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segunda-feira, março 12, 2018

Rabiscos...

O tempo não dá para fazer tudo o que se quer e alguma coisa fica para trás. Tem sido este blogue, as peças das oficinas, os rabiscos e pinturas, as pinturas, as leituras... Persegue-me a sensação que estou em falta. Em falta sobretudo para quem gosto e gosta de mim, porque para eles também falta tempo. Mas de repente enterra-se a cabeça no sofá e ignora-se tudo o que está pendente e pega-se no caderno e nos lápis de cor. Tenta-se captar a energia dos modelos que aqui andam em forma de desenho e sai qualquer coisa mais ou menos agradável. 


O Cobi e a Misha em rabisco. Já tinha saudades...
Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Os Xulés voltaram a este blog

Aqui se conta a ainda curta história de dois Xulés que seguiram no Natal para novas casas. Tal como todos os outros foram feitos à mão, com muito carinho e enchimento sintético anti-alérgico. Desta vez não tiveram botões por motivos de segurança.


Eram amigos desde a altura em que eram apenas projecto. Tinham tanto em comum... foram concebidos para gente pequenina, tiveram direito a ter cara pintada, coração musical e só têm pernas. No tempo que estiveram à espera de seguir para novas paragens passaram pelo crivo avaliador do júri dos Xulés, onde crianças e adultos avaliam tanto a aparência como a funcionalidade e a originalidade. Acabaram por concluir que até nas fotografias ficavam bem juntos mas souberam desde sempre que as suas vidas iriam seguir rumos diferentes.
Do saco xulezudo saíram com a mesma vontade, alegrar os miúdos que os esperavam... E o que nos chegou foi que, tanto um como o outro, foram recebidos com entusiasmo pelos seus novos companheiros, a Ema e o Gustavo.
Por cá ficamos contentes, e desejamos aos Xulés sessenta-e-oito e setenta longas e alegres vidas.

sexta-feira, janeiro 19, 2018

A minha agenda é única

Com a preparação do novo ano quase todos procuram o objecto que os irá acompanhar diariamente, a agenda. Actualmente há-as para todos os gostos; pequenas, médias ou grandes, com mais ou menos bonequinhos, espaço para escrever ou listas seja do que for.
A minha agenda é só minha e personalizada. Um caderno novo que vai sendo preenchido a meu gosto e onde entra tudo o que me vai surgindo.
Depois de vários anos a construir a minha própria agenda, porque apesar de ter feito várias tentativas, nenhuma das já programadas me agrada completamente, tenho seguido o conceito de adaptar a agenda ao que mais me interessa e que entretanto descobri chamar-se de "Bullet Journal". 
O Bullet Journal é definido por um sistema analógico de organização tipo diário por tópicos. Parece haver umas sugestões de como organizar um bullet journal, havendo até um sistema de símbolos e podem encontrar-se várias imagens nas redes sociais, algumas bem bonitas, de cadernos seguindo este conceito. 

A minha agenda não segue especialmente nenhum conceito, só o que fui criando ao longo dos últimos, talvez, 10-12 anos. Todos os anos faço ajustes de acordo com a experiência, retirando ou acrescentando pontos de organização e de interesse.
Escolho um caderno que me agrade e faço um planeamento básico. Para mim é importante ter uma visão anual, folha de contactos básicos e (nesta fase) notas importantes relacionadas com a saúde dos pais. Depois a agenda vai sendo construída, no meu caso com uma folha de visão mensal e vários desenhos e quadros de chamadas de atenção ou de resumos. 

Este ano tive de abdicar do caderno de desenho com argolas tamanho A6 que usei vários anos e me agradava especialmente da Winson & Newton porque não encontrei à venda (será que saiu do mercado???). Depois do desespero do momento acabei por comprar um caderno lindo, de capa dura com elástico, tamanho A5 (+) da Talens.
Não gosto de cadernos quadriculados nem pautados para a minha agenda e tenho optado por folhas lisas mas um dia ainda irei experimentar o tipo pontilhado, que me parece ser interessante para o que me interessa. Não sei se interfere nos desenhos que vou fazendo mas de certeza  que facilita a realização de quadros e organização da folha. Fica para outra altura. Por agora a minha agenda é a que vos mostro, vermelha e ainda com quase todas as folhas por preencher... e eu adoro cadernos novos.
Na imagem estão as duas agendas a do ano passado e a deste ano.
Ana Cristina

sábado, julho 29, 2017

Novo caderno, novos lápis...

