Rita
domingo, maio 06, 2012
segunda-feira, abril 30, 2012
Mais sobre o "Não ao encerramento da MAC"
Ao
que parece as declarações oficiais têm vindo a alterar-se acerca do eminente
fecho da Maternidade Dr. Alfredo da Costa. No princípio trabalhávamos até ao
final do mês (hoje seria o último dia), depois considerou-se que até ao fim do
ano encerraríamos e agora será até ao final da legislatura. E mais, entre a
chamada de retrógradas e obsoletas a quem se manifestou contra o encerramento
da maior maternidade do país, às afirmações que a MAC encerra até 2015 e
passando pelo anúncio de falta de verba para fazer obras no telhado,
aparentemente o que parece ser uma luta apenas dos profissionais está a tomar
contornos de símbolo nacional.
A verdade é que a MAC é um símbolo nacional. Não
é só o seu edifício com aquela estátua sugestiva e localização privilegiada ou
que tanta gente tem afirmado como o local onde tantos nasceram que é uma
ameaça. O fecho da MAC apresenta hoje contornos de exemplo do futuro do Serviço Nacional
de Saúde. O seu encerramento representa que, em seguida, muitas outras
instituições poderão também ser dispensadas.
A
minha perspectiva continua a ser a defesa da manutenção desta instituição
enquanto não houver condições para que os mesmos cuidados, ou melhores, sejam
prestados em local público, “tendencialmente” gratuitos, e por funcionários
públicos. Por isso temo-nos manifestado na rua e continuaremos a chamar a
atenção para a causa “Não ao encerramento da MAC”.
E
temos tido o apoio de várias figuras públicas de vários quadrantes políticos,
mas falta agora o debate público em assembleia da república com as posições
oficiais de todos os partidos políticos representativos.
Mas
o ambiente que lá se vive é difícil. Proliferam a revolta por se ter investido
nos últimos anos na nossa instituição, as declarações de receio pelo futuro mas
também o medo de opinar à comunicação social. E, pior de tudo, começam a faltar
condições de trabalho. Agora, além da redução efectiva de profissionais auxiliares
(agora denominados de assistentes operacionais) que estão a ver renovados os
seus contractos com a empresa prestadora de serviços ao mês, com a insegurança
que acarreta, e a saída sem substituição de colegas enfermeiros a quem não foi
renovada a sua contratação no final do ano passado falta-nos agora material
como seringas, luvas e até fraldas. Só para que percebam, os pais uns bebés
“nossos” ofereceram ao serviço 11 pacotes de fraldas para bebés com menos de
1500 gramas porque estávamos na eminências de colocar fraldas para bebés com
mais de 2000 gramas a bebés com pouco mais de um kilo.
Agora
só falta evocar que temos de fechar porque não temos material…
Ana Cristina
sexta-feira, abril 27, 2012
Chapéu de chuva personalizado
Aproveito as fotografias do 25 de Abril para mostrar a prenda espectacular que os filhotes me ofereceram pelo meu aniversário em Dezembro. Foi feito com a ajuda da Tia Cristina e só em Abril o pude estrear... deve ser mesmo verdade que desde que os homens foram à Lua, o tempo está todo diferente...
Rita
quarta-feira, abril 25, 2012
segunda-feira, abril 16, 2012
GAP
Podia ser aquela marca famosa que têm a mania arrogante de se nomear nas próprias camisolas que faz... mas não... alguém resolveu dar o mesmo nome a uma aula de... de... de exercício físico...
Não sei se a ideia era a de fazer com que o pessoal fosse ao engano... talvez pensassem que era alguma campanha do ginásio, que alguém lá ia estar a dar camisolas... porque venhamos e convenhamos, Glúteos Abdominais e Pernas estava aparentemente mais para aula de anatomia numa qualquer faculdade de medicina do que para treino de ginásio...
Apesar de tudo, há quem vá. Como eu, a quem deu na venetta (?) aproveitar o tempo que passo no ginásio à espera da Alice e ir ginasticar... e, para comemorar alguns meses - vá, anos - sem fazer qualquer exercício físico, comecei por GAP...
Resultado: quando a Alice me quis dar a mão para descermos as escadas juntas, eu fiz a triste figura de lhe dizer que era melhor agarrar-me ao corrimão porque as pernas me poderiam falhar... e não é que dois degraus abaixo desta conversa me ia estampando mesmo...?! Estive quase a pedir à miúda de seis anos para me levar a casa...
Posto isto, questiono-me como é que amanhã vou conseguir conduzir até à casa do meu colega para o apanhar e irmos até Mafra...
Rita
sexta-feira, abril 13, 2012
Uma semana complicada
Onde se trabalhou muito num serviço a abarrotar, apesar de alguém andar a dizer por aí que trabalhamos pouco, mas onde se vive um clima de muita ansiedade e angústia. Foi também uma semana onde o espírito colectivo se sentiu, e a noção de somos um colectivo.
Este é um post muito curto, só a lembrar que a luta continua e novas iniciativas se perfilham na defesa da Maternidade Dr. Alfredo da Costa. A próxima é no domingo "Uma flor pela MAC", onde se vai construir o logotipo da intituição em flores a partir das 15 horas.
Prepara-se também a MARCHA LENTA A CAMINHO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no dia 19, às 18.30. Mas depois dou mais notícias, agora vou dormir, depois de três noitadas de trabalho amanhã entro às 8 da manhã.
Ana Cristina
Este é um post muito curto, só a lembrar que a luta continua e novas iniciativas se perfilham na defesa da Maternidade Dr. Alfredo da Costa. A próxima é no domingo "Uma flor pela MAC", onde se vai construir o logotipo da intituição em flores a partir das 15 horas.
Prepara-se também a MARCHA LENTA A CAMINHO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, no dia 19, às 18.30. Mas depois dou mais notícias, agora vou dormir, depois de três noitadas de trabalho amanhã entro às 8 da manhã.
Ana Cristina
terça-feira, abril 10, 2012
Não ao encerramento da MAC


Nós estivemos lá. Os quatro cá de casa, mais os dois da casa da Cristina, mais os dois da casa dos nossos pais. Mais não sei quantos que ali trabalham ou trabalharam ou gostariam de vir a trabalhar. Mais não sei quantos que lá nasceram. Mais não sei quantos que já lá tiveram filhos. Mais não sei quantos que não têm ali familiares, nem vínculo afectivo, nem qualquer relação, mas que vivem esta tão famosa crise diariamente e que ali viram os seus dinheiros gastos nas grandes obras realizadas. Mais não sei quantos que gostariam de saber os planos para todos os que ali trabalham ou para a futura utilização daqueles tão preciosos metros quadrados no centro de Lisboa. Mais não sei quantos que sabem que ali se faz nascer... e viver... e sobreviver. Rita
domingo, abril 08, 2012
Maternidade Dr. ALfredo da Costa
Já devem ter ouvido falar que a Maternidade Alfredo da Costa irá fechar como instituição de saúde.Talvez também já tenham percebido que nós, profissionais que lá trabalhamos, fomos apanhados de surpresa com o seu anuncio, que, apesar de não ser uma completa novidade (fala-se no assunto há pelo menos 20anos) se efectivou de repente e após uma anexação legal a outros hospital de Lisboa.
Desta forma, de repente, eu como profissional, e todos nós como utentes do Serviço Nacional de Saúde estaremos privados de uma Instituição que nos últimos 8-10 anos investiu muito dinheiro na remodelação e modernização das suas instalações e que apresenta actualmente taxas de ocupação maiores que qualquer outro serviço das mesmas áreas de trabalho da região de Lisboa. Não serão esses concerteza os argumentos para o seu encerramento, como o são para os encerramentos vários dos serviços de maternidade espalhados pelo país. Também não será desculpa dizer que o novo hospital nos tirará utentes, porque se esse fosse o argumento seria necessário justificar o seu investimento numa área de funções que já cobria os cuidados à população da sua área de residencia, em período de contensão de despesas.
Não me opondo, de forma nenhuma à restruturação de serviços e ao fecho de alguns deles mas gostava muito de obter respostas acerca do fecho de toda a instituição MAC. E gostava de mostrar o meu desagrado pela forma totalitária como esta decisão estará a ser tomada.
Se vocês estiverem de acordo, convido-vos desde já a participar no "abraço à MAC", uma iniciativa de formação de um cordão humano, na terça-feira, dia 10 de Abril, às 19.30. Eu em princípio estou lá dentro, porque estou de serviço, mas espero que muita gente se una neste abraço conjunto a uma causa. O saber porquê, quais as soluções, o que vão fazer do edifício, dos profissonais e como se irão prestar cuidados a todos os utentes que a MAC, sozinha, presta.
Ana Cristina
quinta-feira, abril 05, 2012
Depois das noticias na TV...
... ainda pensei telefonar para lá a perguntar se devo ir fazer a tarde, mas no telejornal dizem que até ao fim do mês a MAC estará aberta.
