terça-feira, abril 23, 2013

Dia Mundial do Livro

Hoje, para comemorar, cheguei a casa com esta preciosidade:

 


Veio a calhar, nunca li (nunca lemos!) o Peter Pan e este está todo feito em torno de um pop-up que é uma autêntica obra de arte... A prenda foi para toda a família e mal vejo a hora de começarmos, noite após noite, a desvendar a magia...
Rita

segunda-feira, abril 15, 2013

A rapariga que roubava livros


Como muitas vezes me acontece, atraiu-me o seu título. A capa também tinha qualquer coisa de enigmático - um desenho muito simples de uma rapariga que parecia dançar com a morte - e, sem outro motivo, o livro saiu do expositor da livraria, saltou-me para as mãos, e ficou lá. Em casa esperou o momento oportuno para ser lido, o que para dizer a verdade foram vários meses (quase dois anos).
Li-o nos últimos três dias e gostei muito. Gostei da história e da forma como está contada.


Contada por um narrador muito especial, a morte, trata de uma Alemanha nazi em plena 2° Guerra Mundial. Um país também povoado de cidadãos amedrontados e impotentes perante o rumo da História, e do poder crescente do nazismo. Onde a consciência das injustiças perante a descriminação e perseguição dos judeus (e dos que estavam contra o regime, denominados de comunistas) estava presente em parte dos cidadãos alemães, mas a impotência e acima de tudo o medo eram os sentimentos dominantes. 
Nesta história a personagem principal é uma rapariga que, rodeada de morte e de solidão, mas também de amor, raiva e desespero descobre o poder dos livros. Primeiro como objectos, depois como portadores de histórias. A rapariga que roubava livros descobre, no fundo, o poder das palavras.

Uma boa sugestão de leitura, para quem necessitar.
Ana Cristina

domingo, abril 14, 2013

Bem vinda, Primavera!



Haverá melhor forma de saudar os novos dias de Sol que uma ida à praia, entre amigos... comer um gelado, mexer na areia, saltar nas ondas até molhar a roupa quase até ao pescoço...?
Rita

quinta-feira, abril 11, 2013

A quem tem perguntado...


... e são algumas as pessoas que têm enviado mensagens a perguntar se estou melhor, respondo que sim. Aliás, estou praticamente bom. E não fosse a falta de pêlo que ainda tenho nas patas e na barriga (estou a ver que na barriga vai demorar muito tempo até o pêlo aparecer) e os meus humanos andarem atrás de mim de 8 em 8 horas para eu comer umas bolinhas de manteiga ou bocadinhos de iogurte com medicamento e diria que a vida voltou ao normal.
Tenho comido bem e estou a recuperar o peso perdido. Bebo muita água de uma fonte que os meus humanos compraram pra mim. Brinco com os meus brinquedos preferidos, bolas de saco de plástico. E aproveito e também brinco às lutas e às escondidas com os meus humanos, e nas mãos dela já se podem encontrar as marcas dos meus dentes, a minha arma perdilecta.

Para todos, turrinhas do
 Pilas

quarta-feira, abril 10, 2013

A resposta certa

Na sua saga de adoração de super-heróis, o Vasco descobriu a Liga da Justiça na televisão. Já contagiou a irmã e para o fim-de-semana tenho como tarefa arranjar desenhos do Super-Homem, Batman, Mulher Maravilha, Super Miúda (?), Flash e por aí fora, para eles pintarem. Nunca pensei chegar aos 37 para quase me tornar especialista em Marvel... mas para lá caminho...
Há umas horas, enquanto cortava as unhas, o rapaz dizia-me então como eu era lenta e como ele era veloz, como o Flash. Eu respondia-lhe que tudo dependia, era-se sempre lento para umas coisas e veloz para outras. E ele que não, que era decididamente veloz, em tudo. Recordei-lhe que a jantar ele andava a ser muito lento, ficando na mesa quando todos os outros já tinham terminado. E ele a rir-se, nada, muito rápido era ele, claro está, obviamente.
- E a terminar uma birra?! Não me parece que sejas veloz a terminar uma birra...
Silêncio absoluto.
Rita

terça-feira, abril 09, 2013

Quase todas as semanas almoçamos em conjunto, muitas vezes num restaurante onde quase nos sentimos em casa. Muitas vezes o almoço termina com um período de inspiração artística em que se usam as toalhas de mesa em papel.  
São pequenos presentes que oferecemos uns aos outros e que recebemos com muito interesse. Eu como uma das principais ofertadas guardo religiosamente essas pequenas obras, quem sabe se para mais tarde recordar. Nem sempre as obras são interessantes o suficiente para ficarem para a posteridade no caderno das recordações mas às vezes criam-se verdadeiras pinturas, coloridas ou não, sugestivas dos interesses e de momento e das habilidades artísticas da época, como as sardas ou os penteados diferentes. O Vasco ainda se inibe de fazer desenhos para oferecer, dominado pelas suas incapacidades. Gosta mais de pôr o pai, a mãe e a tia a desenhar para ele. 
Num desses almoços recebi uma menina de óculos feita pela Alice e ofereci, a pedido deles, um Homem-aranha com umas cuecas ao Vasco e uma pequena sereia à Alice. 
 