Novas experiências depois de algum tempo de pausa.
Mas eu tenho de voltar... Inteira...
Ana Cristina

sexta-feira, março 10, 2017

Desenhar e pintar.

Sempre gostei de desenhar. Além dos pequenos desenhos que iam ocupando as minhas folhas, que foram sempre uma constante, também sempre gostei de desenhar só porque sim. Os rabiscos em folhas escritas talvez sejam o resultado de hábitos que foram explorados logo em pequena, porque, pensando bem, as mais antigas memórias de fazer desenhos em folhas escritas são da primária, e era a professora que incentivava, mas acho que, tal como em muita gente são uma forma de concentração no que se pretende ouvir.
Na adolescência foi quando comecei a desenhar e pintar com um bocadinho mais de método. Experimentei desenho à vista, ou fazer experiências com materiais de cor como os pastéis (que adorei em tempos) e uma vez ou outra ainda fiquei agradada com essas experiências. Mas sempre tive dificuldade em ocupar folhas de papel inteiras, e os desenhos que ia fazendo foram sempre pequenos e ficaram perdidos na folha de papel. Acho que era para não gastar muito material, mas também porque sempre gostei de cadernos por inaugurar, folhas limpas ou pouco maltratadas. [Convém explicar a quem não me conhece o suficiente, que eu escrevo com letra pequenina e pouco marcada e, com estes dados todos podem fazer o meu diagnóstico de obsessiva e perfeccionista, mas enganam-se redondamente, não sou nada disso... ... Bem, talvez um pouquinho obsessiva...  ;) ]. Na verdade, também acho que me sentia em falta se desperdiçasse material com rabiscos e rascunhos de desenhos, é que ele é tão bonito antes de usar...

Foi à uns anos que decidi explorar um bocadinho este meu gosto, e aprender um pouco com quem sabe muito. Inscrevi-me então, porque na altura tinha horário mais previsível (e bolsa mais recheada), na Sociedade Nacional de Belas Artes - Curso de Pintura. Não acabei mas aprendi muito. Tudo pequenas coisas. Sobretudo a não ter tanto receio de experimentar. E a ter segurança que as pinturas, em especial com tintas opacas, podem ser corrigidas. E ainda a certeza que material de pintura e desenho tem de se gastar se quisermos fazer alguma coisa.

Anos passaram desde que andei na SNBA. Algumas coisas se foram pintando; madeiras, telas, tecidos e até paredes. Têm sido pequenos trabalhos, alguns deles (aliás, muitos deles) desenvolvidos em conjunto com a Rita mas, em termos pessoais, tenho desenvolvido pouco este meu passatempo, e nos últimos tempos tenho tido saudades. Saudades das telas e das tintas, mas também do risco e do rabisco que ajuda a desenvolver as ideias e a ganhar mão.

Juntando esta saudade a uns projectos que tenho (ainda só na mente, que esta cabeça não pára em ideias mais ou menos criativas) finalmente decidi combater a inercia e juntar os materiais que por aqui andavam às moscas e, gastá-los... e treinar, treinar, treinar... as ideias e a mão.
E desde o inicio do ano tenho cumprido, sob a forma de "diário" gráfico esta minha resolução. Tem resultado, nem que seja como efeito gestor de stress.
Bem, também tem servido como desculpa para não fazer mais nada (reconheço... um pouco obsessiva ;)))


Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Parabéns para nós...

