Mostrar mensagens com a etiqueta Mãe ao quadrado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mãe ao quadrado. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, novembro 04, 2013

O Halloween deste ano

É verdade que não festejámos o Halloween como em outros tempos, com a família e amigos todos "horrivelmente" mascarados... por outro lado, cá em casa continua-se a viver a data, desta vez através dos pequenos... enquanto se sonha poder voltar a fazer um convívio como o de antigamente, planeiam-se as máscaras pedidas.
 
Este ano, como em outros momentos, fui deixando tudo para o último dia... ele foi convencido a, como no ano passado, ir de esqueleto, uma vez que já tinha o pijama para a ocasião - não oferecia problema... Quanto a ela, não havia roupas cá por casa e queria ir de vampira... Os dias foram passando sem que eu me preocupasse com o evento... na tarde de quarta-feira, tive que me armar de ideias...
 
 `
Corri à Graça, onde comprei à pressão uma capa baratucha, numa loja de chineses... em casa, com um pedaço de feltro vermelho, fiz um corte apressado para uma gola a rigor e cosia-a com um alinhavo à dita capa... não me terá demorado mais de 15 minutos...


Veio depois a escolha da roupa: camisola vermelha, leggins pretas e o único vestido preto da Alice (sim, para quem tem boa vista, o vestido de 04 ou 05 anos tornou-se uma túnica de 08). Aproveitando um papel brilhante colante que havia cá por casa (utilizado há uns anos para a mesma técnica: estrelas numa roupa rosa para uma máscara de fada), recortei uns morcegos e colei-os no vestido túnica... feito já depois de ela se ir deitar, o que originou grandes sorrisos de surpresa pela manhã...

           
No final, os pormenores... um colar dentro dos mesmos tons, as unhas vermelhas (pretas no Vasco) e a maquilhagem horripilante... Eles saíram e voltaram todos contentes e ela referiu até se ir deitar como tinha gostado deste Halloween e a pena que tinha de ter acabado.
Acabou por ser tão bom ter deixado tudo para a última da hora e recordar a mim mesma como os miúdos não precisam de muito para serem felizes e como, posta à prova, eu consigo ser uma verdadeira "idiota"...
Rita

sábado, outubro 19, 2013

Eu, voyeur de magníficas loucuras

Às vezes, eu estou mesmo ali ao lado, a ouvi-los.
Misturam tudo, brincam com os legos e com a cozinha e com os petshops e a caravana das pin e pon. Depois passam para barbies ou nancys. Ele fala de monstros e heróis e ela responde em linguagem de namorados e beijos. Montam mundos de playmobil. Ela pode ser mãe e ele o filho, com outros irmãos bonecos. Mas ela pode estar presa e ele ser o salvador apaixonado. Ou cães, agora mesmo ele é um cão obrigado a fazer ginástica com uma fita de ginástica ritmica. Dão pinotes no corredor, com um balão. Gargalham muito, correm pela casa toda a fugir um do outro e cansam-nos de tanta excitação e histeria.
Às vezes, quando estou mesmo ali ao lado e me entretenho a ouvi-los, só focada naquela esquizofrenia de brincadeira... sinto-me no paraíso...
Rita

quarta-feira, agosto 28, 2013

Três... a conta que nós fizemos...

São engraçadas as reações quando se conta que se espera um terceiro filho.
Há o grupo grande - talvez não tão grande, mas grande para nós, porque é o nosso grupo, a família, alguém lhe chamou há poucos dias "a nossa comunidade" - que se abre num sorriso de felicidade pelo aumento do "nós".
Há aqueles em menor número, que revelam um pouco de inveja da nossa novidade.
Há um grupo de incrédulos, que diz que somos doidos.
Outro, também de espanto, que nos qualifica de corajosos.
E penso que talvez outro pequeno, com apenas espanto pela decisão e talvez a fazer interiormente contas à vida, à nossa, entenda-se.

