domingo, junho 20, 2010

Sete dias... de algumas das brincadeiras que há cá por casa

Cá está, desafio aceite... sete dias fotografados sob o tema de um único post... é muito giro pensar na semana assim e estimula o olhar e o pensamento...







Esclarecimentos: não consta nenhuma das brincadeiras que fazemos todos juntos porque não sobra ninguém para segurar a máquina...
E em relação à última: o pai também tem direito às suas brincadeiras...
Rita

sexta-feira, junho 18, 2010

Bandeira a meia haste...

pelo homem, pelas obras que ficaram por escrever...
Talvez noutro dia as palavras sejam mais justas.
Ana Cristina

quarta-feira, junho 16, 2010

O Rapaz do Pijama às Riscas

“O Rapaz do Pijama às Riscas” é um livro muito interessante, classificado como romance jovem mas que todos, independentemente da idade, deveríamos ler. Não me tinha interessado aquando da passagem nas salas de cinema, por não ter gostado tanto como a generalidade das pessoas dos últimos filmes famosos acerca da 2ª Guerra Mundial. Na maioria das vezes fiquei com a sensação que a História não foi contada de forma séria e grave que merece ser lembrada. Assim de repente lembro-me de um dos meus filmes de ódio, filme esse que ao que me lembro, ganhou montes de prémios e fez inúmeros fãs, mas que a mim só me faz taquicardia de tantos nervos que me mete. Refiro-me ao “A Vida é Bela”.Neste livro deparamo-nos com uma história contada de forma muito simples, sem rodeios nem floreados mas muito realista, onde o leitor se vê observador de um desenlace que se prevê mas que deixa qualquer um sem palavras. Um livro justo com História Mundial. Um livro bem escrito que todos, todos deveriam ler.
Mas…
“Claro que tudo isto aconteceu há muito tempo e nada parecido voltará a acontecer.
Não nos dias de hoje, não na época em que vivemos.” (as últimas frases do livro)

Sim! … esperemos.
Tenho de ver o filme ( e espero não me desiludir).


Ana Cristina

terça-feira, junho 15, 2010

No ano passado, para as minhas sobrinhas

Gostaria que todos os anos as Oficinas pudessem oferecer obras da sua autoria às minhas sobrinhas F e M.
E que, sem ser iguais, fossem parecidas uma com a outra e fizessem conjunto, como a minha cunhada gosta.
E que cumprissem os requisitos para que todas elas (mãe e filhas) abrissem a cara num sorriso grande de satisfação.
Este ano ainda não conseguimos chegar lá, talvez no Inverno, para variar.
Um beijinho do tamanho do mundo para vocês. Então esse fim-de-semana em Arraiolos, sai...?!
Rita

segunda-feira, junho 14, 2010

Ideia para os próximos tempos

A Rute, cujo link não vale a pena pôr aqui porque vai dar a um blog privado, lançou uma ideia engraçada. A de escolher um tema e tirar sete fotografias com ele relacionadas, uma por cada dia da semana. No fim, fazer um post com todas.
Hoje dei por mim a fazer uma lista mental de assuntos e fotografias. E por isso transmito aqui que o primeiro assunto está escolhido e a primeira foto está tirada. No Domingo coloco tudo. Vai ser giro estimular uma maneira diferente de olhar para as coisas ao nosso redor.
A ideia está abraçada, Rute. Quem quiser, espalhe e/ou participe.
Rita

terça-feira, junho 08, 2010

Hoje...

estou constipada. Por isso não me apetece sequer pensar no que escrever neste post.
Claro que nos últimos tempos essa tem sido uma sensação constante, mas hoje a desculpa da constipação serve de justificação.
Digo só que estou numa fase de projectos, sobretudo pessoais e familiares, que envolvem mudanças e sonhos possíveis de realizar com um bocadinho mais de espaço. Com esta perspectiva, imaginar decorações, cores de paredes, montagem de armários, ocupam o meu dia. Hoje acordei a fazer medidas...
Mas em fase de criatividade, outros projectos também se desenvolvem, em relação a este espaço e às Oficinas RANHA.
Só vos digo que as novas peças prometem...
Ana Cristina

quinta-feira, junho 03, 2010

Curtas

Passo a explicar que não temos actualizado devidamente este blog nos últimos dias porque uma das manas Ranha decidiu fazer um curtíssimo passeio por terras algarvias e a outra está demasiado ocupada com a realização de quatro prendas de aniversário em simultâneo, uma amigdalite repentina, duas injecções de penicilina e um rabiosque dorido.
Rita

terça-feira, junho 01, 2010

Aos poucos retomo os meus hábitos de leitura da fase pré-mestrado. Da mesma forma projecto várias novas peças com assinatura Oficinas RANHA, que falarei (e espero mostrar) em breve. Também ando muito animada com os vários projectos que me rodeiam, mas esses não se contam por enquanto.

Falemos então de um dos últimos livros que li; "O Estranho caso de Benjamin Button". Não magradou especialmente. Que me lembre, pela primeira vez, gostei muito mais do filme, que da obra literária que lhe deu origem. Talvez porque, mais uma vez, as obras homónimas não nos apresentam a mesma história. As personagens são outras. O enredo é diferente. E eu, definitivamente gostei mais da história do filme, muito mais completa e pormenorizada.
De qualquer forma será interessante pensarmos, pelo menos hoje - dia da criança - na nossa renitência em aceitar as vidas que não vão de encontro aos padrões considerados normais.
Apesar de não ter gostado assim tanto do livro, deixo-o como sugestão de leitura muito rápida (eu li-o em menos de um dia).
Um conselho; não comparem com o filme.
Ana Cristina

quinta-feira, maio 27, 2010

Na escola

Nestes dois dias tive reuniões na escola, da sala do Vasco primeiro e da sala da Alice hoje.
Começam às 18 e habitualmente venho embora já depois das 20, sou sempre das últimas mães a abandonar o recinto.
O pai não percebe, mas a verdade é que eu adoro as reuniões. Por mim podiam durar a tarde toda, o dia todo.
Nunca tive experiência de creche e jardim de infância e a escola sempre foi para mim um local onde estava com gosto, aprendia com prazer, estava segura, acompanhada e bem. Os professores nunca foram meus inimigos, talvez porque os tenho em demasia na família.
Eu gosto mesmo da escola dos meus filhos, onde foram parar quase por coincidência. E gosto mesmo das educadoras que eles têm tido. Guardarei para sempre, e com muita ternura, tudo o que me ajudaram, ensinaram, partilharam, e interrogo-me se conseguirão ter a noção do bom que representam na minha vida.
Para além de tudo isto, gosto desta relação com aquele grupo de crianças e pais que se vai desenvolvendo desde o berçário. Foi assim que foi comigo, com a Joana, com a V (mãe do JP), com a Rita (mãe da MM), com a Ana (mãe da F). E ontem vi-me a olhar para as mães dos amiguinhos do Vasco e a pensar que daqui a uns anos poderemos estar nas festas de aniversário uns dos outros...
E gosto do espaço, que não é perfeito, mas que assim se torna, repleto de trabalhos originais e desenvolvidos, os trabalhos lindos que os nossos meninos lindos fazem diariamente e que nos fazem pensar como estão crescidos e já sabem tanta coisa...
Eu adoro as reuniões, aquela partilha, naquela escola, com aquelas pessoas.
Rita

terça-feira, maio 25, 2010

Uma passeata de aniversário

Uma amiga recente fez anos há poucos dias e, com o objectivo de arranjar fotografias para decorar a parede de uma casa especial, organizou para o aniversário uma passeata fotográfica. Nós lá fomos. Caminhámos cerca de sete quilómetros pela Sintra rural e assistimos àquelas maravilhas naturais rotineiras, das que felizmente vemos tantas e tantas vezes... só nos esquecemos é de as observar, notar, guardar dentro de nós mesmos... Pelo meio encontrámos um sítio lindo e bem recuperado, o Museu de São Miguel de Odrinhas. Vale uma visita.

