quarta-feira, fevereiro 29, 2012

De coração


Mais uma peça com coração de Viana, para quem é de Viana... esperamos que dela tenha gostado e que, envaidecida, a propagandeie pela cidade...

Rita

terça-feira, fevereiro 28, 2012

A minha profissão numa telenovela portuguesa

Tenho a certeza que os inspectores da PJ, ou os profissionais da dança me compreendem mas eu tenho como ódio de estimação ver a minha profissão mal retratada na televisão. Talvez os publicitários também me percebam, porque acho que na semana passada consegui ver na telenovela o lançamento de um novo produto de marca nacional, qui çá internacional, feito na casa da dona da empresa, com discurso improvisado por uma gerente que, no dia, estava com uns copinhos a mais.

imagem retidade da net


Nos dias que passei no Alentejo tive a oportunidade de ver a telenovela da SIC, e vi dois colegas enfermeiros. Uma, coitada, deve ter tido dificuldade em arranjar emprego, é agora dama de companhia e uma senhora com Alzheimer. Pelos vistos, essa enfermeira manipula a terapêutica da sua doente a seu belo prazer e por interesses pessoais. Entre passeios e lanchinhos com a sua cliente faz questão de baralhar a sua mente e manipular o seu estado clínico para lhe causar uma dependência ainda maior. Acho que está doidinha de amor não correspondido...
O outro, mais sério e trabalhador, ao que parece roubou material do hospital onde trabalha e, num sítio escondido, mantém a irmã em coma até que esta consiga levar a gravidez a termo, para depois, aparentemente, a poder deixar morrer de cancro. Suponho que este enfermeiro seja mesmo capaz de conciliar o trabalho por turnos com o cuidado contínuo a uma pessoa completamente dependente, em coma, ventilada e às portas da morte.
Depois disto só me resta afirmar que ver televisão nacional é, sem dúvida, uma boa lição sociológica (que me desculpem os sociólogos) acerca dos estereótipos das profissões… Muito mais haveria por dizer, mas de momento, fico-me por aqui.


Ana Cristina

domingo, fevereiro 26, 2012

Ainda do Carnaval


Acho que este ano, mesmo que por pouco tempo, eu e a Cristina conseguimos realizar um dos nosso projectos de há tantos anos... mascararmo-nos com os miúdos... antes da Alice nascer, faziamo-lo sempre, com diversos amigos, e os dias do Carnaval eram festejados por inteiro, ora iamos ao cinema, ora aos bailaricos, ora a um qualquer corso por aí... desses belíssimos anos de festas guardamos felizes recordações, daquelas de rir quase até às lágrimas. E depois vieram os miúdos e as atrapalhações e o medo que de nós tivessem medo ao ver-nos pintadas.

Este ano vencemos todas as contrariedades e formámos um novo grupo para brincar ao Carnaval. Nós e eles. Foram poucas horas, é verdade. Talvez para o ano consigamos mais tempo, Cristina. Agora é sempre a aumentar.

Rita

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Ontem foi mais um aniversário do Pilas. E para variar, ontem não foi dia de tirar belas fotografias ao aniversariante. Mas mostro uma foto mais antiga do meu gatarrão favorito para assinalar os seus nove anos.

Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Domingo de Carnaval




Nada para curar maleitas do corpo a uns ou da mente a outros como aproveitar um solarengo domingo de Carnaval e levar os filhos a fazer um piquenique no parque... há de tudo: hamburgueres do Pingo Doce previamente aquecidos em casa (já que o objectivo inicial era irmos ao McDonalds do Parque das Nações), livros para pintar e desenhar quando os baloiços ou cambalhotas deixam de interessar e maquinhos de chinês para aprender e experimentar...

Rita

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

O sobrinho no seu melhor

Fala tão bem que encanta, com os rr’s no início das palavras e os ss’s muito audíveis, mas com os ll’s em som de u. De repente sai-se com cada uma…
- Tia? Fizeste cocó hoje? Então podes comer dois chocolatinhos logo. Eu também fiz cocó. Posso comer dois chocolatinhos?
- Vamos correr? Quem chegar ao sofá primeiro é uma batata podre. Eu é que sou a batata podre (e é assim todo o dia, do tipo quem come primeiro a trincadela de torrada, ou quem bebe o café, ou quem dá um salto primeiro … ou quem vê primeiro as vacas…
- A Rita está a trabalhar. A Rita é a minha mãe Rita.
- Olha o futegol. O meu pai gosta do futegol.
Todos os dias faz pelo menos uma birra com choro e um episódio de amuo onde coloca a cabeça de lado. Esse amuo costuma ser acompanhado de lágrima no canto do olho mas às vezes é só a expressão facial, que parece ensaiada ao pormenor. Geralmente dura pouco mas nos piores dias tem episódios recorrentes que ficamos com a ideia que o rapaz está com um torcicolo…

É tão giro…


Ana Cristina

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Relatório destes dias

A passar um fim-de-semana prolongado, no meio de uma vaga de frio siberiano que se confunde com o início de primavera, eu e o Vasco já vimos por aqui cegonhas bebé, andorinhas, e uma série de outros "animais" (como ele diz quando não sabe os nomes). Fomos à praia e ele queria tirar as sapatilhas e molhar os pés mas também não admira, o rapaz todos os dias tem comido gelado depois do almoço ...


Lá para o final da semana voltamos à rotina. Até lá pode ser que consiga fazer mais um post com o telemóvel, como este.

Ana Cristina

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Os homens que odeiam as mulheres

Li este livro no ano passado. Na altura comprei o livro porque estava em promoção mas também porque tinha ouvido dizer muito bem desta obra, composta por três livros. Comecei a lê-lo com a relutância de quem gosta pouco de seguir os best-sellers e menos ainda de seguir as febres de momento. Mas a verdade é que gostei. E gostei ainda mais dos outros dois livros que se seguiram, que me é característico, li de uma assentada. “Os homens que odeiam as mulheres”, “A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo” e “A rainha no palácio das correntes de ar” são títulos estranhos como estranhas são as histórias que os compõem. Um ambiente soturno e de uma violência obscura que não estamos habituados a pensar como representativos da Suécia, o país dos ABBA e do IKEIA, um país do primeiro mundo onde nada parece correr mal e tudo será transparente e legal. No livro podemos observar uma marcada influência da segunda guerra mundial e do período pós-guerra, como o aparecimento do bloco de leste.
E se tinha gostado do livro, como seria de esperar, estava apreensiva com a segunda adaptação ao cinema da obra que, ao que parece, tem sido alvo de algumas críticas por comparação com a versão sueca de 2009. A primeira versão não vi mas este é, sem dúvida, um filme muito bem realizado, que em cerca de duas horas, nos conta exactamente a mesma história do livro, com ligeiras nuances que pouco influem no resultado final. E isso foi o que mais gostei, da fidelidade à obra que lhe deu origem. Gostei da atmosfera que o filme nos mostrou com as suas imagens em tons de cinza azulado, do frio, da frieza das personagens e sobretudo das suas personagens nórdicas, pouco calorosas e algo distantes. Eu tinha imaginado um Mikael Blomkvist um pouco diferente, com um ar mais “dengoso” e cativante mas acredito que a minha versão fosse influenciada pela minha visão latina e não a versão nórdica que se pretendia, e que é a original. Por outro lado a Lisbeth Salander do filme enquadra perfeitamente no meu imaginário.
Gostei do filme mas gostei um bocadinho mais do livro. Gostei ainda mais do segundo e terceiro livros, e neste momento encaro os três em conjunto como uma obra só.
Aconselho a sua leitura e a sua visualização, quer juntos, quer separados. E assim que possível, já agora, quero ver a primeira versão cinematográfica da obra.

