sexta-feira, maio 27, 2011

Passeios de fim de ano e comoção

Foi há umas horas, apenas esta manhã, que a Alice foi no seu passeio grande de final de ano lectivo. Agora dorme, de perninhas ligeiramente escaldadas do Sol. Estava cansadíssima, mas a caminho da lavagem dos dentes ainda dançava pela sala e falava nas pegadas que ela e os colegas tinham visto. De urso, dizia. E garras, também tinham encontrado garras.

Nos dias de passeio grande, eu acordo igualmente contente e expectante. É um tipo de excitação indirecta de mãe, em que se fica feliz porque o filho vai ver coisas e conhecer coisas novas... em que se revive todos os passeios que se fez, a excitação com que se partia para eles e o dia maravilhoso que se vivia.

Fico sempre comovida quando os vejo a sair da escola e a encaminhar-se para a carrinha. Não consigo explicar, mas vêm-me as lágrimas de contentamente e emoção aos olhos, é todo um ciclo que se completa no final de um ano lectivo, eles um ano mais velhos, uma aparência mais crescida, nós ali, para acompanhar e assistir, privilegiados. É maravilhoso, enternecedor, comovente.

Rita

terça-feira, maio 24, 2011

Mudanças

Nos últimos dias tive de escrever algumas vezes a correspondência, por extenso, às siglas IMTT. Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres. Haverá alguém que se tenha esquecido da famosa DGV?! Haverá ainda quem pense em DGV em vez de IMTT?! Confesso que a maioria das vezes, neste caso, acho que sim. Comigo acontece, confesso, e tenho a ideia que à minha volta isso se dá com quase toda a gente...

Pergunto-me quantas siglas o novo Governo... o que se formar depois das eleições de 05 de Junho... irá mudar... quantos nomes de institutos, departamentos, ministérios... quantos timbres, placas, carimbos, objectos, materiais... e ainda quanto dinheiro se gastará em tudo isso, nessas "pequenas" mudanças... e ainda nas decorações de gabinetes, alterações de carros (os senhores directores às vezes até gostam mais de outros modelos de carros que não os que já existiam para os senhores directores anteriores)... e em quantos a mudança será tão mal conseguida como no caso da ex-DGV-actual-IMTT...

Rita

domingo, maio 22, 2011

Dia especial de festa e passeio

À semelhança do ano passado, o aniversário da Sofia, este ano, também deu comemoração com direito ao convívio com bons amigos e a um belo passeio no campo. De muito diferente teve a Quinta Derrainhas, onde uma carroça puxada pelo Zeca nos levou (aos de palmo e meio, os outros tiveram de caminhar a bom passo). Foi aí que conhecemos e fizemos festas à Maria, à Joana, à Alzira, à Bela, e a mais umas quantas burrinhas que ali moram. Ainda pudemos contactar uma égua meiguinha (cujo nome não recordo), três cabrinhas simpáticas (sem nome), um par de gansos com um filhote e um conjunto de galinhas caçadoras (de toupeiras, para mim era uma toupeira que ali estava no bico)... Para além de passeios, a Quinta tem muitas outras actividades planeadas, para miúdos e graúdos... fica a ideia para um dia divertido...

Rita

sexta-feira, maio 20, 2011

Um grande susto

Ontem por esta altura estava eu incrédula, quase em pânico e a pensar que as Oficinas RANHA tinham desaparecido da blogosfera.

Mesmo no final do dia, altura em que pensei vir aqui fazer um post sobre um outro susto que passei, deparei-me com uma mensagem que dizia que o blog tinha sido apagado. Tentei entrar no mail das oficinas e aparecia alguma coisa do tipo "foi detectada uma actividade suspeita". Ainda usei a técnica de esperar um bocado e voltar a tentar, a de ir ver se os outros blogs do Blogger também tinham o mesmo problema, mas nada, estava tudo bem menos o que nos dizia respeito.

Fui-me deitar a pensar que se calhar tinhamos perdido este espaço, que a nós nos dá muito prazer.

Esta manhã a coisa estava tal e qual como no dia anterior. Aí resolvi seguir o conselho do gmail e pedir um código de resolução de problemas que se recebe por telefone. E assim foi. Afinal era um problema de fácil resolução. Foi só mudar a password do mail e tudo voltou ao normal.

Se vos acontecer o mesmo não empaniquem, sigam as instruções e escusam ter ter uma noite mal dormida.

Ana Cristina

segunda-feira, maio 16, 2011

No nosso parque



No nosso parque encontramos caras conhecidas e fazemos amigos. Partilhamos confissões, gelados, brinquedos, novidades, batatas fritas, jogos, correrias, risadas e gargalhadas. De vez em quando há música e ensaiamos movimentos de dança. Ensinamos e aprendemos a dar cambalhotas nas cordas do baloiço. Zangamo-nos com quem possa dizer mal de nós. Tentamos ler jornais ou livros mas nunca conseguimos porque há demasiado para ver, inclusivamente filhos. Corremos atrás de pombos e nunca, nunca, nunca nos cansamos. No nosso parque passamos dos fins de tarde mais espectaculares do mundo, temos a certeza absoluta.

Rita

sexta-feira, maio 13, 2011

Cantos da nova casa 2

Daqui, posto de controlo do Pilas. Numa rua com muito movimento. Tanto automóvel, como de passarinhos e pombos. E como ele gosta de passarinhos...

Ana Cristina

terça-feira, maio 10, 2011

Evolução dos tempos e/ou das idades... medo...

