça de marcar mesa e acabe por nos calhar na rifa aquela que fica mesmo mesmo encostadinha à porta... 


Há semanas de sorte, caramba...
Rita

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Experiências novas que se fazem cá em casa

Sempre assim foi. Quando vêm passar uns dias a casa dos tios, gostam de ter dias diferentes. Daqueles que são cheios de televisão de manhã (porque a tia dorme sempre até tarde), de brincadeiras malucas e lutas de cócegas, de pinturas com tintas e projectos criativos, e de filme à noite (dos que estão guardados na box de gravação e que habitualmente até já viram mas não se importam de voltar a ver). Foi assim que, em tempos, vimos repetidamente o "Mamma Mia" e escolheram a música para banda sonora do filme que eu produzi e realizei e que eles ofereceram à família como presente de natal de 2013. É nestes dias que fazemos gravações malucas, quase sempre cheia de novas aptidões físicas, ou palhaçadas. Depois vemos tudo no computador e rimo-nos imenso. Quando os dias estão bons também damos passeios ou vamos ao parque aqui perto de casa e que, por ser grande e diferente, eles gostam de ir frequentemente. São dias diferentes mas cheios de rotinas, que passam por saber gerir muito bem o tempo porque normalmente os projectos são imensos para as poucas horas de brincadeira. Para nós, são também dias muitos diferentes, com o barulho e confusão que só os miúdos pequenos fazem. Enchem a alma e fazem saudades. 
Numa das ultimas vezes que cá estiveram fizemos um pic-nic na sala. Com tudo a que tivemos direito; sumos de pacote, batatas fritas, cada um a fazer as suas sandes com tudo o que apeteceu, pratos e talheres de plástico... Foi uma estreia, tanto para os sobrinhos como para os tios. E no fim, o resultado foi quase o mesmo dos pic-nic's no pinhal quando era pequena. Uns brincaram, outros descansaram mesmo ao lado da toalha.



Fica o registo fotográfico, e a ideia. Fazer pic-nic's na sala é muito fixe, sobretudo de inverno.
Ana Cristina

terça-feira, dezembro 01, 2015

Descanso no sofá

Para recuperar forças dos turnos e das andanças várias. Para ganhar energias para que s dias que se aproximam. Para relaxar em boa companhia.
Foi assim a nossa tarde.

Ana Cristina e Misha

quarta-feira, maio 06, 2015

Lego


No fim de semana rumámos ao Campo Pequeno para a exposição de Lego. Uma amiga tinha-nos oferecido dois bilhetes e no elevador do centro comercial uma família desconhecida perguntou-nos simpaticamente se os tínhamos, o que significa que nos deu o terceiro que precisávamos. 
Já há uns anos tínhamos ido a uma exposição de Lego em Oeiras. Era enorme, cheia de gente, uma grande confusão. Desta vez, mesmo sendo a manhã do último dia, o tamanho disponível e a quantidade de pessoas no local era de conjugação ideal. Houve possibilidade de apreciarmos todos os displays, desde a enorme catedral de Colónia ao Estádio da Luz, desde os cenários futuristas aos de contos de fadas, desde os edifícios que o senhor que nos vendeu duas minifiguras fotografou por esse Portugal e esquematizou em papel milimétrico para depois reproduzir até à aldeia de Beirais... desde a Câmara Municipal de Lisboa ou a Casa dos Bicos até às pequenas construções que valem pela imaginação das piadas alusivas à troika...
Temos um primo que tem uma oficina cheia de caixinhas e gavetinhas com pecinhas e que se dedica a fazer construções originais fascinantes. Para mim, que nunca tive muito, o Lego continua a ser um brinquedo maravilhoso, mas essa zona de criatividade além do manual de instruções encontra-se-me negada, talvez pela falta de experiência no trabalho com o mesmo. Sendo assim, ainda bem que existem as exposições a permitir-nos maravilharmo-nos com os projetos alheios... 
No fim ainda aproveitámos outros divertimentos, como jogos de consolas, pinturas faciais ou, melhor ainda, uns cilindros (de milho?) para fazer construções, ou areia cinética que age quase como se de plasticina se tratasse. 
Resultado: manhã em cheio e um grande obrigado à amiga M!
Rita

domingo, abril 12, 2015

Fim-de-semana

De longe em longe surge assim um fim-de-semana mais tranquilo... Só (?!) com uma festa de aniversário, houve mais tempo para gozar a cinco, a três (os pequenos) ou dois (os grandes), ou a um (eu, com proporções de pequena e grande em moderado equilíbrio).