Vivemos tempos menos fáceis, é verdade. Cá em casa há dois funcionários públicos, por isso são escusadas palavras (espero).
Será por isso que se fala em coragem...? É preciso ter coragem para ter filhos? Ou apenas para ter mais um filho, tendo em conta os tempos que correm? Ou é por nos aventurarmos nos três?
Acho que é bom poder ter, claro. Mas o essencial é querer ter, não? Essas deverão ser sempre as duas ideias subjacentes ao desejo de ter um filho: querer e poder. A disponibilidade, o tempo, isso vem por acréscimo da motivação. Até a facilidade... é estranho, mas, havendo coisas em que ter mais um dificulta, em outras só facilita. Tornamo-nos obrigatoriamente menos preguiçosos, menos picuinhas, mais pacientes, mais ágeis... até, penso eu, mais novos...
Hoje, a Ana contava as dificuldades de pôr o único filho na cama, adormecê-lo durante uma hora e meia, ao colo, em absoluto silêncio. Perguntava como conseguiamos nós, as amigas, ter hobbies, costurar, cozinhar, quando tinhamos dois. A resposta tem a sua simplicidade. Há coisas que não se conseguem com dois. Não dá. O segundo não permite. Por isso, nem sequer se pode ou se pensa nisso, há automaticamente que explorar outras soluções. E, estranhamente, ganha-se, fica-se com mais tempo, mais capacidades na resolução de situações, mais sentido prático, mais pragmatismo.
Claro que nas rotinas diárias, ter mais um não ajuda. Agora, que temos estado uns dias cá por casa sem filhos, acordamos mais tarde, comemos qualquer coisa. Mas, ao mesmo tempo, quando estão cá, também os obrigamos a uma maior independência, autonomia.
 
Claro que tudo isto são pensamentos. Os meus. De quem espera mais um. E anseia por ele, signifique o que significar. Mais trabalho?! Quero lá saber... Nem sei se sou corajosa... sou, neste momento, só mais feliz...
Rita

terça-feira, novembro 20, 2012

Desaniversário


Há um mês instituímos cá em casa o Dia de Desaniversário.
Por enquanto, só a Alice é que o tem, daqui a uns tempos o Vasco vai poder ter o seu.
Basicamente, o Desaniversário é no dia do aniversário dela, nos outros meses todos. Nesse dia, ela escolhe o que vai ser o jantar. Essa é, por enquanto, a única característica deste dia, mas no futuro, poderemos instituir outras (o não comer a sopa, a escolha de um jogo a seguir ao jantar, a escolha exclusiva das histórias antes de dormir, por aí fora).
 
Tinha lido, há uns tempos atrás, que algo que se poderia fazer quando se tinha mais do que um filho, era aceitar de forma clara e aberta, a individualidade de cada um. Uma das propostas era cada um dos pais fazer actividades com cada um dos filhos; outra era aceitar que cada um escolhesse o jantar de família de vez em quando; e por aí...
Por pouco que seja por enquanto, a Alice adora. Gosta de se sentir responsável pela escolha de algo que a família tem de aceitar e vibra entusiasticamente com a aproximação ao dia. Por outro lado, penso que ela própria é obrigada a descobrir o que gosta mais, o que quer, e isso também é bom.
É fácil pensar que se compreende a individualidade de um filho. Em tantos momentos, porém, questionamo-nos se assim será, e marcar estes dias pode-nos ajudar a parar para pensar no assunto. A eles ajudará também verificar que, pelo menos, trabalhamos para isso.
 
O jantar de ontem: pizza, das caseiras.
Rita

domingo, janeiro 08, 2012

Reportagem de Natal 1

Com alguma ajuda do pai e da mãe (em fases diferentes), este ano as prendas da Alice (e do Vasco, mas aí a ajuda foi mesmo pequenina) para os tios foram:

O meu pormenor preferido foi o rabo de cavalo ao lado que ela inventou para a Maria...