Vai ser um turno lindo vai... AnaCristina
Vai ser um turno lindo vai... AnaCristina
segunda-feira, março 26, 2012
Saudades de irmãos
Ontem a Alice ficou nos avós a curar a ligeira doença com que parece estar. Cá por casa ficou um mano muito saudoso. É a primeira vez que vejo a falta que ela lhe faz. Quando ele é o ausente, ela expressa a falta que sente dele e anda pela casa muitas vezes a aparentar não ter o que fazer. Até hoje, ele não o tinha feito. Desde ontem, a avaliar pela quantidade de vezes que já perguntou por ela, pelo facto de lhe ter feito menção pouco depois de acordar e assim que chegou a casa no final da tarde, vejo que deu mais um passo no sentido da aproximação à irmã mais velha. Hoje admitiu que tinha saudades e ontem ficou mesmo zangado quando percebeu que ela não iria regressar logo.
Vejo este amor a nascer de dia para dia e recordo-me da falta que a minha irmã sempre me fez quando me deixava sozinha. Com um sorriso nos lábios, lembro-me de quando, em miúda mas não assim tão pequenina, ela foi à Alemanha de férias e eu chorava durante a noite a cantarolar a canção do Chico Buarque, «Será que Cristina volta, será que Cristina fica por lá...»...
Rita
domingo, março 25, 2012
Um filho que sabe o que é "a fibra"?!
Não faço ideia se os Gatos Fedorentos colocam os seus cenários humorísticos sob o escrutínio dos filhos, mas se não o fazem, deviam.
Há uns dias reparei que o Vasco estacava a ver o último anúncio dos Gatos. Estava a brincar e imobilizava-se assim que eles começavam a falar, prova viva como tudo num anúncio deve ser estudado ao pormenor e tentar atingir o sucesso de fazer parar uma criança de dois anos.
Hoje, durante o telejornal, o Ricardo Araújo Pereira apareceu, numa rubrica sobre trabalhos que irá fazer no Brasil. O Vasco, enquanto comia a sopa, observou a reportagem e, de repente, disse: «Olha, aqui ele não está com a fibra, pois não?».
Será isto a prova de que tenho um filho atento ou de que tenho um filho que vê muita televisão...?!
Há uns dias reparei que o Vasco estacava a ver o último anúncio dos Gatos. Estava a brincar e imobilizava-se assim que eles começavam a falar, prova viva como tudo num anúncio deve ser estudado ao pormenor e tentar atingir o sucesso de fazer parar uma criança de dois anos.
Hoje, durante o telejornal, o Ricardo Araújo Pereira apareceu, numa rubrica sobre trabalhos que irá fazer no Brasil. O Vasco, enquanto comia a sopa, observou a reportagem e, de repente, disse: «Olha, aqui ele não está com a fibra, pois não?».
Será isto a prova de que tenho um filho atento ou de que tenho um filho que vê muita televisão...?!
Rita
sábado, março 17, 2012
Este é para vocês, avós
A Alice hoje, assim que entrada no carro:
- Oh... os avós fazem-me tanta falta quando deixo de os ver...
- Oh... os avós fazem-me tanta falta quando deixo de os ver...
Rita
terça-feira, março 13, 2012
Mais um ódio de estimação
Aqueles reconhecimentos de comentários com letras esquisitas que nos fazem reconhecer para, segundo eles, provarmos que não somos um robot.
Eu devo ser um bocado mecânica porque, invariavelmente, repito a operação umas três vezes por cada comentário que quero fazer...
Ana Cristina
quinta-feira, março 08, 2012
Invocação à mulher única
Tu, pássaro – mulher de leite! Tu que carregas as lívidas glândulas do amor acima do sexo infinito
Tu, que perpétuas o desespero humano – alma desolada da noite sobre o frio das águas – tu
Tédio escuro, mal da vida – fonte! Jamais… jamais… (que o poema receba as minhas lágrimas!...)
Dei-te um mistério: um ídolo, uma catedral, uma prece são menos reais que três partes sangrentas do meu coração em martírio
E hoje meu corpo nu estilhaça os espelhos e o mal está em mim e a minha carne é aguda
E eu trago crucificadas mil mulheres cuja santidade dependeria apenas de um gesto teu sobre o espaço em harmonia.
Pobre eu! Sinto-me tão tu mesma, meu belo cisme, minha bela graça, fêmea
Feita de diamantes e de cuja postura lembra um templo adormecido numa velha madrugada de lua…
A minha ascendência de heróis: assassinos, ladrões, estupradores, onanistas – negações do bem: o Antigo Testamento! – a minha descendência
De poetas: puros, selvagens, líricos, inocentes: o Novo Testamento – afirmações do bem: dúvida
(Dúvida mais fácil que a fé, mais transigente que a esperança, mais oportuna que a caridade
Dívida, madrasta de génio) – tudo, tudo se esboroa ante a visão do teu ventre púbere, alma do Pai, coração do filho, carne do Santo Espírito, amém!
Tu, criança! Cujo olhar faz crescer os brotos dos sulcos da terra – perpetuação do êxtase
Criatura, mais que nenhuma outra, porque nasceste fecundada pelos astros – mulher! Tu que deitas o teu sangue
Quando os lobos uivam e as sereias desacordadas se amontoam pelas prias – mulher!
Mulher que eu amo. Criança que eu amo, ser ignorado, essência perdida num ar de inverno…
Não me deixes morrer!... eu, homem – fruto da terra – eu, homem – fruto do pensamento – eu, homem – frutoo da carne
Eu que carrego o peso da tara e me rejubilo, eu que carrego os sinos do sémen e que se rejubilam à carne
Eu que sou um grito perdido no primeiro vazio à procura da Deus que é o vazio ele mesmo!
Não me deixes partir… - as viagens remontam à vida!... e porque eu partiria se és a vida, se há em ti a viagem muito pura
A viagem do amor que não volta, a que me faz sonhar do mais fundo da minha poesia
Com uma grande extensão de corpo e alma – uma montanha imensa e desdobrada – porque eu iria caminhando
Até ao âmago e iria e beberia da fonte mais doce e me enlanguesceria e dormiria eternamente como uma múmia egípcia
No invólucro da Natureza que és tu mesma, coberto da tua pele que é a minha própria – oh mulher, espécie adorável da poesia eterna!
Tu, que perpétuas o desespero humano – alma desolada da noite sobre o frio das águas – tu
Tédio escuro, mal da vida – fonte! Jamais… jamais… (que o poema receba as minhas lágrimas!...)
Dei-te um mistério: um ídolo, uma catedral, uma prece são menos reais que três partes sangrentas do meu coração em martírio
E hoje meu corpo nu estilhaça os espelhos e o mal está em mim e a minha carne é aguda
E eu trago crucificadas mil mulheres cuja santidade dependeria apenas de um gesto teu sobre o espaço em harmonia.
Pobre eu! Sinto-me tão tu mesma, meu belo cisme, minha bela graça, fêmea
Feita de diamantes e de cuja postura lembra um templo adormecido numa velha madrugada de lua…
A minha ascendência de heróis: assassinos, ladrões, estupradores, onanistas – negações do bem: o Antigo Testamento! – a minha descendência
De poetas: puros, selvagens, líricos, inocentes: o Novo Testamento – afirmações do bem: dúvida
(Dúvida mais fácil que a fé, mais transigente que a esperança, mais oportuna que a caridade
Dívida, madrasta de génio) – tudo, tudo se esboroa ante a visão do teu ventre púbere, alma do Pai, coração do filho, carne do Santo Espírito, amém!
Tu, criança! Cujo olhar faz crescer os brotos dos sulcos da terra – perpetuação do êxtase
Criatura, mais que nenhuma outra, porque nasceste fecundada pelos astros – mulher! Tu que deitas o teu sangue
Quando os lobos uivam e as sereias desacordadas se amontoam pelas prias – mulher!
Mulher que eu amo. Criança que eu amo, ser ignorado, essência perdida num ar de inverno…
Não me deixes morrer!... eu, homem – fruto da terra – eu, homem – fruto do pensamento – eu, homem – frutoo da carne
Eu que carrego o peso da tara e me rejubilo, eu que carrego os sinos do sémen e que se rejubilam à carne
Eu que sou um grito perdido no primeiro vazio à procura da Deus que é o vazio ele mesmo!
Não me deixes partir… - as viagens remontam à vida!... e porque eu partiria se és a vida, se há em ti a viagem muito pura
A viagem do amor que não volta, a que me faz sonhar do mais fundo da minha poesia
Com uma grande extensão de corpo e alma – uma montanha imensa e desdobrada – porque eu iria caminhando
Até ao âmago e iria e beberia da fonte mais doce e me enlanguesceria e dormiria eternamente como uma múmia egípcia
No invólucro da Natureza que és tu mesma, coberto da tua pele que é a minha própria – oh mulher, espécie adorável da poesia eterna!
por Vinicius de Moraes (in Antologia Poética)
quarta-feira, março 07, 2012
Hoje...
