sexta-feira, julho 22, 2011

Novamente o Badoca



Este ano não eramos para ir ao Badoca. Tinhamos ido há dois anos pela primeira e única vez e se bem que houvesse o plano inicial de repetir a visita este ano, a Alice tinha feito lá a visita de final de ano lectivo há aproximadamente um mês. Ao deparar-me com um promoção da Odisseias de dois bilhetes pelo preço de um, decidimo-nos pela repetição.

O dia foi, como se pretende, muito bem passado. Aprendemos imenso e recordámos algumas aprendizagens anteriores. Para o Vasco foi como uma primeira vez, já que da outra era mesmo muito pequeno. Para a Alice foi a possibilidade de fazer o Rafting Africano enquanto não se paga por esta diversão - já que uma ou outra que eram gratuitas passaram a ser pagas (como a interacção com os lémures)...

O Safari Badoca Park é um divertido programa a considerar. Contudo, dados os elevados preços (16 euros os adultos, 14 as crianças entre os 3 e os 10!), aparentemente sem recurso a quaisquer protocolos, aconselham-se medidas de diminuição de gastos: podem sempre fazer como nós e levar as famosas sandochas e diminuir ao máximo os olhares (e a tentação) para as belas fotografias tiradas pelos elementos do parque.

Rita

quinta-feira, julho 21, 2011

Estas férias...

... decidi fazer umas viagens pelos anos 80 sob a forma de gelado... e acho que já cativei o Sr. Crepe e a D. Panqueca para me acompanharem...

Rita

sexta-feira, julho 15, 2011

Aventuras de férias

Desde que chegámos ao nosso Alentejo que fomos ficando sem esquentador, tanto que nos últimos dois dias tomámos os banhos praticamente gelados.

A coisa era estranha porque o dito esquentador ainda pode ser considerado novo; deve ter cerca de um ano e foi pouco usado até agora, comparativamente com os utilizados diariamente nas nossas casas. De qualquer forma, era certo. Regulássemo-lo nós para a maior ou menor quantidade de água, para mais ou menos quente, a chama mantinha-se acesa durante certa de dois minutos e apagava-se em seguida. Este era precisamente o tempo que demorava o frio da água a ficar cortado, situação que se mantinha por mais dois minutos. Depois, vinha o gelinho.

Pronto, nós somos adultos e tal, mesmo com as imprecações que soltássemos, aguentariamos. O pior era para os miúdos, os dois colocados por baixo do duche depois das devidas explicações do que iria acontecer e do facto de ser necessário que, mediante indicação, colocassem as cabeças para trás para se poder tirar o shampo das cabeças e demorar o menos tempo possível.

Foi uma aventura que durou três dias e que me trouxe à lembrança os meus tempos de parque de campismo, quando pequena, em que a maioria dos banhos eram de água gelada e nada de queixas, que outra solução não havia e aquela poderia até ser a melhor para restaurar energias e nos fazer sentir vivos.

Hoje veio um senhor da terra ajudar-nos. E eis que dois minutos também terá demorado, mas a descobrir que a questão era a botija estar mal colocada... Dez euritos pelo serviço e pela humilhação...

Rita

quinta-feira, julho 14, 2011

Pensamentos de viagem(ns)

Ao longo do caminho que fizemos de Lisboa para o nosso Alentejo, veio-me à memória o passeio do ano passado pela Irlanda.

É estranho ter saudades de um local que só se conheceu nas férias e em férias. Não senti o mesmo em relação à Polónia, apesar de ter gostado muito dessa viagem. Quanto a outras, mais antigas, não posso dizê-lo, foi há algum tempo, eu era diferente e a forma como viajava também.

Acho que pode ser pelo facto de, na Irlanda, termos andado de um ponto para outro, a conduzir. Ou então porque a paisagem parece preencher melhor todo um imaginário relacionado com filmes e histórias que recordo e que no fundo nunca pensei que se enquadrassem tanto ali. Melhor dizendo, nunca pensei que tinha esse imaginário, ou que tinha a necessidade de o realizar diante dos meus olhos.