Rita

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Programas de Advento

No domingo passado, o Calendário do Advento propôs uma separação de irmãos e que a Alice fosse com a mãe a um espectáculo “de Natal” diferente.
Rumámos então ao Teatro Camões para ir à ópera ver “O Gato das Botas”. Apraz-me dizer que gostei muito. Os cenários e figurinos da Agatha Ruíz de la Prada assentaram que nem uma luva no conceito de uma ópera que se quer para maiores de 03 anos de idade e ajudaram a encantar os espectadores. Foi engraçado ver a Alice (e outros meninos) especialmente atentos nos primeiros vinte minutos, devido esencialmente, pensei eu, ao tipo de canto ser diferente do que estarão mais habituados a ouvir. Depois da surpresa inicial e de um pequeno trecho mais monótono, foram adquirindo a sua forma de estar normal, fazendo pequenas perguntas mais ou menos segredadas e acentuando os movimentos nas cadeiras. Para quem tenha curiosidade, o Teatro Camões (onde eu nunca tinha ido) tem uma sala de espectáculos muito confortável e quase de certeza com boa visibilidade nos vários espaços. Os bilhetes mais acessíveis serão de uma fila de cadeiras colocadas ao longo de uma balaustrada numa espécie de primeiro balcão e penso que, sendo um tipo de assento mais adequado a crianças mais crescidas, também se conseguirá ver muito bem o espectáculo – fica a dica.
Uma vez chegadas a casa, encontrámos a Árvore de Natal de Lego que o pai e o Vasco ficaram de construir, mas que o pai fez quase toda – dando mostras de um jeito e uma imaginação que eu acho fabulosas, mas em que ele não acredita minimamente…

Rita

terça-feira, dezembro 06, 2011

Dias de advento

Uma boa alternativa para o Calendário do Advento cá de casa é aproveitar alguns dias para fazer o que já se era suposto fazer... do tipo, montar a árvore de Natal ser a proposta para o dia 01 de Dezembro...
Nessa ordem de ideias, a proposta para hoje era aproveitar o facto do Vasco ter trazido uma estrela de cartolina para decorar (uma contribuição para as decorações de Natal da escola)... Sendo assim: «Cada um decora uma estrela de Natal... a do Vasco vai depois para a escola».
A questão era saber como lhes propor a decoração da estrela. Já vou numas quantas “estrelas” (pais natais, árvores, etc)... e não me interpretem mal, a minha ideia não é dizer-lhes como fazer e sim dar ideias para que eles, a Alice melhor obviamente, possam escolher. Fazer-lhes propostas que os levem a experimentar novos processo criativos, por assim dizer.
A Alice escolheu então. Experimentaram então fazer manchas de pastel de óleo nas suas estrelas, deram-lhes uma camada de tinta preta (e ao jornal também, com pincel e com as mãos) e amanhã esperam poder ver o efeito mágico de um instrumento “arranhador” sobre a superfície por eles criada.
Pena só foi querer tirar fotografias ao processo e resultado e não poder, uma vez que a minha máquina ficou com aspecto de avaria…


Rita

terça-feira, novembro 01, 2011

Comunidade de amigos

Durante muito tempo, quase toda a roupa da Alice vinha da Rita da Tina. Oferecida. E linda.
Uns tempos depois de deixar de lhe servir, começou a ser emprestada à Sofia, da Van.
Quando o Vasco nasceu, a Van, por sua vez, passou a mandar roupa do Tiago.
Desde que a Catarina teve a Teresa, em Abril, a roupa mais pequena da Alice vai lá para casa.
A Catarina manda-me roupa do João, para o Vasco.
De vez em quando, tanto a Alice como o Vasco herdam roupa da R. e do primo M.
A dona C., de longe em longe, também oferece roupa que era do João, cá de cima.
Para além daquela mãe amorosa, lá da escola, com dois filhos de idades idênticas às dos meus, mas de géneros trocados, que há uns tempos me deixou um saco de roupa para o Vasco, mas que ainda continua a servir-lhe.


… adoro a vida comunitária que me circunda em relação à troca de roupa. Só não é fixe quando é altura de a arrumar, tirar para fora, ver o que serve, o que é para devolver e a quem, o que é que pode servir para o ano…
Nota-se muito que estou na época de trocar as indumentárias de Verão pelas de Inverno…?!


