segunda-feira, setembro 08, 2014

Retalhos da vida na melhor festa do mundo

Na Festa do Avante pode-se fazer como se quer: vibrar nos concertos a dançar, aos saltos, numas cavalitas ou, pura e simplesmente, deitado numa qualquer manta; tomar banhos voluntários numa fonte transformada em piscina ou involuntários, de chuva; ver os murais que outros pintaram; experimentar comidas novas, independentemente da idade que se tenha; ler livros em cima de um amontoado de rede, indiferente a quem passa...
Enfim, na Festa do Avante «podes ser quem quiseres, ninguém te leva a mal...»


Rita

sexta-feira, setembro 05, 2014

Oito meses de Joana


Comecei a insistir sentá-la depois de fazer sete meses e foi num instante que o começou a fazer sozinha; quando demos por ela estava sentada no meio da sala e ninguém a tinha colocado daquela forma. No tempo que durou o campo de férias da Alice, aperfeiçoou a habilidade e foi uma surpresa para ela quando chegou.
Adora tirar fotografias e até já se ri para a câmara. Tirando esta, gosta de tudo o que é electrónico: comandos de televisão, telemóveis, o ipad... 
Começou a tentar gatinhar talvez quando já passava dos sete meses e meio. Já há algum tempo que se punha na posição e balançava o corpo.. começou depois a empurrar-se para trás e dávamos com ela meio por baixo dos sofás... entrou a seguir numa fase em que parecia saber os movimentos dos braços e das pernas, mas não coordená-los entre si... finalmente, três dias antes de completar os oito meses, começou a gatinhar.
Com as novas possibilidades de movimentação, é um perigo tê-la na cama de grades pequena mas ainda não mudou para o quarto da Alice - agora o quarto das miúdas - para não a sujeitar a muitas alterações de vida ao mesmo tempo.
Dá turras e torce o nariz quando lhe pedimos que faça uma "cara feia".
Come otimamente mas já sabe mostrar quando há uma ou outra sopa que não lhe agrada.
Adora a Fera e encaminha-se para ela assim que a vê. A seguir parece que a tortura, puxa-lhe o pêlo, apoia-se em cima dela, bate-lhe com o que tenha na mão, tudo acompanhado por guinchos de satisfação ou por sons entoados que são giríssimos e nunca tinha visto nos filhos anteriores. Poder-se-ia pensar que a Fera foge mal a vê, mas até muda de posição nas torturas - tal como acontecia com o Vasco - como quem está a ser massajado...


Desde segunda-feira que está na creche, em processo de integração gradual. Não tem chorado, tem comido e dormido bem. Eu tento aproveitar os restos de tempo que tenho para estar com ela porque o regresso ao trabalho está premente. 
Essencialmente por isso, daqui a umas horas parte comigo e com a mana para a sua primeira Festa do Avante...

Rita

quinta-feira, setembro 04, 2014

Fomos ao MUDE

Antes de aproveitarmos uma folga do pai para - com a ajuda da Tia Cristina, que ficou com os três sobrinhos - tirarmos o dia de anteontem só para nós, fomos ao MUDE no nosso dito ATL doméstico.
O MUDE é um museu interessante para visitar com miúdos (gratuito, o que é sempre bom), principalmente porque as antigas amplas instalações do Banco Nacional Ultramarino permitem grandes corridas e brincadeiras de um lado para o outro. 
Não me interpretem mal, eu fui para o ver com os miúdos (os meus e a nossa amiga de longa data, vizinha e companheira de várias aventuras)... mas é bom saber que, depois deles darem a sua atenção às peças expostas, nos sobra ainda tempo para as vermos com calma, enquanto eles se distraem à sua maneira, sem prejudicar as restantes pessoas ou o museu. Nesse sentido, o MUDE tem nota elevada.
A exposição permanente é interessante e deu para fazer pequenos jogos com o pessoal no intervalo das suas correrias. Em relação às temporárias, acho que eles gostaram da exploração visual no terceiro andar, dedicado a André Saraiva, um artista do graffiti, mas eu preferi a parte dos iconoclastas dos anos 80 e a do mobiliário das instituições públicas no Estado Novo.
Fica só uma crítica, que nos tempos atuais se torna bastante séria: não há um elevador para subir às exposições temporárias, nos 2º e 3º andares. Andar a visitar o MUDE com um carrinho de bebé torna-se assim impossível...
No final terminamos o passeio em beleza, com uns momentos no Terreiro do Paço e Cais das Colunas.



 Rita

Uma tarde bem passada com os sobrinhos


Vieram os três antes da hora de almoço para os pais poderem fazer um programinha em casal. Os mais velhos, habituados aos cantos da casa, vinham preparados para uma tarde de ramboia, com os brinquedos da casa da tia, uma televisão com os filmes do último natal ainda gravados, e um parque grande que eles costumam visitar sempre que cá vêm. Desta vez não fizemos pinturas nem grandes projectos porque o tempo era pouco, mas parece já haver umas ideias para o próximo foto-filme que vamos fazer em conjunto. Ainda fizemos uns pratos engraçados para o almoço, viram dois filmes que já conheciam e comemos gelados a caminho do parque.
A mais nova, pronta para descobrir tudo, agora que se movimenta com  mais autonomia, brincou com os brinquedos da prima-gata, que lhe inspirou muita curiosidade. Gatinhou atrás de mim a pedir colo. Comeu muito bem e espalhou pão babado por todo o lado que passou. Dormiu no meio dos brinquedos e ainda teve tempo para fazer uma birra, não muito grande é certo.

O problema foi sair com os três para ir ao parque. Descobri ontem que no elevador do prédio, daqueles velhotes de serpentina e impróprios para crianças pequenas, não cabe um carrinho de bebé aberto com o bebé sentado.
Foi uma tarde bem passada com os sobrinhos. Espero que eles também tenham gostado.
Ana Cristina


quarta-feira, setembro 03, 2014

Mas porquê?!!!

