segunda-feira, agosto 30, 2010

Nada de especial

Por causa do cansaço e da Alice também ter ficado com varicela e do Vasco estar a dar más noites provavelmente devido às comichões das crostas enormes que ainda tem, não tenho cá vindo... sei que estou sempre a dizer o mesmo, mas às vezes é mesmo o que há para dizer... eu continuo a gostar de cá vir e escrever e contar e mostrar...

Fiquem com uma das milhentas trafulhice do puto:


Rita

terça-feira, agosto 24, 2010

Um dos presentes da Alice foi uma vivenda T0 pré-fabricada.
Há muito tempo que esta ideia rondava nas nossas cabeças. Inspiradas pela casa que a Ana Ventura mostrou aqui, temos falado muitas vezes em construir uma para a Alice.
Foi desta. Não a fizemos juntas porque as vidas não proporcionaram a junção dos tempos mas, entre a sujestão da Rita, umas ieias conjuntas e a minha mão de obra saiu esta casa.


Este é um modelo único, mas se pudesse fazia agora uma meia dúzia, com todas as ideias que agora tenho.
Para quem quizer a receita esta foi feita com:
Ingredientes; duas caixas de cartão, muita cola, papel de jornal e um pedaço de cartão ondulado, dois pacotes de litro de leite e uma lata de chocolate em pó.
Material necessário; x-ato, tesoura, trincha grande
Muita imaginação e algum espaço. E já agora um carro com mala grande, que esta foi dificil de entrar no monovolume da Rita

E podem ter a certeza que fazem as delicias tanto da gente minorca como dos felinos.
Ana Cristina



segunda-feira, agosto 23, 2010

Papéis e papelinhos

Não percebo.
No hospital, uma médica credenciada passa uma declaração, vulgo atestado, para ficarmos em casa com um filho doente. Dos tantos dias aos tantos dias, obviamente.
Do serviço mandam-nos fazer uma declaração - e como temos três dias para entregar o atestado, calculo que o prazo seja o mesmo para a dita declaração, pressupondo por isso que temos de a fazer em casa, onde estamos, com o filho doente - a dizer que somos a única pessoa ou a pessoa adequada a acompanhar o filho.
Por fim, como se o segundo passo não fosse já suficientemente ridículo, quando voltamos para o trabalho, no final do período que a médica nos estipulou - a nós, devidamente identificados através da apresentação do BI aquando da passagem do atestado - temos de fazer a chamada "apresentação ao serviço", um documento onde dizemos que voltámos.
Não percebo.
E pior, recuso-me a perceber a dinâmica da burocracia, desta troca de papéis e papelinhos... num mundo onde se continua a burocratizar demasiado, a falar - mas só a falar - que os sistemas deviam estar informatizados, que gastamos muito papel, que as florestas estão a arder desenfreadamente...
Rita

domingo, agosto 22, 2010


Neste dias em que aqui faltei, andei de volta do meu puto (que, apesar de uma semana e meia inteirinhas comigo, continua a adorar de paixão... o pai), fiz algumas arrumações, dediquei algum tempo a mim mesma (enquanto o rapaz dormia)... e fiz cinco anos de maternidade!!!!!!!!
É verdade, a Alice fez cinco anos. E, podendo falar de mais coisas sobre o assunto, como por exemplo a dificuldade de fazer anos em Agosto e ainda por cima com um irmão com varicela, por hoje vou só dizer que, com todos os revezes, a festa foi um sucesso.
Fotografei os bolos porque ficaram lindos e são maravilhosos. Saíram das mãos da Andrea, que se dedica a esta arte em par-time e que não poupou esforços para ir de encontro às minhas ideias. A Alice queria um bolo das Winx, com destaque para a figura preferida (a qual ela denomina de "rosa" porque nunca lhe conseguirá decorar o nome - "Flora"). Pedi dois à Andrea. O primeiro foi para a escola e fez um sucesso brutal, com trinta meninos a quererem fazer festinhas à boneca e levá-la para casa. O segundo foi cá para casa e ela adorou que tivesse o nome dela e as ditas cujas bonecas como prenda extra (foram compradas à parte). Àparte a beleza, o interior é divinal. Vale a pena fazer a publicidade, viva o Mundo Nham.
Rita

