terça-feira, fevereiro 22, 2011

Dimensão paralela na EPAL

Ontem, quando chegámos a casa, não tínhamos água.
Os senhores da EPAL tinham-nos mandado uma carta há um mês a dizer que deveriamos actualizar a leitura do nosso contador. Para isso teriamos que ligar gratuitamente a dar a leitura ou fazer uma marcação, também gratuita, para virem fazer a leitura. Adiámos a coisa.
Dizem os senhores da EPAL, ou melhor dizendo, a senhora que nos atendeu a reclamação, que entretanto tornaram a enviar outra carta a dizer que vinham a nossa casa ontem. E que, como não estávamos, apesar deles terem feito uma marcação - unilateral, entenda-se, e sem qualquer comprovativo em como havíamos recebido a carta -, tinham-nos desligado a água. A cereja no topo do bolo? Que teriamos de pagar 50 euros pela deslocação do técnico que iria ligar a água novamente.
Portanto, vejamos. Temos clientes bons pagadores, que nunca deixaram de pagar a conta da água. Mas desligamos-lhes a água na mesma porque não estão quando os informamos que lá iremos. O facto deles nunca terem recebido a dita informação sobre a nossa ida não interessa nada. Afinal, o que é isso de cartas registadas e avisos de recepção? Ah, é uma coisa que nos dá a certeza de que o outro lado recebeu o que lhes queriamos enviar?! Ok, que se lixe.
Sou só eu que acho isto uma tremenda prepotência?! Mas desde quando é que se inventou outro tipo de razão para suspender o fornecimento de um bem, que não seja a sua falta de pagamento????!!!!!
Sim, sim, estou a falar da mesma empresa que nos passa os recibos de pagamento em outro nome porque se recusa a fazer um contrato no nosso uma vez que o antigo contratante não passou uma declaração a dizer que o contrato iria mudar. Isto deve ter uma tremenda lógica algures e eu é que ainda não a encontrei...

Rita

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Paixões desavindas em dia de namorados

Na passada terça-feira a Alice chegou a casa toda contente porque ela e o Guilherme, de 04 anos e pertencente a outra sala, tinham dado um beijinho na boca. Perguntei se tinha sido bom, o que ela confirmou. Em seguida, contou que lhe tinha perguntado se ele namorava com ela ou com a Eva e que ele tinha apontado para ela.
Estava verdadeiramente feliz e, nessa noite, quando contou uma história inventada ao Vasco, falou-lhe de um menino chamado Guilherme que tinha uma namorada chamada Alice.
Na quinta-feira, veio de sobrolho franzido porque o Guilherme, afinal, tinha tornado a apontar para a Eva. O pai brincou e disse-lhe que ela deveria arranjar um outro namorado para fazer ciúmes ao Guilherme. Só em casa, quando ela afirmou a sua desilusão com o pinga-amor e repetiu a ideia dizendo que era o pai que lha tinha dado, é que tentei fazê-la ver que o pai estava a brincar e que isso não seria justo com o menino que ela escolhesse para fazer os ditos ciúmes. Disse-lhe que ela teria de falar com o Guilherme. Ela respondeu que já lhe tinha explicado que ele não poderia namorar com duas meninas ao mesmo tempo. Tentei dizer-lhe que isso implicava aceitar a escolha que ele fizesse. Ela suspirou: «Mas eu gosto tanto dele...» Acrescentei que teria ela de tomar uma decisão sobre aceitar namorar com o Guilherme ao mesmo tempo do namoro dele com a Eva.
Sexta-feira resolveram a querela. O Guilherme apontou novamente para ela (homem de poucas palavras, pelos vistos) e garantiu-lhe um fim-de-semana de ansiedade para voltar à escola, pleno de paraísos obsessivos: «Só penso no Guilherme...».
Hoje, dia de namorados, o Guilherme indecide-se novamente e torna a apontar para outra. Novo drama e revolta. Conclusão, depois de muita conversa: o D. Juan já não irá ser convidado para vir cá a casa. E pode pedir-lhe novamente para ser namorada dele que ela, mesmo que ele esteja a pingar chocolate da cabeça aos pés, não o aceitará. A expressão foi ideia da mãe.
Para onde caminha este namoro moderno?! Veja amanhã as cenas dos próximos capítulos.
Rita