Porque é que o dia não tem o dobro das horas para eu ter mais tempo para fazer tudo o que tenho programado e que vou adiando sucessivamente para o dia seguinte?
Porque é que eu não sou daquelas pessoas a quem basta umas duas, três horitas de sono para se recomporem e trabalharem incansavelmente (pelo menos é o que parece)?
Porque é que ando sempre atrasada, agora devia já estar na rua, por exemplo?
Porque é que tenho de IR FAZER NOITE?? PORQUÊ'?!
Ana Cristina

quinta-feira, agosto 28, 2014

O Vasco dormiu ontem no seu quarto novo pela primeira vez. Ia todo feliz e dormiu a noite toda, sem qualquer interrupção.
Nesta noite, a segunda, deve-lhe ter dado as saudades e teve vontade de voltar à cama pequenina, por baixo da da Alice. Era o colchão novo, que «era duro» - comentário que a irmã tinha feito a experimentá-lo. Apesar disso, acedeu facilmente a dormir nele novamente, desde que soube que os colchões duros eram melhores para as costas.
Quando me fui despedir da Alice, encontrei-a com expressão melancólica. Brinquei que quase se poderia abrir uma janela entre os quartos para que pudessem falar ou brincar às sombras um com o outro antes de dormir. Perguntei-lhe se sentia a falta dele, e ela:
«Claro... eu gostava de o ter aqui... no andar de baixo... fazíamos... fazíamos um bom prédio juntos...»
Rita

quarta-feira, agosto 27, 2014

Manhã de Graça

Ontem deixei a pequena com a minha vizinha crescida e fui com os putos (os meus dois, mais o de cima e a de cima do lado) à Graça, ao Largo. O objectivo era ir às compras para uma atividade que eu tinha proposto fazermos e aproveitarmos o passeio para conhecermos mais do bairro. 
Ficámo-nos por alguns murais do Passeio Literário da Graça que valem tanto a pena uma visita turística ao nosso bairro e, mesmo assim, não os vimos todos... 



Claro que terá que se agendar novo passeio...!
Rita

segunda-feira, agosto 25, 2014

Praia urbana

Hoje, no ATL doméstico cá de casa, fomos conhecer a praia urbana que fizeram para os lados do Jardim do Torel.
Estava com alguma curiosidade, a coisa tinha dado notícia no telejornal mas era polémica no facebook. Uma vez lá chegada com quatro putos, três meus e um emprestado, não consegui perceber a razão de quem só tem mau para dizer.
A praia do Torel reformula temporariamente um jardim giríssimo e subaproveitado de Lisboa. Ao que parece, foi feita somente com recurso a patrocíniosDá conhecê-lo, dinamiza-o. A piscina, ou se quisermos ser absolutamente sinceros, a fonte, está tão aparentemente limpa, cuidada e tratada como... uma piscina...! Até cheira a cloro, aliás... A areia também se encontra na mesma situação, existe um nadador salvador, um polícia. Há um café estiloso (já lá estive há uns tempos, pareceu-me idêntico mas não consegui vê-lo bem desta vez), um quiosque com esplanada, uma barraquinha amorosa de venda de bolas de berlim com e sem creme. Todo o espaço é pequeno mas não estava cheio. E consiste numa boa alternativa para levar miúdos (para quem não tenha acesso a transportes facilmente ou, como eu, só queira a garantia que os pequenos se vão divertir durante o muito pouco tempo que tenho disponível) ou adolescentes. As crianças que me tocavam a mim estiveram sempre divertidíssimas, deram umas belas banhocas, brincaram no parque infantil adjacente. Afirmaram ter gostado muito e provavelmente pedirão um regresso - só possível até ao final do mês.
Venham mais originais iniciativas destas nos belos espaços da nossa cidade, faxavor... 



Rita

quinta-feira, agosto 21, 2014

Xulé Trinta e Três (33#))

Tem cara de quem gosta de se divertir e possui um nariz detector de brincadeiras, de mimos e de belos passeios.Tal como todos os outros amigos Xulés, o Trinta e Três adora tirar fotos e espera ansioso no saco xulezudo pelo momento de ser encontrado por um menino ou por uma menina que por ele se encante e queria brincar. Por ele, desde que seja para se divertir, está sempre disponível.

Boneco-de-meia, feito à mão. Com enchimento sintético e botões.
Peça única, com 20 cm.
Ainda sem dono.
Ana Cristina

terça-feira, agosto 19, 2014

A Alice faz nove anos

Há nove anos atrás passei a ter uma coisa destas para amar e cuidar... 


Hoje estamos de parabéns, minha querida filha grande.
Rita

segunda-feira, agosto 18, 2014

WIP

 Hoje mostro, muito rapidamente, um pedacinho de um dos últimos trabalhos das Oficinas RANHA. Espero que gostem.
Ana Cristina

domingo, agosto 17, 2014

Despojos de um campo de férias


No dia seguinte ao regresso comecei logo por tratar da mochila, ansiosa por arrumar qualquer coisa que aliviasse o estado de uma casa em obras, onde se anda a aumentar uma divisão e a dar-lhe uma utilidade diferente, logo, uma casa completamente de pantanas.
Essencialmente, o que vinha na bagagem era sujidade. Como já há muitos anos não via...! Para além da imundice, a mochila trazia todos os items da lista por nós elaborada previamente (com excepção de uma única meia... mas, como vinha um par a mais...!), organizados de uma forma não irrepreensível mas nada criticável...  
Muito mais importante do que a bagagem física, a miúda trazia ótimas recordações, de uns maravilhosos oito dias. Já alguns dias volvidos, continuamos a falar do campo, do que fizeram, agora cada vez com mais pormenor... E todos os dias há músicas novas... e antigas, dos meus próprios campos... músicas já trauteadas também pelo irmão...
A minha filha está mais rica com a ida para este campo, e com ela, todos nós.
Rita

sábado, agosto 16, 2014

O regresso


Se não estivéssemos demasiado embrenhados nas modificações que estamos a fazer em casa para criar o quarto do Vasco, já aqui tinha vindo falar do regresso.
Oito dias depois de ter ido, a minha menina grande regressou. Imunda, estafada, cheia de saudades, mimocas, sorriso de orelha a orelha. Geriu, como pôde, os abraços e beijos entre os manos, declarou estar ansiosa por tomar o seu banho «a escaldar», passou pelas brasas no sofá com o irmão agarrado a ela e foi extremamente satisfeita para a sua cama. 
Do campo afirmou que, de 1 a 10, a nota era a máxima. Pronta para voltar para o ano, portanto.
Rita

segunda-feira, agosto 11, 2014

As férias que já tivemos

Antes de ficarmos a três (uma vez que a Alice está agora no campo de férias), estivemos de férias a cinco, na altura em que o pai ainda não havia regressado ao trabalho. Daqui a dias, quando a miúda voltar, retomaremos o nosso ATL de Verão familiar, ou seja, pouco menos de um mês a quatro, mãe e filhos. 
Entretanto, as férias já gozadas foram óptimas... tal como se quer, com muita cor...