O conjunto ficou bem interessante, não acham?
Ana Cristina


quarta-feira, abril 03, 2013

Coisas deles

Ele para ela:
- Mana, gostas mais da Tartaruga Ninja ou do Batman?
- Da Turtle... Turtle Turtle Turtle...! E tu, Vasco, gostas mais destes brincos ou dos que eu tinha antes?

***

Ela, a ler um livro chamado "As cores do arco-íris":
- O que é um Ramadão?
- É uma espécie de jejum que algumas pessoas fazem, por causa da religião que têm... não comem nada durante o dia, só comem depois do Sol se pôr.
- Que palermas... 
Preocupa-me que o livro, sobre a valorização das diferenças, ironicamente não esteja a cumprir o seu papel.

***

Ele, com a sua nova Tartaruga Ninja articulada:

 
E diz-lhe o pai:
- Tem aqui um sítio para pôr as espadas.
E ele:
- Não são espadas! São pinças de salada!
De forma que não sei se já ouviram falar nessa arma tenebrosa, verdadeiramente característica dos ninjas: os talheres de salada.
 
Rita

terça-feira, abril 02, 2013

Não se preocupem, o mesmo motivo em bolos e camisolas não é uma obsessão... o desenho é que é mesmo fácil...

Depois de ter descoberto que andava por aí uma Abelha Maia "remasterizada", descobri as ditas «tartarugas herói», como ouvi o Vasco chamar-lhes da primeira vez.
Tenho ideia que as Tartarugas Ninja não são exactamente do meu tempo... há uma vaga recordação dos meus primos (mais novos) gostarem e de haver toda uma paranóia infantil ligada a esses desenhos animados... eu não me lembro bem deles, só mesmo das figuras. Actualmente, entram-me pela casa adentro e já dei por mim a rir com as piadas da série em diversas ocasiões.
As tartarugas com nomes de artistas renascentistas foram dos primeiros encantamentos do meu filho, nesta fase de adoração de personagens heróicas e, por causa disso, andámos à procura de uma daquelas figuras de acção todas articuladas para lhe oferecer no aniversário. O que é certo é que o site pode ser estupendo e com preços fantásticos, mas não resistiu à Páscoa e, na véspera do feriado, um dia antes do dia de festa, o Ninja Rafael ainda não tinha chegado cá a casa... O que fazer quando os próprios pais não têm a prenda de anos do seu puto na data certa (sim, até a irmã tinha uma coisa para ele, só mesmo nós é que não...)...? Improvisa-se:

Rita

segunda-feira, abril 01, 2013

A saga dos bolos de aniversário

Antes mandávamos fazer bolos de aniversário daqueles todos janotas, com os desenhos da moda todos elaborados em pasta de açúcar... habitualmente eram dois e grandes: um para a escola e outro para a festa em casa, com a família e os amigos... Escusado será mencionar o dinheiro que gastávamos...
Tal saga durou até ao ano em que não se tratou de encomendar o bolo atempadamente e, à última hora, o clássico de chocolate com cobertura de chocolate e smarties satisfez plenamente.
Desde aí, tenho-me esforçado por descobrir onde andam perdidas as células de confeiteira em mim:

o bolo dos 03 anos do Vasco, no ano passado

o bolo dos 06 anos da Alice, no ano passado


o bolo dos 04 anos do Vasco, este ano
 

Cá por casa, o bolo tornou-se agora uma das surpresas dos aniversários... mais uma das coisas a dar um tremendo stress, um brutal trabalho... e depois um gozo extraordinário...
Rita

sábado, março 30, 2013

Quatro anos de Vasco

É um rapagão, não muito grande, mas em todo o caso um rapagão, cheio de testosterona inicial latente, gosta de lutas, de espadas, de super-heróis, de dar pontapés numa bola... mas ainda pede para lhe pintar as unhas de preto e não se importou de ser filmado a dançar o Gangnam Style com saia cor-de-rosa e tiara...
O meu rapaz maravilhoso dorme lá dentro, cansado de um dia de brincadeira e festa... há quatro anos era assim:


Rita

quarta-feira, março 27, 2013

Há hábitos que não se perdem

Por exemplo; acompanhar a tia num cafézinho depois de almoço. E se houver bolo de chocolate melhor ainda...
Desde pequenino que adora beber café sentado à mesa como gente grande, ao mesmo tempo que vamos conversando. 

E eu, nesses raros dias de convívio à mesa entre tia e sobrinho, fico tão contente.
Ana Cristina

terça-feira, março 26, 2013

Lamechice de mãe

Será que os outros pais também sentem a mesma comoção que eu quando lêem nas avaliações dos seus filhos algo como «A Alice continua a crescer, e isso vê-se de dia para dia! Está por isso, de parabéns pelo seu desempenho em todos os trabalhos propostos. Espero que continue assim!»...?!
Rita

segunda-feira, março 25, 2013

Ideia de prenda

Prenda dos miúdos para os avós neste último Natal: num quadrado de pano crú, fizeram as suas pinturas, que depois foram cosidas num saco que andava cá por casa.
Nota: às vezes temos sacos de pano crú, de congressos, feiras... nos últimos tempos, até há lojas que dão uns sacos feitos de um material que parece uma miscelânea de papel e tecido... fica a ideia.