segunda-feira, agosto 16, 2010

O miúdo está com varicela.
E hoje até dá/deu para escrever, descontrair, fazer umas arrumações, porque ele acordou e esteve melhor durante todo o dia. Mas de quinta a domingo foi um suplício a ver as borbulhas a apoderarem-se dele, a febre sempre a subir aos 39º e com menos de oito horas de intervalo, o incómodo, a choraminguice, o pedido constante de andar constantemente ao colo.
Não fazia ideia como o aspecto da varicela grita à distância para não nos aproximarmos. E como aparece na cabeça, nos pés e mãos, nos olhos, nos genitais, na boca. Só dá pena.
Já está a recuperar, mas enquanto não fica totalmente bom estamos os dois por casa, a trocar mimos.
E claro, vamos contando o tempo que demorará para aparecer à Alice.
Rita

segunda-feira, agosto 09, 2010

Só muito rapidamente...

... venho cá num instantinho dizer que ainda estou a trabalhar... e que vou continuar... e que, tirando de manhã, hoje não vi os putos... que o meu lanche, jantar e ceia foi uma sandocha de presunto, um copo de leite, umas colheradas de gelado de melancia e o descafeinado que tenho aqui ao lado do computador, para beber... que estou cansada, mas um pouco eléctrica... mas que, assim que tiver que sair do blogger e recomeçar o trabalho, vou ficar pedrada de sono...
Pronto, só para terem um bocadinho de pena de mim... pena não, vá, solidariedade...... O que vale é este mês devo ganhar uma comissão maior... eheheheh (vocês não percebem mas este riso do lado de cá é sarcástico e tem cá a ver com coisas... eheheheh)
Beijocas, que tenho muito que fazer.
Rita

sexta-feira, agosto 06, 2010

Hoje apeteceu-me e saiu-me assim:

Um dia ela disse-lhe que esperaria sempre por ele para dançar. Que sabia que ele não sabia dançar. Que sabia que ele nunca tinha aprendido. E que não importava. Ela esperaria. Se fosse preciso, para sempre.

Rita

quinta-feira, agosto 05, 2010

Arrumações

Cá em casa andamos ocupadíssimos. Arrumações. A aproveitar a ausência da filha mais velha.
Dos planos para nos dedicarmos a uma assoalhada por dia passámos à constatação de que isso não seria possível com todas, depois para planos mais concretos para o páteo, depois para as compras para o páteo.
Em jeito de permissas conclusivas, podemos dizer que:
1. temos uma parte da casa muito limpa a arrumada;
2. temos outra parte da casa cheia das coisas que ainda não conseguimos arrumar ou, segundo outro ponto de vista, para as quais não conseguimos arranjar lugar na parte 1 da casa;
3. ficamos extremamente orgulhosos quando olhamos para a parte 1 da casa;
4. ficamos cansados quando olhamos para a parte 2 da casa;
5. já deitámos muita coisa fora;
6. ainda não conseguimos desencaixotar as coisas que comprámos para o páteo;
7. vamos ficar com um páteo muito giro, esperemos que ainda seja durante este Verão;
e, por último, mas a mais importante:
8. é impressionante a quantidade de espaço que se arranja depois de uma boa arrumação. É caso para dizer: gentes de todo o mundo, arrumai-vos!!!
Rita

quarta-feira, agosto 04, 2010

A sina do pacote de açucar...

Se te calha um conselho, destes é porque necessitas mesmo de morder a lingua da próxima vez que te apetecer espingardar...