Rita

domingo, maio 01, 2011

Momento lamechas

Lamechice 1:


Há uns tempos, o U. dizia que o dia do nascimento do filho tinha o mais feliz da sua vida. Fiquei a olhar para ele, sem concordar por inteiro. A partir do momento que se tem filhos, parece irrisório limitar a felicidade ao dia em que apareceram objectivamente nas nossas vidas. Não obstante, algo é certo: quando fui mãe, senti-me como se voasse... tudo parecia mais leve e iluminado e belo... e as lágrimas vinham-me aos olhos de cada vez que me ocorria o pensamento que não pensava poder ser tão feliz...

Talvez o U. tenha de facto razão. O dia é por si só um marco. O marco.

É difícil explicar a máxima que se costuma dizer a propósito. Apesar de não apreciar lugares-comuns, sou obrigada a concordar que nada a partir desse dia é igual.

O Dia da Mãe é aquele em que se festeja isso. Aquele em que, quando miúdos, fazíamos um trabalho para a nossa e em que, ansiosos e contentes, esperávamos a sua expressão de orgulho. Mas mais do que isso, o Dia da Mãe, quando se é mãe, é aquele em que esperamos os trabalhos que fizeram para nós, rebentamos de orgulho com o orgulho deles e de felicidade por sermos tão, tão sortudos.

Lamechice 2

Os trabalhos que a minha irmã fez no mestrado sobre parentalidade têm razão. Quando somos mães, pensamos mais nas nossas.

Madrezita, estavas tão longe hoje na mesa do almoço... por isso, daqui deste canto virtual, fica dito: todos os dias, em todos os meus momentos de mãe, o que mais desejo é, quando crescer, ser como tu.

Rita


Desculpem a lamechice, hoje deu-me para isto.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Doenças - posts redundantes

É uma treta ter as coisas tão bem planeadas, dia a dia (isto a propósito do nosso Calendário do Advento), e os filhos ficarem doentes... primeiro a primeira, depois o segundo e depois novamente a primeira... competitiva, a miúda, tem de ganhar sempre em tudo... desta vez foi Herpangina, para aumentar a lista das doenças com nomes esquisitos...
Amanhã actualizo novidades.
Rita

quinta-feira, maio 27, 2010

Na escola

Nestes dois dias tive reuniões na escola, da sala do Vasco primeiro e da sala da Alice hoje.
Começam às 18 e habitualmente venho embora já depois das 20, sou sempre das últimas mães a abandonar o recinto.
O pai não percebe, mas a verdade é que eu adoro as reuniões. Por mim podiam durar a tarde toda, o dia todo.
Nunca tive experiência de creche e jardim de infância e a escola sempre foi para mim um local onde estava com gosto, aprendia com prazer, estava segura, acompanhada e bem. Os professores nunca foram meus inimigos, talvez porque os tenho em demasia na família.
Eu gosto mesmo da escola dos meus filhos, onde foram parar quase por coincidência. E gosto mesmo das educadoras que eles têm tido. Guardarei para sempre, e com muita ternura, tudo o que me ajudaram, ensinaram, partilharam, e interrogo-me se conseguirão ter a noção do bom que representam na minha vida.
Para além de tudo isto, gosto desta relação com aquele grupo de crianças e pais que se vai desenvolvendo desde o berçário. Foi assim que foi comigo, com a Joana, com a V (mãe do JP), com a Rita (mãe da MM), com a Ana (mãe da F). E ontem vi-me a olhar para as mães dos amiguinhos do Vasco e a pensar que daqui a uns anos poderemos estar nas festas de aniversário uns dos outros...
E gosto do espaço, que não é perfeito, mas que assim se torna, repleto de trabalhos originais e desenvolvidos, os trabalhos lindos que os nossos meninos lindos fazem diariamente e que nos fazem pensar como estão crescidos e já sabem tanta coisa...
Eu adoro as reuniões, aquela partilha, naquela escola, com aquelas pessoas.
Rita

domingo, maio 02, 2010

Dia da mãe

Nunca liguei muito ao Dia da Mãe. Quer dizer, devo ter ligado, na primária, quando efectivamente fazia a prenda. Mas depois daqueles quatro anos, sucederam-se dezenas deles (sim, duas dezenas) em que o Dia passou a ser só mais um dia, sem lembranças especiais e só com o telefonema obrigatório para a mãe.
E claro, depois fui apanhada na teia. Aquela em que nem sabemos quando é o dia, mas descobrimos de repente e percebemos que os filhos, mas desta vez os nossos, estão secretamente a fazer-nos algo. Para nós, que somos mães. E ansiamos pela surpresa. Que é sempre sempre sempre magnífica.
Rita

