



Esta lagarta (ou minhoca, consoante os gostos) já andava para mostrar desde o Inverno. Foi para a Rita, que já há tanto tempo não tinha uma coisa das Oficinas no roupeiro. Temos de tratar de alguma coisa agora para o Verão, não Tina?! E a ver se dá tanto gozo a fazer como esta... eu adorei o resultado... e até pode servir para agitar um pouco este blog, que nos últimos tempos anda tão pouco visitado...Desde há dois ou três dias que o Vasco tenta dar um ou dois passinhos sem estar agarrado. Depois manda-se para um ponto de apoio ou para o chão, e sorri com ar orgulhoso da sua façanha.
Já embala um boneco quando lhe pedimos para pôr o bebé a dormir.
Já põe o telefone no ouvido e diz algo parecido com "tá".
Nunca liguei muito ao Dia da Mãe. Quer dizer, devo ter ligado, na primária, quando efectivamente fazia a prenda. Mas depois daqueles quatro anos, sucederam-se dezenas deles (sim, duas dezenas) em que o Dia passou a ser só mais um dia, sem lembranças especiais e só com o telefonema obrigatório para a mãe.
Fui ver este filme e gostei. Sob um disfarce teoricamente leve e bem disposto, aborda alguns pontos sérios e profundos.
O nosso amiguinho e meio-afilhado (sim, os afilhados também podem vir às metades ou aos quartos) fez anos e como é futebolista e já tem sete anos e é um rapazola e já não tem idade para receber assim um boneco muito para o infantilóide... oferecemos-lhe este... uma experiência diferente destas Oficinas e que irá concerteza ser repetida em outros formatos... ideias não faltam, o que falta é tempo, disponibilidade mental, ausência de cansaço e afazeres...*palavra raramente usada cá em casa!!!
O que fazer quando se está doido de raiva?! Quando a irritação dentro de nós quase explode, a frustração queima, a pulsação despara... as lágrimas contrariadas quase saem...?!
Um filme que retrata a divisão de classes no país da democracia. A história de um adolescente negro aceite quase por casualidade numa escola privada, de meninos brancos, devido às suas capacidades físicas (e potencialmente atléticas). Esse jovem, desadaptado e desenquadrado do ambiente escolar, é marcado por uma história familiar de violência doméstica, dependências e abandonos. Acolhido por uma família que se empenha em dar-lhe um ambiente familiar, consegue entrar na faculdade como atleta de futebol americano, e tornar-se um atleta de nível nacional. Uma história verídica.
Os meus pais trouxeram-lhe de Maiorca estes sapatos, juntamente com uma fatiota de espanhola e umas molas enormes de prender o cabelo. Ela gostou de tudo, mas os sapatos deixaram-na completamente apaixonada... nada mais nada menos que um mini salto-alto para se passear aqui por casa e nos dar deixar doidos com o barulho...
Está na altura de animar este blog com alguma coisa. Há poucas visitas, textos desinteressantes, dia-a-dias muito complicados e cansativos... e houve mestrados e segundos filhos e chatices no trabalho... enfim, nos últimos tempos isto deve andar uma seca para terceiros...

Se imaginarem algo que combine com o título do filme, será certo que não conseguirão descobrir o desenrolar do filme. Assistir a este filme é como estar a falar com um grupo de pessoas com alteração da realidade (diga-se doidas varridas) e conseguir perceber que elas até têm a sua realidade e se compreendem umas às outras. E depois é imaginar que esse grupo de pessoas até tem alguma importância social e que é “alimentado” por quem tem muito poder, o que faz esse grupo de "doidos varridos" um grupo perigoso.No início não me apetecia que ela fosse para o ballet. Acho-o lindo, mas um pouco restritivo de movimentos, demasiado rígido e disciplinador para ser iniciado aos quatro anos. Acabou por ir, na óptica de fazer uma actividade física e algo extracurricular que lhe diminuisse o número de horas num recreio fechado, confuso e muito barulhento.

Com um argumento muito simples, "Estado de Guerra" faz-nos reflectir sobre a vivência diária do risco de vida, e de como esta experiência se pode tornar viciante, quase como se fosse a única forma de dar sentido à própria vida.
Neste filme, assistimos a imagens de bombas a explodir, de tiros e mortes, sem que estas cenas sejam acompanhadas de grandes efeitos, gritos e agressões visuais. Todo um conjunto de estímulos, visuais e sonoros, muito limpos, sem a agressividade a que estamos habituados. São imagens, aparentemente, mais naturais.
A minha classificação é de bom argumento, muito boa realização. Não será por acaso que, ao que parece, esta noite ganhou vários óscares. Na minha classifacação também fica vários pontos à frente do seu mais directo rival; o "Avatar".
(Uma curiosidade, para quem anda distraído; "Estado de Guerra" é realizado por uma mulher.)
Ana Cristina

Ana Cristina




Rita
"Duas pequenas sereias" e "Uma menina com uma flor e um bebé"
O Vasco também se iniciou nestas lides e ofereceu a sua mãozada e pegada:
Rita