... cor de praia...

... cor de comezainas...

... cor de passeios...

... cor de belas vistas...

... cor de brincadeiras...

... cor de gelados...

Rita

sábado, agosto 09, 2014

Os comentadores políticos que não têm nada a ver com as políticasImagem

Imagem tirada da net
São muitos. Uns dias é o Sr. Marcelo Rebelo de Sousa a contar-nos histórias de quem disse o quê e a quem qual poder de omnipresença e omnisciência. Ao que parece comenta acerca de tudo excepto da temática da sua candidatura à Presidência da Republica. Também há o Sr. Sócrates, ex-primeiro ministro, que recusa relacionar as suas políticas com as actuais. E temos ainda o Sr. Marques Mendes, um autêntico adivinho, que nos apresenta semanalmente a sua previsão do futuro. 
Estou para comentar acerca deles há algum tempo mas tenho sempre adiado. Umas vezes por falta de tempo, outras porque as palavras escritas não ajudam a clarificar as ideias. Mas hoje, numa nova tentativa, vai a minha pessoa comentar sobre os comentadores políticos, ou seja, sobre as incoerências que tivemos de ouvir o Sr. Marques Mendes dizer. 
  • Com que então não existem dinheiros públicos envolvidos no caso do BES mas pode dizer-se que há grave lesão do interesse nacional?!... 
  • E se o Tribunal Constitucional chumbar as medidas propostas pelo governo para o próximo Orçamento de Estado o governo não deve cair porque se houvesse eleições antecipadas ninguém votava no PSD e no CDS?! Ou seja, como ninguém votava neles o melhor é não pedir a demissão... ou melhor ainda, o melhor é o TC fazer passar tudo para o governo não ficar mais uma vez como aldrabão. 
  • E também não percebe a greve na TAP numa altura destas?! Tá bem, eu esta explico. Os trabalhadores da TAP estão a fazer greve por motivos de descanso. O aumento do horário de trabalho, a obrigatoriedade de trabalho extraordinário, e a diminuição dos períodos de descanso não parecem motivos suficientes para fazer greve??? Então também não deve entender as greves dos enfermeiros exactamente nesta altura.
Acho que deu para perceber que estou um bocadinho cheia destes e de outros senhores/as, a fazer comentário político na televisão. Aliás, nenhum deles parece ter absolutamente nada a ver com o estado a que chegámos.
Mais não digo num post que, apesar de mal redigido e sem correcção tem de ser publicado. Porque isto também sou eu, uma descontente. Mas também uma crente que um dia virão novos tempos, novas atitudes.
Ana Cristina

quarta-feira, agosto 06, 2014

De mochila às costas...


... partiu ela, hoje de manhã, para o seu primeiro campo de férias... com uma grande amiga e mais de quarenta desconhecidos que presumo se irão tornar grandes companheiros a merecerem amargas lágrimas de despedida daqui a uma semana...
No saco levava todos os items da lista sugerida, mais a roupa escolhida por ela para a noite de gala, mais o seu Xulé, mais o seu característico contentamento equilibrado, de quem se adapta sempre às novas aventuras a que se propõe... 
Como eu ainda me recordo de tantas coisas do meu primeiro acampamento - e dos que se lhe seguiram - sei de fonte segura o bom que vai ser, o tanto que se cresce e se vive, o mais que se guarda para sempre... 
De forma sempre surpreendente para mim, tal como já aconteceu nos acantonamentos de dois e três dias com a turma ou nos passeios de final de ano lectivo ou em algumas festas escolares ou exibições de actividades, dei pelas lágrimas no último abraço que trocámos, mas escondi-o dela, engoli em seco e vim embora com os outros pimpolhos atrás... lágrimas de felicidade por vê-la crescer... 
Rita

domingo, agosto 03, 2014

Uma estante cheia de Xulés 2

São oito, e têm nomes seguidos, do Quarenta e Dois ao Quarenta e Nove. Quiseram marcar a diferença com uma fotografia de grupo a assinalar a quase meia centena de Xulés saídos da fábrica Oficinas RANHA.
Já seguiram quase todos para novas paragens, e foram felizes porque o saco xulezudo estava cheio e ficar lá dentro não tinha grande graça. Engraçado é brincar tanto que se fica moído e com pontos desfeitos, é dormir agarradinho ao dono pequeno ou ser admirado pelo grande. E tirar fotografias, claro (um prazer comum a todos os Xulés, como já deu para perceber). 
A história das meninas Xulés Quarenta e Quatro e Quarenta e Seis já contámos neste post, e a do verdusco e bezuguento Xulé Quarenta e Oito foi contada neste. Contaremos as outras histórias assim que possível, mas têm de esperar um bocadinho porque as artesãs e criativas das Oficinas RANHA, são também mãe-de-três-agora-de-férias ou enfermeira-a-trabalhar-a-40-horas-por-turnos-em-luta-sindical.
Ana Cristina



sábado, agosto 02, 2014

Vinte e três anos é muito tempo...

