terça-feira, abril 27, 2010

Um futebolista para outro futebolista


O nosso amiguinho e meio-afilhado (sim, os afilhados também podem vir às metades ou aos quartos) fez anos e como é futebolista e já tem sete anos e é um rapazola e já não tem idade para receber assim um boneco muito para o infantilóide... oferecemos-lhe este... uma experiência diferente destas Oficinas e que irá concerteza ser repetida em outros formatos... ideias não faltam, o que falta é tempo, disponibilidade mental, ausência de cansaço e afazeres...
Rita

domingo, abril 25, 2010

25 de Abril sempre!!!

Hoje lá descemos a avenida. Três, eu e os putos, que o pai estava lesionado de um treino de futebol e não lhe dava jeito andar muito.
Caminhámos então pela liberdade, entre família, alguns conhecidos de longa data, bons amigos e até colegas recentes e coincidentemente encontrados nestas andanças... No fim, comemos o habitual gelado e fizemos corridas de carrinho de bebés. Foi um dia bom, cheio de Sol, calor, carinho e sorrisos. Pleno de possibilidades, como o dia de hoje terá sempre de ser.
Rita

quinta-feira, abril 22, 2010

A miúda e os seus planos de futuro

A Alice hoje, a meio do jantar, com ar muito pensativo e sem vir a propósito de absolutamente nada:
- Quando eu for grande, se calhar vou ter de arranjar um marido*...
Rita

*palavra raramente usada cá em casa!!!

quarta-feira, abril 21, 2010

Com a fúria...

O que fazer quando se está doido de raiva?! Quando a irritação dentro de nós quase explode, a frustração queima, a pulsação despara... as lágrimas contrariadas quase saem...?!
Há umas semanas andei assim, por chatices lá no trabalho...
Cá em casa, num momento de zanga ou exaustão com a teimosia da Alice, disse-lhe que ela tinha de ir para o quarto dela, para se acalmar e me deixar acalmar. Quando os disparates são muito grandes existe um banco no corredor para onde vai pensar no que fez, mas quando a questão é mais contornável, a solução de ir para o quarto brincar é ideal. «Preciso de estar sozinha porque se não não vou conseguir resolver isto sem me chatear a sério.» - é o que lhe digo. Ela vai e lá se mantem, descobrindo ainda por cima os prazeres de brincar no quarto, que é raro fazer.
Nesse dia propriamente dito, dei com ela muito aborrecida com o imposto. E foi quando me ocorreu. A ideia de atirar uns bonecos "fofos" ao roupeiro, para descomprimir a raiva. Enquanto diziamos em voz alta o motivo da irritação. Foi excelente e verdadeiramente libertador. Quando demos por nós já não eramos só o «Estou irritada porque a minha mãe me mandou para o quarto!», ou o «Estou irritada porque me chateei com o meu chefe no trabalho!»... tinhamos-nos transformado em duas valentes especialistas num qualquer novo desporto de arremesso de bonecos a rir às gargalhadas...
Rita

terça-feira, abril 20, 2010

Bolas!


E lá foi um vestido cheio de pintarola(s) para a Sofia, que fez dois anos há praticamente um mês. Apesar disso, ainda não foi desta que lhe arranquei um abraço ou um beijinho...
Rita

segunda-feira, abril 19, 2010

In Vasco

Gosto de quando me deixam aqui no chão da sala.
Dá para ir facilmente até aquele sítio onde os grandalhões cozinham. Há aí um tabuleiro com água e aquelas coisas pequeninas e secas que a bola de pêlo minorca e gira que para aí anda come.
Também dá para ir até aquele sítio onde se toma banho... acho que gosto mais... dá para chupar aquela coisa de metal que tapa o bidé... ou então para puxar o papel e espalhá-lo ou rasgá-lo... às vezes ainda se consegue chegar à água daquela cadeira diferente, de loiça... ou então aquela escova diferente e redonda que os grandalhões usam para limpar essa cadeira de loiça...
Da sala, se tiver muito vontade, ainda consigo ir rapidamente à caixa que tem aquela areia da bola de pêlo minorca e gira... dá vontade de brincar com a porta de dar-a-dar, mas o mais fixe é mesmo tentar trazer a areia cá para fora. Às vezes até parece que há coisas lá misturadas, mas ainda não consegui chegar-lhes... nem prová-las...
A grandalhona faz umas caras super-giras quando eu me dedico a estes hobbies. E repete aquilo, «Não, não, não!». Fica muito fixe com a cara assim séria, dá-me sempre vontade de rir e de fazer outra vez, só para a ver assim cómica.
Só não percebo aquela coisa dela fechar a porta da sala de um lado, fechar a porta do sítio onde se toma banho do outro e ainda de pôr cadeiras no caminho da caixa de areia. Deve ser para tornar isto mais interessante.
Até conseguir passar pelas portas fechadas ou pelos muros de cadeiras, o que vale é que na sala há sempre aqueles buraquinhos pequeninos na parede, aqueles que vêm aos pares e onde eles ligam o candeeiro, por exemplo. Sempre vai dando para entreter. Ainda hei-de descobrir o que é que dá para guardar ali...
Vasco

sexta-feira, abril 16, 2010

Um sonho possível

Um filme que retrata a divisão de classes no país da democracia. A história de um adolescente negro aceite quase por casualidade numa escola privada, de meninos brancos, devido às suas capacidades físicas (e potencialmente atléticas). Esse jovem, desadaptado e desenquadrado do ambiente escolar, é marcado por uma história familiar de violência doméstica, dependências e abandonos. Acolhido por uma família que se empenha em dar-lhe um ambiente familiar, consegue entrar na faculdade como atleta de futebol americano, e tornar-se um atleta de nível nacional. Uma história verídica.
Mais um filme que retrata o sonho americano mas que não esquece de mostrar as fragilidades do sistema, as diferenças sociais entre brancos e não brancos, entre “ricos” e “pobres”. Por isso tem o meu voto de um filme que vale a pena ver. Eu gostei bastante.
Ana Cristina

quarta-feira, abril 14, 2010

Salto alto

Os meus pais trouxeram-lhe de Maiorca estes sapatos, juntamente com uma fatiota de espanhola e umas molas enormes de prender o cabelo. Ela gostou de tudo, mas os sapatos deixaram-na completamente apaixonada... nada mais nada menos que um mini salto-alto para se passear aqui por casa e nos dar deixar doidos com o barulho...
Rita

terça-feira, abril 13, 2010

Um vestido novo


Está na altura de animar este blog com alguma coisa. Há poucas visitas, textos desinteressantes, dia-a-dias muito complicados e cansativos... e houve mestrados e segundos filhos e chatices no trabalho... enfim, nos últimos tempos isto deve andar uma seca para terceiros...
Então, cá vai a fotografia da prenda pelos 5 anos da R., a grande amiga da Alice. Um vestido cheio de flores abalãozadas ou de balões floreados.
E promete-se a apresentação de criações todas as semanas, para alegrar a coisa. Quem estiver aí escondido e sem vontade de falar, diga alguma coisa, comente, dê uma opinião, por favor. É a altura certa para motivar o nosso moral...
Rita

segunda-feira, abril 12, 2010

Tenho muito sono hoje porque trabalhei até tarde e vim, já de noite, a pé até casa. Não vi os meus miúdos e amanhã tenho de fazer um trabalho chato. Tenho carradas (mesmo carradas) de roupa espalhadas pela casa para arrumar e ainda não foi hoje que o consegui fazer. Tenho de cortar as unhas e limpar a caixa da gata. Os dias não parecem sorrir-me, mas estou bem disposta e isso é que é preciso. A ver se amanhã tenho mais tempo para dedicar a este blog.
Rita