Rita

segunda-feira, março 11, 2013

O nosso primeiro filme musical, sem contar com os de desenhos animados


No sábado, eu e a Alice fomos fazer um programa de mãe e filha: "Mary Poppins", na Cinemateca Junior. Para mim, foi uma aventura... era um filme de quase duas horas e meia, legendado, musical. A própria Alice tornou-o num desafio maior, ao segredar-me que estava cheia de fome, assim que começou o genérico (e mais algumas vezes nos vinte minutos a seguir).
Revelou-se uma boa escolha, das que a Cinemateca Junior já nos habituou. Mesmo esfaimada, à saída a Alice considerou-o o melhor filme que já tinha visto (o exagero é das roupas que actualmente ela veste mais vezes). Quanto a mim, pude recordar as tardes de domingo, a ver os filmes musicais do Fred Astaire e do Gene Kelly com a minha mãe, ela sentada no sofá e eu no chão à frente, a mão dela a fazer-me cafuné... e obviamente, os meus sapateados improvisados pelo corredor fora, nos intervalos...
Rita

quinta-feira, março 07, 2013

Veio ontem pra casa

Ontem estava bem disposto e já tinha urinado depois da desalgaliação. Por isso teve ordem de soltura.
Apesar do colar cervical e de ter sido operado umas 38 horas antes andou por todos os cantos, possivelmente a verificar se tudo estava no mesmo sítio. Correu atrás do seu brinquedo preferido, uma bola de saco de plástico e comeu um bocadinho. Tem as patinhas rapadas e vê-se os hematomas que ficaram do soro e das análises, e a barriga rapada e com  a sutura operatória visível. Anda ainda a urinar às pinguinhas e muitas vezes, fruto da algaliação e da cirurgia à bexiga. Hoje tem dormido bastante mas não parece triste, deve ser fruto do pequeno comprimido anti-depressivo (eheheh) que hoje tomou de manhã, e da dona também ter dormido durante o dia mas parece o nosso filho-gato. Um Pilas ainda em baixo de forma, mas o nosso Pilas.
Ana Cristina

terça-feira, março 05, 2013

A notícia veio às 5.40 da manhã

O Pilas tinha acabado de ser operado e a cirurgia tinha corrido bem. 
A  bexiga dele tinha coagulos de sangue e dois cálculos visíveis, e outros micro-coagulos possivelmente. Foi feita limpeza com muito soro, no sentido ascendente e descendente, para que tudo ficasse o melhor possível e mandaram-se os cálculos para análise para saber a sua composição e se através da alimentação é possível evitar novas formações. Nessa altura estaria no recobro, a recuperar da anestesia.
Hoje sei que está bem disposto e a urina dele vem aparentemente limpinha de cálculos, com algum sangue, é claro. Se tudo correr bem amanhã será desalgaliado e terá alta o quanto antes.
Devo dizer que neste processo todo só tenho de elogiar o Hospital Escolar da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa independentemente do sucesso, ou não, do seu tratamento. É lá que o Pilas tem sido tratado de todas as vezes que tem sido necessário, e ainda bem que a clínica veterinária aqui mais perto de casa abria só às 10.30 horas no dia que resolvemos levá-lo ao médico. Noutro dia poderei falar do porquê do meu elogio.
Ana Cristina

segunda-feira, março 04, 2013

Estou à espera de notícias

Quando saí do Hospital Veterinário, às sete e tal da noite, ficou combinado com o veterinário que o Pilas ainda hoje seria operado à bexiga para limpar todas as areias e que têm sido as causadoras das retenções urinárias. Ele está bem melhor da função renal, que piora sempre que tem um surto de obstrução das vias urinárias, e esta será uma boa altura para o anestesiar, sujeitando os rins a mais essa agressão mas esperando resolver um dos problemas que ele tem.
Para quem ainda não entendeu nada do que se passou a explicação é a seguinte. O Pilas sofrerá há uns tempos de insuficiência renal crónica que só agora foi diagnosticada porque só recentemente nos começamos a preocupar pelo facto dele estar mais magro e menos activo. No contexto do internamento para re-hidratação sofreu de retenção urinária, que se pensou inicialmente poder ser por stress, mas que depois se observou existir também factor físico como pequeninas areias na bexiga.
Quando veio para casa vinha melhor dos rins e com urina aparentemente limpinha. Pensou-se que se teria resolvido o problema dos cálculos na bexiga com as várias lavagens vesicais através da algália e com a urina espontânea que ele fez durante uns dias.
Em casa houve stress, com a mudança da alimentação, a administração do antibiótico em comprimido e do soro injectável e a visita passado quatro dias ao hospital para fazer análises. E fez nova retenção urinária e necessitou de ser novamente algaliado. Ainda se pensou mais uma vez que pudesse ser do stress  mas concluiu-se que a bexiga estava suja de areias. Neste processo os rins sofreram danos, e as análises da função renal pioraram muito. A algaliação, a terapêutica e o soro, ajudaram a melhorar os rins mas um dia eles podem parar com tanta agressão.
Como aparentemente ele tem vários cálculos mínimos mas que para as vias urinárias de um gato são grandes o suficiente para causar danos a solução passa por limpar cirurgicamente a bexiga. E se tudo correu como o esperado já o deve ser sido. Ficaram de telefonar depois da cirurgia, e eu avisei que podiam fazê-lo a qualquer hora, mas devem pensar que é tarde para dar notícias. De qualquer forma, tenho o telemóvel aqui mesmo ao lado e espero que as notícias sejam boas.
Ana Cristina