Para quem estiver interessado, apresento uma curta sinopse.
A história passa-se na Suécia, no país onde “18% das mulheres foram, numa ou noutra ocasião, ameaçadas por um homem.”
O jornalista Mikael Blomkvsit, depois de ser julgado e condenado por difamação a um financeiro importante se torna uma figura mediática. Decide, em consequência do processo mediático, afastar-se temporariamente das suas funções na revista que também é sócio, a “Millennium”. Por essa altura, é convidado por um importante industrial a escrever um livro sobre a história da família Vanger, em tempos uma das famílias mais importantes da indústria Sueca. Mas a história da família é apenas uma fachada para o que pretende o Sr. Henrik Vanger. Na verdade ele está interessado numa investigação acerca da sua sobrinha-neta que, há quase 40 anos desapareceu sem deixar rasto, episódio que é o alvo de uma obsessão pessoal por parte do industrial. Durante esta investigação Mikael Blomkvist contar com a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem de comportamento estranho e anti-social, que por algum motivo é encarada como uma ameaça à segurança pública mas é, ao mesmo tempo, uma mulher com capacidades extraordinárias. Dotada de uma memória notável e de capacidades informáticas fora do comum, Lisbeth tem também uma noção de justiça muito própria e vai tornar-se fundamental na investigação (nos livros seguintes tornar-se-á a personagem principal da história)
Os dois vão mergulhar numa história que vai muito mais para além do desaparecimento de uma adolescente há quarenta anos atrás e que envolve crimes obscuros de carácter sexual, cometidos por homens que odeiam as mulheres…


A acrescentar só tenho a dizer que concordo na generalidade com esta opinião (algo está corrompido no reino da Suécia).

Ana Cristina

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Candeeiro com a nossa assinatura

Para o segundo candeeiro com assinatura Oficinas RANHA escolhemos como inspiração os bordados de Viana. E resultou nesta peça que vos mostro hoje, bem diferente da primeira experiência com candeeiros de pano. Espero que gostem. E para a próxima talvez mostremos o candeeiro do U.


Ana Cristina

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Outros festejos

Quase na data do aniversário do nosso blog, cá em casa, temos a cachupada comemorativa do aniversário do F e que já se tornou uma tradição familiar. Na prática, comemos até fartar o prato típico de Cabo Verde, feito por quem tem genes da cachupa e que (por acaso) até faz anos. No final, as sobras vão em caixinhas pra casa dos amigos porque só uma vez por ano comem cachupa caseira. Este ano tiveram pouca sorte. Não há nada, e se houvesse era pra mim. Queriam um bocadinho, era?

Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

PARABÉNS A NÓS !!!

Hoje, antes de sair para trabalhar, a Cristina escreveu assim:

Porque o "arRanha no Trapo" tem sido, apesar de tudo, um projecto muito interessante que temos tentado manter ao longo destes últimos seis anos. Este foi o nosso primeiro post e, de lá para cá temos muitos mais, alguns bem mais visitados e com alguns comentários... como este ou este. Fizemos posts sobre nós mesmas, "conhecemos" blogs que continuamos a visitar assiduamente, fizemos algumas amizades exclusivamente blogistas mas que são quase como conhecimentos pessoais, como a Rutinha, a Nati e mais recentemente o Jorge...

Fazemos hoje anos e, nem que seja só por isso PARABÉNS A NÓS, as manas Ranha que assinam como Oficinas e que, além das suas vidas privadas e de mulheres trabalhadoras ainda fazem de vez em quando, numas peças originais que quase sempre têm sido oferecidas. Quem sabem se a nova meia- dúzia de anos não trará nova vida às Oficinas RANHA....


Depois, como se foi embora à pressa, mandou-me uma sms para eu acabar:

Eu pensei logo que sim, que diabos, seis anos merecem ser comemorados com um post lamechas a propósito do tanto que para nós pode significar ter este blog, quase como um diário de momentos importantes e raivas e desabafos... Mas depois, a minha filha, também de seis anos, decidiu presentear-me com a leitura de quatro páginas inteirinhas, totalmente por iniciativa sua... e só não pôde ser mais porque, a custo, tive de lhe lembrar que era mesmo necessário que fossem para a cama... de forma que hoje, à laia de comemoração deste blog, só penso em ser mais assídua, para que um dia, ela sozinha, possa ler o que foi acontecendo à nossa volta enquanto ela (eles) cresciam...

Rita

Oficinas Ranhas

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Homem que morreu baleado por defender a esposa

Não sei o que dizer. Eu sei que as notícias têm muito maior impacto quando conhecemos os seus intervenientes mas ontem a notícia do Sr. que morreu baleado já me tinha impressionado. Talvez porque ocorreu numa localidade que não é muito longe da minha. Talvez porque imaginei que seria normal um homem tentar defender a esposa que está a ser assaltada. Talvez porque fiquei contente por o assassino ter sido apanhado. E porque imaginei o segundo assaltado a dar um enxerto ao assaltante. Mas soube hoje que a esposa do Sr. que foi assassinado é uma Sr.ª que conheço de vista e é minha “colega”.
Lembrei-me do outro homem que, há muitos anos, foi baleado num assalto à ourivesaria dos pais. Esse conhecia um pouco melhor. Tinha sido colega da minha irmã e aluno da minha mãe. Era um jovem com vinte e tal anos. Deixou os pais, o irmão, a esposa e uma filha por nascer. Acho que os assassinos nunca foram encontrados.
Tenho receio que, qualquer dia, seja frequente conhecer alguém que morreu com um tiro num assalto. Apesar de tudo, acho que já tenho a minha dose.

Ana Cristina

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Quando um país está como um barril de pólvora...


Imagem retirada da net

...Um jogo de futebol, em vez de ser um motivo de festa, tornou-se num campo minado... Talvez esta seja mesmo a definição de um país que procura um rumo político. Mas também é o reflexo do valor da vida humana em determinado contexto social e político.

Ana Cristina

terça-feira, janeiro 31, 2012

Os Descendentes

No fim-de-semana passado fui ver “Os Descendentes”. Gostei muito. Aliás, não estava à espera de gostar tanto.
Trata-se de uma história muito simples.

Quase um mês depois da mulher ter um acidente que a colocou em coma profundo, Matt King, é informado que o estado de saúde da sua esposa é irreversível e que, de acordo com a declaração por ela assinada vão ser suspensas todas as medidas heróicas de suporte de vida. Nos poucos dias que se seguem cabe ao pai de família informar familiares e amigos que a esposa vai morrer, promover as despedidas, preparar as filhas da morte eminente da mãe. E nesse curto período pai e filhas crescem como família, organizam-se, despedem-se e promovem a despedida. Paralelamente, Matt repensa acerca da morte e da importância da herança familiar e cultural.
De forma muito simples o filme faz-nos reflectir acerca de vários assuntos que se relacionam com a vida, como as relações inter-pessoias como as familiares, as parentais e as conjugais
Já disse que gostei do filme. Gostei. Gostei de tudo. Sobretudo de ser tão simples e tão real.


Ana Cristina

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Voltando devagarinho aos pincéis...

... aproveita-se para personalizar com a nossa assinatura umas peças de roupa. E nada melhor que voltar às origens, que é como quem diz, voltar a pintar camisolas pintadas à mão.
Esta foi oferecida a uma amiga, já fiel cliente da nossa "marca".