Muitos dias, muitas horas a cuidar. Vinte e três anos anos é muito tempo, deste tempo inteiro que eu tenho. É metade.
Festejei ontem os vinte e três anos que comecei a trabalhar como enfermeira. 
Não me lembro bem do primeiro dia. Só que era um bonito dia de sol, que havia notícias de uma Guerra no Golfo, e que eu tinha a noção que a minha vida iria mudar muito. Aquele era só o primeiro dia do resto da minha vida. O dia da passagem real à vida adulta, de começar a trabalhar na profissão para a qual tinha estudado e passado por grandes lutas internas, de começar a colaborar para a sociedade.
E passaram 23 anos, com vários primeiros dias do resto da minha vida e diferentes experiências profissionais. Comecei como uma menina enfermeira das que "- Menina, podia-me chamar uma enfermeira? Uma enfermeira mais velha.". Sou agora uma daquelas enfermeiras mais velhas e com experiência.
Tenho a mesma vontade de mudar o mundo (embora com uma visão mais assertiva) e, infelizmente, encontro agora algumas das mesmas dificuldades que encontrei no exercício da minha profissão quando comecei. Há uns anos pensava que estávamos numa espiral crescente mas parece que não. Não posso é desistir de acreditar que a espiral crescente é possível. 
A LUTA CONTINUA. A luta mental, a luta social, a luta política.
Ana Cristina

quarta-feira, julho 30, 2014

O verdusco e bezuguento Xulé Quarenta e Oito


Claro que quando o rapaz soube que a irmã mais velha planeava comprar um novo Xulé, de imediato puxou das suas poupanças e decidiu fazer o mesmo. O problema inicial foi a escolha. Dentro do saco xulezudo, todos se empertigavam, mas a cada novo olhar, o rapaz decidia-se por um diferente. Até chegar ao verdusco e bezuguento Xulé Quarenta e Oito.
No saco já sabiam que o Quarenta e Oito era um pouco destrambelhado, a gostar de brincadeiras malucas e divertimentos que dessem origem a muitas gargalhadas, de preferência a serem proferidas em voz alta. Daí que ninguém tivesse estranhado o imediato tácito entendimento entre o rapazinho e o verdusco. Miraram-se – o Xulé de forma desigual, devido ao seu desigual olhar –, mexeram-se, abraçaram-se, experimentaram-se. E decidiram-se um pelo outro, com a certeza de que os esperava uma vida louca repleta de tontarias a realizar em conjunto.
E foi assim que o sexto Xulé chegou à nossa família.



Rita

terça-feira, julho 29, 2014

Uma estante cheia de Xulés


Estes são dez Xulés que pretendem encontrar novos donos. Na verdade a maioria já seguiu caminho, mas há alguns que, não tendo ainda donos, querem ir para novas paragens. Podem conhecer o mundo pelas mãos pequenas de companheiros de brincadeiras e sonos bons, ou ficar em locais tranquilos e passar dias inteiros a descansar se os seus donos forem pessoas crescidas. Têm todos um ar divertido e adoram tirar fotografias.
Vamos mostrá-los um a um, mas por enquanto fiquem com a ideia que há de cores, tamanhos e feitios variados. Todos de meia, todos Xulés.
Se conhecerem alguém que esteja interessado em ter um avisem.
Ana Cristina

segunda-feira, julho 28, 2014

Apresento-vos a MISHA

Chegou cá a casa com a madrinha, que a encontrou a necessitar de ajuda e nos convenceu a adoptá-la. Parece, ter vivido na rua com a mãe e irmãs durante três meses, altura em que terá ficado orfã. Pensa-se que nesse mesmo dia, a que depois se tornou madrinha encontrou as três manas na beira da estrada e levou-as para um veterinário já conhecido e companheiro na causa de salvar gatinhos e cãezitos necessitados. Das manas não sei mais nada, mas espero que tenham encontrado lares adequados e donos dedicados. Espero também que tenham vidas felizes e duradouras. 
A Misha foi a primeira a ser entregue e é a nossa bebé-gata. Nas primeiras noites dormiu na sala bem escondida mas assim que se viu autorizada a explorar a casa à vontade não demorou muito a descobrir a nossa cama e agora a maior parte da noite podemos senti-la entre nós. Têm-se revelado uma pestinha, destruidora e vasos com e sem plantas (adotou uma flloreira com terra como casa-de-banho para os cocós e roeu algumas folhas de uma planta alta de folhas largas) e uma gulosa de comida de pessoa, ao ponto de ter já no seu histórico criminal assaltos ao saco do pão, roubo de um pequeno pedaço e ratação de um grande e de um pão de deus (comeu a parte do coco), e assaltos sem sucesso aos sacos de compras. Alterna períodos de correria e brincadeira em que corre e salta com a energia típica dos pequenos, com sono reparador em local estratégico ou no colo de um dos donos. Ronrona alto e quase não mia, só quando está aflita. Já conheceu a maior parte da família e alguns amigos e parece dar-se muito bem com pessoas, mesmo com as crianças. Com a Fera, a prima-gata que já cá estava a passar umas férias quando ela chegou, a relação é de uma curiosidade cautelosa misturada com um desafio respeitoso, por parte da pequena, e de uma tolerância assertiva por parte da grande. 
Meus senhores e minhas senhoras, apresento-vos a Misha, a nossa filha-gata.

Ana Cristina

quinta-feira, julho 24, 2014

Xulés Quarenta e Quatro (44#) e Quarenta e Seis (46#)


À medida que iam nascendo, as Meninas Xulés Quarenta e Quatro e Quarenta e Seis foram-se apercebendo das suas semelhanças. Não eram só as cores, o feitio, a vestimenta. Era toda a personalidade advinda do momento da sua confeção, os pensamentos e sentimentos que se transmitiam a cada ponto, a cada linha. As afinidades deram lugar a um sentimento de irmandade e como tantas vezes acontece, juntas no saco xulezudo desejaram ir uma com a outra para uma nova casa. Claro que foram advertidas que isso não costumava acontecer, mas a esperança persistia.
Depois, um dia, uma miúda pegou na Quarenta e Seis e disse: «Queria tanto este Xulé…». E zás, comprou-o, com o seu dinheiro poupado. E depois ofereceu-o à sua irmã bebé porque a Menina Xulé Quarenta e Seis só tinha um botão na sua gola e esta saía facilmente. E por proposta da Mãe, ficou antes com a Quarenta e Quatro, tão parecida e irmã da outra.

As Meninas Xulés Quarenta e Quatro e Quarenta e Seis moram agora cá em casa.


