sexta-feira, julho 11, 2014

Vasco, o entusiasta


O rapazeco é uma animação só. Acho-lhe tanta piada. Seja o que for, é sempre vivido com intensidade e entusiasmo. Beyblades, Tartarugas Ninja, Super-Heróis da Liga da Justiça, Invizimals, sucedem-se em fases de euforia constante e quase obsessiva.
Mas que não se pense que são só brinquedos ou jogos. Apaixonou-se pelos anúncios do “Optimus/Nos Alive” na televisão e rádio e parece um autêntico festivaleiro, a vibrar verdadeiramente com o acontecimento… No outro dia, durante um jogo, perguntou se podíamos ir ao Brasil e talvez pouco tempo a seguir, questionou se o podíamos levar a ver os “One Direction”. Conclusão: visse o rapaz mais televisão nas férias (onde só há quatro canais durante o pequeno almoço e ao jantar) e tínhamos programação para todos os dias que nos restavam às mesmas, só baseados nos seus entusiasmos.
Dos quinze dias de férias com avós e tios, veio com a febre do futebol. Não conseguimos perceber se foi só no decurso do Mundial ou se estava relacionado com conversas e entusiasmos do tio, de quem ele é um completo adorador. O que é certo é que, nos dias que intervalaram essas primeiras férias e estas segundas, connosco, fartou-se de jogar nos páteos das traseiras com os vizinhos.
Agora temos uma bola, atrás da qual ele se farta de correr na praia e com a qual ganha milhentos jogos de penaltis com o pai. O coitado do pai, que ainda não se consegue mexer de forma perfeita e que se farta de apelar à existência de um árbitro isento que avalie as jogadas dos dois.
Quando ninguém pode jogar com ele, joga sozinho. «Agora é o Real Madrid contra o Gana!» (vai uma confusão naquela cabeça…) Também se aninha no sofá com o pai a ver os jogos, falando interminavelmente ao mesmo tempo e fazendo-lhe perguntas sobre os tempos em que ele “era jogador” (ou seja, a altura em que ainda não se tinha magoado e jogava com os amigos – «tu também foste jogador, não foi, pai?», «ah, mas tu jogava basquete mesmo a sério, não era?»).
O futebol proporcionou-lhe até um pesadelo e apareceu para dormir connosco esta noite. Da parte da tarde explicou que tinha sonhado com um jogador «a sério» que estava a jogar descalço (esta é a parte para nos convencer a deixá-lo calçar-se sempre de ténis, de certeza) e que tinha dado um pontapé numa bola e se tinha magoado; depois tinha pensado que estava tudo bem, mas «o cérebro ficou estragado e ele morreu». A história deu azo aos risos das miúdas, a fazerem trabalhos de casa de férias («se ele se magoou no pé, como é que foi o cérebro que se estragou?»), mas ele não desmanchou… que o jogador se tinha magoado mesmo, porque a bola era «de ferro»…
O rapaz é mesmo cómico. Vamos lá ver se nos próximos dias não tem nenhum pesadelo com o “Optimus Alive” ou assim…

Rita

1 comentário:

Oficinas RANHA disse...

AHAHAHAHAHAH
Adorei a parte do pai ser jogador mesmo a sério e do concerto...
E quanto à morte súbita do jogador que se tinha lesionado no pé; mal ele sabe que é possível.
Abraços da tia Cristina