sábado, outubro 25, 2008

De como algo que se diz com a melhor das intenções se transforma numa tolice...

Seguindo um conselho num livro, pensei em marcar com a Alice uma data ou época para lhe propor deixar a chucha. Então ontem, enquanto brincávamos as duas na cama, a meio de nos prepararmos para o novo dia, decidi dizer-lhe que podia pensar em deixar a chuchinha no Natal...
E eis como o que se diz com a melhor das intenções se transforma na asneira da semana... Porque queria ir ao Natal, se estávamos a ir para o Natal ou se iamos amanhã, que a mãe não a deixava ir ao Natal...
Desde aí já tentámos de tudo... explicar que o Natal não era um sítio onde se ia e sim uma festa onde se reunem as pessoas da família, que se oferecem prendas uns aos outros, o que só lhe terá disperso a atenção para a última parte da conversa... que o Natal é só depois dos anos do avô, do tio e da mãe, o que fez com que ela quisesse porque quisesse que fosse também depois dela fazer anos e deu origem a uma choradeira porque queria fazer anos... que o Natal era quando fazia frio e chovia... se não se lembrava do Natal do ano passado, na casa da Bisavó M, com o rol de familiares que estiveram presentes... Experimentámos também a técnica do calendário, explicar que aquilo era o dia em que estávamos (os verdes eram aqueles em que não havia escola e os pretos os outros) e depois ainda falta estes e estes e finalmente chega aqui o Natal, podemos riscar os dias à medida que forem passando para perceberes melhor, o que achas...
Ela pareceu perceber sempre tudo, ficar satisfeita e concordar com as explicações (excepto a dos anos e da choradeira), para logo uns minutos depois perguntar novamente se se estava a vestir para ir ao Natal, que não queria ir à escola porque queria ir ao Natal, e o Natal e mais o Natal, etc e tal...
Também esperámos que se esquecesse, mas hoje, logo pela manhã, tornou a falar no Natal...
Ai, ai, cada vez que penso no tempo que falta para o Natal...
Rita

5 comentários:

pimenta rosa disse...

:D ah ah ah! eu ainda me lembro de contar à minha sobrinha, eramos as duas minímas (com apenas 6 anos de diferença, eu para aí com uns 8 anos e ela com 2), também eu tive a excelente ideia de lhe falar do natal que iria acontecer daí a uns 2 meses... desatou num pranto porque o queria já!
por agora ainda estou safa, a R. ainda não percebe nada, ufa!
bj
julieta

pimenta rosa disse...

e a pipoca na barriga?

Joana disse...

Nos andamos com a luta de deixar a chucha...R. e completamente viciada. A R. diz muitas vezes que quer deixar... agora diz que vai dar aos monstros bebes debaixo da cama... Combinei com uma amiga que no natal juntáva-mos os miudos, e punhamos as chuchas presas num balão. E o que se faz nos países nórdicos. Quanto mais chuchas melhor. Querem juntar-se a nós? Quanto ao tempo, fiz um horário da semana com a R. para aprendermos os dias. O passar do tempo é difícil... Bjs

Anónimo disse...

ih ih ih isto de xplicar o tempo aos miúdos não é tarefa fácil. Por exemplo o ainda não conseguigui que os meus percebessem porque é que a L. faz anos primeiro que o T. "então eu não nasci primeiro, não sou mais velho???" Ontem à noite depois de muito me esforçar o T. Disse-me: pronto mãe deixa lá isso eu não percebi mas nao faz mal..." (tipo: cala-te lá que já não te posso ouvir) :(
bj
D

Oficina das Linhas disse...

Bem, no que isso deu... só posso desejar boa sorte até ao Natal, hi, hi...

Eu tive sorte com o Tomás, um dia disse que ele devia dar a chucha ao gato, que não parava de miar... então ele não foi de modas, tirou-a da boca e jogou-a por cima do muro, para o quintal de um vizinho... QUando perguntou por ela, lembrou-se que tinha-s atirado e nunca mais falou na chucha... Tive sorte...

Beijinhos