sábado, outubro 18, 2008

Relatos da vida de duas doentes

Fazer um outro post neste blog com os títulos "voltei", "estou de volta", "cá estou", seria cair em mais uma redundância das que se deve tentar ardentemente evitar...
Assim, e de forma grave, escrevo a dizer que estive quase a morrer. Quase. Tão quase como qualquer outra pessoa doente, pronto. Isto porque eu, quando adoeço, sinto-me sempre a morrer. Ainda por cima doente e com uma filha doente, posso dizer que teria estado às portas da morte de certezinha absoluta, se não tivesse eu uma mãe e uma irmã adoráveis que, de longe (do longe dos seus 20 e tal km de distância), não tivessem vindo tomar conta de nós. Sou uma filha afortunada e uma mãe ainda mais.
Bem, a história é rápida: a Alice começou com febre no sábado à noite. Eu fiquei cheia de calores insuportáveis no domingo e passei o tempo todo a abrir janelas de carros e a bendizer o fresco que estava na rua em comparação com o abafado dos outros sítios todos. À noite já eu estava com tosse e na segunda-feira de manhã, no trabalho, com uma pontada nas costas. Ao descer do refeitório já me doíam as pernas também e a cabeça. À tarde já me sentia febril e, basicamente, mal com'o caraças. No final da tarde rumámos a casa dos avós para ir buscar a filha e levá-la, com três dias de febre, às urgências. Filha para umas urgências e mãe para outras.
Resultado: filha com amigdalite viral, mãe com síndroma gripal. E que se desenganem todos, como eu, que pensavam que tinham várias gripes por ano, afinal o que temos tido são meras constipações e tosses. A gripe não engana, é o que nos deixa a morrer.
E pronto: filha para casa com indicação de antipiréticos para baixar febre, mãe com antipiréticos e antibiótico. E mãe doente a tomar conta de filha doente (não fosse a bendita família).
A partir daí foi a mãe a piorar nos primeiros dias (febre até 39º, tosse, dores no corpo todo, vómitos, congestionamento nasal, enfim, estava a morrer) e a filha a arrebitar vinte minutos depois de cada remédio. Ou seja, quase que filha boa para tomar conta de mãe doente.
Depois, a mãe foi ficando boa, só com tosse, pingos no nariz e cansaço estupidamente forte, e a filha piorou de repente, a febre a aumentar novamente, a diminuir o espaçamento entre febres, a demorar a reagir aos antipiréticos. De volta às urgências, filha com otite bacteriana a antibiótico.
Actualidade: Sábado com filha a dormir quatro horas de sesta, mas a acordar bem disposta, mãe só cansada e com dores nas costas, de ter dormido no sofá com almofadas a levantar o tronco, para o nariz não entupir. Filha porreiraça, cada vez melhor, mãe a antever um regresso ao trabalho nada fácil, pautado por uma fadiga intensa e desnecessária quando se tem tanto para fazer e tão pouco tempo pela frente.
Ufa, acabei.
Rita

7 comentários:

Anónimo disse...

Pois e eu entretanto a tentar ser fiel ao prometido,tipo caozinho!Entao mas elas nao escrevem!?Olha que isto de comentar tem a sua responsabiliade...
Espero que a onda tenha passado e que todos estejam firmes e fortes.
Beijinhos da Helia

Oficinas RANHA disse...

Querida Hélia, que bom é saber de ti, nessas paragens distantes... quer dizer, eu vou sabendo pela Cristina, mas é bom ter aí(aqui) as tuas palavras e saber-te mais perto... um grande grande abraço de quem pensa muito em ti, sempre.
Beijinhos, Rita

Faz de Conta disse...

Ufa digo eu...até eu fiquei doente só de imaginar o quadro!!
Espero que estejam melhorzinhas!

Bjos :o)
Carla

Sónia disse...

Chiça!! Semana bem dura essa!!!

Uma beijoca!

Anónimo disse...

Pois acontece o mesmo comigo na pratica e no coracao.
Acho-te sempre uma linda em todas as circunstancias...e penso muito nas varias mudancas porque passaste nestes ultimos anos...vi umas fofos tuas e achei-te uma materiosca intemporalmente linda.Foram aquelas em que estas de lado de frente e detras.Tenho uma saia parecida com a tua so para te chatear!

Rutinha disse...

tu agora tens de te cuidar!!!espero que já estejam as duas (três mais o embutido) recuperadas!
um beijinho grande de melhoras, sim?

Joana disse...

Têm que começar a intercalar... filha doente e mãe doente é um autêntico pesadelo... mas vá lá, safou-se o pai...
bjs