domingo, novembro 25, 2012

Cá para mim...


... há alguém que nesta casa tem por vezes o sonho de ser um boneco de peluche...
Rita


terça-feira, novembro 20, 2012

Desaniversário


Há um mês instituímos cá em casa o Dia de Desaniversário.
Por enquanto, só a Alice é que o tem, daqui a uns tempos o Vasco vai poder ter o seu.
Basicamente, o Desaniversário é no dia do aniversário dela, nos outros meses todos. Nesse dia, ela escolhe o que vai ser o jantar. Essa é, por enquanto, a única característica deste dia, mas no futuro, poderemos instituir outras (o não comer a sopa, a escolha de um jogo a seguir ao jantar, a escolha exclusiva das histórias antes de dormir, por aí fora).
 
Tinha lido, há uns tempos atrás, que algo que se poderia fazer quando se tinha mais do que um filho, era aceitar de forma clara e aberta, a individualidade de cada um. Uma das propostas era cada um dos pais fazer actividades com cada um dos filhos; outra era aceitar que cada um escolhesse o jantar de família de vez em quando; e por aí...
Por pouco que seja por enquanto, a Alice adora. Gosta de se sentir responsável pela escolha de algo que a família tem de aceitar e vibra entusiasticamente com a aproximação ao dia. Por outro lado, penso que ela própria é obrigada a descobrir o que gosta mais, o que quer, e isso também é bom.
É fácil pensar que se compreende a individualidade de um filho. Em tantos momentos, porém, questionamo-nos se assim será, e marcar estes dias pode-nos ajudar a parar para pensar no assunto. A eles ajudará também verificar que, pelo menos, trabalhamos para isso.
 
O jantar de ontem: pizza, das caseiras.
Rita

quinta-feira, novembro 15, 2012

Parece que isto era inevitável...

Os dois juntos, antes de jantar, a programar brincadeiras.
Alice, 7 anos: - Então, vamos brincar a quê?
Vasco, 3 anos: - Já sei! Vamos jogar ao karaté!
Alice: - Como é que isso se joga...?
Vasco: - ... às lutas!
 
É verdade. O puto começou na fase das lutas. Nunca achei piada. A testosterona agressiva e gratuita sempre me fez confusão. Não me considerando nada violenta, enfrentá-la era uma das coisas que mais me parecia estranha em ter um rapaz e achava-o mais ou menos inevitável...
 
Não podia estar mais enganada. Afinal é verdadeiramente cómico ver um miudinho a dar socos no ar e a soltar onomatopeias de murros e pontapés...
Rita

quinta-feira, novembro 08, 2012

Quase como um recado

A Alice foi hoje com a escola ver um bailado da coreógrafa Anne Teresa de Keersmaeker ao Teatro Camões (que, ao que parece, terá sido muito giro e, por esse motivo, aconselhável).
Chegou empolgada e quis fazer um desenho da Anne Teresa. Depois disse algo como «Toma, é para tu pôres no blog.» Achei engraçado. Mais tarde, já antes de ir para a cama, realçou novamente: «E não te esqueças de pôr no face.» E eu: «No face?! O que é isso...?» E ela, a rir: «No facebook ou lá o que é...». Rio-me ao mesmo tempo que tremo. Não sei o que é mais assustador, se a minha filha de 07 anos saber o que é o facebook ou tratá-lo pelo nome próprio.


Cá está o desenho.
Já sei como é a Anne Teresa de Keersmaeker. Que tem rabo-de-cavalo ao lado. E que usa uma saia «assim». «Era branca?», pergunto eu. «Não, era verde. Mas eu achei que ficava melhor assim. E a camisola era branca, mas eu achei que ficava muito sem nada.» Portanto, até sei a roupa com que dançava, mais ou menos. As sardas são uma incógnita, parece que agora as bonecas dela têm-nas sempre.
E sei que a Anne Teresa dança muito a atirar-se para o chão. Explicou-me: «Eles caíam muito no chão e eu disse que eles estavam sempre a cair no chão. E a Eva explicou que era assim, que era contemporâneo. Ela percebe disso.»
 