Se no mesmo dia te calha duas vezes, já tens mais um assunto para falar com as tuas amigas...
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 02, 2010

Resquícios da Irlanda

Há uns dias que ando a prometer uma coisa a mim mesma.
O meu amigo U. costuma dizer que o trânsito desperta o pior nas pessoas e acho que ele tem toda a razão. Uma pessoa sai satisfeita de casa e passados dez minutos já está a reclamar com o mundo de condutores à sua volta, com os disparates em que vai reparando, a insultar os seus proprietários na intimidade da viatura... o sangue pulsa mais rápido, acelera, desacelera...
Mas na Irlanda, em Dublin, em plena hora de ponta, os condutores não apitam... mesmo quando vão para lá os que conduzem à direita e fazem as idiotices normais depois de pegar num automóvel com tudo ao contrário... não apitam... e cedem a passagem... O cenário é tão calmamente estranho ou estranhamente calmo que só depois de algum tempo é que nos apercebemos...
Hoje atravessei Lisboa em hora de ponta, em Agosto, e um indivíduo atrás de alguém fartava-se de apitar para outro alguém. E foi quando eu, que já andava a reparar e a pensar nestas coisas, decidi que posso torcer-me toda, mas que vou tentar ser mais irlandesa nisto do trânsito... vamos lá ver se não me dá uma apoplexia motivada pelo silêncio...
Rita

quarta-feira, julho 28, 2010

"Mana" pela primeira vez

Ao telefone:
- Vasco, chama a mana... chama lá a mana...
- Na... na...
- Ouviste, Alice?! O Vasco chamou-te pela primeira vez...!
E, do lado de lá, uma gargalhada de satisfação.

Actualizações:
Agora, com 16 meses, o Vasco chama o pai e a mãe por toda a casa, e diz atabalhoadamente "olá", "já tá", "tá aqui", "bola", "onde está"... e "mana", provavelmente uma das palavras mais saborosas da sua vida...
Rita

segunda-feira, julho 26, 2010

Está demasiado calor para chegar de uma festa de anos e ainda ter vontade de escrever alguma coisa... talvez amanhã tenha mais energia...
Rita

Cada vez menos por estas bandas

Eu sei que a minha presença neste blog tem sido cada vez menor. Talvez pelo periodo de férias que paira no ar. Talvez por as nossas visitas estarem mais ausentes.
Ainda pensei porpôr à Rita o fecho deste cantinho mas a verdade é que não quero. Custa largar um projecto elaborado e mantido a duas vozes, com tudo o que isso implica.
Pronto, mais uma fez prometo contribuir para a manutenção deste espaço de forma mais assidua. Acho mesmo que é uma questão de ultrapassar a inercia que me assola quando chego a casa cansada.
Até ao novo post. Fiquem bem.
Ana Cristina

quinta-feira, julho 15, 2010

Verde que te quero verde

A viagem foi só de uma semana e só rumámos a sul de Dublin e atravessámos depois o país para a costa oeste... mas, tanto quanto nos foi dado perceber, a Irlanda é verde.
Verde de um verde relva, espalhado por todo o lado até às encostas encarpadas que encontram o mar, o verde que só a intensa precipitação durante um ano gera. E, talvez por termos tido a sorte de pouco ter chovido na nossa semana por lá, o verde fez-nos acreditar ser fácil viver no meio de tanto verde. Deve ser a tal história da esperança...
Tentei encontrar no meu imaginário português paisagens semelhantes, feitas de tamanho verde mas simultaneamente de tão bela simplicidade. A mais parecida que me vem à memória é talvez a de S. Miguel, nos Açores. E ficará por aí, uma vez que no Minho, ou em Sintra, não se encontra tanta área seguida daquele verde.
Só alguns dias depois de termos por lá andado é que nos veio à cabeça a explicação: a Irlanda está vazia. Vazia de gente, comparativamente connosco. O país é pouco menor do que este rectângulo (cerca de 20.000 km2 a menos, sendo que na nossa conta entram as ilhas também), mas por aqui existem à volta de 115 habitantes por km2 enquanto que lá há 29... 29! (Sendo a totalidade da população calculada de 10 637 713 habitantes para 4 339 000) E atenção que a densidade populacional aqui colocada é enganadora (como o é sempre a estatística, mas isso são outros motivos para posts), porque um terço da população irlandesa encontra-se toda em Dublin!!!!
E assim daí o verde, somente salpicado de ovelhas de cabeça castanha, vacas... e gente, pois claro, gente que também planta relvados diante das casas, e que depois cuida deles...
Rita

terça-feira, julho 13, 2010

Sete dias de... Irlanda

Sim, é verdade... roam-se de inveja... e, apesar das fotos seguintes serem dos sete dias de viagem, não correspondem todas a uma por cada dia... mas pronto, cumpriu-se o desafio... mais opiniões sobre a Irlanda em posts seguintes, para quem esteja interessado...