Numa arrumação descobriu-se um brinquedo de bebé da idade da Alice (lembras-te, Tina?), que fez os mais velhos dedicar-se a limpar e preparar para a irmã. Limpeza feita, água e ar colocados, foi vê-los aos três entretidos, durante de certeza mais de uma hora, com um brinquedo a imitar uma espécie de aquário, destinado provavelmente para quem terá menos de um ano... lá está, a prova viva de como brinquedos não têm idade nem género...


A dois, sossegados, não fomos ao desejado brunch ou cinema, mas vimos o Grand Budapest Hotel - pronto, na televisão e dividido em duas sessões, mas já não é mau - que aconselho vivamente a quem, como eu, seja suscetível a filmes retirados de sonhos, com uma bela fotografia especialmente colorida, música envolvente e personagens com características e visual pensados pormenorizadamente até à mais aparente insignificante linha da bainha do excelente figurino.


Com mais tempo para estar a sós com a minha pessoa (o mais sozinha que consegui arranjar com mais quatro pessoas lá em casa), houve também possibilidade de me dedicar às costuras. De uma assentada, três almofadas feitas a partir de camisolas de futebol que já não servem - uma encomenda não recente de um amigo..
Para as Oficinas, também houve capacidade de iniciar um novo projeto, mas esse ficará para mostrar mais adiante...

Rita

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Brincadeiras de Carnaval num dia quase de chuva

Junte-se um filho lobo, uma filha boneca de pano, uma mãe e uma tia palhaçonas, uma amiga charlot... um dia de clima instável... muita vontade de rir, exibir máscaras e de diversão... uma pista de bowling (pela primeira vez para três dos envolvidos)... e consegue-se um magnífico domingo de Carnaval... 


Em relação aos resultados, só uma coisa a dizer antes das possíveis gargalhadas desse lado: os resultados do grupinho de três cujas idades somadas não perfazem a idade da mais nova das mais velhas são obviamente relacionadas com a existência de barreiras ao longo da pista, hã???!!!
Rita

quinta-feira, setembro 04, 2014

Fomos ao MUDE

Antes de aproveitarmos uma folga do pai para - com a ajuda da Tia Cristina, que ficou com os três sobrinhos - tirarmos o dia de anteontem só para nós, fomos ao MUDE no nosso dito ATL doméstico.
O MUDE é um museu interessante para visitar com miúdos (gratuito, o que é sempre bom), principalmente porque as antigas amplas instalações do Banco Nacional Ultramarino permitem grandes corridas e brincadeiras de um lado para o outro. 
Não me interpretem mal, eu fui para o ver com os miúdos (os meus e a nossa amiga de longa data, vizinha e companheira de várias aventuras)... mas é bom saber que, depois deles darem a sua atenção às peças expostas, nos sobra ainda tempo para as vermos com calma, enquanto eles se distraem à sua maneira, sem prejudicar as restantes pessoas ou o museu. Nesse sentido, o MUDE tem nota elevada.
A exposição permanente é interessante e deu para fazer pequenos jogos com o pessoal no intervalo das suas correrias. Em relação às temporárias, acho que eles gostaram da exploração visual no terceiro andar, dedicado a André Saraiva, um artista do graffiti, mas eu preferi a parte dos iconoclastas dos anos 80 e a do mobiliário das instituições públicas no Estado Novo.
Fica só uma crítica, que nos tempos atuais se torna bastante séria: não há um elevador para subir às exposições temporárias, nos 2º e 3º andares. Andar a visitar o MUDE com um carrinho de bebé torna-se assim impossível...
No final terminamos o passeio em beleza, com uns momentos no Terreiro do Paço e Cais das Colunas.