Já agora, a inspiração do desenho:
 
 
Rita

quarta-feira, novembro 07, 2012

De volta está o blog, de volta estão as Oficinas


Num ciclo que se vai repetindo todos os anos preparamos uma lista de presentes a oferecer no Natal e pomos mãos à obra. Tentamos que sejam peças originais, assinadas e manufacturadas por nós, Ana Cristina e Rita, as Oficinas RANHA. E nos últimos anos contamos com a colaboração da Alice e do Vasco, umas vezes como artesãos, outras como testadores oficiais.
Este ano, porque contamos colaborar nesta campanha, resolvemos tentar fazer bonecos-meia para oferecer. Os primeiros foram umas experiências tímidas e muito simples. Mas o trabalho continua, e o que foi uma mera tentativa de fazer uns bonequinhos simpáticos está a transformar-se numa produção de bonecos todos diferentes, todos de meia, cada vez mais complexos e mais bonitos (modéstia à parte).
Os três primeiros posso mostrar aqui, com a promessa de mostrar os outros só depois de ofertados. E posso garantir que resistiram a uma tarde inteira de brincadeira. Foram até disputados e prometidos. Os outros não poderão passar pelas mãos dos pestinhas, se não, está certo que não poderão seguir para outras paragens.

 Bonecos-meia 2# e 1# sentados lado a lado. 
Boneco-meia 3#.
Ana Cristina (que já tinha saudades deste blog)

terça-feira, novembro 06, 2012

Os casacos novos do Vasco

O Vasco herdou dois casacos novinhos (nunca compro roupa a este moço, recebe imensa coisa em segunda mão, para ficar ou devolver). Experimentou-os hoje, para ver se já estavam bons para este Inverno.
 
Reacção ao primeiro:

«Mãe, vou vestir este casaco e depois vou para dentro de água, não é?!»
Reminiscências dos passeios de canoa no rio, este Verão...

Reacção ao segundo:

«Eh pá, este casaco é muita forte...! Posso cair ao chão e não me vou magoar, não é?!»
E pronto, vai de vestir o casaco e andar a treinar quedas de várias formas e feitios pela casa...
 
Vivam os blusões de penas meio insuflados e «muita fortes»!
Rita

segunda-feira, novembro 05, 2012

Passeio de "férias" num dia de fim-de-semana

O dia de ontem foi magnífico na sua simplicidade.
Alterámos o convívio familiar (praticamente) semanal para Lisboa e, depois de um excelente repasto, sem temer o céu cinzento e sem levar chapéu de chuva, juntámos o grupo para um passeio. Com apenas duas baixas, lá fomos, graúdos, médios e miúdos... até ao Miradouro da Sra. do Monte, depois ao Bairro da Estrela D'Ouro, paragem na Padaria Portuguesa para comprar o lanche, Miradouro da Graça, Villa Sousa e Villa Berta.
Enchemos os olhos de belas vistas e lembrámos como passear na nossa cidade é tão refrescante e se recomenda... fica a ideia, com a certeza que deixará no ar um cheiro a férias no que é bom e é nosso.

A vista na Miradouro da Sra. do Monte
 
Pouca coisa do Bairro Estrela D'Ouro
 
Miradouro da Graça, com menos de dez minutos de diferença 

Patacoadas num fim de tarde já de noite na Villa Sousa
 
Rita


sábado, novembro 03, 2012

Do Vasco

Há poucos dias, logo a seguir a acordar:
- Papá, papá, doí-me este olho... temos que ir ao dentista...!
Rita