Ana Cristina

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Reportagem de Natal 4 - Presentes oferecidos/Presentes recebidos

De nós, os amigos e familiares, já esperam presentes com assinatura Oficinas RANHA. Mas por estes lados também já se tornou hábito receber presentinhos caseiros, manufacturados ou originalmente melhorados de algumas partes da família. E este ano não foi excepção. O primeiro presente com a assinatura Oficinas RANHA deste último Natal foi entregue com uns dias antecedência. Na troca de presentes entre amigas e colegas de trabalho pude presentear a minha amiga secreta com uma camisolinha pintada à mão. Por outro lado, uns dias depois da noite de Natal, fomos visitadas pela Ana-prima e sua família. E ela vinha carregada de pequenos cabazes, compostos por produções caseiras de marca familiar.O meu cabaz tinha um frasco de mistura para panquecas, um de mistura para capuchinos, um de doce e uma embalagem de chocolatinhos maravilhosos com formatos que simbolizam a família dela e que não resistiram tempo suficiente para ficarem na fotografia. Adorei e não vou descansar enquanto a Ana-prima não me der a receita dos gatos de chocotate e das peças de lego em chocolate com frutos secos.
Cumpriu-se a tradição.

Ana Cristina

terça-feira, janeiro 17, 2012

Reportagem de Natal 3



Esta foi a camisola feita e oferecida para o nosso afilhado Hugo, que talvez um dia se torne um exímio violinista, a avaliar pelo gosto, trabalho e dedicação recém descobertas...

Rita

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Reportagem de Natal 2



Este ano o Natal foi povoado de anjinhos, Pais Natais e pinheirinhos manufacturados e oferecidos como enfeites natalícios... mais uma vez, de produção caseira... uns deram mais trabalho do que outros, mas todos resultaram como pretendido: prendas pessoais, carinhosas... e, dada a época, baratas.

Rita

sexta-feira, janeiro 13, 2012

E assim...

... quase de repente, passaram os primeiros 13 dias do ano, o Dia de Reis já lá vai e os enfeites na nossa rua já foram retirados.

Vou ter mesmo de desmanchar o pinheirinho e mostrar os presentinhos com assinatura Oficinas RANHA...

Ana Cristina

domingo, janeiro 08, 2012

Reportagem de Natal 1

Com alguma ajuda do pai e da mãe (em fases diferentes), este ano as prendas da Alice (e do Vasco, mas aí a ajuda foi mesmo pequenina) para os tios foram:

O meu pormenor preferido foi o rabo de cavalo ao lado que ela inventou para a Maria...

Rita

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Já para o início do ano...

Depois do mês de Dezembro ser passado a planear e a realizar uma actividade com os miúdos por cada dia, a fazer prendas de Natal com eles e sem eles, a entregar prendas, a abrir prendas, a trocar prendas, a gozar prendas, a ir de jantar em almoço e de almoço em lanche, e de arrumações cá por casa... começo Janeiro a projectar uma actividade para fazer na sala do Vasco daqui a dois dias... vou voltar aos meus desenhos e recortes e depois explico melhor...

Rita

domingo, janeiro 01, 2012

Primeiro dia do ano

A todos os que vão passando por aqui, casualmente ou por hábito, as Oficinas Ranha desejam um feliz ano de 2012.

Nós, as manas Ranha

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Natal é quando um homem quiser

O Natal foi muito bom, com alguns presentes e muita alegria. O pinheirinho teve menos presentes, mas também eramos menos, e se estamos em crise e houve contenção de despesas, o que interessa é que todos fomos presenteados com coisinhas lindas e, sempre que possível, personalizadas. A Alice e o Vasco estavam tão ansiosos que queriam abrir as prendas antes de jantar, e o mais pequeno ainda tentou fazer uma abordagem a um dos presentinhos e decidiu abri-lo mesmo sem autorização mas não teve muita sorte porque o presente era para ele e a mãe e a tia ainda foram a tempo de remendar o embrulho para manter a surpresa na altura da abertura.

Os últimos presentes seguirão amanhã para Viana do Castelo e serão entregues em breve. Quase todos são home-made envolvendo a arte dos mais pequenos ou com a assinatura Oficinas RANHA.

Ana Cristina

sábado, dezembro 24, 2011

Um Bom Natal

O pinheirinho está enfeitado de presentes. Alguns estão ainda por entregar.


A lista de necessidades está práticamente concluída. Falta só fazer as rabanadas. Logo a ceia será, como todos os anos, bacallhau cozido com bataras e couve. A mãe faz um molho quente e maravilhoso com azeite e cebolha para regarmos o prato e que faz com que o "bacalhau do Natal" seja diferente do do resto do ano.

Por isso está na hora de vos desejar, a todos, UM FELIZ NATAL.

Ana Cristina & Rita

quinta-feira, dezembro 22, 2011

As tias servem para isso mesmo...

Para fazer maquilhagens estranhas, com aranhas e pequenas abstrações.




Para brincar às acrobacias até que ela não consiga mais.

As tias servem para isto e para muito mais. Por exemplo, para brincar como se fosse uma menina da idade deles.

E as tias adoram...

Ana Cristina

terça-feira, dezembro 20, 2011

Rita, minha irmã Rita

No sábado passado fez trinta e tal anos que deixei de ser filha unica.
Do dia do nascimento da Rita, como já um dia aqui escrevi, lembro-me muito bem. Na noite anterior, depois do jantar, fiquei em casa da Tina porque o bebé estava quase a nascer. Foi a minha mãe que me explicou que ela estava a sentir que o bebé ia nascer e que talvez quando acordasse no dia seguinte já houvesse novidade. Tenho quase a certeza que era uma sexta-feira, e o último dia de aulas antes das férias de Natal. Quase que garanto que nesse mesmo dia fui à visita no hospital com o meu pai e encontrei a minha mãe acompanhada por uma bebé que diziam que ia ser loira que eu não achei grande graça. Giro-giro era o menino que estava na cama ao lado (um bebé redondinho, moreno e cabeludo). A minha irmã, que ainda não tinha nome, era uma bebé enrugada, sem cabelo e ainda sem grande graça. Nada daquela menina de caracóis loiros e ar reguila que se iria transformar depois. Ainda propus trocarmos mas a ideia foi mal aceite.Não me lembro de nesse dia sentir ciumes, só orgulho por ter uma irmã e talvez uma pontinha de surpresa por não a amar logo instantaneamente. Os ciumes vieram depois, tal como o amor... A minha irmã tornou-se, com o tempo a minha melhor amiga, o meu porto seguro, aquela que partilha comigo uma ligação tão forte que, a brincar, costumamos dizer que só não somos gémeas porque nascemos com alguns anos de diferença.
Não queria deixar passar este ano que a Rita, a minha irmã, fez anos no sábado.

Ana Cristina

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Programas de Advento

No domingo passado, o Calendário do Advento propôs uma separação de irmãos e que a Alice fosse com a mãe a um espectáculo “de Natal” diferente.
Rumámos então ao Teatro Camões para ir à ópera ver “O Gato das Botas”. Apraz-me dizer que gostei muito. Os cenários e figurinos da Agatha Ruíz de la Prada assentaram que nem uma luva no conceito de uma ópera que se quer para maiores de 03 anos de idade e ajudaram a encantar os espectadores. Foi engraçado ver a Alice (e outros meninos) especialmente atentos nos primeiros vinte minutos, devido esencialmente, pensei eu, ao tipo de canto ser diferente do que estarão mais habituados a ouvir. Depois da surpresa inicial e de um pequeno trecho mais monótono, foram adquirindo a sua forma de estar normal, fazendo pequenas perguntas mais ou menos segredadas e acentuando os movimentos nas cadeiras. Para quem tenha curiosidade, o Teatro Camões (onde eu nunca tinha ido) tem uma sala de espectáculos muito confortável e quase de certeza com boa visibilidade nos vários espaços. Os bilhetes mais acessíveis serão de uma fila de cadeiras colocadas ao longo de uma balaustrada numa espécie de primeiro balcão e penso que, sendo um tipo de assento mais adequado a crianças mais crescidas, também se conseguirá ver muito bem o espectáculo – fica a dica.
Uma vez chegadas a casa, encontrámos a Árvore de Natal de Lego que o pai e o Vasco ficaram de construir, mas que o pai fez quase toda – dando mostras de um jeito e uma imaginação que eu acho fabulosas, mas em que ele não acredita minimamente…

Rita

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Este ano o Natal vai ser diferente. Vai-se festejar cá em casa pela primeira vez e a lista dos preparativos para a noite continua grande.