 Rita

Uma tarde bem passada com os sobrinhos


Vieram os três antes da hora de almoço para os pais poderem fazer um programinha em casal. Os mais velhos, habituados aos cantos da casa, vinham preparados para uma tarde de ramboia, com os brinquedos da casa da tia, uma televisão com os filmes do último natal ainda gravados, e um parque grande que eles costumam visitar sempre que cá vêm. Desta vez não fizemos pinturas nem grandes projectos porque o tempo era pouco, mas parece já haver umas ideias para o próximo foto-filme que vamos fazer em conjunto. Ainda fizemos uns pratos engraçados para o almoço, viram dois filmes que já conheciam e comemos gelados a caminho do parque.
A mais nova, pronta para descobrir tudo, agora que se movimenta com  mais autonomia, brincou com os brinquedos da prima-gata, que lhe inspirou muita curiosidade. Gatinhou atrás de mim a pedir colo. Comeu muito bem e espalhou pão babado por todo o lado que passou. Dormiu no meio dos brinquedos e ainda teve tempo para fazer uma birra, não muito grande é certo.

O problema foi sair com os três para ir ao parque. Descobri ontem que no elevador do prédio, daqueles velhotes de serpentina e impróprios para crianças pequenas, não cabe um carrinho de bebé aberto com o bebé sentado.
Foi uma tarde bem passada com os sobrinhos. Espero que eles também tenham gostado.
Ana Cristina


quarta-feira, agosto 27, 2014

Manhã de Graça

Ontem deixei a pequena com a minha vizinha crescida e fui com os putos (os meus dois, mais o de cima e a de cima do lado) à Graça, ao Largo. O objectivo era ir às compras para uma atividade que eu tinha proposto fazermos e aproveitarmos o passeio para conhecermos mais do bairro. 
Ficámo-nos por alguns murais do Passeio Literário da Graça que valem tanto a pena uma visita turística ao nosso bairro e, mesmo assim, não os vimos todos... 



Claro que terá que se agendar novo passeio...!
Rita

segunda-feira, agosto 25, 2014

Praia urbana

Hoje, no ATL doméstico cá de casa, fomos conhecer a praia urbana que fizeram para os lados do Jardim do Torel.
Estava com alguma curiosidade, a coisa tinha dado notícia no telejornal mas era polémica no facebook. Uma vez lá chegada com quatro putos, três meus e um emprestado, não consegui perceber a razão de quem só tem mau para dizer.
A praia do Torel reformula temporariamente um jardim giríssimo e subaproveitado de Lisboa. Ao que parece, foi feita somente com recurso a patrocíniosDá conhecê-lo, dinamiza-o. A piscina, ou se quisermos ser absolutamente sinceros, a fonte, está tão aparentemente limpa, cuidada e tratada como... uma piscina...! Até cheira a cloro, aliás... A areia também se encontra na mesma situação, existe um nadador salvador, um polícia. Há um café estiloso (já lá estive há uns tempos, pareceu-me idêntico mas não consegui vê-lo bem desta vez), um quiosque com esplanada, uma barraquinha amorosa de venda de bolas de berlim com e sem creme. Todo o espaço é pequeno mas não estava cheio. E consiste numa boa alternativa para levar miúdos (para quem não tenha acesso a transportes facilmente ou, como eu, só queira a garantia que os pequenos se vão divertir durante o muito pouco tempo que tenho disponível) ou adolescentes. As crianças que me tocavam a mim estiveram sempre divertidíssimas, deram umas belas banhocas, brincaram no parque infantil adjacente. Afirmaram ter gostado muito e provavelmente pedirão um regresso - só possível até ao final do mês.
Venham mais originais iniciativas destas nos belos espaços da nossa cidade, faxavor... 