O bom tempo está a voltar

... e as minhas alergias a piorar.
Mas eu gosto mesmo é do Sol, dos dias claros e das roupas leves.
Ana Cristina

terça-feira, abril 06, 2010

Retalhos de um fim-de-semana no Alentejo


Tão bom ter um filho que de repente fica bom e nos deixa ir passar um fim-de-semana prolongado ao Alentejo.
Tão bom ter um fim-de-semana prolongado para passar no Alentejo e tão bom ter um Alentejo onde passar um fim-de-semana prolongado.
Tão bom ter tempo para passear no campo, ver teatro itinerante na rua ao Sol até escaldar o nariz, experimentar penteados novos, mãos na areia e burricadas.
Viva os fins-de-semana prolongados cheios de Sol e boa disposição!
Rita

segunda-feira, abril 05, 2010

Recado (quase) particular

Ou por esquecimento ou por falta de oportunidade, ainda não consegui dizer-te como tenho adorado os livros que me emprestaste... como parto para eles sem expectativas, por não conhecer os autores (com excepções), os títulos ou enredos, e como acabo sempre por em dado momento me sentir envolvida com as histórias, por não me apetecer parar e por me surpreender positivamente... Tenho pena de não ter apontado os nomes dos que já te devolvi, bem como os escritores, para poder basear-me neles em novas e futuras escolhas que venha a fazer.
Tenho gostado imenso de todos e até lhes encontro pontos em comum, curiosamente afastados das minhas tendências de leituras dos últimos tempos. Por essa razão e pela descoberta que ela tem vindo a proporcionar, agradeço-te.
Pronto, já andava para te dizer isto há séculos.
Rita
PS - Neste momento estou de volta de "O melhor anjo" de Frank Ronan. Muito fixe.

quarta-feira, março 31, 2010

"Vasco com 1 ano" ou "Coisas a não esquecer ou aproveitar para contar à famelga que eu penso que não vem a este blog mas que até vai passando por aqui

Com um ano, o Vasco:
- mede 72,5 cm (percentil 25)
- pesa 8,440 (percentil 05, o mais baixo de todos, o que faz dele o chamado "lingrinhas")
- tem uma cabeça de 46 cm (à volta, não confunda quem não percebe nada do assunto porque o gajinho não é nada cabeçorras)
- gosta de comer, mas essencialmente da nossa comida, a menos que a dele seja colocada num prato de sopa dos nossos e dada com uma colher de sopa das grandes, de alumínio
- rastejava furiosamente e mesmo muito muito bem desde os 08 meses, até que começou a gatinhar aos 11 e meio e abandonou completamente a saída profissional de mini-homem-da-tropa
- agarra-se aos móveis, põe-se a pé e anda - as nossas calças também servem
- tem quatro dentes, dois em cima verdadeiramente garrafais (lembra-me os da irmã quando nasceram... para não dizer os meus primeiros definitivos das fotografias da primária) e prevêm-se mais para breve
- conhece perfeitamente as palavras "mana" ou "Alice", "gato" (e a mesma arranca-lhe logo sorrisos), "bola" ou "balão", "chucha"
- é um ingrato que finge não reconhecer as palavras "pai" e "mãe", de certeza
- é um teimosão de primeira que finge não reconhecer a palavra "não" e ainda por cima achar-lhe uma piada medonha
E sabe:
- bater palmas (não só nas suas mãos mas em todo o lado, aliás, auguro-lhe um bom futuro a fazer remates de voley)
- dizer adeus (mas não gosta muito de o fazer)
- dar "passoubens" e "cincos" (isto é esquisito de escrever)
- apontar a irmã, a gata, os candeeiros, e coisas que deixa cair ou que quer
- mostrar onde é que a galinha põe o ovo (se ela o decidir pôr na mão de alguém, o que faz da letra da música uma palermice irreal)
- dar autênticas pancadas na sua cabeça para mostrar que esta é muito tonta (e se não for, decerto ficará com a violência a que está sujeita)
- estender os braços de forma vitoriosa quando se grita "viva"
Mais:
- está pela primeira vez a entrar no terceiro dia de febre, nunca tomou antibióticos e até o Brufen foi no outro dia a primeira vez. Mas está porreiraço e não nos oferece qualquer motivo de preocupação.
- tenho o pressentimento que vai estar sempre a desarrumar a casa, que vai ser um teimoso de primeira lavra e que vai gostar de pândega.
Rita

terça-feira, março 30, 2010

"Um ano" ou "Coisas soltas e malucas que se me estão a passar pela cabeça"

Puto:
Nasceste há um ano.
E eu sinto-me tão feliz contigo e convosco que nem tenho palavras para descrever como é.
Ou então é porque estou cansada, também pode ser isso.
De qualquer forma, quero deixar aqui escrito para a posteridade que tu, que ainda quase não ficaste doente, não tiveste febre e não vomitaste neste tempo todo, podias ter deixado mais um dia para experimentares isso tudo.
Rita

É verdade, acho que já se me passou a travadinha de ontem, ou dos últimos tempos. Às vezes é assim, dá-me mas passa. É o momento do descontrole mental, em que não me lembro do trabalho fixe e aliciante que tenho, da bela cidade em que escolhi morar, dos magníficos amigos que me rodeiam, do homem espectacular com que vivo... e dos filhos, o raio dos miúdos que dormem lá dentro e que me... arrebatam, é isso... acho que é e melhor palavra para descrever a coisa... arrebatam-me... raça dos miúdos... a culpa é deles... nascem e a gente deixa de saber o que é estar sem eles, são quase como uma espécie de segunda vida...

segunda-feira, março 29, 2010

Quase quase um ano

Amanhã o meu filho faz um ano e eu estou tristíssima.
Não me consigo adaptar ao facto de ir começar a trabalhar em horário completo, mas pior, não me consigo adaptar à ideia de que a partir daí não me vou mesmo conseguir afastar mentalmente dos problemas da minha equipa e impedir que me arrastem com eles... e não vou conseguir livrar-me mais daquelas semanas horríveis de trabalho agendadas com regularidade... e ainda pior, não vou conseguir impedir-me de, para além dessas semanas, e com mais frequência do que me apetece (por causa dos ditos problemas de equipa), por vezes ter de deixar de vir a casa e de ter horários e vida e sei lá mais o quê...
Amanhã o meu filho faz um ano e eu já estou cheia de saudades do tempo que até agora tivemos e partilhámos com a crescida (sim, a separação de dois é muito pior do que a separação de um).
E parece horrível porque até moro perto do trabalho e em quinze minutos de carro consigo ir buscá-los, mas só me ocorre que a partir de agora são duas horas a menos deles e só sobrará o tempo de preparar roupas e banhos e comidas e a vidinha a vidinha a vidinha...
Daqui a uns tempos já me habituei. Mas por enquanto estou aqui, pelo menos a curtir a tristeza. E só não curto as lágrimas porque há pouco a sapiência da minha irmã a fez dizer:
- Deixa lá, é pior não ter filhos.
E eu olha, calei-me. E agora vá, autorizo a que me chamem nomes, daqueles feios, que eu provavelmente mereço.

