terça-feira, junho 30, 2009

Três meses de Vasco

Pesa 4890Kg.
Mede 58,5 cm.
É mais pesado e mais curto do que a irmã com a mesma idade; de forma pouco fidedigna, diria que tem o pé maior.
Tem-se alimentado quase exclusivamente com o leite da mamã e parece comilão. Apesar disso, o percentil de peso é baixo.
Gosta de estar acordado, de companhia, de colo e, preferencialmente, que quem lhe pega não pare.
Adora uma boa conversa - até já se aventura nos primeiros sons de resposta - e se for todo nu ou só em fraldas tanto melhor. Umas festinhas nas pernas sobem a qualidade do diálogo.
É muito expressivo. Tem várias caras para o aborrecimento, a indiferença e a satisfação, mas é de facto simpático e prefere o último estado de alma quando se metem com ele.
...
É lindo de morrer e faz sucesso para todo o lado onde vai.
Gosta muito do pai e da mana mas é indiscutivelmente pela mãe que está terrivelmente apaixonado. Ela adora, e retribui.
Rita

segunda-feira, junho 29, 2009

Tenho...

... umas novas sandálias da Fly London, altíssimas, giríssimas e caríssimas...

Não fui a única a gostar, claro está...

Rita

terça-feira, junho 23, 2009

Das férias 4


Nesta altura do ano, o Alentejo está carregadinho de cegonhas. Adoro cegonhas. Namoro-lhes os ninhos e fico apaixonada quando as vejo nos campos, no alto da sua elegância...
Num das idas ou voltas da praia, explico como as cegonhas me dão uma sensação inexplicável de esperança. A Cristina teoriza sobre o facto disso poder estar relacionado com o antigo costume de se dizer aos miúdos que eram as cegonhas que traziam os bebés e de como esse tipo de histórias pode ficar agarrado a nós, mesmo que não nos lembremos de tal nos ser contado ou sequer de alguma vez o termos acreditado...
Ocorre-me mais tarde que não seria essa a razão e sim o facto de estarmos diante de uma ave migratória, que nos habituamos a ter por perto na altura do calor e da praia e do Sol... e das férias...
Talvez não seja nada disso. Talvez eu tenha simplesmente um fascínio ou carinho especial por cegonhas, tanto quanto o gosto pelos pardais e melros do meu páteo, pelos voos das aves de rapina que por vezes se vê das estradas, pelas andorinhas ou mesmo pelos demasiados pombos das zonas turísticas de Lisboa, imortalizados nas memórias de todos os meninos que lhes deram migalhas de pão em tempos... Ou tavez eu goste mesmo de as rever; algumas, já nossas conhecidas, em pousos nossos conhecidos, mas com direito a família aumentada (como a nossa), com os novos membros a deixarem-se ver e até fotografar cá de baixo...
Rita

domingo, junho 21, 2009

Das férias 3



O Vasco foi pela primeira vez à praia no dia em que fez dois meses, por causa da festa de anos de uma amiga (nossa, não dele). Foi só uma hora e deu para perceber duas coisas: a primeira, que não demorávamos o dobro do tempo a preparar os dois filhos para sair, conseguíamos até fazê-lo de forma bastante rápida; a segunda, que a praia apresentava ligeiros stresses para além do calor e do Sol, como a areia e todas as pessoas que podem circular à volta de um bebé tão pequeno.
Pouco tempo a seguir, uma semaninha de férias, com direito a praia de manhã e à tarde, por curtos períodos de tempo, deu direito a novas constatações, a saber:
- o famoso meio igloo que tínhamos comprado no ano passado afinal dá muito jeito quando se tem filhotes mais pequeninos, serve para resguardar o seu espaço muito melhor, para não deixar entrar com tanta facilidade o vento, a areia e proteger melhor do Sol - aconselha-se vivamente;
- os sapatinhos de bebé têm vantagens nesta fase, quando os pés ficam frios sem meias e estas caem com facilidade;
- quando se amamenta e, simultaneamente, se vai à praia por pouco tempo, quase não se consegue fazer outra coisa que não seja estar na toalha a dar de mamar... talvez por causa disso, ou "só" por causa do grau de múta dependência ainda forte, mesmo quando conseguia dar uma voltinha ou ir um bocadinho à água, tudo parecia estranho e sentia-me a olhar sempre para o sítio onde ele estava - o resultado eram os comentários jocosos do pai «não se nota nada que foste à praia...», «já está na altura de ir embora e não chegaste a tirar a roupa...»;
- levar uma tia dá sempre jeito, não só para carregar o sobrinho até à praia e na volta para o carro, não só para ficar com o sobrinho um bocadinho enquanto a mãe experimenta a água ou está um bocadinho com o pai ou a filha, mas essencialmente pela companhia - ou seja, levar a irmã dá sempre jeito para matar todas as saudades e mais algumas de quando éramos só as duas...
O que mais dizer sobre as férias relativamente ao puto pequeno?! Que tomou duche todos os dias, porque na casa do Alentejo não há banheira e porque nos esquecemos de comprar um alguidar no primeiro dia e decidimos experimentar... e resultou... os bebés gostam de duche ao colinho dos pais e não se incomodam nada com os ditos. Que teve a sorte de adormecer muitas vezes no tremidinho, primeiro porque o caminho de ida e volta para a praia era feito de carro, depois porque acordava no restaurante e precisava da ajuda de um colinho ou de um pé a abanar o "ovo" para dormir... imagine-se as exigências criadas fora destas circunstâncias...
Rita
* este post custou a pôr porque a fotografia não saía como eu queria...

