quarta-feira, maio 23, 2007

A outra margem

Fiquei hoje a saber que durante pouco menos de um ano habitei um deserto.
Um deserto sem casas, sem comércio, sem hotéis, sem turismo, sem hospitais, sem indústria, sem gente, sem nada. De maneira que durante todo esse tempo (mais até, se lhe juntar os meses vividos tempos antes entre o Barreiro e Setúbal), vivi a ilusão de achar que Almada, apesar de tudo, era um melhor subúrbio do que aquele onde tinha vivido toda a minha vida até então, na linha de Sintra. Apesar de tudo. E este apesar de tudo era apesar de todas as casas, do comércio, do turismo, das indústrias, apesar daquela gente toda...!
E ilusão deve ter sido também o facto de alguma vez ter pensado que a Ota não era mais do que um pântano...
Concordo com o Presidente da Câmara de Alcochete, deveríamos estar habituados a estas patacoadas dos nossos ministros (mesmo dos que são engenheiros inscritos na Ordem)... E logo a este ninguém o cala, nem demite, nem suspende...
Rita

1 comentário:

Aramar disse...

Não me digas que moras em Almada e eu não sabia... Estamos tão perto! :)
Acho ridículo como se permite a um boçal qualquer dizer tudo o que lhe vem ao cerebrozinho... Pelo menos resta-me a alegria de saber que está lá longe. Ele que fique no oásis, que eu prefiro continuar no deserto.
Beijinhos!