sexta-feira, setembro 22, 2017

Esta semana


Foi mais ou menos como fazer 100 000 Km com o carro... Começar uma nova fase, esta mais difícil.
Ana Cristina

quinta-feira, agosto 24, 2017

Depois de mais de vinte anos

Entrei, reconheci alguns cantos e pormenores. Comparei com o tempo em que frequentei aqueles corredores e cheguei à conclusão que não me perdia. Reconheci umas caras e ainda troquei uns minutos de conversa. Vi as coisas com o olhar de visita. Uma visita estranha que por ali viveu durante mais de quatro anos. 
O jardim continua bonito e bem tratado, quase indiferente ao passar dos anos e das vidas que por ali passam. Umas em formato profissional. Outras centradas na sua saúde e preocupações pessoais. Os claustros estão iguais, como seria de supor num edifício histórico que já resistiu a tantas passagens. 



Foi estranho. Se calhar o estranho é ter passado tanto tempo sem fazer uma visita ao hospital onde comecei a trabalhar, fez no dia um, exactamente vinte e seis anos.
Ana Cristina

sábado, agosto 19, 2017

Doze

Foi há 12 anos...
Vieste, por acaso numa data que acabou por ser marcada - tal como depois os teus irmãos, porque, ao que parece, o meu útero «é muito protetor» e parece ser ótimo estar lá por dentro até às últimas das últimas. 
Vieste bem e sorridente e tranquila e com um magnífico sentido de adaptação. 
E tens crescido, linda, simpática, inteligente, teimosa que dói, sensível, fiel, constante. Tens-te preparado para o mundo e olhas para ele com cada vez maior curiosidade e espírito crítico. Eu vejo, orgulhosa demais.
Foi há 12 anos, minha filha, que chegaste, e é há 12 anos que nos acompanhamos e vamos aprendendo a vida em conjunto, neste desafio que é ver-te crescer e à nossa relação. 
És magnífica e tudo o que és e o que somos em conjunto nunca caberá aqui... 
Parabéns, Alice. Adoro-te.
Rita

sexta-feira, agosto 18, 2017

Eles vêm aí!

Sim. Por agora reúne-se material mas, em breve, os Xulés vão reaparecer por aqui. Eu já tenho saudades deles...
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 16, 2017

Uns dias, só miudas

A pequena andava há muito tempo a perguntar quando é que vinha pra casa "da tia". A grande por vontade dela já tinha vindo, nem que fosse para passar uns dias sozinha se o meu horário não colaborasse. O rapazote não pode vir porque tinha a agenda ocupada com acampamento e diversão por outras bandas. Pelo meu lado, estava mesmo necessitada de uns dias só de brincadeira, daquele cansaço que dá energia. 
E assim, tiraram-se uns dias quase só entre miúdas (o tio não contou, esteve a trabalhar). Foram só 3 dias e meio mas pareceram umas pequenas férias e, apesar da Joana não estar no seu melhor (uma virose, com certeza), foram muito bons. Cumpriram-se as rotinas que se tornam clássicas da casa dos tios, como cantar e dançar no hall de entrada (de preferência com a tia a gravar), fazer pilhas de almofadas e mantas na sala, deixar a tia dormir de manhã, comer em frente à televisão, ver pelo menos dois filmes dos que estão gravados na box e que eles já conhecem, experimentar novos exercícios (desta vez de desafios de ioga vistos rapidamente no youtube e repetidos ainda mais depressa, imaginem), brincar ao monstro das cócegas e tirar montes de fotografias. Ainda se tiraram uns curtos períodos para ir brincar no parque e passear no centro comercial, fazer umas comprinhas e comer fast-food.

