sexta-feira, abril 11, 2014

Irmanices

Hoje, numa breve passagem pela internet, soou-me que era dia dos irmãos (realmente, há dia de tudo, só falta inventarem o dos tios, que também merecem).
Senti que tinha de dizer algo em relação a isto, mas o tema é-me tão caro e ao mesmo tempo óbvio, que nem sei por onde começar.
Ter uma irmã que foi sempre uma amiga e que se tornou a melhor amiga de todas vincou a minha vida e a minha personalidade. Há uma ideia de companhia sempre presente, de alguém que toma conta de mim a todo o instante, que está e estará sempre lá. Adoro-a e admiro-a incondicional e profundamente.
Não tenho qualquer dúvida que tenho hoje três filhos por causa desta relação, porque anseio para eles o que tenho para mim… Uma das coisas que mais gostaria é que, no seu futuro, conseguissem construir e manter um relacionamento como eu tenho com a minha irmã, que ficassem afastados das pequenas coisas que ao longo da vida podem contribuir para os separar, que tivessem sempre a ânsia de telefonar uns para os outros para contar as suas novidades, que desejassem partilhar os momentos mais importantes das suas vidas uns com os outros.
Sem dúvida que sou mais feliz por ter a minha irmã. E, como tal, o dia seria para festejar em conjunto, caso tivessemos tido essa oportunidade. Não tivemos, festejei a irmandade dos meus.
Tirei-lhes muitas fotos, todos contentes no seu conjunto, a dar ideias de poses e quase a sufocarem a mais nova com algumas delas. Depois constatei que quase não temos fotografias juntas, Cristina, e andei aqui a fazer cortes e recortes para poder colocar uma. Temos que remediar isto…
Feliz dia dos irmãos, minha querida irmã.



Rita

quinta-feira, abril 10, 2014

Borboletário e Jardim Botânico

Ontem seguimos uma ideia do Quarto das Brincadeiras e fomos visitar o Jardim Botânico e o Borboletário.
Estivemos quase quase para não ir, uma vez que saímos de casa às quatro e o Borboletário encerra às cinco. Aventurámo-nos e pedimos opinião na bilheteira, onde nos garantiram que tinhamos tempo.
O Borboletário é um mundo modesto, cuja pequenez nos surpreende e quase desilude a uma primeira vista. Depois, aos poucos e poucos, começa a revelar-se. Uma borboleta esvoaça aqui, outras quedam-se acolá, em mostruários há crisálidas penduradas e alguns painéis informativos convidam à procura dos espécies e à sua comparação com as fotografias. Uma jovem explica-nos, de forma simpática e acolhedora, que as borboletas se vêem melhor quando há Sol porque recebem dele a sua energia. Chama-nos à atenção para algumas, garante que uma lagarta dá sempre uma borboleta. Traz um cesto com várias a voar lá dentro e, depois de explicar que as tinha andado a apanhar porque o Borboletário necessitava sempre de introdução de espécies por questões de equilíbrio do seu ecosistema, vai soltando uma a uma, diante dos olhares de quem está próximo.
No fim ainda houve direito a corridas pelo Jardim Botânico para uns e refeição por baixo das árvores para outros.



Rita

terça-feira, abril 08, 2014

Os cinco anos do Vasco

Há pouco mais de uma semana, o Vasco fez cinco anos. Cinco. Uma data em grande, tanto quanto percebi. Logo de manhã fartou-se de cantarolar «Eu hoje faço cinco anos...», no dia seguinte mudou para «Eu fiz cinco anos...» e ainda hoje ouvi «Eu já tenho cinco anos...».
Para além dos cinco serem a primeira data redonda que comemorou, também foi a primeira vez que o Vasco teve uma festa em grande. A aproveitar o facto de ser um Domingo e do clima do final de Março ser difícil de prever, arrendámos um espaço pela primeira vez e por isso distribuimos convites pelos colegas todos (por falar nisso, juro que nunca conseguirei perceber os pais que não respondem, custará muito enviar uma mensagem a dizer que o colega do nosso filho não vai...?!). Juntámos a família com os primos e priminhos todos. Os amigos mais a filharada. Em resumo, eramos setenta não resumidos.
Claro que a preparação de uma festa se torna mais fácil quando se está de licença, mas isso não significa que não dê trabalho. Neste caso, para além da maior parte da comida, decidi que queria também fazer uma decoração "a rigor". Escolhemos o Batman como tema e avancei para a elaboração de um convite, planeamento da mesa (não sei se reparam ali na minha Gotham City, os prédios em cartolina para batatas fritas e pipocas), realização do bolo (à semelhança dos anos anteriores, tenho tentado aventurar-me) e até de uma pinhata em forma de Joker, para condizer.