Já temos:
- Mesa para o pessoal todo
- Aquecedor, porque esta casa é fria e convívios com frio nem pensar
- Panela grande para cozer o bacalhau com batatas e couve, e panela pequena para a mãe fazer o molho de azeite quente com colorau, cebola, louro e mais algumas coisas (é este ano que vou aprender a fazê-lo)
- Árvore de Natal

Mais ainda falta:
- Pratos, porque só temos 6 e seremos no mínimo 8
- Toalha para a mesa quando aberta
- Cadeiras para sentar o pessoal (se for necessário a Rita traz)
- Comprar todos os ingredientes para a ceia de Natal

Ou seja, falta ainda preparar tanta coisa que não tenho inspiração para os presentes que queria ainda fazer.

Ana Cristina

terça-feira, dezembro 06, 2011

Dias de advento

Uma boa alternativa para o Calendário do Advento cá de casa é aproveitar alguns dias para fazer o que já se era suposto fazer... do tipo, montar a árvore de Natal ser a proposta para o dia 01 de Dezembro...
Nessa ordem de ideias, a proposta para hoje era aproveitar o facto do Vasco ter trazido uma estrela de cartolina para decorar (uma contribuição para as decorações de Natal da escola)... Sendo assim: «Cada um decora uma estrela de Natal... a do Vasco vai depois para a escola».
A questão era saber como lhes propor a decoração da estrela. Já vou numas quantas “estrelas” (pais natais, árvores, etc)... e não me interpretem mal, a minha ideia não é dizer-lhes como fazer e sim dar ideias para que eles, a Alice melhor obviamente, possam escolher. Fazer-lhes propostas que os levem a experimentar novos processo criativos, por assim dizer.
A Alice escolheu então. Experimentaram então fazer manchas de pastel de óleo nas suas estrelas, deram-lhes uma camada de tinta preta (e ao jornal também, com pincel e com as mãos) e amanhã esperam poder ver o efeito mágico de um instrumento “arranhador” sobre a superfície por eles criada.
Pena só foi querer tirar fotografias ao processo e resultado e não poder, uma vez que a minha máquina ficou com aspecto de avaria…


Rita

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Tradição de Natal ou Um fim-de-semana na casa da tia

Tal como nos anos anteriores o calendário do advento incluiu um fim-de-semana em casa dos tios. Agora com mais espaço, a casa nova permitiu fazer um quarto adaptado para os pequenos visitantes. Nesse quarto temos dois caixotes com brinquedos antigos, e porque é um espaço cheio de caixas podemos encontrar num deles marcadores, canetas de feltro, lápis (de cor, de cera e pasteis) e vários tipos de tintas. E como havia por aqui umas caixas de cartão vazias e construímos uma nova casa de cartão, mais pequena que a anterior, mas com muita cor e decoração. No fim fizemos uma sessão de fotografias e por pouco não apanhei o momento em que os dois quase que desmoronavam com a casa. Ainda quiseram ensaiar novas quedas para eu fotografar com pena que nas fotos não estivesse o Vasco a ser puxado pelas pernas e a Alice toda torta mas eu não concordei com a proposta.
Na altura de voltar a casa decidiram que a casa ficava cá porque ficava muito bem no hall de entrada.

“Eu fui a casa da minha tia e dormi lá. O Vasco e eu fizemos muitas coisas; uma casa de cartão com pinturas e colagens, uma surpresa, cantigas e teatros e muitas brincadeiras. Até ajudei o tio a fazer um bolo.” Alice


Ana Cristina

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Um presente antigo

É relativamente fácil encontrar algo para se fazer para uma criança... mas quando essa criança cresce, se torna uma adolescente com 14 anos de idade e passa a gostar de ler o "Crepúsculo", a coisa complica-se ligeiramente... Quando a dita moçoila ainda por cima mora a 400 km e não a vemos todos os dias, pensar numa coisa que ela possa gostar de usar parece quase impossível...
No ano passado, seguindo um projecto que já tinha praticamente um ano, decorámos-lhe este vestido, na tentativa que fosse de encontro às suas preferências (vampiros negros e obscuros a envolverem-se romanticamente com meninas sofridas e solitárias)... Não sei se agora, quase um ano volvido, ela ainda o veste, mas parece que fez um grande sucesso na altura... Apesar disso, acho que neste Natal não nos aventuraremos em criatividades para a Sara...
Rita

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Dezembro

Começou Dezembro.
Eu adoro Dezembro. Para além de fazer anos, é o mês do Natal e eu gosto mesmo muito do Natal. Gosto da azáfama das prendas, mas não porque goste do consumismo e mais porque gosto de fazer as prendas quase todas, tentando que sejam apropriadas a cada pessoa ou conjunto de pessoas. Gosto da ideia do Calendário do Advento cá de casa, com uma proposta para os miúdos fazerem em cada dia. Gosto do planeamento da noite. Gosto dos momentos em que faço coisas com os miúdos para alguns membros da família.
O mês é imensamente angustiante, mas a ansiedade tem um sabor agradável, de coisas boas por vir mas com pouco tempo para as cumprir, de uma doce e infantil expectativa que se pode partilhar com os filhos, de horário cheio mas com tempo de qualidade.
Dezembro é para mim um mês intenso, de correria. E, dentro do muito mau que é começar por uma daquelas semanas em que, no trabalho, não consigo controlar o meu tempo nem o meu horário, começou com um dia bom, a rebentar de família e sobrinhos, parque e ar livre, conversas intermináveis de presente e futuro.


Rita

segunda-feira, novembro 28, 2011

Mais um filme

No sábado fomos novamente ao cinema, mas desta vez, eu, a Alice e alguns amigos. O Tintin foi a proposta e proporcionou uma bela aventura.

A primeira vez que tinha visto o anúncio ao filme tinha ficado fascinada com a qualidade da animação. As minhas expectativas não foram goradas. O filme é lindo, de uma técnica impressionante. O ritmo é intenso e a história tem alguma complexidade, o suficiente para a certa altura fazer a Alice distanciar-se da trama e desejar um filme mais curto... apesar de tudo, ontem dizia que tinha adorado. Eu também gostei muito, e aconselho.

Rita

segunda-feira, novembro 21, 2011

Ainda do fim-de-semana

Eu e eles no carro, no final da tarde.
Vasco - Tia?! Não tá cá o cuiquis...
Eu - O quê Vasco?
Vasco - O cuiquis. Foi-se embora p’a casa dele, com o mano... O mano pequenino...
Eu -??? ...
Vasco - Xim, tá a dormir.
Passado umas horas, quando estávamos a ler uma história antes de deitar...
Eu - "… o arco-íris tem sete cores..."
Vasco - O Vasco viu o cuiquis e o mano... mas tá a dormir...


Moral da história. Nessa manhã o Vasco tinha visto pela primeira vez o arco-íris, e por coincidência, estavam dois arco-íris no céu, ao que parece um grande e bem definido e outro mais pequeno e difuso. E eu ía lá adivinhar.Também eu, há uns meses, vi um duplo arco-íris... e tentei fotografá-lo.