Mas claro que também se teve um tempinho para alargar as vivências, quem sabe a ser repetidas numa próxima visita. 
Desenhar e escrever uma carta ao mano, numa experiência que se torna cada vez mais rara, mas que é sempre interessante. Mandámos dois desenhos com pequenos escritos, beijinhos e corações.
Usando lençóis, mantas e imaginação, desta vez montamos tendas na sala; a maior por debaixo da mesa e a pequena com um pequeno estendal. Estas tendas foram  bem aproveitadas, quer pela Alice quer pelos gatos da casa que as viram como mais um desafio, e por vontade da Alice teriam servido para acampar dentro de casa mas a Joana não aprovou. Claro que os de quatro-patas não necessitaram de chegar a acordo com mais ninguém a fizeram das tendas seus refúgios. 
Fizemos tratamento de beleza, com direito a fazer massagens umas às outras, pintura de pequenas madeixas azuis no cabelo da loura (das que saem com a lavagem, claro), manicura e pedicura com verniz cor-de-rosa à pequena, verniz com brilhantes e estrelinhas à pré-adolescente e verniz transparente à tia que, pela primeira vez em muitos anos se vê com as unhas das mãos pintadas (de forma muito discreta) e até acha graça.


Eu adoro vê-las interagir. Aquela relação de dependência da mais nova, aquela cedência e protecção da mais velha misturada com fases de isolamento e irritação pelas criancices. Cada uma a usar as suas armas de sedução, as duas a fazer pequenos ajustes, as duas a reclamar mas a adorar brincar uma com a outra. 
São quase como eu e a Rita; uma loira, outra morena, com cerca de oito anos de diferença. A desenvolver uma relação que tenho esperança se venha a tornar tão forte como a nossa.

Foram-se embora no outro dia, com a declaração de terem gostado. Cá por casa ficou tudo desarrumado; lençóis em cima da mesa, almofadas no chão, a cama por fazer... e eu cheia de saudades e a estudar a agenda para programar novo período, o que vai ser difícil, pra variar. 
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 14, 2017


Ser uma terceira filha tem sempre pontos negativos... talvez, essencialmente, o facto de nunca se ter, dos outros, nomeadamente dos pais, a disponibilidade completa...

Recrimino-me sempre por não ler todos os dias para a Joana como lia para a Alice e para o Vasco. O hábito foi diminuindo de filho para filho, numa dinâmica inversamente proporcional ao cansaço e afazeres. No início do ano letivo passado, em fase de reformulação de planos e projetos, surgiu a ideia de pôr todas as noites a Alice a ler para ela, enquanto o Vasco treinaria a leitura comigo, num processo conjunto. O problema é que depois começam os treinos e atividades, os fins de tarde a correr com um para o futsal, com outro para a ginástica, e o dia que é de trampolim, o outro que é de xadrez, aquele em que o pai dá treinos, aqueloutro em que a mãe tem expressão dramática... o que, do par de adultos, fica em casa tem de escolher roupas para o dia seguinte, preparar o jantar, aprontar tudo para quando o resto da família chega... infelizmente a leitura fica sempre para demasiado tarde...

Até que chegam as férias... 
                                            as atividades cessam, 
                                                                               a respiração abranda... 

Tenho feito um esforço para lhe ler, todas as noites. Talvez como forma de compensação, leio duas ou três histórias antes do dormir. É bom constatar-lhe a evolução na concentração com que acompanha... Contudo, tenho que reconhecer que o melhor momento é quando, chegada ao fim a minha leitura, começa a dela. Quer sempre contar a história, num hábito que não me recordo de os outros gostarem tanto, e é nesse momento que lhe vejo... as partes que fixou, as que preferiu, as que repete, as que esquece, as que não entendeu...
Claro que espero que o próximo ano letivo traga um pouco de maior organização e tempo para as minhas leituras. Mas interiormente, o que espero é mesmo que haja tempo para a ouvir a ela e que continue sempre a gostar de recontar o que ouvir...
Rita

segunda-feira, agosto 07, 2017

Preocupações de uma menina com quase 12 anos

Já não nos víamos há bastante tempo devido às férias e as saudades eram bastantes. Falámos do fim-de-semana prolongado no Algarve que passou com as amigas, do quanto estava morena e com imensos sinais, do corte de cabelo, dos irmãos e das amigas dela, dos grupos whatsapp e de redes sociais, de assuntos vários como é costume entre as nossas conversas. Saltámos de assunto para assunto como boas conversadoras. Pelo meio...
- Sabes tia, estou um bocado preocupada com a questão da Coreia do Norte. Não quero que ataquem os Estados Unidos, apesar do Trump. Além disso o Brasil está no mesmo continente e não quero que sofram. São nosso irmãos. Mas fiquei contente porque a guerra da Síria acabou. Fiz uma festa aos saltos e tudo (com demonstração incluída, não fosse eu não ter conseguido visualizar os festejos). Não achas tia? Agora há menos guerra no mundo.
- Ainda há demasiadas. Há demasiados conflitos no mundo... os conflitos no Iraque, em Israel, na Turquia ...
- Tens razão... Ainda bem que é  longe. E que na Síria já acabou. Era a maior guerra e os coitados já sofreram tanto... Não se faz... De qualquer forma é muito longe e não nos atinge...