Rita

quarta-feira, julho 23, 2014

Relax

Iniciámos uma terceira parte de férias só a cinco. Só nós. Depois de uma primeira parte no nosso Alentejo com a companhia extraordinária da nossa amiguinha Di, de uma segunda em outro Alentejo com uma outra família sempre companheira, de dias intermédios sempre com familiares e amigos e festas, confesso que temi sentir-mo-nos um pouco… abandonados…
A atestar em como estava completamente enganada, o primeiro dia de praia foi delicioso e deu lugar a um bocadinho de tudo: jogos da bola entre o rapazola e o pai na areia lisa junto ao mar e mais tarde na areia seca entre o rapazola e amigos novos que foi convidar, construções de castelos retorcidos entre a mãe e a filha mais velha, ajudadas depois pelo jogador, procura de pedras para enfeitar o castelo, leituras, banhoca completa da mais velha, molhadela do do meio… E para a mais pequena não houve sestas, mas muitas brincadeiras sozinha dentro da tenda… e passeios ao colo do pai quando a solidão começou a ser demasiada… Tudo com tanta calma e descontração que quase nos esquecíamos de que precisávamos de comprar o jantar antes do supermercado fechar às oito…

Rita

sexta-feira, julho 18, 2014

Faz hoje um mês

... que me despedi do Pilas. Não pude fazê-lo pessoalmente porque estava longe, e isso ficou como "a mágoa" de todo o tempo que vivemos juntos. Ficarão para sempre os momentos de convívio, de mimo e até as zangas que tivemos. O Pilas era um gato bem disposto, brincalhão sempre que se sentia bem, que gostava de visitas mas não que os estranhos lhe pegassem ao colo, que fazia festas quando chegávamos a casa mas que se já estivesse acompanhado nos fintava para ir explorar a escada ou a casa de algum vizinho. Ainda hoje, quando chego a casa olho para os pés a ver se ele não sai a correr enquanto eu entro.

A última foto que tenho dele fará amanhã dois meses. Ilustra a recepção que recebia sempre que vinha das longas noites de trabalho. Foi a única vez que que consegui fotografar a recepção que nos vazia. Habitualmente durava uns dois-três minutos a dar turrinhas e ronronadelas, eu de rabo para o ar ou de cócoras e ele a receber-me com muito mimo. Logo se seguida passava para o modo "brincalhão" e deixava de querer festas para brincar ao esconde-caça com as minhas mãos. Nunca consegui gravar as miadelas que se ouviam quando ainda estávamos na escada.Entretanto, e contra os nossos projectos de adoptar para já um novo filhote-gato, não resistimos às várias ideias de possíveis adopções que fomos recebendo (obrigada Mena, Sofia e Sara). Acabámos por receber uma menina-gata com três meses que ficou órfã de mãe na beira de uma estrada bem movimentada. A Ana, minha amiga, e a pessoa que eu conheço como o íman-de-animais-a-necessitar-de-ajuda encontrou-a com mais duas irmãs, em risco também ser atropelada e escolheu-a para nós - das três a mais diferente do Pilas. E nós não resistimos... Mas as fotos ficam para um próximo post. Este é sobre o Pilas... porque tenho saudades do meu primeiro filhote-gato...

Ana Cristina

quinta-feira, julho 17, 2014

O Doce de Morango deste ano

Foi em grande escala, o que quer dizer que desta vez fiz um total de 12 frascos de doce caseiro, de morango. Alguns já foram distribuídos por outras casas, e no serviço já vamos no segundo frasco, mas com sorte o stock durará por um bom tempo.
Eu não sou dada a grandes experiências culinárias. Aliás, nem grandes nem pequenas. Gosto de fazer umas coisas especiais de vez em quando, mas de programar as refeições diariamente, de ter de variar e de fazer as compras para cumprir com o programado nem pensar. Felizmente, cá em casa há quem goste mais do que eu. 
No ano passado, quando fiz a minha primeira panela de doce gostei da experiência. Gostei de dar um frasco aos meus pais e à minha irmã de doce feito por mim. E gostei de o comer, claro. Este ano repeti a proeza e, à parte de uns ajustes que terei de fazer numa próxima vez, ficou bom. Agora apetecia-me continuar a fazer compotas. Talvez. Quem sabe.
Ana Cristina


terça-feira, julho 15, 2014

O Xulé 30#

Foi feito a pensar na sua dona, e aguarda há muito que ela venha passar as férias a Portugal, para se conhecerem e, quem sabe, irem juntas para a Dinamarca. Também faz parte do grupo restrito dos Xulés que têm uma saia de bolinhas, a combinar com os da Alice e das suas amigas (a sua dona também é uma amiga). 
Tem criado grandes simpatias entre quem a conhece por isso esperamos ansiosamente pela opinião da L.

E, para quem esteja interessado, fique sabendo que em breve mostraremos um montão de Xulés, alguns deles ainda sem dono.
Ana Cristina

sexta-feira, julho 11, 2014

Vasco, o entusiasta


O rapazeco é uma animação só. Acho-lhe tanta piada. Seja o que for, é sempre vivido com intensidade e entusiasmo. Beyblades, Tartarugas Ninja, Super-Heróis da Liga da Justiça, Invizimals, sucedem-se em fases de euforia constante e quase obsessiva.
Mas que não se pense que são só brinquedos ou jogos. Apaixonou-se pelos anúncios do “Optimus/Nos Alive” na televisão e rádio e parece um autêntico festivaleiro, a vibrar verdadeiramente com o acontecimento… No outro dia, durante um jogo, perguntou se podíamos ir ao Brasil e talvez pouco tempo a seguir, questionou se o podíamos levar a ver os “One Direction”. Conclusão: visse o rapaz mais televisão nas férias (onde só há quatro canais durante o pequeno almoço e ao jantar) e tínhamos programação para todos os dias que nos restavam às mesmas, só baseados nos seus entusiasmos.
Dos quinze dias de férias com avós e tios, veio com a febre do futebol. Não conseguimos perceber se foi só no decurso do Mundial ou se estava relacionado com conversas e entusiasmos do tio, de quem ele é um completo adorador. O que é certo é que, nos dias que intervalaram essas primeiras férias e estas segundas, connosco, fartou-se de jogar nos páteos das traseiras com os vizinhos.
Agora temos uma bola, atrás da qual ele se farta de correr na praia e com a qual ganha milhentos jogos de penaltis com o pai. O coitado do pai, que ainda não se consegue mexer de forma perfeita e que se farta de apelar à existência de um árbitro isento que avalie as jogadas dos dois.
Quando ninguém pode jogar com ele, joga sozinho. «Agora é o Real Madrid contra o Gana!» (vai uma confusão naquela cabeça…) Também se aninha no sofá com o pai a ver os jogos, falando interminavelmente ao mesmo tempo e fazendo-lhe perguntas sobre os tempos em que ele “era jogador” (ou seja, a altura em que ainda não se tinha magoado e jogava com os amigos – «tu também foste jogador, não foi, pai?», «ah, mas tu jogava basquete mesmo a sério, não era?»).
O futebol proporcionou-lhe até um pesadelo e apareceu para dormir connosco esta noite. Da parte da tarde explicou que tinha sonhado com um jogador «a sério» que estava a jogar descalço (esta é a parte para nos convencer a deixá-lo calçar-se sempre de ténis, de certeza) e que tinha dado um pontapé numa bola e se tinha magoado; depois tinha pensado que estava tudo bem, mas «o cérebro ficou estragado e ele morreu». A história deu azo aos risos das miúdas, a fazerem trabalhos de casa de férias («se ele se magoou no pé, como é que foi o cérebro que se estragou?»), mas ele não desmanchou… que o jogador se tinha magoado mesmo, porque a bola era «de ferro»…
O rapaz é mesmo cómico. Vamos lá ver se nos próximos dias não tem nenhum pesadelo com o “Optimus Alive” ou assim…