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Histórias de amizade

Talvez há uma hora, ou nem tanto, ficámos a saber que tínhamos merecido a honra de ser listados como amigos numa lista muito muito importante para alguém. Se o dia não tivesse sido bom, só isso já era o bastante para o tornar...
Ser-se amigo de alguém é bom. E saber que se é reconhecido como amigo também. Enternece, dá calor ao coração, e faz-nos lembrar que até ao fim da vida, seja em que esquina ou a que propósito for, nunca perdemos a capacidade de fazer um amigo.
Muito obrigada J. e M. Sinto-me verdadeiramente honrada e acho que não serei só eu.
Rita

Ah, é verdade. E é recíproco. Também para nós é um privilégio conhecer-vos e poder acompanhar a R.e a vossa família a cada dia.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Iamos todos no carro, a caminho da casa dos avós, e conversávamos sobre o facto do nosso planeta ser redondo e isso implicar que o Sol só iluminasse uma parte dele, sendo noite na outra que lhe está oposta. E depois o facto da Terra rodar e dos lados trocarem. E damos o exemplo da Austrália, o país para onde foi uma das primas, e o facto de lá ser de noite enquanto nós estávamos em pleno dia. E a Alice:
- Eu gostava de morar na Austrália.
Ficámos cheios de pontos de interrogação nos olhos e nas vozes. E ela explicou, mais ou menos assim:
- Porque assim podia brincar quando fosse noite.
Rita

domingo, janeiro 30, 2011

Reportagem de Natal 3

Depois de mais doenças dos filhos, de alergias e exames para descobrir as razões das mesmas, de uma semana de trabalho muito muito intenso... o melhor é deixar de palavreados, adiar as novidades e ir directamente para as nossas obras de Natal... sim, o Natal de há um mês... shhh, faz de conta que foi ontem... afinal, parece que é quando se quer, né...?


Uma alusão às origens, para a nossa mãe
Rita

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Novidades das alergias

Com alguns testes de alergologia já sei que, o tomate, o pessego e o latéx são meus imimigos. Causam-me "urticária", o que é mesmo que dizer que me põem com umas borbulhas de aparecimento subito´como se um bichinho, tipo aranha tivesse passado por cima da minha cara, peito ou pescoço (são os sítios mais frequentes). Haverá também por aqui uma urticaria de pressão, quando as lesões aparecem em sítios como vincos, joelhos ou braços (quando estive a fazer pressão nessas zonas) e outras alergias que parecem ser menos intensas.
Espero ainda resultados de análises, mas por enquanto já retirei as tomatadas da minha alimentação.
Uma coisa boa; não sou alergica ao pêlo do meu Pilas. Pelo menos por enquanto...
Ana Cristina

segunda-feira, janeiro 17, 2011

"Reportagem de Natal 2" ou "Reportagem de Natal não era Reportagem de Natal se não fosse feita até ao fim de Janeiro..."

Entre entregas de trabalhos e alergias de uma de nós e doenças, análises e ansiedades com a saúde da filha da outra, este blog ficou completamente esquecido.
Mas, tendo as preocupações ficado na semana passada (tirando as das alergias da Cristina, a passos mais curtos de ficarem resolvidas), podemos continuar a mostrar as produções Oficinas Ranha deste Natal. Cá vai a caixa pintada para a Catarina prima, a nossa Azeitona preferida:

Rita

domingo, janeiro 16, 2011

Aos dezasseis dias do ano de dois mil e onze, a Ana Cristina apareceu no blog que assina em partilha com a sua irmã...
E apareceu para dizer que tinha dores de cabeça, e estava triste por andar muito incomodada com uma qualquer alergia que apareceu em força e para a qual o seu comprimidinho SOS tem feito pouco efeito. Espera assim que na quarta-feira, depois da consulta tenha pelo menos terapeutica mais eficaz. Entretanto lá terá de se aguentar com o que pode.
Na verdade ela não tem aparecido porque depois das festas teve uns turnos malucos, a seguir (e até dia 11) andava com um trabalho em mãos, e no dia 11 começou com a sua amiga alergia, que a incomoda já lá vai tempo suficiente para ter ido à consulta de alergologia, como aconselhou a dermatologista, mas como diz o ditado "em casa de ferreiro..."
Será nesta semana.
Ana Cristina

