domingo, agosto 30, 2015

Sete dias... só com uma filha...

Significa estarmos um pouco mais abandonados, em diversas vertentes do nosso dia-a-dia...


 Faz prever tempo para nos dedicarmos a pequenos projetos criativos...


Quer dizer que se pode brincar e dar mais atenção personalizada à mais nova, que raramente pode ser filha única...


Representa aproveitar o dia em que se começou a trabalhar às 05H00 e, por isso, se acabou mais cedo, para vir calmamente a pé para casa, passar na drogaria como há muito tempo se planeava fazer e comprar algo para mais e diferentes projetos criativos...


Abre a possibilidade de finalmente nos fecharmos num quarto para levar a cabo trabalhos pensados já há um ano porque o pai dá bem conta dos afazeres normais só com uma filha agarrada às pernas...


Parece querer dizer que se pode acordar mais tarde meia hora... mas afinal constata-se que alguém se esqueceu de dizer isso à filha que ficou, ou ela não decidiria acordar todos os dias antes das 07H00...


Torna possível reviver jantares a sós, na mesinha pequena da sala, a ver seja o que for que apeteça na televisão...

Rita

quarta-feira, agosto 26, 2015

La tomatina

Uma festa que só de pensar me dá urticária. E vomitos, porque a primeira sensação que me vem é a náusea (só de pensar no cheiro de tomate maduro... na rua, no corpo... baghhhh)
Aliás, o melhor é marcar na agenda como uma semana não visitar Valência. Pensando bem, se calhar é melhor marcar o mês inteiro.

Imagem retirada da net 

Ana Cristina

terça-feira, agosto 25, 2015

Pés e mãos, todos pequenos...

O Vasco já no ano passado ficou contente quando eu lhe emprestei um par de meias. E serviam!? (em minha defesa tenho que vos lembrar que as meias eram de desporto, daquelas que servem a vários tamanhos, mas que o meu número é dos pequenos é, sem dúvida)
Este ano, quando fomos de férias lá me avisou que achava que levava meias suficientes mas podia ser que necessitasse das minhas, não fossem estar apertadas. ;) E esse foi o motivo de uma sessão fotográfica bem divertida entre tia e sobrinho. Muita risota, muitas fotos (todas fraquinhas mas divertidas) e até um filme de luta de pés. Deixo-vos uma, onde se comparam pés e mãos, todos pequenos...

E pronto, vou abrir uma etiqueta sobre pés, patinhas etc... ficará Tootsie Tuesdays como teria de ser.
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 24, 2015

Ao fim e ao cabo...

... festas com classe é arranjar, só para si...

uma lavradeira...


um cabeçudo...


e um tocador de bombo...


O que mais é preciso, hã...?
Rita

domingo, agosto 23, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 3, que é como quem diz, dia 22

Dia de chuvinhas miudinhas, de estar com a família chegada de férias e de, armada em dondoca, ver pela primeira vez o Cortejo Histórico e Etnográfico das bancadas na avenida. De ver carros renovados, mas também o antiguinho, com a já habitual nau. De ver novos fatos, mas também perucas antigas (ou iguais às antigas). De ouvir os mesmos ritmos e músicas. De ver algumas caras de sempre. De rir com alguns quadros (faltou o homem da lampreia, pá!) e com a boa disposição geral. De pedir por tudo o que oferecido, a broa, o vinho, a sardinha... De acordar o Vasco para ver a parte etnográfica, já que tinha dormido durante toda a parte histórica. De ensinar aos miúdos todo um pouco do que é feita esta minha cidade. De ouvir reconhecer-me como filha da minha mãe por quem praticamente nunca me tinha visto e de me encher de orgulho por isso.


Pena, pena, tenho que a chuva nos tenha pregado a partida de não me deixar revisitar e mostrar o fogo de artifício aos miúdos... Mas também dessa chuva e nevoeiro e falhas de fogo é feita a minha recordação das festas, ou não estivéssemos nós em Viana...
Rita

sábado, agosto 22, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 2, que é como quem diz, dia 21

Segundo dia foi dia de Bombos e Cabeçudos. No Desfile da Mordomia, no dos Ranchos e, obviamente, na Praça - naquele que é meu momento preferido de todas as festas, o que relembro sempre com saudade e que, desta vez, até me comoveu (ridícula, eu, mulher feita com lágrimas nos olhos a ver a informal competição dos homens a tocar bombo...!)... 
Ao contrário de mim, os miúdos cansaram-se e a mais velha até falou no zumbido com que ficou nos ouvidos... gente fraquinha, esta...


E, aceitando a ideia que nunca vi tudo da Romaria, vi este ano pela primeira vez o Desfile "Vamos pr'á Festa", dos Ranchos, em maravilhosa companhia... 


