domingo, abril 27, 2014

Festejar e aprender a liberdade para além do dia 25

Apesar de terem passado dois dias, por cá ainda continuamos no rescaldo do 25 de Abril.
40 anos é muito tempo e é uma data redonda. Eu já nasci no grande boom demográfico da esperança em bons e novos tempos do pós-revolução. No entanto, acho que cresci a absorver a importância da data, da luta, das conquistas, dos valores defendidos. Para mim, é muito importante que os meus filhos cresçam com a mesma noção, a dar a mesma importância à Liberdade - algo tão difícil para quem viveu sempre com ela e é filho de quem viveu sempre com ela.
 
Este ano a escola também resolveu festejar de forma diferente e tem corrido muito bem. Num dos dias desta semana convidou alguns avós para falarem sobre como era a escola antes do 25 de Abril. A minha mãe foi uma das convidadas e o desafio revelou-se - penso eu - bastante gratificante para as três gerações de mulheres da nossa família ali presentes - para a minha mãe, para mim, e para a Alice (e até para a Joana, que passou duas horas na maior, entre acordada e a dormir).
 
 

No dia anterior ao do feriado, a escola tentou depois uma reconstituição do ambiente antes do 25 de Abril, com meninos e meninas a entrarem por lados diferentes e para salas diferentes, com direito a recreio e corredor dividido, reguadas a fingir, retratos e crucifixos na parede... e depois, um simbólico 25 de Abril, com a Grandola a soar pelo edifício e os meninos a romperem as divisórias que os separavam... Parece que a celebração não ficará por aqui e que se aguardam mais iniciativas até o ano lectivo acabar...
 
Na sexta descemos todos a Avenida, como a Cristina explicou no post anterior... E ontem, eu e a Alice rumámos à Cinemateca Junior para ver o filme da Maria de Medeiros, o «Capitães de Abril» (filme que eu vi pela segunda vez e que, mais uma vez, não me convenceu totalmente... mas foi bom para poder fazer a Alice imaginar alguns cenários). A seguir, subimos as duas até ao Largo do Carmo para ver a exposição de fotografias num dos locais onde se fez a história daquele dia... muito rapidamente, para ir depois ao encontro do pai e dos filhos, que já estava a chegar a hora da Joana comer...
 
 
 Para além disto, fiz a seleção de algumas leituras úteis para os próximos tempos...


 Porque é preciso festejar... mas também ensinar a Liberdade...
 Rita

1 comentário:

Oficinas RANHA disse...

Cá em casa há pelo menos um ou dois livros infantis acerca do 25 de Abril de 1974.
Beijocas da tia babada