terça-feira, maio 24, 2011

Mudanças

Nos últimos dias tive de escrever algumas vezes a correspondência, por extenso, às siglas IMTT. Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres. Haverá alguém que se tenha esquecido da famosa DGV?! Haverá ainda quem pense em DGV em vez de IMTT?! Confesso que a maioria das vezes, neste caso, acho que sim. Comigo acontece, confesso, e tenho a ideia que à minha volta isso se dá com quase toda a gente...

Pergunto-me quantas siglas o novo Governo... o que se formar depois das eleições de 05 de Junho... irá mudar... quantos nomes de institutos, departamentos, ministérios... quantos timbres, placas, carimbos, objectos, materiais... e ainda quanto dinheiro se gastará em tudo isso, nessas "pequenas" mudanças... e ainda nas decorações de gabinetes, alterações de carros (os senhores directores às vezes até gostam mais de outros modelos de carros que não os que já existiam para os senhores directores anteriores)... e em quantos a mudança será tão mal conseguida como no caso da ex-DGV-actual-IMTT...

Rita

domingo, maio 22, 2011

Dia especial de festa e passeio

À semelhança do ano passado, o aniversário da Sofia, este ano, também deu comemoração com direito ao convívio com bons amigos e a um belo passeio no campo. De muito diferente teve a Quinta Derrainhas, onde uma carroça puxada pelo Zeca nos levou (aos de palmo e meio, os outros tiveram de caminhar a bom passo). Foi aí que conhecemos e fizemos festas à Maria, à Joana, à Alzira, à Bela, e a mais umas quantas burrinhas que ali moram. Ainda pudemos contactar uma égua meiguinha (cujo nome não recordo), três cabrinhas simpáticas (sem nome), um par de gansos com um filhote e um conjunto de galinhas caçadoras (de toupeiras, para mim era uma toupeira que ali estava no bico)... Para além de passeios, a Quinta tem muitas outras actividades planeadas, para miúdos e graúdos... fica a ideia para um dia divertido...

Rita

sexta-feira, maio 20, 2011

Um grande susto

Ontem por esta altura estava eu incrédula, quase em pânico e a pensar que as Oficinas RANHA tinham desaparecido da blogosfera.

Mesmo no final do dia, altura em que pensei vir aqui fazer um post sobre um outro susto que passei, deparei-me com uma mensagem que dizia que o blog tinha sido apagado. Tentei entrar no mail das oficinas e aparecia alguma coisa do tipo "foi detectada uma actividade suspeita". Ainda usei a técnica de esperar um bocado e voltar a tentar, a de ir ver se os outros blogs do Blogger também tinham o mesmo problema, mas nada, estava tudo bem menos o que nos dizia respeito.

Fui-me deitar a pensar que se calhar tinhamos perdido este espaço, que a nós nos dá muito prazer.

Esta manhã a coisa estava tal e qual como no dia anterior. Aí resolvi seguir o conselho do gmail e pedir um código de resolução de problemas que se recebe por telefone. E assim foi. Afinal era um problema de fácil resolução. Foi só mudar a password do mail e tudo voltou ao normal.

Se vos acontecer o mesmo não empaniquem, sigam as instruções e escusam ter ter uma noite mal dormida.

Ana Cristina

segunda-feira, maio 16, 2011

No nosso parque



No nosso parque encontramos caras conhecidas e fazemos amigos. Partilhamos confissões, gelados, brinquedos, novidades, batatas fritas, jogos, correrias, risadas e gargalhadas. De vez em quando há música e ensaiamos movimentos de dança. Ensinamos e aprendemos a dar cambalhotas nas cordas do baloiço. Zangamo-nos com quem possa dizer mal de nós. Tentamos ler jornais ou livros mas nunca conseguimos porque há demasiado para ver, inclusivamente filhos. Corremos atrás de pombos e nunca, nunca, nunca nos cansamos. No nosso parque passamos dos fins de tarde mais espectaculares do mundo, temos a certeza absoluta.

Rita

sexta-feira, maio 13, 2011

Cantos da nova casa 2

Daqui, posto de controlo do Pilas. Numa rua com muito movimento. Tanto automóvel, como de passarinhos e pombos. E como ele gosta de passarinhos...