Rita

quinta-feira, agosto 20, 2015

Crónicas de uma Romaria, dia 1, que é como quem diz, dia 20

Vir nesta altura do ano a Viana é o mesmo que dizer que viemos à Romaria da Senhora da Agonia... Não é fácil a opção de revisitar as festas das férias da minha infância e juventude, uma vez que apanha sempre o aniversário da Alice e gostamos de o festejar essencialmente com os tios e avós. A última vez tinha sido há seis anos, era o Vasco um bebé muito pequeno e estávamos de licença.
Este ano, talvez porque a sugestão da licença do ano passado trazia essa recordação mas sem que tivesse havido hipótese de realização do projeto, as saudades apertaram. Da cidade, do convívio familiar, das festas, das memórias. Em mim havia o desejo intenso de partilhar as festas e tudo o que as envolve com os miúdos. 
Por essa razão, em noite de aniversário da mais velha, partimos (eu e os mais velhos) na caminhada para a cidade, para ver os tapetes das ruas dos pescadores a serem feitos. Pelo caminho, avizinhava-se o início da Romaria, pequenos grupos de cantares e o som de um ou outro bombo. 


No dia seguinte, o primeiro dia formal das festas, foi altura de visitar as ruas já feitas. Descobri que a serradura deu lugar ao sal e que na rua principal, que antes era projetada pelo tio-avô, já não existe a limitação das cores vermelho, verde e amarelo. Em todo o caso, toda a decoração era bela e foi engraçado ver, mais uma vez, as soluções arranjadas (como o desenho da Sra. da Agonia todo feito em seixos pintados, com exceção de cara e mãos).


Da parte da tarde, depois da tentativa falhada de ver a procissão vinda do mar (a que vai pisar os tapetes) foi tempo de dar a conhecer o Campo. Fiquei surpreendida de, à chegada a Viana, não me recordar dessa parte das festas que tanto gozo me dava, e de só me lembrar já depois de andar por lá . Houve divertimentos para todos: trampolim para D. Panqueca, carrinhos de choque para o Sr. Crepe e até carrocel para Miss Goffre!

Rita

quarta-feira, agosto 19, 2015

Parabéns à Alice (e a nós, ora essa)


Ocorre-me tanto e nem sei por onde começar.
Há dez anos a minha vida dividiu-se em "antes de filhos" e "depois de filhos". Tinha a Alice comigo e interrogava-me vezes sem conta como se poderia ser tão feliz...
Hoje, nem sei como é que passaram dez anos e a miúda pernalta, loira e de olho azul, se tornou nesta pré-adolescente que anda por aqui, que opina sobre tudo, que vai tendo curiosidades sobre o mundo (ontem, a propósito de nada, perguntou o que havia agora no lugar das torres gémeas - vá-se lá saber a que velocidade da luz circulam aqueles pensamentos...!), que tem inseguranças mas é teimosa como só ela, que tem um sentido de adaptação invejável para qualquer pessoa, que faz ginástica com toda a facilidade, que é simpática e sorridente, que chora com facilidade nos dramas com as amigas, que é preocupada e solidária com os irmãos (mas também lhes faz tropelias e é capaz de mesquinhices), que gosta de tudo e não se apaixona grandemente por nada, que gosta imenso de ler, que é doce e mimosa, que me enche de orgulho (mas também de irritação) com grandes e pequenas coisas, que não gosta muito de comer extravagâncias mas é muito gulosa (principalmente de doces processados), que arranja amigos com facilidade, que adora fazer teatros e danças com a família mas não gosta de dar nas vistas... que é linda e está a crescer...
Minha filha maravilhosa, que mudou e muda o meu mundo todos os dias... adoro-te.
Rita

terça-feira, agosto 18, 2015

Mais uns dias de férias, desta vez em Viana, terra do coração...

Lembro-me de andar na primária, dos outros irem "à terra" e eu ir a Viana. 
Viana do Castelo nunca foi "a terra", mas foi sempre a minha terra. De onde a mãe era e o pai tinha passado a ser desde os cinco anos. Onde estavam os avós, os tios, os primos. Onde se passavam os melhores Natais, no friozinho, com uma árvore de Natal chamada pinheirinho cheia de bonequinhos diferentes de todos os outros e trazidos de França pelos tios. Onde se acabavam todas as férias de Verão e já depois dos pais acabarem as deles. Onde se faziam piqueniques no pinhal e os adultos se deitavam a dormir a seguir (o que, dada a condicionante de ser a mais nova, sempre me chateou bastante, uma vez que toda a gente sabe no desperdício em que consiste uma sesta), se pescavam lapas, caramujas, ouriços do mar. Onde se receberam amigas e segundas primas e se viveram grandes aventuras. Onde se saía à noite. Onde se arranjaram namorados e curtições e experiências. Onde se ia muito à praia, a diversas praias, de mar e de rio, e se tomavam imensos banhos, mesmo com água de gelar os ossos. 
Em Viana estão, ou de Viana são, tantas das minhas pessoas. De Viana são imensas das minhas recordações de infância e juventude... e não me ocorre nenhuma que seja má... De Viana eu adoro até o cheiro.
Este ano estamos mais uma vez em Viana, terra do coração. 


Rita

domingo, agosto 09, 2015

Ainda a propósito do saco de recordações...

