domingo, agosto 17, 2014

Despojos de um campo de férias


No dia seguinte ao regresso comecei logo por tratar da mochila, ansiosa por arrumar qualquer coisa que aliviasse o estado de uma casa em obras, onde se anda a aumentar uma divisão e a dar-lhe uma utilidade diferente, logo, uma casa completamente de pantanas.
Essencialmente, o que vinha na bagagem era sujidade. Como já há muitos anos não via...! Para além da imundice, a mochila trazia todos os items da lista por nós elaborada previamente (com excepção de uma única meia... mas, como vinha um par a mais...!), organizados de uma forma não irrepreensível mas nada criticável...  
Muito mais importante do que a bagagem física, a miúda trazia ótimas recordações, de uns maravilhosos oito dias. Já alguns dias volvidos, continuamos a falar do campo, do que fizeram, agora cada vez com mais pormenor... E todos os dias há músicas novas... e antigas, dos meus próprios campos... músicas já trauteadas também pelo irmão...
A minha filha está mais rica com a ida para este campo, e com ela, todos nós.
Rita

sábado, agosto 16, 2014

O regresso


Se não estivéssemos demasiado embrenhados nas modificações que estamos a fazer em casa para criar o quarto do Vasco, já aqui tinha vindo falar do regresso.
Oito dias depois de ter ido, a minha menina grande regressou. Imunda, estafada, cheia de saudades, mimocas, sorriso de orelha a orelha. Geriu, como pôde, os abraços e beijos entre os manos, declarou estar ansiosa por tomar o seu banho «a escaldar», passou pelas brasas no sofá com o irmão agarrado a ela e foi extremamente satisfeita para a sua cama. 
Do campo afirmou que, de 1 a 10, a nota era a máxima. Pronta para voltar para o ano, portanto.
Rita

segunda-feira, agosto 11, 2014

As férias que já tivemos

Antes de ficarmos a três (uma vez que a Alice está agora no campo de férias), estivemos de férias a cinco, na altura em que o pai ainda não havia regressado ao trabalho. Daqui a dias, quando a miúda voltar, retomaremos o nosso ATL de Verão familiar, ou seja, pouco menos de um mês a quatro, mãe e filhos. 
Entretanto, as férias já gozadas foram óptimas... tal como se quer, com muita cor...

... cor de praia...

... cor de comezainas...

... cor de passeios...

... cor de belas vistas...

... cor de brincadeiras...

... cor de gelados...

Rita

sábado, agosto 09, 2014

Os comentadores políticos que não têm nada a ver com as políticasImagem

Imagem tirada da net
São muitos. Uns dias é o Sr. Marcelo Rebelo de Sousa a contar-nos histórias de quem disse o quê e a quem qual poder de omnipresença e omnisciência. Ao que parece comenta acerca de tudo excepto da temática da sua candidatura à Presidência da Republica. Também há o Sr. Sócrates, ex-primeiro ministro, que recusa relacionar as suas políticas com as actuais. E temos ainda o Sr. Marques Mendes, um autêntico adivinho, que nos apresenta semanalmente a sua previsão do futuro. 
Estou para comentar acerca deles há algum tempo mas tenho sempre adiado. Umas vezes por falta de tempo, outras porque as palavras escritas não ajudam a clarificar as ideias. Mas hoje, numa nova tentativa, vai a minha pessoa comentar sobre os comentadores políticos, ou seja, sobre as incoerências que tivemos de ouvir o Sr. Marques Mendes dizer. 
  • Com que então não existem dinheiros públicos envolvidos no caso do BES mas pode dizer-se que há grave lesão do interesse nacional?!... 
  • E se o Tribunal Constitucional chumbar as medidas propostas pelo governo para o próximo Orçamento de Estado o governo não deve cair porque se houvesse eleições antecipadas ninguém votava no PSD e no CDS?! Ou seja, como ninguém votava neles o melhor é não pedir a demissão... ou melhor ainda, o melhor é o TC fazer passar tudo para o governo não ficar mais uma vez como aldrabão. 
  • E também não percebe a greve na TAP numa altura destas?! Tá bem, eu esta explico. Os trabalhadores da TAP estão a fazer greve por motivos de descanso. O aumento do horário de trabalho, a obrigatoriedade de trabalho extraordinário, e a diminuição dos períodos de descanso não parecem motivos suficientes para fazer greve??? Então também não deve entender as greves dos enfermeiros exactamente nesta altura.
Acho que deu para perceber que estou um bocadinho cheia destes e de outros senhores/as, a fazer comentário político na televisão. Aliás, nenhum deles parece ter absolutamente nada a ver com o estado a que chegámos.
Mais não digo num post que, apesar de mal redigido e sem correcção tem de ser publicado. Porque isto também sou eu, uma descontente. Mas também uma crente que um dia virão novos tempos, novas atitudes.
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 06, 2014

De mochila às costas...


... partiu ela, hoje de manhã, para o seu primeiro campo de férias... com uma grande amiga e mais de quarenta desconhecidos que presumo se irão tornar grandes companheiros a merecerem amargas lágrimas de despedida daqui a uma semana...
No saco levava todos os items da lista sugerida, mais a roupa escolhida por ela para a noite de gala, mais o seu Xulé, mais o seu característico contentamento equilibrado, de quem se adapta sempre às novas aventuras a que se propõe... 
Como eu ainda me recordo de tantas coisas do meu primeiro acampamento - e dos que se lhe seguiram - sei de fonte segura o bom que vai ser, o tanto que se cresce e se vive, o mais que se guarda para sempre... 
De forma sempre surpreendente para mim, tal como já aconteceu nos acantonamentos de dois e três dias com a turma ou nos passeios de final de ano lectivo ou em algumas festas escolares ou exibições de actividades, dei pelas lágrimas no último abraço que trocámos, mas escondi-o dela, engoli em seco e vim embora com os outros pimpolhos atrás... lágrimas de felicidade por vê-la crescer... 
Rita

domingo, agosto 03, 2014

Uma estante cheia de Xulés 2

São oito, e têm nomes seguidos, do Quarenta e Dois ao Quarenta e Nove. Quiseram marcar a diferença com uma fotografia de grupo a assinalar a quase meia centena de Xulés saídos da fábrica Oficinas RANHA.
Já seguiram quase todos para novas paragens, e foram felizes porque o saco xulezudo estava cheio e ficar lá dentro não tinha grande graça. Engraçado é brincar tanto que se fica moído e com pontos desfeitos, é dormir agarradinho ao dono pequeno ou ser admirado pelo grande. E tirar fotografias, claro (um prazer comum a todos os Xulés, como já deu para perceber). 
A história das meninas Xulés Quarenta e Quatro e Quarenta e Seis já contámos neste post, e a do verdusco e bezuguento Xulé Quarenta e Oito foi contada neste. Contaremos as outras histórias assim que possível, mas têm de esperar um bocadinho porque as artesãs e criativas das Oficinas RANHA, são também mãe-de-três-agora-de-férias ou enfermeira-a-trabalhar-a-40-horas-por-turnos-em-luta-sindical.
Ana Cristina



sábado, agosto 02, 2014

Vinte e três anos é muito tempo...