 


 
Por mais cansativo que tenha sido, e mesmo com a miúda pequena a escolher os piores momentos para as birrinhas (aqueles em que as mãos estão sujas dos cozinhados, cheias de massa, e não se lhe pode mexer, ou que o tempo está contado e não há lugar para distrações), não chegou perto do que foi estar grávida, a trabalhar (mesmo com gozo de folga no dia anterior), a preparar a festa da Alice ou qualquer outro convívio que tenha sido feito nesta casa no mesmo período.
Em relação ao resultado, claro que valeu a pena, com o meu puto charila, o meu filho sanduiche, o meu rapazola, «o médio» como ele orgulhosamente se apelida (por não ser a grande nem a pequena), notoriamente feliz, a partilhar o seu dia especial com todos os amigos... 
Rita

segunda-feira, abril 07, 2014

Já tinha saudades

Ontem, segundo os nossos cálculos, passado mais de um ano, voltámos à milonga, que é como quem diz que voltámos a ir a um baile de tango argentino. Já tinha saudades. De dançar o tango. De dançar com ele o tango, assim juntinho, naquele equilíbrio instável que se tem a dois e que resulta muito melhor quando o nosso par é alguém que gostamos e confiamos. Foi o tango que nos apresentou e por o praticarmos que nos começamos a conhecer. Por isso será sempre o nosso género musical. A nossa vida conjunta será sempre musicada por um tango, não daqueles pautado pelo ciume e brigas entre machos com letras de "faca e alguidar". O nosso é dos muito mais melodiosos, sem letra mas com vários ritmos. Talvez um tocado pelo Pugliese...


Temos de voltar ao hábito de milongar, Faz bem à alma e ao corpo, aos dois em separado e em conjunto.
Ana Cristina

domingo, abril 06, 2014

Será que a Primavera chegou?

Eu tenho dificuldade em afirmar. Tem chovido tanto e há dois dias estava frio. As varandas ainda estão molhadas e cheiram a humidade que, espero com convicção que seja desta que o sol venha para durar. Mas as plantas cá de casa há cerca de 15 dias que parecem ter sentido que a primavera realmente chegou, com ou sem chuva. Coincidiu com a entrada no calendário que começaram, aos poucos a mostrar-se mais viçosas.  E desde há dois ou três dias que já se vêem algumas flores a despontar.
Bem-vinda primavera! A gente e as plantas cá te esperam.
Ana Cristina


quinta-feira, abril 03, 2014

Xulés 31# e 32#

Foram oferecidos há umas duas semanas por conta do festejo de aniversário da R, uma das grandes amigas da Alice.
O Xulé 31# é da K, uma menina que estará quase a fazer 2 anos. É colorido e com ar bem disposto.  
O da saia, o 32#, fez parte das encomendas feitas pela Alice para as amigas que seriam premiadas com bonecos-meia com saia à semelhança do seu. Neste grupinho está o Xulé 29#, que já mostramos aqui, mas também o 30#, que por enquanto não podemos mostrar porque a sua futura dona não imagina que o vai receber. Neste, tive a ajuda da Alice, que ajudou a escolher a meia com uns corações virados ao contrário e a cor da saia.
Já recebi o parecer da dona mais velha, que me garantiu que tanto ela como a sua mana gostaram dos presentes. Andarão por Lisboa e iremos segui-los de perto.
Ana Cristina

quarta-feira, abril 02, 2014

Dia Internacional do Livro Infantil

Hoje é Dia Internacional do Livro Infantil e, como os livros, a leitura e a escrita são das coisas que mais gosto, resolvi dedicar-lhes um post.
Lá em casa, a ideia que tenho é que houve mais livros juvenis do que infantis. Todos eles foram muito relidos e gozados, de frente para trás e de trás para a frente, com direito a decorar ilustrações e localização visual de parágrafos. Alguns desses livros foram para casa da Cristina, outros ficaram na casa dos meus pais, para que os miúdos possam lê-los quando para lá vão, e outros encontram-se na estante lá de dentro. Foi a esses que recorri para tentar lembrar-me dos que me tocaram na infância.