Uma porta em Dublin, num edifício de estilo urbanístico georgiano. E, tanto quanto percebemos, mesmo quando as casas são só uma imitação do dito cujo, é hábito colocar uma porta assim, com este tipo de "moldura"... as ombreiras, armações e bandeiras das janelas e da porta são sempre pintadas de branco e depois as portas podem ser vermelhas, amarelas, azuis, verdes, com batentes grandes e trabalhados...

Um pub dos muitos em Dublin, na zona do Temple Bar... em hora de ponta, com música ao vivo e muita gente de "pints" de cerveja na mão...


Uma cascata nas Wicklow Montains, uma floresta tão densa que não se vê mais de dois metros lá para dentro... e todo o verde da Irlanda...

Uma rua em Kilkenny, com traços bastante comuns ao de outras localidades pequenas que visitámos e em que é visível o tipo de decoração aplicada nos edifícios a qualquer tipo de estabelecimento comercial.

O "full irish breakfast" que se vê em todo o lado e que não consegui compreender se é totalmente turístico ou perfeitamente comum... ovos mexidos ou estrelados, salsichas, bacon, tomate grelhado, morcela branca e preta, pão torrado com manteiga ou doce, café ou chá com leite... uma prendinha para os nossos fígados...
Uma casa de telhado de colmo, como ainda se vêm algumas... neste caso, no Kerry Bog Village Museum, na zona de Killarney (um museu ao ar livre, tentando reproduzir e mostrar as formas de trabalho e vida dos agricultores cortadores de turfa do século XVIII).

O Beef Stew... um guisado de carne de vaca, pelos vistos marinada em Guiness durante algumas horas, acompanhado com legumes e puré de batata.

Grafton Street em Dublin (a rua pedestre, altamente comercial, quase como uma Rua Augusta em Lisboa)... a chuva como despedida, ou não estivessemos nós a deixar a Irlanda...

Rita

quarta-feira, julho 07, 2010

Eu também tenho uma B.

Quem me conhece sabe que e não sou muito adepta de tachos e panelas. Sou eu própria que crio a minha fama de má cozinheira, o que não corresponde bem à verdade. Eu sou é pouco cozinheira. E gosto muito pouco de pensar com antecedência no que se vai preparar de refeição, detesto ir fazer as compras e adorava mesmo era que tudo aparecesse feito tipo passe de mágica. Não tenho acessórios de cozinha tipo batedeira ou a famosa (no tempo em que andava no curso era famosa, acho que hoje ninguém sabe o que é) Kloche. Costumo dizer às minhas amigas que eu não tenho jeito para dona de casa, mas sim para dona da casa. Por mim podia alguém dedicar-se a limpar, arrumar e organizar a casa e as ementas. Eu de vez em quando fazia uns petiscos ou um prato elaborado. Mas só de vez em quando…
Por isso ninguém estranhou quando eu, aceitando que me viessem fazer uma demonstração cá a casa, disse à Sr.ª que era melhor ela aproveitar o tempo para ir a casa de outra pessoa porque eu não ia comprar a famosa máquina que ajuda a cozinhar e que tem nome abimbalhado.
Não tinha contado com um pormenor. É o F que costuma dedicar-se muito mais vezes a tratar das nossas refeições. E ele adora fazer compras… e esava de folga no dia da demonstração (por puro acaso). E ainda... já tinha visto uns progrmas de televisão sobre o famoso robot de cozinha...
E em coisa de uma demonstração compramos a bimba, que já está cá em casa. E eu já fiz algo que nunca me tinha passado pela cabeça; Pão.