Mistérios familiares

- Pai, este que está a cantar é o Justin Bieber.
Esta foi a frase mais intrigante que ouvimos nos últimos tempos, cá em casa. Foi dita hoje de manhã, pelo Vasco, com quase quatro anos, quando nos preparávamos para mais um dia de escola e trabalho. Pelos vistos, o que a motivou foi um clip num canal de desenhos animados.
Ora analisemos a coisa.
Justin Bieber. O meu filho de três anos, mesmo mesmo quase quatro. Justin Bieber, que nós não ouvimos e quase nem conhecemos.
Descartámos a hipótese da Alice lhe ter dito. Acho que nem ela mesmo sabe quem é o cantor imberbe. De forma que a recente demonstração de cultura (?) musical do meu filho é, neste momento, um ponto de interrogação a juntar àquele com que ficámos no fim-de-semana, quando demos por ele a acompanhar uma música da rádio, pelos vistos um grande hit actual (?), algo como "gangman style" (será isto???)...
Rita

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Foi internado de novo

 
Ontem o Pilas passou todo o dia deitado na mesma cama, recusou-se a comer e não bebeu uma gota de água. À noite, quando cheguei do trabalho, fui encontrá-lo no mesmo sítio onde estava quando saí, umas quase 10 horas antes. Estava com a manta vomitada e não se tinha lavado porque no pêlo ainda se viam uns vestígios de sujidade. Não tinha urinado nada durante todo o dia.
Fizemos-lhe o soro subcutâneo, mas combinámos logo que esta manhã o resultado das análises que fez na terça-feira seriam recebidos pessoalmente, se ele com os 200 ml de soro administrados não urinasse. Assim foi, esta manhã rumámos de novo para o Hospital da Faculdade de Medicina Veterinária.
Como se previa estava com nova obstrução das vias urinárias. A bexiga estaria tão cheia que lhe causava vómitos e recusa alimentar, provavelmente de dor. Foi novamente puncionado para se colherem novas análises, colocado um soro para hidratação e algaliado. Ficará internado até nova tentativa de desalgaliação, dentro de mais ou menos 48 horas, para ver como corre desta vez... Esperemos...
O mais interessante é que as análises de terça-feira não estavam más.
Ana Cristina :(((

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Esforço monstro para a descontração 1 - Cedência ao cansaço de um dia de trabalho 0!!!!!

O Vasco é de birras. O que significa que, por vezes... quase sempre, quando é contrariado, vai de birra para nos convencer, demover, fazer ceder, irritar, passar dos carretos, o que quiserem.
 
Hoje cheguei mais tarde a casa e fiquei de lhe dar banho. Ele não queria. Primeiro, tinha que ser o pai, que, coitado, bem que tinha aguentado as pontas sozinho até ali, e tinha acabado de se sentar para ver o Benfica. A seguir, queria ver umas músicas do Paulo Carvalho no computador, com a mana. Disse-lhe que ele as veria depois, quando acabasse o banho. E pronto, quando se dá por isso, choradeira instalada...
Até à casa-de-banho já tinhamos conseguido chegar, pelo menos. A Alice via as músicas lá dentro, no computador. O pai, ali mesmo perto, tentava ver o seu futebol. E nós os dois ali, juntos, a enfrentar a birra, de porta fechada, para que, ao menos, fôssemos os únicos incomodados.
Olhei para ele, com olhos de cruzes-não-tenho-pachorra-nenhuma-para-isto-depois-do-que-passei-a-tarde-a-ouvir... E depois deu-me. Não o desespero, a gritaria, o descontrolo, não. A tranquilidade zen. Olhei à minha volta e agarrei no livro que lá estava. Sentei-me na sanita e pus-me a ler com banda sonora: o puto a chorar que nem um desalmado, a bater com os pés no chão, aos urros. Interrompeu para dizer que tinha ranho e depois ainda piorou o choro quando lhe propus limpar-lhe o nariz com papel higiénico... porque claro que para o moço, tinha obrigatoriamente que ser com o papel da cozinha. Continuei a ler depois de lhe explicar que, se quem o assoava era eu, era eu que também escolhia o papel com que o fazia.
Claro que a certa altura o choro começou a espaçar, a ficar forçado. Até ao momento em que concordou que tinha terminado. E o mais cómico é que eu li, li mesmo, consegui a ausência necessária para não deixar que a meio metro de mim, a birra me incomodasse.
A vingança veio no fim do banho, quando me perguntou porque é que não podia brincar na banheira, e lhe expliquei que o tempo não passava e que ele tinha passado demasiado do dele a chorar...
Rita