O dia foi óptimo pela observação. E pelo reencontro de amigos, claro.



Rita

segunda-feira, maio 24, 2010

Aventura de final de dia

Sexta-feira, final de tarde. Família sem filho caçula. Proposta do pai: - E se fôssemos jantar fora?! Aceitação da restante família, composta de mãe e filha primogénita. Curta viagem de carro. Voltas para estacionar. Dispensa de local mais perto do restaurante em detrimento de local pertencente à zona do antigo mercado dos Anjos. Jantarinho calmo com pequenos precalços da primogénita, semelhantes a tantos que faz em casa, mas que em restaurante provocam mais tensão. Saída com a pança refastelada de um belo naquinho de carne e de um excelente vinho. Ida até ao carro. Constatação de que o espaço pertencente ao antigo mercado dos Anjos fecha, com cadeado, a partir das 21H00 (hora de fecho do Lidl, o novo supermercado da zona). Volta ao recinto, sem novidades. Risinho da família. Filha primogénita às cavalitas do pai desde os Anjos até à Graça. Noite quente. Passeio saudável e agradável. A repetir intencionalmente.
Rita

domingo, maio 23, 2010

Ainda das férias...

Uns fizeram um bom passeio a pé, mas houve quem experimentasse ir de cavalo. E todos gostaram. Momentos bem passados à beira mar.
Ana Cristina

quarta-feira, maio 19, 2010

Brincadeiras no páteo

Desde que está bom tempo (viva! viva! aleluia!), a Alice tem ido quase diariamente brincar para o páteo com os amigos do prédio. É engraçado pensar que numa morada tão antiga existam tantas crianças. Mais giro ainda é vê-los tão ansiosos por conviver uns com os outros.
Há dias em que ela chega e vai lá para fora gritar por eles. Outras alturas, são eles que começam a espreitar e a fazer-me sinalefas, à procura dela. Sei que temos o páteo melhor, que lhes pomos umas mantas no chão e os deixamos levar brinquedos lá para fora, que existe inclusivamente uma bicicleta... de qualquer forma, não consigo impedir-me de me sentir orgulhosa por ela ser considerada uma boa companheira de brincadeiras...
Todos juntos, eles são imensos... o D, o G, o J, a M... algumas vezes ainda a D, a R, e até o Vasco... mais raramente, ainda a M e o B, primos dos primeiros... E tirando as birras teimosas da M e um ou outro desentendimento fortuito entre a Alice e o J, entendem-se bem, respeitam-se, os mais velhos falam de modo carinhoso para os mais novos... Trazem-me recordações que não são bem minhas... grupos de miúdos à solta na rua ou em férias, a aprender uns com os outros, a viver... liberdades melancolicamente bem guardadas dentro de tantas infâncias felizes como a minha...
Rita

segunda-feira, maio 17, 2010

Por aqui...

Permissas:
O Vasco está constipado.
O Vasco está quase a andar (= ponto de referência "Brazeltoniano").

Conclusão:
Estou podre e morta de cansaço. Inté.
Rita

Legenda para quem não está habituado a estas lides da maternidade: acordei talvez de meia em meia hora para pôr a chucha ao #$&@ do puto nas duas últimas noites.

domingo, maio 16, 2010

Voltei voltei, voltei de lá...

As férias foram boas. Uns dias passaram-se a curtir a sobrinha que esteve quase uma semana só connosco. Outros dias em jeito de fim-de-semana prolongado entre família. E por fim, uns dias a dois.
O tempo nem sempre colaborou, mas também não se esperava outra coisa nas duas primeiras semanas de Maio.
Deu para fazer praia com soutien à mostra, sem protector e com chuva ao mesmo tempo. Mas também deu para a fazer com Sol, a ler e a passar pelas brasas em praias desertas e houve até quem andasse de cavalo. Curtiu-se o Alentejo, o litoral mas também o interior, um Alentejo em flor cheio de cor e de nova vida, com paisagem histórica e castelos inseridos na paisagem.


Amanhã um novo ciclo recomeçará como sempre que se volta.
Legenda das fotos: "Praia deserta em dia de Sol" e "As árvores não sabem nadar"

Ana Cristina

terça-feira, maio 11, 2010

O primeiro vestido da F.


Penso que foi há dois anos que as Oficinas ofereceram a sua primeira peça à minha sobrinha mais velha. As fotografias estão uma treta mas, quanto a mim, o vestido ficou lindo... E não deixa de ser engraçado revê-lo e publicá-lo agora, nesta tentativa de mostrar uma coisa por semana da nossa autoria... parece minúsculo, comparativamente com os grandes três anos que ela faz daqui a uns dias...
Rita

quarta-feira, maio 05, 2010

Desabafo em código, para dentro de mim mesma

Há coisas que não conseguimos impedir que nos façam pensar. Pior, remoer.
Há coisas que não conseguimos impedir que nos magoem, que nos doam. Coisas que tememos e que nem gostamos de ponderar que possam magoar quem mais amamos.
Há coisas que não conseguimos impedir que nos irritem, nos façam frenicoques, comichão na espinha e em todo o lado.
Há coisas que não conseguimos impedir que nos provoquem tudo isto. Ao mesmo tempo. É então que levantamos um muro de orgulho à nossa volta, com a consciência que o fazemos, que o mesmo não nos torna mais felizes, não nos torna mais importantes, não nos torna mais visíveis, não nos torna melhores. E tão pouco nos torna mais indiferentes ao que nos incomoda.
No fim, o muro ajuda-nos a sobreviver. E isso às vezes é muito. E outras vezes é tudo.
Rita

terça-feira, maio 04, 2010

Uma lagarta

Esta lagarta (ou minhoca, consoante os gostos) já andava para mostrar desde o Inverno. Foi para a Rita, que já há tanto tempo não tinha uma coisa das Oficinas no roupeiro. Temos de tratar de alguma coisa agora para o Verão, não Tina?! E a ver se dá tanto gozo a fazer como esta... eu adorei o resultado... e até pode servir para agitar um pouco este blog, que nos últimos tempos anda tão pouco visitado...
Rita

segunda-feira, maio 03, 2010

Para não me esquecer...

Desde há dois ou três dias que o Vasco tenta dar um ou dois passinhos sem estar agarrado. Depois manda-se para um ponto de apoio ou para o chão, e sorri com ar orgulhoso da sua façanha.

Já embala um boneco quando lhe pedimos para pôr o bebé a dormir.

Já põe o telefone no ouvido e diz algo parecido com "tá".

Ouviu-me numa assoalhada a chamar o pai, que estava do outro lado da casa, e, agarrado à ombreira da porta, começou também a gritar para ele, como se também solicitasse a sua presença.

Continuo a dizer: com um ano e um mês, já se percebe que o gajinho vai ser teimoso como o raio e gostar de pândega à fartasana.