Da Alice: um marcador de livros e um íman de frigorífico.
Do Vasco: uma pintura

segunda-feira, março 29, 2010

Quase quase um ano

Amanhã o meu filho faz um ano e eu estou tristíssima.
Não me consigo adaptar ao facto de ir começar a trabalhar em horário completo, mas pior, não me consigo adaptar à ideia de que a partir daí não me vou mesmo conseguir afastar mentalmente dos problemas da minha equipa e impedir que me arrastem com eles... e não vou conseguir livrar-me mais daquelas semanas horríveis de trabalho agendadas com regularidade... e ainda pior, não vou conseguir impedir-me de, para além dessas semanas, e com mais frequência do que me apetece (por causa dos ditos problemas de equipa), por vezes ter de deixar de vir a casa e de ter horários e vida e sei lá mais o quê...
Amanhã o meu filho faz um ano e eu já estou cheia de saudades do tempo que até agora tivemos e partilhámos com a crescida (sim, a separação de dois é muito pior do que a separação de um).
E parece horrível porque até moro perto do trabalho e em quinze minutos de carro consigo ir buscá-los, mas só me ocorre que a partir de agora são duas horas a menos deles e só sobrará o tempo de preparar roupas e banhos e comidas e a vidinha a vidinha a vidinha...
Daqui a uns tempos já me habituei. Mas por enquanto estou aqui, pelo menos a curtir a tristeza. E só não curto as lágrimas porque há pouco a sapiência da minha irmã a fez dizer:
- Deixa lá, é pior não ter filhos.
E eu olha, calei-me. E agora vá, autorizo a que me chamem nomes, daqueles feios, que eu provavelmente mereço.

Rita

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Ai, cruzes, credo, canhoto!!!!!!

Ai!!!!!!!!!!!!!!!
Na reunião de pais aprovámos o Livro do Ir e Vir... e achámos todos muita piada a partilhar algo no livro, algo da nossa família para as famílias dos outros...
Mas agora, nós somos os segundos....!!!!...
e os primeiros fizeram coisas tão giras que nem sabemos para onde nos virarmos...!!!!...
e só temos duas noites e uma já passou...!!!!!!!!!!!!!!
Aiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Socorro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Rita

domingo, fevereiro 07, 2010

Família reunida

Hoje, pouco tempo antes do Vasco conseguir pôr, pela primeira vez, um cubo pequeno dentro de um cubo grande, inaugurámos as nossas reuniões familiariares.
A ideia foi do Brazelton, confesso. Ele é que disse que Quando as crianças atingem os quatro anos de idade, é altura de começar a ter reuniões familiares regularmente. (...) Todos se sentam juntos. A ideia é levar a criança a sentir que é um membro estimado da família, com responsabilidades claras, de que se pode orgulhar.* E nós, seguindo o conselho um "guru" cá de casa, lá o fizemos. Com direito à escrita dos pontos principais e tudo.
Nesta reunião, mantida sob o desatento olhar do Vasco, que jantava (ou melhor, que pouco jantava), conversámos sobre actividades, tarefas e regras de doces. As ideias dela ainda foram poucas e as do pai nenhumas, mas acho que com o tempo nos habituaremos a melhorar estes momentos.
As conclusões, como todas as conclusões, foram importantes. Definiu-se que, a juntar às tarefas que já tem (tirar e arrumar os seus sapatos e casacos quando chega a casa, colocar uma toalha separadora na mesa quando vai lanchar, por exemplo), a Alice vai passar a despir sempre a sua roupa e a vestir o pijama, bem como a ajudar por vezes a pôr a mesa. Ao pequeno-almoço vai comer Chocapic "só" às 2as, 4as, 5as, 6as e sábados, bebendo leite e comendo pão às 3as e domingos. Pode pedir doces dia sim dia não, apesar de não significar que os pais lhos dêm (só diminuir os pedidos já é bom, isto anda um exagero!). Da parte dos pais houve a promessa de brincar mais vezes com as Barbies, às escondidas, à plasticina e um pedido para que se guardasse um dia para desenhos, trabalhos e exercícios.
Tudo registado em "acta" para o futuro.
Rita