Rita

quarta-feira, julho 09, 2014

Somos um montão


Eu: Já viram, as pessoas devem pensar que vocês são todos irmãos… Ainda por cima tu também és clarinha, com o cabelo quase do da cor da Alice… são da mesma altura, as pessoas devem pensar que vocês são gémeas, já viram…
Di: É verdade, e as pessoas devem pensar que vocês são uns malucos, com muitos filhos…!

Na verdade, pouco nos têm perguntado. Logo no primeiro dia, quando parámos para almoçar a meio da viagem, apareceu precisamente um casal com quatro, de idades todas diferentes. Olharam para nós, olhámos para eles. Quando íamos embora, a mulher cruzou-se com o João e questionou: «Com quatro não é fácil, hã…». O João não desarmou: «Uns dias melhores que outros.», deixando-a ir embora com um sorriso pretensamente cúmplice de quem não percebe o cliché totalmente verdadeiro e que se poderia aplicar se até só lhe tivesse perguntado só por ele.
Hoje, um casal brasileiro não resistiu a perguntar se eram os quatro nossos. Não mentimos (provavelmente a Di não deixaria, ela que se recusa até à brincadeira que é como se fosse nossa filha emprestada por estes dias), mas eles, sempre divertidos, admitiram que, nos tempos que correm, mesmo com três somos uma raridade e que na altura deles era mais comum. Depois acrescentaram que, ainda por cima, nós eramos novinhos, ihihih… nesse caso também não desarmamos, eles que pensassem sobre a nossa idade o que quisessem…
Devemos ter a nossa dose de atenção, claro está. Ainda por cima sendo um conjunto tão bem oleado, cada um a chegar à praia com a sua incumbência (mãe com mochila da filha pequena e filha pequena; pai com saco de praia, meio iglô e uma barreira; filha grande e amiga alternadamente com mochila da comida e mochila gigantesca de brinquedos de praia; filho pequeno com bola ou meio iglô), a saber como organizar os chinelos todos juntos, como colocar a roupa toda no saco antes de correr para a água, a ir depois embora todos em fila desordenada com os chinelos pela mão. Provavelmente seria pior se fosse para nos organizarmos de manhã, antes de ir para a escola ou trabalho, mas nas férias, tudo funciona, até nas horas previamente propostas para sair de casa.

Rita

terça-feira, julho 08, 2014

Momentos de férias

Os três, na piscina minúscula montada no páteo (conselho: em casa alentejana com um nico de páteo, bote-se sempre uma piscina, nem que seja pouco mais que um alguidar… o divertimento é sempre garantido), assustam-se com uma abelha.
A Di dá-lhe uma pancada com a rede de limpeza. O problema parece resolvido, até repararem dali a um tempo que a abelha ainda mexe e tenta a todo o custo patinar na água expulsa do recipiente azul.
A Alice desafia a Di a matá-la com o chinelo (não tinha os seus), mas esta recusa porque em tempos o irmão matou uma mosca com um chapéu e o chapéu ainda hoje mantem a mancha de sangue.
A conversa mantem-se neste tom, comigo divertida a interferir (que os bonés se lavam, que o sangue sai com a lavagem), e eles pouco preocupados com a abelha, que não parece oferecer perigo.
De repente, a Di repara que a abelha parece partida ao meio (deve ter sido da pancadona anterior com a rede, livra!). A Alice torna a desafiar, a Di torna a recusar.
Eu acrescento que a abelha deve estar a sofrer e que matá-la acaba por ser um bom acto, que lhe permitirá acabar com o sofrimento.
A Di decide-se logo a seguir, solidária com a causa, e sai da piscina. Procura os chinelos, um de cada cor, e ouço-a a dizer para si mesma, em voz alta: «O verde ou o cor-de-rosa?! O rosa, que fica melhor com o sangue…». Temos ali, portanto, uma pequena “abicida” cheia de preocupações estéticas…
Rita