Coisa cómica: kalkitos. Ainda no outro dia a fada dos dentes tinha deixado uns cá por casa e eu tinha falado com os miúdos sobre esta brincadeira do decalque, quando agora os encontro, aos antigos, dentro do saco dos tesourinhos...! Mesmo a calhar... o Vasco adorou... E cá está, para a posteridade: os kalkitos do meu tempo (e acho que era bem pequena e que quem os tinha feito era a Cristina) e os de agora (são os do canto inferior direito)... para quem queira recordar...


E agora, a dúvida que faz medo... Por que raio tinha eu, aos 12 ou 13 anos de idade, na agenda telefónica só com os contactos dos colegas do 7º e 8º ano, um "embalsemador de animais"????!!!

Rita

sábado, agosto 08, 2015

Saco de tesourinhos


Era um saco trazido de casa dos meus pais já há uns meses largos; o conteúdo da arca de madeira que em tempos o meu Avô tinha feito para a minha irmã, como tantas outras de variados tamanhos espalhadas pelas várias casas da família paterna. No ano passado o meu pai retirou tudo do seu interior e devolveu a arca à sua legítima dona. Para mim veio o grande saco de plástico cheio de papeladas.
Hoje, tanto tempo volvido com o saco enfiado primeiro no antigo escritório (que há um ano passou a ser o quarto do Vasco), depois dentro da arrecadação e finalmente num canto da sala, decidi-me a arrumá-lo. Faz parte das decisões pós-férias grandes, arrumar as coisas aparentemente sem solução que se amontam por qualquer canto desta casa. 
Correspondências a lembrar-me de dramas entre amigas, recortes de bds e de artigos de jornal, antigos estojos com pequenas preciosidades irrelevantes, muitos desenhos de presente da irmã mais velha, agendas com moradas, o relato altamente sucinto de uma importante viagem de um mês de há praticamente trinta anos atrás... e escritos... muitos escritos meus, de brincadeiras entre colegas, de trabalhos da escola, de projetos de teatro ou só do interior de mim mesma, pelo prazer de escrever... 
Leio-os e reconheço muitos, recordo até o envolvimento sentimental e a animação com que me entregava a eles, às vezes até o local ou a fase em que estava... De outros não tenho a mínima noção... 
Gosto de me rever ali e tranquiliza-me descobrir outras pequenas coisas importantes, como um artigo do Diário de Notícias de Fevereiro de 1992,  que me mostra que crianças abandonadas e institucionalizadas já era um assunto que me interessava e que, por isso, eu não sou uma pessoa longe do ponto de onde parti...
Rita

No Dia Mundial do Gato

Turrinhas, ronronadelas e muitas brincadeiras para todos os que têm amigos gatos.

da Misha

terça-feira, agosto 04, 2015

Ele também direito...

O pai cá de casa para a filha de 18 meses, enquanto ela vai ao armário despensa tirar comida da gata à respetiva lata para lha colocar no prato e aproveita para brincar com os grânulos:
- Oh Joana, não posso confiar em ti, está-se mesmo a ver, não dá mesmo para confiar em ti...

Apesar desta saída ridícula, o homem é quase perfeito, tanto que nem vale a pena criar uma etiqueta para ele...
Rita

sábado, agosto 01, 2015

Sete dias de... "Lá fora"

Este ano levámos o "Lá fora" de férias connosco. Já o tínhamos feito em outras ocasiões, mas desta vez quisemos mesmo aproveitá-lo.
O "Lá fora" é um livro magnífico do Planeta Tangerina, um "Guia para descobrir a natureza", cheio de úteis informações e belas ilustrações. Com ele nas mãos, saímos para fazer explorações ou aproveitámos para aprender sobre o que nos acontecia, lá fora, inusitadamente. Provocou-me o "Sete dias" que mais gozo me deu fazer até agora...

No primeiro dia fomos a pé à procura de árvores... pinheiros, sobreiros, oliveiras, eucaliptos... espreitámos, mexemos, olhámos...
«E o que são os anéis claros e escuros que vemos num tronco cortado?
São as camadas que aparecem à medida que a árvore cresce: o anel mais claro é formado durante a primavera e o verão e por isso se chama "anel de primavera"; o anel mais escuro chama-se "anel de outono" porque é formado durante o outono e o inverno.» (págs. 118 e 119)

No segundo dia aproveitámos os tesouros trazidos no dia anterior e fizemos caras... esta não é só uma foto, mas sim um conjunto dos nossos trabalhos, mas mereciam ser mostrados em grupo.
«Faz uma escultura inspirada na Land Art
Podes usar paus e outros materiais da natureza (folhas, pedras, terra). Se precisares de inspiração, procura imagens de artistas que gostam de usar elementos da natureza nas suas obras. Algumas pistas: Richard Long, Robert Smithson, Alberto Carneiro, Patrick Dougherty, Mikael Hansen.» (págs. 126 e 127)