Rita

domingo, maio 02, 2010

Dia da mãe

Nunca liguei muito ao Dia da Mãe. Quer dizer, devo ter ligado, na primária, quando efectivamente fazia a prenda. Mas depois daqueles quatro anos, sucederam-se dezenas deles (sim, duas dezenas) em que o Dia passou a ser só mais um dia, sem lembranças especiais e só com o telefonema obrigatório para a mãe.
E claro, depois fui apanhada na teia. Aquela em que nem sabemos quando é o dia, mas descobrimos de repente e percebemos que os filhos, mas desta vez os nossos, estão secretamente a fazer-nos algo. Para nós, que somos mães. E ansiamos pela surpresa. Que é sempre sempre sempre magnífica.
Rita

Da Alice: um marcador de livros e um íman de frigorífico.
Do Vasco: uma pintura

sexta-feira, abril 30, 2010

Fui ver este filme e gostei. Sob um disfarce teoricamente leve e bem disposto, aborda alguns pontos sérios e profundos.
Steven Russel (Jim Carrey) é um homossexual que passa metade da vida seguindo um padrão convencional: tem mulher e filha, um emprego e uma imensa dedicação à Igreja. Depois de um acidente de viação, decide assumir-se, abraçando comportamentos e estilos monetariamente dispendiosos, de forma que, para os suportar, começa a dedicar-se a burlas. Na sua primeira estadia na prisão apaixona-se então por Phillip Morris (Ewan McGregor), outro indivíduo homossexual com grande sensibilidade, habituado a relações afectivas em que é usado. Steven Russel torna-se assim um grande burlão, falsificador e especialista em evasões do sistema prisional americano, sempre com o intuito de proporcionar determinada protecção e modo de vida abastado a Phillip Morris.
Uma história de amor diferente e verídica. Uma ideia para um cinema de fim-de-semana.
Rita

quarta-feira, abril 28, 2010

Quando a única coisa a escrever, dizer ou sentir é: :-(

A educadora dele, hoje:
- Oh mãe, o Vasco tem de sair sempre às seis?
Eu:
- Então... se eu saio às cinco e meia...
Ela, tom triste e embaraçado:
- Não sabia se lhe havia de dizer isto... é que ele tem chorado sempre, inconsolável... vê os outros a ir embora e chora tanto... ontem foi o primeiro dia que não chorou... Pronto, há meninos que não sentem tanto... o Vasco não é menino para ficar aqui até às seis... mas se a mãe me está a dizer que não há outra hipótese...
Maldita vidinha esta...

Rita

terça-feira, abril 27, 2010

Um futebolista para outro futebolista


O nosso amiguinho e meio-afilhado (sim, os afilhados também podem vir às metades ou aos quartos) fez anos e como é futebolista e já tem sete anos e é um rapazola e já não tem idade para receber assim um boneco muito para o infantilóide... oferecemos-lhe este... uma experiência diferente destas Oficinas e que irá concerteza ser repetida em outros formatos... ideias não faltam, o que falta é tempo, disponibilidade mental, ausência de cansaço e afazeres...
Rita

domingo, abril 25, 2010

25 de Abril sempre!!!

Hoje lá descemos a avenida. Três, eu e os putos, que o pai estava lesionado de um treino de futebol e não lhe dava jeito andar muito.
Caminhámos então pela liberdade, entre família, alguns conhecidos de longa data, bons amigos e até colegas recentes e coincidentemente encontrados nestas andanças... No fim, comemos o habitual gelado e fizemos corridas de carrinho de bebés. Foi um dia bom, cheio de Sol, calor, carinho e sorrisos. Pleno de possibilidades, como o dia de hoje terá sempre de ser.
Rita

quinta-feira, abril 22, 2010

A miúda e os seus planos de futuro

A Alice hoje, a meio do jantar, com ar muito pensativo e sem vir a propósito de absolutamente nada:
- Quando eu for grande, se calhar vou ter de arranjar um marido*...
Rita

*palavra raramente usada cá em casa!!!

quarta-feira, abril 21, 2010

Com a fúria...

O que fazer quando se está doido de raiva?! Quando a irritação dentro de nós quase explode, a frustração queima, a pulsação despara... as lágrimas contrariadas quase saem...?!
Há umas semanas andei assim, por chatices lá no trabalho...
Cá em casa, num momento de zanga ou exaustão com a teimosia da Alice, disse-lhe que ela tinha de ir para o quarto dela, para se acalmar e me deixar acalmar. Quando os disparates são muito grandes existe um banco no corredor para onde vai pensar no que fez, mas quando a questão é mais contornável, a solução de ir para o quarto brincar é ideal. «Preciso de estar sozinha porque se não não vou conseguir resolver isto sem me chatear a sério.» - é o que lhe digo. Ela vai e lá se mantem, descobrindo ainda por cima os prazeres de brincar no quarto, que é raro fazer.
Nesse dia propriamente dito, dei com ela muito aborrecida com o imposto. E foi quando me ocorreu. A ideia de atirar uns bonecos "fofos" ao roupeiro, para descomprimir a raiva. Enquanto diziamos em voz alta o motivo da irritação. Foi excelente e verdadeiramente libertador. Quando demos por nós já não eramos só o «Estou irritada porque a minha mãe me mandou para o quarto!», ou o «Estou irritada porque me chateei com o meu chefe no trabalho!»... tinhamos-nos transformado em duas valentes especialistas num qualquer novo desporto de arremesso de bonecos a rir às gargalhadas...
Rita

terça-feira, abril 20, 2010

Bolas!


E lá foi um vestido cheio de pintarola(s) para a Sofia, que fez dois anos há praticamente um mês. Apesar disso, ainda não foi desta que lhe arranquei um abraço ou um beijinho...
Rita

segunda-feira, abril 19, 2010

In Vasco

Gosto de quando me deixam aqui no chão da sala.
Dá para ir facilmente até aquele sítio onde os grandalhões cozinham. Há aí um tabuleiro com água e aquelas coisas pequeninas e secas que a bola de pêlo minorca e gira que para aí anda come.
Também dá para ir até aquele sítio onde se toma banho... acho que gosto mais... dá para chupar aquela coisa de metal que tapa o bidé... ou então para puxar o papel e espalhá-lo ou rasgá-lo... às vezes ainda se consegue chegar à água daquela cadeira diferente, de loiça... ou então aquela escova diferente e redonda que os grandalhões usam para limpar essa cadeira de loiça...
Da sala, se tiver muito vontade, ainda consigo ir rapidamente à caixa que tem aquela areia da bola de pêlo minorca e gira... dá vontade de brincar com a porta de dar-a-dar, mas o mais fixe é mesmo tentar trazer a areia cá para fora. Às vezes até parece que há coisas lá misturadas, mas ainda não consegui chegar-lhes... nem prová-las...
A grandalhona faz umas caras super-giras quando eu me dedico a estes hobbies. E repete aquilo, «Não, não, não!». Fica muito fixe com a cara assim séria, dá-me sempre vontade de rir e de fazer outra vez, só para a ver assim cómica.
Só não percebo aquela coisa dela fechar a porta da sala de um lado, fechar a porta do sítio onde se toma banho do outro e ainda de pôr cadeiras no caminho da caixa de areia. Deve ser para tornar isto mais interessante.
Até conseguir passar pelas portas fechadas ou pelos muros de cadeiras, o que vale é que na sala há sempre aqueles buraquinhos pequeninos na parede, aqueles que vêm aos pares e onde eles ligam o candeeiro, por exemplo. Sempre vai dando para entreter. Ainda hei-de descobrir o que é que dá para guardar ali...
Vasco

sexta-feira, abril 16, 2010

Um sonho possível

Um filme que retrata a divisão de classes no país da democracia. A história de um adolescente negro aceite quase por casualidade numa escola privada, de meninos brancos, devido às suas capacidades físicas (e potencialmente atléticas). Esse jovem, desadaptado e desenquadrado do ambiente escolar, é marcado por uma história familiar de violência doméstica, dependências e abandonos. Acolhido por uma família que se empenha em dar-lhe um ambiente familiar, consegue entrar na faculdade como atleta de futebol americano, e tornar-se um atleta de nível nacional. Uma história verídica.
Mais um filme que retrata o sonho americano mas que não esquece de mostrar as fragilidades do sistema, as diferenças sociais entre brancos e não brancos, entre “ricos” e “pobres”. Por isso tem o meu voto de um filme que vale a pena ver. Eu gostei bastante.
Ana Cristina