sexta-feira, junho 19, 2009

Das férias 2

Dela, nas nossas mini-férias:
A usufruir do colinho da tia para uma soneca pós-praia e ante-almoço.
***
«- O puto já está a acordar...»

***

«- Filha, porque é que hoje já não tens medo das ondas e da água, como ontem?
- Porque eu hoje já sou crescida...»
***

«- Era uma vez um dinossauro que caía e mergulhava, caía e mergulhava, caía e mergulhava, caía...
- Mergulhava onde?
- Hã?!
- Mergulhava onde? Na banheira, no rio, na piscina, no lago, no mar...
- No rio. Caía e mergulhava. Depois encontrou um tubarão e o tubarão comeu-o.
- E depois?
- Depois o dinossauro morreu.
- E o tubarão?
- O tubarão rebentou.»
Rita

quarta-feira, junho 17, 2009

...

Mas também há coisas que me fazem feliz. Como:
  • ir à escola da Alice e ser identificada como "a famosa tia Cristina";
  • ter o Pilas à minha espera quando chego a casa. Ele aguarda-me sempre no tapete à entrada e eu faço-lhe festinhas na barriga durante prái um minuto;
  • estar de férias, mesmo que nuns dias em que estamos em casa. A semana passada estive no Alentejo e para a semana irei para o Algarve. Estes dias estou por aqui a curtir o tempo que sobra e a organizar o que está em pantanas...
  • ter ido de férias com os sobrinhos e ver como eles estão lindos de morrer. O Vasco já se ri muito e gosta de conversa. A Alice está uma menina faladora, que passa o dia aos saltos, a contar coisas, e a perguntar o porquê de tudo. Foi bom, e a primeira experiência do Vasco na praia correu muito bem...
Ana Cristina

segunda-feira, junho 08, 2009

...

Há coisas que me põem triste. Hoje são estas:
  • Quase dois terços da população do meu país não exerceram ontem o seu direito de votar. Não se lembram que ainda há 35 anos não o poderiam fazer mesmo que quisessem.
  • A extrema direita na Holanda conseguiu ser a segunda força política mais votada nestas eleições. Esses lembraram-se de ir às urnas.
  • Se fosse viva a avó Joana hoje fazia 95 anos,
  • Se o N não tivesse morrido faz hoje um ano, eu nem me lembraria do meu jovem vizinho do lado. Cerca de uma semana depois fiz este post, lembrando o momento em que sozinha tentei recuperá-lo.
Ana Cristina

segunda-feira, junho 01, 2009

Para ti

Nos últimos tempos tens estado pouco. Sei que te ultrapassa e que preferias estar por aqui, connosco. Ainda por cima, quando estás, é tudo confuso, andamos a correr de um lado para o outro, quase não paramos.
Pensava que estes momentos iam passar a ser muito mais difíceis, com eles os dois. Estranhamente, as coisas saem de uma forma natural e arranjam-se entre si. Só o tempo passa a correr e a parte que me cabe a mim é muito mais reduzida. Esqueço-me também de algumas coisas respeitantes à dinâmica familiar, mas todos os males fossem esse.
O pior mesmo é não estares e eu ficar assim... perdida... não no meio de tudo o que há para fazer, mas mais do que tudo, em mim...
Não ligues, estou a sentir-me só.
Rita