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Reportagem de Natal 1



Cabazes. Este ano, a grande prenda foi o Cabaz Artesanal de Natal, elaborado de acordo com normas e condições de qualquer cozinha perfeitamente normal. Tentou-se alguma variedade: Licor de Maçã e Canela ou Baileys Caseiro, Compota de Abóbora com Nozes (ideal como sobremesa, a acompanhar requeijão), Sal com Alecrim (aconselhando-se como tempero para batatas para assar), Conserva de Pêssegos Picantes (como acompanhamento de carne carne assada, por exemplo) e Bolachas Caseiras. Estas últimas embaladas de forma especial, em latas decoradas para o efeito pelas mãos da Alice e do Vasco.
Houve quem tivesse todos os ítems, alguns ou só um, quem os conseguisse em tamanho maior ou menor... mas poucos terão perdido a oportunidade de experimentar produtos alimentares das Oficinas Ranha neste Natal.
Fica a ideia para quem, para o ano, pretenda um conjunto de ofertas em conta, mas simultaneamente pessoais e manuais.
Rita

domingo, janeiro 02, 2011

Bom ano!

Ok, o mês de Dezembro não correu exactamente como eu esperava.
As actividades planeadas para fazer dia-a-dia, de acordo com o Calendário do Advento, ficaram talvez a um terço, porque os miúdos, especialmente a Alice, coleccionaram virus este mês - esperemos que tenham exemplares para o resto do Inverno.
As férias que eram para ser alteradas não foram, o que deu direito depois ao arrependimento do "macacos-me-mordam-se-mais-alguma-vez-que-possa-deixo-de-marcar-férias-entre-o-Natal-e-o-Ano-Novo".
A consoada que era para ser cá em casa, por vicissitudes de doenças familiares (que não as simples dos meus filhos) passou para outra... mas correu tudo muito bem, a vida é mesmo assim, sujeita a alterações, fossem todas como esta.
As prendas foram manufacturadas, o que deu muito trabalho, e os dias passaram-se o mais maravilhosamente possível...
Por todas essas razões, este blog esteve parado, manas ausentes para tudo o resto que não este espaço. Ficam então os desejos de que todos tenham passado umas Boas Festas... e que o ano 2011 que agora começa vos sorria...
Rita

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Estatísticas do meu Natal

64 pessoas a quem dar prendas

destas...
- 03 cá de casa
- 45 para a família
- 16 para a família de amigos
- 17 oferecidas em conjunto com a minha irmã e cunhado (em bom rigor, serão 23)
- 15 casais
dos quais...
13 terão prendas conjuntas
02 terão prendas conjuntas e individuais
02 ainda não tenho bem a certeza
- 31 agrupadas (por casal ou por família)
- 19 crianças (e jovens)
das quais...
03 ainda não nasceram
01 vai ser dinheiro

E, mais importante,
17 compradas
37 MANUFACTURADAS (muitas com a ajuda da Alice e do Vasco, mesmo muitas) com muito carinho...
... o que é um verdadeiro sucesso na ideia que eu faço, quero fazer e quero ensinar a fazer do Natal...

Rita

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Doenças - posts redundantes

É uma treta ter as coisas tão bem planeadas, dia a dia (isto a propósito do nosso Calendário do Advento), e os filhos ficarem doentes... primeiro a primeira, depois o segundo e depois novamente a primeira... competitiva, a miúda, tem de ganhar sempre em tudo... desta vez foi Herpangina, para aumentar a lista das doenças com nomes esquisitos...
Amanhã actualizo novidades.
Rita

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Cá em casa também neva...


O nosso calendário hoje propunha a realização de flocos de neve de papel para colar numa das janelas de casa.