1.
Antes de saber ler, lembro-me de desejar ardentemente saber fazê-lo. Tenho a recordação de um sentimento forte em relação a isso, calculo que tivesse os meus cinco anos. Ia para casa da Dona Maria do Céu, a vizinha do andar trocado com o nosso, e para além de falar e brincar com ela, divertia-me a descobrir os livros do Astérix do Zé. A Dona Maria do Céu não sabia ler e escrever e, à falta da possibilidade que mos lesse, lia-lhos eu. Olhava para as ilustrações e contava a história à minha forma, através da observação. Da Dona Maria do Céu, falecida prematuramente, tenho poucas recordações em termos de aspecto físico, mas hei-de sempre lembrar-me do seu espanto risonho quando me ouvia. Ela achava graça ao facto de eu parecer saber ler e de "ler" para ela. Comentava-o sempre e deve tê-lo feito tantas vezes que eu associo os Astérix aos primeiros livros que me deram prazer descobrir, os que primeiro devo ter devorado quando consegui descodificar a leitura.
Em relação a banda desenhada, cá por casa andam também os dois livros do Petzi da minha infância. O Petzi de aventuras fabulosas e de gosto desmedido por pilhas de crepes... quem não gostaria...?


2.
"O meu pé de laranja lima" é o que me ocorre quando penso no livro da minha infância.
Costumo pensar que tive uma sorte bestial de ter uma irmã oito anos mais velha que adorava ler. Foi por causa de a ter encontrado a chorar enquanto lia este livro que eu decidi que o quereria ler. Ainda me lembro de ti, Cristina, a dizer-me que os livros grossos e só com letras eram espectaculares e muitos melhores do que os outros... "O meu pé de laranja lima" foi o livro que me abriu horizontes para a leitura, que fazia rir e chorar e que contava coisas inimagináveis, do tipo que não vinha nas Anitas. Li-o no Verão depois de fazer a 1ª classe, tinha 06 anos, e nunca mais deixei de querer encontrar esse tipo de livros, os que nos transportam a sensibilidade e nos fazem sentir para além de nós.
O exemplar da nossa casa era como este... as alterações de capa nunca me satisfizeram e por isso ainda não há nenhum por cá, tenho que dar umas voltas nos alfarrabistas...


3.
Certamente que os livros que mais preencheram a minha infância (e juventude) foram os da Alice Vieira. À Cristina foram oferecidos os primeiros cinco (do "Rosa minha irmã Rosa" ao "Este Rei que eu escolhi") e a mim todos os restantes, de tal forma eram modeladores da minha preferência...
Ainda hoje... a Alice andou a ler na escola o "Rosa minha irmã Rosa" e quando ele saiu da prateleira para as minhas mãos, para lho entregar, não fui capaz de deixar de reler passagens. Coisa maravilhosa, a escrita da Alice Vieira, ainda hoje. Estou ansiosa que ela traga o livro novamente, vou relê-lo, provavelmente pela 500ª vez na minha vida...

 
 4.
Cá em casa, há muitos livros infantis. Acho eu. Tenho mesmo que nos inscrever numa biblioteca, para deixar de me apetecer comprar um montão de livros para os miúdos de cada vez que vou a uma livraria. É a minha zona preferida actualmente, adoro folheá-los, descobrir-lhes as ilustrações, imaginar as reações deles quando os lermos em conjunto (o que, desde a gravidez, tem sido complicado, diga-se).
Não sou capaz de apontar o meu livro infantil preferido neste momento, mas sou perfeitamente capaz de eleger o Planeta Tangerina como a minha editora infantil número um. Os seus escritores e ilustradores são fabulosos, todos os seus trabalhos e escolhas são extraordinárias... nota-se a verdade no seu compromisso, o pormenor com que cada obra é pensada... fico ansiosa por abrir cada novo livro e só não dá é para os comprar a todos, se não não escapavam às nossas prateleiras...