quinta-feira, novembro 01, 2012

Ausências

Dois meses de ausência não são novidade por estas bandas. Principalmente a seguir às férias (supostamente) grandes, em alturas prováveis de balanço.
Neste caso, o balanço é óbvio. Gostamos deste espaço, queremos continuá-lo. Ainda hoje, à procura de alguma coisa, dei comigo a ler relatos antigos, nossos e dos miúdos, escritos que me deram gozo fazer, lembranças que foi prazeiroso recordar.
Daqui se conclui portanto que o espaço será renovado. Mas não parado. Logo, até amanhã.
Rita

sexta-feira, julho 20, 2012

quinta-feira, julho 19, 2012

Ela também está de férias

Os rituais repetem-se. Sempre que vem passar uma férias aqui em casa dos tios-humanos a Fera porta-se da mesma maneira. 
Nos primeiros 5 ou 6 dias está sempre amuada; rosna ao Pilas sempre que ele se aproxima, está sempre afastada de nós e meia escondida. Claro que não perde o apetite. Aliás, a primeira coisa que costuma fazer assim que sai da caixa de transporte é ir direitinha ao tabuleiro da comida.
Depois a zanga passa, provavelmente habitua-se às nossas rotinas e ao primo-gato que não a deixa em paz. Aí começa a mostrar-se aquela faceta a linda gatinha que ama festas e mimos, tanto que salta para cima de nós, dá cabeçadas para ter festas e passa horas a ronronar baixinho. Lembra aquela Fera que mamava no lóbulo da orelha... Eu adoro esta faceta dengosa. O pior é o pelo, que é taaaannnto...
Ana Cristina

segunda-feira, julho 16, 2012

sábado, julho 14, 2012

Um chamamento que há muito não ouvia

Há muito que não ouvia um amolador. E esta semana voltei uns anos atrás, ao tempo em que era habitual passar lá na rua um senhor com um carrinho e que tinha um apito que só ele, e os seus colegas tinham. Acho que ainda desci umas quantas vezes à rua para afiar facas ou arranjar a a vareta do chapéu de sol.
E, assim de repente, ouvi aquele chamado do amolador. Soube depois que posso escolher entre o senhor discreto e com um carrinho de mão ou o outro, que tem uma bicicleta cheia de bandeiras e uma noção muito mais moderna de marketing.
Não que o regresso ao passado seja o que mais desejo, até porque muitas vezes representa apenas isso mesmo, um saudosismo lamechas, mas gostei.
Estarei também eu a ficar saudosista?
Por outro lado, será este também mais um sinal dos tempos difíceis que todos estamos a passar?
Ana Cristina

domingo, julho 08, 2012

Como é trazer uma amiguinha de férias


Quando essa amiga tem um corpo de aparência superior aos seus sete anos de idade e não acusa os somente cinco meses de diferença da nossa filha mais velha, trazê-la de férias é ter que responder às diversas interpelações de terceiros sobre o ter-se três filhos. Ainda por cima, mesmo sendo os meus loirinhos e de pele clara, o João é moreno, e por isso, a ideia da R. ser nossa filha não estaria assim tão longe de uma possível realidade. «São os três seus?» e «À terceira acertaram, não?!» (mais uma vez a ideia de que, em três, quem tem um filho mais novo de género diferente andou a tentar propositadamente alcançá-lo) - foram algumas das perguntas a que respondemos.
Ter três filhos parece ser uma raridade e a mim, que há muito tenho esse desejo, deu-me que pensar. A verdade é que tudo pareceu fácil, mas a R. não é de facto nossa filha. A sua presença foi sempre equilibradora entre os nossos dois, mesmo tendo em conta que a Alice e o Vasco até se dão bastante bem. E como é uma menina que no geral se porta sempre bem e que nós trazemos connosco só por uma semana, tudo correu muito bem. O que obviamente, não é igual a hipoteticamente virmos a ter um terceiro filho e eu sei bem disso.