terça-feira, fevereiro 26, 2013

O futuro da minha filha

Neste sábado, com todos dentro do carro, a Alice disse:
- Já sei o que quero ser quando crescer.
De mim para mim surpreendi-me, nunca lhe achei preocupação com tal, a miúda ainda vive para brincar, só brincar. Muito curiosa (que previsões de futuro verá a miúda para si, afinal), questionei:
- Ah sim? Então e o que é?
- Pintar. (imaginem o momento de silêncio, a minha filha, uma artista...) Quero pintar paredes. Estou farta de ver as paredes todas riscadas.
Conclusão: de bailarina, que era o que ela dizia com cinco anos, a Alice passou a pintora da construção civil.
Rita

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Tem sido difícil fazer a soroterapia ao bichano

Se no sábado, a primeira vez que experimentei fazer-lhe o soro, as coisas correram até bastante bem. Fiquei animada mas com a consciência que seria "sol de pouca dura", porque o meu filho-gato é um felino difícil de dominar. Aliás, no hospital o Pilas fez estragos no braço de uma enfermeira e ganhou a fama de ser uma fera quase indomável.
Pois quase como se previa, se no primeiro dia foi relativamente fácil, nos outros não posso dizer o mesmo.Ontem, já no final do dia, o sistema do soro partiu-se, impossibilitando a técnica. Do hospital veterinário, no momento da alta, em conjunto com a nova alimentação e os comprimidos que terá de fazer durante uma semana, o Pilas também veio acompanhado de dois frascos de soro, de um sistema e de umas agulhas. O sistema partiu-se exactamente na altura que não devia, e por esse motivo, não fizemos o tratamento de domingo. Hoje foi dia de trazer do hospital das pessoas o material que estava em falta e tentar compensar os líquidos em falta de ontem. Mas a coisa correu muito mal. O meu gato, prostrado e aparentemente desanimado, virou um felino tipo pantera negra. Acabei picada, arranhada e mordida, sem ter conseguido administrar-lhe o tratamento que ele necessita. Passaram umas horas e ainda não consegui colocar-lhe mais a vista em cima. Está a dormir debaixo da cama dos donos, bem protegido pelas caixas que lá tenho.
Amanhã vamos de novo ao hospital veterinário, fazer análises e consulta. Tenho esperança que me ensinem a ser mais eficaz. E espero mesmo (mesmo) que ele não esteja muito pior com a falta do soro.
Se alguém que nos lê tiver esperiência destas situações e que tenha sujestões pra mim, mande-mas que eu estou a necessitar muito.
Ana Cristina

Uma má experiência de teatro...

Há uns dias, com umas amigas, decidimos aproveitar uns magníficos descontos proporcionados pela Odisseias para fazer um programa com os miúdos.
Fomos então ver "O Rei do Reino da Gata Borralheira", pela Companhia Byfurcação. E, como nem só de boas criticas vive este blog, tenho de confessar que não gostei. Mesmo nada. Foi uma daquelas experiências em que, quanto mais pensava no assunto a seguir, mais chegava à conclusão que só tinha valido mesmo pela experiência.
Devo dizer que foi o segundo trabalho que vi da Byfurcação, sendo o primeiro o "Alice no País das Maravilhas", no ano passado, na Quinta da Regaleira, em Sintra. Na altura achei piada ao trabalho dos atores e que algumas cenas tinham sido bem estudadas e planificadas, mas que o texto da peça, extraído do livro, poderia ter sido mais curto e simples, ou seja, mais bem escolhido.
Com "O Rei do Reino da Gata Borralheira" nem se pode dar uma referência positiva ao texto... o mesmo não trazia nada de novo, tratava-se de um mero recontar a história da Cinderela sem sequer o fazer bem, com passagens e piadas unicamente para a compreensão de adultos, ainda por cima demasiado longo. O trabalho dos atores, por sua vez, tinha algum interesse, mas critico a escolha das vozes que parecem ter achado necessário fazer, a tentar dar uma ideia de infantilidade, numa concepção que no fundo se torna extraordinariamente redutora da infância.
Com isto a juntar à grande frustração por ontem não ter conseguido bilhetes para "A Cerejeira da Lua", no Museu da Marioneta, ando a ressacar por um espectáculo para crianças que me encha as medidas...
 