Aqui fica a foto do meu primeiro pão, feito com a preciosa ajuda da Bimby. Estava bom, mas já fiz outros (outras receitas) que não ficaram tão bons.

Ana Cristina

segunda-feira, julho 05, 2010

Este calor dá cabo de mim...

...
Eu sei que não gosto de chuva e dias cinzentos, mas o S. Pedro podia não exagerar e mandar um tempinho mais fácil de aguentar.
Ana Cristina

segunda-feira, junho 28, 2010

Um saco com a nossa assinatura

Numa tentativa de elaboração de peças diferentes e variadas para as nossas amigas adultas, já experimentamos trabalhar t-shirts, camisas, calças, agendas, peças de bijuteria, estojos, carteirinhas...
Mas em tempos também oferecemos um saco que comprámos feito (porque nenhuma de nós sabe de costura) pintado à mão e com aplicações de missangas e lantejoulas.
A fotografia não lhe é muito justa, mas ainda ontem o vi a passear na rua com a sua dona e achei que valia a pena lembra-lo.
Ana Cristina

domingo, junho 27, 2010

Tenho pena, mas esta semana não fiz o "Sete dias"... máquina que não tinha pilhas, dias de trabalho que deram para noites, muitos projectos ao mesmo tempo... talvez consiga esta semana... logo se vê...
Rita

segunda-feira, junho 21, 2010

Pediculose

A chavala precisava urgentemente de um corte na guedelha.
E vai a mãe e leva-a pela primeira vez da sua curta vida de quatro anos quase cinco lá acima a um dos cabeleireiros da Graça. Porque o pai insistiu que a mãe, que sempre curtou o pêlo à miúda, não o sabe fazer profissionalmente e não tem a técnica e para a filha experimentar e coisa e tal tal e coisa. E pronto, a mãe dá o braço a torcer porque decidiu um corte complicado, com franja e escadeado e esses tretas.
E lá vão as duas, vaidosonas, a mãe com a filha imunda depois de vir da praia com a escola. E a chavaleca lá se senta num acrescento ao banco e lá fica a lavar a cabeça, tão quieta e gira, com olhos sonolentos do dia bem passado que eu sei lá. E depois passa para a outra cadeira, que cabelo tão lavadinho a emoldurar uma cara tão enfarruscada e e encimar uma camisola e calções verdadeiramente nojentos.
E a mãe, de sorriso apalermado, pergunta se pode tirar fotografias, que bimbalhice, parece que nunca levou a filha ao cabeleireiro e não é que é verdade... E vai daí a senhora separa o cabelo, prepara pente e tesoura. E estaca de repente, ó mãe não pode ser, vai ter que fazer tratamento, ela tem piolhos, venha cá ver. E raça do bicho lá estava, todo contente a passear do alto dos seus três milímetros, e a pôr ovos o desgraçado, que eles fazem filhos até mais não, os promíscuos, quinze por cada dia durante vince e cinco dias ao que parece, a cabeça da miúda cheia de pintinhas prateadas que o diga. E fica tudo explicado, as comichões e as feridinhas minúsculas e tudo o que a mãe lhe parecia instintivamente ter visto e achado que não, ora agora, devo estar a ver mal, se fosse piolhos notava-se então as lêndeas é que custa a ver, isto agora lá iam ser as ditas cujas...
E mãe e filha de volta para casa, loção e lenço no cabelo enquanto brinca com os vizinhos no páteo, raça dos miúdos reproduzem-se que nem piolhos, devemos ter os dez metros quadrados mais frequentados dos arredores... ainda bem que não se reproduzem à rácio da raça, ou não haveria loção que os safasse... ainda bem que se alimentam a estrelitas, a bolas e a pirracinhas uns com os outros, pelo menos saem baratinhos.
Corte de cabelo adiado para amanhã.
Rita

domingo, junho 20, 2010

Sete dias... de algumas das brincadeiras que há cá por casa

Cá está, desafio aceite... sete dias fotografados sob o tema de um único post... é muito giro pensar na semana assim e estimula o olhar e o pensamento...