Ana Cristina

terça-feira, maio 10, 2011

Evolução dos tempos e/ou das idades... medo...

Alice e R., 05 e 06 anos, a brincar cá por casa, cada uma a segurar no seu telemóvel de plástico, eu a ouvir:

A - Amiga, estou cá em casa, estou tão contente, está cá o meu namorado e ele dá-me tantos beijos... na cama...!

R - Que bom amiga, venham cá a casa, tenho camas para todos, para toda a nossa família...!


Rita

segunda-feira, maio 09, 2011

A Seco

Num livro de leitura fácil o seu autor conta-nos uma época da sua história de vida. Em Nova Iorque Augusten Burroughs é, na altura, um jovem adulto já com sucesso como publicitário. Vive numa boa zona da cidade, tem um bom salário e uma vida social activa. Detentor de uma personalidade instável e insegura, refugia-se diariamente no álcool e nas relações ocasionais, sofre de crises de amnésia e começa a ter comportamentos profissionais embaraçosos. Um dia, no trabalho, é pressionado a admitir o seu alcoolismo e a aceitar fazer um tratamento de desintoxicação. Esse é apenas o primeiro passo para o crescimento interior, onde se reformulam sobretudo as suas necessidades emocionais. Mas este, como qualquer percurso de desenvolvimento pessoal, não é isento de sofrimentos …


Gostei sobretudo da forma simples como o autor escreve os seus sentimentos mais profundos e nos mostra as suas fragilidades. Gostei muito deste livro e vou à procura do primeiro do autor onde, ao que parece, podemos ler sobre a sua invulgar infância e adolescência. Quando encontrar “Correr com Tesouras” eu venho aqui contar.


Ana Cristina

domingo, maio 08, 2011

Hoje fomos ao cinema...

... e depois, contámos o filme ao pai:

- Era sobre dois papagaios azuis. Estavam quase sempre juntos porque estavam presos um ao outro. Porque um senhor tinha prendido os papagaios.

- O quê, tinha-os roubado?

- Sim, para ganhar mais dinheiro. Mas esse senhor já tinha roubado muita coisa! Papagaios, papagaios, papagaios... e um morcego...! E pintainhos. Um pintainho azul que estava sempre assim: «Socorro, socorro, socorro!»

- E os papagaios gostavam um do outro?

- O papagaio é que gostava da menina [papagaia, entenda-se... ou melhor, arara, mas isso não vem ao caso]. A menina estava sempre contra a gaiola. Depois... estava quase a ser Carnaval...

- Então e conta lá, os papagaios, o que é que queriam?

- Queriam soltar-se para viverem livres.

- E eles conseguiam fazer as mesmas coisas?

- Não. Porque ele não voava. Porque na primeira parte do filme era ele muito pequenininho a dormir... e os papagaios todos a voar... Ele não conseguia porque ele não tinha mãe...

- E depois, ele conseguiu voar?

- Sim. Eram todos a voar... E depois ele teve um voto de confiança e voou.


Rita (e Alice)

Ideia introduzida recentemente cá em casa: voto de confiança.

quinta-feira, maio 05, 2011

Eu,,,

... defensora dos pobres e oprimidos, dos que lutam nas suas guerras com armas menores me confesso:

- Não acredito que o aperto do cinto que as medidas hoje aprovadas nos vão obrigar a fazer sejam justam e absolutamente necessárias. Estou mesmo convicta que, à custa de uma pretensa política de controlo da dívida do País vamos quase todos perder muito, mas que o País não vai ganhar nada.

- Amanhã só não estarei de greve porque estou de folga.

- Hoje torço pelo Braga, apesar da minha simpatia ir muitas vezes para o Benfica

Ana Cristina

terça-feira, maio 03, 2011

Dela

Há duas noites atrás, já na cama e enquanto eu me afastava para sair do quarto:
- Mãe, como é que o coração bate?
-Muito depressa, pum-pum, pum-pum, pum-pum...
- Mas não bate contra as paredes do nosso corpo, pois não?!