Rita


sábado, fevereiro 23, 2013

Já o temos cá em casa

Depois de onze dias de internamento o Pilas teve alta ontem. Veio igualmente magro, com as patinhas e a barriga rapadas dos soros e da ecografia, com o pêlo um bocadinho baço e com alguma caspa, mas aparentemente contente por voltar a casa. Durante um bom bocado deambulou pelo hall de entrada (devia ser para esticar as pernas porque estes dias todos dentro de uma jaula não o deixaram fazer exercício suficiente), depois foi matar saudades do resto da casa. Já experimentou dormir em todas as suas camas, incluindo em cima da nossa entre as pernas da dona. Está cheio de mimos e ronrona quando lhe damos festinhas mas ainda não é o gato brincalhão que nos habituou.
Agora terá de fazer uma dieta especial, mole e urinária, e um soro de hidratação subcutâneo todos os dias até indicações em contrário e que espero que seja apenas até à próxima consulta. Hoje já fez o soro, que correu sem grandes problemas. Foi a minha primeira experiência em administração injectável a gatos, e beneficiámos com toda a certeza da minha experiência com humanos e de um ou dois vídeos no youtube que demonstravam a técnica. Talvez, quem sabe, um dia também o Pilas sirva de exemplo para outros gatinhos e suas donas e a gente ainda mostre aqui como se faz o soro subcutâneo. O que interessa é que ele está melhor e que temos de novo o nosso gatinho.
Foi o presente de aniversário dele. Ontem, no dia em que fez dez anos, recebeu como presente voltar a casa. E foi um presente que nos saiu caro, mas disso podemos falar noutro dia, que hoje é dia da foto comemorativa, à semelhança de outros aniversários. Se quiserem relembrar os outros anos aqui vai; 2006, 2007, 2008, 20092012.
Ana Cristina

domingo, fevereiro 17, 2013

Temos o filho-gato internado...

... desde terça-feira. Estava ainda mais magro e menos entusiamado com a brincadeira. Passava o dia a dormir bem tapadinho nas várias camas que por aqui tem. Andava a comer menos, a beber um bocadinho mais e com obstipação. Pareceu-nos que também coxeava mais um bocadinho
Decidimos finalmente levá-lo ao veterinário, fazer as análises que a veterinária tinha sugerido há muito tempo porque já no ano passado o achou magrito. Na altura decidimos adiar mas agora era evidente que o Pilas estava em baixo de forma. 
E é verdade. O Pilas está com uma insuficiência renal aguda. Nestes dias, com o soro e a medicação, parece que a função renal está a melhorar e ontem falou-se na hipótese de ter alta amanhã. Hoje as notícias não me pareceram tão animadoras, ele tinha deixado de urinar e teve de ser algaliado, o que parece ter ajudado a resolver parte do problema. Parece que era um cálculo. Agora vão tentar desalgaliá-lo de novo a ver se ele urina bem.
Amanhã deve repetir análises e logo se vê. Depois dou notícias.

Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Um bolo personalizado

No domingo, dia 3, festejámos um aniversário. Como no ano passado, o prato principal foi a cachupa, feita pelo aniversariante, mas desta vez, como novidade, a sobremesa teve o toque pessoal da Alice, que fez para o tio Fernando um desenho que, por sua vez, foi enviado pela mãe para a tia, que o entregou por email às amigas, que encomendaram o bolo ao pasteleiro.
Foi um trabalho em grupo e que resultou num bolo lindo e personalizado.
E eu já recebi a promessa que para os meus anos é o Vasco quem faz o desenho.
Fico à espera, não do aniversário, mas do desenho que, quase que aposto, vai ser o meu retrato na visão do sobrinho de quase 4 anos.
 
 
;) Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Os últimos Xulés de 2012

E para terminar a temática "Xulés oferecidos no último Natal" mostro neste post os últimos do ano passado.

Em cima podemos ver os Xulés 16# e 17#. 
O azul (o Xulé 16#) foi feito numa altura em que faltava a matéria prima essencial para encher os bonecos e, por esse motivo ficou destinado a ficar cá em casa e me fazer companhia visto ter sido recheado de pedacinhos de meias dos outros bonecos e camisola velha. É muito mais denso e pesado que os outros Xulés, mas nem ele nem eu nos importamos com essa característica. 
O Xulé 17#, que é o vermelho, assemelha-se muito ao anterior, tanto quanto é possível entre bonecos feitos à mão e sem moldes, mas com pequenas correcções que a foto não permite observar bem e, será muito semelhante a outro que por aí andará. Passo a explicar. Um dia levei para o trabalho alguns Xulés para satisfazer as  colegas que, tendo visto as fotografias, pareciam ter muita curiosidade sobre os bonecos que eu, de repente, dizia que andava a fazer. E nesse dia o Xulé 17# foi alvo de duas paixões à primeira vista. A ordem de chegada determinou que o R iria oferecer à sua filhota a versão que se pode ver na foto, e a C ficaria, dois dias depois, com uma versão semelhante, não igual mas muito parecida mas igualmente bem sucedida do despertar de sentimentos amorosos.

Em baixo, ao centro temos a Xulé 18#, que foi para casa de uma menina de quase 3 anos, que se encanta com botões. Por esse motivo está enfeitada com vários, os que se podem ver na foto e o que está do rabo. 

No canto direito podemos encontrar o Xulé 19#, que se caracteriza pelo pescoço comprido e a camisola de bola alta. Parece que em breve irá fazer companhia a um menino mas mais não digo nem sei.

À esquerda está a Xulé 21#, que é baixinha, com um ar desproporcionado porque tem pernas curtas e braços compridos. Tem umas orelhas que fazem barulho, é muito fofinha e anti-alérgica. Foi feita para uma menina que pela época das festas ainda não tinha nascido. Espero que os pais da B tenham gostado dela e que lhe dêem uma menina que goste de brincar.