Muitos dias, muitas horas a cuidar. Vinte e três anos anos é muito tempo, deste tempo inteiro que eu tenho. É metade.
Festejei ontem os vinte e três anos que comecei a trabalhar como enfermeira. 
Não me lembro bem do primeiro dia. Só que era um bonito dia de sol, que havia notícias de uma Guerra no Golfo, e que eu tinha a noção que a minha vida iria mudar muito. Aquele era só o primeiro dia do resto da minha vida. O dia da passagem real à vida adulta, de começar a trabalhar na profissão para a qual tinha estudado e passado por grandes lutas internas, de começar a colaborar para a sociedade.
E passaram 23 anos, com vários primeiros dias do resto da minha vida e diferentes experiências profissionais. Comecei como uma menina enfermeira das que "- Menina, podia-me chamar uma enfermeira? Uma enfermeira mais velha.". Sou agora uma daquelas enfermeiras mais velhas e com experiência.
Tenho a mesma vontade de mudar o mundo (embora com uma visão mais assertiva) e, infelizmente, encontro agora algumas das mesmas dificuldades que encontrei no exercício da minha profissão quando comecei. Há uns anos pensava que estávamos numa espiral crescente mas parece que não. Não posso é desistir de acreditar que a espiral crescente é possível. 
A LUTA CONTINUA. A luta mental, a luta social, a luta política.
Ana Cristina

quarta-feira, julho 30, 2014

O verdusco e bezuguento Xulé Quarenta e Oito


Claro que quando o rapaz soube que a irmã mais velha planeava comprar um novo Xulé, de imediato puxou das suas poupanças e decidiu fazer o mesmo. O problema inicial foi a escolha. Dentro do saco xulezudo, todos se empertigavam, mas a cada novo olhar, o rapaz decidia-se por um diferente. Até chegar ao verdusco e bezuguento Xulé Quarenta e Oito.
No saco já sabiam que o Quarenta e Oito era um pouco destrambelhado, a gostar de brincadeiras malucas e divertimentos que dessem origem a muitas gargalhadas, de preferência a serem proferidas em voz alta. Daí que ninguém tivesse estranhado o imediato tácito entendimento entre o rapazinho e o verdusco. Miraram-se – o Xulé de forma desigual, devido ao seu desigual olhar –, mexeram-se, abraçaram-se, experimentaram-se. E decidiram-se um pelo outro, com a certeza de que os esperava uma vida louca repleta de tontarias a realizar em conjunto.
E foi assim que o sexto Xulé chegou à nossa família.



Rita

terça-feira, julho 29, 2014

Uma estante cheia de Xulés


Estes são dez Xulés que pretendem encontrar novos donos. Na verdade a maioria já seguiu caminho, mas há alguns que, não tendo ainda donos, querem ir para novas paragens. Podem conhecer o mundo pelas mãos pequenas de companheiros de brincadeiras e sonos bons, ou ficar em locais tranquilos e passar dias inteiros a descansar se os seus donos forem pessoas crescidas. Têm todos um ar divertido e adoram tirar fotografias.
Vamos mostrá-los um a um, mas por enquanto fiquem com a ideia que há de cores, tamanhos e feitios variados. Todos de meia, todos Xulés.
Se conhecerem alguém que esteja interessado em ter um avisem.
Ana Cristina

segunda-feira, julho 28, 2014

Apresento-vos a MISHA

Chegou cá a casa com a madrinha, que a encontrou a necessitar de ajuda e nos convenceu a adoptá-la. Parece, ter vivido na rua com a mãe e irmãs durante três meses, altura em que terá ficado orfã. Pensa-se que nesse mesmo dia, a que depois se tornou madrinha encontrou as três manas na beira da estrada e levou-as para um veterinário já conhecido e companheiro na causa de salvar gatinhos e cãezitos necessitados. Das manas não sei mais nada, mas espero que tenham encontrado lares adequados e donos dedicados. Espero também que tenham vidas felizes e duradouras. 
A Misha foi a primeira a ser entregue e é a nossa bebé-gata. Nas primeiras noites dormiu na sala bem escondida mas assim que se viu autorizada a explorar a casa à vontade não demorou muito a descobrir a nossa cama e agora a maior parte da noite podemos senti-la entre nós. Têm-se revelado uma pestinha, destruidora e vasos com e sem plantas (adotou uma flloreira com terra como casa-de-banho para os cocós e roeu algumas folhas de uma planta alta de folhas largas) e uma gulosa de comida de pessoa, ao ponto de ter já no seu histórico criminal assaltos ao saco do pão, roubo de um pequeno pedaço e ratação de um grande e de um pão de deus (comeu a parte do coco), e assaltos sem sucesso aos sacos de compras. Alterna períodos de correria e brincadeira em que corre e salta com a energia típica dos pequenos, com sono reparador em local estratégico ou no colo de um dos donos. Ronrona alto e quase não mia, só quando está aflita. Já conheceu a maior parte da família e alguns amigos e parece dar-se muito bem com pessoas, mesmo com as crianças. Com a Fera, a prima-gata que já cá estava a passar umas férias quando ela chegou, a relação é de uma curiosidade cautelosa misturada com um desafio respeitoso, por parte da pequena, e de uma tolerância assertiva por parte da grande. 
Meus senhores e minhas senhoras, apresento-vos a Misha, a nossa filha-gata.