Ana Cristina

"Meia-noite em Paris"

No que toca a Woody Allen, sou indiscutivelmente uma fã.
Já há muitos anos que, ao ver um dos seus filmes, me sinto, ou compreendida, ou divertida, ou ambas as coisas. Não tendo o “Meia-noite em Paris” sido um dos meus preferidos em nenhum desses campos, afigurou-se-me como um bom entretenimento.
Um argumentista com o sonho de se tornar escritor encontra-se apaixonado por Paris e pela melancólica ideia de um passado para si perfeito, nos anos 20. Submerso nas suas ansiedades e inseguranças, acaba por poder viver romanticamente esse passado, acabando essa experiência por lhe trazer alguma clarividência sobre o presente.
Para quem goste de Woody Allen ou simplesmente para quem goste de Paris (a moderna ou a boémia dos anos 20), para quem seja melancólico, romântico… ou somente para quem lhe apeteça rir com a belíssima prestação de Owen Wilson…


Rita

domingo, novembro 20, 2011

Fim-de-semana

Foi um fim-de-semana com sobrinhos, festa de comemoração do dia mundial da prematuridade, visita ao serviço com os príncipes e muita brincadeira entre tia e sobrinhos. Foi bom.
Já agendámos o próximo, que dessa vez será repleto de surpresas no calendário do advento.

Ana Cristina

quinta-feira, novembro 17, 2011

Talentos...

Hoje, quando estava com a Xana na reunião do Inglês das miúdas, espreitámos o caderno da Clara, a filha dela. Fiquei maravilhada. Ela bem disse que a Clara gostava, mais do que tudo, de desenhar.
Eu também gostaria de desenhar como a Clara. Com sete anos, desenha de forma extraordinária, com sentidos de perspectiva e movimento invejáveis, mas sem perder o traço infantil e naif que eu tanto gosto. Adorei, só tinha vontade de pedir à Clara que me desenhasse coisas…
Quando vejo um talento assim tão instalado, nunca me consigo impedir de pensar quais virão a ser os da Alice e do Vasco. Há pessoas em que os talentos se descobrem tão cedo, mas olho para a minha filha e ainda não lhe vejo um jeito especial para nada, só algumas facilidades. Não o digo com nenhum tipo de mágoa, só com um sentimento de expectativa curiosa… ou de curiosidade expectante… Sei que, como toda a gente, ela irá descobrir em si mais do que uma aptidão e que, como toda a gente, será mais feliz se descobrir como fazer de uma delas uma das actividades centrais da sua vida… Não penso que o seu sucesso vá depender da velocidade com que encontrar as suas habilidades e por isso resta-me esperar, de fora, atenta… mas, confesso-o aqui, mesmo muito muito curiosa…


Rita

terça-feira, novembro 15, 2011

Recordações

Uma das (muitas) coisas boas de se ser mãe são as recordações de quando se era só filha. De quando éramos nós a depender de outros, das pequenas coisas que faziam de nós os pequenos e dos outros os grandes.
Agora que a Alice tem seis anos, isso acontece-me muitas vezes, acho que é porque me lembro de muitas coisas com essa idade. Algumas recordações são perfeitamente inócuas, mas provocam-me um conforto caloroso de me saber aqui, bem, com tudo o que tenho para trás.
Quando penteio a Alice, por exemplo. Não me lembro como era quando eu tinha o cabelo curto, mas tenho a recordação exacta da minha mãe a pentear-mo em comprido. Ela de frente para mim, a fazer o risco de trás para a frente, o cabelo a vir-me todo para a frente dos olhos, eu a mexer-me para evitar as comichões na cara ou para fugir ao facto dela estar à minha frente, o ralhete brando dela a ameaçar ter de começar o processo todo novamente porque o risco ia ficar torto. Que fique claro que eu não consigo pentear a Alice como a minha mãe me penteava. Raramente vou para a frente dela, pareço mais um sempre-em-pé a movimentar-me de um lado para o outro. Também é verdade que ela raramente tem o risco direito… o método da minha mãe devia funcionar melhor…
É bom isto de ter um passado povoado de memórias partilhadas com os outros, guardadas numa espécie de arca mental que se vai abrindo sem a nossa autorização, mas que nos abraçam e nos recordam como, e porque, gostamos… de nós.


Rita

segunda-feira, novembro 14, 2011

Uma capa de agenda

Porque as Oficinas RANHA têm estado sem qualquer actividade mostramos uma das peças criada por nós e que que no ano passado foi presente de Natal. Integralmente costurada e pintada à mão, com a utilização de tecidos reciclados, esta capa de agenda foi a primeira com a nossa assinatura. Depois desta, e seguindo um modelo semelhante fizemos outra, que serve entretanto com capa de livro pelas suas dimensões e características.

Actualmente, em tempo de preparação de um novo Natal, fica uma ideia que pode também servir de inspiração às meninas mais ligadas às agulhas e linhas. Pela minha parte proruro novos caminhos para novas criações que poderão ser novos presentinhos das amigas.

Espero que gostem.

Ana Cristina

quinta-feira, novembro 10, 2011

Vasco, o caprichoso

Já há meses que percebemos que o Vasco é um caprichoso.
É um puto, tem dois anos e (quase) oito meses, e é um verdadeiro caprichoso.
Não estou a brincar. Quer dizer, é lógico que tem piada ver o pequenote cheio e pequenas exigências, mas só quando isso não se torna exagerado… o pior é que, depois de concordarmos com algumas delas, as exigências vão aumentando e crescendo, à velocidade da luz…
Do estilo, para que percebam: pede o leitinho. Tem de vir connosco fazer o leitinho, ao colo. Tem de agarrar no pacote de leite connosco e ajudar a deitá-lo no biberão. Tem de carregar no botão que inicia o funcionamento do microondas depois de accionarmos o tempo. Tem de puxar pela pega do microondas para abrir a porta. Tem de colocar a tetina naquela rodelinha de que não me lembro o nome e apertar a rodelinha de que não me lembro o nome ao biberão. E atenção: o biberão também é escolhido. Num determinado dia pode ter que ser o do Snoopy. Noutro, o do patinho. Noutro, o da tartaruga…
Cada uma destas vontades foi surgindo a seu passo, conforme outra se rotinava…
Uma negativa, ou melhor, uma ultrapassagem feita à sua vontade, dá direito a beicinho e choraminguice. Um perfeito caprichoso.
Sim, ele também é teimoso. Mas este comportamento é algo mais, é mesmo aquilo que no dicionário é definido como “capricho” – vontade súbita e infundada, aferro obstinado, empenho em levar a cabo uma coisa sem razão.
Mas digo-vos: o mais difícil não é concluir ou assistir a isso… é gerir a situação, é equilibrar o pensamento de forma a tentar perceber se é nossa função consentir em todas estas vontades porque poderão ser inofensivas (apesar de não ser assim tão inofensivo seguirmos os passinhos todos que um miúdo de dois anos quer às 05 da manhã, quando queremos ser rápidos e voltar para a cama e sabemos que faríamos tudo de forma muito mais veloz) ou se devemos, por vezes, contrariá-lo, para que aprenda a lidar com as pequenas frustrações dos seus caprichos…


Rita

segunda-feira, novembro 07, 2011

Programa de fim-de-semana



Ontem fomos à Cordoaria Nacional, ver a exposição dos dinossauros. Entre amigos e filhos de amigos, eramos onze.

Para os mais pequenos terá sido divertido, mas eu achei o divertimento caro para a qualidade e quantidade de informação que dispunha. Reconstituições de esqueletos, que ficamos a imaginar serem reconstituições, uma vez que não há dados sobre a possibilidade de serem reais ou sobre as escalas pelas quais serão feitos. Painéis informativos muito pequenos mas com demasiados elementos para serem lidos pela quantidade de pessoas a avolumarem-se à sua volta. Bonecos mecanizados sem novidade.