Apetecia-me ficar por aqui no aconchego do lar. Não queria ter de sair, daqui a pouco, para mais uma noite de dez horas de trabalho...
Quando falta inspiração para escrever coisas com algum interesse vêm-se ao blog escrever idiotices...
Ana Cristina
terça-feira, março 06, 2012
Sucessão de ideias
Ela, agora há pouco, ao jantar:
- Não se come e fala ao mesmo tempo.
O que deu origem à explicação que era o falar com a boca cheia que não devia ser feito... e depois sobre o porquê... e a razão de algumas regras que se praticam à mesa... e o perigo de confundirmos o nosso corpo e de enviarmos a comida para o canal onde é suposto respirar-se...
E ela, logo a seguir:
- Pois... porque se pode morrer... mas o pior é o cérebro porque é o cérebro que manda em tudo no nosso corpo, no que pensamos, no que dizemos, se nos portamos bem, se somos totós... tudo, é o cérebro que manda em tudo...
O que deu origem a nova conversa sobre o facto do cérebro até comandar coisas que fazemos sem nos apercebermos, como respirar, pestanejar («O que é pestanejar?!»), engolir.
E ela, logo no imediato:
- Não é bué fácil fazer o pino e cair em ponte a seguir?!
- Não se come e fala ao mesmo tempo.
O que deu origem à explicação que era o falar com a boca cheia que não devia ser feito... e depois sobre o porquê... e a razão de algumas regras que se praticam à mesa... e o perigo de confundirmos o nosso corpo e de enviarmos a comida para o canal onde é suposto respirar-se...
E ela, logo a seguir:
- Pois... porque se pode morrer... mas o pior é o cérebro porque é o cérebro que manda em tudo no nosso corpo, no que pensamos, no que dizemos, se nos portamos bem, se somos totós... tudo, é o cérebro que manda em tudo...
O que deu origem a nova conversa sobre o facto do cérebro até comandar coisas que fazemos sem nos apercebermos, como respirar, pestanejar («O que é pestanejar?!»), engolir.
E ela, logo no imediato:
- Não é bué fácil fazer o pino e cair em ponte a seguir?!
Rita
segunda-feira, março 05, 2012
O Vasco, de cor-de-rosa
Uma das pequenas grandes coisas que gosto na nossa família é a possibilidade de ter estas fotografias do Vasco. De asas de borboleta, de sapatos de salto alto, de saias brilhantes e coroas de papel cor-de-rosa. Sem qualquer tipo de stress ou constrangimentos ou preconceitos.O Vasco é um pândegas. Gosta de tudo o que é festa, brincadeira e máscaras. Ainda por cima é um pândegas com uma irmã mais velha, toda feminina. Ele não é de todo feminino. Mas a par com as mascaradas de palhaço e as pinturas de bigodes, gosta de experimentar tudo o que por aqui anda que é diferente e que ela, a primogénita, gosta.
É óbvio que acho que temos sorte com ele, sempre disposto a festa. Por outro lado, não tenho dúvidas que ele também tem sorte connosco, por não ouvir uma série de patacoadas machistas e machonas sempre que quiser experimentar vestir-se com lantejoulas... tomara que ele também venha a concluir isso, quando lhe passar a raiva por nos ver a mostrar as fotografias aos seus amigos adolescentes...
Rita
sexta-feira, março 02, 2012
Uma das coisas que me chateia nesta coisa de ficar mais velha é a menor resistência às noites mal dormidas... Há duas noites dormi mal. Primeiro foi algo inexplicável, viravoltas na cama, insatisfação com a temperatura, um acordar constante a pensar que a noite estava ser tão longa e que o telefone de trabalho ainda iria tocar à conta disso... Depois foi o telefone de facto a tocar, quase uma hora a tentar dar início à resolução de uma situação... Depois foi o voltar para a cama, para mais viravoltas de olhos bem abertos... Depois foi o levantar da cama para tentar fazer algo que provocasse a chegada do sono, uma caneca de leite, um livro, uma manta e um banquinho na casa-de-banho aquecida; ao fim e ao cabo, é a única divisão da casa em que a luz acesa não perturba o sono dos restantes moradores da casa... Depois foi o regressar para a cama já sonolenta... o adormecer... para ter brutais pesadelos em que era uma qualquer outra mulher a ser perseguida por outra com um facalhão, que conseguia espetar no meu ombro, e eu a correr e a fugir, de respiração ofegante e sem voz, a correr por uma estrada e ela a agarrar-me e eu a conseguir soltar um grito... e a acordar com a palavra gritada em surdina e a sentir o quarto todo à escuro, só com a minha respiração alterada e o pai a dormir ao lado...
Para compensar, ontem adormeci no sofá antes das dez... e dormi a noite toda, já sem telefonemas, canecas de leite e correrias de fuga de uma louca assassina...
E hoje decidi escrevê-lo, só para contrariar os bocejos que já se me surgiam a seguir ao jantar. Agora, a esta hora, agora sim, vou recostar-me no sofá a ver uma qualquer série e deixar-me adormecer lentamente... mas vai ser uma batalha ganha com as minhas regras, às minhas horas, horas de uma mulher adulta, ora essa, e não de mais uma compensação de uma noite mal dormida...!
Rita
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
De coração
terça-feira, fevereiro 28, 2012
A minha profissão numa telenovela portuguesa
Tenho a certeza que os inspectores da PJ, ou os profissionais da dança me compreendem mas eu tenho como ódio de estimação ver a minha profissão mal retratada na televisão. Talvez os publicitários também me percebam, porque acho que na semana passada consegui ver na telenovela o lançamento de um novo produto de marca nacional, qui çá internacional, feito na casa da dona da empresa, com discurso improvisado por uma gerente que, no dia, estava com uns copinhos a mais.
imagem retidade da netNos dias que passei no Alentejo tive a oportunidade de ver a telenovela da SIC, e vi dois colegas enfermeiros. Uma, coitada, deve ter tido dificuldade em arranjar emprego, é agora dama de companhia e uma senhora com Alzheimer. Pelos vistos, essa enfermeira manipula a terapêutica da sua doente a seu belo prazer e por interesses pessoais. Entre passeios e lanchinhos com a sua cliente faz questão de baralhar a sua mente e manipular o seu estado clínico para lhe causar uma dependência ainda maior. Acho que está doidinha de amor não correspondido...
O outro, mais sério e trabalhador, ao que parece roubou material do hospital onde trabalha e, num sítio escondido, mantém a irmã em coma até que esta consiga levar a gravidez a termo, para depois, aparentemente, a poder deixar morrer de cancro. Suponho que este enfermeiro seja mesmo capaz de conciliar o trabalho por turnos com o cuidado contínuo a uma pessoa completamente dependente, em coma, ventilada e às portas da morte.
Depois disto só me resta afirmar que ver televisão nacional é, sem dúvida, uma boa lição sociológica (que me desculpem os sociólogos) acerca dos estereótipos das profissões… Muito mais haveria por dizer, mas de momento, fico-me por aqui.
Ana Cristina
domingo, fevereiro 26, 2012
Ainda do Carnaval
Acho que este ano, mesmo que por pouco tempo, eu e a Cristina conseguimos realizar um dos nosso projectos de há tantos anos... mascararmo-nos com os miúdos... antes da Alice nascer, faziamo-lo sempre, com diversos amigos, e os dias do Carnaval eram festejados por inteiro, ora iamos ao cinema, ora aos bailaricos, ora a um qualquer corso por aí... desses belíssimos anos de festas guardamos felizes recordações, daquelas de rir quase até às lágrimas. E depois vieram os miúdos e as atrapalhações e o medo que de nós tivessem medo ao ver-nos pintadas.
Este ano vencemos todas as contrariedades e formámos um novo grupo para brincar ao Carnaval. Nós e eles. Foram poucas horas, é verdade. Talvez para o ano consigamos mais tempo, Cristina. Agora é sempre a aumentar.
Rita
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Domingo de Carnaval

Nada para curar maleitas do corpo a uns ou da mente a outros como aproveitar um solarengo domingo de Carnaval e levar os filhos a fazer um piquenique no parque... há de tudo: hamburgueres do Pingo Doce previamente aquecidos em casa (já que o objectivo inicial era irmos ao McDonalds do Parque das Nações), livros para pintar e desenhar quando os baloiços ou cambalhotas deixam de interessar e maquinhos de chinês para aprender e experimentar...
Rita
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
O sobrinho no seu melhor
Fala tão bem que encanta, com os rr’s no início das palavras e os ss’s muito audíveis, mas com os ll’s em som de u. De repente sai-se com cada uma…
- Tia? Fizeste cocó hoje? Então podes comer dois chocolatinhos logo. Eu também fiz cocó. Posso comer dois chocolatinhos?