quarta-feira, abril 14, 2010

Salto alto

Os meus pais trouxeram-lhe de Maiorca estes sapatos, juntamente com uma fatiota de espanhola e umas molas enormes de prender o cabelo. Ela gostou de tudo, mas os sapatos deixaram-na completamente apaixonada... nada mais nada menos que um mini salto-alto para se passear aqui por casa e nos dar deixar doidos com o barulho...
Rita

terça-feira, abril 13, 2010

Um vestido novo


Está na altura de animar este blog com alguma coisa. Há poucas visitas, textos desinteressantes, dia-a-dias muito complicados e cansativos... e houve mestrados e segundos filhos e chatices no trabalho... enfim, nos últimos tempos isto deve andar uma seca para terceiros...
Então, cá vai a fotografia da prenda pelos 5 anos da R., a grande amiga da Alice. Um vestido cheio de flores abalãozadas ou de balões floreados.
E promete-se a apresentação de criações todas as semanas, para alegrar a coisa. Quem estiver aí escondido e sem vontade de falar, diga alguma coisa, comente, dê uma opinião, por favor. É a altura certa para motivar o nosso moral...
Rita

segunda-feira, abril 12, 2010

Tenho muito sono hoje porque trabalhei até tarde e vim, já de noite, a pé até casa. Não vi os meus miúdos e amanhã tenho de fazer um trabalho chato. Tenho carradas (mesmo carradas) de roupa espalhadas pela casa para arrumar e ainda não foi hoje que o consegui fazer. Tenho de cortar as unhas e limpar a caixa da gata. Os dias não parecem sorrir-me, mas estou bem disposta e isso é que é preciso. A ver se amanhã tenho mais tempo para dedicar a este blog.
Rita

O bom tempo está a voltar

... e as minhas alergias a piorar.
Mas eu gosto mesmo é do Sol, dos dias claros e das roupas leves.
Ana Cristina

terça-feira, abril 06, 2010

Retalhos de um fim-de-semana no Alentejo


Tão bom ter um filho que de repente fica bom e nos deixa ir passar um fim-de-semana prolongado ao Alentejo.
Tão bom ter um fim-de-semana prolongado para passar no Alentejo e tão bom ter um Alentejo onde passar um fim-de-semana prolongado.
Tão bom ter tempo para passear no campo, ver teatro itinerante na rua ao Sol até escaldar o nariz, experimentar penteados novos, mãos na areia e burricadas.
Viva os fins-de-semana prolongados cheios de Sol e boa disposição!
Rita

segunda-feira, abril 05, 2010

Recado (quase) particular

Ou por esquecimento ou por falta de oportunidade, ainda não consegui dizer-te como tenho adorado os livros que me emprestaste... como parto para eles sem expectativas, por não conhecer os autores (com excepções), os títulos ou enredos, e como acabo sempre por em dado momento me sentir envolvida com as histórias, por não me apetecer parar e por me surpreender positivamente... Tenho pena de não ter apontado os nomes dos que já te devolvi, bem como os escritores, para poder basear-me neles em novas e futuras escolhas que venha a fazer.
Tenho gostado imenso de todos e até lhes encontro pontos em comum, curiosamente afastados das minhas tendências de leituras dos últimos tempos. Por essa razão e pela descoberta que ela tem vindo a proporcionar, agradeço-te.
Pronto, já andava para te dizer isto há séculos.
Rita
PS - Neste momento estou de volta de "O melhor anjo" de Frank Ronan. Muito fixe.

quarta-feira, março 31, 2010

"Vasco com 1 ano" ou "Coisas a não esquecer ou aproveitar para contar à famelga que eu penso que não vem a este blog mas que até vai passando por aqui

Com um ano, o Vasco:
- mede 72,5 cm (percentil 25)
- pesa 8,440 (percentil 05, o mais baixo de todos, o que faz dele o chamado "lingrinhas")
- tem uma cabeça de 46 cm (à volta, não confunda quem não percebe nada do assunto porque o gajinho não é nada cabeçorras)
- gosta de comer, mas essencialmente da nossa comida, a menos que a dele seja colocada num prato de sopa dos nossos e dada com uma colher de sopa das grandes, de alumínio
- rastejava furiosamente e mesmo muito muito bem desde os 08 meses, até que começou a gatinhar aos 11 e meio e abandonou completamente a saída profissional de mini-homem-da-tropa
- agarra-se aos móveis, põe-se a pé e anda - as nossas calças também servem
- tem quatro dentes, dois em cima verdadeiramente garrafais (lembra-me os da irmã quando nasceram... para não dizer os meus primeiros definitivos das fotografias da primária) e prevêm-se mais para breve
- conhece perfeitamente as palavras "mana" ou "Alice", "gato" (e a mesma arranca-lhe logo sorrisos), "bola" ou "balão", "chucha"
- é um ingrato que finge não reconhecer as palavras "pai" e "mãe", de certeza
- é um teimosão de primeira que finge não reconhecer a palavra "não" e ainda por cima achar-lhe uma piada medonha
E sabe:
- bater palmas (não só nas suas mãos mas em todo o lado, aliás, auguro-lhe um bom futuro a fazer remates de voley)
- dizer adeus (mas não gosta muito de o fazer)
- dar "passoubens" e "cincos" (isto é esquisito de escrever)
- apontar a irmã, a gata, os candeeiros, e coisas que deixa cair ou que quer
- mostrar onde é que a galinha põe o ovo (se ela o decidir pôr na mão de alguém, o que faz da letra da música uma palermice irreal)
- dar autênticas pancadas na sua cabeça para mostrar que esta é muito tonta (e se não for, decerto ficará com a violência a que está sujeita)
- estender os braços de forma vitoriosa quando se grita "viva"
Mais:
- está pela primeira vez a entrar no terceiro dia de febre, nunca tomou antibióticos e até o Brufen foi no outro dia a primeira vez. Mas está porreiraço e não nos oferece qualquer motivo de preocupação.
- tenho o pressentimento que vai estar sempre a desarrumar a casa, que vai ser um teimoso de primeira lavra e que vai gostar de pândega.
Rita

terça-feira, março 30, 2010

"Um ano" ou "Coisas soltas e malucas que se me estão a passar pela cabeça"

Puto:
Nasceste há um ano.
E eu sinto-me tão feliz contigo e convosco que nem tenho palavras para descrever como é.
Ou então é porque estou cansada, também pode ser isso.
De qualquer forma, quero deixar aqui escrito para a posteridade que tu, que ainda quase não ficaste doente, não tiveste febre e não vomitaste neste tempo todo, podias ter deixado mais um dia para experimentares isso tudo.
Rita

É verdade, acho que já se me passou a travadinha de ontem, ou dos últimos tempos. Às vezes é assim, dá-me mas passa. É o momento do descontrole mental, em que não me lembro do trabalho fixe e aliciante que tenho, da bela cidade em que escolhi morar, dos magníficos amigos que me rodeiam, do homem espectacular com que vivo... e dos filhos, o raio dos miúdos que dormem lá dentro e que me... arrebatam, é isso... acho que é e melhor palavra para descrever a coisa... arrebatam-me... raça dos miúdos... a culpa é deles... nascem e a gente deixa de saber o que é estar sem eles, são quase como uma espécie de segunda vida...