Rita

domingo, março 28, 2010

O 9ºQ - ou, para alguns, o grupo FD

Quem me conhece sabe que a matemática nunca fez parte dos lados mais agradáveis do meu coração. É uma daquelas coisas que sabemos que existe e que até nos desperta um fascínio teórico, mas que no fundo sabemos que nunca vai ter nada a ver connosco.
Apesar disso, por artes e acasos do destino, no 9º ano escolhi Quimicotecnia e fiquei na única turma desse ano com acesso ao mundo mágico do laboratório. Confesso que nunca percebi "pevas"daquilo, mas que me diverti muito a quase incendiar o espaço e a entornar (sem querer)tudo o que era líquidos estranhos na bata que vinha da minha irmã e que se mantinha quase incólume até ao momento.
A minha turma do nono foi extraordinária. Fui enquadrada no meu primeiro grupo misto de amigos e com eles ri, cantei, toquei flauta, fiz teatro, criei aventuras, passeei e descobri muitas e muitas coisas.
Hoje encontrámo-nos. Alguns, os que deu para contactar e juntar. Sete. Trocámos telefones, gargalhadas antigas cheias de recordações, e também risos novos, plenos de piadas mais maduras, bem como dos percursos de vida que fizemos, dos trabalhos actuais (tão pouco relacionados com os cursos superiores tirados), das famílias que constituímos, dos lugares para onde fomos viver, dos animais que temos...
Sentimo-nos e dissemo-nos iguais, apesar de nos sabermos mais velhos, mais gordos, mais enrugados, mais desiludidos. Mas estávamos lá e foi importante e havemos de repetir, com fotografias e vídeos comprometedores à mistura.
Rita
Obrigado a todos por tudo o que representam na minha vida. Foi maravilhoso.

segunda-feira, março 22, 2010

A vida

Há mais ou menos três semanas, um amigo teve um acidente de carro.
Despistou-se, foi bater num poste de electricidade daqueles grandes, formados por dois pilares de cimento, e por lá ficou encaixado, até que os bombeiros o desencarcerassem. Teve uma paragem cardio-toraxica e ia morrendo. Teve um traumatismo craneano, com edema cerebral a recusar-se a ceder. Uma imensa possibilidade de lesões desconhecidas. Ficou em coma.
Durante este tempo, teve sempre no meu pensamento. Por trás de todas as coisas que fizesse e sentisse e me ocorressem. Não dormia bem, não andava bem. Ia vê-lo e sofria porque me sentia impotente e pequenina a olhá-lo, ligado a máquinas e com tubos por tudo quanto era lado. Ele era eu e todos nós, a vida na sua finitude e fragilidade a olhar-me de frente.
O meu amigo por afinidade, grande amigo do grande amigo que comigo partilha a vida. Um daqueles amigos que nos deixa a certeza de ser um grande amigo se precisarmos, que é o que basicamente faz de um amigo um amigo.
Hoje apertou-me a mão e acenou quando lhe disse quem era. Há dois dias quis saber as horas. Comeu sopa e mousse de chocolate. Mexeu as duas pernas e os dois braços. Acenou a dizer que está bem, que a luz não lhe faz confusão. Ainda não se sabe de nada, mas desse nada sei eu que voltaremos a mergulhar na piscina da Várzea ou no mar da Costa, a inventar jogos e expressões, a passear, a correr, a rir, a rir, a rir...
Quando penso nisto, não consigo deixar de ter vontade de chorar de felicidade.
Rita

domingo, março 21, 2010

Homens que matam cabras só com o olhar

Se imaginarem algo que combine com o título do filme, será certo que não conseguirão descobrir o desenrolar do filme. Assistir a este filme é como estar a falar com um grupo de pessoas com alteração da realidade (diga-se doidas varridas) e conseguir perceber que elas até têm a sua realidade e se compreendem umas às outras. E depois é imaginar que esse grupo de pessoas até tem alguma importância social e que é “alimentado” por quem tem muito poder, o que faz esse grupo de "doidos varridos" um grupo perigoso.
“Homens que matam cabras só com o olhar” é um filme estranho do início ao fim. Mas se quiserem ir ver um filme, de um humor muito especial, onde sairão sem ter aprendido alguma coisa, mas de muito bom humor, não o percam porque não tarda nada ele sai de cena.
Ana Cristina
(Para quem já o viu- A "belinha mortal" já pegou entre o grupo de amigos.)

sexta-feira, março 19, 2010

Finalmente almoçamos juntas.

Foi difícil, mas quase um ano depois, lá fizemos o nosso almoço. A ideia era aproveitar a hora de almoço delas com meu horário e, já que os locais de trabalho são próximos, aproveitarmos para ir pondo a conversa em dia sem maridos nem filhos a reboque.
Primeiro a responsabilidade foi do Vasco e da licença de maternidade da Rita. Depois foi tudo culpa dos meus horários. Sim, elas almoçam todos os dias pelas mesmas bandas mas eu tenho horários pouco compatíveis e sou muito pouco regrada e, a maioria dos dias que não almoço no refeitório nem sequer me preocupo com a hora da refeição.
Na verdade, as novidades vão chegando pelas nossas mães, vizinhas de longa data. Na prática quer umas, quer outra, frequentamos o mesmo prédio mas é raro encontrarmo-nos nas casa que já formam nossas. Mas o saberque estamos sempre no coração da nossa amiga, para mim já me equilibra.
Companheira desde o nascimento, amiga de infância daquelas que corriam de mão dada na aula de ginástica, a Tina, foi e será sempre uma presença na minha vida. Se os dias passam e a gente nem se vê, não é por mal, é mesmo porque vamos deixando o tempo passar.
Temos que almoçar mais vezes.
Ana Cristina

segunda-feira, março 15, 2010

Ballet



A Alice teve uma festa de ballet no sábado. Ou melhor, uma festa na qual estava incluído o ballet.

No início não me apetecia que ela fosse para o ballet. Acho-o lindo, mas um pouco restritivo de movimentos, demasiado rígido e disciplinador para ser iniciado aos quatro anos. Acabou por ir, na óptica de fazer uma actividade física e algo extracurricular que lhe diminuisse o número de horas num recreio fechado, confuso e muito barulhento.

A aprendizagem não tem sido isenta de questões. Há uns tempos começou a dizer que não queria ir mais porque a professora se tinha zangado com ela (estava a conversar com uma colega).
Seguindo a opinião de uma amiga, combinámos com ela que frequentaria a actividade pelo menos até à festa, e que depois logo se veria.
A exibição foi amorosa. A Alice estava tão linda, toda magrinha e pequenina, com as suas asas de borboleta coloridas e uns collants de uma cor diferente de todas as outras. O esquema de dança parecia um verdadeiro desafio à concentração e ela até se portou muito bem. Claro que, como sempre, tenho a sensação que eu teria babado de orgulho, mesmo que ela tivesse escorregado, ficado sentada a um canto ou feito xixi pelas pernas abaixo no meio da sala...
Nada disso aconteceu e tudo correu maravilhosamente.
Hoje a professora disse que ela tinha estado muito bem na aula e, embora ainda não tenhamos falado sobre o assunto, aposto que já não quer desistir.
Rita

Na foto: a Alice e a grande amiga R., depois da sua dança, a assistirem à mostra do karaté, de saias de tule e casacos vestidos.

quarta-feira, março 10, 2010

Novidade de há poucas horas

E eis que hoje...
depois de ter começado a rastejar perfeitamente aos oito meses, tal qual um pequeno homem da tropa,
depois de no último mês ter aprendido a pôr-se de pé e a andar agarrado às coisas,
depois de nada o fazer prever...
o Vasco gatinhou!!!!!

Rita

terça-feira, março 09, 2010



Há uns tempos comprámos à nossa Alice a sua primeira "Alice". Falo na primeira porque acho-a uma história tão fantástica que poderia ter várias, de várias edições e ilustradores. Cheguei até a pensar em fazer uma colecção de "Alices" para a miúda homónima cá de casa.
O livro demorou cerca de uma semana a ler porque o dividimos em capítulos e, apesar da história ser confusa, a Alice percebeu e gostou. Todas as noites revíamos em traços gerais o que tínhamos lido no dia anterior e fechávamos o livro sem ver o que iria acontecer no dia a seguir, para ser surpresa.
Foi uma semana divertida, talvez até mais para mim, que pude viajar novamente ao País das Maravilhas e recordar os seus pormenores deliciosos. Fiquei cheia de vontade de lá voltar, desta vez, quem sabe, por outras mãos... nem me importava de fazer uma colecção, mas para mim mesma...

Rita

segunda-feira, março 08, 2010

"Estado de Guerra"

Neste fim-de-semana foi novamente ao cinema. Fui ver um filme de americano e de guerra, duas condições que me afastariam, à partida, da sala de cinema. Não fossem as boas críticas e o F dizer que estava na sua lista e teria perdido um bom filme.