A certa altura descobrimos que no escoadouro do pátio, havia um sapito preso. Em bom rigor, só o viemos a considerar preso dali a uns dias, por uns tempos pensámos que ali teria ido por sua livre iniciativa e ali estaria de bom grado. Foi o "nosso sapo" durante as férias, mas no último dia, armámo-nos em engenhocas, abrimos o escoadouro, pegámos (peguei) no sapo e levá-lo para o ribeirito mais próximo. Não queria sair do balde e foi luxuosamente colocado (coloquei-o) junto à água. Enquanto "o tivemos", foi alvo de muitos olhares curiosos.
«As diferenças entre sapos e rãs não são fáceis de perceber à primeira vista. Normalmente as pessoas chamam rãs aos animais de pele mais lisa e que vivem próximo da água; e chamam sapos aos de pele mais rugosa e que andam mais em terra. Mas, na verdade, há sapos e rãs que pertencem à mesma família, ou seja, os cientistas não consideram que exista uma diferença real entre uns e outros.» (pág. 106)

Não tive qualquer interferência nas suas descobertas das andorinhas que nos finais de tarde vinham rodear a casa enquanto eles brincavam no pátio nos seus momentos de brincadeiras após a praia e os banhos. Aproveitámos as amigas que eles afirmavam ter feito para aprender um pouco mais e foi até da sua iniciativa que nasceu o trabalho no livro das férias...
«Tal como nós podemos passar umas férias longe de casa quando chega o verão, há muitas espécies de aves que resolvem fazer uma viagem grande, até um sítio distante, uma vez por ano.
A diferença é que as aves fazem essa viagem por razões de sobrevivência: algumas porque não resistem ao frio; outras porque deixam de ter alimento nos sítios onde moram (por ex., por causa da neve); outras, por ambas as razões.» (pág. 172)

Sempre gostei de poças de maré. Desde que me lembro, foi sempre uma aventura descobrir os animais e plantas escondidos por entre as rochas quando o mar se ia. Continuo a gostar de uma praia com rochas descobertas na maré baixa e ainda mais de procurar o que se esconde por ali, com eles.
«À medida que a maré vai baixando, deixa à vista a areia ou as rochas que minutos antes estavam debaixo de água - forma-se assim a área entre-marés também chamada intertidal. Quando esta área é de rocha, a água do mar fica presa em pequenas cavidades, formando as poças de maré.»
(pág. 297)

As borboletas foram um mero e curto acaso descoberto durante um passeio, o suficiente para se tentar perceber um pouco mais acerca do seu esvoaçar e pousar por entre as flores.
«A boca é uma pequena tromba sugadora que funciona como uma palhinha. Quando está em repouso, fica toda enrolada; quando a borboleta se aproxima do néctar, desenrola-a e chuuup!» (pág. 85)


No último dia, a aventura tornou-se cómica, mas deu um belo final para os sete dias lá fora.
«Tal como acontece com as pessoas, quando os animais comem, há sempre partes dos alimentos que o corpo rejeita. Essas partes são enviadas para fora do corpo através dos dejetos (o nome que os biólogos dão aos "cocós" dos animais). Assim, nos dejetos dos animais podemos encontrar tudo o que não foi digerido, como sementes, plantas, pelos, pequenos ossos ou exosqueletos de insetos.» (pág. 45)
Neste caso, só pela observação, questionámo-nos acerca de bostas... e ponderámos que as dos cavalos serão maiores pelo seu tamanho, e terão aspeto do que passam o tempo a comer... palha.

Rita

sexta-feira, julho 31, 2015

Finais...


E pronto. Como esperado, as férias chegaram ao fim, deixando somente o bom sabor da antecipação de mais uns dias daqui a pouco tempo e ainda uns pozinhos no final do ano. 
O último dia no maravilhoso Alentejo que há alguns anos nos acolhe - por opção e não por tradição - amanheceu chuvoso, encharcando as toalhas de praia e banho que secavam desde ontem no estendal. Não desarmámos e fomos limpando a casinha na expectativa que a tarde nos levasse à praia, como usualmente, ou não estivéssemos nós praticamente em Agosto e em terra habitualmente quente. Tal acabou por não acontecer, mas não pelo clima e mais pela necessidade surgida de fazer tratamento a cabeças piolhosas (este ano andamos nesta saga há uma série de meses e eis que, quando se pensava já ter chegado ao fim, dá-se afinal um novo capítulo), que acabou por demorar. 
A estadia acabou assim como tinha começado há quinze dias: com um final de tarde no parque, com direito a rodas e cabriolices na relva, o projeto de um lanche tardio que se transformou em jantar adiantado e uma viagem para casa acompanhada simpaticamente por uma grande Lua azul.

Rita

quinta-feira, julho 30, 2015

Mais uma camisola pintada à mão, com a assinatura Oficinas RANHA

Quem nos visita desde o início deste blog pode ter lido a origem do nosso nome "artístico" neste e neste posts e saber que as as Oficinas RANHA começaram quando eu e a Rita decidimos oferecer as amigas, há muitos e longos anos, peças únicas e personalizadas trabalhadas por nós.
Quem não sabia, fica a saber que assim foi. E tudo começou com a pintura te t-shits ou a reciclagem de umas calças. E continuou com essa e outras manualidades, das quais a recriação de peças de roupa foi sempre uma constante. E sempre com críticas positivas pela originalidade, (não há nenhuma igual) mas também porque na maioria das vezes são feitas a pensar em quem as vai receber. E, apesar de nos últimos anos trabalhado em poucas peças haverá ainda por esse país camisolas, túnicas e até calças com apontamentos originais com a nossa assinatura.
Eu continuo a gostar de pegar numa camisola, um básico normalíssimo  e, recorrendo aos pincéis, trabalhar em mão livre a peça, de preferência inspirada na sua futura dona. Depois trabalhá-la com tecidos ou linhas ou não.
Foi o que aconteceu no final do ano passado quando pintei para a Susana um dos presentes personalizados que oferecemos este Natal. A pensar no guarda-roupa Primavera-Verão 2015 aqui está uma camisola basica de algodão, pintada à mão com tintas de tecido. As cores foram as preferidas da menina que a recebeu; cinzento e amarelo. Ficou assim. Espero que gostem.