Ana Cristina

quinta-feira, julho 24, 2014

Xulés Quarenta e Quatro (44#) e Quarenta e Seis (46#)


À medida que iam nascendo, as Meninas Xulés Quarenta e Quatro e Quarenta e Seis foram-se apercebendo das suas semelhanças. Não eram só as cores, o feitio, a vestimenta. Era toda a personalidade advinda do momento da sua confeção, os pensamentos e sentimentos que se transmitiam a cada ponto, a cada linha. As afinidades deram lugar a um sentimento de irmandade e como tantas vezes acontece, juntas no saco xulezudo desejaram ir uma com a outra para uma nova casa. Claro que foram advertidas que isso não costumava acontecer, mas a esperança persistia.
Depois, um dia, uma miúda pegou na Quarenta e Seis e disse: «Queria tanto este Xulé…». E zás, comprou-o, com o seu dinheiro poupado. E depois ofereceu-o à sua irmã bebé porque a Menina Xulé Quarenta e Seis só tinha um botão na sua gola e esta saía facilmente. E por proposta da Mãe, ficou antes com a Quarenta e Quatro, tão parecida e irmã da outra.

As Meninas Xulés Quarenta e Quatro e Quarenta e Seis moram agora cá em casa.


Rita

quarta-feira, julho 23, 2014

Relax

Iniciámos uma terceira parte de férias só a cinco. Só nós. Depois de uma primeira parte no nosso Alentejo com a companhia extraordinária da nossa amiguinha Di, de uma segunda em outro Alentejo com uma outra família sempre companheira, de dias intermédios sempre com familiares e amigos e festas, confesso que temi sentir-mo-nos um pouco… abandonados…
A atestar em como estava completamente enganada, o primeiro dia de praia foi delicioso e deu lugar a um bocadinho de tudo: jogos da bola entre o rapazola e o pai na areia lisa junto ao mar e mais tarde na areia seca entre o rapazola e amigos novos que foi convidar, construções de castelos retorcidos entre a mãe e a filha mais velha, ajudadas depois pelo jogador, procura de pedras para enfeitar o castelo, leituras, banhoca completa da mais velha, molhadela do do meio… E para a mais pequena não houve sestas, mas muitas brincadeiras sozinha dentro da tenda… e passeios ao colo do pai quando a solidão começou a ser demasiada… Tudo com tanta calma e descontração que quase nos esquecíamos de que precisávamos de comprar o jantar antes do supermercado fechar às oito…

Rita

sexta-feira, julho 18, 2014

Faz hoje um mês

... que me despedi do Pilas. Não pude fazê-lo pessoalmente porque estava longe, e isso ficou como "a mágoa" de todo o tempo que vivemos juntos. Ficarão para sempre os momentos de convívio, de mimo e até as zangas que tivemos. O Pilas era um gato bem disposto, brincalhão sempre que se sentia bem, que gostava de visitas mas não que os estranhos lhe pegassem ao colo, que fazia festas quando chegávamos a casa mas que se já estivesse acompanhado nos fintava para ir explorar a escada ou a casa de algum vizinho. Ainda hoje, quando chego a casa olho para os pés a ver se ele não sai a correr enquanto eu entro.

A última foto que tenho dele fará amanhã dois meses. Ilustra a recepção que recebia sempre que vinha das longas noites de trabalho. Foi a única vez que que consegui fotografar a recepção que nos vazia. Habitualmente durava uns dois-três minutos a dar turrinhas e ronronadelas, eu de rabo para o ar ou de cócoras e ele a receber-me com muito mimo. Logo se seguida passava para o modo "brincalhão" e deixava de querer festas para brincar ao esconde-caça com as minhas mãos. Nunca consegui gravar as miadelas que se ouviam quando ainda estávamos na escada.Entretanto, e contra os nossos projectos de adoptar para já um novo filhote-gato, não resistimos às várias ideias de possíveis adopções que fomos recebendo (obrigada Mena, Sofia e Sara). Acabámos por receber uma menina-gata com três meses que ficou órfã de mãe na beira de uma estrada bem movimentada. A Ana, minha amiga, e a pessoa que eu conheço como o íman-de-animais-a-necessitar-de-ajuda encontrou-a com mais duas irmãs, em risco também ser atropelada e escolheu-a para nós - das três a mais diferente do Pilas. E nós não resistimos... Mas as fotos ficam para um próximo post. Este é sobre o Pilas... porque tenho saudades do meu primeiro filhote-gato...

Ana Cristina

quinta-feira, julho 17, 2014

O Doce de Morango deste ano

Foi em grande escala, o que quer dizer que desta vez fiz um total de 12 frascos de doce caseiro, de morango. Alguns já foram distribuídos por outras casas, e no serviço já vamos no segundo frasco, mas com sorte o stock durará por um bom tempo.
Eu não sou dada a grandes experiências culinárias. Aliás, nem grandes nem pequenas. Gosto de fazer umas coisas especiais de vez em quando, mas de programar as refeições diariamente, de ter de variar e de fazer as compras para cumprir com o programado nem pensar. Felizmente, cá em casa há quem goste mais do que eu. 
No ano passado, quando fiz a minha primeira panela de doce gostei da experiência. Gostei de dar um frasco aos meus pais e à minha irmã de doce feito por mim. E gostei de o comer, claro. Este ano repeti a proeza e, à parte de uns ajustes que terei de fazer numa próxima vez, ficou bom. Agora apetecia-me continuar a fazer compotas. Talvez. Quem sabe.
Ana Cristina


terça-feira, julho 15, 2014

O Xulé 30#

Foi feito a pensar na sua dona, e aguarda há muito que ela venha passar as férias a Portugal, para se conhecerem e, quem sabe, irem juntas para a Dinamarca. Também faz parte do grupo restrito dos Xulés que têm uma saia de bolinhas, a combinar com os da Alice e das suas amigas (a sua dona também é uma amiga). 
Tem criado grandes simpatias entre quem a conhece por isso esperamos ansiosamente pela opinião da L.