Com um argumento muito simples, "Estado de Guerra" faz-nos reflectir sobre a vivência diária do risco de vida, e de como esta experiência se pode tornar viciante, quase como se fosse a única forma de dar sentido à própria vida.
Neste filme, assistimos a imagens de bombas a explodir, de tiros e mortes, sem que estas cenas sejam acompanhadas de grandes efeitos, gritos e agressões visuais. Todo um conjunto de estímulos, visuais e sonoros, muito limpos, sem a agressividade a que estamos habituados. São imagens, aparentemente, mais naturais.

A minha classificação é de bom argumento, muito boa realização. Não será por acaso que, ao que parece, esta noite ganhou vários óscares. Na minha classifacação também fica vários pontos à frente do seu mais directo rival; o "Avatar".

(Uma curiosidade, para quem anda distraído; "Estado de Guerra" é realizado por uma mulher.)

Ana Cristina

domingo, março 07, 2010

Como prometido...

... cá vai a explicação sobre o Livro do Ir e Vir.
Na última reunião de pais, a MJ deu a ideia. Um livro que percorresse a casa de todos os meninos da sala, à vez, durante duas ou três noites, onde cada menino, com a sua família, fizesse algo para os outros. Podia ser o que se quisesse, uma história, um poema, o relato de alguma coisa, um desenho, uma fotografia, qualquer coisa.
Os pais aceitaram. Quanto a mim, deliciei-me com a ideia de algo assim partilhado com todos os outros, uma espécie de oferenda a todos e a cada um de nós.
Claro que não estava à espera de ser a segunda casa do Livro. E do dito vir por duas noites, sendo as mesmas a meio da semana... Parecia que não nos ocorrria nada...
Fazer o nosso capítulo do Livro foi verdadeiramente divertido. Dei a ideia de uma foto-história e a Alice gostou. O problema estava na história... algo já inventado e meramente recontado por ela... ou algo que ela criasse... ou algo do nosso dia-a-dia...
Ficou a Cinderela. A Cinderela da Alice, com as suas palavras, o seu discurso. E nós fomos as personagens que ela escolheu, com adereços palermas e em poses sorridentes para fotografias depois coladas segundo a ordem que ela tinha contado... pequenos fotogramas de uma Cinderela reinventada em família...
Rita
*Haviam de ter visto o Pai de príncipe com peruca cor-de-rosa, montado num cavalo de pau e com um sapato de salto alto na mão... e da Tia Cristina e esta Mãe de bruxas/irmãs horripilantes... e o Vasco feito pai, com bigode... e ela de Cinderela, cabeleira verde comprida, a ir para o baile de carro-triciclo... Magnífico...
** MJ, espero que me perdoe o abuso de ter tirado fotografia ao Livro e de a ter postado aqui. Se quiser que eu tire a foto, diga-me por favor.

sexta-feira, março 05, 2010

No rescaldo de um dia loooongo...

Entrei na quinta às 15.30 para uma jornada que se previa longa.
Fiz tarde. Segui noite e, mais uma vez fiz greve, mas não deve ter contado para as estatísticas porque só o sindicato se preocupou em saber quantas de nós estavamos de greve e a garantir os serviços mínimos (e fomos todas). Saí às 8.30, depois de passar o turno (às colegas que estavam de greve e que ficaram a decidir quem iria para casa e quem ficaria a garantir os serviços mínimos).
Tomei o pequeno-almoço e às 9.30 fui a uma formação daquelas que estava inscrita e que terminou às 4 da tarde.
Cheguei a casa já passava das 6 e, tal era o cansaço que não consegui adormecer antes das 10.30.
Hoje dormi até às tantas e passei o dia, de folga, sem fazer nada de jeito.
Amanhã lá entrarei às 8.
Ana Cristina

quinta-feira, março 04, 2010

Novidades

Já estou melhor, sim senhora. Até já estou quase boa. Continuo com dores pelo corpo e acho melhor ir tendo alguns (já poucos) cuidados alimentares. Mas o que me lixa mesmo é o cansaço. Depois do jantar - e às vezes antes - estou pronta para uma grande soneca. Como agora. Ainda por cima o dia não acabou com boas novas e preciso de digerir. E por isso, já sabem o que vou dizer: o sofá aguarda-me.
Rita

segunda-feira, março 01, 2010

Cineminhas

Ontem fui ao cinema. Aliás, nos últimos dez dias fui ao cinema três vezes.
Do “Avatar” tenho pouco a dizer. Que vale a pena, porque dizem que será um marco no cinema pela tecnologia. A história, apesar de já não ser nova, é uma temática que será sempre importante não esquecer. Mas, no fundo no fundo, esperava muito mais.
Do “Invictus”, tenho a dizer que é um filme interessante, que nos relembra uma África do Sul num passado bem recente, mas que parece tão distante. A tomada de posse do Nelson Mandela e os primeiros passos de um país a caminho da igualdade de direitos, independentemente da cor da pele. Vale a pena ir ver, e vale a pena pensar sobre o apartheid, regime que regeu a África do Sul até à duas décadas atrás.
Mas este post é dedicado fundamentalmente ao “Tudo pode dar certo”, o último dos três filmes que fui ver. De um dos meus realizadores preferidos este filme veio lembrar os velhos tempos em também ele era o actor principal das suas obras cinematográficas. Pois é, Woody Allen voltou. Desta vez sob a forma de um outro actor que parece personificá-lo na perfeição. Mas a personagem que conhecemos como sendo o próprio Allen continua igualmente genial, egocêntrico e hipocondríaco. Numa história sem grande enredo, assistimos à defesa de uma teoria cuja mensagem é a de que a vida, tal como o amor, não são algo predefinido, sendo sim frutos do acaso. Nas nossas mãos está a capacidade de aproveitar ou não o que nos acontece, tornando o acaso em algo proveitoso. O “Tudo pode dar certo” é uma lição de vida. Parece tratar-se de uma despedida do realizador que tão bem conhecemos. Como se ele nos dissesse: “Aproveitem. Aproveitem, porque, apesar de acontecer por acaso, tudo pode dar certo.” Aconselha-se a quem deste género gostar. Eu adorei.

Ana Cristina

domingo, fevereiro 28, 2010

Prometo que explico tudo sobre o Livro do Ir e Vir, assim que me passar a malfadada gastroenterite viral que me atormenta...
Rita

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Ai, cruzes, credo, canhoto!!!!!!

Ai!!!!!!!!!!!!!!!
Na reunião de pais aprovámos o Livro do Ir e Vir... e achámos todos muita piada a partilhar algo no livro, algo da nossa família para as famílias dos outros...
Mas agora, nós somos os segundos....!!!!...
e os primeiros fizeram coisas tão giras que nem sabemos para onde nos virarmos...!!!!...
e só temos duas noites e uma já passou...!!!!!!!!!!!!!!
Aiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Socorro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Rita

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Fomos ao cinema...



... ver "A Princesa e o Sapo". O filme é muito bonito e divertido e nem imagino porque razão passou pela cabeça dos senhores da Disney acabarem com as animações tradicionais, em formato 2D. Espero que ultrapassem essa loucura e continuem a produzir clássicos com princesas de todas as cores e feitios, cada vez mais lutadoras pelos seus sonhos... e pelos nossos...
Rita

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

IUPIIIIIIIIIIII...

Estou livre! Defendi a tese hoje e correu bem.

Agora vou dormir cedo. Para a semana volto à minha vida de mulher trabalhadora, criativa e leitora... que já tenho saudades.