De qualquer forma, é um programa a seguir para quem tenha filhos que gostem de dinossauros ou para quem lhes queira ilustrar um pouco melhor o assunto. Poderia ter um bilhete mais barato, mas enfim...

Confesso que o me conseguiu maravilhar foi a qualidade dos briquedos à venda na loja da exposição. Puzzles 3D de esqueletos de dinossauros ou jogos de construção das figuras, muito bem conseguidos e com bom valor... uma boa ideia para o Natal de alguns admiradores do tema...

Rita

domingo, novembro 06, 2011

Novidades pouco relevantes

Por cá, uns primeiros dias de chuva e de descida de temperatura trouxeram-me a primeira gripalhada da época... com direito a pingo no nariz na posição horizontal e a nariz completamente seco na posição vertical, garganta a arranhar, um peso de toneladas na cabeça, dores pelo corpo...

Sinto-me praticamente recuperada, não fosse o sono chegar-me muito mais cedo. Apesar disso, o fim-de-semana foi óptimo e dará excelentes posts... para os próximos dias...


Rita

terça-feira, novembro 01, 2011

Comunidade de amigos

Durante muito tempo, quase toda a roupa da Alice vinha da Rita da Tina. Oferecida. E linda.
Uns tempos depois de deixar de lhe servir, começou a ser emprestada à Sofia, da Van.
Quando o Vasco nasceu, a Van, por sua vez, passou a mandar roupa do Tiago.
Desde que a Catarina teve a Teresa, em Abril, a roupa mais pequena da Alice vai lá para casa.
A Catarina manda-me roupa do João, para o Vasco.
De vez em quando, tanto a Alice como o Vasco herdam roupa da R. e do primo M.
A dona C., de longe em longe, também oferece roupa que era do João, cá de cima.
Para além daquela mãe amorosa, lá da escola, com dois filhos de idades idênticas às dos meus, mas de géneros trocados, que há uns tempos me deixou um saco de roupa para o Vasco, mas que ainda continua a servir-lhe.


… adoro a vida comunitária que me circunda em relação à troca de roupa. Só não é fixe quando é altura de a arrumar, tirar para fora, ver o que serve, o que é para devolver e a quem, o que é que pode servir para o ano…
Nota-se muito que estou na época de trocar as indumentárias de Verão pelas de Inverno…?!


Rita

quinta-feira, outubro 27, 2011

Uma ideia lançada cá em casa

Fazer um reality show com personagens famosas acusadas de crime... Assim de repente lembrei-me de dois presidentes de câmara, um presidente de clube de futebol, um apresentador, um advogado e com algum esforço um ex-primeiro ministro.

Ana Cristina

terça-feira, outubro 25, 2011

O jardim que fizemos para a Carolina

No ano passado fizemos este jardim com borboletas para a Carolina e este ano ouvi dizer que, embora tendo deixado de lhe servir, ela quis guardá-lo... sabe-se lá se o futuro lhe poderá reservar uma irmã que possa vir a herdar o conjunto...

Com estas fotografias, retomamos aqui a tentativa de mostrar as nossas artes uma vez por semana... vamos lá ver se isto corre bem.

Rita

segunda-feira, outubro 24, 2011

Hoje apresento neste espaço dois dos livros que me fizeram ler de uma assentada toda a obra literária da sua autora. Num dos meus passeios a livrarias deparei com uma capa que me chamou a atenção. Chama-se este livro “A Rainha Branca”. E foi com enorme prazer que li o primeiro livro de Philippa Gregory, que soube mais tarde ser autora de vários romances históricos, quase todos acerca da dinastia Tudor, um deles adaptado ao cinema, e que eu tinha visto o filme recentemente (“Duas irmã, um Rei”). A seguir li o “A Rainha Vermelha”, a seguir li todos os outros por ordem cronológica de acontecimentos.
A “Rainha Branca e a Rainha Vermelha” são figuras históricas contemporâneas. As duas personagens centrais de uma época denominada como a Guerra das Rosas são personagens completamente diferentes. Inimigas políticas, ambas cérebros de intrigas e conspirações na ânsia da herança do trono de Inglaterra. Quis a História que se tornassem as avós do mais famoso rei de Inglaterra, Rei Henrique VIII.
Gostei dos dois, mas gostei ainda mais de ter descoberto
Philippa Gregory como autora de romances históricos. Podem vê-la aqui, na apresentação do livro “A Rainha Branca”.
Resta-me ainda deixar-vos aqui as respectivas sinopses.


· A Rainha Branca
“A Rainha Branca é a história de uma plebeia que ascende à realeza servindo-se da sua beleza, uma mulher que revela estar à altura das exigências da sua posição social e que luta tenazmente pelo sucesso da sua família, uma mulher cujos dois filhos estarão no centro de um mistério que há séculos intriga os historiadores: o desaparecimento dos dois príncipes, filhos de Eduardo IV, na Torre."


· A Rainha Vermelha
"Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York. Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior."


Só posso aconselhar.

Ana Cristina

Perguntas retóricas

- Mas que Me... de obras foram feitas no aeroporto de Faro para, na noite passada, uma parte da cobertura do tecto ruir?

- A empresa que fez obras de remodelação da cantina do Hospital de Faro (e que por acaso inaugurou no mês passado) terá sido a mesma que montou a cobertura no Aeroporto de Faro?

Ana Cristina

sábado, outubro 22, 2011

Mary Blair



Uma das razões que me faz gostar do Google é o facto de aprender tanto com aquilo que pelos vistos se chama (também aprendi com o Google) os doodles. Para gente básica como eu, são aquela espécie de cabeçalho que eles usam para apresentar a página do motor de busca e que usam frequentemente para homenagear uma determinada data.
Ontem, por exemplo, fiquei a saber que a criadora das figuras conceptuais da Cinderela, da Alice no País das Maravilhas ou do Peter Pan nas indústrias Disney foi uma senhora que faria 100 anos se fosse viva: Mary Blair.
O doodle era maravilhoso e fiz logo questão de descobrir a que é que se referia. Viajei depois pelas magníficas ilustrações desta senhora, que me reportaram a tantos e tantos livros e postais da minha infância, os quais, provavelmente, não conseguirei nunca descobrir se da sua autoria ou não, e encantei-me com o seu talento extraordinário. Resta inevitavelmente a vontade de agradecer os cenários de sonho a que a sua habilidade intemporal me conseguiu transportar hoje, aos 35 anos de idade… (e ao Google, claro, pelo conhecimento do nome criador desses mundos).




Rita


* Fui tirando as imagens de vários sites da net e esqueci-me de colocar as fontes, pelo que peço desculpa de não as colocar aqui.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Lição de Biologia

Há coisas que me tiram do sério.
Será que é necessário explicar aqui aquilo que Gregor Mendel (o pai da genética) no séc. XIX descobriu, e que os senhores argumentistas de telenovelas ainda não tiveram tempo de estudar mas que se esquecem que a sua ignorância ajuda a difundir ideias cientificamente incorrectas?
Descobriu este senhor que:
• As características hereditárias são determinadas por factores herdados dos seus progenitores na mesma proporção;
• Os factores genéticos separam-se na formação dos gâmetas;
• Os indivíduos podem possuir informações iguais na sua composição genética, ou diferentes;
• Há informações quê são dominantes e informações que não o são (são recessivas). O aparecimento de determinada característica recessiva representa que o indivíduo herdou dos dois progenitores essa informação recessiva.
Isto tudo para dizer que sim, um filho pode ser de grupo 0Rh- e os seus pais serem os dois ARh+. Trata-se aqui de duas informações recessivas que, por coincidência, foram herdadas de ambos os pais.

Desculpem-me a lição de biologia, que ainda por cima não é o meu forte, mas já estou cheia de informações científicas erradas e ainda mais de pessoas que acham que aprendem muito com a telenovela. Se alguém quiser acrescentar dados a este post científico esteja à vontade para comentar ou mandar emails.