Nota: As palavras ou expressões em itálico são links para quem não percebeu.. :-) :-) :-)
Ana Cristina

quarta-feira, julho 29, 2015

Ui...

Foi há pouco.
Tínhamos estado os três enfiados na cama, eu e os dois maiores, a ler "O sapo tem medo". No final, falámos sobre a história e perguntei de que é que tinham medo. 
Ele declarou que não havia nada que o assustasse (por acaso o rapazola nunca foi de grandes medos, isso é verdade), mas ela assumiu que tinha um medo. Quando lho perguntei, referiu que era tão grande que não o podia dizer em voz alta porque ficaria cheia de medo. Disse que ela não precisava de o dizer e que poderíamos ficar só ali os três, abraçadinhos.
E então ela diz:
- Tenho medo de morrer. Porque se não, depois, o que é que eu vou ser?
Ficámos os três abraçadinhos, a distrair-nos com coisas boas.
Caramba.
Rita

segunda-feira, julho 27, 2015

Sete dias de... brincadeiras de férias


Escorregas pela primeira vez... subir e descer, tudo sozinha e com grande pintarola, sem nada de choro quando caiu meio desamparada no início...


Passeios e explorações, neste caso, sobre os sobreiros e a cortiça... 


Nada a dizer, viajar às costas de um mano é o mesmo que voar...


Ideia aproveitada do blog recém descoberto "Café, canela e chocolate": pernas de polvo...



"Kalaha", grande jogo recém abraçado cá pela famelga...



Piscina, mas de bolas, na festa local...



E uma caminha de bebés a dar para todos... 


Rita

sábado, julho 25, 2015

Conversa da treta para quem anda desesperado... opinião minha.


Ontem foi notícia que, para o ano que vem seremos beneficiados com a devolução de 19% da sobretaxa de IRS. E que já podemos fazer uma primeira simulação e sonhar com os milhares de euros que vamos receber ... porque o governo vai devolver milhares de euros...
Na segunda parte da notícia até nos mostraram simulações de devolução, porque a aplicação já existe (a criar a ferramenta foram muito rápidos). Claro que fomos avisados que esta é UMA POSSIBILIDADE e não uma certeza. Na verdade só no final do ano é que poderemos saber a quanto temos direito.na notícia não diziam que essa devolução dependerá de factores como a correção dos reembolsos do IVA, uma medida que consta do programa do governo para o orçamento de estado de 2015 (mas parece que esse item não aparece no simulador).
Lemos essa informação nos sites de economia ou em posts de opinião. Aqui, por exemplo informam-nos que
" ... este desagravamento está dependente das receitas de IVA e de IRS, uma vez que a fórmula de cálculo do crédito fiscal considera a diferença entre a soma das receitas do IRS e do IVA efetivamente cobradas (e apuradas na síntese de execução orçamental de dezembro de 2015) e a soma da receita dos dois impostos estimada para o conjunto do ano no Orçamento do Estado."
A mim, uma leiga nestes aspectos, parece-me mais uma medida eleitoralista, que olha sobretudo a quem está desesperado, e que por momentos qualquer dinheirinho será muito bem vindo. Mas não se esqueçam os distraídos; será quanto muito uma devolução de menos de 20% de 3,5% de quem é submetido a essa redução... Ou seja, se tudo correr bem, pois então, e se se portarem bem nas eleições podem receber uns tostões.
Ana Cristina

sexta-feira, julho 24, 2015

Série "Estamos tão desgraçados da nossa vidinha..." - 2

É verdade. A gaiatinha também sabe dizer o "três". Vocês sabem, do...


                                          Um...                          Dois...                      TRÊS!

[Esta aprendeu com a mana, a repetir exaustivamente e só para ela, exercícios numa piscina... ]


Rita

quinta-feira, julho 23, 2015

Novidades de Miss Goffre, a menor



Dezoito meses feitos no início deste mês e:

- nessa data dizia «olá», «mamã» e «mãe», «papá», «não», «sim» (com a cabeça), «pão», «mão», «pé», «já tá», «adeus» (com a mão), «papa», água (ou melhor, «aua»), «dá»,  banana (mas a soar como «anana»), «bebé», cão (mas a soar como «cam»), meu (mas a soar algo como «mãe» ou «mem»... depois de uma semana e meia juntou-lhe: praia («paia»), «bóia», batata («tata»), não há (não exatamente assim, mas percebe-se), onde está (também não exatamente assim, mas também se percebe), toma (com o som «poma» e dito no sentido de dar coisas e de acompanhar o gesto de atirar, se bem que também repetido até à exaustão, como quem gosta do som), «cocó» (e sempre que o faz, chegando a apontar para a fralda, mas também muito no decorrer de brincadeiras com os irmãos, imagine-se...)... e tenho a sensação que me faltam algumas... por vezes também é apanhada a dizer coisas aparentemente intencionais, mas que não repete, como o momento em que apontou para a piscinita de brincar das férias e disse «pacina» e que nos fez estacar e pedir repetição... claro que não tornou a acontecer...