Beijinhos a todas as nossas visitas, que são poucas mas boas
Ana Cristina

A Cristina é Mestre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Finalmente!!!!!!!!! VIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!! Estou a rebentar de orgulho!!!!!!
Rita

Será que vamos poder estar juntas novamente...? E conversar? E receber-te para jantar todas as semanas outra vez? E ir a algum lado? E levar para a frente os outros projectos?!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Retalhos de um Carnaval


Tirando o tempo e o facto de mais uma vez eu e a Cristina não nos termos mascarado, este Carnaval foi fixe.
Teve direiro a um rapazola de dez meses vestido de superhomem e de mini-homem (com fato e bigode), o que divertiu imenso a irmã.
Teve direito a uma menina de quatro anos vestida de minhota («Vá, diz à MJ de que é que te vais mascarar...», «De... de... canhota!»), de fada "caseira" (com umas estrelas imaginadas pela mãe, de papel autocolante, coladas na roupa, para compor a fatiota - viva os trabalhos manuais, viva as máscaras originais), e ainda de olho (visão) no desfile da escola. E ainda a pinturas na cara, festas de anos e tardes cheias de brincadeira com primas...
Choveu, mas nós divertimo-nos a valer.
Rita

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Novidades de Carnaval



O Vasco tem novos limites. Já se conseguia manter sentado quando o deixávamos assim, já conseguia rastejar para todo o lado, já conseguia até transpor um ou outro obstáculo (tipo puff). Agora o limite é vertical. Agarrar-se, subir-se, manter-se. Com uma mão, com duas, até com a boca, se o deixarmos. Nós assistimos e espalhamos almofadas ao seu redor. Secretamente, aplaudimos e sorrimos. É tão bom...
Rita

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Chegou o Carnaval, viva!!!

Resultado de dois dias de Carvaval: dois miúdos a dormir, ferradíssimos, por volta das 20H00... Ai, ai (suspiro)...

Rita

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Dia de três


De vez em quando, em vez de dois, trago três da escola. É o dia em que fingimos que a que não tem manos é a irmã mais velha, a minha primogénita é a do meio e o puto é o mais novo.
Ela é a grande amiga da Alice, o único nome que para além do dela ela quer aprender, aquela para quem ela faz desenhos.
Gostamos muito de a ter cá e de ir vendo como as duas crescem a par e passo, com gostos, características e formas diferentes de resolver as coisas.
Agora, há momentos em que o Vasco também se junta a elas; como hoje, em que rastejou até às construções de lego. Foi a primeira vez de muitas em que ele deixou de ser o bebé com a piada de agarrar e mimar e pegar para tirar fotos, para passar a ser o puto chato que precisa de ser enxotado porque só estorva e estraga. Pediram-me para o tirar dali e eu disse-lhes que não, que ele queria brincar com elas, que elas poderiam levar o lego para o quarto, que teriam de resolver o assunto com ele. Até que a Alice resolveu ensinar a amiga a afastá-lo, pegando-lhe nas pernas e levando-o para outro sítio da sala. E as duas o foram fazendo à vez, conforme ele se aproximava.
Todos manos a fingir.
Rita

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Será que...

... depois de arrolados e ouvidas as prováveis mil testemunhas do Sr. Embaixador, mais as trinta e tal do Sr. Apresentador e as cinquenta e tal do Sr. Doutor e outras tantas dos outros arguidos este tribunal vai ouvir os dez milhões de portugueses para concluir o processo? Ou talvez os turistas que visitaram o país nos anos muitos anos em que alegadamente ocorreram os abusos.
Se calhar é melhor fazer um referendo. Seria concerteza mais rápido...
Ana Cristina

domingo, fevereiro 07, 2010

Família reunida

Hoje, pouco tempo antes do Vasco conseguir pôr, pela primeira vez, um cubo pequeno dentro de um cubo grande, inaugurámos as nossas reuniões familiariares.
A ideia foi do Brazelton, confesso. Ele é que disse que Quando as crianças atingem os quatro anos de idade, é altura de começar a ter reuniões familiares regularmente. (...) Todos se sentam juntos. A ideia é levar a criança a sentir que é um membro estimado da família, com responsabilidades claras, de que se pode orgulhar.* E nós, seguindo o conselho um "guru" cá de casa, lá o fizemos. Com direito à escrita dos pontos principais e tudo.
Nesta reunião, mantida sob o desatento olhar do Vasco, que jantava (ou melhor, que pouco jantava), conversámos sobre actividades, tarefas e regras de doces. As ideias dela ainda foram poucas e as do pai nenhumas, mas acho que com o tempo nos habituaremos a melhorar estes momentos.
As conclusões, como todas as conclusões, foram importantes. Definiu-se que, a juntar às tarefas que já tem (tirar e arrumar os seus sapatos e casacos quando chega a casa, colocar uma toalha separadora na mesa quando vai lanchar, por exemplo), a Alice vai passar a despir sempre a sua roupa e a vestir o pijama, bem como a ajudar por vezes a pôr a mesa. Ao pequeno-almoço vai comer Chocapic "só" às 2as, 4as, 5as, 6as e sábados, bebendo leite e comendo pão às 3as e domingos. Pode pedir doces dia sim dia não, apesar de não significar que os pais lhos dêm (só diminuir os pedidos já é bom, isto anda um exagero!). Da parte dos pais houve a promessa de brincar mais vezes com as Barbies, às escondidas, à plasticina e um pedido para que se guardasse um dia para desenhos, trabalhos e exercícios.
Tudo registado em "acta" para o futuro.
Rita

*T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, "A criança dos 3 aos 6 anos"

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Ando cansada

Tenho coisas para dizer aqui mas ainda não arranjei o momento oportuno do dia para me dedicar a elas.
A verdade é que ando cansada e não consigo perceber bem o porquê. Será que é agora, passados alguns meses do início do trabalho, que o ritmo começa a entrar... e a pesar?! Será que é do ginásio, recentemente recomeçado e que me lembra uma "morte lenta", ou seja, a pessoa sai de lá como se não tivesse sido nada e depois levanta-se cansada todos os dias e tem sono logo a partir das 22h?! Será que é daquelas fases no ano em que se sente necessidade de tomar umas vitaminas porque até nos esquecemos de coisas que são diárias e comuns?! Será que é desta constipação que pressinto?! Será disto tudo?!
Rita

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Uma música para começar a semana

Eu sei como é: uma pessoa anda a viajar pelos blogues usuais, vê que num deles inseriram um vídeo e passa logo adiante, quase sem ver... Vá, não façam isto desta vez... prometo que vale a pena, que é lindo de ver, de ouvir... e principalmente de sentir... e depois, com o coração cheio de coisas boas, comecem uma semana nova...

Rita

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Ó pra mim a falar dos enfermeiros...

Quando eu acabei a minha licenciatura, a minha irmã já era enfermeira há uns oito anos.
Eu vim a seguir a participar num concurso público para a profissão que hoje tenho - e que acho que não devo dizer aqui qual é - a entrar e a fazer um ano de curso e um ano de estágio. A minha licenciatura não era um requisito na altura, pelo que para o que eu iria fazer só se exigia o 11º ano. Na verdade, se eu não achasse que as minhas habilitações se enquadravam perfeitamente na minha futura profissão, era quase como se sentisse que tinha andado a estudar mais de quatro anos para nada.
Quando eu me encontrava a acabar este segundo curso, a carreira para a qual eu estava a estudar foi repensada, reestruturada e criaram-se novas regras: a partir dali, seria exigida uma licenciatura e não mais o 11º ano. Mudaram-se títulos e, mais importante, tabelas salariais. Todos passaram a ganhar mais, independemente das suas habilitações literárias. E mesmo hoje, ter uma licenciatura (como passou a ser obrigatório nos concursos seguintes) ou ter o 11º ano (como muitos até à minha entrada têm) acaba por ter o mesmo significado em termos de vencimento.
Entretanto, a minha irmã tinha um bacharelato, porque assim era a formação em enfermagem. E trabalhou no público, depois no privado, trabalhou em dois sítios em duas ocasiões, voltou ao público, fez algumas greves em que teve de assegurar serviços mínimos e não ganhar na mesma (o que mudou mais recentemente), contraiu uma tuberculose que nunca lhe foi considerada doença profissional e que a deixou sem trabalhar uns tempos, ficou com dor siática por mudar camas com velhinhos gordinhos lá dentro, fez manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites...
Um dia, o curso de enfermagem passou a ser uma licenciatura e a minha irmã, como muitos enfermeiros seus colegas, começou a pensar que deveria pôr-se a fazer o ano que a faria ter equivalência a este grau de estudos. E lá se dedicou a estudar mais um ano, a arranjar chatices no emprego por demorarem meses e meses a dar-lhe o estatuto de trabalhador-estudante, lá teve de fazer trocas e trocas, lá gastou uma imensidão de dinheiro e lá tirou o seu ano de licenciatura...
Contudo, a sua carreira nunca foi reestruturada, nem repensada, nem as tabelas salariais alteradas. Fizeram-se promessas de ajustar anos de experiência profissional e habilitações, mas estas nunca vieram a ser cumpridas. O que significa que os enfermeiros licenciados e os bacharéis ganham o mesmo, mesmo aqueles que decidiram licenciar-se e esforçar-se e sacrificar vidas pessoais na esperança de verem os seus esforços reconhecidos.
Mais: um enfermeiro licenciado (ou bacharel, no fundo vai dar ao mesmo em matéria de reconhecimento de esforço) ganha em início de carreira, um ordenado base inferior ao de quem tem a minha profissão, independentemente de até eu entrar nela, só ser exigido o 11º ano.
Pronto, só quis dizer isto. Para que alguém tenha mais ou menos a mesma noção que eu do motivo que leva os enfermeiros a recusarem trabalhar e a manifestar-se nas ruas.
Rita