Sim, porque faz hoje 11 anos que este blog foi criado. E 11 anos é uma boa data para celebrar este nosso cantinho na blogosfera. De lá para cá podem ler-se muitos posts (não tantos como gostaríamos, é certo) de várias fases das nossas vivências pessoais e criativas. 
No início quisemos mostrar quem somos e o porquê de nos denominarmos Oficinas RANHA e mostramos às nossas visitas o que mais gostávamos de fazer com trapos, tintas e pincéis, linhas e agulhas. Desta faceta mais ou menos criativa podemos destacar as fases das camisolas pintadas, das peças pintadas ou recicladas, das carteirinhas pintadas ou da linha de bijuteria, mas também não podemos esquecer as telas ou as paredes pintadas, ou mais recentemente os muitos Xulés que fizemos e que andam actualmente por esse mundo fora. Ainda criámos um outro blog para podermos mostrar apenas as nossas peças para venda, mas rapidamente desistimos dele apesar de ainda poder ser visitado.
Mas fomos também falando de nós e das nossas vidas de mulheres de família, trabalhadoras e medianamente criativas. Por vezes usámos este blog para reivindicar também os nossos direitos trabalhistas, as fases de estudo, algumas criticas literárias, de cinema e de outras artes e muitas dúvidas existenciais. A família foi crescendo, sobretudo do lado da Rita, e se ao princípio a Alice tinha poucos meses agora é uma menina pré-adolescente, irmã mais velha do Vasco (o rapaz sanduíche) e da Joana (a filha caçula). 
Temos passado por altos e baixos. E todas estas fases são para ser lembradas, embora eu gostasse de encontrar menos post's onde nos lamentamos do pouco que temos escrito para o blog, Temos agora mais visitas mas muito menos comentários mas parece ser generalizado e resultado de outras redes sociais.
Recentemente tornámos a decidir que ainda vale a pena. Por isso hoje festejamos os 11 anos do arRanha no Trapo desejando que este se mantenha activo por muitos mais anos, enquanto valer a pena. 

Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar...

Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Tesourinhos


Em arrumações encontram-se sempre uns tesourinhos. Ora umas roupas que guardamos para, quem sabe, um dia tornar a vestir, ora uns bibelots que ficaram guardados desde a mudança de casa para que um dia se decida o local onde vão ficar, ora uns pedaços de tecido para quando se coser à máquina. 
Desta vez, alem disso tudo, como não podia deixar de ser, encontrei também um saco de livrinhos feitos em tempos para a montra da Ana. Não se devem lembrar mas podem vê-la neste post, Este saco tinha 14 livrinhos, os maiores com 5 cm de altura, quase todos de obras literárias, com uma lombada personalizada e escrita em letra muito pequenina (tive de ir buscar uma lupa para ler alguns), e que constam da minha estante, como "A Tenda dos Milagres" de Jorge Amado, ou "Eva Luna" de Isabel Allende, entre outros.
Fiquei com vontade de fazer uma montra pra mim mesma e outra para a Rita, afinal as autoras da primeira, e que nunca fazem nada para elas próprias. Quem sabe se não é um desafio a cumprir em breve.
Ana Cristina

sábado, março 26, 2016

Páscoa 1

Há dois anos, porque me encontrava de licença de maternidade da Joana e tinha tempo e disponibilidade mental, resolvi tentar criar algo que se pudesse impor como ritual de Páscoa. Dei então a ideia de fazermos uma caça aos ovos aqui por casa e, antes disso, de criarmos um recipiente que pudesse servir para eles colocarem os ovinhos que fossem encontrando. 

Os de 2014, feitos com aproveitamento de caixas de ovos (e que ainda andam cá por casa porque eles se recusam terminantemente a mandá-los fora), ficaram assim:


Em 2015, não tive capacidade para organizar nada destas coisas (com grande pena deles, que se fartaram de falar no assunto) e este ano resolvi voltar à ação... Com a Joana ainda não contamos, mas o nosso amigo vizinho aceitou prontamente o desafio e, recorrendo a pratos de plástico, lá fizeram os três uns "sacos de ovos" bem giros... As ideias são tiradas do maravilhoso mundo que é o Pinterest e adoro ver que já conseguem fazer quase tudo sem ajuda e com espetaculares rasgos de criatividade individual.