- nessa data identificava o cão, o gato e os pombos... ladrava («am am am») mas embora tentasse fazer o som do miado ainda não se aproximava... depois de uma semana e meia, todos os pássaros a fascinam, sejam pardais, andorinhas, gaivotas, águias ou cegonhas... são os "pius" e o som já se lhe assemelha bastante... também já muge, mas só viu vacas a alguma distância...

- nessa data, tirando umas duas semanitas em que dormiu menos bem, tendo nós reparado mais tarde que pudesse estar relacionado com o nascimento de alguns dentes em simultâneo, era levada para a cama depois das despedidas a todos e dormia quase invariavelmente até de manhã... depois de uma semana e meia, não sei o que nos esperará em casa... resistente às dormidas (todas), tem-se transformado num pequeno diabo de cada vez que vai para a cama... nada a fazer, o pai (que parece ter mais competências para a acalmar) vai dar uma vista de olhos ao tablet para que ela o veja e sossegue...

- nessa data (e tal como agora), é o que se pode chamar de "enfardadeira": come tudo, quer tudo, aceita experimentar tudo e poucas coisas são as que não acha piada... podem ser picantes, ter um paladar diferente, estarem frias, nunca se queixa e pede tudo... sei que, relacionado com o desenvolvimento, nem sempre há-se ser assim, mas de acordo com a minha experiência (um Vasco que, mesmo sem comer muito, tem um paladar mais aberto e demonstrou sempre mais disposição para a experimentação, depois de uma Alice que nunca tinha fome e que foi sempre a esquisita), a forma de encarar o alimento pode ser melhor quando começa logo bem...

- nessa data só tinha ido à praia com três e seis meses... agora demonstra não ser dada a nenhum tipo de manias: gosta de água, mesmo que fria, gosta de areia... também gosta de relva e pedras... e adora pôr o creme protetor... e primeiro que todos...

O que dizer mais desta filha... quem viu o "Divertida-mente" há-de compreender a minha afirmação... que continua cheia de personalidade e sem aquela personagem da "Tristeza" na sua mente... tudo a que frustra, mesmo tudo o que a magoe fisicamente, não lhe provoca tristeza, só "Fúria" ou "Raiva", e das grandes, com direito a agressão e a lançamento para longe de tudo o que lhe pudesse ser confortável, bem como a posições horizontais no chão acompanhadas por gritos e esperneamentos. 
Assim como é dotada destas capacidades aquando do que a contraria, é doce, carinhosa, gosta de beijos e abraços, adora dançar (rodopia, mexe os braços, bate palmas) e cantarolar («lá lá lá»)... e escalar... e é preciso fazer-lhe justiça, mesmo quando não dorme, tem uma energia positiva latente, sempre satisfeita e com boa onda (tirando as fúrias, que, verdade seja dita, não são muitas - felizmente!), previsivelmente boa para pândegas. Em resumo, aos dezoito meses já é possível considerar que Miss Goffre terá nascido para, tal como a sua alcunha indica, abraçar os sabores da vida em toda a sua plenitude, desde que fortes e intensos.
Rita

quarta-feira, julho 22, 2015

Um xulé contente, um menino feliz

Foi há uns meses que recebemos estas fotos. O dono babado do seu xulé, com um amiguinho. Adivinha-se, pelos sorrisos do menino e do Xulé Quarenta e Três que estão felizes juntos. E desejamos que as brincadeiras evoluam ao mesmo tempo que o menino cresce, que continuem companheiros de brincadeiras e de sonhos.
E quem sabe, se dentro de algum tempo, novo xulé se junta à mesma casa, desta vez para ser companheiro da mana do menino. Talvez tenhamos a sorte de receber uma foto dos quatro...
Ana Cristina

sábado, julho 18, 2015

Dos filhos

Do Vasco
Durante o almoço de hoje, enquanto falávamos no conceito de infinitude (a propósito dos números), comenta o Vasco algo sobre nós, pessoas. Dizemos que somos o contrário e ele emenda:
- Não, nós também somos infinitos. Porque depois de morrermos, nascemos outra vez como outra pessoa ou outro animal.
E ainda diz o pai:
- E lembramo-nos de alguma coisa?
- Não, não nos lembramos de nada. Se calhar até já fomos.
Tenho portanto um filho adepto da reencarnação. Que declarou ter preferência sobre o formato do tigre ou leão, numa próxima vida. Mas que também foi recordado que poderia vir a ser uma barata, daquelas que nos aparece de tempos a tempos em casa e que andamos sempre a tentar apanhar a todo o custo. Vá lá, ele riu-se.