Rita

quinta-feira, julho 10, 2014

quarta-feira, julho 09, 2014

Somos um montão


Eu: Já viram, as pessoas devem pensar que vocês são todos irmãos… Ainda por cima tu também és clarinha, com o cabelo quase do da cor da Alice… são da mesma altura, as pessoas devem pensar que vocês são gémeas, já viram…
Di: É verdade, e as pessoas devem pensar que vocês são uns malucos, com muitos filhos…!

Na verdade, pouco nos têm perguntado. Logo no primeiro dia, quando parámos para almoçar a meio da viagem, apareceu precisamente um casal com quatro, de idades todas diferentes. Olharam para nós, olhámos para eles. Quando íamos embora, a mulher cruzou-se com o João e questionou: «Com quatro não é fácil, hã…». O João não desarmou: «Uns dias melhores que outros.», deixando-a ir embora com um sorriso pretensamente cúmplice de quem não percebe o cliché totalmente verdadeiro e que se poderia aplicar se até só lhe tivesse perguntado só por ele.
Hoje, um casal brasileiro não resistiu a perguntar se eram os quatro nossos. Não mentimos (provavelmente a Di não deixaria, ela que se recusa até à brincadeira que é como se fosse nossa filha emprestada por estes dias), mas eles, sempre divertidos, admitiram que, nos tempos que correm, mesmo com três somos uma raridade e que na altura deles era mais comum. Depois acrescentaram que, ainda por cima, nós eramos novinhos, ihihih… nesse caso também não desarmamos, eles que pensassem sobre a nossa idade o que quisessem…
Devemos ter a nossa dose de atenção, claro está. Ainda por cima sendo um conjunto tão bem oleado, cada um a chegar à praia com a sua incumbência (mãe com mochila da filha pequena e filha pequena; pai com saco de praia, meio iglô e uma barreira; filha grande e amiga alternadamente com mochila da comida e mochila gigantesca de brinquedos de praia; filho pequeno com bola ou meio iglô), a saber como organizar os chinelos todos juntos, como colocar a roupa toda no saco antes de correr para a água, a ir depois embora todos em fila desordenada com os chinelos pela mão. Provavelmente seria pior se fosse para nos organizarmos de manhã, antes de ir para a escola ou trabalho, mas nas férias, tudo funciona, até nas horas previamente propostas para sair de casa.

Rita

terça-feira, julho 08, 2014

Momentos de férias

Os três, na piscina minúscula montada no páteo (conselho: em casa alentejana com um nico de páteo, bote-se sempre uma piscina, nem que seja pouco mais que um alguidar… o divertimento é sempre garantido), assustam-se com uma abelha.
A Di dá-lhe uma pancada com a rede de limpeza. O problema parece resolvido, até repararem dali a um tempo que a abelha ainda mexe e tenta a todo o custo patinar na água expulsa do recipiente azul.
A Alice desafia a Di a matá-la com o chinelo (não tinha os seus), mas esta recusa porque em tempos o irmão matou uma mosca com um chapéu e o chapéu ainda hoje mantem a mancha de sangue.
A conversa mantem-se neste tom, comigo divertida a interferir (que os bonés se lavam, que o sangue sai com a lavagem), e eles pouco preocupados com a abelha, que não parece oferecer perigo.
De repente, a Di repara que a abelha parece partida ao meio (deve ter sido da pancadona anterior com a rede, livra!). A Alice torna a desafiar, a Di torna a recusar.
Eu acrescento que a abelha deve estar a sofrer e que matá-la acaba por ser um bom acto, que lhe permitirá acabar com o sofrimento.
A Di decide-se logo a seguir, solidária com a causa, e sai da piscina. Procura os chinelos, um de cada cor, e ouço-a a dizer para si mesma, em voz alta: «O verde ou o cor-de-rosa?! O rosa, que fica melhor com o sangue…». Temos ali, portanto, uma pequena “abicida” cheia de preocupações estéticas…
Rita

segunda-feira, julho 07, 2014

Como três não nos chegavam...