Esclarecimentos: não consta nenhuma das brincadeiras que fazemos todos juntos porque não sobra ninguém para segurar a máquina...
E em relação à última: o pai também tem direito às suas brincadeiras...
Rita

sexta-feira, junho 18, 2010

Bandeira a meia haste...

pelo homem, pelas obras que ficaram por escrever...
Talvez noutro dia as palavras sejam mais justas.
Ana Cristina

quarta-feira, junho 16, 2010

O Rapaz do Pijama às Riscas

“O Rapaz do Pijama às Riscas” é um livro muito interessante, classificado como romance jovem mas que todos, independentemente da idade, deveríamos ler. Não me tinha interessado aquando da passagem nas salas de cinema, por não ter gostado tanto como a generalidade das pessoas dos últimos filmes famosos acerca da 2ª Guerra Mundial. Na maioria das vezes fiquei com a sensação que a História não foi contada de forma séria e grave que merece ser lembrada. Assim de repente lembro-me de um dos meus filmes de ódio, filme esse que ao que me lembro, ganhou montes de prémios e fez inúmeros fãs, mas que a mim só me faz taquicardia de tantos nervos que me mete. Refiro-me ao “A Vida é Bela”.Neste livro deparamo-nos com uma história contada de forma muito simples, sem rodeios nem floreados mas muito realista, onde o leitor se vê observador de um desenlace que se prevê mas que deixa qualquer um sem palavras. Um livro justo com História Mundial. Um livro bem escrito que todos, todos deveriam ler.
Mas…
“Claro que tudo isto aconteceu há muito tempo e nada parecido voltará a acontecer.
Não nos dias de hoje, não na época em que vivemos.” (as últimas frases do livro)

Sim! … esperemos.
Tenho de ver o filme ( e espero não me desiludir).


Ana Cristina

terça-feira, junho 15, 2010

No ano passado, para as minhas sobrinhas

Gostaria que todos os anos as Oficinas pudessem oferecer obras da sua autoria às minhas sobrinhas F e M.
E que, sem ser iguais, fossem parecidas uma com a outra e fizessem conjunto, como a minha cunhada gosta.
E que cumprissem os requisitos para que todas elas (mãe e filhas) abrissem a cara num sorriso grande de satisfação.
Este ano ainda não conseguimos chegar lá, talvez no Inverno, para variar.
Um beijinho do tamanho do mundo para vocês. Então esse fim-de-semana em Arraiolos, sai...?!
Rita

segunda-feira, junho 14, 2010

Ideia para os próximos tempos

A Rute, cujo link não vale a pena pôr aqui porque vai dar a um blog privado, lançou uma ideia engraçada. A de escolher um tema e tirar sete fotografias com ele relacionadas, uma por cada dia da semana. No fim, fazer um post com todas.
Hoje dei por mim a fazer uma lista mental de assuntos e fotografias. E por isso transmito aqui que o primeiro assunto está escolhido e a primeira foto está tirada. No Domingo coloco tudo. Vai ser giro estimular uma maneira diferente de olhar para as coisas ao nosso redor.
A ideia está abraçada, Rute. Quem quiser, espalhe e/ou participe.
Rita

terça-feira, junho 08, 2010

Hoje...

estou constipada. Por isso não me apetece sequer pensar no que escrever neste post.
Claro que nos últimos tempos essa tem sido uma sensação constante, mas hoje a desculpa da constipação serve de justificação.
Digo só que estou numa fase de projectos, sobretudo pessoais e familiares, que envolvem mudanças e sonhos possíveis de realizar com um bocadinho mais de espaço. Com esta perspectiva, imaginar decorações, cores de paredes, montagem de armários, ocupam o meu dia. Hoje acordei a fazer medidas...
Mas em fase de criatividade, outros projectos também se desenvolvem, em relação a este espaço e às Oficinas RANHA.
Só vos digo que as novas peças prometem...
Ana Cristina