segunda-feira, março 29, 2010

Quase quase um ano

Amanhã o meu filho faz um ano e eu estou tristíssima.
Não me consigo adaptar ao facto de ir começar a trabalhar em horário completo, mas pior, não me consigo adaptar à ideia de que a partir daí não me vou mesmo conseguir afastar mentalmente dos problemas da minha equipa e impedir que me arrastem com eles... e não vou conseguir livrar-me mais daquelas semanas horríveis de trabalho agendadas com regularidade... e ainda pior, não vou conseguir impedir-me de, para além dessas semanas, e com mais frequência do que me apetece (por causa dos ditos problemas de equipa), por vezes ter de deixar de vir a casa e de ter horários e vida e sei lá mais o quê...
Amanhã o meu filho faz um ano e eu já estou cheia de saudades do tempo que até agora tivemos e partilhámos com a crescida (sim, a separação de dois é muito pior do que a separação de um).
E parece horrível porque até moro perto do trabalho e em quinze minutos de carro consigo ir buscá-los, mas só me ocorre que a partir de agora são duas horas a menos deles e só sobrará o tempo de preparar roupas e banhos e comidas e a vidinha a vidinha a vidinha...
Daqui a uns tempos já me habituei. Mas por enquanto estou aqui, pelo menos a curtir a tristeza. E só não curto as lágrimas porque há pouco a sapiência da minha irmã a fez dizer:
- Deixa lá, é pior não ter filhos.
E eu olha, calei-me. E agora vá, autorizo a que me chamem nomes, daqueles feios, que eu provavelmente mereço.

Rita

domingo, março 28, 2010

O 9ºQ - ou, para alguns, o grupo FD

Quem me conhece sabe que a matemática nunca fez parte dos lados mais agradáveis do meu coração. É uma daquelas coisas que sabemos que existe e que até nos desperta um fascínio teórico, mas que no fundo sabemos que nunca vai ter nada a ver connosco.
Apesar disso, por artes e acasos do destino, no 9º ano escolhi Quimicotecnia e fiquei na única turma desse ano com acesso ao mundo mágico do laboratório. Confesso que nunca percebi "pevas"daquilo, mas que me diverti muito a quase incendiar o espaço e a entornar (sem querer)tudo o que era líquidos estranhos na bata que vinha da minha irmã e que se mantinha quase incólume até ao momento.
A minha turma do nono foi extraordinária. Fui enquadrada no meu primeiro grupo misto de amigos e com eles ri, cantei, toquei flauta, fiz teatro, criei aventuras, passeei e descobri muitas e muitas coisas.
Hoje encontrámo-nos. Alguns, os que deu para contactar e juntar. Sete. Trocámos telefones, gargalhadas antigas cheias de recordações, e também risos novos, plenos de piadas mais maduras, bem como dos percursos de vida que fizemos, dos trabalhos actuais (tão pouco relacionados com os cursos superiores tirados), das famílias que constituímos, dos lugares para onde fomos viver, dos animais que temos...
Sentimo-nos e dissemo-nos iguais, apesar de nos sabermos mais velhos, mais gordos, mais enrugados, mais desiludidos. Mas estávamos lá e foi importante e havemos de repetir, com fotografias e vídeos comprometedores à mistura.
Rita
Obrigado a todos por tudo o que representam na minha vida. Foi maravilhoso.

segunda-feira, março 22, 2010

A vida

Há mais ou menos três semanas, um amigo teve um acidente de carro.
Despistou-se, foi bater num poste de electricidade daqueles grandes, formados por dois pilares de cimento, e por lá ficou encaixado, até que os bombeiros o desencarcerassem. Teve uma paragem cardio-toraxica e ia morrendo. Teve um traumatismo craneano, com edema cerebral a recusar-se a ceder. Uma imensa possibilidade de lesões desconhecidas. Ficou em coma.
Durante este tempo, teve sempre no meu pensamento. Por trás de todas as coisas que fizesse e sentisse e me ocorressem. Não dormia bem, não andava bem. Ia vê-lo e sofria porque me sentia impotente e pequenina a olhá-lo, ligado a máquinas e com tubos por tudo quanto era lado. Ele era eu e todos nós, a vida na sua finitude e fragilidade a olhar-me de frente.
O meu amigo por afinidade, grande amigo do grande amigo que comigo partilha a vida. Um daqueles amigos que nos deixa a certeza de ser um grande amigo se precisarmos, que é o que basicamente faz de um amigo um amigo.
Hoje apertou-me a mão e acenou quando lhe disse quem era. Há dois dias quis saber as horas. Comeu sopa e mousse de chocolate. Mexeu as duas pernas e os dois braços. Acenou a dizer que está bem, que a luz não lhe faz confusão. Ainda não se sabe de nada, mas desse nada sei eu que voltaremos a mergulhar na piscina da Várzea ou no mar da Costa, a inventar jogos e expressões, a passear, a correr, a rir, a rir, a rir...
Quando penso nisto, não consigo deixar de ter vontade de chorar de felicidade.
Rita

domingo, março 21, 2010

Homens que matam cabras só com o olhar

Se imaginarem algo que combine com o título do filme, será certo que não conseguirão descobrir o desenrolar do filme. Assistir a este filme é como estar a falar com um grupo de pessoas com alteração da realidade (diga-se doidas varridas) e conseguir perceber que elas até têm a sua realidade e se compreendem umas às outras. E depois é imaginar que esse grupo de pessoas até tem alguma importância social e que é “alimentado” por quem tem muito poder, o que faz esse grupo de "doidos varridos" um grupo perigoso.
“Homens que matam cabras só com o olhar” é um filme estranho do início ao fim. Mas se quiserem ir ver um filme, de um humor muito especial, onde sairão sem ter aprendido alguma coisa, mas de muito bom humor, não o percam porque não tarda nada ele sai de cena.
Ana Cristina
(Para quem já o viu- A "belinha mortal" já pegou entre o grupo de amigos.)

sexta-feira, março 19, 2010

Finalmente almoçamos juntas.

Foi difícil, mas quase um ano depois, lá fizemos o nosso almoço. A ideia era aproveitar a hora de almoço delas com meu horário e, já que os locais de trabalho são próximos, aproveitarmos para ir pondo a conversa em dia sem maridos nem filhos a reboque.
Primeiro a responsabilidade foi do Vasco e da licença de maternidade da Rita. Depois foi tudo culpa dos meus horários. Sim, elas almoçam todos os dias pelas mesmas bandas mas eu tenho horários pouco compatíveis e sou muito pouco regrada e, a maioria dos dias que não almoço no refeitório nem sequer me preocupo com a hora da refeição.
Na verdade, as novidades vão chegando pelas nossas mães, vizinhas de longa data. Na prática quer umas, quer outra, frequentamos o mesmo prédio mas é raro encontrarmo-nos nas casa que já formam nossas. Mas o saberque estamos sempre no coração da nossa amiga, para mim já me equilibra.
Companheira desde o nascimento, amiga de infância daquelas que corriam de mão dada na aula de ginástica, a Tina, foi e será sempre uma presença na minha vida. Se os dias passam e a gente nem se vê, não é por mal, é mesmo porque vamos deixando o tempo passar.
Temos que almoçar mais vezes.
Ana Cristina

segunda-feira, março 15, 2010

Ballet



A Alice teve uma festa de ballet no sábado. Ou melhor, uma festa na qual estava incluído o ballet.

No início não me apetecia que ela fosse para o ballet. Acho-o lindo, mas um pouco restritivo de movimentos, demasiado rígido e disciplinador para ser iniciado aos quatro anos. Acabou por ir, na óptica de fazer uma actividade física e algo extracurricular que lhe diminuisse o número de horas num recreio fechado, confuso e muito barulhento.