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Pequenas notas...

1- O orçamento tinha umas pequenas gafes. Coisas sem importância, do estilo de umas aplicações em falta e uns euros (-itos) de diferença nos apoios à agricultura.
2- Parece que os quadros eram muito difíceis de fazer e por isso entregaram o dossier tarde, na pen, porque não tiveram tempo de imprimir tudo.
3- Mas atenção. Estamos a falar do Ministro das Finanças, não de um aluno do primeiro ano da faculdade. Porque se fosse esse, chumbava.
... quanto à GREVE DOS ENFERMEIROS. Disso falamos mais tarde.
Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Greve Nacional dos Enfermeiros

"Imagine, se puder, um mundo sem enfermeiros" . Um sistema de saúde tão debilitado que seria irreconhecível. Quando as enfermeiras desaparecem também desaparece a segurança do paciente. Assim começa o vídeo que vos deixo...
Podem vê-lo aqui.
Na sexta lá estarei na rua, mais uma vez, a manifestar-me. Numa luta pelo reconhecimento da profissão que é a minha.
Ana Cristina

terça-feira, janeiro 26, 2010

Reportagem de Natal atrasada 2


Eu recebi uma jóia. Peça única. Feita pela Alice.

Ao que parece é do mesmo modelo que o colar da tia Sofia, mas com cores diferentes. O dela será em cor-de-rosa, o meu em azuis, mas seria em laranja se a Rita não tivesse interferido e lembrasse que cor-de-laranja é uma cor que eu não gosto.

Recebi a minha mais recente jóia da mão da sua autora, com um grande sorriso e uma interrogação: "- Ó tia, porque é que tu não gostas de cor-de-laranja e até detestas? Todas as cores do mundo são bonitas!"

Senti-me quase uma criminosa...
Ana Cristina

domingo, janeiro 24, 2010

Uma árvore para todo o ano

Vamos cá ver: prometi uma reportagenzita de Natal e esta ainda só vai no primeiro episódio... mas a verdade é que, cá em casa, a árvore também só foi desmontada ontem... eu e o meu cunhado Fernando até demos por nós a falar sobre a eventualidade de se deixar de ter uma árvore de Natal e passar a uma espécie de árvore anual... uma que ficasse sempre ali e que nós fôssemos redecorando conforme a época em que nos encontrávamos... por exemplo, nos próximos tempos colocaríamos máscaras... depois, ovos pintados... no Verão poderiamos pendurar-lhe fatos de banho e biquinis... seria um incentivo à originalidade e criatividade, não...?!
Rita

E promete-se a continuação e final da reportagem (que não é assim tão grande) para esta semana...

terça-feira, janeiro 19, 2010

Dia de sol

Quando iamos a caminho do carro, ela pediu para irmos ao parque de Sta. Clara. Hesitei, mas foi só por uns segundos. Um dia como o de hoje, não dava mesmo para desperdiçar... Para lá caminhámos então, que é como quem diz que fomos andando de carro, embora a terça-feira, dia de feira da ladra, não prometesse grande estacionamento. Para completar a sorte do dia, um lugar próximo do portão.
Um homem e uma mulher, ar de pai e filha, com dois cães e duas bolas. Um grupo de senhores velhinhos em torno de uma mesa, o silêncio da expectativa da jogatana de cartas. Duas amigas na esplanada e a pose saborosamente indolente do empregado/dono do quisque-café. Poucos pais com os filhos, depois mais alguns e até uma coleguinha de sala.
A filha contente, a saltitar nos degraus, a pedir para comer um gelado e para despir o casaco. O bebé a rir e a olhar a copa das árvores com ar fascinado. A mãe contente, tão contente por ter aderido à proposta da filha, apesar dos arrepios de frio nas costas mal agasalhadas.
Que bom, um dia de sol.
Rita

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Reportagem de Natal atrasada 1

Tenho o sonho de conseguir fazer as prendas de Natal todas... ou praticamente todas.
Acho que houve um ano em que estivemos perto de o conseguir, mas não nos temos aproximado desse feito desde aí.
Entretanto, estimulo os filhos a fazerem as prendas para os mais chegados: os avós e os tios. O objectivo é demovê-los de aceitar passivamente todo o consumismo da época e lembrá-los de que o Natal é um momento para dizermos às pessoas que gostamos delas e de as ter perto de nós. Para isso, nada melhor do que prendas personalizadas. Tem sido assim desde que a Alice pôde colaborar minimamente e ela gosta e adere, satisfeita, aos projectos. O mais interessante é vê-la a evoluir, tanto nas ideias que dá como no modo de as levar a cabo.
Na noite de Natal, os presentes feitos por ela são abertos ao mesmo tempo. Este ano iniciou-se ainda o hábito de serem os primeiros, para possibilitar aos familiares que reparem bem no que foi realizado e que o partilhem com ela. O orgulho da Alice é indescritível...

Este ano, a prenda da Alice para os tios foi:

"Duas pequenas sereias" e "Uma menina com uma flor e um bebé"


O Vasco também se iniciou nestas lides e ofereceu a sua mãozada e pegada:

Rita

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Fui ao cinema agorinha mesmo...

Fui ver o Avatar.
E devo dizer que embora o tema seja recorrente, continuo a emocionar-me com ele, com a lembrança de que, no mundo e na natureza, todos estamos ligados sinergicamente, de forma interdependente, e que isso faz com que tenhamos de cuidar uns dos outros e de dignificar os nossos contactos...
O filme é muito bonito e vale a pena ver. É possível que saiam de lá como eu, a desejar uma visita ao mundo de Pandora... e, já agora, uma pele azul manchada e com pintinhas fluorescentes, um corpo esbelto e longuilíneo, umas orelhas expressivas, uns olhos gigantescos e doces, e uma trança que faz contacto directo com os animais e as plantas...

Rita

quinta-feira, janeiro 14, 2010

A partir de hoje...

... podem encontrar-nos também no Facebook.
Pois é, foi só aderir e procurar uns três nomes e, num instante, encontramos as páginas de conhecidos, de amigos de longa data e até de gente famosa.
Tenho é de combater a tentação de se tornar um vício...