É estranho, mas em momentos em que preciso de descansar, vem-me a Irlanda à cabeça e tenho a ideia bizarra que ali a vida parece melhor e mais simples e que deve ser mais fácil viver num local verde e com pouca gente. Parece-me não ser fácil de perceber e até consistir numa ideia um tanto ou quanto imbecil, mas talvez seja esse o papel dos nossos imaginários, até daqueles que conseguimos um dia concretizar não só dentro de nós mesmos...

Rita

quarta-feira, julho 13, 2011

Por aqui muito trabalho

...

Se uns estão de férias, os outros andam a fazer turnos duplos e complicados. Espero amanhã poder vir aqui fazer um post.

Ana Cristina

segunda-feira, julho 11, 2011

Custou...

... foi à volta de um mês e meio muito chato, de um stress e desstress constante, de andar sempre na perspectiva desta etapa chegar... Ufa...!!!! Estamos de férias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Rita

segunda-feira, julho 04, 2011

Mentirinhas




Ando a tentar colocar aqui este vídeo há uma série de tempo, devido a algumas mudanças nas definições do You Tube... em todo o caso, se conseguir que isto se visualize, chego à conclusão que o procedimento se simplificou e que eu é que não quis acreditar que tal seria possível... Adiante...


Imagens sobre como o nosso actual Primeiro, quando ainda era só candidato a Primeiro, achava que nos tirar algo do 13º mês era um total disparate... como as coisas mudam... Mas pronto, foi há muito tempo atrás... ah não?! Pois, foi só em Abril, né... Ah, mas foi no dia 1... o das mentiras... Ok, está explicado...

Rita

quarta-feira, junho 29, 2011

História triste mas que se quer com final feliz

O J. e a B., que é irmã da minha grande amiga V., queriam um filhote. Tentaram, não conseguiram e foram ao médico. Descobriram que a B. tinha endometriose e, coincidentemente, problemas renais para os quais teve de ser operada.

Com essa primeira parte controlada, passaram à planificação do filhote e ingressaram as fileiras dos tantos casais que não conseguem ter bebés e se inscrevem nos processos de fertilização no serviço de saúde.

Ao terceiro programa, conseguiram. Dois gémeozinhos rapazes num útero muito desejoso de os receber, o A. e o A..

Com a gravidez, continuaram os problemas. Síndroma de hiperestimulação ovária, óvulos inflamados de tanta medicação, uma grávida sempre sorridente mas cheia de dores, somente capaz de dormir sentada.

Depois, os problemas de uma bexiga contraída, incapaz de urinar. Um colo de útero curto curto, o A. e o A. prontinhos para nos fazer companhia neste mundo antes do tempo necessário.

A B. teve de ficar internada em repouso uma temporada, as pernas ligeiramente para cima para que os bebés não decidissem surpreendê-la. E, prestes a fazerem 29 semanas de gestação (sete meses, mais coisa menos coisa), eis que se cansam de lá ficar.

O A. e o A. nasceram, mínimos, mas, dentro das dificuldades inerentes à sua prematuridade, bem. E por lá foram andando, enchendo os seus pais de expectativas. Quase uma semana depois de nascer, o A. não resistiu a uma infecção e foi-se.

O J. e a B. continuam a ir logo de manhã para o hospital. O J. senta-se cá fora, no exterior do serviço, porque ainda não consegue entrar lá dentro. A B. vai sentar-se ao lado da incubadora do seu único A., de costas para a que albergava aquele que era o seu outro. E lá fica, com uma mão a acarinhar o seu menino e a outra a enviar, por telemóvel, mensagens escritas de telemóvel ao seu homem. No fim do dia, os dois voltam a casa.

Não há palavras para descrever o tanto que gostaria de lhes fazer chegar e que eles, com toda a certeza, já sabem. Não há dia em que não lhes envie toda a minha solidariedade e carinho, à família de três que vai despontando.

Rita

sexta-feira, junho 24, 2011

Afinal fui!