quinta-feira, junho 03, 2010

Curtas

Passo a explicar que não temos actualizado devidamente este blog nos últimos dias porque uma das manas Ranha decidiu fazer um curtíssimo passeio por terras algarvias e a outra está demasiado ocupada com a realização de quatro prendas de aniversário em simultâneo, uma amigdalite repentina, duas injecções de penicilina e um rabiosque dorido.
Rita

terça-feira, junho 01, 2010

Aos poucos retomo os meus hábitos de leitura da fase pré-mestrado. Da mesma forma projecto várias novas peças com assinatura Oficinas RANHA, que falarei (e espero mostrar) em breve. Também ando muito animada com os vários projectos que me rodeiam, mas esses não se contam por enquanto.

Falemos então de um dos últimos livros que li; "O Estranho caso de Benjamin Button". Não magradou especialmente. Que me lembre, pela primeira vez, gostei muito mais do filme, que da obra literária que lhe deu origem. Talvez porque, mais uma vez, as obras homónimas não nos apresentam a mesma história. As personagens são outras. O enredo é diferente. E eu, definitivamente gostei mais da história do filme, muito mais completa e pormenorizada.
De qualquer forma será interessante pensarmos, pelo menos hoje - dia da criança - na nossa renitência em aceitar as vidas que não vão de encontro aos padrões considerados normais.
Apesar de não ter gostado assim tanto do livro, deixo-o como sugestão de leitura muito rápida (eu li-o em menos de um dia).
Um conselho; não comparem com o filme.
Ana Cristina

quinta-feira, maio 27, 2010

Na escola

Nestes dois dias tive reuniões na escola, da sala do Vasco primeiro e da sala da Alice hoje.
Começam às 18 e habitualmente venho embora já depois das 20, sou sempre das últimas mães a abandonar o recinto.
O pai não percebe, mas a verdade é que eu adoro as reuniões. Por mim podiam durar a tarde toda, o dia todo.
Nunca tive experiência de creche e jardim de infância e a escola sempre foi para mim um local onde estava com gosto, aprendia com prazer, estava segura, acompanhada e bem. Os professores nunca foram meus inimigos, talvez porque os tenho em demasia na família.
Eu gosto mesmo da escola dos meus filhos, onde foram parar quase por coincidência. E gosto mesmo das educadoras que eles têm tido. Guardarei para sempre, e com muita ternura, tudo o que me ajudaram, ensinaram, partilharam, e interrogo-me se conseguirão ter a noção do bom que representam na minha vida.
Para além de tudo isto, gosto desta relação com aquele grupo de crianças e pais que se vai desenvolvendo desde o berçário. Foi assim que foi comigo, com a Joana, com a V (mãe do JP), com a Rita (mãe da MM), com a Ana (mãe da F). E ontem vi-me a olhar para as mães dos amiguinhos do Vasco e a pensar que daqui a uns anos poderemos estar nas festas de aniversário uns dos outros...
E gosto do espaço, que não é perfeito, mas que assim se torna, repleto de trabalhos originais e desenvolvidos, os trabalhos lindos que os nossos meninos lindos fazem diariamente e que nos fazem pensar como estão crescidos e já sabem tanta coisa...
Eu adoro as reuniões, aquela partilha, naquela escola, com aquelas pessoas.
Rita

terça-feira, maio 25, 2010

Uma passeata de aniversário

Uma amiga recente fez anos há poucos dias e, com o objectivo de arranjar fotografias para decorar a parede de uma casa especial, organizou para o aniversário uma passeata fotográfica. Nós lá fomos. Caminhámos cerca de sete quilómetros pela Sintra rural e assistimos àquelas maravilhas naturais rotineiras, das que felizmente vemos tantas e tantas vezes... só nos esquecemos é de as observar, notar, guardar dentro de nós mesmos... Pelo meio encontrámos um sítio lindo e bem recuperado, o Museu de São Miguel de Odrinhas. Vale uma visita.

O dia foi óptimo pela observação. E pelo reencontro de amigos, claro.