Resultado final de 2016:


Rita


quinta-feira, julho 30, 2015

Mais uma camisola pintada à mão, com a assinatura Oficinas RANHA

Quem nos visita desde o início deste blog pode ter lido a origem do nosso nome "artístico" neste e neste posts e saber que as as Oficinas RANHA começaram quando eu e a Rita decidimos oferecer as amigas, há muitos e longos anos, peças únicas e personalizadas trabalhadas por nós.
Quem não sabia, fica a saber que assim foi. E tudo começou com a pintura te t-shits ou a reciclagem de umas calças. E continuou com essa e outras manualidades, das quais a recriação de peças de roupa foi sempre uma constante. E sempre com críticas positivas pela originalidade, (não há nenhuma igual) mas também porque na maioria das vezes são feitas a pensar em quem as vai receber. E, apesar de nos últimos anos trabalhado em poucas peças haverá ainda por esse país camisolas, túnicas e até calças com apontamentos originais com a nossa assinatura.
Eu continuo a gostar de pegar numa camisola, um básico normalíssimo  e, recorrendo aos pincéis, trabalhar em mão livre a peça, de preferência inspirada na sua futura dona. Depois trabalhá-la com tecidos ou linhas ou não.
Foi o que aconteceu no final do ano passado quando pintei para a Susana um dos presentes personalizados que oferecemos este Natal. A pensar no guarda-roupa Primavera-Verão 2015 aqui está uma camisola basica de algodão, pintada à mão com tintas de tecido. As cores foram as preferidas da menina que a recebeu; cinzento e amarelo. Ficou assim. Espero que gostem.


Nota: As palavras ou expressões em itálico são links para quem não percebeu.. :-) :-) :-)
Ana Cristina

quarta-feira, julho 22, 2015

Um xulé contente, um menino feliz

Foi há uns meses que recebemos estas fotos. O dono babado do seu xulé, com um amiguinho. Adivinha-se, pelos sorrisos do menino e do Xulé Quarenta e Três que estão felizes juntos. E desejamos que as brincadeiras evoluam ao mesmo tempo que o menino cresce, que continuem companheiros de brincadeiras e de sonhos.
E quem sabe, se dentro de algum tempo, novo xulé se junta à mesma casa, desta vez para ser companheiro da mana do menino. Talvez tenhamos a sorte de receber uma foto dos quatro...
Ana Cristina

sexta-feira, maio 29, 2015

Finalmente à venda numa loja


Primeiro tiraram a foto de família, na estante habitual e na companhia de um dos elementos da família. (nem todos entraram na foto porque os primeiros foram antes conhecer o espaço) Depois seguiram num saco xulesudo, rumo a novas experiências. Esperam seguir para novas paragens, na companhia de gente alegre e bem disposta. Alguns até talvez mandem notícias, ou fotos das suas novas vidas.
Estão, desde hoje expostos e prontos para seguir viagem, em A Venda Lusitana (Rua do Telhal, n˚75 Lisboa).
Esta é estreia dos Xulés numa loja. Para comemorar o dia da criança.
Ana Cristina

terça-feira, abril 14, 2015

Xulés para adultos, o Quarenta e Dois

Desde Setembro que não falávamos de Xulés neste blog. Bem, verdade verdadinha é que, qualquer temática tem sido pouco abordada neste blog, sejam eles Xulés, opiniões e desabafos, actividades das Oficinas RANHA... Mas não pensem vocês que isso quer dizer que temos estado pouco activas ou atentas ao que nos rodeia, o tempo é que não chega para tudo e, neste caso, o blog muitas vezes fica para "amanhã", como o início da actividade física. E o tempo vai passando, e quando nos apercebemos estamos com projectos e com trabalhos em mãos e não partilhámos com as nossas visitas as novidades.
Neste caso não é uma novidade mas sim o relembrar que os Xulés das Oficinas RANHA são adequados para todas as idades. O Quarenta e Dois, por exemplo, saiu do saco xulézudo para ir, diretinho, para as mãos de uma fã incontestável das manas RANHA. A nossa amiga de longa data, uma "irmã" de quem nós temos sempre muitas saudades, porque apesar da proximidade as vidas de cada uma deixam também para "amanhã" o almoço que está sempre por marcar. É para a semana, Tina?
Quanto ao Xulé Quarenta e Dois, temos a certeza que está muito bem na sua casa solarenga, quem sabe a espreitar pela janela?... quem sabe ...
Quantos aos outros xulés, as novidades estão pra breve. Nos aguardem.
Ana Cristina