Ana Cristina

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Desde a última notícia nossa passou-se quase um mês, o aniversário da Rita, o Natal, a passagem de ano e uma carrada de turnos desde o ano novo.
Não nos cansamos deste espaço nem deixamos de gostar de visitar as nossas amigas da blogosfera. Simplesmente não o fizemos. Foi como fazer umas férias de posts, de blogosfera e de net. Na verdade as férias não foram muito completas porque eu vim diariamente consultar o mail para procurar novidades acerca da marcação da defesa da minha tese mas nada se passou nestes dias. Essa é a minha preocupação de momento, preparar a defesa e fazê-la o quanto antes porque me sinto em stand-by, à espera de ser reiniciada. Aguardo o dia em que me sentirei livre o poderei de novo ler os meus livros e usar os meus pincéis.
Quanto a este blog, o plano é que receba um novo impulso, se modernize e que as Oficinas RANHA voltem a mostrar as suas artes. Foi um dos meus desejos e projectos para o novo ano. Espero que se concretize.
E a todas as nossas visitas... Um bom ano de 2010, porque todas merecemos...

Ana Cristina

domingo, dezembro 13, 2009

Há dias assim...

Às vezes precisávamos de um elogio, alguém que nos dissesse que somos mesmo bons, e que fizemos mesmo bem... ou que somos o máximo, os maiores, que estivemos à altura... ou que têm um imenso orgulho em nós...
para não nos sentirmos só razoáveis...
Rita

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Filha injustiçada

Enquanto se sentava a lanchar:
- Pois é, vocês me deixam ler um livro, ouvir música ou ver a árvore de Natal...!!

(Compreenda-se: em detrimento de estar a ver televisão, que era o que ela queria.)

Rita

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Hoje...

... estou tão (pacificamente) irritada e revoltada com as atitudes de um colega meu, que gostava mesmo de o atropelar... caso tivesse a absoluta certeza que ele não se magoava fisicamente...
Isto parece ilógico, mas tenho a sensação que me vão compreender.
Rita

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Produção pré-Natal e não "pró-Natal"


Este foi um dos mais recentes trabalhos das nossas Oficinas. Uma saia da Ana Prima para decorar, entregue já há algum tempo e só agora feita e entregue.
Tenho pena de sentir, mais uma vez, que a fotografia não faz a mínima justiça ao efeito com que a saia ficou... não nasci mesmo para tirar fotografias bonitas, do estilo de algumas que vejo por aí na net... enfim, se estivesse passada a ferro também tinha ajudado...
Rita

terça-feira, dezembro 01, 2009

Fomos ao teatro


Hoje fomos ver "O Corcunda de Notre Dame" ao TIL. Nunca tinha assistido a nenhum espectáculo do Teatro Infantil de Lisboa e sempre havia tido curiosidade sobre as suas produções.
Gostei. A peça está gira, animada, cómica, e fiel à única versão que eu conhecia, a da Disney. Tão fiel que, interiormente, optei por acreditar ser "A" versão correcta.
Quase sem nos apercebermos, foram quase duas horas de Alice silenciosa, de boca aberta, com excepção do momento em veio o intervalo e pediu para ir embora porque estava com medo. Do Juiz, calculei. Acabou por lhe passar e ela percebeu a necessidade de enfrentar o sentimento para compreender o destino de todas as personagens de que gostava.
Em resumo: achou o Phoebus muito bonito e até ir para a cama, tivemos direito a vários teatros e danças inspirados na nova história. Escusado será dizer que gostou e que temos agendado o aluguer do filme para o fim-de-semana.
Rita
*a foto foi tirada do site do TIL

segunda-feira, novembro 30, 2009

Felicidade

Hoje, depois de um encontro inesperado com uma amiga muito importante, de quem gosto muito e a quem desejo o melhor do mundo, fiquei a pensar no sentido de felicidade e perfeição.
Haverá por aí essa coisa de trabalho perfeito, relação ou companheiro que nos faça 100% felizes, alguém que goste de si exactamente como é e sem se querer mudar nadinha de nada...?! Ou tudo dependerá do olhar com que olhamos, da predisposição com que esperamos, da forma como acarinhamos o que temos, mesmo que interiormente desejemos mais e por mais lutemos...?! Ou será que lutar por mais significa virar costas à felicidade que se tem e se acredita ser incompleta e trocá-la por algo que ainda só se procura...?! Será que não existe um sentido implícito de fuga quando deixamos de acreditar em algo pelo qual também é esperado que lutemos para alcançar a tão afamada felicidade...?!
Será honesto ou cobarde desistir de algo que não nos faz totalmente felizes...?!
Será honesto ou cobarde não desistir de algo que não nos faz totalmente felizes...?!
Rita

quarta-feira, novembro 18, 2009

Os meus dois

Ter dois filhos é muito bom. Nada é só a dobrar. Nem a companhia, nem o amor, nem o riso, nem as brincadeiras, nem o trabalho. Eles são dois, mas tudo é a triplicar, a quadruplicar, a quintiplicar, eu sei lá... O trabalho também, pois claro que acredito nisso e vou aguardando pelo seu acréscimo à medida do desenvolvimento do Vasco. Por agora, enquanto o rapaz pequeno ainda não se locomove sozinho, as rotinas e tarefas, embora a multiplicar, parecem surgir naturalmente, como se sempre tivesse sido assim.
Há uns meses, as noites em que me sabia sozinha com a Alice avizinhavam quase sempre alguma tensão, a previsão de aborrecimentos e maiores níveis de ansiedade e cansaço. Eu estava grávida e ela estava mais difícil. Agora, tudo se desenrola por si, eu saio duas horas mais cedo e só tenho de me esforçar mentalmente por não me deixar aborrecer com as coisas do trabalho... e ficamos só nós, para nós, todos uns dos outros, com o tempo todo e a vida toda para usufruirmos de nós... e eles são dois, mas são muito mais do que a soma das partes, são um mundo inteiro... o meu.
Rita

terça-feira, novembro 17, 2009

Prometem-se novos cantos para esta casa!

Ai, estou tão contente...!!! Já consegui comprar os tecidos para os cortinados da minha marquise...!!! E já sonho com eles feitos e postos, e com as fotografias que vou finalmente poder pôr na cómoda, e com todas as molduras e afins que vou poder pôr na parede... ai que bom que vou poder deixar de me preocupar com o facto das coisas descorarem... se calhar até vou ficar contagiada e acabar os restantes projectos pendentes, ai que bom, estou tão contente!!!!
Rita

segunda-feira, novembro 16, 2009

"Cães e gatos"

Hoje, enquanto atravessava Lisboa, o IC19 e a 2ª circular a chover desalmadamente, olhando para os lençóis de água nas estradas à minha frente, passou-me pela cabeça como se terão lembrado os anglo-saxónicos de inventar a expressão "chover cães e gatos " ("it´s raining cats and dogs")...
Por muito que eu goste do nosso "chover canivetes", imaginar cães e gatos a cair do céu sempre foi muito mais divertido, uma coisa assim entre uma cena de desenhos animados e a chuva de sapos no "Magnólia"... Terá sido pelo barulho...?! Pelo peso que as gotas atingem (se bem que aí dou mais razão aos canivetes)...?!
Tenho ideia da primeira vez que ouvi a expressão e da adoração que o seu nonsense despertou em mim. Por essa razão ela pegou e nem me lembro de a dizer na língua original. Para mim, hoje choveram cães e gatos, e só o imaginar da cena já é passível de me arrancar sorrisos, mesmo que no meio de um trânsito infernal, às pressas para cumprir um horário e cheia de cuidados para não bater nos carros da frente, de trás e dos lados.
Rita

sexta-feira, novembro 13, 2009

ACABEI !!!

Ou seja, entreguei hoje a versão finalíssima da minha Tese. A partir de hoje só falta defendê-la... e que corra tudo bem, claro.
Beijinhos a todas as nossas visitas. Se sentiram a minha falta, quer seja nos vossos blogs quer aqui por este cantinho peço desculpa. Em breve terão notícias minhas. Se não sentiram, ainda bem que aproveitaram bem este periodo sem a minha presença, porque depois do descanso a que tenho direito voltarei a aparecer por aqui.
Ana Cristina

quinta-feira, novembro 12, 2009

Continuação da saga: "A minha filha é uma galdéria" - ou, melhor assim: "A minha filha é uma verdadeira mulher moderna"

Em continuação da fase "homemrenga" (qual será o antónimo de "mulherenga"?!)...
A Alice, depois da saída da consulta de otorrino:
- O Dr. Paulo é muito amoroso... [pausa e qualquer coisa como]... tem uma gravata... [e a seguir algo como]... o Dr. Paulo é bonito.