Não fui ao jantar mas depois de fazer o post mandei umas mensagens a umas colegas de curso. Passado algum tempo recebi um telefonema a desafiar-me a aparecer e a beber um copo com o pessoal. Esqueci naquele momento o motivo porque tinha decidido não ir e o trabalho para entregar com atraso foi adiado por mais umas horas. Rumei para o restaurante e encontrei um grupo barulhento de umas 16 mulheres e um homem (coitado). Nada que se compare a enorme grupo que terminou o curso no dia 21 de Junho de 1991, mas ainda assim um belo grupo.

Fizemos uns brindes, trocamos umas novidades, moemos o rapazinho do restaurante pra nos tirar umas fotos com todas as máquinas disponíveis (nem eram assim tantas). No fim marchamos para casa, no meu caso, depois de ainda ter ficado mais um bom tempo dentro do carro a trocar novidades com uma amiga de longa data daquelas que quando nos encontramos sentimos o mesmo carinho que sentiamos antes. O tempo afastou-nos mas algumas daquelas pessoas que revi há dois dias estão no meu coração com a mesma intensidade que estavam nos anos de curso...
Deixo a foto actualizada e só digo que eu estou nas duas, agora que quiser que adivinhe quem sou eu.

Ana Cristina

quarta-feira, junho 22, 2011

Ganda cota!

Ontem fez anos que o curso acabou. Na altura ainda se fazia nas escolas uma cerimónia de entrega de diplomas com farda, e nalgumas colocava-se um quepe (aquele chapeuzinho que aparentemente serve só para enfeitar e que não faço ideia como se escreve o nome) a completar a farda da escola. Ainda não se admitia sequer a ideia das escolas assumirem calças como fardamento de mulheres e havia mesmo cenas tristes como nalgumas instituições obrigarem a usar saiote. Não se sabia também que agora os estudantes de enfermagem chamam Faculdade à escola e que libertaram-se de cerimónias tacanhas e antiguadas mas vão todos contentes comprar traje académico e benzer as fitas como sendo cerimónias tradicionais. Diga-se que não tenho nada contra o pessoal se divertir e fazer as festas que quiser. Só me parece trocar uma tacanhisse por outra,mais nada.Se estivessemos nos States estava na altura de fazer uma daquelas festas que se vê nos filmes, com baile, vestidos de gala e confetis. Por estas bandas parece que alguém organizou um jantar para hoje, mas como eu só soube ontem não vou. Tenho pena. Gostava de ver alguns daqueles colegas e tentar perceber se tiveram o percurso que eu pensei que teriam. Pode ser que daqui a uns cinco anos possamos fazer o baile das bodas de prata (vá de reto que eu não casei com a profissão) de preferência marcado com um bocadinho de tempo de antecedância.

Deixo a fotografia da época e lanço o desafio de tentarem adivinhar qual das "enfermeirinhas" é a minha pessoa. (eheheh)

Ana Cristina

quinta-feira, junho 16, 2011

Já vos aconteceu?

Sentar-me com o computador junto a mim, preparadíssima para um post, decidir-me a viajar um pouco pela net nos momentos prévios e...

... dar por mim, de repente, de olhos fechados, a dormir...

Rita

quarta-feira, junho 15, 2011

E dela

Ontem à noite, quando a fui deitar, as duas ainda na cama, a trocar umas palavras sobre o dia, primeiro de praia-campo da escola. Ela havia-se queixado de cansaço e dores nas pernas e eu indaguei:

- Quando é que te começaram a doer as pernas hoje?

- Foi quando a Dina me foi buscar.

- Não pediste colo à Dina, pois não?

- ... Pedi... Mas ela não deu.

- Oh filha... que vergonha... tu já és crescida, andas a pedir colo...?

- Mas eu depois pedi-lhe desculpa.

- Ah sim?! Está bem, menos mal. E ela?

- ... Quer dizer... eu ia pedir... mas depois não pedi.

- ... então...

- Oh mãe, eu ia pedir desculpa, eu queria pedir. Mas não pedi. Esqueci-me.

Rita

sábado, junho 11, 2011

Dele

O pai e a mana iam à frente, já a subir pelas escadas da encosta. Eu e o Vasco atrás deles, ainda no areal. Ele, de repente, por incompreensão de algo que eu fiz, a querer calçar as sandálias. E eu:

- Não, Vasco, não nos devemos calçar enquanto estamos na areia porque custa mais a andar, percebes...?