Posto o último post, este ano, à semelhança do que já tinha acontecido há dois anos, trouxemos uma amiguinha de férias.
O tempo passou, a nossa família está maior e dois anos mais crescida, a amiga é diferente da R. Tudo isso traz uma dinâmica completamente diferente.
Ao contrário do que se possa pensar, tem sido tudo fácil. As duas entendem-se perfeitamente, ainda praticamente não houve conflitos para gerir, ou fomos nós que não demos por isso. Na verdade, não fosse preciso alimentá-las e transportá-las de ida e volta para a praia, quase não éramos necessários.
A única coisa que me faz pena é ver o Vasco a tentar algumas vezes introduzir-se no duo dinâmico. Com pouco sucesso. Ele, que é verdadeiramente um fixolas, volta-se facilmente para outra coisa, mas não consigo deixar que o desprezo e desinteresse delas me toque. A Di acaba por seguir a Alice nessas atitudes e são as da irmã as que mais me custam. Principalmente tendo em conta que eles até se dão bastante bem.
Da outra vez, fosse porque ele fosse mais pequenino e se limitasse a andar atrás delas, fosse porque a R. o conhece desde sempre e estava muito habituada a ele, fosse porque elas ainda não tinham brincadeiras tão complexas, fosse porque com 03 anos ele ainda tinha perante elas aquele ar de bebé, foi mais fácil lidar com o triângulo. Nem sequer o sentimos como tal.
Até ao quarto dia, a exclusão a que elas o votaram foi notória e quando ele procurava o companheirismo habitual da irmã («não é, mana?!», «viste, mana?!») e ela o repelia, até me doía. Depois, a aproximação foi algo quase imperceptível… primeiro, a amiga que se quis juntar a um jogo de futebol pais e filho… depois, uma brincadeira a três na praia… mais tarde, um boneco hulk a conviver com umas nancys… isto vai…

Rita

domingo, julho 06, 2014

Ontem publicamos a mensagem 1111...

Apesar de pouco movimentado, este blog afinal já tem uma longa história. Até agora, oito anos e exactamente 5 meses.
E apesar de escrever pouco nele, continuo a gostar deste projecto.
Ana Cristina


Nota: Esta foi a primeira imagem que publicámos no arRanha no Trapo. Uma camisola pintada à mão que oferecemos a uma amiga. Na altura tivemos de fotografar a fotografia...

sábado, julho 05, 2014

Os meus obrigados

Fico tão contente por termos tido a hipótese de, há uns meses, termos trocado o nosso carro por um novo (novo para nós) que permite colocar mais dois lugares. É que é tão bom trazer amigos pequenos de férias. É tão bom ter grandes amigos grandes que confiam em nós para nos permitirem isso. E é tão bom ter amigos em quem confiamos para levarem os nossos filhos de férias. E tão tão bom chegar à conclusão que, ao contrário do que pensávamos, a nossa capacidade para fazer amigos destes não diminui com o passar da vida. E, também ao contrário do que poderíamos ter considerado em tempos, o grupo destes amigos pode ir aumentando. E eles andam por aí e é uma sorte encontrá-los, mas é também reflexo das pessoas que nós somos, por conseguirmos atraí-los e isso também diz algo de nós e é bom.

Eu esqueci-me completamente de aproveitar a iniciativa dos CTT para enviar obrigados aos meus amigos. Mesmo depois de deles ter recebido obrigados, continuei a atrapalhar-me com o dia-a-dia e tornei a esquecer-me… Vão então por aqui esses obrigados aos meus amigos. Eles sabem quem são.

Rita

quarta-feira, julho 02, 2014

Nota-se muito...


... que fomos à exposição dos Transformers?!
Rita

Pequena nota: nada de especial que valha grandemente a pena a deslocação, mas mais engraçado a partir das 16h, quando abrem os jogos aos miúdos e fornecem uns quantos espécimes para mexer... já agora, pegar naquelas coisas e transformá-las em robots e em veículos ou dinossauros (?!) deve ser tarefa para seres extraordinários, provavelmente com mãos pequeninas, com certeza...

terça-feira, julho 01, 2014

A Alice e a marcha

Neste último domingo a Alice teve a última exibição da Marcha infantil da escola.
Fazendo bem as contas, há nove anos que a Alice assiste aos ensaios da Marcha da escola. Chegávamos lá para Maio e era vê-la a marchar pela casa com as mãos nas ancas. Sempre achei que seria natural ela querer participar quando fosse para o 1º ciclo e foi uma surpresa quando declarou que «dava muito trabalho» e não se quis inscrever.
Talvez porque no 1º ano a turma estava lá quase em peso, no ano a seguir alinhou. Gostou dos ensaios e das exibições, mas não declarou nenhuma paixão nem demostrou orgulhos especiais.
É preciso ter a noção que a Marcha da escola é “à séria”. Ensaiam coreografias e músicas quase todos os dias, obedecem à regra das três marchas (a tradicional da coletividade, a original da coletividade e a original desse ano para todas as marchas de Lisboa), vão ao Pavilhão MEO Arena, descem a Av. da República, aparecem na televisão e têm várias outras exibições espalhadas por feriados e fins-de-semana de Junho.
No ano passado foi mais difícil, ela tinha treinos intensos de ginástica e sarau precisamente num dos dias de exibição. Não sei se isso lhe retirou algum prazer ao envolvimento na Marcha; o que é certo é que não a vi vibrar.
Este ano foi completamente diferente. No primeiro dia de exibição, no Pavilhão, ela estava verdadeiramente feliz, encantada com a sua aparência, preocupada com a sua prestação. Foi espetacular vê-la tão contente com a Marcha ao longo do mês e perceber a evolução da maturidade nas suas posturas do ano passado para este ano…
Gosto de a ver ali, acho que lhe faz bem. É no fundo a hipótese de se relacionar com um projeto de equipa intenso mas que a curto prazo lhe permite ver os resultados do trabalho conjunto, trazendo-lhe as vantagens que advêm precisamente do trabalho de equipa.
Quanto a nós, lá marchamos também para a ver, com diversos grupos de amigos ou familiares divididos pelos dias de exibições. Brincamos acerca das indumentárias das outras Marchas, observamos o bairrismo dos outros e fingimo-nos de bairristas, decoramos (mesmo sem querer) a marcha original do ano (repetida e repetida e repetida), rimo-nos muitos, damos por nós a acordar a trautear músicas, fixamos mais uma quantidade de bons momentos para a posteridade…

(no ano passado, panorama geral da Marcha no Pavilhão, a miúda a dormir no caminho para casa e com um grupo de amigas)

(este ano, praticamente os mesmos cenários)

Rita

segunda-feira, junho 30, 2014

Mais uma fã de Xulés

Não lhe basta um, gosta de todos desde que estejam ao seu alcance. Cá em casa, há cerca de dois meses, a Joana teve a oportunidade de ver vários Xulés todos juntos. Quase 20 bonecos feitos de meia a rodear a boneca viva foram o mote para uma pequena sessão fotográfica colorida e bem disposta. E ficou provado que também ela pertence ao Fã-Clube dos Xulés.