Fico sempre surpreendida com estes toques de preocupação social. Suponho que seja característica pessoal. É que este é a mesma menina que em pequenina gostava dos políticos que achava que "tratavam bem do planeta", que no inicio do ano achava muito mal que o Trump tivesse sido eleito e reconhecia que o nosso Presidente é do agrado dela.
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 02, 2017

Nova experiência.

Há sempre oportunidade para ter novas experiências. Desta vez foi fazer compras pela "Amazon"...


Estou a ficar uma mulher moderna. Qualquer dia pinto as unhas!
😉 Ana Cristina

segunda-feira, julho 31, 2017

Agora também lá estamos!

Desde ontem que também nós, as Oficinas Ranha, fazemos parte de mais uma rede social. Desta vez aderimos ao Instagram, e  claro que já lá encontrámos vários dos nossos contactos, individuais e colectivos. Para os que ainda não estão habituados a esta parceria, às vezes um bocadinho confusa e a roçar a dupla personalidade, vão ter mais uma hipótese de se adaptarem. É que, se ainda não perceberam, nós explicamos. Sabem os gémeos? Unidos por um cordão umbilical invisível? São como nós, mas neste caso umas gémeas nascidas com alguns anos de diferença.


Se quiserem procurem-nos e sigam-nos (quando percebermos alguma coisa desta "nova" rede social, claro).
Oficinas RANHA

sábado, julho 29, 2017

Novo caderno, novos lápis...

Novas experiências depois de algum tempo de pausa.
Mas eu tenho de voltar... Inteira...
Ana Cristina

sexta-feira, julho 28, 2017

A sobrinha-gata e mais uma sessão de fotografias

Desta vez não veio cá para casa passar férias. Já está menos paciente e os pestinhas, onze anos mais novos talvez não a deixassem ter uns dias descansados como bem merece. Assim, numa visitinha que lhe fiz, matamos saudades de mimo (porque brincar já não lhe apetece) e eu mais uma vez aproveitei para tirar umas fotos. E, para variar, constatei que a Fera sabe bem que é fotogénica.

Ana Cristina

domingo, julho 16, 2017

Piada dele, sem o ser, sobre o seu campo de férias

Sobre o acampamento de Verão, o Vasco explica:
- Mãe, o nome do meu destacamento era "Valente Pedra"! Foi a Vera quem deu a ideia...
- Ah sim? Então vocês eram "os calhaus"...!
- Não, nós eramos "os pedrados"!
- Não ficava melhor "os calhaus"?
- Não, isso não faz sentido... nós eramos "os pedrados", é muito mais giro...
- Ok... E tu sabes o que é isso d'"os pedrados"?
- Sei mais ou menos...
- Ah, ok. Então e o que é que percebes mais ou menos?
- Hum... bem, vais ter que me explicar essa parte porque eu também não percebo bem o mais ou menos...
Rita

segunda-feira, julho 10, 2017

O que o regresso ao trabalho faz a uma pessoa...

O que me esperava no regresso a casa depois de uma semana de férias:
- uma gata com conjuntivite
- uma casa com alguma pulgas (da gata, e que decidiram proliferar nesta altura)
- um herpes labial
- uma infeção urinária forte e súbita

.............................................................................e, decorrente desta última...

- imensas dores nas costas e pernas (que pensei inicialmente que eram de mudar do colchão das férias para o de casa e que, só depois percebi que era mesmo do mal estar generalizado da infeção)
- três horas e meia nas urgências do Hospital Lusíadas, com pulseira amarela (onde fiquei com a sensação que, depois da triagem, se tinham esquecido de mim até eu ir perguntar; onde depois das análises feitas há uma hora e ter ido novamente questionar, me disseram que eu deveria ir bater à porta do gabinete médico; de onde me vim embora com a forte ideia que só lá estava um médico, dividido por vários gabinetes)

- a impossibilidade de me ir despedir dos miúdos quando partiram para o seu segundo campo de férias deste ano... 