E, para quem esteja interessado, fique sabendo que em breve mostraremos um montão de Xulés, alguns deles ainda sem dono.
Ana Cristina

sexta-feira, julho 11, 2014

Vasco, o entusiasta


O rapazeco é uma animação só. Acho-lhe tanta piada. Seja o que for, é sempre vivido com intensidade e entusiasmo. Beyblades, Tartarugas Ninja, Super-Heróis da Liga da Justiça, Invizimals, sucedem-se em fases de euforia constante e quase obsessiva.
Mas que não se pense que são só brinquedos ou jogos. Apaixonou-se pelos anúncios do “Optimus/Nos Alive” na televisão e rádio e parece um autêntico festivaleiro, a vibrar verdadeiramente com o acontecimento… No outro dia, durante um jogo, perguntou se podíamos ir ao Brasil e talvez pouco tempo a seguir, questionou se o podíamos levar a ver os “One Direction”. Conclusão: visse o rapaz mais televisão nas férias (onde só há quatro canais durante o pequeno almoço e ao jantar) e tínhamos programação para todos os dias que nos restavam às mesmas, só baseados nos seus entusiasmos.
Dos quinze dias de férias com avós e tios, veio com a febre do futebol. Não conseguimos perceber se foi só no decurso do Mundial ou se estava relacionado com conversas e entusiasmos do tio, de quem ele é um completo adorador. O que é certo é que, nos dias que intervalaram essas primeiras férias e estas segundas, connosco, fartou-se de jogar nos páteos das traseiras com os vizinhos.
Agora temos uma bola, atrás da qual ele se farta de correr na praia e com a qual ganha milhentos jogos de penaltis com o pai. O coitado do pai, que ainda não se consegue mexer de forma perfeita e que se farta de apelar à existência de um árbitro isento que avalie as jogadas dos dois.
Quando ninguém pode jogar com ele, joga sozinho. «Agora é o Real Madrid contra o Gana!» (vai uma confusão naquela cabeça…) Também se aninha no sofá com o pai a ver os jogos, falando interminavelmente ao mesmo tempo e fazendo-lhe perguntas sobre os tempos em que ele “era jogador” (ou seja, a altura em que ainda não se tinha magoado e jogava com os amigos – «tu também foste jogador, não foi, pai?», «ah, mas tu jogava basquete mesmo a sério, não era?»).
O futebol proporcionou-lhe até um pesadelo e apareceu para dormir connosco esta noite. Da parte da tarde explicou que tinha sonhado com um jogador «a sério» que estava a jogar descalço (esta é a parte para nos convencer a deixá-lo calçar-se sempre de ténis, de certeza) e que tinha dado um pontapé numa bola e se tinha magoado; depois tinha pensado que estava tudo bem, mas «o cérebro ficou estragado e ele morreu». A história deu azo aos risos das miúdas, a fazerem trabalhos de casa de férias («se ele se magoou no pé, como é que foi o cérebro que se estragou?»), mas ele não desmanchou… que o jogador se tinha magoado mesmo, porque a bola era «de ferro»…
O rapaz é mesmo cómico. Vamos lá ver se nos próximos dias não tem nenhum pesadelo com o “Optimus Alive” ou assim…

Rita

quinta-feira, julho 10, 2014

quarta-feira, julho 09, 2014

Somos um montão


Eu: Já viram, as pessoas devem pensar que vocês são todos irmãos… Ainda por cima tu também és clarinha, com o cabelo quase do da cor da Alice… são da mesma altura, as pessoas devem pensar que vocês são gémeas, já viram…
Di: É verdade, e as pessoas devem pensar que vocês são uns malucos, com muitos filhos…!

Na verdade, pouco nos têm perguntado. Logo no primeiro dia, quando parámos para almoçar a meio da viagem, apareceu precisamente um casal com quatro, de idades todas diferentes. Olharam para nós, olhámos para eles. Quando íamos embora, a mulher cruzou-se com o João e questionou: «Com quatro não é fácil, hã…». O João não desarmou: «Uns dias melhores que outros.», deixando-a ir embora com um sorriso pretensamente cúmplice de quem não percebe o cliché totalmente verdadeiro e que se poderia aplicar se até só lhe tivesse perguntado só por ele.
Hoje, um casal brasileiro não resistiu a perguntar se eram os quatro nossos. Não mentimos (provavelmente a Di não deixaria, ela que se recusa até à brincadeira que é como se fosse nossa filha emprestada por estes dias), mas eles, sempre divertidos, admitiram que, nos tempos que correm, mesmo com três somos uma raridade e que na altura deles era mais comum. Depois acrescentaram que, ainda por cima, nós eramos novinhos, ihihih… nesse caso também não desarmamos, eles que pensassem sobre a nossa idade o que quisessem…
Devemos ter a nossa dose de atenção, claro está. Ainda por cima sendo um conjunto tão bem oleado, cada um a chegar à praia com a sua incumbência (mãe com mochila da filha pequena e filha pequena; pai com saco de praia, meio iglô e uma barreira; filha grande e amiga alternadamente com mochila da comida e mochila gigantesca de brinquedos de praia; filho pequeno com bola ou meio iglô), a saber como organizar os chinelos todos juntos, como colocar a roupa toda no saco antes de correr para a água, a ir depois embora todos em fila desordenada com os chinelos pela mão. Provavelmente seria pior se fosse para nos organizarmos de manhã, antes de ir para a escola ou trabalho, mas nas férias, tudo funciona, até nas horas previamente propostas para sair de casa.

Rita

terça-feira, julho 08, 2014

Momentos de férias

Os três, na piscina minúscula montada no páteo (conselho: em casa alentejana com um nico de páteo, bote-se sempre uma piscina, nem que seja pouco mais que um alguidar… o divertimento é sempre garantido), assustam-se com uma abelha.
A Di dá-lhe uma pancada com a rede de limpeza. O problema parece resolvido, até repararem dali a um tempo que a abelha ainda mexe e tenta a todo o custo patinar na água expulsa do recipiente azul.
A Alice desafia a Di a matá-la com o chinelo (não tinha os seus), mas esta recusa porque em tempos o irmão matou uma mosca com um chapéu e o chapéu ainda hoje mantem a mancha de sangue.
A conversa mantem-se neste tom, comigo divertida a interferir (que os bonés se lavam, que o sangue sai com a lavagem), e eles pouco preocupados com a abelha, que não parece oferecer perigo.
De repente, a Di repara que a abelha parece partida ao meio (deve ter sido da pancadona anterior com a rede, livra!). A Alice torna a desafiar, a Di torna a recusar.
Eu acrescento que a abelha deve estar a sofrer e que matá-la acaba por ser um bom acto, que lhe permitirá acabar com o sofrimento.
A Di decide-se logo a seguir, solidária com a causa, e sai da piscina. Procura os chinelos, um de cada cor, e ouço-a a dizer para si mesma, em voz alta: «O verde ou o cor-de-rosa?! O rosa, que fica melhor com o sangue…». Temos ali, portanto, uma pequena “abicida” cheia de preocupações estéticas…
Rita

segunda-feira, julho 07, 2014

Como três não nos chegavam...