- Vamos correr? Quem chegar ao sofá primeiro é uma batata podre. Eu é que sou a batata podre (e é assim todo o dia, do tipo quem come primeiro a trincadela de torrada, ou quem bebe o café, ou quem dá um salto primeiro … ou quem vê primeiro as vacas…
- A Rita está a trabalhar. A Rita é a minha mãe Rita.
- Olha o futegol. O meu pai gosta do futegol.
Todos os dias faz pelo menos uma birra com choro e um episódio de amuo onde coloca a cabeça de lado. Esse amuo costuma ser acompanhado de lágrima no canto do olho mas às vezes é só a expressão facial, que parece ensaiada ao pormenor. Geralmente dura pouco mas nos piores dias tem episódios recorrentes que ficamos com a ideia que o rapaz está com um torcicolo…
- Tia? Fizeste cocó hoje? Então podes comer dois chocolatinhos logo. Eu também fiz cocó. Posso comer dois chocolatinhos?
- Vamos correr? Quem chegar ao sofá primeiro é uma batata podre. Eu é que sou a batata podre (e é assim todo o dia, do tipo quem come primeiro a trincadela de torrada, ou quem bebe o café, ou quem dá um salto primeiro … ou quem vê primeiro as vacas…
- A Rita está a trabalhar. A Rita é a minha mãe Rita.
- Olha o futegol. O meu pai gosta do futegol.
Todos os dias faz pelo menos uma birra com choro e um episódio de amuo onde coloca a cabeça de lado. Esse amuo costuma ser acompanhado de lágrima no canto do olho mas às vezes é só a expressão facial, que parece ensaiada ao pormenor. Geralmente dura pouco mas nos piores dias tem episódios recorrentes que ficamos com a ideia que o rapaz está com um torcicolo…
É tão giro…
Ana Cristina
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Relatório destes dias
A passar um fim-de-semana prolongado, no meio de uma vaga de frio siberiano que se confunde com o início de primavera, eu e o Vasco já vimos por aqui cegonhas bebé, andorinhas, e uma série de outros "animais" (como ele diz quando não sabe os nomes). Fomos à praia e ele queria tirar as sapatilhas e molhar os pés mas também não admira, o rapaz todos os dias tem comido gelado depois do almoço ...
Lá para o final da semana voltamos à rotina. Até lá pode ser que consiga fazer mais um post com o telemóvel, como este.
Ana Cristina
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Os homens que odeiam as mulheres
Li este livro no ano passado. Na altura comprei o livro porque estava em promoção mas também porque tinha ouvido dizer muito bem desta obra, composta por três livros. Comecei a lê-lo com a relutância de quem gosta pouco de seguir os best-sellers e menos ainda de seguir as febres de momento. Mas a verdade é que gostei. E gostei ainda mais dos outros dois livros que se seguiram, que me é característico, li de uma assentada. “Os homens que odeiam as mulheres”, “A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo” e “A rainha no palácio das correntes de ar” são títulos estranhos como estranhas são as histórias que os compõem. Um ambiente soturno e de uma violência obscura que não estamos habituados a pensar como representativos da Suécia, o país dos ABBA e do IKEIA, um país do primeiro mundo onde nada parece correr mal e tudo será transparente e legal. No livro podemos observar uma marcada influência da segunda guerra mundial e do período pós-guerra, como o aparecimento do bloco de leste.E se tinha gostado do livro, como seria de esperar, estava apreensiva com a segunda adaptação ao cinema da obra que, ao que parece, tem sido alvo de algumas críticas por comparação com a versão sueca de 2009. A primeira versão não vi mas este é, sem dúvida, um filme muito bem realizado, que em cerca de duas horas, nos conta exactamente a mesma história do livro, com ligeiras nuances que pouco influem no resultado final. E isso foi o que mais gostei, da fidelidade à obra que lhe deu origem. Gostei da atmosfera que o filme nos mostrou com as suas imagens em tons de cinza azulado, do frio, da frieza das personagens e sobretudo das suas personagens nórdicas, pouco calorosas e algo distantes. Eu tinha imaginado um Mikael Blomkvist um pouco diferente, com um ar mais “dengoso” e cativante mas acredito que a minha versão fosse influenciada pela minha visão latina e não a versão nórdica que se pretendia, e que é a original. Por outro lado a Lisbeth Salander do filme enquadra perfeitamente no meu imaginário.
Gostei do filme mas gostei um bocadinho mais do livro. Gostei ainda mais do segundo e terceiro livros, e neste momento encaro os três em conjunto como uma obra só.Aconselho a sua leitura e a sua visualização, quer juntos, quer separados. E assim que possível, já agora, quero ver a primeira versão cinematográfica da obra.
Para quem estiver interessado, apresento uma curta sinopse.
A história passa-se na Suécia, no país onde “18% das mulheres foram, numa ou noutra ocasião, ameaçadas por um homem.”
O jornalista Mikael Blomkvsit, depois de ser julgado e condenado por difamação a um financeiro importante se torna uma figura mediática. Decide, em consequência do processo mediático, afastar-se temporariamente das suas funções na revista que também é sócio, a “Millennium”. Por essa altura, é convidado por um importante industrial a escrever um livro sobre a história da família Vanger, em tempos uma das famílias mais importantes da indústria Sueca. Mas a história da família é apenas uma fachada para o que pretende o Sr. Henrik Vanger. Na verdade ele está interessado numa investigação acerca da sua sobrinha-neta que, há quase 40 anos desapareceu sem deixar rasto, episódio que é o alvo de uma obsessão pessoal por parte do industrial. Durante esta investigação Mikael Blomkvist contar com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem de comportamento estranho e anti-social, que por algum motivo é encarada como uma ameaça à segurança pública mas é, ao mesmo tempo, uma mulher com capacidades extraordinárias. Dotada de uma memória notável e de capacidades informáticas fora do comum, Lisbeth tem também uma noção de justiça muito própria e vai tornar-se fundamental na investigação (nos livros seguintes tornar-se-á a personagem principal da história)
Os dois vão mergulhar numa história que vai muito mais para além do desaparecimento de uma adolescente há quarenta anos atrás e que envolve crimes obscuros de carácter sexual, cometidos por homens que odeiam as mulheres…
A acrescentar só tenho a dizer que concordo na generalidade com esta opinião (algo está corrompido no reino da Suécia).
Ana Cristina
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Outros festejos
Ana Cristina
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
PARABÉNS A NÓS !!!
Hoje, antes de sair para trabalhar, a Cristina escreveu assim:
Porque o "arRanha no Trapo" tem sido, apesar de tudo, um projecto muito interessante que temos tentado manter ao longo destes últimos seis anos. Este foi o nosso primeiro post e, de lá para cá temos muitos mais, alguns bem mais visitados e com alguns comentários... como este ou este. Fizemos posts sobre nós mesmas, "conhecemos" blogs que continuamos a visitar assiduamente, fizemos algumas amizades exclusivamente blogistas mas que são quase como conhecimentos pessoais, como a Rutinha, a Nati e mais recentemente o Jorge...
Fazemos hoje anos e, nem que seja só por isso PARABÉNS A NÓS, as manas Ranha que assinam como Oficinas e que, além das suas vidas privadas e de mulheres trabalhadoras ainda fazem de vez em quando, numas peças originais que quase sempre têm sido oferecidas. Quem sabem se a nova meia- dúzia de anos não trará nova vida às Oficinas RANHA....
Depois, como se foi embora à pressa, mandou-me uma sms para eu acabar:
Eu pensei logo que sim, que diabos, seis anos merecem ser comemorados com um post lamechas a propósito do tanto que para nós pode significar ter este blog, quase como um diário de momentos importantes e raivas e desabafos... Mas depois, a minha filha, também de seis anos, decidiu presentear-me com a leitura de quatro páginas inteirinhas, totalmente por iniciativa sua... e só não pôde ser mais porque, a custo, tive de lhe lembrar que era mesmo necessário que fossem para a cama... de forma que hoje, à laia de comemoração deste blog, só penso em ser mais assídua, para que um dia, ela sozinha, possa ler o que foi acontecendo à nossa volta enquanto ela (eles) cresciam...
Rita
Oficinas Ranhas
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
Homem que morreu baleado por defender a esposa
Não sei o que dizer. Eu sei que as notícias têm muito maior impacto quando conhecemos os seus intervenientes mas ontem a notícia do Sr. que morreu baleado já me tinha impressionado. Talvez porque ocorreu numa localidade que não é muito longe da minha. Talvez porque imaginei que seria normal um homem tentar defender a esposa que está a ser assaltada. Talvez porque fiquei contente por o assassino ter sido apanhado. E porque imaginei o segundo assaltado a dar um enxerto ao assaltante. Mas soube hoje que a esposa do Sr. que foi assassinado é uma Sr.ª que conheço de vista e é minha “colega”.