Rita

segunda-feira, março 31, 2014

Passar a tarde em casa...

... beber um bom café acompanhado de um chocolate que o maridinho trouxe de Paris sabe tão bem.
E se estiver mau tempo lá fora à que reconhecer que sabe ainda melhor.
Ana Cristina

segunda-feira, março 24, 2014

Clichés

Parece que cumpro os clichés que por aí circulam em relação ao facto da descontração maternal ser proporcional ao número de filhos... ontem apercebi-me que a Joana, a uma semana de fazer três meses de vida, não tinha apanhado as vacinas do segundo mês... e pior, a seguir a uns segundos de culpa pela minha negligência, ri-me para mim mesma...!
Rita

Por acaso, agora que penso nisto, não tenho a certeza se isto também não aconteceu com o Vasco...

domingo, março 23, 2014

Sete dias de... Oficinas

Transmiti à Cristina o desejo de continuar com o "Sete dias de..." e lancei-lhe o desafio de o fazermos esta semana com as Oficinas. Cá vai:

Domingo: Xulé em elaboração, com a companhia do filho-gato da Cristina
 
Segunda: o retoque na prenda de aniversário que fiz para a Cristina, mesmo antes dela sair cá de casa, depois de um encontro para os projectos das Oficinas
 
Terça - o pormenor de um Xulé em elaboração 

Quarta - trabalho numa prenda para uma amiguinha
 
 Quinta - a fotografia que a Cristina me enviou das meias todas que há lá por casa

 Sexta - uma pequena parte de uma brincadeira que a Cristina fez para uma colega recém-divorciada
 
Sábado - a fotografia é péssima, mas tendo em conta que pretende retratar o meu bloqueio criativo a impedir-me de realizar uma prenda para outra amiguinha, acho que acaba por não estar mal de todo...
 
Rita
(pelas Oficinas)

quinta-feira, março 20, 2014

Desafio de hoje

Hoje, no Dia Mundial da Felicidade, para começar bem o dia a lembrar-me da minha, tive que tratar dos putos todos sozinha. O João tinha ido trabalhar para fora de Lisboa e tinha saído mais cedo do que a hora do despertador: 07H30.
De forma que, para tentar resumir bem a coisa, foi assim:
Acordar, tomar banho, vestir a roupa já previamente preparada.
Acordar os putos, insistir com o Vasco para ele sair da cama, gerir a crise da Alice quando reparou que a Fada dos Dentes não lhe tinha deixado o presente, levar-lhes as roupas para a sala para se vestirem, convencer a Alice que eu própria iria procurar melhor dali a um tempo.
Pôr a água a ferver para fazer a massa de acompanhamento ao frango da Alice para o almoço; preparar o resto da lancheira (a sopa, a fruta, os iogurtes, as bolachas).
Ir à cama da Alice procurar o presente da Fada, a Alice mesmo ali atrás, encontrar o presente, vê-la toda contente com os brincos novos, crise resolvida.
Ajudar a Alice a preparar os flocos dela.
Chatear-me com o Vasco porque, no tempo todo que passou, ainda não tirou uma única peça de roupa.
Tratar do resto do almoço da Alice. Tratar do lanche do Vasco.
Chatear-me mais com o Vasco. Pô-lo a despachar-se em relação à arrumação do pijama e à escolha dos sapatos.
Fazer o pequeno-almoço do Vasco.
Acudir à Joana, a começar a choramingar lá dentro, dar-lhe a chucha, pôr o mobil a rodar, acender-lhe a luz.
Ir à padaria comprar o pão.
Fazer o pão para a Alice, preparar o meu pequeno-almoço.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, empurrar os putos para irem escovar cabelos e dentes.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, ir buscar os lençóis para que a senhora troque as camas.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, levar as mochilas e lancheira para perto da porta de saída, juntamente com os convites para a festa do Vasco e os livros para lhe ler na sala.
Dar uma dentada no pão, um gole no leite, empurrar a Alice para vestir o casaco, enquanto o Vasco se lembra da necessidade urgente de fazer cocó.
Trazer a Joana e vesti-la para a levar a conhecer os colegas dos manos.
Dar a Joana para o colo da Alice, dar as restantes dentadas no pão e goladas no leite, tratar do Vasco, empurrá-lo para vestir o casaco.
Ir buscar a mala previamente preparada, agarrar na Joana, empurrar os outros para a porta, para porem as mochilas, para ajudarem a carregar as minhas coisas.
Voltar atrás para pôr um dos brincos à Alice, o outro não, para ver se o furo fecha.
Atravessar a rua e pôr toda a gente dentro do carro, Alice que pôr o cinto sozinha e ajuda o Vasco a pôr o dele enquanto eu coloco a Joana no ovo.
Ir.
Mesmo com todo o nervosismo e stress e pressa e acusações ao puto sanduiche que não faz nada para nos despacharmos, conseguir que a Alice chegue só dez minutos atrasada, grande VITÓRIA, prova superada!!!
Rita
 