Posto o último post, este ano, à semelhança do que já tinha acontecido há dois anos, trouxemos uma amiguinha de férias.
O tempo passou, a nossa família está maior e dois anos mais crescida, a amiga é diferente da R. Tudo isso traz uma dinâmica completamente diferente.
Ao contrário do que se possa pensar, tem sido tudo fácil. As duas entendem-se perfeitamente, ainda praticamente não houve conflitos para gerir, ou fomos nós que não demos por isso. Na verdade, não fosse preciso alimentá-las e transportá-las de ida e volta para a praia, quase não éramos necessários.
A única coisa que me faz pena é ver o Vasco a tentar algumas vezes introduzir-se no duo dinâmico. Com pouco sucesso. Ele, que é verdadeiramente um fixolas, volta-se facilmente para outra coisa, mas não consigo deixar que o desprezo e desinteresse delas me toque. A Di acaba por seguir a Alice nessas atitudes e são as da irmã as que mais me custam. Principalmente tendo em conta que eles até se dão bastante bem.
Da outra vez, fosse porque ele fosse mais pequenino e se limitasse a andar atrás delas, fosse porque a R. o conhece desde sempre e estava muito habituada a ele, fosse porque elas ainda não tinham brincadeiras tão complexas, fosse porque com 03 anos ele ainda tinha perante elas aquele ar de bebé, foi mais fácil lidar com o triângulo. Nem sequer o sentimos como tal.
Até ao quarto dia, a exclusão a que elas o votaram foi notória e quando ele procurava o companheirismo habitual da irmã («não é, mana?!», «viste, mana?!») e ela o repelia, até me doía. Depois, a aproximação foi algo quase imperceptível… primeiro, a amiga que se quis juntar a um jogo de futebol pais e filho… depois, uma brincadeira a três na praia… mais tarde, um boneco hulk a conviver com umas nancys… isto vai…

Rita

domingo, julho 06, 2014

Ontem publicamos a mensagem 1111...

Apesar de pouco movimentado, este blog afinal já tem uma longa história. Até agora, oito anos e exactamente 5 meses.
E apesar de escrever pouco nele, continuo a gostar deste projecto.
Ana Cristina


Nota: Esta foi a primeira imagem que publicámos no arRanha no Trapo. Uma camisola pintada à mão que oferecemos a uma amiga. Na altura tivemos de fotografar a fotografia...

sábado, julho 05, 2014

Os meus obrigados

Fico tão contente por termos tido a hipótese de, há uns meses, termos trocado o nosso carro por um novo (novo para nós) que permite colocar mais dois lugares. É que é tão bom trazer amigos pequenos de férias. É tão bom ter grandes amigos grandes que confiam em nós para nos permitirem isso. E é tão bom ter amigos em quem confiamos para levarem os nossos filhos de férias. E tão tão bom chegar à conclusão que, ao contrário do que pensávamos, a nossa capacidade para fazer amigos destes não diminui com o passar da vida. E, também ao contrário do que poderíamos ter considerado em tempos, o grupo destes amigos pode ir aumentando. E eles andam por aí e é uma sorte encontrá-los, mas é também reflexo das pessoas que nós somos, por conseguirmos atraí-los e isso também diz algo de nós e é bom.

Eu esqueci-me completamente de aproveitar a iniciativa dos CTT para enviar obrigados aos meus amigos. Mesmo depois de deles ter recebido obrigados, continuei a atrapalhar-me com o dia-a-dia e tornei a esquecer-me… Vão então por aqui esses obrigados aos meus amigos. Eles sabem quem são.

Rita

quarta-feira, julho 02, 2014

Nota-se muito...


... que fomos à exposição dos Transformers?!
Rita

Pequena nota: nada de especial que valha grandemente a pena a deslocação, mas mais engraçado a partir das 16h, quando abrem os jogos aos miúdos e fornecem uns quantos espécimes para mexer... já agora, pegar naquelas coisas e transformá-las em robots e em veículos ou dinossauros (?!) deve ser tarefa para seres extraordinários, provavelmente com mãos pequeninas, com certeza...

terça-feira, julho 01, 2014

A Alice e a marcha

Neste último domingo a Alice teve a última exibição da Marcha infantil da escola.
Fazendo bem as contas, há nove anos que a Alice assiste aos ensaios da Marcha da escola. Chegávamos lá para Maio e era vê-la a marchar pela casa com as mãos nas ancas. Sempre achei que seria natural ela querer participar quando fosse para o 1º ciclo e foi uma surpresa quando declarou que «dava muito trabalho» e não se quis inscrever.
Talvez porque no 1º ano a turma estava lá quase em peso, no ano a seguir alinhou. Gostou dos ensaios e das exibições, mas não declarou nenhuma paixão nem demostrou orgulhos especiais.
É preciso ter a noção que a Marcha da escola é “à séria”. Ensaiam coreografias e músicas quase todos os dias, obedecem à regra das três marchas (a tradicional da coletividade, a original da coletividade e a original desse ano para todas as marchas de Lisboa), vão ao Pavilhão MEO Arena, descem a Av. da República, aparecem na televisão e têm várias outras exibições espalhadas por feriados e fins-de-semana de Junho.
No ano passado foi mais difícil, ela tinha treinos intensos de ginástica e sarau precisamente num dos dias de exibição. Não sei se isso lhe retirou algum prazer ao envolvimento na Marcha; o que é certo é que não a vi vibrar.
Este ano foi completamente diferente. No primeiro dia de exibição, no Pavilhão, ela estava verdadeiramente feliz, encantada com a sua aparência, preocupada com a sua prestação. Foi espetacular vê-la tão contente com a Marcha ao longo do mês e perceber a evolução da maturidade nas suas posturas do ano passado para este ano…
Gosto de a ver ali, acho que lhe faz bem. É no fundo a hipótese de se relacionar com um projeto de equipa intenso mas que a curto prazo lhe permite ver os resultados do trabalho conjunto, trazendo-lhe as vantagens que advêm precisamente do trabalho de equipa.
Quanto a nós, lá marchamos também para a ver, com diversos grupos de amigos ou familiares divididos pelos dias de exibições. Brincamos acerca das indumentárias das outras Marchas, observamos o bairrismo dos outros e fingimo-nos de bairristas, decoramos (mesmo sem querer) a marcha original do ano (repetida e repetida e repetida), rimo-nos muitos, damos por nós a acordar a trautear músicas, fixamos mais uma quantidade de bons momentos para a posteridade…