A singularidade dos flocos de neve fascinam-me. Eu sei que a Micas tem razão e que o mesmo acontece com os desenhos das asas das borboletas, as riscas das zebras e por aí fora... mas é como eu lhe respondia... não haver um floco de neve igual a outro enquanto cai um nevão é mais uma prova de como, na vida real, a matemática, apesar da sua famosa infinitude, nunca conseguirá ter números suficientes para colmatar a criatividade que a natureza alcança...

Adiante. Hoje descobri que recortar flocos de neve em papel é altamente relaxante. No início do processo houve alguma frustração porque era difícil à Alice cortar em papel muito dobrado... ficou cansada, mesmo quando lhe arranjei guardanapos... sem insistir, continuei o processo e cativei o pai a vir também experimentar. Ela, seduzida, voltou e acabou por conseguir.
A parte melhor foi providenciar o resultado final:



Rita

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Natal

Ontem inaugurámos o Natal cá em casa.
Ou, melhor dizendo, inaugurámos o nosso Calendário do Advento, novinho em folha, comprado há umas semanas na Loja Casa. No ano passado comprámos um com chocolatinhos, mas este ano decidi seguir a ideia da Rita, que tanto me fascinou.
Assim sendo, cada janelinha, em vez de uma guloseima, tem uma actividade ou proposta para o dia. Actividades essas que exigem planeamento cuidado a olhar para o calendário e para a possibilidade de dias em que poderemos chegar tarde e terá de ser o pai a providenciar o devido acompanhamento. E trabalho, claro. Um trabalho prazeiroso, mas em todo o caso, trabalho.
Portanto, temos o calendário, que exige planeamento e disponibilidade para as propostas. E temos as prendas, quase todas manufacturas. E as prendas que se fazem com os filhos, para os familiares mais próximos. E a consoada. E o trabalho que queremos despachar até ao fim do ano, para não se perder a engrenagem que se tem vindo a ganhar.
Pega-se em tudo, mexe-se muito bem, junta-se muitas listas e listinhas e talões de compras e bocados de papel manuscrito... e alguma ansiedade ao desejar que tudo corra bem... e temos a minha cabeça na época natalícia...
Adoro o Natal. E não é ironia.
Rita

segunda-feira, novembro 29, 2010

Tudo pode ser contado de outra maneira

No sábado passado fui ver um filme por mim muito esperado, o documentário “José e Pilar”.
Não sei o que dizer. Só que gostei muito. Que todos os que gostam das obras literárias de Saramago deveriam ver este documentário intimista e sem rodeios, filmado durante quatro anos, acerca do dia-a-dia da vida de José Saramago e sua companheira Pilar del Rio.
Com este filme ficamos com a ideia de ficar a conhecer muito mais o escritor, mas sobretudo o homem modesto que se tornou escritor. Podemos ver o homem que numa saúde muito débil continua a cumprir com as suas obrigações para com o seu público, que por respeito a quem compra as suas obras dá autógrafos durante horas e tira fotos com quem lhe pede. Podemos assistir ao seu declínio físico, assim como ao seu regresso à vida e à escrita. E observamos ainda o homem que, depois de quase morrer termina o seu livro, vê uma das suas obras em filme e chora de agradecimento.
Podemos ainda ver a sua companheira como uma mulher enérgica e defensora de ideias próprias, a forma como completa o homem-escritor, o homem-revolucionário, o homem-homem. Ficamos a conhecer muito melhor a mulher apaixonada por quem Saramago se apaixonou, porque é uma mulher apaixonante. Neste documentário compreendemos bem a firmeza de carácter e as ideologias da Pilar.

E se, por algum motivo, não gostavam do Saramago como homem podem sempre ir ver o documentário porque talvez mudem de ideia. Espero bem que mudem.

Eu não mudei. Eu fiquei com saudades...

Ana Cristina

terça-feira, novembro 23, 2010

Apareço, muito rapidamente...