***

Com sorriso de dengosa:
- Eu agora também sou namorada do Afonso, como a R. e a Rita... [coitado!!!!]
- E então o Martim? Não namoravas com o Martim?
- Mas eu também sou namorada do Martim.
- Então és namorada do Martim, depois também querias namorar com o Ricardo e agora também és namorada do Afonso...?
- Eu namoro com quem eu quiser! [mas imaginem isto com a firmeza de quem sabe o que quer... e depois uma mãe a pôr a viola no saco]

Rita

quarta-feira, novembro 11, 2009

Amores

Enquanto eu mudava a fralda ao rapaz pequeno, ela fazia-lhe momices e tratava-o por lindo muitas vezes seguidas. E de repente:
- Oh mãe, porque é que o mano é lindo? Ele é lindo?
- Não sei filha, o que é que tu achas? Assim quando olhas para ele...
- É mais bonito do que os outros.

Rita

segunda-feira, novembro 09, 2009

Primeiras vezes

Ela, na sexta-feira, depois de chegar da escola:
- Hoje o Martim deu-me um beijinho aqui na bochecha, no recreio...
- E tu, gostaste?
- Gostei. Mas fiz assim com o braço. [basicamente, esfregou o beijo do rapaz da bochecha]
- Porquê?
- Não sei...

***
Ele, no domingo, durante a festa de anos da Rita, quando estava ao meu colo, aceitou o chamado da Mané, e lançou-se pela primeira vez para os braços de alguém. Como nunca mais o fazia, é uma data a recordar.
Rita

quinta-feira, novembro 05, 2009

Coisas que não vos devem interessar para nada


Há uns dias atrás entrámos num super-mercado junto ao trabalho e a Micas reparou nelas. "Peta-zetas". Fez uma grande fita e comprou, para recordarmos. As de coca-cola, que até são mais caras e tudo. Depois o João ficou de fora e nós, eu, a Micas e a Van, dividimos. Fizemos uma espécie de brinde, levámos as ditas à boca e ficámos de boca fechada e olhar em suspenso, a repetir a sensação já esquecida. Devemos ter andado para aí uns vinte anos para trás... e foi bom.
Rita

terça-feira, novembro 03, 2009

Ela e os puzzles

Nos últimos tempos, ela anda novamente interessada em puzzles. Noto o seu acréscimo de competência e em como já faz sozinha alguns para os quais solicitava sempre ajuda.
Sempre gostei de fazer puzzles com ela. Agora reparo ainda melhor e delicio-me, embevecida, com a sua expressão concentrada à procura das peças, as mãozinhas de menina a tentarem rodá-las e colocá-las nos locais, a compreensão dos truques que sempre lhe tentei ensinar, o olhar de quem encontrou o que queria, o ar imperceptivelmente vitorioso no final. Observo-a e apercebo-me da minha sede de a guardar, e aos seus desenvolvimentos, em fotogramas na minha recordação...
Rita

domingo, novembro 01, 2009

Uma boa música para começar a semana

O som aqui não é grande coisa mas a letra é linda e a música também... dá mesmo vontade de ter alguém que nos agarre e nos leve a dançar como se de um tango se tratasse... isto, caso alguém decida questionar que o "Vida tão estranha" seja um tango... é como me soa... O senhor meu pai, dança?


Rita

quarta-feira, outubro 28, 2009

Notas soltas

1ª Nota... ou... Tenho amigos viajantes
Luísa, não entendi o Martinez e só mais tarde é que percebi que eras a querida Luísa dos olhos doces que há não quanto tempo partiu para a Holanda...! Como estás???? Como estão vocês??? O que têm feito??? Querem voltar ou habituaram-se às bicicletas?? Manda-me um mail (o endereço está aí do lado direito, depois através desse dou-te o pessoal) para podermos conversar... e trocarmos novidades das nossas vidas, já que o meu rapaz é tão desnaturado que nem se lembrou de ligar ao amigo no seu aniversário!!! Que saudades, quero saber de tudo...! Já conheces o blog da Mena, sobre os miúdos deles (também estão grávidos outra vez)...?
2ª Nota... ou... A resposta à D. Avó Irene
Quero tanto ter um dia netos que me procurem e me gostem (o erro é de propósito, não liguem), assim como a senhora tem...
3ª Nota... ou... O meu filho ficou disfónico
Quando se tem um filho que, mesmo antes de completar sete meses, fica quase sem voz (e não é de chorar!), aprende-se uma palavra fixe para substituir a "rafeirice" de dizer que o puto está rouco.
4ª Nota... ou... A minha filha é uma galdéria
Contava que o Ricardo da sala tinha cortado o cabelo e elogiava-lhe uma recem-descoberta beleza. Dizia, com um grande sorriso, que tinha decidido namorar com ele. E então perguntei-lhe pelo Martim, se ela já não namorava com o Martim. E vai ela, com grande desfaçatez:
- Eu quero é namorar com todos...!
5ª Nota... ou... A minha filha é uma mestre do calão
Há dois dias saiu da escola a dizer que qualquer coisa era "buéda gira", "buéda buéda". Foi a primeira vez.
6ª Nota... ou... A minha irmã caminha a passos largos para se tornar mestre
Estou ansiosa para que entregues a tese, minha querida irmã... temos saudades.

Rita

terça-feira, outubro 27, 2009

Hummmm... tenho tantas coisas... desde ontem... que quero dizer... mas hum hummm... tenho tanto sono... e isto sou eu a adormecer para cima do cumputador... hummmmmmm...............
Rita

segunda-feira, outubro 26, 2009

A sabedoria infinita das séries televisivas

"O tempo é valiosíssimo, mas não nos custa nada.
Podemos fazer o que quisermos com ele, menos possuí-lo.
Podemos gastá-lo, mas não podemos guardá-lo.
E quando o perdemos, não podemos recuperá-lo.
Passou, e pronto."

do episódio de hoje da série "Medium", do canal AXN

Rita

sábado, outubro 24, 2009

E eis que...

... hoje, quando acordei, aos tropeções, para ir fazer o biberon do Vasco, me deparo com a nova-antiga realidade: aparentemente, estou curada! Quer dizer, já sou uma ouvinte novamente! Ou melhor, estou praticamente como estava, tirando uma muito ligeira sensação de bloqueio...
Rita

sexta-feira, outubro 23, 2009

Dela novamente

No banho:
- Mãe, quero ter uma bolha no pé, como a R....
- Olha que coisa tão gira para se querer ter...! (e depois, vendo que ela estava mesmo a falar a sério) Filha, uma bolha no pé dói... é uma coisa que dói... que se tem porque se magoou o pé...
- Ahhh...
- Então, queres ter uma bolha no pé?
- (com ar de medo) Não...

***
Enquanto eu penteava e fazia rabos-de-cavalo a todas as bonecas que me ia dando, ela:
- Sabes, é que depois de tu as penteares, elas ficam com uma cara assim... assim... desigual.
Rita
E é verdade: aparentemente, nada de novo. Continuo meia surda.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Actualidades de uma otite

É verdadeiramente estranho estar meia surda. Sinto-me melhor depois de ter desaparecido o mau-estar geral inicial, mas continuo com o ouvido bloqueado. Nunca pensei como estar surda afectaria a minha percepção da realidade... é horrível... os estímulos auditivos parecem surgir em demasia e não me sinto capaz de os aguentar de forma confortável, são sempre excessivos... só tem uma coisa boa: não ouvir a Alice a ressonar no quarto dela durante a noite...
Rita