De notar que já chegámos a ter este atraso e a sermos dois adultos com duas crianças.

quarta-feira, março 19, 2014

Apresento-vos o Xulé 27#


Feito especialmente para a sobrinha Joana, e oferecido antes do seu nascimento o Xulé 27# tem sobretudo uma aparência alegre.

Foi aprovado pelo controlo dos irmãos mais velhos mas, por enquanto tem sido poupado dos testes de resistência a que são sujeitos os deles numa tentativa bem sucedida de respeito pelos brinquedos da mana bebé. Já é alvo de alguns períodos de observação por parte da sua pequena dona. Actualmente companheiro de berço (ou companheira porque tem ar de menina) adivinha-se que possa ser protectora de noites bem dormidas como são os da Alice e do Vasco. 

Tal como os outros Xulés foi feito integralmente à mão. Os materiais usados foram; meia, enchimento sintético anti-alérgico, botões e guizo.
Ana Cristina



terça-feira, março 18, 2014

De desenhador a escrevinhador

Parece que agora, na escola, na escolha das actividades que quer fazer, opta sempre pelo desenho. Antes tinha que ser empurrado, agora descobriu que é algo que gosta e que, ainda por cima, consegue fazer sozinho - do que se congratula, em resposta às nossas tantas solicitações para que brinque sozinho quando a irmã não lhe apetece e decide então "alapar-se" a nós.
Os desenhos acumulam-se cá por casa, mas para além destes, o Vasco tem vindo a descobrir também o prazer de outro tipo de desenho: o das letras. No outro dia enchemos uma folha inteira de palavras, primeiro de nomes que ele foi pedindo ou que nos fomos lembrando, em seguida as contidas nas cartas de um jogo para o efeito que anda cá por casa... e por fim, como não poderia deixar de ser, os nomes dos super-heróis, pois claro...

 
Rita

sábado, março 15, 2014

Um sábado...

... com direito a passeio pela marginal até Cascais, almoço na pizzaria e sobremesa de gelado na Santini, brincadeiras pelo restaurante, conversas e risos trocados entre férias, filhos e planos...
Não deixa de ser engraçado como, de entre este grupo de oito amigos gerados na esfera profissional...

... seis concorreram no mesmo concurso público; três conheceram-se melhor em 1998 e outros três em 1999, mas duas já se conheciam (pelo menos de vista) desde o ensino secundário e uma era grande amiga da cunhada de outra e um era grande amigo de juventude de um grande amigo da faculdade de outra; três andaram na mesma faculdade; dois namoraram desde muito jovens e tiveram uma casa que agora é a casa da irmã de outra, e depois tentaram ter uma casa perto da casa de outra que agora também já não mora lá, e agora têm uma casa aqui e outra em terras alemãs e dividem a vida entre cá e lá... e foram os mesmos dois que toda a gente ouviu dizer que não queriam ter filhotes e depois quiseram e não foi fácil e agora têm um, lindo e simpático de morrer; dois foram amigos quando tinham outras companhias e depois tornaram-se companheiros de vida e têm agora um miúdo simpático e sorridente a fazer companhia aos dois, mais velhos, que já andavam lá por casa semana sim semana não; dois são, para mim, das melhores companhias que se pode ter nas férias (o que é dizer muito) e sempre...