Num breve balanço posso apenas dizer que em 2012 as Oficinas RANHA espalharam pelos vários cantos de Portugal, continental e ilhas (porque um está em S. Miguel, nos Açores), 23 Xulés e 4 Mini-Xulés, tendo iniciado uma produção artesanal de bonecos-de-meia que se prolonga, a um ritmo mais lento, é certo, pelos dias de hoje.
Ana  Cristina

domingo, fevereiro 10, 2013

Carnavaladas

No sábado a Gulbenkian recebeu a visita dos nossos Pirata e Homem Aranha.
Não fomos a tempo de ver a exposição do "Chá para Alice" (porque se esqueceram de avisar que a visita guiada a encerrava), mas deu para lanchar, fazer actividades em livros, correr muito e ver os patinhos sempre simpáticos (principalmente para quem tem sacos de papel com restos de queques de chocolate).

 A certa altura - e ainda me hão-de explicar como é que o dito original o conseguirá, que é o pormenor que os filmes não explicam - o nosso Homem Aranha ficou cheio de vontade de fazer xixi, mas havia ainda muito para correr, e então correu e correu, e quando foi a dar azo às suas satisfações fisiológicas, a vontade era tanta mas tanta, que o seu incrível fato ficou "ligeiramente"... chamemos-lhe salpicado, ok.
 

Claro que, mesmo sem a sua identidade secreta, o verdadeiro herói é o que não desanima...

Rita

domingo, fevereiro 03, 2013

«Um sonho maravilhoso...»


Neste sábado, em respeito ao compromisso assumido de que um mês de ginástica (três vezes por semana) só com três bolinhas amarelas (as avaliações que a professora faz no final da aula e que vão de azul, verde, amarelo, vermelho, a preto - a pior de todas) dava direito a deixá-la furar as orelhas, lá fomos. Foram cinco meses à espera que o conseguisse...
Hoje, antes de ir dormir, dizia, com um grande sorriso no rosto:
- Isto é mesmo real, não é...?! É porque, estou aqui a pensar... se é um sonho, é um sonho maravilhoso...
Rita

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Lar Doce Lar

Ontem tive a oportunidade de ir ver esta peça de teatro ao Casino de Lisboa. Gostei muito. Gostei de ir ao teatro depois de tanto tempo sem ele. Gostei da noite, bem passada e em boa companhia. Gostei da sala de espectáculos e de dar uma voltinha pelo casino, que também foi uma estreia. Mas gostei sobretudo da peça e do trabalho de actores, que durante duas horas vestem o papel de várias personagens.
Toda a peça se passa num quatro de um Lar de idosos onde duas senhoras de quase 80 anos, provenientes de classe social alta, partilham o mesmo espaço. São mulheres com histórias pessoais bem diferentes, com hábitos de vida e gostos distintos. Mas qualquer uma delas sonha em passar a viver no melhor quarto do lar que acabou de ficar vago por morte da sua dona...

Se puderem aproveitem os últimos dias de cena. Vão ver que passam uma noite muito bem passada, mas só têm mais dois dias.
Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Totós roxos para a Madalena

No canal Panda darão uns desenhos animados de uma menina de totós roxos com nome de flor que, junto com um amigo cão maluco, estaré sempre em tropelias. Pelos vistos, foi nessa Petúnia que a Alice se inspirou para fazer um desenho para a prima Madalena:


Ao saco, achei que ficou a faltar alguma coisa... e cunhada, prometeste devolvê-lo para eu ter a hipótese de completar com essa dita coisa que ainda não sei o que poderá ser...

Rita

domingo, janeiro 27, 2013

O Dia em Memória das Vítimas do Holocausto é hoje

Comemora-se hoje o dia em que foi libertado o Campo de Extermínio de Auschwitz.



27 de Janeiro de 1945 - Uma data a não esquecer nunca

Ana Cristina

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Os Xulés que foram para os sobrinhos...




No meio de várias experiências de bonecos-de-meia, nenhuma feita com molde ou seguindo à risca os tutoriais que estão disponíveis, fizeram-se várias experiências com meias de tamanhos diferentes e conjugações de cortes diferentes. A Alice e o Vasco também fizeram parte estas experiências, com as suas opiniões sinceras e reacções à presença dos Xulés. Rapidamente se percebeu que os primeiros bonecos tinham feito sucesso e alguns até foram alvo de pedidos especiais. Eles foram a opinião infantil que necessitávamos e foram, sem saber, o que mais impulsionou o entusiasmo pela criação de novos Xulés, todos diferentes, todos de meias.  E tiveram direito, claro, a um Xulé cada um, feito especialmente para quem o recebeu. 
A Xulé 14#, uma boneca esguia, ondulante e dançarina e com um ar bem disposto foi para a Alice, que adorou saber que a boneca dela era a única a ter uma saia e a dançar.
O Xulé 12#, uma espécie de gato com uma camisola vestida e um gizo ao pescoço foi para o Vasco que o adoptou como companheiro de cama.