... e entre uns dez dias seguidos sem folgas efectivas para vos dizer que estou muito mais descansada desde que o nosso primeiro afirmou convictamente que o nosso país está bem, e que não vai necessitar de intervenção do FMI.
Posso também dizer que desde que temos uns quantos veiculos tipo tanque guerra (encomendados para a cimeira da NATO, um deles entregue ontem e outros por entregar) me sinto mais segura. O que vamos pagar por eles não interessa para nada, se entrarmos em guerra já não necessitamos de comprar nem tanques nem submarinos.
E já agora aproveito para avisar, se amanhã não aparecermos é porque estamos em Greve.
Ana Cristina

sexta-feira, novembro 19, 2010

Data memorável

«Nô queio a popa.»
Foi o que o Vasco hoje a certa altura disse ao jantar. Tinha saltado uma refeição durante o dia e era o quarto prato de sopa seguido, por isso o espanto não veio da recusa. A surpresa foi mesmo a frase, com mais de duas palavras...
Com pouco mais de ano e meio, o Vasco já fala muito, pelo menos se comparar com a Alice, que começou bem mais tarde. Obviamente, se for olhar para a minha sobrinha Madalena, só com mais cinco meses do que ele, coitado, não lhe chega aos calcanhares. Em todo o caso, o importante é que a data de uma primeira frase é sempre memorável e importa fixá-la... qualquer dia já entra em grandes conversas...
Rita

segunda-feira, novembro 15, 2010

A história de alguém

Hoje conheci o Sr. A.
Muito interessante, o Sr. A.
Eu gosto muito de pessoas. Acho mesmo que, de tudo o que mais gosto no trabalho, são as pessoas. Se não as tivesse todos os dias, com as suas vidas, as suas tristezas e alegrias, acho que me sentiria muito triste, muito desmotivada.
O Sr. A chegou de um país distante, onde reina o Sol e se fala uma língua igual à nossa, mas mais cantada. Tem a minha idade, mas veio já há praticamente dez anos. Faz parte de uma fratria de oito irmãos, ele era o terceiro e os seus primeiros empregos tinham sido aos 13 anos. Os pais trabalhavam muito e tinham pouco tempo para os filhos, aproveitando o que restava para lhes ensinar dignidade, mas poucos mimos. De tal forma que o Sr. A, quando veio, deixou lá uma filha de meses com a qual ainda não tinha aprendido a ser afectuoso. O carinho fazia-lhe vergonha, achava que toda a gente iria olhar e gozar com ele.
Só cerca de seis anos mais tarde é que o Sr. A conheceu verdadeiramente a filha. Ela juntou-se a ele por pouco menos de um ano, para regressar depois ao seu país. Problemas de saúde por tratar, os mesmos problemas que a vinda dele para Portugal tinha começado a ajudar a resolver. Nova tentativa um ano depois, após o nascimento de uma segunda criança. Ela pensava que vinha só conhecer o novo elemento da família, haviam-lho garantido. Mas a ideia era outra, era deixá-la ficar.
Mas foi tarde. Ela não queria ficar, não queria aquela família, queria a outra, a que era sua porque lha tinham dado, o país que era seu porque era onde a tinham deixado, a sua casa, a sua vida. Tudo lá. E foi tão infeliz e fez os seus de cá tão infelizes, que estarem juntos passou a ser um tormento só capaz de imaginar para quem ouve.
Há uns dias atrás, porque amar os filhos pode significar ter de abdicar delas, o Sr. A deixou-a ir, na feliz expectativa de reencontrar a felicidade noutros braços que não os seus.
Eu sou mesmo uma pessoa de pessoas. Ensinam-me sempre alguma coisa.
Rita

domingo, novembro 14, 2010

Mais um desenho da Alice...


Agora, por vezes, quando alguém faz anos ou existe um qualquer tipo de comemoração, a Alice lembra-se de fazer uma prenda. No caso do casamento da Ana e do Fernando, há uns dias atrás, no Porto (*), foi este desenho. Por trás, escrevemos um título: "Os noivos". E também a informação de que a noiva estava a ir de bicicleta para o casamento porque não lhe apetecia ir a pé.
Rita
* O que significa que foi também a sua primeira noite num hotel. Escusado será dizer que adorou. Tudo, incluindo o pequeno-almoço. Tirando o bolo de chocolate que havia por lá, e que gulosamente foi buscar, para depois colocar à primeira dentada... era muito pouco doce...