... e já tivemos tantos momentos, tantos, dos bons e dos maus, já nos acompanhámos em projectos, e dúvidas, e copos a mais, e choros em casa de banho, e depressões, e gargalhadas até às lágrimas...

... e, no meio de tudo isto, já fomos oito e agora vamos em dezassete, com uma mais velha que já se ressalva o direito de não se juntar a nós e uma mais nova, já nascida este ano...

... a fazer lembrar que, ao fim e ao cabo, somos como cartas baralhadas e trocadas e voltadas a dar... e como bom é fazer grandes amigos no meio profissional, mas melhor ainda é fazê-los durar para lá dos anos e das distâncias e dos momentos...






Rita

sexta-feira, março 14, 2014

Agora todo o tempo livre é a pensar nos novos projectos

Claro que esta é uma verdade só parcial. Mas na minha faceta que pertence às Oficinas RANHA é quase absoluta. Preparo novos Xulés. Imagino como os dispor numa possível mostra. Sonho com a possibilidade de usar a máquina de costura nestes ou noutros projectos (tenho uma máquina pequenina que ainda não usei porque não tenho o livro de instruções). Faço pequenos investimentos em materiais e muitas experiências com botões, linhas e tecidos. Em breve mostrarei os novos Xulés. 
 Ana Cristina

quarta-feira, março 12, 2014

Xulé 26#


As crianças amigas das Oficinas RANHA vão aumentando e recebendo os nossos Xulés, os bonecos de meia feitos à mão e com enchimento sintético que vamos tentando espalhar pelo país. O Xulé 26# foi entregue a uma menina especial que fez um ano no final de Fevereiro. Estava previsto recebê-lo desde que tinha nascido... Cor garrida e muitos corações para uma personalidade que se avizinha forte e a crescer rodeada de amor.
Ana Cristina

quinta-feira, março 06, 2014

Uma encomenda para uma amiga especial

Quando a Alice recebeu o Xulé dela ficou muito contente por saber que seria um modelo especial. Um toque de menina mais velha, que fica de pé,  e com uma saia de berloques tipo bailarinha de dança do ventre. Na altura prometi-lhe que só faria outro, sempre diferente mas igualmente de saia se ela o autorizasse. 
E por época do Natal passado recebi uma encomenda especial. Um Xulé de saia para uma amiga especial que sempre mostrou muito carinho pelo Xulé da Alice. Da encomenda constavam dois dados, que a sua futura dona gostava de cor-de-rosa e que o seu Xulé teria saia como o da Alice. Teve a aprovação da Alice que já aproveitou para fazer mais uma encomenda e ouvi dizer que também teve a adoração imediata da sua dona.
Saiu assim o Xulé 29#, que foi oferecido à Didi pela sua festa de aniversário. 
Ana Cristina
Aproveito para dizer que criei mais uma etiqueta, a dos Xulés.

quarta-feira, março 05, 2014

O nosso Carnaval

Quase que me esquecia de mostrar imagens das mascaradas deste ano...
Com vista a conseguir ser eu a fazê-las, já falávamos nos desejos deles desde Janeiro. É engraçado como alguns sonhos podem ser pueris, mas eu tinha este há muito tempo: conseguir fazer as máscaras de Carnaval dos meus miúdos. Este ano, também por estar de licença, mas essencialmente por ter começado a pensar e tratar do assunto com antecedência, o objectivo foi bem sucedido.
 
Para o Vasco, máscara de Batman: calças pretas de fato-de-treino + camisola polar com tecido preto a fazer de capa, cosido nos ombros, e aplicações do símbolo e do cinto em feltro amarelo + máscara + lança-morcego em musgumi

 

 

Para a Alice, máscara de Gótica (ainda estou para perceber onde foi ela arranjar esta ideia...!): leggings pretas + collants de rede vermelhos (quem diria que havia collants de rede para 8 anos?!) + saia tipo tule cinzenta + camisola preta com aplicações de caveira + colete polar preto com aplicações em feltro vermelho e preto, com ataches (de papelaria...!)...



