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terça-feira, junho 10, 2014

Saudades...

Os meus miúdos são tão fixes...

Hoje, às 12h, o Vasco foi de férias com os tios e avós... Estava todo entusiasmado, mas a minha irmã disse que, ainda o carro tinha acabado de virar a esquina e subia a rua, já ele dizia que ia ter saudades... Mas daquelas boas, que não anulam projectos, tanto que no fim da tarde trocou duas palavras comigo e perguntou se podia desligar... 

Por sua vez a Alice, antes de ir para a cama, depois de um dia todo muito ocupado com amigos, marcha, convívio e brincadeira, confessou-me que já tinha saudades dele...

Rita

quarta-feira, dezembro 11, 2013

No dia onze do doze do treze...

... a primeira frase do Vasco quando acordou, foi:
- O meu cérebro está a dizer-me para eu abrir uma prenda...
 
(Desde Domingo que ele é o único que tem prendas por baixo da árvore...)
Rita

domingo, dezembro 01, 2013

Coisas de filhos para não esquecer

Na passada sexta-feira, dia 29 de Novembro:
 
Sentada ao computador, no trabalho, de manhã, percebi uns ligeiros movimentos rápidos e ritmados no lado superior direito da minha barriga. Parecia que respiravas, miúda, mas achei absurdo, por te saber sem oxigénio nos pulmões ainda... hoje fiquei a saber, através dos conhecimentos da tia, que sim, que é verdade, que treinas para respirar, mesmo que não o faças ainda... como diz o tio, isso aí por dentro é um verdadeiro ginásio gratuito...
No fim da tarde, como se não bastassem as estreias na minha percepção de ti, senti-te soluçar...
 
E, querendo eu também que seja uma mera estreia de uma lamechice que provavelmente nunca me irá cansar, ouve-se o Vasco, na viagem de carro para casa dos tios: «Sabes mãe... és a melhor mãe do mundo...».

Rita

terça-feira, novembro 12, 2013

Animais macacos

Já não sei como começou... acho que foi pela sopa, à qual não achávamos piada quando eramos miúdos e depois passámos a gostar... daí recordei que nem sempre havia sopa lá em casa, mas que tinha que levar com ela nas férias em Viana, a todas as refeições, o que me chateava imenso... daí passei para o facto da Tia Alcide não pôr sal nenhum na sopa, o que decididamente contribuía para o seu desinteresse... e vai daí a Alice faz perguntas sobre a Tia Alcide e o pai questiona-a se já não se recordava dela, ao que o lembrei que a miúda tinha pouco mais de um ano na altura em que a minha tia tinha morrido...
E andávamos neste circuito de conversas quando se ouviu o rapazinho ao meu lado: «Isso foi há muito tempo, quando eramos animais?»... Não foi obviamente entendido. Tentou explicar melhor: «Quando eramos animais... ai, quando eramos animais macacos, ai, quando eramos macacos...?»
E pronto, na mente do meu rapazinho de quatro anos, o passado é uma espécie de mistura de teoria da evolução com encarnação budista, em que antes de sermos o que somos, antes de nascermos, antes de irmos parar às barrigas das mães, eramos animais macacos...
Rita

terça-feira, novembro 05, 2013

domingo, outubro 13, 2013

Os segredos do castelhano

Depois de terem estado praticamente uma hora de volta do you tube, a ver umas músicas de uma qualquer série em castelhano, ajudo o Vasco a calçar-se enquanto ele cantarola:
- "Com un soco, una mirada..."... Mãe, o que é uma "mirada"?
- Uma mirada, em português, é o mesmo que "uma olhadela", "um olhar"...
- E então "com un soco, una mirada"?!
- Hã... isso já não tenho a certeza...
- Já sei! É "um murro nos olhos"...!
Rita


Claro que seria estranho "um murro nos olhos" como verso de uma qualquer canção romântica... agora há pouco, resolvi pesquisar... "Con solo una mirada"... de facto, parecia fazer mais sentido...

terça-feira, outubro 08, 2013

O Vasco e a miúda-sem-nome

O Vasco, que agora refere muito a gravidez ou a mana bebé (coitada, ainda não tem nome), lembra-se dela em qualquer momento.
No outro dia foi na casa-de-banho do restaurante.
Ele: - Mãe, está-te a cheirar mal?
Eu: - Não, ainda não.
...
Ele: - Mãe, e agora, está-te a cheirar mal?
Eu: - Hum... ainda não.
...
Eu: - Olha, agora já me está a cheirar mal. Já chegou aqui o cheiro.
Ele: - Ah...! E à mana bebé?
Eu: - Não, a ela não, felizmente para ela, ainda está protegida desse fedor todo...
Ele: - Ah ah ah! Pois, porque se não ficava logo morta, não era?!