Ana Cristina

domingo, junho 29, 2014

Justiças

Vou tentar explicar o cenário de ontem, no Parque, mesmo no finalzinho de uma festa de anos. O pessoal adulto agrupava-se, ora a ver os restos do jogo Brasil-Chile, ora a conversar. O pessoal pequeno andava no parque infantil.
De repente, uma senhora atravessa a relva, passo acelerado e furioso, e vem ter com umas das miúdas mais crescidas (de 8 ou 9 anos), cobrar-lhe o facto de ter torcido o braço ao seu filho, bem mais pequeno. A miúda olhava-a entre o surpreendido e receoso, sem conseguir dizer nada. Aliás porque nada lhe havia sido perguntado pela senhora.
A mãe da miúda saiu do nosso grupo e foi então perguntar à filha o que tinha ocorrido. Ao que parece, o menino, mesmo que mais pequeno, tinha andado atrás do grupinho das nossas miúdas, a insultá-las (aliás, tinha passado também bastante tempo da festa de anos a chatear todos os meninos que conseguia) e, em determinado momento, como se tal não lhe bastasse, tinha agarrado numa pedra e encontrava-se a ameaça-las com ela. Tinha sido nesse momento que a miúda havia interferido e decidido afastar o perigo. 
Fiquei chocada. Não com a história, não com a postura da miúda ou do pequeno... Mas com a da mãe... Que, sem ter testemunhado a cena, decidiu vir, não esclarecer ou inquirir a menina, mas reclamar com ela... Pareceu-me, sinceramente, um exemplo da forma como determinadas - infelizmente, tantas - pessoas escolhem viver a vida, sem dar valor ao contraditório, sem duvidar, sem analisar, sem tentar perceber, escolhem partir em frente assumindo uma só posição. Não teria sido mais justo vir perguntar à menina o que tinha acontecido? Tentar esclarecer e assumir uma posição equilibrada?
Não percebo... Como podemos pretender evoluir, enquanto seres individuais e colectivos, sem ponderarmos, nas situações mais simples, colocarmos-nos do outro lado, do lado do outro...
Rita

sábado, junho 28, 2014

Nas férias, com um sobrinho falador...

Vasco - Tia?! Sabes o creme da caspa? Aquele creme da caspa para o cabelo?
Eu - ?!?!? Não. Não sei do que estás a falar.
Vasco - Aquele creme da caspa que deu na televisão! O Cristiano Ronaldo usa o creme da caspa e fica com o cabelo com riscas...
Eu - Ahhh... ... ... mas tu sabes o que é a caspa?
Vasco - Acho que é o cabelo com riscas... 

***

Enquanto observava o avô a tratar dos dentes e da dentadura...
Vasco - Avôoo, Já te caíram os dentes de leite todos foi? ...

***

 De repente, ao ouvir uma música na televisão...
Vasco- Gosto muito desta música. Eu tinha esta música no carro. Mas era no outro carro. ... Tenho saudades.
Eu - Tens saudades do carro antigo é? Mas não gostas deste?
Vasco - Não. Da música...
Ana Cristina

quinta-feira, junho 26, 2014

Xulés feitos pelos pequenos

Foi no final do ano passado, quando preparávamos os presentes de natal e o de aniversário da mãe, que faz anos uma semana antes, o Vasco teve a ideia. Ele queria fazer um presente que envolvesse vários materiais; meias, tampas de iogurtes líquidos, e talvez cápsulas de café mas não sabia muito bem o quê. A Alice achou boa ideia mas antes queria concretizar um projecto para o qual andamos (acho que só eu porque eles se esquecem sempre) a recolher a matéria prima e ainda não temos material suficiente (e eu bebo muito poucos iogurtes). No meio da troca de ideias surgiu, vinda do Vasco, a proposta de se fazer um boneco de neve.
E assim fizemos. Com a minha ajuda fizeram dois bonecos de neve, ela uma menina ele um menino, que ofereceram à mãe uns dias depois. Estavam muito contentes pelas suas obras, que estiveram na sala toda a época natalícia e foram guardadas na caixa de enfeites de natal.
Apresento-vos os Bonecos de Neve, tipo Xulés, feitos pelos pequenos. Ficaram giros não ficaram?
Ana Cristina

terça-feira, junho 24, 2014

Fases e desabafos...

Ando numa fase tão estúpida. 
Estupidamente à espera e estupidamente com falta de energia.
Tenho a casa de pantanas, com muita da roupa dos miúdos já arrumada (a referente às trocas de estação, mas também a da Joana já preparada para os próximos meses e até a que já não lhe serve, devidamente ensacada e preparada para seguir para outras paragens). No entanto, ainda se encontram espalhadas pela casa uma ou outra pilha de roupa ou uma ou outra caixa à espera que me dedique. Por seu turno, a minha roupa de Verão continua à espera que lhe dê atenção, com as minhas gavetas num estado de destrambelhamento nunca visto, eu todos os dias sem saber o que vestir (síndroma pós-gravidez, já o conheço, tudo me serve mas parece que não gosto de me ver com nada). Estou à espera que me nasça energia para arrumar a minha roupa e o que resta da deles, para deixar de ter esta sensação
Tenho uma estante nova e linda, enorme, mas como o homem ainda vem amanhã completar a coisa, não posso começar a transferir os livros para lá. Apesar disso, tenho a sensação que poderia começar a tirá-los dos outros sítios e limpá-los. Estou à espera que o senhor acabe a sua obra, mas também à espera da energia para começar a projetar a nova arrumação e decoração.
Basicamente, sei que poderia começar a arranjar estas coisas porque, ao fazê-lo sequencialmente, isso me permite ir preparando a nova decoração que o atual escritório vai ter quando se transformar no quarto do Vasco, mas tem-me faltado energia para o fazer...
E detesto ter a minha casa assim, mas... 
E, para além disto, tenho projetos criativos para levar a cabo (umas peças de roupa para transformar para a Alice, duas da Cristina para arranjar, uma camisola para fazer para mim, prendas para pensar), mas...
E posts, montões de posts "rascunhados", mas...

Caneco, sinto-me mesmo numa fase estúpida.
Amanhã vou começar a pôr cobro a isto.
Rita