Lembrei-me do outro homem que, há muitos anos, foi baleado num assalto à ourivesaria dos pais. Esse conhecia um pouco melhor. Tinha sido colega da minha irmã e aluno da minha mãe. Era um jovem com vinte e tal anos. Deixou os pais, o irmão, a esposa e uma filha por nascer. Acho que os assassinos nunca foram encontrados.
Tenho receio que, qualquer dia, seja frequente conhecer alguém que morreu com um tiro num assalto. Apesar de tudo, acho que já tenho a minha dose.
Lembrei-me do outro homem que, há muitos anos, foi baleado num assalto à ourivesaria dos pais. Esse conhecia um pouco melhor. Tinha sido colega da minha irmã e aluno da minha mãe. Era um jovem com vinte e tal anos. Deixou os pais, o irmão, a esposa e uma filha por nascer. Acho que os assassinos nunca foram encontrados.
Tenho receio que, qualquer dia, seja frequente conhecer alguém que morreu com um tiro num assalto. Apesar de tudo, acho que já tenho a minha dose.
Ana Cristina
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
Quando um país está como um barril de pólvora...
Imagem retirada da net...Um jogo de futebol, em vez de ser um motivo de festa, tornou-se num campo minado... Talvez esta seja mesmo a definição de um país que procura um rumo político. Mas também é o reflexo do valor da vida humana em determinado contexto social e político.
Ana Cristina
terça-feira, janeiro 31, 2012
Os Descendentes
No fim-de-semana passado fui ver “Os Descendentes”. Gostei muito. Aliás, não estava à espera de gostar tanto.Trata-se de uma história muito simples.
Quase um mês depois da mulher ter um acidente que a colocou em coma profundo, Matt King, é informado que o estado de saúde da sua esposa é irreversível e que, de acordo com a declaração por ela assinada vão ser suspensas todas as medidas heróicas de suporte de vida. Nos poucos dias que se seguem cabe ao pai de família informar familiares e amigos que a esposa vai morrer, promover as despedidas, preparar as filhas da morte eminente da mãe. E nesse curto período pai e filhas crescem como família, organizam-se, despedem-se e promovem a despedida. Paralelamente, Matt repensa acerca da morte e da importância da herança familiar e cultural.
De forma muito simples o filme faz-nos reflectir acerca de vários assuntos que se relacionam com a vida, como as relações inter-pessoias como as familiares, as parentais e as conjugais
Já disse que gostei do filme. Gostei. Gostei de tudo. Sobretudo de ser tão simples e tão real.
Ana Cristina
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Voltando devagarinho aos pincéis...
... aproveita-se para personalizar com a nossa assinatura umas peças de roupa. E nada melhor que voltar às origens, que é como quem diz, voltar a pintar camisolas pintadas à mão.
Esta foi oferecida a uma amiga, já fiel cliente da nossa "marca".
Ana Cristina
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Reportagem de Natal 4 - Presentes oferecidos/Presentes recebidos
De nós, os amigos e familiares, já esperam presentes com assinatura Oficinas RANHA. Mas por estes lados também já se tornou hábito receber presentinhos caseiros, manufacturados ou originalmente melhorados de algumas partes da família. E este ano não foi excepção. O primeiro presente com a assinatura Oficinas RANHA deste último Natal foi entregue com uns dias antecedência. Na troca de presentes entre amigas e colegas de trabalho pude presentear a minha amiga secreta com uma camisolinha pintada à mão.
Por outro lado, uns dias depois da noite de Natal, fomos visitadas pela Ana-prima e sua família. E ela vinha carregada de pequenos cabazes, compostos por produções caseiras de marca familiar.
O meu cabaz tinha um frasco de mistura para panquecas, um de mistura para capuchinos, um de doce e uma embalagem de chocolatinhos maravilhosos com formatos que simbolizam a família dela e que não resistiram tempo suficiente para ficarem na fotografia. Adorei e não vou descansar enquanto a Ana-prima não me der a receita dos gatos de chocotate e das peças de lego em chocolate com frutos secos.
Cumpriu-se a tradição.
Cumpriu-se a tradição.
Ana Cristina
terça-feira, janeiro 17, 2012
Reportagem de Natal 3
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Reportagem de Natal 2
Este ano o Natal foi povoado de anjinhos, Pais Natais e pinheirinhos manufacturados e oferecidos como enfeites natalícios... mais uma vez, de produção caseira... uns deram mais trabalho do que outros, mas todos resultaram como pretendido: prendas pessoais, carinhosas... e, dada a época, baratas.
Rita
sexta-feira, janeiro 13, 2012
E assim...
domingo, janeiro 08, 2012
Reportagem de Natal 1
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Já para o início do ano...
Depois do mês de Dezembro ser passado a planear e a realizar uma actividade com os miúdos por cada dia, a fazer prendas de Natal com eles e sem eles, a entregar prendas, a abrir prendas, a trocar prendas, a gozar prendas, a ir de jantar em almoço e de almoço em lanche, e de arrumações cá por casa... começo Janeiro a projectar uma actividade para fazer na sala do Vasco daqui a dois dias... vou voltar aos meus desenhos e recortes e depois explico melhor...
Rita
domingo, janeiro 01, 2012
Primeiro dia do ano
A todos os que vão passando por aqui, casualmente ou por hábito, as Oficinas Ranha desejam um feliz ano de 2012.
Nós, as manas Ranha
quarta-feira, dezembro 28, 2011
Natal é quando um homem quiser
O Natal foi muito bom, com alguns presentes e muita alegria. O pinheirinho teve menos presentes, mas também eramos menos, e se estamos em crise e houve contenção de despesas, o que interessa é que todos fomos presenteados com coisinhas lindas e, sempre que possível, personalizadas. A Alice e o Vasco estavam tão ansiosos que queriam abrir as prendas antes de jantar, e o mais pequeno ainda tentou fazer uma abordagem a um dos presentinhos e decidiu abri-lo mesmo sem autorização mas não teve muita sorte porque o presente era para ele e a mãe e a tia ainda foram a tempo de remendar o embrulho para manter a surpresa na altura da abertura.
Os últimos presentes seguirão amanhã para Viana do Castelo e serão entregues em breve. Quase todos são home-made envolvendo a arte dos mais pequenos ou com a assinatura Oficinas RANHA.
Ana Cristina
sábado, dezembro 24, 2011
Um Bom Natal
A lista de necessidades está práticamente concluída. Falta só fazer as rabanadas. Logo a ceia será, como todos os anos, bacallhau cozido com bataras e couve. A mãe faz um molho quente e maravilhoso com azeite e cebolha para regarmos o prato e que faz com que o "bacalhau do Natal" seja diferente do do resto do ano.
Por isso está na hora de vos desejar, a todos, UM FELIZ NATAL.
Ana Cristina & Rita
quinta-feira, dezembro 22, 2011
As tias servem para isso mesmo...
As tias servem para isto e para muito mais. Por exemplo, para brincar como se fosse uma menina da idade deles.
E as tias adoram...
Ana Cristina
terça-feira, dezembro 20, 2011
Rita, minha irmã Rita
No sábado passado fez trinta e tal anos que deixei de ser filha unica.
Do dia do nascimento da Rita, como já um dia aqui escrevi, lembro-me muito bem. Na noite anterior, depois do jantar, fiquei em casa da Tina porque o bebé estava quase a nascer. Foi a minha mãe que me explicou que ela estava a sentir que o bebé ia nascer e que talvez quando acordasse no dia seguinte já houvesse novidade. Tenho quase a certeza que era uma sexta-feira, e o último dia de aulas antes das férias de Natal. Quase que garanto que nesse mesmo dia fui à visita no hospital com o meu pai e encontrei a minha mãe acompanhada por uma bebé que diziam que ia ser loira que eu não achei grande graça. Giro-giro era o menino que estava na cama ao lado (um bebé redondinho, moreno e cabeludo). A minha irmã, que ainda não tinha nome, era uma bebé enrugada, sem cabelo e ainda sem grande graça. Nada daquela menina de caracóis loiros e ar reguila que se iria transformar depois. Ainda propus trocarmos mas a ideia foi mal aceite.Não me lembro de nesse dia sentir ciumes, só orgulho por ter uma irmã e talvez uma pontinha de surpresa por não a amar logo instantaneamente. Os ciumes vieram depois, tal como o amor... A minha irmã tornou-se, com o tempo a minha melhor amiga, o meu porto seguro, aquela que partilha comigo uma ligação tão forte que, a brincar, costumamos dizer que só não somos gémeas porque nascemos com alguns anos de diferença.
Não queria deixar passar este ano que a Rita, a minha irmã, fez anos no sábado.
