segunda-feira, julho 28, 2008

No sábado foi dia dos avós e lembrei-me dos meus

Lá em casa nunca demos importância aos dias especiais. Não me lembro de comprar ou fazer presentes porque se ia festejar o dia da mãe ou o dia do pai, ou de receber alguma coisa no dia da criança. Nunca esses dias foram anormais, para além do beijinho especial. Na minha memória está apenas aquele dia da mulher em que, para aí com os meus 12 anos, escrevi um poema para a minha mãe, e que deve ter sido inspirado num que havia pendurado na porta do roupeiro, porque eu nunca tive muito jeito para a escrita, apesar da época dos poemas ...

Mas no sábado foi dia dos avós e eu tive saudades dos meus.
Tive pena de não ter conhecido melhor o avô Bádino, do que ele não viveu em família e do que ele não viveu em sociedade.
Tive lembranças da minha birra de pequenina, e do palhaço de corda que foi pelas escadas abaixo no dia em que o recebi só porque queria que o avô Lisses não se fosse embora.
Recordei-me da avó Conceição, e de ir na rua com ela ... e as pessoas perguntarem: "- É sua neta, D. Mariazinha?" E ela responder "- É, e vai ser enfermeira quando for grande."
E da avó Joana. A avó que fazia as comidinhas que a gente gostava mais. A avó que fazia vestidinhos para as bonecas. A avó que nos ensinava cantigas e representações do seu tempo. A avó Joana de todos os nossos amigos.

Os meus avós deram-me muito boas recordações, lembranças de uma infância muito feliz onde eles tiveram papéis importantes e, até o avô Bádino que morreu quando eu tinha 3 anos, deixou de herança lindas recordações contadas pelos outros, que, com um bocadinho de imaginação, faz-se com que pareça que esteve sempre presente.
Ana Cristina

4 comentários:

Oficinas RANHA disse...

Oh pá, não gosto nada que não estejam aqui os nomes deles, mesmo aqueles que não eram mesmo os nomes deles... Confesso que não acho piada nenhuma a estas iniciais para os definir, parecem outras pessoas quaisquer... Ainda se ainda cá estivessem connosco...
Devíamos modificar isso e acrescentar.
Rita

Oficinas RANHA disse...

Tá bem, eu mudo.
;)Ana Cristina

Anónimo disse...

o teu post fez-me lembrar uma musica que o meu pai costumava trautear (é assim?): "é tão bom ser pequenino, ter pai, ter mãe, ter avós, ter esperança no destino, e ter quem goste de nós!...."
Ainda tenho uma avó, que é uma contadora de histórias. Os que partiram deixaram uma saudade imensa.
Bj
D

Oficinas RANHA disse...

É tão bom sermos amados, dá-nos confiança e a certeza de sermos a pessoa mais importante das nossas próprias vidas...
Obrigada pelo comentário D, estava a precisar de um comentáriozinho.
Beijinhos da Ana Cristina