Rita

domingo, maio 01, 2011

Momento lamechas

Lamechice 1:


Há uns tempos, o U. dizia que o dia do nascimento do filho tinha o mais feliz da sua vida. Fiquei a olhar para ele, sem concordar por inteiro. A partir do momento que se tem filhos, parece irrisório limitar a felicidade ao dia em que apareceram objectivamente nas nossas vidas. Não obstante, algo é certo: quando fui mãe, senti-me como se voasse... tudo parecia mais leve e iluminado e belo... e as lágrimas vinham-me aos olhos de cada vez que me ocorria o pensamento que não pensava poder ser tão feliz...

Talvez o U. tenha de facto razão. O dia é por si só um marco. O marco.

É difícil explicar a máxima que se costuma dizer a propósito. Apesar de não apreciar lugares-comuns, sou obrigada a concordar que nada a partir desse dia é igual.

O Dia da Mãe é aquele em que se festeja isso. Aquele em que, quando miúdos, fazíamos um trabalho para a nossa e em que, ansiosos e contentes, esperávamos a sua expressão de orgulho. Mas mais do que isso, o Dia da Mãe, quando se é mãe, é aquele em que esperamos os trabalhos que fizeram para nós, rebentamos de orgulho com o orgulho deles e de felicidade por sermos tão, tão sortudos.

Lamechice 2

Os trabalhos que a minha irmã fez no mestrado sobre parentalidade têm razão. Quando somos mães, pensamos mais nas nossas.

Madrezita, estavas tão longe hoje na mesa do almoço... por isso, daqui deste canto virtual, fica dito: todos os dias, em todos os meus momentos de mãe, o que mais desejo é, quando crescer, ser como tu.

Rita


Desculpem a lamechice, hoje deu-me para isto.

sexta-feira, abril 29, 2011

1-2 experiência ...

Esta coisa dos telemoveis que dão para fazer tudo tem a sua graça, mas só na hora de o comprar porque no resto do tempo eles servem mesmo é para fazer uns telefonemas e mandar umas mensagens. O meu vai fazer um ano em breve e serviu também para receber uns mails.

Hoje estou a tentar fazer um post. Esperemos que corra tudo bem.

Ana Cristina

segunda-feira, abril 25, 2011

Olá, cá estou eu!

Confesso: este blog faz-me falta. E os outros, que costumava ler assiduamente, também.

Nem sei como começou o distanciamento... mas desse passou-se facilmente para o comodismo de me dedicar a outras práticas que não a de ligar o computador, escrever, ler, procurar, pesquisar...

Este blog precisa de uma volta. Mas isso não significa que esta não esteja já a ser planeada ou que se pare até lá.

Não podendo garantir o meu regresso até ao fim do mês, prometem-se novidades ou actualidades de certeza pelo menos para Maio.


Rita

terça-feira, abril 19, 2011

Instantes entre tia e sobrinha

No outro dia, enquanto iamos no carro (no rádio ouviam-se as notícias diárias);
Alice: - Pedro Passos Coelho, Pedro Passos Coelho, já ouvi tantas vezes este nome... eu nem sei quem ele é mas não gosto nada dele.

Ana Cristina

quarta-feira, abril 13, 2011

De volta...

... de dois-três dias passados no Alentejo com os pais e os sobrinhos. O Sol sabe sempre bem mas, depois de um Inverno onde a chuva dominou os nossos dias e destes dois meses loucos que passaram, estas duas tardes de praia trouxeram mesmo vontade de férias, de Sol e maresia.

Agora, e até ao fim-de-semana, o projecto é esvasiar mais umas caixas de tralha.

Ana Cristina

sexta-feira, abril 08, 2011

Mudanças

Desde o inicio do ano que as mudanças têm sido muitas.

Primeiro foram as expectativas de futuro, porque estavamos em época de mudança e ano novo vida quase nova mas novos projectos. Ao mesmo tempo vieram notícias de desempregos e de aproximação de tempos mais difíceis. Mais tarde novas notícias que provocaram uma avalanche de sentimentos confusos e ambivalentes. E por fim acontecimentos que vieram pôr fim, por enquanto, aos projectos à muito desejados.

A acompanhar, duas notícias boas. Arrendamos o apartamento a partir do inicio deste mês e mudamo-nos de bagagem, caixas de cartão etiquetadas e Pilas para o novo apartamento que nos esperava desde o inicio do mês passado mas que estava a ser lentamente preparado para nos receber.