A aprendizagem não tem sido isenta de questões. Há uns tempos começou a dizer que não queria ir mais porque a professora se tinha zangado com ela (estava a conversar com uma colega).
Seguindo a opinião de uma amiga, combinámos com ela que frequentaria a actividade pelo menos até à festa, e que depois logo se veria.
A exibição foi amorosa. A Alice estava tão linda, toda magrinha e pequenina, com as suas asas de borboleta coloridas e uns collants de uma cor diferente de todas as outras. O esquema de dança parecia um verdadeiro desafio à concentração e ela até se portou muito bem. Claro que, como sempre, tenho a sensação que eu teria babado de orgulho, mesmo que ela tivesse escorregado, ficado sentada a um canto ou feito xixi pelas pernas abaixo no meio da sala...
Nada disso aconteceu e tudo correu maravilhosamente.
Hoje a professora disse que ela tinha estado muito bem na aula e, embora ainda não tenhamos falado sobre o assunto, aposto que já não quer desistir.
Rita

Na foto: a Alice e a grande amiga R., depois da sua dança, a assistirem à mostra do karaté, de saias de tule e casacos vestidos.

quarta-feira, março 10, 2010

Novidade de há poucas horas

E eis que hoje...
depois de ter começado a rastejar perfeitamente aos oito meses, tal qual um pequeno homem da tropa,
depois de no último mês ter aprendido a pôr-se de pé e a andar agarrado às coisas,
depois de nada o fazer prever...
o Vasco gatinhou!!!!!

Rita

terça-feira, março 09, 2010



Há uns tempos comprámos à nossa Alice a sua primeira "Alice". Falo na primeira porque acho-a uma história tão fantástica que poderia ter várias, de várias edições e ilustradores. Cheguei até a pensar em fazer uma colecção de "Alices" para a miúda homónima cá de casa.
O livro demorou cerca de uma semana a ler porque o dividimos em capítulos e, apesar da história ser confusa, a Alice percebeu e gostou. Todas as noites revíamos em traços gerais o que tínhamos lido no dia anterior e fechávamos o livro sem ver o que iria acontecer no dia a seguir, para ser surpresa.
Foi uma semana divertida, talvez até mais para mim, que pude viajar novamente ao País das Maravilhas e recordar os seus pormenores deliciosos. Fiquei cheia de vontade de lá voltar, desta vez, quem sabe, por outras mãos... nem me importava de fazer uma colecção, mas para mim mesma...

Rita

segunda-feira, março 08, 2010

"Estado de Guerra"

Neste fim-de-semana foi novamente ao cinema. Fui ver um filme de americano e de guerra, duas condições que me afastariam, à partida, da sala de cinema. Não fossem as boas críticas e o F dizer que estava na sua lista e teria perdido um bom filme.

Com um argumento muito simples, "Estado de Guerra" faz-nos reflectir sobre a vivência diária do risco de vida, e de como esta experiência se pode tornar viciante, quase como se fosse a única forma de dar sentido à própria vida.
Neste filme, assistimos a imagens de bombas a explodir, de tiros e mortes, sem que estas cenas sejam acompanhadas de grandes efeitos, gritos e agressões visuais. Todo um conjunto de estímulos, visuais e sonoros, muito limpos, sem a agressividade a que estamos habituados. São imagens, aparentemente, mais naturais.

A minha classificação é de bom argumento, muito boa realização. Não será por acaso que, ao que parece, esta noite ganhou vários óscares. Na minha classifacação também fica vários pontos à frente do seu mais directo rival; o "Avatar".

(Uma curiosidade, para quem anda distraído; "Estado de Guerra" é realizado por uma mulher.)

Ana Cristina

domingo, março 07, 2010

Como prometido...

... cá vai a explicação sobre o Livro do Ir e Vir.
Na última reunião de pais, a MJ deu a ideia. Um livro que percorresse a casa de todos os meninos da sala, à vez, durante duas ou três noites, onde cada menino, com a sua família, fizesse algo para os outros. Podia ser o que se quisesse, uma história, um poema, o relato de alguma coisa, um desenho, uma fotografia, qualquer coisa.
Os pais aceitaram. Quanto a mim, deliciei-me com a ideia de algo assim partilhado com todos os outros, uma espécie de oferenda a todos e a cada um de nós.
Claro que não estava à espera de ser a segunda casa do Livro. E do dito vir por duas noites, sendo as mesmas a meio da semana... Parecia que não nos ocorrria nada...
Fazer o nosso capítulo do Livro foi verdadeiramente divertido. Dei a ideia de uma foto-história e a Alice gostou. O problema estava na história... algo já inventado e meramente recontado por ela... ou algo que ela criasse... ou algo do nosso dia-a-dia...
Ficou a Cinderela. A Cinderela da Alice, com as suas palavras, o seu discurso. E nós fomos as personagens que ela escolheu, com adereços palermas e em poses sorridentes para fotografias depois coladas segundo a ordem que ela tinha contado... pequenos fotogramas de uma Cinderela reinventada em família...
Rita
*Haviam de ter visto o Pai de príncipe com peruca cor-de-rosa, montado num cavalo de pau e com um sapato de salto alto na mão... e da Tia Cristina e esta Mãe de bruxas/irmãs horripilantes... e o Vasco feito pai, com bigode... e ela de Cinderela, cabeleira verde comprida, a ir para o baile de carro-triciclo... Magnífico...
** MJ, espero que me perdoe o abuso de ter tirado fotografia ao Livro e de a ter postado aqui. Se quiser que eu tire a foto, diga-me por favor.

sexta-feira, março 05, 2010

No rescaldo de um dia loooongo...

Entrei na quinta às 15.30 para uma jornada que se previa longa.
Fiz tarde. Segui noite e, mais uma vez fiz greve, mas não deve ter contado para as estatísticas porque só o sindicato se preocupou em saber quantas de nós estavamos de greve e a garantir os serviços mínimos (e fomos todas). Saí às 8.30, depois de passar o turno (às colegas que estavam de greve e que ficaram a decidir quem iria para casa e quem ficaria a garantir os serviços mínimos).
Tomei o pequeno-almoço e às 9.30 fui a uma formação daquelas que estava inscrita e que terminou às 4 da tarde.
Cheguei a casa já passava das 6 e, tal era o cansaço que não consegui adormecer antes das 10.30.
Hoje dormi até às tantas e passei o dia, de folga, sem fazer nada de jeito.
Amanhã lá entrarei às 8.
Ana Cristina

quinta-feira, março 04, 2010

Novidades

Já estou melhor, sim senhora. Até já estou quase boa. Continuo com dores pelo corpo e acho melhor ir tendo alguns (já poucos) cuidados alimentares. Mas o que me lixa mesmo é o cansaço. Depois do jantar - e às vezes antes - estou pronta para uma grande soneca. Como agora. Ainda por cima o dia não acabou com boas novas e preciso de digerir. E por isso, já sabem o que vou dizer: o sofá aguarda-me.
Rita