Rita

sexta-feira, outubro 04, 2013

E eis que hoje,...

... o Vasco, que não tem abraçado o projecto familiar assim com entusiasmo estonteante, disse à hora do jantar:
- E depois eu vou casar com ela.
E, face aos nossos olhares de incompreensão, esclareceu:
- Com a bebé...
Rita

terça-feira, setembro 03, 2013

Noções de economia do Vasco, de 04 anos

Enquanto viamos uma reportagem na televisão, há uns dias:
- Mãe, depois vamos para aquela piscina.
- Aquilo não é uma piscina, é um cruzeiro. Um barco grande, tão grande que até tem piscinas lá dentro. E depois as pessoas compram uma viagem e vão passear naquele branco enorme e podem fazer aquilo, ir à piscina, fazer ginástica...
- Depois vamos para ali, para aquele piscina.
- Oh! É muito caro, custa muito dinheiro. Quem compra?
- Eu compro...!
- Sim? E com que dinheiro?
Pequeno momento de silêncio, e logo a seguir:
- Tu dás-me o dinheiro e eu compro.
Rita

quarta-feira, abril 10, 2013

A resposta certa

Na sua saga de adoração de super-heróis, o Vasco descobriu a Liga da Justiça na televisão. Já contagiou a irmã e para o fim-de-semana tenho como tarefa arranjar desenhos do Super-Homem, Batman, Mulher Maravilha, Super Miúda (?), Flash e por aí fora, para eles pintarem. Nunca pensei chegar aos 37 para quase me tornar especialista em Marvel... mas para lá caminho...
Há umas horas, enquanto cortava as unhas, o rapaz dizia-me então como eu era lenta e como ele era veloz, como o Flash. Eu respondia-lhe que tudo dependia, era-se sempre lento para umas coisas e veloz para outras. E ele que não, que era decididamente veloz, em tudo. Recordei-lhe que a jantar ele andava a ser muito lento, ficando na mesa quando todos os outros já tinham terminado. E ele a rir-se, nada, muito rápido era ele, claro está, obviamente.
- E a terminar uma birra?! Não me parece que sejas veloz a terminar uma birra...
Silêncio absoluto.
Rita

quarta-feira, abril 03, 2013

Coisas deles

Ele para ela:
- Mana, gostas mais da Tartaruga Ninja ou do Batman?
- Da Turtle... Turtle Turtle Turtle...! E tu, Vasco, gostas mais destes brincos ou dos que eu tinha antes?

***

Ela, a ler um livro chamado "As cores do arco-íris":
- O que é um Ramadão?
- É uma espécie de jejum que algumas pessoas fazem, por causa da religião que têm... não comem nada durante o dia, só comem depois do Sol se pôr.
- Que palermas... 
Preocupa-me que o livro, sobre a valorização das diferenças, ironicamente não esteja a cumprir o seu papel.

***

Ele, com a sua nova Tartaruga Ninja articulada:

 
E diz-lhe o pai:
- Tem aqui um sítio para pôr as espadas.
E ele:
- Não são espadas! São pinças de salada!
De forma que não sei se já ouviram falar nessa arma tenebrosa, verdadeiramente característica dos ninjas: os talheres de salada.
 
Rita

terça-feira, abril 02, 2013

Não se preocupem, o mesmo motivo em bolos e camisolas não é uma obsessão... o desenho é que é mesmo fácil...