Rita

segunda-feira, maio 24, 2010

Aventura de final de dia

Sexta-feira, final de tarde. Família sem filho caçula. Proposta do pai: - E se fôssemos jantar fora?! Aceitação da restante família, composta de mãe e filha primogénita. Curta viagem de carro. Voltas para estacionar. Dispensa de local mais perto do restaurante em detrimento de local pertencente à zona do antigo mercado dos Anjos. Jantarinho calmo com pequenos precalços da primogénita, semelhantes a tantos que faz em casa, mas que em restaurante provocam mais tensão. Saída com a pança refastelada de um belo naquinho de carne e de um excelente vinho. Ida até ao carro. Constatação de que o espaço pertencente ao antigo mercado dos Anjos fecha, com cadeado, a partir das 21H00 (hora de fecho do Lidl, o novo supermercado da zona). Volta ao recinto, sem novidades. Risinho da família. Filha primogénita às cavalitas do pai desde os Anjos até à Graça. Noite quente. Passeio saudável e agradável. A repetir intencionalmente.
Rita

domingo, maio 23, 2010

Ainda das férias...

Uns fizeram um bom passeio a pé, mas houve quem experimentasse ir de cavalo. E todos gostaram. Momentos bem passados à beira mar.
Ana Cristina

quarta-feira, maio 19, 2010

Brincadeiras no páteo

Desde que está bom tempo (viva! viva! aleluia!), a Alice tem ido quase diariamente brincar para o páteo com os amigos do prédio. É engraçado pensar que numa morada tão antiga existam tantas crianças. Mais giro ainda é vê-los tão ansiosos por conviver uns com os outros.
Há dias em que ela chega e vai lá para fora gritar por eles. Outras alturas, são eles que começam a espreitar e a fazer-me sinalefas, à procura dela. Sei que temos o páteo melhor, que lhes pomos umas mantas no chão e os deixamos levar brinquedos lá para fora, que existe inclusivamente uma bicicleta... de qualquer forma, não consigo impedir-me de me sentir orgulhosa por ela ser considerada uma boa companheira de brincadeiras...
Todos juntos, eles são imensos... o D, o G, o J, a M... algumas vezes ainda a D, a R, e até o Vasco... mais raramente, ainda a M e o B, primos dos primeiros... E tirando as birras teimosas da M e um ou outro desentendimento fortuito entre a Alice e o J, entendem-se bem, respeitam-se, os mais velhos falam de modo carinhoso para os mais novos... Trazem-me recordações que não são bem minhas... grupos de miúdos à solta na rua ou em férias, a aprender uns com os outros, a viver... liberdades melancolicamente bem guardadas dentro de tantas infâncias felizes como a minha...
Rita

segunda-feira, maio 17, 2010

Por aqui...

Permissas:
O Vasco está constipado.
O Vasco está quase a andar (= ponto de referência "Brazeltoniano").

Conclusão:
Estou podre e morta de cansaço. Inté.
Rita

Legenda para quem não está habituado a estas lides da maternidade: acordei talvez de meia em meia hora para pôr a chucha ao #$&@ do puto nas duas últimas noites.

domingo, maio 16, 2010

Voltei voltei, voltei de lá...

As férias foram boas. Uns dias passaram-se a curtir a sobrinha que esteve quase uma semana só connosco. Outros dias em jeito de fim-de-semana prolongado entre família. E por fim, uns dias a dois.
O tempo nem sempre colaborou, mas também não se esperava outra coisa nas duas primeiras semanas de Maio.
Deu para fazer praia com soutien à mostra, sem protector e com chuva ao mesmo tempo. Mas também deu para a fazer com Sol, a ler e a passar pelas brasas em praias desertas e houve até quem andasse de cavalo. Curtiu-se o Alentejo, o litoral mas também o interior, um Alentejo em flor cheio de cor e de nova vida, com paisagem histórica e castelos inseridos na paisagem.


Amanhã um novo ciclo recomeçará como sempre que se volta.
Legenda das fotos: "Praia deserta em dia de Sol" e "As árvores não sabem nadar"

Ana Cristina