Do dia do nascimento da Rita, como já um dia aqui escrevi, lembro-me muito bem. Na noite anterior, depois do jantar, fiquei em casa da Tina porque o bebé estava quase a nascer. Foi a minha mãe que me explicou que ela estava a sentir que o bebé ia nascer e que talvez quando acordasse no dia seguinte já houvesse novidade. Tenho quase a certeza que era uma sexta-feira, e o último dia de aulas antes das férias de Natal. Quase que garanto que nesse mesmo dia fui à visita no hospital com o meu pai e encontrei a minha mãe acompanhada por uma bebé que diziam que ia ser loira que eu não achei grande graça. Giro-giro era o menino que estava na cama ao lado (um bebé redondinho, moreno e cabeludo). A minha irmã, que ainda não tinha nome, era uma bebé enrugada, sem cabelo e ainda sem grande graça. Nada daquela menina de caracóis loiros e ar reguila que se iria transformar depois. Ainda propus trocarmos mas a ideia foi mal aceite.Não me lembro de nesse dia sentir ciumes, só orgulho por ter uma irmã e talvez uma pontinha de surpresa por não a amar logo instantaneamente. Os ciumes vieram depois, tal como o amor... A minha irmã tornou-se, com o tempo a minha melhor amiga, o meu porto seguro, aquela que partilha comigo uma ligação tão forte que, a brincar, costumamos dizer que só não somos gémeas porque nascemos com alguns anos de diferença.
Não queria deixar passar este ano que a Rita, a minha irmã, fez anos no sábado.
Ana Cristina
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Programas de Advento
No domingo passado, o Calendário do Advento propôs uma separação de irmãos e que a Alice fosse com a mãe a um espectáculo “de Natal” diferente.Rumámos então ao Teatro Camões para ir à ópera ver “O Gato das Botas”. Apraz-me dizer que gostei muito. Os cenários e figurinos da Agatha Ruíz de la Prada assentaram que nem uma luva no conceito de uma ópera que se quer para maiores de 03 anos de idade e ajudaram a encantar os espectadores. Foi engraçado ver a Alice (e outros meninos) especialmente atentos nos primeiros vinte minutos, devido esencialmente, pensei eu, ao tipo de canto ser diferente do que estarão mais habituados a ouvir. Depois da surpresa inicial e de um pequeno trecho mais monótono, foram adquirindo a sua forma de estar normal, fazendo pequenas perguntas mais ou menos segredadas e acentuando os movimentos nas cadeiras. Para quem tenha curiosidade, o Teatro Camões (onde eu nunca tinha ido) tem uma sala de espectáculos muito confortável e quase de certeza com boa visibilidade nos vários espaços. Os bilhetes mais acessíveis serão de uma fila de cadeiras colocadas ao longo de uma balaustrada numa espécie de primeiro balcão e penso que, sendo um tipo de assento mais adequado a crianças mais crescidas, também se conseguirá ver muito bem o espectáculo – fica a dica.
Uma vez chegadas a casa, encontrámos a Árvore de Natal de Lego que o pai e o Vasco ficaram de construir, mas que o pai fez quase toda – dando mostras de um jeito e uma imaginação que eu acho fabulosas, mas em que ele não acredita minimamente…
Rita
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Este ano o Natal vai ser diferente. Vai-se festejar cá em casa pela primeira vez e a lista dos preparativos para a noite continua grande.
Já temos:
- Mesa para o pessoal todo
- Aquecedor, porque esta casa é fria e convívios com frio nem pensar
- Panela grande para cozer o bacalhau com batatas e couve, e panela pequena para a mãe fazer o molho de azeite quente com colorau, cebola, louro e mais algumas coisas (é este ano que vou aprender a fazê-lo)
- Árvore de Natal
Mais ainda falta:
- Pratos, porque só temos 6 e seremos no mínimo 8
- Toalha para a mesa quando aberta
- Cadeiras para sentar o pessoal (se for necessário a Rita traz)
- Comprar todos os ingredientes para a ceia de Natal
Ou seja, falta ainda preparar tanta coisa que não tenho inspiração para os presentes que queria ainda fazer.
- Mesa para o pessoal todo
- Aquecedor, porque esta casa é fria e convívios com frio nem pensar
- Panela grande para cozer o bacalhau com batatas e couve, e panela pequena para a mãe fazer o molho de azeite quente com colorau, cebola, louro e mais algumas coisas (é este ano que vou aprender a fazê-lo)
- Árvore de Natal
Mais ainda falta:
- Pratos, porque só temos 6 e seremos no mínimo 8
- Toalha para a mesa quando aberta
- Cadeiras para sentar o pessoal (se for necessário a Rita traz)
- Comprar todos os ingredientes para a ceia de Natal
Ou seja, falta ainda preparar tanta coisa que não tenho inspiração para os presentes que queria ainda fazer.
Ana Cristina
terça-feira, dezembro 06, 2011
Dias de advento
Uma boa alternativa para o Calendário do Advento cá de casa é aproveitar alguns dias para fazer o que já se era suposto fazer... do tipo, montar a árvore de Natal ser a proposta para o dia 01 de Dezembro...
Nessa ordem de ideias, a proposta para hoje era aproveitar o facto do Vasco ter trazido uma estrela de cartolina para decorar (uma contribuição para as decorações de Natal da escola)... Sendo assim: «Cada um decora uma estrela de Natal... a do Vasco vai depois para a escola».
A questão era saber como lhes propor a decoração da estrela. Já vou numas quantas “estrelas” (pais natais, árvores, etc)... e não me interpretem mal, a minha ideia não é dizer-lhes como fazer e sim dar ideias para que eles, a Alice melhor obviamente, possam escolher. Fazer-lhes propostas que os levem a experimentar novos processo criativos, por assim dizer.
A Alice escolheu então. Experimentaram então fazer manchas de pastel de óleo nas suas estrelas, deram-lhes uma camada de tinta preta (e ao jornal também, com pincel e com as mãos) e amanhã esperam poder ver o efeito mágico de um instrumento “arranhador” sobre a superfície por eles criada.
Pena só foi querer tirar fotografias ao processo e resultado e não poder, uma vez que a minha máquina ficou com aspecto de avaria…
Nessa ordem de ideias, a proposta para hoje era aproveitar o facto do Vasco ter trazido uma estrela de cartolina para decorar (uma contribuição para as decorações de Natal da escola)... Sendo assim: «Cada um decora uma estrela de Natal... a do Vasco vai depois para a escola».
A questão era saber como lhes propor a decoração da estrela. Já vou numas quantas “estrelas” (pais natais, árvores, etc)... e não me interpretem mal, a minha ideia não é dizer-lhes como fazer e sim dar ideias para que eles, a Alice melhor obviamente, possam escolher. Fazer-lhes propostas que os levem a experimentar novos processo criativos, por assim dizer.
A Alice escolheu então. Experimentaram então fazer manchas de pastel de óleo nas suas estrelas, deram-lhes uma camada de tinta preta (e ao jornal também, com pincel e com as mãos) e amanhã esperam poder ver o efeito mágico de um instrumento “arranhador” sobre a superfície por eles criada.
Pena só foi querer tirar fotografias ao processo e resultado e não poder, uma vez que a minha máquina ficou com aspecto de avaria…
Rita
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Tradição de Natal ou Um fim-de-semana na casa da tia
Tal como nos anos anteriores o calendário do advento incluiu um fim-de-semana em casa dos tios. Agora com mais espaço, a casa nova permitiu fazer um quarto adaptado para os pequenos visitantes. Nesse quarto temos dois caixotes com brinquedos antigos, e porque é um espaço cheio de caixas podemos encontrar num deles marcadores, canetas de feltro, lápis (de cor, de cera e pasteis) e vários tipos de tintas. E como havia por aqui umas caixas de cartão vazias e construímos uma nova casa de cartão, mais pequena que a anterior, mas com muita cor e decoração. No fim fizemos uma sessão de fotografias e por pouco não apanhei o momento em que os dois quase que desmoronavam com a casa. Ainda quiseram ensaiar novas quedas para eu fotografar com pena que nas fotos não estivesse o Vasco a ser puxado pelas pernas e a Alice toda torta mas eu não concordei com a proposta.
Na altura de voltar a casa decidiram que a casa ficava cá porque ficava muito bem no hall de entrada.
Na altura de voltar a casa decidiram que a casa ficava cá porque ficava muito bem no hall de entrada.
“Eu fui a casa da minha tia e dormi lá. O Vasco e eu fizemos muitas coisas; uma casa de cartão com pinturas e colagens, uma surpresa, cantigas e teatros e muitas brincadeiras. Até ajudei o tio a fazer um bolo.” Alice
Ana Cristina
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Um presente antigo
É relativamente fácil encontrar algo para se fazer para uma criança... mas quando essa criança cresce, se torna uma adolescente com 14 anos de idade e passa a gostar de ler o "Crepúsculo", a coisa complica-se ligeiramente... Quando a dita moçoila ainda por cima mora a 400 km e não a vemos todos os dias, pensar numa coisa que ela possa gostar de usar parece quase impossível...