(no ano passado, panorama geral da Marcha no Pavilhão, a miúda a dormir no caminho para casa e com um grupo de amigas)

(este ano, praticamente os mesmos cenários)

Rita

segunda-feira, junho 30, 2014

Mais uma fã de Xulés

Não lhe basta um, gosta de todos desde que estejam ao seu alcance. Cá em casa, há cerca de dois meses, a Joana teve a oportunidade de ver vários Xulés todos juntos. Quase 20 bonecos feitos de meia a rodear a boneca viva foram o mote para uma pequena sessão fotográfica colorida e bem disposta. E ficou provado que também ela pertence ao Fã-Clube dos Xulés.

Ana Cristina

domingo, junho 29, 2014

Justiças

Vou tentar explicar o cenário de ontem, no Parque, mesmo no finalzinho de uma festa de anos. O pessoal adulto agrupava-se, ora a ver os restos do jogo Brasil-Chile, ora a conversar. O pessoal pequeno andava no parque infantil.
De repente, uma senhora atravessa a relva, passo acelerado e furioso, e vem ter com umas das miúdas mais crescidas (de 8 ou 9 anos), cobrar-lhe o facto de ter torcido o braço ao seu filho, bem mais pequeno. A miúda olhava-a entre o surpreendido e receoso, sem conseguir dizer nada. Aliás porque nada lhe havia sido perguntado pela senhora.
A mãe da miúda saiu do nosso grupo e foi então perguntar à filha o que tinha ocorrido. Ao que parece, o menino, mesmo que mais pequeno, tinha andado atrás do grupinho das nossas miúdas, a insultá-las (aliás, tinha passado também bastante tempo da festa de anos a chatear todos os meninos que conseguia) e, em determinado momento, como se tal não lhe bastasse, tinha agarrado numa pedra e encontrava-se a ameaça-las com ela. Tinha sido nesse momento que a miúda havia interferido e decidido afastar o perigo. 
Fiquei chocada. Não com a história, não com a postura da miúda ou do pequeno... Mas com a da mãe... Que, sem ter testemunhado a cena, decidiu vir, não esclarecer ou inquirir a menina, mas reclamar com ela... Pareceu-me, sinceramente, um exemplo da forma como determinadas - infelizmente, tantas - pessoas escolhem viver a vida, sem dar valor ao contraditório, sem duvidar, sem analisar, sem tentar perceber, escolhem partir em frente assumindo uma só posição. Não teria sido mais justo vir perguntar à menina o que tinha acontecido? Tentar esclarecer e assumir uma posição equilibrada?
Não percebo... Como podemos pretender evoluir, enquanto seres individuais e colectivos, sem ponderarmos, nas situações mais simples, colocarmos-nos do outro lado, do lado do outro...
Rita

sábado, junho 28, 2014

Nas férias, com um sobrinho falador...

Vasco - Tia?! Sabes o creme da caspa? Aquele creme da caspa para o cabelo?
Eu - ?!?!? Não. Não sei do que estás a falar.
Vasco - Aquele creme da caspa que deu na televisão! O Cristiano Ronaldo usa o creme da caspa e fica com o cabelo com riscas...
Eu - Ahhh... ... ... mas tu sabes o que é a caspa?
Vasco - Acho que é o cabelo com riscas... 

***

Enquanto observava o avô a tratar dos dentes e da dentadura...
Vasco - Avôoo, Já te caíram os dentes de leite todos foi? ...

***

 De repente, ao ouvir uma música na televisão...
Vasco- Gosto muito desta música. Eu tinha esta música no carro. Mas era no outro carro. ... Tenho saudades.
Eu - Tens saudades do carro antigo é? Mas não gostas deste?
Vasco - Não. Da música...
Ana Cristina

quinta-feira, junho 26, 2014

Xulés feitos pelos pequenos

Foi no final do ano passado, quando preparávamos os presentes de natal e o de aniversário da mãe, que faz anos uma semana antes, o Vasco teve a ideia. Ele queria fazer um presente que envolvesse vários materiais; meias, tampas de iogurtes líquidos, e talvez cápsulas de café mas não sabia muito bem o quê. A Alice achou boa ideia mas antes queria concretizar um projecto para o qual andamos (acho que só eu porque eles se esquecem sempre) a recolher a matéria prima e ainda não temos material suficiente (e eu bebo muito poucos iogurtes). No meio da troca de ideias surgiu, vinda do Vasco, a proposta de se fazer um boneco de neve.
E assim fizemos. Com a minha ajuda fizeram dois bonecos de neve, ela uma menina ele um menino, que ofereceram à mãe uns dias depois. Estavam muito contentes pelas suas obras, que estiveram na sala toda a época natalícia e foram guardadas na caixa de enfeites de natal.
Apresento-vos os Bonecos de Neve, tipo Xulés, feitos pelos pequenos. Ficaram giros não ficaram?
Ana Cristina

terça-feira, junho 24, 2014

Fases e desabafos...

Ando numa fase tão estúpida. 
Estupidamente à espera e estupidamente com falta de energia.
Tenho a casa de pantanas, com muita da roupa dos miúdos já arrumada (a referente às trocas de estação, mas também a da Joana já preparada para os próximos meses e até a que já não lhe serve, devidamente ensacada e preparada para seguir para outras paragens). No entanto, ainda se encontram espalhadas pela casa uma ou outra pilha de roupa ou uma ou outra caixa à espera que me dedique. Por seu turno, a minha roupa de Verão continua à espera que lhe dê atenção, com as minhas gavetas num estado de destrambelhamento nunca visto, eu todos os dias sem saber o que vestir (síndroma pós-gravidez, já o conheço, tudo me serve mas parece que não gosto de me ver com nada). Estou à espera que me nasça energia para arrumar a minha roupa e o que resta da deles, para deixar de ter esta sensação
Tenho uma estante nova e linda, enorme, mas como o homem ainda vem amanhã completar a coisa, não posso começar a transferir os livros para lá. Apesar disso, tenho a sensação que poderia começar a tirá-los dos outros sítios e limpá-los. Estou à espera que o senhor acabe a sua obra, mas também à espera da energia para começar a projetar a nova arrumação e decoração.
Basicamente, sei que poderia começar a arranjar estas coisas porque, ao fazê-lo sequencialmente, isso me permite ir preparando a nova decoração que o atual escritório vai ter quando se transformar no quarto do Vasco, mas tem-me faltado energia para o fazer...
E detesto ter a minha casa assim, mas... 
E, para além disto, tenho projetos criativos para levar a cabo (umas peças de roupa para transformar para a Alice, duas da Cristina para arranjar, uma camisola para fazer para mim, prendas para pensar), mas...
E posts, montões de posts "rascunhados", mas...