Mas no grupo dos meus sobrinhos também fazem parte outras crianças como a Madalena, que fará dois anos em breve, e que com o seu ar reguila imaginei que ficasse bem com a Xulé 22# e com as suas cores laranja e verde. Ouvi dizer que gostou da boneca nova mas a distancia não me permitiu curtir o momento de entrega nem me deixa curtir a sobrinha.

Os sobrinhos da Rita também receberam Xulés. A Francisca e a Madalena, duas irmãs seguidas, que se vestem sempre muito parecidas mas com energias bem diferentes receberam as Xulés 15# e 20#, duas bonecas bem diferentes mas com um ar de família . E para o António, o irmão mais novo da tríade, que deve estar quase a fazer dois anos, foi o Xulé 7# um cãozinho de meia felpuda que já mostrei noutro post. Acho que também fizeram sucesso.
Ana Cristina

quinta-feira, janeiro 24, 2013

A Branca de Neve da Francisca

Para a prima Francisca, a Alice fez uma Branca de Neve... parece que é a sua princesa Disney preferida.
 

O que me faz sempre pena é que as fotografias - para as quais não tenho jeito nenhum - nunca mostrem os pormenores... gostava de os conseguir mostrar... o cabelo principalmente, ficou tão giro...

Rita

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão

Como enfermeira que sou, sempre que vou como utente a uma instituição de saúde (felizmente vou muito poucas vezes) observo muito o ambiente, a postura dos profissionais e o espaço em si. E hoje fui ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. 
 

Conhecendo na teoria o trabalho realizado neste centro, a até pessoas que já lá estiveram internadas ou a trabalhar, hoje fui lá pela primeira vez. Entrei num espaço amplo e tranquilo, com aspecto agradável e limpo, movimentado por muita gente mas sem barulho. Andando pelos corredores viam-se salas cheias de pessoas a fazer exercícios como num grande ginásio, mas os atletas neste caso usavam talas, correctores de posição, aparelhos com roldanas e rodinhas. E os seus treinadores estavam fardados de branco e azul.
Os atletas também tinham várias idades. Alguns usavam cadeiras de rodas e eram mais maduros, outros deslocavam-se também de cadeiras especiais e estavam acompanhados dos maridos e filhos ainda pequenos, alguns eram bem novos (até havia bebés de colo).

Fiquei a pensar nos bebés que estão no meu serviço, alguns deles potenciais utentes destes serviços. E no N. que não tem direito, pela sua condição clínica e genética, para frequentar estes centros com a esperança que lá se vive. E no A. que, apesar de lá ir de vez em quando, não tem esperança de melhoras...
Foi uma experiência agradável, daquelas que nos faz conduzir mais tranquilas a caminho de casa e valorizar, nem que seja por pouco tempo, a vida que temos.
Ana Cristina

Os desenhos da Alice

Neste Natal pudemos finalmente levar a cabo um dos projectos antigos: trabalhar desenhos de miúdos... ou trabalhar com base em desenhos da Alice, neste caso. "Passá-los", em termos de costura e bordado, para roupa... ou para o que quer que seja...
Que fique claro que não tem sido fácil tentar explicar o que foi feito a quem não teve oportunidade de ver o resultado final. E, por isso, aqui vai. A nós deu-nos um gozo imenso... e uma brutalidade de trabalho... a tarefa não é fácil, acreditem.
Claro que, para quem queira eternizar os desenhos dos filhos, está aqui uma ideia... para meter mãos à obra... ou para nos contactar, nós poderemos fazê-lo.


Este foi o saco feito para a Rita, a divertida irmã do nosso afilhado... a lembrar dias de Verão, de mar ou de piscina... será uma sereia? A Alice nunca o disse...


Dá para fazer o jogo de encontrar as diferenças...?
Rita

terça-feira, janeiro 22, 2013

Avô e netos gostam de tablets


Pelo aniversário, o avô recebeu o presente que andava a a sonhar um dia comprar. Recebeu-o da avó mesmo no dia de anos, numa comemoração a dois. No fim-de-semana seguinte foi almoço de família e de festa e os netos entregaram os outros presentes, que não foram mais do que acessórios para o que já tinha recebido. Ao Vasco calhou entregar uma capa protectora do novo tablet, que vinha muito bem ornamentada com um cartão com o print screen da marca. De imediato o  pequeno começou a tentar deslizar os icons e a tentar abri-los. Enquanto nós continuávamos a falar sobre as características deste  novo brinquedo ele confirmou que aquilo era apenas um cartão enganador e começou a interrogar o avô:
- Avô, onde está o iPad? 

 
Foi uma alegria para os dois quando descobriram que, no iPad do avô, havia um jogo que eles já conheciam, e a partir daí quase que foi necessário cronometrar o tempo em que cada um deles tentava matar porcos verdes com uns pássaros malucos lançados por uma fisga...
E é tão engraçado observá-los a abrir icons, voltar atrás e tentar de novo. Realmente aquilo é mesmo um brinquedo intuitivo que todos conseguem manipular. Agora quero ver o avô e a avó a descobrir as maravilhas da nova aquisição. Eu já sou fã.
Ana Cristina