No ano passado, seguindo um projecto que já tinha praticamente um ano, decorámos-lhe este vestido, na tentativa que fosse de encontro às suas preferências (vampiros negros e obscuros a envolverem-se romanticamente com meninas sofridas e solitárias)... Não sei se agora, quase um ano volvido, ela ainda o veste, mas parece que fez um grande sucesso na altura... Apesar disso, acho que neste Natal não nos aventuraremos em criatividades para a Sara...
Rita
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Dezembro
Começou Dezembro.
Eu adoro Dezembro. Para além de fazer anos, é o mês do Natal e eu gosto mesmo muito do Natal. Gosto da azáfama das prendas, mas não porque goste do consumismo e mais porque gosto de fazer as prendas quase todas, tentando que sejam apropriadas a cada pessoa ou conjunto de pessoas. Gosto da ideia do Calendário do Advento cá de casa, com uma proposta para os miúdos fazerem em cada dia. Gosto do planeamento da noite. Gosto dos momentos em que faço coisas com os miúdos para alguns membros da família.
O mês é imensamente angustiante, mas a ansiedade tem um sabor agradável, de coisas boas por vir mas com pouco tempo para as cumprir, de uma doce e infantil expectativa que se pode partilhar com os filhos, de horário cheio mas com tempo de qualidade.
Dezembro é para mim um mês intenso, de correria. E, dentro do muito mau que é começar por uma daquelas semanas em que, no trabalho, não consigo controlar o meu tempo nem o meu horário, começou com um dia bom, a rebentar de família e sobrinhos, parque e ar livre, conversas intermináveis de presente e futuro.
Eu adoro Dezembro. Para além de fazer anos, é o mês do Natal e eu gosto mesmo muito do Natal. Gosto da azáfama das prendas, mas não porque goste do consumismo e mais porque gosto de fazer as prendas quase todas, tentando que sejam apropriadas a cada pessoa ou conjunto de pessoas. Gosto da ideia do Calendário do Advento cá de casa, com uma proposta para os miúdos fazerem em cada dia. Gosto do planeamento da noite. Gosto dos momentos em que faço coisas com os miúdos para alguns membros da família.
O mês é imensamente angustiante, mas a ansiedade tem um sabor agradável, de coisas boas por vir mas com pouco tempo para as cumprir, de uma doce e infantil expectativa que se pode partilhar com os filhos, de horário cheio mas com tempo de qualidade.
Dezembro é para mim um mês intenso, de correria. E, dentro do muito mau que é começar por uma daquelas semanas em que, no trabalho, não consigo controlar o meu tempo nem o meu horário, começou com um dia bom, a rebentar de família e sobrinhos, parque e ar livre, conversas intermináveis de presente e futuro.
Rita
segunda-feira, novembro 28, 2011
Mais um filme
No sábado fomos novamente ao cinema, mas desta vez, eu, a Alice e alguns amigos. O Tintin foi a proposta e proporcionou uma bela aventura.A primeira vez que tinha visto o anúncio ao filme tinha ficado fascinada com a qualidade da animação. As minhas expectativas não foram goradas. O filme é lindo, de uma técnica impressionante. O ritmo é intenso e a história tem alguma complexidade, o suficiente para a certa altura fazer a Alice distanciar-se da trama e desejar um filme mais curto... apesar de tudo, ontem dizia que tinha adorado. Eu também gostei muito, e aconselho.
Rita
segunda-feira, novembro 21, 2011
Ainda do fim-de-semana
Eu e eles no carro, no final da tarde.
Vasco - Tia?! Não tá cá o cuiquis...
Eu - O quê Vasco?
Vasco - O cuiquis. Foi-se embora p’a casa dele, com o mano... O mano pequenino...
Eu -??? ...
Vasco - Xim, tá a dormir.
Passado umas horas, quando estávamos a ler uma história antes de deitar...
Eu - "… o arco-íris tem sete cores..."
Vasco - O Vasco viu o cuiquis e o mano... mas tá a dormir...
Vasco - Tia?! Não tá cá o cuiquis...
Eu - O quê Vasco?
Vasco - O cuiquis. Foi-se embora p’a casa dele, com o mano... O mano pequenino...
Eu -??? ...
Vasco - Xim, tá a dormir.
Passado umas horas, quando estávamos a ler uma história antes de deitar...
Eu - "… o arco-íris tem sete cores..."
Vasco - O Vasco viu o cuiquis e o mano... mas tá a dormir...
Moral da história. Nessa manhã o Vasco tinha visto pela primeira vez o arco-íris, e por coincidência, estavam dois arco-íris no céu, ao que parece um grande e bem definido e outro mais pequeno e difuso. E eu ía lá adivinhar.Também eu, há uns meses, vi um duplo arco-íris... e tentei fotografá-lo.
Ana Cristina
"Meia-noite em Paris"
No que toca a Woody Allen, sou indiscutivelmente uma fã.Já há muitos anos que, ao ver um dos seus filmes, me sinto, ou compreendida, ou divertida, ou ambas as coisas. Não tendo o “Meia-noite em Paris” sido um dos meus preferidos em nenhum desses campos, afigurou-se-me como um bom entretenimento.
Um argumentista com o sonho de se tornar escritor encontra-se apaixonado por Paris e pela melancólica ideia de um passado para si perfeito, nos anos 20. Submerso nas suas ansiedades e inseguranças, acaba por poder viver romanticamente esse passado, acabando essa experiência por lhe trazer alguma clarividência sobre o presente.
Para quem goste de Woody Allen ou simplesmente para quem goste de Paris (a moderna ou a boémia dos anos 20), para quem seja melancólico, romântico… ou somente para quem lhe apeteça rir com a belíssima prestação de Owen Wilson…
Rita
domingo, novembro 20, 2011
Fim-de-semana
Foi um fim-de-semana com sobrinhos, festa de comemoração do dia mundial da prematuridade, visita ao serviço com os príncipes e muita brincadeira entre tia e sobrinhos. Foi bom.
Já agendámos o próximo, que dessa vez será repleto de surpresas no calendário do advento.
Já agendámos o próximo, que dessa vez será repleto de surpresas no calendário do advento.
Ana Cristina
quinta-feira, novembro 17, 2011
Talentos...
Hoje, quando estava com a Xana na reunião do Inglês das miúdas, espreitámos o caderno da Clara, a filha dela. Fiquei maravilhada. Ela bem disse que a Clara gostava, mais do que tudo, de desenhar.
Eu também gostaria de desenhar como a Clara. Com sete anos, desenha de forma extraordinária, com sentidos de perspectiva e movimento invejáveis, mas sem perder o traço infantil e naif que eu tanto gosto. Adorei, só tinha vontade de pedir à Clara que me desenhasse coisas…
Quando vejo um talento assim tão instalado, nunca me consigo impedir de pensar quais virão a ser os da Alice e do Vasco. Há pessoas em que os talentos se descobrem tão cedo, mas olho para a minha filha e ainda não lhe vejo um jeito especial para nada, só algumas facilidades. Não o digo com nenhum tipo de mágoa, só com um sentimento de expectativa curiosa… ou de curiosidade expectante… Sei que, como toda a gente, ela irá descobrir em si mais do que uma aptidão e que, como toda a gente, será mais feliz se descobrir como fazer de uma delas uma das actividades centrais da sua vida… Não penso que o seu sucesso vá depender da velocidade com que encontrar as suas habilidades e por isso resta-me esperar, de fora, atenta… mas, confesso-o aqui, mesmo muito muito curiosa…
Eu também gostaria de desenhar como a Clara. Com sete anos, desenha de forma extraordinária, com sentidos de perspectiva e movimento invejáveis, mas sem perder o traço infantil e naif que eu tanto gosto. Adorei, só tinha vontade de pedir à Clara que me desenhasse coisas…
Quando vejo um talento assim tão instalado, nunca me consigo impedir de pensar quais virão a ser os da Alice e do Vasco. Há pessoas em que os talentos se descobrem tão cedo, mas olho para a minha filha e ainda não lhe vejo um jeito especial para nada, só algumas facilidades. Não o digo com nenhum tipo de mágoa, só com um sentimento de expectativa curiosa… ou de curiosidade expectante… Sei que, como toda a gente, ela irá descobrir em si mais do que uma aptidão e que, como toda a gente, será mais feliz se descobrir como fazer de uma delas uma das actividades centrais da sua vida… Não penso que o seu sucesso vá depender da velocidade com que encontrar as suas habilidades e por isso resta-me esperar, de fora, atenta… mas, confesso-o aqui, mesmo muito muito curiosa…
Rita
terça-feira, novembro 15, 2011
Recordações
Uma das (muitas) coisas boas de se ser mãe são as recordações de quando se era só filha. De quando éramos nós a depender de outros, das pequenas coisas que faziam de nós os pequenos e dos outros os grandes.
