segunda-feira, setembro 02, 2013

As decisões dos filhos

Este post também se podia chamar: "Caneco-como-custa-por-vezes-respeitar-as-decisões-dos filhos..."
 
Tinhamos decidido que este ano voltavam à natação. Mesmo que só uma vez por semana, para mim é essencial que aprendam a nadar, a desenrascar-se dentro e à tona da água.
Havia depois as outras actividades. Sem aula de ginástica para a sua idade e depois de ir ver uns minutos de karaté da aula de um amigo, o Vasco falava incessantamente da arte marcial. O que, claro, tem tudo a ver com ele e com as suas paixões heróicas dos últimos tempos...
 
Com a Alice a coisa era mais difícil. Anda na ginástica rítimica há dois anos. Os treinos são intensos, duas horas, três vezes por semana, a levar a flexibilidade até um novo patamar. A mim encanta-me vê-la, é tão elástica e tem tanto jeito... Mas confesso que até nós percebemos que o ginásio não tem conseguido motivar a prática, as miúdas treinam um ano inteiro no duro para exibirem um esquema de minutos num sarau do final do ano. É desmotivante e fez-me encarar a perspectiva da competição de uma forma que nunca tinha pensado, como algo muito mais estimulante do treino. Isso ou a representação. Mas vejamos, até eu, nos meus tempos áureos de miúda nos arrabaldes de Lisboa, fiz muito mais exibições de patinagem artítisca do que ela de ginástica rítmica.. e ela pratica-a com muito mais seriedade...!
Como também ela tinha referido o karaté, demos-lhe a escolha. E ela, com toda a naturalidade, prescindiu da ginástica e seguiu por outro caminho.
 
Confesso que fiquei triste. Não lhe vejo grande tendência para o karaté, mas por outro lado, na ginástica a miúda é um espectáculo. Só não brilha ainda... e talvez eu tivesse a esperança que viesse a fazê-lo, a erradiar aquele brilho de que tem a sorte de, na vida, encontrar coisas em que conjugue o talento com a paixão. Mas claro, ela tem direito a encontrar as suas paixões... ou a escolher outra coisa qualquer, mesmo que não a apaixone... Eu só tenho que respeitar e apoiar, eu sei...
Mas convenhamos, que às vezes custa, custa.
 
Rita

4 comentários:

Anónimo disse...

Com a nossa Alice foi a mesma coisa mas nos trampolins... Em princípio, ficará um ano a fazer "apenas" natação.
Bjs,
Aires

Kátia disse...

Custou-me também a desistência da Didi do ballet para fazer o karaté. A verdade é que ela própria o sentiu e já decidiu voltar. Às vezes temos de os deixar voar para poderem escolher os seus próprios caminhos... Que nem sempre são aqueles que gostaríamos.

Oficinas RANHA disse...

Oh Aires e Kátia, obrigada pela partilha e "consolo"...!Racionalmente, eu também acho que, por todos os motivos, esta é a melhor solução. Ela teve sempre cíclicas dúvidas em relação à ginástica. Nada como deixá-la experimentar algo diferente, que ela também quer... Mas às vezes vemos neles tanto jeito para fazer uma coisa e custa-nos... Paciência. Há que aceitar, é o caminho dela, não o meu.
Beijinhos, Rita

Joana Mendonca disse...

pois é, às vezes custa... por outro lado, é optimo eles terem esse espaço e essa liberdade para decidir, e também é ume enorme aprendizagem! Mas, karaté? a serio? Bjs