Ana Cristina

quinta-feira, outubro 20, 2011

Um "mi"

O Jorge, que tem um blog que eu gosto muito de ler, colocou no outro dia este post interessantíssimo... sobre o vicío de ler da filha... tentei comentar duas vezes, mas falhei das duas e acabei por desistir... Na esperança que ele passe por aqui, comento-o agora... A ausência em que ela se coloca para ler parece-me uma atitude típica de adolescente... quem é que prefere calçar-se ou fazer a cama ou qualquer outra coisa se tiver hipótese de, em vez disse, estar a ler... Não me pareceu que isso fosse compulsivo e sim algo habitual na adolescência, aliado a um magnífico vício: a leitura...

No seu método de aprendizagem de leitura, a Alice faz listas... de "mi", de "eta", de "ca", de "co"... E ontem de manhã, enquanto tomávamos o pequeno-almoço e viamos as notícias da manhã (mesmo antes de mudarmos para o Phineas e Ferb), demos por ela a fazer a sua primeira leitura: «Estou ali a ver um mi...». E era. No canto inferior esquerdo, lá estava o "minuto verde". Fizemos uma festa e ela tentou decorar a palavra para dizer na escola o que tinha lido. E eu, que achei o máximo, contei ao almoço a uma colega e ficámos as duas a olhar uma para a outra, de lagrimita a romper nos olhos...

Penso no início deste caminho da Alice e no caminho já tão percorrido pela filhota do Jorge e não consigo deixar de desejar, com todas as minhas forças, que este seja o princípio de uma lista interminável de "mis" e que um dia eu tenha a tremenda sorte de ter filhos com o vício da leitura...

Rita

quarta-feira, outubro 19, 2011

Mas porque é que eu não consigo fazer paragrafos decentes nos meus posts? Tenho mesmo de actualizar o blog...

Ana Cristina

Os Azeitonas - Anda comigo ver os aviões


Uma música que há muito me apetece mostrar aqui, que fica na boca e apetece dançar agarradinho. Uma letra que é uma bela declaração de amor.


"Anda comigo ver os aviões levantar voo a rasgar as nuvens, rasgar o céu.
Anda comigo ao Porto de Leixões ver os navios, a levantar ferro, rasgar o mar.

Um dia eu ganho a lotaria ou faço uma magia (mas que eu morra aqui) mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti. E que eu morra aqui se um dia eu não te levo à América. Nem que eu leve a América até ti.

Anda comigo ver os automóveis à avenida a rasgar as curvas, queimar pneus.
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo a rasgar as nuvens, rasgar o céu.

Um dia eu ganho o totobola, ou pego na pistola (mas que eu morra aqui) mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti. E que eu morra aqui se um dia eu não te levo à Lua. Nem que eu roube a Lua só para ti.

Um dia eu ganho o totobola, ou pego na pistola (mas que eu morra que aqui) mulher tu sabes o quanto eu te amo, o quanto eu gosto de ti. E que eu morra aqui se um dia eu não te levo à América. Nem que eu leve a América até ti."


Espero que gostem, Ana Cristina

segunda-feira, outubro 17, 2011

Upssss...

Estávamos numa festa de anos, uma sala de restaurante só para nós, muita e muita gente. Para nós já era fim de festa, mas a grande maioria das pessoas parecia estar na disposição de ficar mais tempo. Um rapaz entre os 10 e os 12 anos de idade aproximou-se do local onde estávamos, eu e a Alice quase a tocarmo-nos, o João, o Vasco, o Sérgio, a Mena e os miúdos ali perto.

Demasiado perto do rapaz, a Alice diz:

- Mãe, este menino é deficiente?

O miúdo ouviu, parou, um sorriso incrédulo, a olhar para mim:

- Deficiente?! Eu, deficiente?! Ela disse que eu era deficiente?!

Ele era miúdo, mas a mim só me apetecia um buraco para me enfiar. Explicar aos filhos as coisas que são esperadas que eles pensem e digam mais baixo ou quando estão sozinhos connosco em casa é uma tarefa difícil...


Convém dizer que este ano, na escola, há duas crianças com deficiência mental. A Alice está atenta e fala dos seus contactos com eles. Está sensível a essa realidade e, ao mesmo tempo, curiosa. Só não sei se o menino (e os pais, a quem ele foi logo a seguir contar o que se tinha passado) entendeu e aceitou muito bem a explicação...

Rita

sexta-feira, outubro 14, 2011

Para onde vai o nosso dinheiro...?!

Caneco... para não dizer pior...

Há quanto tempo andamos nisto... os governos sucedem-se, ora o de uma força política ora o de outra, mas as palavras são sempre as mesmas... derrapagens financeiras completamente inesperadas...! buracos nas despesas que eles nunca esperavam encontrar...!

É caso para dizer: c'um caneco (e só porque este blog se quer familiar, na verdade apetecia-me dizer muito mais... e pior...)!!!! Mas onde é que estes senhores doutores andaram antes de decidir que queriam fazer governo?! E o buraco, onde está o dito buraco onde os senhores que lá andaram anteriormente deixaram cair o nosso dinheiro... aliás, onde o deixam cair sempre...?! Ano após ano, mandato após mandato, governo após governo... o dinheiro, o nosso dinheiro, desaparece sempre, de forma sempre completamente inesperada para eles...?!

E eu estou com o Jorge... como é que uma economia recupera se as pessoas não tiverem poder de compra...?!!!

C'UM CANECO!!!!

Rita

Sinto-me roubada

Num curto post venho aqui dizer que me sinto roubada com as medidas impostas ontem à noite para os próximos anos. E não acredito que esta seja a forma de combater a crise. Parece-me que vão apenas diminuir a qualidade de vida e aumentar o sentimento de desespero social, aumentar o desemprego e diminuição extrema da rentabilidade.


Ana Cristina

quinta-feira, outubro 13, 2011

Cantorias

A caminho dos dois anos e sete meses, o Vasco começou agora a cantar.

Reparámos de repente. Eu nem sei bem como, acho que foi de manhã, quando nos arranjávamos e o ouvi trautear alguma coisa. O João disse que o tinha apanhado, dias antes, com a caixa dos livrinhos pequeninos de animais, a cantar canções, precisamente sobre animais.

Agora, se puxarmos por ele, canta quase todos os dias. O «Atirei o pau ao gato», o «Papagaio Louro», o «Parabéns» (hoje cantado ao telefone, finalmente pelos quatro, para a Vera, que completa o seu primeiro aniversário)... Hoje à noite, na altura em que os deitava, cantámos pela primeira vez a «Canção dos Abraços» - um hábito de todas as noites desde há uns anos, provavelmente a cantiga que o Vasco ouviu praticamente todos os dias desde que estava na barriga - a três... limitei-me a perguntar-lhe em voz alta se cantava comigo, para o distrair da birrita que estava a querer fazer por outra coisa qualquer... depois fiquei surpreendida com o que ele já sabia da canção... é muito fixe cantar com os filhos uma música "só" nossa...

Rita

segunda-feira, outubro 10, 2011

O Violino de Auschwitz

Continuando com o que gostaria que se tornasse um tópico regular deste blog hoje sugiro "O Violino de Auschwitz", um livro que escolhi, mais uma vez, por simples acaso numa das visitas que gosto de fazer às livrarias.


“É Dezembro de 1991 e, num concerto de homenagem a Mozart, em Cracóvia, a primeira violinista impressiona o seu colega de trio com o instrumento rústico e humilde.
No dia seguinte, quando ele lhe pergunta como é que o obteve, uma notável história se revela: a da vida de Daniel, um luthier, que sobreviveu a Auschwitz.
A inesperada relação com o comandante do campo e a posterior encomenda de um violino com as especificações de um Stradivadius tornam-se dois momentos decisivos na vida de Daniel no campo de concentração, sobretudo após descobrir o segredo por trás dessa tarefa.”