domingo, abril 12, 2015

Fim-de-semana

De longe em longe surge assim um fim-de-semana mais tranquilo... Só (?!) com uma festa de aniversário, houve mais tempo para gozar a cinco, a três (os pequenos) ou dois (os grandes), ou a um (eu, com proporções de pequena e grande em moderado equilíbrio).

Numa arrumação descobriu-se um brinquedo de bebé da idade da Alice (lembras-te, Tina?), que fez os mais velhos dedicar-se a limpar e preparar para a irmã. Limpeza feita, água e ar colocados, foi vê-los aos três entretidos, durante de certeza mais de uma hora, com um brinquedo a imitar uma espécie de aquário, destinado provavelmente para quem terá menos de um ano... lá está, a prova viva de como brinquedos não têm idade nem género...


A dois, sossegados, não fomos ao desejado brunch ou cinema, mas vimos o Grand Budapest Hotel - pronto, na televisão e dividido em duas sessões, mas já não é mau - que aconselho vivamente a quem, como eu, seja suscetível a filmes retirados de sonhos, com uma bela fotografia especialmente colorida, música envolvente e personagens com características e visual pensados pormenorizadamente até à mais aparente insignificante linha da bainha do excelente figurino.


Com mais tempo para estar a sós com a minha pessoa (o mais sozinha que consegui arranjar com mais quatro pessoas lá em casa), houve também possibilidade de me dedicar às costuras. De uma assentada, três almofadas feitas a partir de camisolas de futebol que já não servem - uma encomenda não recente de um amigo..
Para as Oficinas, também houve capacidade de iniciar um novo projeto, mas esse ficará para mostrar mais adiante...

Rita

sexta-feira, março 20, 2015

Por agora, trabalho concluído!

O desafio era, nem mais nem menos, que melhorar dois espaços que, em muitos estabelecimentos, ficam para segundo plano, mas que neste devem ser, também eles um cartão de visita. No entender dos donos, as casas de banho, terão de ser tão bonitas e interessantes como as mesas onde se servem os petiscos, ou as prateleiras one ficam todos os produtos para venda.
Claro que aceitámos com entusiasmos, e como nos deram carta branca no processo criativo, só necessitamos de um período de brainstorming, onde todas as ideias, mais ou menos apreciadas ficaram registadas. Decidir o caminho a seguir foi um processo natural onde a inspiração  foi o conceito do próprio espaço.
Depois, foi meter a mão nos pincéis e dar cor a duas casas de banho interiores. Foram, segundo as minhas contas, cinco jornadas de trabalho, apenas duas em conjunto mas onde numa delas contámos com as sugestões da Alice para uma nova fase deste projecto. Entre trabalhos de uma, turnos de outra, tarefas domésticas, parentais e filiais lá se deu por concluída a primeira fase de intervenção das Oficinas RANHA na Venda Lusitana.


A inspiração foram os produtos regionais portugueses, o artesanato, as danças e cantares, a cor... Na casa de banho dos homens procurámos basear-nos nos Barros de Nisa. Na das mulheres nas saias do traje tradicional domingueiro da Viana do Castelo.