Da Alice
Na praia, chega junto de mim com um sorriso:
- Oh mãe, acreditas... vi agora um miúdo dois ou três anos mais novo do que eu, nu... sem fato de banho, já viste...
- E então...?
- Então, que é um espetáculo não muito agradável de se ver...

Conceitos de estética e opiniões metafísicas. Os meus filhos estão uns crescidos.

Rita

sexta-feira, julho 10, 2015

Ser tia, ser irmã, eu...

Nas últimas semanas partilharam comigo mensagens e frases simpáticas sobre significado de ser tia. Logo nesta altura, em que levei o Vasco comigo nuns dias de férias a terras do costume de além-Tejo, e que trouxe a Alice uns dias para minha casa para passarmos também uns dias diferentes do habitual. Logo nesta fase, que me apetecia escrever umas coisas bonitas sobre os sobrinhos que estão perto não esquecendo os que estão longe da vista.
Ou, quem sabe, dissertar algo sobre o quão sortuda me sinto naqueles momentos em que a Joana me dá uns abracinhos bons, ou me manda beijinhos sonoros como os que de repente aprendeu a dar, ou até quando chora de braços estendidos quando me vou embora (mesmo sabendo que ela o que quer mesmo é ir passear posso fingir qu)e ela me quer a mim...). Mas faltam-me palavras bonitas.
Eu podia dizer que ser tia é o prolongamento de ser a irmã mais velha. Eu sou A irmã mais velha. Aquela que o nosso tio chamava de uma segunda mãe para a Rita. A que sabia ser uma voz ativa na vida da pequena, que tinha a consciência que era imitada, e ouvida, quando os conflitos entre pais e filha surgiam. A ponte entre os pais e a filha mais nova. A que ensinou muito mas aprendeu muitíssimo. E que não se pense que abriu sempre o terreno para a mais nova, houve alturas em que foi a pequena que o abriu. Ser irmã mais velha também é ficar contente com os feitos da pequena, às vezes com uma pontinha de inveja (daquela boa, que nos faz ficar muito mais contentes que tristes). E ser tia também é tudo isso, tirando a pontinha de inveja, claro (essa é sempre direcionada para a irmã)
Hoje antes quero lembrar os tempos de irmãs. Os momentos de irmã babada, quando a Rita chegou a casa zangada com a professora de religião e moral porque a sua teoria da origem do Homem era incompatível com a da irmã. Ou quando me escolhia a mim para esclarecer as suas dúvidas. Ou mesmo quando era pequenina e me convenceu a não mudar de quarto porque quando tínhamos pesadelos podíamos dar as mãos uma à outra. Ou a despedida chorosa quando fui de férias, tinha ela 3 anos... Deu-me mesmo a volta a piolha...




Ana Cristina

quarta-feira, julho 08, 2015

A criação do dinheiro, dos bancos e da banca...

Um vídeo muito interessante que nos explica, em dez minutos, de onde vem o dinheiro. Para todas as idades, n minha opinião, num tempo que importa estarmos tentos e minimamente informados.
Espero que gostem.
(Transportado do YouTube)
Ana Cristina

domingo, julho 05, 2015

Novidades de D. Panqueca, a maior

Há dois anos inscrevemo-la num campo de férias, mas ainda não tinha completado os oito anos e acabou por não poder ir. No ano passado foi, segura, com uma grande amiga, e voltou delirante, cheia de rituais, cantorias, aventuras. 
Este ano, como os avós já não têm tanta disponibilidade e não há licenças de maternidade a serem gozadas, propusemos o acampamento para onde eu e a tia íamos em miúdas (e até adolescentes), versão moderna obviamente. A ideia era monetariamente acessível e eu estava confiante de que ela ia gostar. Único senão: ir sozinha. 
Aderiu. Confessou por duas vezes à tia que não lhe apetecia ir, mas cá em casa nunca o admitiu. E, na altura do pagamento, numa última conversa sobre vantagens e desvantagens, nem pareceu hesitar (pelo menos diante de um olhar menos atento). 
Hoje, no meio daquilo que lhe há-de ter parecido uma pequena multidão a confirmar o seu nome da lista, encostou-se a mim e disse de repente: «Mãe, não quero ir...». Mas logo a seguir, com a chegada de um colega da sala do irmão, a insegurança pareceu atenuar-se, despediu-se, entrou para o autocarro sozinha, escolheu uma cadeira. O outro ficou depois ao seu lado e percebi-os a conversar animadamente, mesmo com os anos de diferença. 
Ela não sabe, mas admirei-lhe a decisão. Percebi naquele momento como sempre tinha sido fácil para mim, pelo menos tendo uma irmã presente, e como pode ser diferente abrir caminho sozinha. 
Ficámos, nós cá de fora, só a ver-lhe a silhueta na sombra do autocarro, a trocar acenos e beijos enviados pelo éter. E agora, fico sozinha por aqui, a pensar-lhe nos pensamentos e a repetir-se-me o orgulho de, mesmo insegura e de coração a bater descompassado (senti-o nos abraços), vê-la a caminhar no interior do autocarro, à procura do seu lugar. O de sentar... e o outro. 
Rita