Caneco, sinto-me mesmo numa fase estúpida.
Amanhã vou começar a pôr cobro a isto.
Rita

sexta-feira, junho 20, 2014

Dos primeiros tempos do meu sobrinho-gato

De como ele chegou, minúsculo, e cresceu, forte, saudável, brincalhão, arisco e mimocas. 
De como viveu uma boa vida, convosco, connosco. 
Beijinhos, querida irmã e cunhado. 








Rita

quinta-feira, junho 19, 2014

Onze anos e três meses

Encostámos o carro e a Rita veio passá-lo para o meu colo. Vinha com as instruções do leite em pó e um biberão. Chegou lá casa, escondeu-se atrás da máquina de lavar a roupa e tivemos de colocar garrafas de água a tapar o espaço porque de lá não queria sair. Era tão pequenino que tínhamos medo de o pisar. O F queria deixar a luz acesa durante a noite porque lhe fazia impressão que ficasse às escuras mas logo na primeira ou segunda noite ouvimos os guizos do brinquedo e encaixamos que via bem melhor que nós. Só comia connosco lá em casa, por isso, nos primeiros tempos nunca ficava muito tempo em casa sozinho. Aliás, foi o motivo para muitas visitas dos tios-humanos que dormiram lá em casa várias vezes para poder brincar com ele, e da adoção da Fera, a prima-gata. Ficou Pilas porque duas semanas depois de estar lá em casa deparámo-nos com o facto que tinha uma bolsinha com duas bolinhas. Tinha olhos azuis e orelhas enormes. As orelhas continuaram grandes mas a cor dos olhos passou de azul a verde e de verde a amarelo.
Foi quase toda a vida brincalhão e curioso. Respondia ao nome, era falador (principalmente comigo) e gostava de atenção. Não gostava de máquinas fotográficas mas apareceu várias vezes neste blog.
O que posso dizer mais sobre o Pilas? Que hoje, depois de quase um ano e meio de internamentos, de antibióticos e de soros para hidratar, não conseguiu recuperar. Faleceu hoje, infelizmente sem ser ao meu colo porque estamos de férias.
Foram onze anos e três meses de convívio. Com o Pilas aprendi imenso. Hoje quase nem me lembro do tempo em que, para mim, era quase impossível fazer festinhas a um gato, pegar nele ao colo e me sentir confortável. Hoje quase nem me lembro da nossa casa sem o Pilas. E eu vou sentir muita falta dele, das recepções calorosas, das miadelas para dar nas vistas, da companhia ...


Ana Cristina

domingo, junho 15, 2014

Mais dos nossos Santos...

Os Santos enoooooooormes deste ano deram azo a tudo: ao arraial do páteo com vizinhos, aos arraiais do bairro com amigos, a muitas e boas sardinhas e caracóis e cervejolas e sangrias, a gelados da Santini na Vila Berta, a bailarico na Graça, a caloraças até às duas da manhã... mas também, e essencialmente para a Alice, a horas e horas de brincadeira com os amigos do prédio, com direito a pinturas temáticas e a duches de água gelada para refrescar...


Rita

quinta-feira, junho 12, 2014

Santos!

Há muitos anos atrás, eramos nós raparigas dos arrabaldes, vinhamos para os Santos com a Tina, a Catarina, a Prima Ana, a Sónia-Minha-Mana-Duracell.
Era bastante divertido. Dávamos umas voltas para estacionar o carro e aterrávamos num qualquer bailarico onde comíamos umas sardinhas, bebíamos umas sangrias e dançávamos música pimba até nos aprouver.
Depois de vir morar para Lisboa, passamos a ausentar-nos para aproveitar os feriados em terras alentejanas. Recordo-me de um ano ter de estar de serviço e de ser chamada precisamente quando tínhamos acabado de começar a comer umas sardinhas com os vizinhos do lado.
Há dois anos os Santos foram memoráveis porque fui voluntária num arraial imenso da escola e quando este terminou fui por Lisboa afora comemorar até o Sol nascer com um bando de amigos novos e fixes. Acho que foi a partir daí que decidi abraçar o St. António neste meu bairro e aproveitar até ao tutano. 
Com a Alice na marcha da escola (tema para futuro post), tornou-se ainda melhor, ganhou nova dimensão, sempre na companhia de bons amigos. 
No ano passado, o arraial foi no nosso páteo, uma coisa combinada à pressão com os vizinhos de cima e família. Foi tão agradável que decidimos continuá-lo no dia seguinte. E repetir este ano.
De maneira que tudo se apronta: o páteo já tem mesa posta e decoração a rigor, e a filha descansa um bocadinho a jogar antes de ir descer a Avenida. E eu daqui a nada vou sardinhar um bocado nas traseiras e santo antonar pela freguesia no intervalo de refeições da mais nova.


Rita

quarta-feira, junho 11, 2014

Uma camisola pintada para uma amiga


É muito bom pegar nos pincéis, há muito tempo postos de parte porque ultimamente tenho estado mais virada para outros materiais, e pintar uma camisola para uma amiga como se fosse para nós. A camisola tem a "nossa" cor. As tintas são nos "nossos" tons preferidos e ficam sempre bonitas no fundo escolhido. Os motivos, sendo especialmente pintados a pensar na ofertada, correspondem também ao nosso gosto. O resultado é uma peça que nos orgulhamos. Mostro-a pendurada agora, mas posso dizer-vos que fica muito melhor vestida na sua dona. Em mim também não ficava mal mas, nesse ponto, com ela está muito melhor.