Rita

quarta-feira, julho 05, 2017

Animais... alentejanos?

Passeio pelo Alentejo. Eu, a dizer à Joana:
- Bem, que sorte, já viste... Ontem vimos ovelhas e hoje já vimos cabras, cegonhas, vacas...
Miss Goffre, entusiasmada:
- Sim! Vou ver sempre animais. Agora vou ver gazelas. E zebras...
Rita

segunda-feira, julho 03, 2017

Os três romances polícias de Robert Galbraith, um autor que vale a pena.

Hoje venho aqui deixar mais uma opinião acerca das leituras que vou fazendo.
Há mais de um ano que aguardava a leitura do terceiro livro do autor que hoje apresento, primeiro porque ainda não estava editado em português, e eu não tenho inglês suficiente para mais do que um ou outro artigo científico e uns posts (se não forem em linguagem muito elaborada), segundo porque desde o início deste ano tenho dedicado o meu tempo livre também a outras actividades que não a leitura. Acho que também preciso de mudar de lentes mas ... pronto ... não falemos de coisas tristes.

Voltando ao tema deste post...
Acho que foi à cerca de uma ano e meio que descobri, apresentado por uma amiga (obrigada Susaninha), Robert Galbraith como autor de livros policiais e actualmente o meu preferido do género. Foi uma boa descoberta, tão boa que no dia em que terminei o primeiro fui a correr comprar o segundo livro e sofri, quase de abstinência, quando não o encontrei na primeira livraria que procurei. E por mim teria lido o terceiro logo a seguir se estivesse ao meu alcance.
Para quem não sabe, Robert Galbraith é o pseudónimo de J. K. Rowling, e em relação a essa opção só posso dizer que, na minha perspectiva, resultou. Uma simples leitora como eu não encontra entre os dois autores qualquer simbiose; em comum apenas a capacidade de escrever, e bem, um lado obscuro e mais ou menos macabro do comportamento humano, imaginado ou não.

Os livros de Robert Galbraith são romances policiais onde o Detective Comoran Strike (um veterano de guerra com sequelas físicas e psicológicas e com uma vida pessoal e familiar atribulada) e a sua assistente Robin Ellacot (uma jovem que se vai revelando cada vez mais uma parceira na investigação) são envolvidos, voluntariamente ou não, na procura de autores de crimes mediáticos.


Em "Quando o Cuco Chama" (interessantes também são os títulos das obras), Comoran Strike é contratado para investigar a morte de uma modelo famosa, inicialmente interpretado pela polícia de investigação como suicídio. Com a ajuda da sua assistente, que se revela bem mais astuta e interessada do que seria a suposta secretária temporária, desenvolvem uma investigação empolgante para os levar ao criminoso. As personagens são misteriosas e deixam ao leitor vários pontos para explorar a imaginação, inclusivé em relação também à sua própria relação interpessoal.

No segundo livro, "O Bicho-da-Seda", o desaparecimento de um escritor é inicialmente valorizado apenas pela sua esposa, que pretende contratar o detective para o encontrar e levar de volta pra casa. Trata-se de um autor controverso que acabara de escrever uma obra que iria certamente arruinar algumas vidas.  Ao longo da investigação, o desaparecimento vai parecendo cada vez menos inocente levando a um homicida macabro e inteligente. As personagens principais vão-se revelando cada vez mais complexas e interessantes, quer profissional quer pessoalmente.

No terceiro, e por enquanto último, a história começa quando Robin Ellacort recebe uma encomenda endereçada a ela própria, com uma perna decepada lá dentro. Em "A Carreira do Mal" tudo indica que o autor do crime pretende afectar especialmente Strike, e este tem, no seu passado, ligação com este mistério e com o autor deste e de outros crimes macabros. Paralelamente, e como convém a qualquer trama bem elaborado, as personagens evoluem e a sua relação pessoal e profissional toma outros rumos. Aparecem novas personagens que se espera tornar a encontrar e, o fim deixa-nos na expectativa de um novo capítulo. Se esse novo livro já tivesse saído eu estaria agora a lê-lo com certeza.