Alice e R., 05 e 06 anos, a brincar cá por casa, cada uma a segurar no seu telemóvel de plástico, eu a ouvir:

A - Amiga, estou cá em casa, estou tão contente, está cá o meu namorado e ele dá-me tantos beijos... na cama...!

R - Que bom amiga, venham cá a casa, tenho camas para todos, para toda a nossa família...!


Rita

segunda-feira, maio 09, 2011

A Seco

Num livro de leitura fácil o seu autor conta-nos uma época da sua história de vida. Em Nova Iorque Augusten Burroughs é, na altura, um jovem adulto já com sucesso como publicitário. Vive numa boa zona da cidade, tem um bom salário e uma vida social activa. Detentor de uma personalidade instável e insegura, refugia-se diariamente no álcool e nas relações ocasionais, sofre de crises de amnésia e começa a ter comportamentos profissionais embaraçosos. Um dia, no trabalho, é pressionado a admitir o seu alcoolismo e a aceitar fazer um tratamento de desintoxicação. Esse é apenas o primeiro passo para o crescimento interior, onde se reformulam sobretudo as suas necessidades emocionais. Mas este, como qualquer percurso de desenvolvimento pessoal, não é isento de sofrimentos …


Gostei sobretudo da forma simples como o autor escreve os seus sentimentos mais profundos e nos mostra as suas fragilidades. Gostei muito deste livro e vou à procura do primeiro do autor onde, ao que parece, podemos ler sobre a sua invulgar infância e adolescência. Quando encontrar “Correr com Tesouras” eu venho aqui contar.


Ana Cristina

domingo, maio 08, 2011

Hoje fomos ao cinema...

... e depois, contámos o filme ao pai:

- Era sobre dois papagaios azuis. Estavam quase sempre juntos porque estavam presos um ao outro. Porque um senhor tinha prendido os papagaios.

- O quê, tinha-os roubado?

- Sim, para ganhar mais dinheiro. Mas esse senhor já tinha roubado muita coisa! Papagaios, papagaios, papagaios... e um morcego...! E pintainhos. Um pintainho azul que estava sempre assim: «Socorro, socorro, socorro!»

- E os papagaios gostavam um do outro?

- O papagaio é que gostava da menina [papagaia, entenda-se... ou melhor, arara, mas isso não vem ao caso]. A menina estava sempre contra a gaiola. Depois... estava quase a ser Carnaval...

- Então e conta lá, os papagaios, o que é que queriam?

- Queriam soltar-se para viverem livres.

- E eles conseguiam fazer as mesmas coisas?

- Não. Porque ele não voava. Porque na primeira parte do filme era ele muito pequenininho a dormir... e os papagaios todos a voar... Ele não conseguia porque ele não tinha mãe...

- E depois, ele conseguiu voar?

- Sim. Eram todos a voar... E depois ele teve um voto de confiança e voou.


Rita (e Alice)

Ideia introduzida recentemente cá em casa: voto de confiança.

quinta-feira, maio 05, 2011

Eu,,,

... defensora dos pobres e oprimidos, dos que lutam nas suas guerras com armas menores me confesso:

- Não acredito que o aperto do cinto que as medidas hoje aprovadas nos vão obrigar a fazer sejam justam e absolutamente necessárias. Estou mesmo convicta que, à custa de uma pretensa política de controlo da dívida do País vamos quase todos perder muito, mas que o País não vai ganhar nada.

- Amanhã só não estarei de greve porque estou de folga.

- Hoje torço pelo Braga, apesar da minha simpatia ir muitas vezes para o Benfica

Ana Cristina

terça-feira, maio 03, 2011

Dela

Há duas noites atrás, já na cama e enquanto eu me afastava para sair do quarto:
- Mãe, como é que o coração bate?
-Muito depressa, pum-pum, pum-pum, pum-pum...
- Mas não bate contra as paredes do nosso corpo, pois não?!

Rita

domingo, maio 01, 2011

Momento lamechas

Lamechice 1:


Há uns tempos, o U. dizia que o dia do nascimento do filho tinha o mais feliz da sua vida. Fiquei a olhar para ele, sem concordar por inteiro. A partir do momento que se tem filhos, parece irrisório limitar a felicidade ao dia em que apareceram objectivamente nas nossas vidas. Não obstante, algo é certo: quando fui mãe, senti-me como se voasse... tudo parecia mais leve e iluminado e belo... e as lágrimas vinham-me aos olhos de cada vez que me ocorria o pensamento que não pensava poder ser tão feliz...

Talvez o U. tenha de facto razão. O dia é por si só um marco. O marco.

É difícil explicar a máxima que se costuma dizer a propósito. Apesar de não apreciar lugares-comuns, sou obrigada a concordar que nada a partir desse dia é igual.

O Dia da Mãe é aquele em que se festeja isso. Aquele em que, quando miúdos, fazíamos um trabalho para a nossa e em que, ansiosos e contentes, esperávamos a sua expressão de orgulho. Mas mais do que isso, o Dia da Mãe, quando se é mãe, é aquele em que esperamos os trabalhos que fizeram para nós, rebentamos de orgulho com o orgulho deles e de felicidade por sermos tão, tão sortudos.

Lamechice 2

Os trabalhos que a minha irmã fez no mestrado sobre parentalidade têm razão. Quando somos mães, pensamos mais nas nossas.

Madrezita, estavas tão longe hoje na mesa do almoço... por isso, daqui deste canto virtual, fica dito: todos os dias, em todos os meus momentos de mãe, o que mais desejo é, quando crescer, ser como tu.

Rita


Desculpem a lamechice, hoje deu-me para isto.