segunda-feira, março 01, 2010

Cineminhas

Ontem fui ao cinema. Aliás, nos últimos dez dias fui ao cinema três vezes.
Do “Avatar” tenho pouco a dizer. Que vale a pena, porque dizem que será um marco no cinema pela tecnologia. A história, apesar de já não ser nova, é uma temática que será sempre importante não esquecer. Mas, no fundo no fundo, esperava muito mais.
Do “Invictus”, tenho a dizer que é um filme interessante, que nos relembra uma África do Sul num passado bem recente, mas que parece tão distante. A tomada de posse do Nelson Mandela e os primeiros passos de um país a caminho da igualdade de direitos, independentemente da cor da pele. Vale a pena ir ver, e vale a pena pensar sobre o apartheid, regime que regeu a África do Sul até à duas décadas atrás.
Mas este post é dedicado fundamentalmente ao “Tudo pode dar certo”, o último dos três filmes que fui ver. De um dos meus realizadores preferidos este filme veio lembrar os velhos tempos em também ele era o actor principal das suas obras cinematográficas. Pois é, Woody Allen voltou. Desta vez sob a forma de um outro actor que parece personificá-lo na perfeição. Mas a personagem que conhecemos como sendo o próprio Allen continua igualmente genial, egocêntrico e hipocondríaco. Numa história sem grande enredo, assistimos à defesa de uma teoria cuja mensagem é a de que a vida, tal como o amor, não são algo predefinido, sendo sim frutos do acaso. Nas nossas mãos está a capacidade de aproveitar ou não o que nos acontece, tornando o acaso em algo proveitoso. O “Tudo pode dar certo” é uma lição de vida. Parece tratar-se de uma despedida do realizador que tão bem conhecemos. Como se ele nos dissesse: “Aproveitem. Aproveitem, porque, apesar de acontecer por acaso, tudo pode dar certo.” Aconselha-se a quem deste género gostar. Eu adorei.

Ana Cristina

domingo, fevereiro 28, 2010

Prometo que explico tudo sobre o Livro do Ir e Vir, assim que me passar a malfadada gastroenterite viral que me atormenta...
Rita

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Ai, cruzes, credo, canhoto!!!!!!

Ai!!!!!!!!!!!!!!!
Na reunião de pais aprovámos o Livro do Ir e Vir... e achámos todos muita piada a partilhar algo no livro, algo da nossa família para as famílias dos outros...
Mas agora, nós somos os segundos....!!!!...
e os primeiros fizeram coisas tão giras que nem sabemos para onde nos virarmos...!!!!...
e só temos duas noites e uma já passou...!!!!!!!!!!!!!!
Aiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Socorro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Rita

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Fomos ao cinema...



... ver "A Princesa e o Sapo". O filme é muito bonito e divertido e nem imagino porque razão passou pela cabeça dos senhores da Disney acabarem com as animações tradicionais, em formato 2D. Espero que ultrapassem essa loucura e continuem a produzir clássicos com princesas de todas as cores e feitios, cada vez mais lutadoras pelos seus sonhos... e pelos nossos...
Rita

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

IUPIIIIIIIIIIII...

Estou livre! Defendi a tese hoje e correu bem.

Agora vou dormir cedo. Para a semana volto à minha vida de mulher trabalhadora, criativa e leitora... que já tenho saudades.

Beijinhos a todas as nossas visitas, que são poucas mas boas
Ana Cristina

A Cristina é Mestre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Finalmente!!!!!!!!! VIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!! Estou a rebentar de orgulho!!!!!!
Rita

Será que vamos poder estar juntas novamente...? E conversar? E receber-te para jantar todas as semanas outra vez? E ir a algum lado? E levar para a frente os outros projectos?!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Retalhos de um Carnaval


Tirando o tempo e o facto de mais uma vez eu e a Cristina não nos termos mascarado, este Carnaval foi fixe.
Teve direiro a um rapazola de dez meses vestido de superhomem e de mini-homem (com fato e bigode), o que divertiu imenso a irmã.
Teve direito a uma menina de quatro anos vestida de minhota («Vá, diz à MJ de que é que te vais mascarar...», «De... de... canhota!»), de fada "caseira" (com umas estrelas imaginadas pela mãe, de papel autocolante, coladas na roupa, para compor a fatiota - viva os trabalhos manuais, viva as máscaras originais), e ainda de olho (visão) no desfile da escola. E ainda a pinturas na cara, festas de anos e tardes cheias de brincadeira com primas...
Choveu, mas nós divertimo-nos a valer.
Rita

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Novidades de Carnaval



O Vasco tem novos limites. Já se conseguia manter sentado quando o deixávamos assim, já conseguia rastejar para todo o lado, já conseguia até transpor um ou outro obstáculo (tipo puff). Agora o limite é vertical. Agarrar-se, subir-se, manter-se. Com uma mão, com duas, até com a boca, se o deixarmos. Nós assistimos e espalhamos almofadas ao seu redor. Secretamente, aplaudimos e sorrimos. É tão bom...
Rita

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Chegou o Carnaval, viva!!!

Resultado de dois dias de Carvaval: dois miúdos a dormir, ferradíssimos, por volta das 20H00... Ai, ai (suspiro)...

Rita

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Dia de três


De vez em quando, em vez de dois, trago três da escola. É o dia em que fingimos que a que não tem manos é a irmã mais velha, a minha primogénita é a do meio e o puto é o mais novo.
Ela é a grande amiga da Alice, o único nome que para além do dela ela quer aprender, aquela para quem ela faz desenhos.
Gostamos muito de a ter cá e de ir vendo como as duas crescem a par e passo, com gostos, características e formas diferentes de resolver as coisas.
Agora, há momentos em que o Vasco também se junta a elas; como hoje, em que rastejou até às construções de lego. Foi a primeira vez de muitas em que ele deixou de ser o bebé com a piada de agarrar e mimar e pegar para tirar fotos, para passar a ser o puto chato que precisa de ser enxotado porque só estorva e estraga. Pediram-me para o tirar dali e eu disse-lhes que não, que ele queria brincar com elas, que elas poderiam levar o lego para o quarto, que teriam de resolver o assunto com ele. Até que a Alice resolveu ensinar a amiga a afastá-lo, pegando-lhe nas pernas e levando-o para outro sítio da sala. E as duas o foram fazendo à vez, conforme ele se aproximava.
Todos manos a fingir.
Rita

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Será que...

... depois de arrolados e ouvidas as prováveis mil testemunhas do Sr. Embaixador, mais as trinta e tal do Sr. Apresentador e as cinquenta e tal do Sr. Doutor e outras tantas dos outros arguidos este tribunal vai ouvir os dez milhões de portugueses para concluir o processo? Ou talvez os turistas que visitaram o país nos anos muitos anos em que alegadamente ocorreram os abusos.
Se calhar é melhor fazer um referendo. Seria concerteza mais rápido...
Ana Cristina

domingo, fevereiro 07, 2010

Família reunida

Hoje, pouco tempo antes do Vasco conseguir pôr, pela primeira vez, um cubo pequeno dentro de um cubo grande, inaugurámos as nossas reuniões familiariares.
A ideia foi do Brazelton, confesso. Ele é que disse que Quando as crianças atingem os quatro anos de idade, é altura de começar a ter reuniões familiares regularmente. (...) Todos se sentam juntos. A ideia é levar a criança a sentir que é um membro estimado da família, com responsabilidades claras, de que se pode orgulhar.* E nós, seguindo o conselho um "guru" cá de casa, lá o fizemos. Com direito à escrita dos pontos principais e tudo.
Nesta reunião, mantida sob o desatento olhar do Vasco, que jantava (ou melhor, que pouco jantava), conversámos sobre actividades, tarefas e regras de doces. As ideias dela ainda foram poucas e as do pai nenhumas, mas acho que com o tempo nos habituaremos a melhorar estes momentos.
As conclusões, como todas as conclusões, foram importantes. Definiu-se que, a juntar às tarefas que já tem (tirar e arrumar os seus sapatos e casacos quando chega a casa, colocar uma toalha separadora na mesa quando vai lanchar, por exemplo), a Alice vai passar a despir sempre a sua roupa e a vestir o pijama, bem como a ajudar por vezes a pôr a mesa. Ao pequeno-almoço vai comer Chocapic "só" às 2as, 4as, 5as, 6as e sábados, bebendo leite e comendo pão às 3as e domingos. Pode pedir doces dia sim dia não, apesar de não significar que os pais lhos dêm (só diminuir os pedidos já é bom, isto anda um exagero!). Da parte dos pais houve a promessa de brincar mais vezes com as Barbies, às escondidas, à plasticina e um pedido para que se guardasse um dia para desenhos, trabalhos e exercícios.
Tudo registado em "acta" para o futuro.
Rita