... e, como a riqueza das coisas está nos pormenores, fazer uma espécie de pulseira com feltro vermelhor e ataches, pintar as unhas e o cabelo de preto, juntamente com uma boa maquilhagem, usar muitas pulseiras e colares alusivos...



Modéstida à parte, os putos estavam o máximo...
Rita

segunda-feira, março 03, 2014

Dois meses de Joana


 
Ficávamos as duas muito tempo em casa porque ela era pequena e o tempo estava uma treta lá fora. Quem tem bebés sabe como não dá jeito nenhum sair de carro quando chove: o "ovo" é um peso tremendo, não dá para andar com guarda-chuva, quando se tem uma chave de carro que só abre na ignição, tem de se andar às voltas até conseguir estar pronto para sair... Sair de carrinho está fora de questão, apanhariamos chuva e aqui à volta as ruas são extremamente inclinadas e os passeios são completamente tortos. Ter um filho em pleno Inverno chuvoso não é fácil e acabámos por ficar em casa a namorar-nos mutuamente.
Assim que o tempo melhorou, ala de pôr a miúda no sling ou no pano e começar a passear. No princípio, o efeito notava-se muito... um ou dois dias pendurada em mim e dava logo azo a momentos de muito mais choradeira quando se esperava que adormecesse na cama...
 
Então, nestes dois meses em que tenho vindo a conhecer a miúda e a miúda se tem vindo a conhecer a si e ao mundo, posso dizer - e não necessariamente por esta ordem de importância - que:
 
- Por data do primeiro mês, a rapariga começou a sorrir. Eram sorrisos inseguros, ainda o treino apalermado de uma expressão. De tanto treino, nosso e dela, a miúda agora escancara a boca toda e, como todos os bebés, fica o máximo. Sorri muito, para mim essencialmente - que, como diz a K., sou a sua pessoa preferida - mas também para o pai, irmãos (mais para a Alice, que lhe dá mais do seu tempo), tia Cristina, e qualquer pessoa que se meta com ela quando está bem disposta, na maior parte das vezes depois de dormir belas sonecas.
- Já conseguimos fazer horários regulares de refeições, que é o mesmo que dizer, de vida. O nosso dia/noite agora divide-se em grupos de seis horas, quatro, três e meia, três e meia, três e meia, três e meia - mas alteramo-los conforme nos dá jeito nos passeios e retomamo-los a seguir. Quando a casa está cheia com o resto da família, que é o mesmo que falar nos fins-de-semana, a miúda dorme muito menos de seguida, pensamos que por efeito do barulho.
- No final da tarde, teimamos em colocá-la na espreguiçadeira para conviver com o resto da malta. Ela ainda não parece achar piada nenhuma ao assento e chora na maior parte do tempo... revezamo-nos a quatro a colocar-lhe a chucha e, quando os ajudantes mais novos se vão deitar, a dois para lhe proporcionar o luxo de uma cadeira tremeliques...
- É a minha filha mais chorona, mas isso é dizer pouco, se acrescentar que a Alice não chorava nada e que o Vasco também o fazia em pouca quantidade. Recordo-me que brincávamos que a Alice não usava os vasos lacrimais e que, por causa disso, só tinha tido lágrimas já depois de um ano de idade. Na verdade, não há nenhuma fundamento científico para isto, o Vasco chorou desde sempre com lágrimas a correr pela cara abaixo e a Joana, que tenta fazer melhor usufruto desta capacidade de negociação, só fica com os olhos rasos e depois de alguma instência.
- Fora de casa, a sua posição preferida é a vertical e, quando começa a ficar com sono, a "vertical andante". Cá pela nossa vida doméstica, no mesmo estado aceita muito bem ser colocada na cama, chucha na boca e lençóis até às orelhas.
 
E, a minha preferida...
- Quando fomos à médica há um mês e lhe disse que achava que a miúda começava a tentar fazer as suas primeiras vocalizações, ela achou que ainda era cedo. Apesar disso, ao longo deste mês fui comprovando que era verdade. A rapariga adora que eu fale directamente com ela e que faça os sons equivalentes às primeiras palradelas e anda a tentar preparar-se para me responder à altura.
 
Rita