Depois de ter descoberto que andava por aí uma Abelha Maia "remasterizada", descobri as ditas «tartarugas herói», como ouvi o Vasco chamar-lhes da primeira vez.
Tenho ideia que as Tartarugas Ninja não são exactamente do meu tempo... há uma vaga recordação dos meus primos (mais novos) gostarem e de haver toda uma paranóia infantil ligada a esses desenhos animados... eu não me lembro bem deles, só mesmo das figuras. Actualmente, entram-me pela casa adentro e já dei por mim a rir com as piadas da série em diversas ocasiões.
As tartarugas com nomes de artistas renascentistas foram dos primeiros encantamentos do meu filho, nesta fase de adoração de personagens heróicas e, por causa disso, andámos à procura de uma daquelas figuras de acção todas articuladas para lhe oferecer no aniversário. O que é certo é que o site pode ser estupendo e com preços fantásticos, mas não resistiu à Páscoa e, na véspera do feriado, um dia antes do dia de festa, o Ninja Rafael ainda não tinha chegado cá a casa... O que fazer quando os próprios pais não têm a prenda de anos do seu puto na data certa (sim, até a irmã tinha uma coisa para ele, só mesmo nós é que não...)...? Improvisa-se:

Rita

sábado, março 30, 2013

Quatro anos de Vasco

É um rapagão, não muito grande, mas em todo o caso um rapagão, cheio de testosterona inicial latente, gosta de lutas, de espadas, de super-heróis, de dar pontapés numa bola... mas ainda pede para lhe pintar as unhas de preto e não se importou de ser filmado a dançar o Gangnam Style com saia cor-de-rosa e tiara...
O meu rapaz maravilhoso dorme lá dentro, cansado de um dia de brincadeira e festa... há quatro anos era assim:


Rita

segunda-feira, março 04, 2013

Mistérios familiares

- Pai, este que está a cantar é o Justin Bieber.
Esta foi a frase mais intrigante que ouvimos nos últimos tempos, cá em casa. Foi dita hoje de manhã, pelo Vasco, com quase quatro anos, quando nos preparávamos para mais um dia de escola e trabalho. Pelos vistos, o que a motivou foi um clip num canal de desenhos animados.
Ora analisemos a coisa.
Justin Bieber. O meu filho de três anos, mesmo mesmo quase quatro. Justin Bieber, que nós não ouvimos e quase nem conhecemos.
Descartámos a hipótese da Alice lhe ter dito. Acho que nem ela mesmo sabe quem é o cantor imberbe. De forma que a recente demonstração de cultura (?) musical do meu filho é, neste momento, um ponto de interrogação a juntar àquele com que ficámos no fim-de-semana, quando demos por ele a acompanhar uma música da rádio, pelos vistos um grande hit actual (?), algo como "gangman style" (será isto???)...
Rita

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Esforço monstro para a descontração 1 - Cedência ao cansaço de um dia de trabalho 0!!!!!

O Vasco é de birras. O que significa que, por vezes... quase sempre, quando é contrariado, vai de birra para nos convencer, demover, fazer ceder, irritar, passar dos carretos, o que quiserem.
 
Hoje cheguei mais tarde a casa e fiquei de lhe dar banho. Ele não queria. Primeiro, tinha que ser o pai, que, coitado, bem que tinha aguentado as pontas sozinho até ali, e tinha acabado de se sentar para ver o Benfica. A seguir, queria ver umas músicas do Paulo Carvalho no computador, com a mana. Disse-lhe que ele as veria depois, quando acabasse o banho. E pronto, quando se dá por isso, choradeira instalada...
Até à casa-de-banho já tinhamos conseguido chegar, pelo menos. A Alice via as músicas lá dentro, no computador. O pai, ali mesmo perto, tentava ver o seu futebol. E nós os dois ali, juntos, a enfrentar a birra, de porta fechada, para que, ao menos, fôssemos os únicos incomodados.
Olhei para ele, com olhos de cruzes-não-tenho-pachorra-nenhuma-para-isto-depois-do-que-passei-a-tarde-a-ouvir... E depois deu-me. Não o desespero, a gritaria, o descontrolo, não. A tranquilidade zen. Olhei à minha volta e agarrei no livro que lá estava. Sentei-me na sanita e pus-me a ler com banda sonora: o puto a chorar que nem um desalmado, a bater com os pés no chão, aos urros. Interrompeu para dizer que tinha ranho e depois ainda piorou o choro quando lhe propus limpar-lhe o nariz com papel higiénico... porque claro que para o moço, tinha obrigatoriamente que ser com o papel da cozinha. Continuei a ler depois de lhe explicar que, se quem o assoava era eu, era eu que também escolhia o papel com que o fazia.
Claro que a certa altura o choro começou a espaçar, a ficar forçado. Até ao momento em que concordou que tinha terminado. E o mais cómico é que eu li, li mesmo, consegui a ausência necessária para não deixar que a meio metro de mim, a birra me incomodasse.
A vingança veio no fim do banho, quando me perguntou porque é que não podia brincar na banheira, e lhe expliquei que o tempo não passava e que ele tinha passado demasiado do dele a chorar...
Rita