Já deu para perceber que, na minha opinião, vale a pena ler qualquer um dos livros de Robert Galbraith. Esperemos que também seja interessante ver a série que está a ser adaptada pela BBCOne e produzida pela Bronte Film and Television...
Ana Cristina

domingo, julho 02, 2017

Conversa imaginária de um Fada dos Dentes para outra


- Eh pá, tens de me desenrascar... um dos miúdos da minha lavra voltou de um acantonamento sem um dos incisivos e eu estou aqui com um problema e não consigo ir ao meu armazém... Ajuda-me, por favor!
- Hum, está bem, vou ver o que consigo arranjar aqui no meu... O miúdo, como é ele?
- Rapaz, oito anos, desportivo, está nas primeiras leituras... porreirinho, fácil de agradar... Olha, pode ser uma bd simples, do Patinhas...
- Ok, vou ver, já te ligo... [minutos mais tarde] Olha, estou aqui a ver... tens é que te decidir rápido, tenho de me ir embora, tenho uma urgência das minhas... O que é que achas: um livro do "Lago dos Cisnes", com cd de música...?
- Hã..................................... está bemmmmmmmm.................... se não há mais naaaada..............
- Ou queres uma revista do "Star Wars" com um lego para fazer...?
- .......?! Isso, é isso! Obrigada, pá, isso foi super fixe, safaste-me de boa!

Rita

sábado, julho 01, 2017

As segundas pequenas coisas que aconteceram no segundo dia de ausência do pai

É sábado e acordamos duas horas antes da atividade planeada, para dar tempo ao tempo. Mesmo assim, saímos à pressa, vamos a correr, em stress absoluto. Quando chegamos, nem queremos acreditar, são todos tão simpáticos, parece quase que estiveram à nossa espera para começar. 
Quando saíamos - a atividade ficará para outro post - são horas de almoçar. Eles iniciam a sua lengalenga de pedido... «por que é que não almoçamos fora»... «podíamos almoçar aqui»... «ou ali»... Eu já ia preparada, concordei com o MacDonalds, os restos em casa ficariam para o jantar...
Rumámos, satisfeitos, ao Mac do Campo Grande. Tudo a correr bem. Uma voltinha escusada para estacionar, mas algo aceitável para quem não circula por aquelas bandas...
Tudo a correr bem.

E depois...
- o do meio que entorna o ice tea para a frente e quem está à frente sou eu e as minhas calças e o meu hamburguer e as minhas batatas...
- a mais velha que perde o saco de apoio que levávamos... uma questão de minutos até se perceber que os funcionários já o tinham encontrado...
- a mais nova que resolve novamente fazer xixi pelas pernas abaixo - não sei se já tinha dito mas não é nada habitual...

Enfim... ao menos foram democráticos nos acidentes... Não serve para nada mas ajuda pensar que até nos disparates se pode ser solidário...
Rita

sexta-feira, junho 30, 2017

As pequenas coisas que já aconteceram desde que esta mãe ficou sozinha com os filhos, há cerca de vinte e oito horas, para o pai ir fazer uma atividade:


- ontem, enquanto esperava que o irmão chegasse do acantonamento com a turma, a mais nova caiu e bateu com a cabeça no chão;
- o do meio chega do acantonamento às 19H30, com um dente para pôr debaixo da almofada, assim, de repente, surpreendendo a disponibilidade da fada dos dentes que abastece a casa, que se viu obrigada a ligar de urgência para uma amiga fada, para tratar do assunto - quem tem amigos tem tudo, de facto;
- hoje, mal saiu da Creche e a caminho da festa de final de ano dos manos, a mais nova decidiu fazer xixi pelas pernas abaixo;
- durante o jantar da festa de final de ano, e ainda antes de começar a comer a comida pela qual se havia esperado tanto tempo na fila, o do meio entornou o tabuleiro com a bifana, salada e "caldo verde", por ele abaixo... Depois, dotado de um grande sentido de humor, concluiu: «Pelo menos, com este caldo verde fiquei quentinho...». Ao que eu perguntei: «Ah, ainda chegaste a comer o caldo verde?». E ele respondeu: «Não. Fiquei quentinho porque ele estava quentinho e agora estou com ele todo por aqui por cima de mim...»;
- num arraial de fim de ano em que todas as famílias gelavam com um vento terrivelmente frio, o do meio perdeu o casaco;

- a mais velha teve o seu último dia na escola onde andou mais de doze anos.............................