E ele, do alto dos seus dois anos:

- O Vaco anino...

- O Vasco é pequenino?

- Xim. Não xabe.

Rita


*umas quantas risadas e horas depois, surgiu-me a questão sobre se ele queria dizer antes que «não subia» e não que «não sabia»... em todo o caso, eu é que lá estava, ele também nunca me irá conseguir explicar, portanto, sou livre de interpretar como quero... o meu filho fez alarde da sua ignorância e pronto.

quinta-feira, junho 09, 2011

Já não posso ouvir a palavra "resíduos"!

Por favor...

... há por aí alguém que saiba se existe algum abaixo-assinado ou petição pública para conseguir que saiam do ar os estúpidos anúncios radiofónicos dos resíduos-que-não-deixamos-na-nossa-casa-e-por-isso-também-não-deveriamos-deixar-acumular-no-nosso-corpo?!!!!! É que não suporto aquilo, deveriam receber um prémio pelo pior anúncio de todos os tempos... E já agora, acabei de ver o da televisão, podem acabar também com ele... detesto anúncios de produtos de emagrecimento com mulheres magérrimas que nunca tiveram uma preguinha de pele a mais que desse para agarrar, em toda a sua vida... É ridículo, mas pior... é ultrajante pensarem que aquilo engana alguém e que existirá porventura um possível cliente tão palerma que pense que aquelas pessoas tomaram aqueles produtos para ficar assim...


Rita

quinta-feira, junho 02, 2011

Um ano depois

E, numa cena que lembrava a de exactamente há um ano (que, não me perguntem porquê, não consigo linkar), desta vez só com ele, o tio fez de conta que a água estava maravilhosa e cumpriu o seu papel de adulto. E o pequeno? Esse, pode até admitir que a água está fria mas uma hipótese de ir a banhos não se pode desperdiçar.

A tia adorou os belos mergulhos, com pirolito acompanhado, do pequeno príncipe. Vibrou com os gestos dele "a nadar à cão" como se fosse o seu meio natural. E achou maravilhosa a forma como ele, de forma cautelosa e segura correu dentro de água e caiu, se levantou e adorou...

E no resto da praia todos se regalaram a ver o Vasco a fazer uma festa dentro de água.

Ana Cristina

quarta-feira, junho 01, 2011

As férias...

Foram uns dias bem passados em terras bem conhecidas do Alentejo. Tivemos direito a uns bons dias de Sol, a praia com pouca gente como é costume na época e muita brincadeira. O Vasco foi connosco e parece que também adorou.
Três gerações em férias, com momentos bem maravilhosos.


Ana Cristina

Conversa rápida comigo própria

Bem, isto de vir de férias e ter um trabalho para entregar dois dias depois não tá certo. Foi entregue com uma hora de atraso mas agora já está.

"Amanhã" faço um post sério. Agora vou dormir.


Ana Cristina

sexta-feira, maio 27, 2011

Passeios de fim de ano e comoção

Foi há umas horas, apenas esta manhã, que a Alice foi no seu passeio grande de final de ano lectivo. Agora dorme, de perninhas ligeiramente escaldadas do Sol. Estava cansadíssima, mas a caminho da lavagem dos dentes ainda dançava pela sala e falava nas pegadas que ela e os colegas tinham visto. De urso, dizia. E garras, também tinham encontrado garras.

Nos dias de passeio grande, eu acordo igualmente contente e expectante. É um tipo de excitação indirecta de mãe, em que se fica feliz porque o filho vai ver coisas e conhecer coisas novas... em que se revive todos os passeios que se fez, a excitação com que se partia para eles e o dia maravilhoso que se vivia.

Fico sempre comovida quando os vejo a sair da escola e a encaminhar-se para a carrinha. Não consigo explicar, mas vêm-me as lágrimas de contentamente e emoção aos olhos, é todo um ciclo que se completa no final de um ano lectivo, eles um ano mais velhos, uma aparência mais crescida, nós ali, para acompanhar e assistir, privilegiados. É maravilhoso, enternecedor, comovente.

Rita