Este livro foi escolhido pelo resumo que se encontra na contra-capa e que acabaram de ler, mas é muito mais do que nos é descrito. Trata-se de uma história escrita de forma muito simples, num livro que se lê muito rapidamente mas repleto de sentimentos. Transpira fome, transpira medo, transpira impotência. Transpira o que imagino se transpirasse entre os prisioneiros de um campo de concentração.
Gostei e aconselho. E se tiverem pouco tempo para ler não faz mal, porque este livro é mesmo pequeno, mas do tamanho certo.


Ana Cristina

Eu também cá estou...

Pronta para retomar os posts, o blog e as criações Oficinas RANHA. E o Pilas colaborará nalguns posts, pois claro. Ou não fosse ele um gato muito curioso e dedicado.

Ana Cristina

quinta-feira, outubro 06, 2011

Manos

Nestas férias foi notoriamente perceptível que o Vasco descobriu... a Alice.

De repente, a miúda que andava por ali e fazia parte da família, mas como uma espécie de atriz de segundo plano, a miúda que queria sempre (mas sempre) os beijos dele e que o agarrava de vez em quando, tornou-se verdadeiramente importante. Importante enquanto entidade individual que faz parte do mesmo grupo em que nos inserimos, mas com mais capacidades do que as que temos e que por isso é alguém que se deve seguir, imitar e adorar...

Com esta "tomada de consciência inconsciente", o Vasco passou a olhar para a Alice, a querer fazer o que ela fazia, a repetir gestos, vontades, gostos, brincadeiras. É de tal forma que por vezes é preciso chamar-lhe a atenção para o facto dele ser uma pessoa diferente da que ela é e de gostar, por exemplo, de alimentos que ela pede para não comer.

A Alice sente-se feliz com a novidade. «Ele quer fazer tudo o que eu faço...» Vai aprendendo a requisitar-lhe serviços... «ralha com a mãe, ralha, ela foi má para a mana»... a provocar-lhe reacções e a gozar a sensação de se ser influente e adorado... ao mesmo tempo, aprende que por vezes também consegue irritá-lo...

Não sei quando esta relação passará a outra fase mas, neste momento, os dois são verdadeiros companheiros, compinchas de brincadeiras e risos e gritos e perseguições alucinantes e excitadas pela casa.

O que posso eu dizer... é maravilhoso.

Rita

quarta-feira, outubro 05, 2011

Um post sobre lavagem de roupa à mão... desaconselha-se, mas é resultado de umas horas debruçada sobre o bidé...

Nem acredito que hoje consegui esvaziar o cesto da roupa suja... quer dizer, ainda lá tenho uma toalha de mesa e uma mochila, mas a quantidade enormíssima de roupa para lavar à mão... foi-se... Saí vitoriosa!!!!! Depois de meses e meses a acumular roupa com indicação para não ser misturada com a restante trouxa... venci! Venci o cesto!!!

Convem acrescentar que foi bom ter esperado para ver se as peças valiam mesmo a pena ser lavadas à mão... gostaria de ter noção dos rios de tinta que escorreram da maioria delas... no fim, interroguei-me se não poderiam ter sido lavadas todas juntas...


Volto atrás e leio isto. Que treta de post... mas hoje não dá para mais... Amanhã será melhor...

Rita

segunda-feira, outubro 03, 2011

Dois meses completos de ausência...

Pois é, cá estamos. Aparentemente regressadas de dois meses de ausência cibernautica.

Eu não quero deixar este sítio. Tenho aqui tantas opiniões e memórias guardadas, de nós, dos miúdos, do tue circunda a nossa vida...

E então é assim, cá estamos de volta. Depois de irmos de férias, e de termos voltado ao trabalho com os miúdos de férias, e deles também voltarem de férias, e de termos festejado aniversários, e de termos feito pausas para cirurgias, e de nos termos iniciado em encontros para práticas desportivas, e de termos tomado decisões para o início do próximo ano lectivo, e de começarmos o ano lectivo, e de já termos iniciado festas e convívios e vida socio-cultural... cá estamos... depois do tanto que dois meses podem conter... e que nós agora iremos, aos poucos, desfiar...

Sei que agora vamos passar por aquele período um pouco desmotivador, porque ninguém sabe que voltámos e não vamos ter visitas, principalmente a deixar um ou outro comentário... mas ok, estamos por cá, quando quiserem, é só dizerem. Bem vindos.

Rita

terça-feira, agosto 02, 2011

Olá

Depois de uma imensa ausência volto ao blogue, e ao computador porque estive a fazer uma cura de desintoxicação de internet e computadores e sites e blogues e facebooks... Ao contrário da Rita, que esteve de férias (mas escreveu uns posts) eu não estive de férias apesar de ter estado uns dias fora de Lisboa. Visitei o ponto mais alto de Portugal continental e fui passar um belo fim-de-semana ao Alentejo do costume, esse com o pessoal que estava de férias. Mas quase todos estes dias foram dias de trabalho num serviço que continua dia e noite, faça Sol ou chuva, haja pessoal de férias ou de atestado. E não tem sido fácil, porque os ânimos esmorecem com tanto turno extraordinário e com o acumular de dívidas por parte da instituição, que passam pelo pagamento em dinheiro dos turnos extra com muitos meses de atraso e com o acumular do número de dias e de feriados que havemos de (um dia) gozar. Só para que percebam bem. A próxima vez que eu ficar em casa de “feriado”, esse dia refere-se a um dos feriados de Junho de 2007, porque todos os outros que eu estive a trabalhar de lá para cá estão por ser pagos em tempo.

Mas, mudando de assunto, agora que consegui ter o pc desligado durante uns 15 dias seguidos, não visitar blogues nem ir à net durante mais de duas semanas, volto ao meu ritmo de sempre e que inclui umas pesquisas, umas visitas e uns mails não deixando de parte os meus livrinhos que já se acumulavam à espera de belos dias cheios de leitura. E tenho muitos para vos mostrar....

Ana cristina

sexta-feira, julho 22, 2011

Novamente o Badoca



Este ano não eramos para ir ao Badoca. Tinhamos ido há dois anos pela primeira e única vez e se bem que houvesse o plano inicial de repetir a visita este ano, a Alice tinha feito lá a visita de final de ano lectivo há aproximadamente um mês. Ao deparar-me com um promoção da Odisseias de dois bilhetes pelo preço de um, decidimo-nos pela repetição.

O dia foi, como se pretende, muito bem passado. Aprendemos imenso e recordámos algumas aprendizagens anteriores. Para o Vasco foi como uma primeira vez, já que da outra era mesmo muito pequeno. Para a Alice foi a possibilidade de fazer o Rafting Africano enquanto não se paga por esta diversão - já que uma ou outra que eram gratuitas passaram a ser pagas (como a interacção com os lémures)...

O Safari Badoca Park é um divertido programa a considerar. Contudo, dados os elevados preços (16 euros os adultos, 14 as crianças entre os 3 e os 10!), aparentemente sem recurso a quaisquer protocolos, aconselham-se medidas de diminuição de gastos: podem sempre fazer como nós e levar as famosas sandochas e diminuir ao máximo os olhares (e a tentação) para as belas fotografias tiradas pelos elementos do parque.

Rita

quinta-feira, julho 21, 2011

Estas férias...

... decidi fazer umas viagens pelos anos 80 sob a forma de gelado... e acho que já cativei o Sr. Crepe e a D. Panqueca para me acompanharem...

Rita