A venda Lusitana é um novo espaço, no centro de Lisboa onde, desde o início do mês, se podem comprar produtos portugueses, como os maravilhosos queijos e enchidos das várias zonas do país ou os diversos vinhos e cervejas artesanais produzidas cá dentro, ou degustar esses mesmos produtos sob a forma de petiscos. São muitos e diversos os produtos que lá se podem encontrar e em breve terá espaça para venda de produtos artesanais não comestíveis. Convidamo-vos, desde já a ir visitar este novo espaço, a deixarem-se maravilhar pelos produtos maravilhosos, a provarem as coisinhas boas e, claro, visitarem as casa de banho, porque FORAM PINTADAS POR NÓS. E, se quiserem mandar fotos da vossa visita estejam à vontade.
A morada é Rua do Telhal, nº75, Lisboa
E para quem não pode, por enquanto, visitar A venda Lusitana, espreite na págima do Facebook e salive...


Nós desejamos que este projecto seja muito feliz e que seja o princípio de uma parceria maravilhosa.
Ana Cristina

domingo, março 01, 2015

Work In Progress

A que andam estas Oficinas dedicadas????


[fazer de conta que a foto de baixo não está desfocada, fáxavor...]

Nós, "ambas as duas"

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Post atrasado sobre o Carnaval

Faço posts atrasados porque me interessa que fiquem aqui descritas algumas coisas que se perdem na memória se assim não for. Venho consultá-las mais tarde e gosto de as ler, trazem-me recordações mais completas dos bons momentos do que só as fotografias. 
Neste caso, o post é sobre o Carnaval e pode ainda interessar a outras pessoas que gostem de pôr mãos à obra. 

Iniciei no ano passado as tentativas de ir de encontro aos desejos deles em relação ao que se queriam mascarar e este ano, apesar do tempo não ser tanto por já não estar de licença, continuei na mesma senda - o que implica começar a incentivá-los a pensar no assunto assim que se dá a época de Natal e Ano Novo por finda. 

Este ano a Alice queria ir de boneca. Pensei logo na saia de tule porque tinha encontrado uns sites com indicações sobre como fazer e o resultado era bastante giro - só aconselho a quem queira experimentar que escolha tule mais grosso e que corte tiras largas, evitando assim que as mesmas se enrodilhem com muita facilidade umas nas outras. Usei depois: uns collants e uma camisola branca onde apliquei uns remendos com alinhavo para poder aproveitar as peças mais tarde (nomeadamente a camisola); umas luvas brancas; e uma camisola simples onde apliquei fitas a fazer lacinhos, botões coloridos e uma tira de bordado inglês - tudo para oferecer um aspeto mais abonecado.


Também fiz a peruca, que ainda está por aperfeiçoar. Usei a técnica inicial que descobri neste blog: um retângulo seguindo o tamanho da linha central do crânio onde cosi as lãs às meadas. Como esta peça, por si só, deslizava pela cabeça, apliquei-a depois nuns collants antigos da Alice. Na foto em baixo à direita até se pode ver que, por baixo da lã, existem os buracos das pernas cortadas aos collants... ainda estou para fechá-los, mas o Carnaval acabou e deixou de haver pressas (lá para o ano, talvez se conclua, eheheh)...


A máscara do Vasco era de Lobo Cinzento, correspondia à personagem de um livro que a sua sala tinha escolhido como tema do Carnaval deste ano. Usei um fato de treino onde apliquei pedaços recortados de um tecido peludo, dos joelhos até aos pés, dos cotovelos até às mãos, em torno dos ombros e no capuz. Comprei também umas luvas pretas sem dedos e cosi-lhe umas "garras" de feltro nas pontas, o que só por si foi um sucesso estrondoso, a partir do momento que ficaram feitas o Vasco pedia-me todos os dias para ir com elas... [Atenção: não valorizar o estado de sujidade do fato, a foto já foi tirada no fim do Carnaval, depois de ser usada durante cinco dias...]


Também cosi o tecido em alinhavo, para poder aproveitar o fato de treino, no caso de lhe deixar de interessar a máscara de Lobo no futuro. Faço sempre estas coisas, mas na verdade não sei se terei coragem para desfazer um trabalho que me deu tanto gozo a fazer...
O trabalho maior foi revestir o capuz, por não ser fácil traçar-lhe o molde. Por ser felpudinho (a casa fica toda suja por causa dele), o tecido ajuda, não deixando ver bem as indubitáveis  imperfeições. As orelhas são em feltro cinzento e apliquei-as no capuz com a técnica que se pode ver na foto em baixo, à direita, para conseguir que ficassem a pé. Ao tecido cinza escuro tive depois que fazer uns cortes, para as deixar passar.