Trazer uma amiguinha de férias é também ter em conta que as suas regras não são iguais às nossas e que, tê-la confortável, é arranjar soluções de compromisso. Por esse motivo, a sopa teve que passar a ser sempre passada e combinaram-se previamente refeições em que esta era ou não incluída. E, nos momentos mais críticos de mimalhice, como a chegada da noite, ter uma amiguinha connosco é mesmo multiplicar carinhos, conversas racionais e soluções para as saudades de casa.

Se a amiguinha é praticamente da idade da nossa filha mais velha, trazê-la de férias é ter esta sempre entretida com brincadeiras e jogos (por vezes até à desora), é acompanhar o crescimento de ambas, o facto de já jogarem com palavras, de já serem capazes de utilizar a ironia para gozarem connosco... é ver a nossa filha a imitar a outra nos banhos de mar e ver a outra a imitar a nossa nas acrobacias de um parque infantil... e recordarmos o Brazelton quando diz que nenhuma criança aprende tão rapidamente com um adulto como com outra criança...

Depois, quando a amiguinha vai embora, tê-la trazido de férias representa ver a nossa filha a chorar silenciosa e amargamente a sua ausência...
Rita

sexta-feira, julho 06, 2012

Da R.


- Rita, Rita, olha esta pedra tão gira... - a R. e a Alice, todas contentes, a virem ter comigo com uma pesada pedra cinzenta escura nas mãos.
- É mesmo gira, depois podem pintar...
E a R.:
- Pois é. Parece um peixe. Vai ficar muito gira na minha colecção!
- Ah é? Tens uma colecção de pedras pintadas?
- A colecção que eu quero fazer...! Ainda não pintei nenhuma...
- Ahhhh, que tu queres fazer... Isso não se pode bem considerar uma colecção de pedras pintadas, então...
- Pois... ainda só tenho uma pedra. É branquinha e muito bonita, por isso é que não me apetece pintá-la...
- Ahhhhh, ok... então isso dificilmente se pode considerar uma colecção, certo...?
Rita

quinta-feira, julho 05, 2012

Novidades lá do serviço...


Era um processo que se desenvolvia há uns meses, onde se moveram vários esforços, transversais a todas as classes profissionais, dentro e fora do serviço, no sentido de cumprir com todos os trâmites necessários para a aquisição dos padrões de qualidade  no serviço.

E a auditoria decorreu no final do mês da Março, uns dias antes do anuncio de encerramento da MAC, e quase que nos esquecíamos da visita daqueles senhores, a fazer perguntas e a abrir os dossiers e as gavetas que lhes apeteceu.

A resposta definitiva veio na semana passada e a placa foi entregue ontem.


E a novidade é que o Serviço de Pediatria da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, composta pelas Unidades de Cuidados Intensivos e Intermédios ao Recém-nascido e a Consulta de Pediatria foi Acreditada com a Qualidade de BOM

Ana Cristina

quarta-feira, julho 04, 2012

Esta semana são três!


Cá por casa, as férias começaram com uma aventura: sermos três por uma semana.
Três para gerir na praia, nas refeições, nos divertimentos, na hora de dormir. Em geral, tudo parece correr até melhor e fico com uma pena antecipada do momento em que a Alice (e o Vasco, claro) vejam a amiga a ir embora. A coisa só se torna difícil no anoitecer, com o aumento da ansiedade da separação, mas até isso se aprende a resolver e a trabalhar.
Sorrio para mim de cada vez que penso na Joana, à porta de minha casa na altura de deixar a R., a dizer que não tinha stresses nenhuns por estas férias. Que bom é ter amigos com quem sintamos confiança para deixar um filho... Que bom que é ser os amigos que merecem essa confiança...
Rita

blá blá blá... outra vez sobre a MAC

E cá vou eu, fazer tarde ao meu serviço, politicamente desnecessário e com morte anunciada.
Mas como está cheio uma de nós terá de seguir Noite extraordinária... 
Ana Cristina