A verdade é que fiquei com vontade de voltar a pintar camisolas e, quando voltar de uns dias de férias que estou a passar por terras alentejanas, acho que vou pintar algumas. Nem que seja só para mim.
Ana Cristina

A Joana de cinco meses (e quase dez dias):


A Joana de cinco meses parece ter desenvolvido extraordinariamente no último mês. 

Há uns tempos que tinha parado de palrar como fazia e passado a dedicar-se mais à fisicalidade. Aprendeu a rebolar para a posição de barriga para baixo quando tinha acabado de fazer quatro meses e meio e está agora a aprender a técnica de o fazer ao contrário, que acontecia sempre de forma involuntária. 
Talvez porque a coisa parece mais ou menos dominada, nesta última semana tinha começado novamente a chamar-nos e a falar connosco, mas só usando "uh-uh-uh". Desde ontem que recomeçou em grandes conversas, o que me alegra muito, que adoro perder tempo a observar-lhe as boquinhas diversas. 

Dobrou o riso também na semana dos quatro meses e meio e foi por pouco que não vim cá dizer que, como rir é das melhores coisas que podemos fazer, naquele dia se tinha iniciado o resto da sua vida. A avaliar pelos escritos neste blog, a Alice e o Vasco fizeram-no primeiro, e ambos com a tia Cristina. Até agora, a Joana só gargalhou comigo, em brincadeiras palermas, mas ainda não adquirimos a noção exacta do que lhe desencadeia o sentido de humor. 
Apesar disso, a Joana é - digo-o orgulhosamente acerca de todos os meus filhos - verdadeiramente simpática. Sorri maravilhosamente a todos os que a cumprimentam e por vezes enruga o nariz todo quando o faz, o que, pode ser de mim que sou a mãe, mas é super divertido. (Ontem passeia-a para o colo de duas adolescentes que estavam a ver uma das exibições da marcha da Alice e que estavam fascinadas com ela... foi vê-las a experimentar posições, a passá-la de uma para a outra... e a miúda impassível e bem disposta durante o tempo todo que aquilo durou...)

Come sopa desde há um mês, fruta há ligeiramente menos e já experimentou papa. Demorou poucos dias a habituar-se à colher e até agora parece gostar de tudo... menos de ser acordada de propósito para almoçar, no caso de só ter passado pelas brasas... aí, venha a maminha, que será mais rápida e permite abracinhos e miminhos...

Já levou uma pequena traulitada de descuido, quando a sua mãe a tinha apoiada na anca e mediu mal a passagem das duas por uma porta... tem dois irmãos de oito e cinco anos muitas vezes de volta dela, mas foi a mãe negligente a fazer uma destas...

Faz uma festa (com muita agitação de pés e sorrisos escancarados) maior ao pai, manos e caras conhecidas... mas a ninguém como me faz a mim... tem uma relação tão especial comigo que chega a choramingar se me vê a passar ou se me ouve quando está no colo do pai... e eu aproveito como nunca aproveitei, até ao máximo...

Rita

A foto foi tirada no dia da festa de final de ano lectivo do Vasco, em que o tema eram os piratas e havia adereços para as famílias comprarem... os nossos deram para uma bela sessão de fotografias depois, já em casa...

terça-feira, junho 10, 2014

Saudades...

Os meus miúdos são tão fixes...

Hoje, às 12h, o Vasco foi de férias com os tios e avós... Estava todo entusiasmado, mas a minha irmã disse que, ainda o carro tinha acabado de virar a esquina e subia a rua, já ele dizia que ia ter saudades... Mas daquelas boas, que não anulam projectos, tanto que no fim da tarde trocou duas palavras comigo e perguntou se podia desligar... 

Por sua vez a Alice, antes de ir para a cama, depois de um dia todo muito ocupado com amigos, marcha, convívio e brincadeira, confessou-me que já tinha saudades dele...

Rita

domingo, junho 08, 2014

Fã-Clube dos Xulés

Com este post se começam a mostrar as fotos que temos recebido dos Xulés depois de saírem da oficina. Com pequenos fãs, nas novas casas ou em passeios ao ar livre os Xulés andam por aí e parecem fazer algum sucesso entre miúdos e graúdos.
E a primeira foto que mostramos é a do pequeno Miguel com o Xulé 019#. Foi tirada há mais de um ano e foi a primeira que recebemos, via facebook. Vinha com a autorização para  ser mostrada mas esperou este tempo todo para inaugurar este nova etiqueta que se chama "Fã-Clube dos Xulés". 
Entretanto, podemos dizer que há vários Xulés disponíveis para partir e que em breve mostraremos novidades.

Ana Cristina




segunda-feira, junho 02, 2014

Da vida... E da morte

Dou por mim a pensar nas quaisquer falhas orgânicas ou de vida ou de formação de personalidade que fazem com que, para certas pessoas, em determinado momento, a vida deixe de lhes bastar. 
A vida por si só, quero eu dizer.
Como é que, por desgaste, infelicidade, desespero profundos, deixe de bastar aquela brisa fresca que se apanha de manhãzinha nesta altura do ano... Ou o cheiro que se espalha pela casa depois de se tirar um bolo de chocolate do forno... Ou a visão do mar... Ou a percepção da beleza de uma flor... Ou a audição de uma música que nos toca e arrepia os braços... Ou o abraço ou o colo dado a um bebe, mesmo quando ele não é o nosso... Ou a leitura de uma história ou visão de um filme que nos deixa e lágrimas nos olhos... Ou o prazer intenso da concretização de uma boa ideia...
Tudo coisas que nos fazem sentir vivos. A nós sozinhos. 
Já para não falar de tudo o que de bom tem para se recordar, todos os beijos de amor, os momentos em que vemos uma filha crescer, todas as brincadeiras que tivemos com os irmãos, os convívios com a família e amigos, as comidas que se provou, todas as aventuras de uma vida que já se teve.
Já para não falar na perspectiva do amanhã...
O que se passará para que alguém, num determinado momento da sua vida, que no fundo é curto, quase que um mero instante, se esqueça de tudo isso e lhe ponha cobro.

Gostei de ti, foste sempre uma presença fixe para mim, marcaste-me e não me esquecerei de tudo o que contaste e ensinaste e partilhaste. Tenho pena. Pena que, fundamentalmente, o tal momento ou instante tenha ganho. 
Rita