Quanto à Joana, para permitir que uma vez sem exemplo a tratassem pelo diminutivo (que eu detesto), foi de Joaninha. O fato, embora sendo ideia minha, foi feito pela escola, eu já não conseguia... Ficou o máximo. Comprei-lhe o único fato de treino preto que encontrei na Kid to Kid e na escola coseram-lhe uma saiinha à frente das calças (eu nem o teria feito, mas ficou o máximo) e as asinhas nas costas. Depois colaram-lhe umas bolinhas de esferovite no capuz e um pompom no rabiosque (não sei se as joaninhas têm cauda, mas não quero saber, esta tem). Claro que a miúda até podia ir de sem abrigo que ficaria sempre gira, é o que dá ser uma minúscula simpática.

Rita

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Novas experiências com tintas e pincéis

Desta vez em pequenas peças de cortiça, compradas numa banca de artesanato. Só por si as peças já são bonitas, mas a ideia era mesmo trabalhá-las de forma a dar-lhe um ar Oficinas RANHA. Foram duas as experiências, a primeira um pequeno estojo com pintura em castanho e preto, a segunda uma carteira com pintura em preto.
Resultaram nestas peças que vos mostro hoje e que foram oferecida a duas amigas pelo Natal de 2014. Foram recebidas com entusiasmo mas na verdade a mais entusiasmada fui eu própria. Como estava à espera, as tintas comportam-se de forma um bocadinho diferente com cortiça do que nos outro materiais que já experimentei como tecido, o papel, a tela e o vidro. Apesar das diferenças parecem ter resultado bem e talvez venha a fazer novas experiências, de preferência em peças maiores.


Espero que gostem.
Ana Cristina 

quinta-feira, janeiro 01, 2015

domingo, setembro 28, 2014

Os Xulés Quarenta e Sete, Quarenta e Três e Trinta e Cinco

Partiram juntos do saco xulezudo. Sabiam que iriam para casas diferentes. Todos eles sabiam que iriam encontrar pequenos donos. À partida já ansiavam por brincadeiras malucas e bons abracinhos, de meninos pequenos. 
O Quarente e Sete imaginava um menino reguila e bem disposto, que gostasse de brincadeiras malucas. O seu olhar é um bocadinho torto e tudo o que vê é mais ou menos enviesado, por isso está sempre pronto para mais uma gargalhada, uma tropelia e uma luta entre heróis desde que ele seja um dos justiceiros. 
O Quarenta e três, talvez por ter pernas e braços bem compridos, pensava em andar muito de baloiço, dar cambalhotas e fazer muita ginástica nas mãos de uma qualquer criança brincalhona. Na verdade também gosta de dormir, de preferência abraçado, numa cama quentinha e cheia de bonecada macia.
Por seu lado, o Trinta e Cinco tinha a ideia que o seu dono ideal seria um bebé pequenino, mas não pensava em mais nada. Ele próprio é pequenino, tem apenas 24 centímetros, por isso não sabe ainda o que esperar do futuro.

Tenho a ideia que partiram felizes. Acho mesmo que cada um deles já estará com o seus novo dono.
Nós, por cá, esperamos notícias. E fotos, claro.
Ana Cristina

quinta-feira, agosto 21, 2014

Xulé Trinta e Três (33#))

Tem cara de quem gosta de se divertir e possui um nariz detector de brincadeiras, de mimos e de belos passeios.Tal como todos os outros amigos Xulés, o Trinta e Três adora tirar fotos e espera ansioso no saco xulezudo pelo momento de ser encontrado por um menino ou por uma menina que por ele se encante e queria brincar. Por ele, desde que seja para se divertir, está sempre disponível.

Boneco-de-meia, feito à mão. Com enchimento sintético e botões.
Peça única, com 20 cm.
Ainda sem dono.
Ana Cristina