*T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, "A criança dos 3 aos 6 anos"

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Ando cansada

Tenho coisas para dizer aqui mas ainda não arranjei o momento oportuno do dia para me dedicar a elas.
A verdade é que ando cansada e não consigo perceber bem o porquê. Será que é agora, passados alguns meses do início do trabalho, que o ritmo começa a entrar... e a pesar?! Será que é do ginásio, recentemente recomeçado e que me lembra uma "morte lenta", ou seja, a pessoa sai de lá como se não tivesse sido nada e depois levanta-se cansada todos os dias e tem sono logo a partir das 22h?! Será que é daquelas fases no ano em que se sente necessidade de tomar umas vitaminas porque até nos esquecemos de coisas que são diárias e comuns?! Será que é desta constipação que pressinto?! Será disto tudo?!
Rita

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Uma música para começar a semana

Eu sei como é: uma pessoa anda a viajar pelos blogues usuais, vê que num deles inseriram um vídeo e passa logo adiante, quase sem ver... Vá, não façam isto desta vez... prometo que vale a pena, que é lindo de ver, de ouvir... e principalmente de sentir... e depois, com o coração cheio de coisas boas, comecem uma semana nova...

Rita

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Ó pra mim a falar dos enfermeiros...

Quando eu acabei a minha licenciatura, a minha irmã já era enfermeira há uns oito anos.
Eu vim a seguir a participar num concurso público para a profissão que hoje tenho - e que acho que não devo dizer aqui qual é - a entrar e a fazer um ano de curso e um ano de estágio. A minha licenciatura não era um requisito na altura, pelo que para o que eu iria fazer só se exigia o 11º ano. Na verdade, se eu não achasse que as minhas habilitações se enquadravam perfeitamente na minha futura profissão, era quase como se sentisse que tinha andado a estudar mais de quatro anos para nada.
Quando eu me encontrava a acabar este segundo curso, a carreira para a qual eu estava a estudar foi repensada, reestruturada e criaram-se novas regras: a partir dali, seria exigida uma licenciatura e não mais o 11º ano. Mudaram-se títulos e, mais importante, tabelas salariais. Todos passaram a ganhar mais, independemente das suas habilitações literárias. E mesmo hoje, ter uma licenciatura (como passou a ser obrigatório nos concursos seguintes) ou ter o 11º ano (como muitos até à minha entrada têm) acaba por ter o mesmo significado em termos de vencimento.
Entretanto, a minha irmã tinha um bacharelato, porque assim era a formação em enfermagem. E trabalhou no público, depois no privado, trabalhou em dois sítios em duas ocasiões, voltou ao público, fez algumas greves em que teve de assegurar serviços mínimos e não ganhar na mesma (o que mudou mais recentemente), contraiu uma tuberculose que nunca lhe foi considerada doença profissional e que a deixou sem trabalhar uns tempos, ficou com dor siática por mudar camas com velhinhos gordinhos lá dentro, fez manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites...
Um dia, o curso de enfermagem passou a ser uma licenciatura e a minha irmã, como muitos enfermeiros seus colegas, começou a pensar que deveria pôr-se a fazer o ano que a faria ter equivalência a este grau de estudos. E lá se dedicou a estudar mais um ano, a arranjar chatices no emprego por demorarem meses e meses a dar-lhe o estatuto de trabalhador-estudante, lá teve de fazer trocas e trocas, lá gastou uma imensidão de dinheiro e lá tirou o seu ano de licenciatura...
Contudo, a sua carreira nunca foi reestruturada, nem repensada, nem as tabelas salariais alteradas. Fizeram-se promessas de ajustar anos de experiência profissional e habilitações, mas estas nunca vieram a ser cumpridas. O que significa que os enfermeiros licenciados e os bacharéis ganham o mesmo, mesmo aqueles que decidiram licenciar-se e esforçar-se e sacrificar vidas pessoais na esperança de verem os seus esforços reconhecidos.
Mais: um enfermeiro licenciado (ou bacharel, no fundo vai dar ao mesmo em matéria de reconhecimento de esforço) ganha em início de carreira, um ordenado base inferior ao de quem tem a minha profissão, independentemente de até eu entrar nela, só ser exigido o 11º ano.
Pronto, só quis dizer isto. Para que alguém tenha mais ou menos a mesma noção que eu do motivo que leva os enfermeiros a recusarem trabalhar e a manifestar-se nas ruas.
Rita

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Pequenas notas...

1- O orçamento tinha umas pequenas gafes. Coisas sem importância, do estilo de umas aplicações em falta e uns euros (-itos) de diferença nos apoios à agricultura.
2- Parece que os quadros eram muito difíceis de fazer e por isso entregaram o dossier tarde, na pen, porque não tiveram tempo de imprimir tudo.
3- Mas atenção. Estamos a falar do Ministro das Finanças, não de um aluno do primeiro ano da faculdade. Porque se fosse esse, chumbava.
... quanto à GREVE DOS ENFERMEIROS. Disso falamos mais tarde.
Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Greve Nacional dos Enfermeiros

"Imagine, se puder, um mundo sem enfermeiros" . Um sistema de saúde tão debilitado que seria irreconhecível. Quando as enfermeiras desaparecem também desaparece a segurança do paciente. Assim começa o vídeo que vos deixo...
Podem vê-lo aqui.
Na sexta lá estarei na rua, mais uma vez, a manifestar-me. Numa luta pelo reconhecimento da profissão que é a minha.
Ana Cristina

terça-feira, janeiro 26, 2010

Reportagem de Natal atrasada 2


Eu recebi uma jóia. Peça única. Feita pela Alice.

Ao que parece é do mesmo modelo que o colar da tia Sofia, mas com cores diferentes. O dela será em cor-de-rosa, o meu em azuis, mas seria em laranja se a Rita não tivesse interferido e lembrasse que cor-de-laranja é uma cor que eu não gosto.

Recebi a minha mais recente jóia da mão da sua autora, com um grande sorriso e uma interrogação: "- Ó tia, porque é que tu não gostas de cor-de-laranja e até detestas? Todas as cores do mundo são bonitas!"

Senti-me quase uma criminosa...
Ana Cristina

domingo, janeiro 24, 2010

Uma árvore para todo o ano

Vamos cá ver: prometi uma reportagenzita de Natal e esta ainda só vai no primeiro episódio... mas a verdade é que, cá em casa, a árvore também só foi desmontada ontem... eu e o meu cunhado Fernando até demos por nós a falar sobre a eventualidade de se deixar de ter uma árvore de Natal e passar a uma espécie de árvore anual... uma que ficasse sempre ali e que nós fôssemos redecorando conforme a época em que nos encontrávamos... por exemplo, nos próximos tempos colocaríamos máscaras... depois, ovos pintados... no Verão poderiamos pendurar-lhe fatos de banho e biquinis... seria um incentivo à originalidade e criatividade, não...?!
Rita

E promete-se a continuação e final da reportagem (que não é assim tão grande) para esta semana...