Agora que a Alice tem seis anos, isso acontece-me muitas vezes, acho que é porque me lembro de muitas coisas com essa idade. Algumas recordações são perfeitamente inócuas, mas provocam-me um conforto caloroso de me saber aqui, bem, com tudo o que tenho para trás.
Quando penteio a Alice, por exemplo. Não me lembro como era quando eu tinha o cabelo curto, mas tenho a recordação exacta da minha mãe a pentear-mo em comprido. Ela de frente para mim, a fazer o risco de trás para a frente, o cabelo a vir-me todo para a frente dos olhos, eu a mexer-me para evitar as comichões na cara ou para fugir ao facto dela estar à minha frente, o ralhete brando dela a ameaçar ter de começar o processo todo novamente porque o risco ia ficar torto. Que fique claro que eu não consigo pentear a Alice como a minha mãe me penteava. Raramente vou para a frente dela, pareço mais um sempre-em-pé a movimentar-me de um lado para o outro. Também é verdade que ela raramente tem o risco direito… o método da minha mãe devia funcionar melhor…
É bom isto de ter um passado povoado de memórias partilhadas com os outros, guardadas numa espécie de arca mental que se vai abrindo sem a nossa autorização, mas que nos abraçam e nos recordam como, e porque, gostamos… de nós.
Agora que a Alice tem seis anos, isso acontece-me muitas vezes, acho que é porque me lembro de muitas coisas com essa idade. Algumas recordações são perfeitamente inócuas, mas provocam-me um conforto caloroso de me saber aqui, bem, com tudo o que tenho para trás.
Quando penteio a Alice, por exemplo. Não me lembro como era quando eu tinha o cabelo curto, mas tenho a recordação exacta da minha mãe a pentear-mo em comprido. Ela de frente para mim, a fazer o risco de trás para a frente, o cabelo a vir-me todo para a frente dos olhos, eu a mexer-me para evitar as comichões na cara ou para fugir ao facto dela estar à minha frente, o ralhete brando dela a ameaçar ter de começar o processo todo novamente porque o risco ia ficar torto. Que fique claro que eu não consigo pentear a Alice como a minha mãe me penteava. Raramente vou para a frente dela, pareço mais um sempre-em-pé a movimentar-me de um lado para o outro. Também é verdade que ela raramente tem o risco direito… o método da minha mãe devia funcionar melhor…
É bom isto de ter um passado povoado de memórias partilhadas com os outros, guardadas numa espécie de arca mental que se vai abrindo sem a nossa autorização, mas que nos abraçam e nos recordam como, e porque, gostamos… de nós.
Rita
segunda-feira, novembro 14, 2011
Uma capa de agenda
Actualmente, em tempo de preparação de um novo Natal, fica uma ideia que pode também servir de inspiração às meninas mais ligadas às agulhas e linhas. Pela minha parte proruro novos caminhos para novas criações que poderão ser novos presentinhos das amigas.
Espero que gostem.
Ana Cristina
quinta-feira, novembro 10, 2011
Vasco, o caprichoso
Já há meses que percebemos que o Vasco é um caprichoso.
É um puto, tem dois anos e (quase) oito meses, e é um verdadeiro caprichoso.
Não estou a brincar. Quer dizer, é lógico que tem piada ver o pequenote cheio e pequenas exigências, mas só quando isso não se torna exagerado… o pior é que, depois de concordarmos com algumas delas, as exigências vão aumentando e crescendo, à velocidade da luz…
Do estilo, para que percebam: pede o leitinho. Tem de vir connosco fazer o leitinho, ao colo. Tem de agarrar no pacote de leite connosco e ajudar a deitá-lo no biberão. Tem de carregar no botão que inicia o funcionamento do microondas depois de accionarmos o tempo. Tem de puxar pela pega do microondas para abrir a porta. Tem de colocar a tetina naquela rodelinha de que não me lembro o nome e apertar a rodelinha de que não me lembro o nome ao biberão. E atenção: o biberão também é escolhido. Num determinado dia pode ter que ser o do Snoopy. Noutro, o do patinho. Noutro, o da tartaruga…
Cada uma destas vontades foi surgindo a seu passo, conforme outra se rotinava…
Uma negativa, ou melhor, uma ultrapassagem feita à sua vontade, dá direito a beicinho e choraminguice. Um perfeito caprichoso.
Sim, ele também é teimoso. Mas este comportamento é algo mais, é mesmo aquilo que no dicionário é definido como “capricho” – vontade súbita e infundada, aferro obstinado, empenho em levar a cabo uma coisa sem razão.
Mas digo-vos: o mais difícil não é concluir ou assistir a isso… é gerir a situação, é equilibrar o pensamento de forma a tentar perceber se é nossa função consentir em todas estas vontades porque poderão ser inofensivas (apesar de não ser assim tão inofensivo seguirmos os passinhos todos que um miúdo de dois anos quer às 05 da manhã, quando queremos ser rápidos e voltar para a cama e sabemos que faríamos tudo de forma muito mais veloz) ou se devemos, por vezes, contrariá-lo, para que aprenda a lidar com as pequenas frustrações dos seus caprichos…
É um puto, tem dois anos e (quase) oito meses, e é um verdadeiro caprichoso.
Não estou a brincar. Quer dizer, é lógico que tem piada ver o pequenote cheio e pequenas exigências, mas só quando isso não se torna exagerado… o pior é que, depois de concordarmos com algumas delas, as exigências vão aumentando e crescendo, à velocidade da luz…
Do estilo, para que percebam: pede o leitinho. Tem de vir connosco fazer o leitinho, ao colo. Tem de agarrar no pacote de leite connosco e ajudar a deitá-lo no biberão. Tem de carregar no botão que inicia o funcionamento do microondas depois de accionarmos o tempo. Tem de puxar pela pega do microondas para abrir a porta. Tem de colocar a tetina naquela rodelinha de que não me lembro o nome e apertar a rodelinha de que não me lembro o nome ao biberão. E atenção: o biberão também é escolhido. Num determinado dia pode ter que ser o do Snoopy. Noutro, o do patinho. Noutro, o da tartaruga…
Cada uma destas vontades foi surgindo a seu passo, conforme outra se rotinava…
Uma negativa, ou melhor, uma ultrapassagem feita à sua vontade, dá direito a beicinho e choraminguice. Um perfeito caprichoso.
Sim, ele também é teimoso. Mas este comportamento é algo mais, é mesmo aquilo que no dicionário é definido como “capricho” – vontade súbita e infundada, aferro obstinado, empenho em levar a cabo uma coisa sem razão.
Mas digo-vos: o mais difícil não é concluir ou assistir a isso… é gerir a situação, é equilibrar o pensamento de forma a tentar perceber se é nossa função consentir em todas estas vontades porque poderão ser inofensivas (apesar de não ser assim tão inofensivo seguirmos os passinhos todos que um miúdo de dois anos quer às 05 da manhã, quando queremos ser rápidos e voltar para a cama e sabemos que faríamos tudo de forma muito mais veloz) ou se devemos, por vezes, contrariá-lo, para que aprenda a lidar com as pequenas frustrações dos seus caprichos…
Rita
segunda-feira, novembro 07, 2011
Programa de fim-de-semana

Ontem fomos à Cordoaria Nacional, ver a exposição dos dinossauros. Entre amigos e filhos de amigos, eramos onze.
Para os mais pequenos terá sido divertido, mas eu achei o divertimento caro para a qualidade e quantidade de informação que dispunha. Reconstituições de esqueletos, que ficamos a imaginar serem reconstituições, uma vez que não há dados sobre a possibilidade de serem reais ou sobre as escalas pelas quais serão feitos. Painéis informativos muito pequenos mas com demasiados elementos para serem lidos pela quantidade de pessoas a avolumarem-se à sua volta. Bonecos mecanizados sem novidade.
De qualquer forma, é um programa a seguir para quem tenha filhos que gostem de dinossauros ou para quem lhes queira ilustrar um pouco melhor o assunto. Poderia ter um bilhete mais barato, mas enfim...
Confesso que o me conseguiu maravilhar foi a qualidade dos briquedos à venda na loja da exposição. Puzzles 3D de esqueletos de dinossauros ou jogos de construção das figuras, muito bem conseguidos e com bom valor... uma boa ideia para o Natal de alguns admiradores do tema...
Rita
domingo, novembro 06, 2011
Novidades pouco relevantes
Por cá, uns primeiros dias de chuva e de descida de temperatura trouxeram-me a primeira gripalhada da época... com direito a pingo no nariz na posição horizontal e a nariz completamente seco na posição vertical, garganta a arranhar, um peso de toneladas na cabeça, dores pelo corpo...
Sinto-me praticamente recuperada, não fosse o sono chegar-me muito mais cedo. Apesar disso, o fim-de-semana foi óptimo e dará excelentes posts... para os próximos dias...
Rita
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