*T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, "A criança dos 3 aos 6 anos"

quarta-feira, novembro 11, 2009

Amores

Enquanto eu mudava a fralda ao rapaz pequeno, ela fazia-lhe momices e tratava-o por lindo muitas vezes seguidas. E de repente:
- Oh mãe, porque é que o mano é lindo? Ele é lindo?
- Não sei filha, o que é que tu achas? Assim quando olhas para ele...
- É mais bonito do que os outros.

Rita

segunda-feira, outubro 12, 2009

Prova superada

Hoje, o princípio de noite avizinhou-se desastroso...
A filha tinha adormecido no sofá (por sua própria iniciativa) e acordou com a neura, irritada e irritante, cheia de birras e manias.
O filho estava bem-disposto, mas sair do banho não o satisfez e decidiu também reclamar a viva voz.
A filha tomou banho em segundo lugar, mas o dito não lhe aliviou o mau humor e aos problemas já revelados, juntou o queixume.
O filho recusou a sopa e até a banana e colocou-se num berreiro desgraçado sempre que se lhe tirava a chucha ou se esta caísse.
...
E depois, quase que de repente, a filha salta do sofá para o chão e começa a brincar.
E o filho começou a dar grandes risadas (por entre os olhos cheios de lágrimas) aos bonecos usados para o entreter, e a abrir a boca e ala de colheres de sopa e banana sem precisarem de ser misturadas nem nada.
...
E os pais suspiraram de alívio. Tinham conseguido apagar os fogos sem desesperarem, sem chorarem e sem a voz levantarem.

Rita

sexta-feira, agosto 28, 2009

Emaranhado de pensamentos

A licença acabou. Estou oficialmente de férias.
Nem sei o que dizer. É tão mais tempo do que tinha a minha mãe quando nos teve... espero que seja muito menos do que a minha filha vá ter quando tiver os dela...
Ainda falta quase um mês para voltar à rotina do trabalho. Mas como é possível se ele parece que nasceu ontem... E ainda há pouco olhei e era tão pequenino e eu queria guardá-lo nos meus olhos e mente para sempre. Mas agora, de repente, ou como se fosse de repente, ele já decide que quer dormir de barriga para baixo e adora falar connosco e chamar por nós e come papas e sopas e frutra e desmancha-se a rir quando me deito sobre ele e lhe dou beijinhos por baixo das bochechas... e tem aquelas perninhas redondas que me deixam maluca... tão maluca como ficava e ainda fico pelas pernoquinhas fininhas da outra, da loira gira que anda sempre a saltar pela casa e a perguntar sobre tudo...
Ai, que desta vez vai custar... porque ainda por cima o pai também teve férias e agora está de licença... e andamos há que semanas a fazer vida de desocupados...
E até gosto muito do meu trabalho e acho que sou boa no que faço... mas não me apetecia aquela equipa com gente da treta para onde vou ter que voltar... e não posso fazer nada... e por isso só me apetecia ser rica e não ter que voltar... e aproveitar as perninhas dos meus filharocos até à exaustão...
Rita

segunda-feira, agosto 24, 2009

Férias em festa





Estamos em Viana do Castelo e andámos nas festas.
A Alice viu gigantones, cabeçudos, bombos, procissões, ranchos e fogo de artifício pela primeira vez. Gostou e ainda há poucos minutos me perguntou porque é que hoje «não havia nada».
O Vasco foi slingado por entre muita gente e até conseguiu dormir ao som forte dos tambores que fazem vibrar uma praça inteira.
Eu matei muitas e muitas saudades.
Rita