E assim, entre caixas, novos cantos e barulhos estranhos à pouco mais de uma semana vivemos neste novo lar, que agora começa a parecer nosso apesar das paredes do quarto ainda não estarem a gosto e das imensas caixas de cartão no quarto dos desarrumos.

Fotos para ilustrar as mudanças só umas do Pilas. Mas ficam para amanhã, porque só agora consegui encontrar o saco dos cabos da máquina fotográfica.

Foi por estas, e por outras, que não apareci a dar notícias.

Ana Cristina

terça-feira, março 15, 2011

Decisões importantes, ou não...

Depois de um longo período de ausência quase que me sinto envergonhada por aqui vir, mais uma vez, dizer que esta fase vai passar mas na verdade é isso mesmo que vai acontecer.
O certo é que desde o inicio do ano a minha participação no blog, como nas oficinas, não tem sido nenhuma e já nem sei se o melhor seria desistir deste pequeno projecto de participação neste mundo imenso que é o da blogosfera. Depois penso que este cantinho já me ajudou a “conhecer” umas pessoas e os seus interessantes espaços, que se desistirmos vamos ter muita pena dessa decisão e saudades do nosso cantinho. Também reconheço que, em fase de maior investimento, o “arranha no Trapo” nos traz também algumas alegrias e isso compensa tudo.
Decido neste momento, que este espaço tem de renascer e que, eu a Rita, temos de fazer umas mudanças nesta nossa dinâmica de manutenção do blog e sobretudo alterar as nossas práticas.
Assim será, se a Rita estiver de acordo, claro.
Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Domingo bem passado

Ontem fomos à Quinta da Regaleira ver "Ciranda - Baú de Lendas", pelos TapaFuros. E fica a ideia: se quiserem passar uma bela e divertida manhã em família, levem-na a rir até às lágrimas com o excelente profissionalismo desta companhia de teatro que este ano completa duas décadas de vida. A sério, vale mesmo a pena. Um bilhete para a peça vale 7 euros e pode visitar-se a Quinta em seguida.
Esta foi uma das razões porque o nosso domingo de ontem foi espectacular. Podendo claro, juntar-se o facto do dia estar lindo, quente e solarengo. Ou o de termos tido a companhia de um maravilhoso grupo de amigos. Ou o de termos juntado todos estes ingredientes ao frango assado que depois comemos no jardim, à laia de piquenique.


Rita
* A imagem foi tirada do blog dos TapaFuros.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Dimensão paralela na EPAL

Ontem, quando chegámos a casa, não tínhamos água.
Os senhores da EPAL tinham-nos mandado uma carta há um mês a dizer que deveriamos actualizar a leitura do nosso contador. Para isso teriamos que ligar gratuitamente a dar a leitura ou fazer uma marcação, também gratuita, para virem fazer a leitura. Adiámos a coisa.
Dizem os senhores da EPAL, ou melhor dizendo, a senhora que nos atendeu a reclamação, que entretanto tornaram a enviar outra carta a dizer que vinham a nossa casa ontem. E que, como não estávamos, apesar deles terem feito uma marcação - unilateral, entenda-se, e sem qualquer comprovativo em como havíamos recebido a carta -, tinham-nos desligado a água. A cereja no topo do bolo? Que teriamos de pagar 50 euros pela deslocação do técnico que iria ligar a água novamente.
Portanto, vejamos. Temos clientes bons pagadores, que nunca deixaram de pagar a conta da água. Mas desligamos-lhes a água na mesma porque não estão quando os informamos que lá iremos. O facto deles nunca terem recebido a dita informação sobre a nossa ida não interessa nada. Afinal, o que é isso de cartas registadas e avisos de recepção? Ah, é uma coisa que nos dá a certeza de que o outro lado recebeu o que lhes queriamos enviar?! Ok, que se lixe.
Sou só eu que acho isto uma tremenda prepotência?! Mas desde quando é que se inventou outro tipo de razão para suspender o fornecimento de um bem, que não seja a sua falta de pagamento????!!!!!
Sim, sim, estou a falar da mesma empresa que nos passa os recibos de pagamento em outro nome porque se recusa a fazer um contrato no nosso uma vez que o antigo contratante não passou uma declaração a dizer que o contrato iria mudar. Isto deve ter uma tremenda lógica algures e eu é que ainda não a encontrei...

Rita