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Um bolo personalizado

No domingo, dia 3, festejámos um aniversário. Como no ano passado, o prato principal foi a cachupa, feita pelo aniversariante, mas desta vez, como novidade, a sobremesa teve o toque pessoal da Alice, que fez para o tio Fernando um desenho que, por sua vez, foi enviado pela mãe para a tia, que o entregou por email às amigas, que encomendaram o bolo ao pasteleiro.
Foi um trabalho em grupo e que resultou num bolo lindo e personalizado.
E eu já recebi a promessa que para os meus anos é o Vasco quem faz o desenho.
Fico à espera, não do aniversário, mas do desenho que, quase que aposto, vai ser o meu retrato na visão do sobrinho de quase 4 anos.
 
 
;) Ana Cristina

terça-feira, janeiro 22, 2013

Avô e netos gostam de tablets


Pelo aniversário, o avô recebeu o presente que andava a a sonhar um dia comprar. Recebeu-o da avó mesmo no dia de anos, numa comemoração a dois. No fim-de-semana seguinte foi almoço de família e de festa e os netos entregaram os outros presentes, que não foram mais do que acessórios para o que já tinha recebido. Ao Vasco calhou entregar uma capa protectora do novo tablet, que vinha muito bem ornamentada com um cartão com o print screen da marca. De imediato o  pequeno começou a tentar deslizar os icons e a tentar abri-los. Enquanto nós continuávamos a falar sobre as características deste  novo brinquedo ele confirmou que aquilo era apenas um cartão enganador e começou a interrogar o avô:
- Avô, onde está o iPad? 

 
Foi uma alegria para os dois quando descobriram que, no iPad do avô, havia um jogo que eles já conheciam, e a partir daí quase que foi necessário cronometrar o tempo em que cada um deles tentava matar porcos verdes com uns pássaros malucos lançados por uma fisga...
E é tão engraçado observá-los a abrir icons, voltar atrás e tentar de novo. Realmente aquilo é mesmo um brinquedo intuitivo que todos conseguem manipular. Agora quero ver o avô e a avó a descobrir as maravilhas da nova aquisição. Eu já sou fã.
Ana Cristina

quinta-feira, novembro 15, 2012

Parece que isto era inevitável...

Os dois juntos, antes de jantar, a programar brincadeiras.
Alice, 7 anos: - Então, vamos brincar a quê?
Vasco, 3 anos: - Já sei! Vamos jogar ao karaté!
Alice: - Como é que isso se joga...?
Vasco: - ... às lutas!
 
É verdade. O puto começou na fase das lutas. Nunca achei piada. A testosterona agressiva e gratuita sempre me fez confusão. Não me considerando nada violenta, enfrentá-la era uma das coisas que mais me parecia estranha em ter um rapaz e achava-o mais ou menos inevitável...
 
Não podia estar mais enganada. Afinal é verdadeiramente cómico ver um miudinho a dar socos no ar e a soltar onomatopeias de murros e pontapés...
Rita

terça-feira, novembro 06, 2012

Os casacos novos do Vasco

O Vasco herdou dois casacos novinhos (nunca compro roupa a este moço, recebe imensa coisa em segunda mão, para ficar ou devolver). Experimentou-os hoje, para ver se já estavam bons para este Inverno.
 
Reacção ao primeiro:

«Mãe, vou vestir este casaco e depois vou para dentro de água, não é?!»
Reminiscências dos passeios de canoa no rio, este Verão...

Reacção ao segundo:

«Eh pá, este casaco é muita forte...! Posso cair ao chão e não me vou magoar, não é?!»
E pronto, vai de vestir o casaco e andar a treinar quedas de várias formas e feitios pela casa...
 
Vivam os blusões de penas meio insuflados e «muita fortes»!
Rita

sábado, novembro 03, 2012

Do Vasco

Há poucos dias, logo a seguir a acordar:
- Papá, papá, doí-me este olho... temos que ir ao dentista...!
Rita