Rita


quinta-feira, junho 29, 2017

Do rapazote

Segunda coisa que um filho de 08 anos nos diz depois de chegar de um acantonamento de quatro dias com a sua turma:
- Mãe, posso ir dormir a casa do Xis esta noite?

E não, a primeira não foi que estava cheio de saudades, foi a exibição de um espaço vazio num lugar de um dente...
Rita

quinta-feira, junho 22, 2017

Farta fartinha de comissões, épocas e orçamentos a curto prazo...

Não sou, de forma alguma, entendida em incêndios, catástrofes (naturais ou não) nem em formas de os prevenir e combater. Mas passados os primeiros "momentos" de emoção sobre a tragédia que nos assolou (sobretudo quem ficou afectado directamente, quem sou eu para me comparar a quem sofre na pele as consequências de tais tragédias) também eu sinto que começa a ser hora de ter opinião.

imagem tirada da net

Parece que tudo começa como causa natural e que as condições atmosféricas não facilitaram o combate imediato. Acontece também que não era ainda a época oficial de incêndios. Ou seja, se o mesmo tivesse acontecido daqui a, sei lá, um mês, os meios de combate estariam mais preparados para combater o mesmo incêndio. Começam as dúvidas. Mas não deveriam ser as condições atmosféricas a ditar os meios à disposição e não a data do calendário?

Também será verdade que as condições locais seriam favorecedoras da propagação do fogo e que tal se deve às florestas desordenadas, estradas sem as necessárias margens de protecção, entre outros factores que passam pela existência de eucaliptos e pinheiros em demasia. Dizem uns que a lei que existe não é cumprida. Dizem alguns que as entidades protectoras locais não têm competência para obrigar a que a lei seja cumprida, por outro lado também não a têm para substituir os proprietários que não cumprem a legislação, ao que parece bem feita. Há quem diga também que a compra dos meios aéreos que ficaram no estaleiro teria ajudado a que não se propagasse tão depressa e que o aluguer dos meios aéreos, além de chegarem com atraso de dois dias, terá um enorme dispêndio. Fala-se ainda na extinção do Corpo de Guarda Florestal e no número previsto de criação de equipas de Sapadores estar praticamente estagnado. Há ainda a questão recente da criação do fundo solidário para a reconstrução das populações mais afectadas, onde não estão englobadas as populações de localidades mais pequenas....

Também eu começo a sentir a tal "raiva sem fim" que o Agostinho Lopes escreve no blog Abril/Abril e que podem ler aqui. Raiva porque se podia ter trabalhado no sentido de evitar as mortes, as perdas das propriedades (privadas ou não), a floresta ardida, os feridos. Tudo isto se resume ao mesmo factor, dinheiro. Dinheiro que quer dizer orçamento. Orçamento que quer dizer deficit... deficit que quer dizer dinheiro... 

Não tenho qualquer dúvida que toda a nossa vida é regida por orçamentos, e será necessário fazer opções mas, PORRA (só me apetece asneirar), não teria sido esta tragédia evitável se os problemas detectados há mais de duas décadas não se resumissem à simples resposta de "não há dinheiro". Na altura se calhar até havia...

Farta fartinha estou (eu e muitos mais), da criação de comissões e de pequenas leis a completar as já completas existentes. Farta fartinha estou dos orçamentos por épocas, épocas de incêndios e épocas balneares (estava para falar aqui sobre a época balnear e as praias não vigiadas mas foi esta a época que se impôs no momento). Farta fartinha estou dos gastos feitos em consequência do que não foi feito para poupar... Poupou-se algum, gasta-se agora muito. porque muito vale a vida que qualquer pessoa.

Não sei, peço desculpa pelo desabafo que já vai longo e que não acrescenta nada, mas acho mesmo que temos de ter respostas, mas sobretudo temos de ter acções. Já agora eficazes, e não apenas papéis e dossiers e respostas tipo "não é da nossa competência"...
Ana Cristina