sábado, julho 04, 2015

Novidades de Sr. Crepe, o do meio


Finalmente, o dente que estava para cair... foi arrancado...! Tal como aconteceu com a maioria dos da Alice (na verdade, todos até agora, menos um), o Vasco precisou do dentista para o ajudar no seu ritual de passagem para este novo estadio de rapaz com «finalmente um dente definitivo»... E estava tão radiante como a sua irmã mais velha esteve há uns anos (já com os sete anos...) quando passou pelo mesmo. Suportou a picada da anestesia e informou de início que queria o seu dente guardado "num papelinho verde", que não é mais do que os restos de embalagens onde no consultório costumam embrulhar os dentes da Alice para nos entregar. 
Antes de ir para a cama, com o seu dente na mão, sorriu para mim matreiramente e disse:
- Eu sei que a fada dos dentes és tu e o pai...
Como sempre, descomprometi-me, sem concordar ou discordar.
Logo a seguir, a arranjar-se na cama, concluiu, de repente:
- Oh, não podes ser tu e o pai...! Porque à noite as lojas estão fechadas e vocês não podiam ir comprar o presente...!
Rita

quarta-feira, julho 01, 2015

Passou mais de um mês desde que aqui postei

E, não se iludam, também não vai ser desta que vou fazer um post de grande interesse. 
Venho aqui só dizer que no tempo que se passou, fiz alguns Xulés que estão à venda n' A Venda Lusitana, passei uns dias de férias no alentejo com parte da família, fui a um casamento, e esta semana tenho estou de rescaldo de umas trocas malucas e com a sobrinha mais crescida cá em casa. Ainda deu tempo para momentos de convívio, com uma amiga de longa data que nos últimos anos tem estado por terras dos UK e um jantar de aniversário da grande amiga de infância... Tudo isto intercalado com uns turnos doidos que já deu para ser denominada de vampiro-nurse.
Falhou a actualização do blog e as visitinhas aos espaços do costume. Mas aguardem-me, que eu volto.
Mas fica uma foto (muito fraquinha) que recorda as palhaçadas depois do jantar de aniversário da Tina, Prova provada que aderimos às selfies.


Ana Cristina

terça-feira, junho 09, 2015

Vários pensamentos sobre estudar... com filhos

Pico, Estrela, Pico Ruivo, Larouco, Gerês, Montesinho, Peneda, Marão - ontem, eu e a Alice decorámos as maiores elevações de Portugal, durante a ajuda ao estudo para o último teste, de Estudo do Meio. Decorámo-las compassadamente, a bater palmas e a dizê-las alto e em bom som.
Explico sempre que as coisas são essencialmente para ser percebidas, que têm uma lógica. Mas claro que, na aprendizagem, surgem sempre listas, nomes, datas, pequenas coisas a decorar. E acho que não há mal nisso, desde que não seja a norma. Como raio teria eu aprendido todas as preposições se a Natividade, a minha professora do 8º ano, não tivesse teimado que todos os alunos tinham de as saber, de cor e salteado, e nos obrigado até a fazer uma espécie de audição, para garantir que as tínhamos de facto decorado. Tenho a certeza que a minha compreensão da Língua Portuguesa não seria igual e, embora entendendo que tal não interessa a todos, para mim é efetivamente importante.

A estudar com a filhota maior cá de casa para este último teste, apercebi-me mais uma vez que, apesar das muitas irritações, frustrações, até do descambar em gritos que por vezes acontece, eu gosto. Claro que não gosto da frustração que sinto quando ela não pensa, quando responde qualquer coisa, quando quase roça a má-educação. Mas gosto da ideia que um dia ela recordará que me interessei o suficiente para me chatear quando isso acontecia, que me dediquei a ela, que lhe demonstrei algumas formas de estudar e de fazer um esforço.
Para além disso, acabo por me aperceber sempre que, apesar dos aborrecimentos, gosto de estudar com ela porque... relembro, reaprendo, aprendo. E isso é ótimo.
Rita


terça-feira, junho 02, 2015

Coisa mais linda que pés pequenos, não há...

A Cristina introduziu no outro dia uma espécie de tópico, as "Tootsie Tuesdays". E como cá em casa há magníficos detentores de belos pés, calculo ter alguma matéria para posts nas próximas terças-feiras...


Rita

segunda-feira, junho 01, 2015

Dia da miudagem!

Hoje, para comemorar o nosso dia... deles, as crianças filhos e meu, a mãe tantas vezes infantilóide... fomos comer um geladinho...
A primeira vez que a Joana tinha experimentado umas colheradas de gelado tinha sido no dia de aniversário do irmão, há dois meses. Um sundae. Abria mais a boca do que alguma vez se lhe tinha visto e foi nesse dia que percebemos que não saía ao Tio Fernando nessa pequena questão de paladar.
Desta vez, depois de estremunhar a cara toda com o frio da primeira lambidela, serenou as feições e decidiu que aquilo era coisa para lhe merecer constantes pedidos com direito a reclamações, se demorados. Mais uma pr'os gelados.

Rita