segunda-feira, maio 24, 2010

Aventura de final de dia

Sexta-feira, final de tarde. Família sem filho caçula. Proposta do pai: - E se fôssemos jantar fora?! Aceitação da restante família, composta de mãe e filha primogénita. Curta viagem de carro. Voltas para estacionar. Dispensa de local mais perto do restaurante em detrimento de local pertencente à zona do antigo mercado dos Anjos. Jantarinho calmo com pequenos precalços da primogénita, semelhantes a tantos que faz em casa, mas que em restaurante provocam mais tensão. Saída com a pança refastelada de um belo naquinho de carne e de um excelente vinho. Ida até ao carro. Constatação de que o espaço pertencente ao antigo mercado dos Anjos fecha, com cadeado, a partir das 21H00 (hora de fecho do Lidl, o novo supermercado da zona). Volta ao recinto, sem novidades. Risinho da família. Filha primogénita às cavalitas do pai desde os Anjos até à Graça. Noite quente. Passeio saudável e agradável. A repetir intencionalmente.
Rita

domingo, maio 23, 2010

Ainda das férias...

Uns fizeram um bom passeio a pé, mas houve quem experimentasse ir de cavalo. E todos gostaram. Momentos bem passados à beira mar.
Ana Cristina

quarta-feira, maio 19, 2010

Brincadeiras no páteo

Desde que está bom tempo (viva! viva! aleluia!), a Alice tem ido quase diariamente brincar para o páteo com os amigos do prédio. É engraçado pensar que numa morada tão antiga existam tantas crianças. Mais giro ainda é vê-los tão ansiosos por conviver uns com os outros.
Há dias em que ela chega e vai lá para fora gritar por eles. Outras alturas, são eles que começam a espreitar e a fazer-me sinalefas, à procura dela. Sei que temos o páteo melhor, que lhes pomos umas mantas no chão e os deixamos levar brinquedos lá para fora, que existe inclusivamente uma bicicleta... de qualquer forma, não consigo impedir-me de me sentir orgulhosa por ela ser considerada uma boa companheira de brincadeiras...
Todos juntos, eles são imensos... o D, o G, o J, a M... algumas vezes ainda a D, a R, e até o Vasco... mais raramente, ainda a M e o B, primos dos primeiros... E tirando as birras teimosas da M e um ou outro desentendimento fortuito entre a Alice e o J, entendem-se bem, respeitam-se, os mais velhos falam de modo carinhoso para os mais novos... Trazem-me recordações que não são bem minhas... grupos de miúdos à solta na rua ou em férias, a aprender uns com os outros, a viver... liberdades melancolicamente bem guardadas dentro de tantas infâncias felizes como a minha...
Rita

segunda-feira, maio 17, 2010

Por aqui...

Permissas:
O Vasco está constipado.
O Vasco está quase a andar (= ponto de referência "Brazeltoniano").

Conclusão:
Estou podre e morta de cansaço. Inté.
Rita

Legenda para quem não está habituado a estas lides da maternidade: acordei talvez de meia em meia hora para pôr a chucha ao #$&@ do puto nas duas últimas noites.

domingo, maio 16, 2010

Voltei voltei, voltei de lá...

As férias foram boas. Uns dias passaram-se a curtir a sobrinha que esteve quase uma semana só connosco. Outros dias em jeito de fim-de-semana prolongado entre família. E por fim, uns dias a dois.
O tempo nem sempre colaborou, mas também não se esperava outra coisa nas duas primeiras semanas de Maio.
Deu para fazer praia com soutien à mostra, sem protector e com chuva ao mesmo tempo. Mas também deu para a fazer com Sol, a ler e a passar pelas brasas em praias desertas e houve até quem andasse de cavalo. Curtiu-se o Alentejo, o litoral mas também o interior, um Alentejo em flor cheio de cor e de nova vida, com paisagem histórica e castelos inseridos na paisagem.


Amanhã um novo ciclo recomeçará como sempre que se volta.
Legenda das fotos: "Praia deserta em dia de Sol" e "As árvores não sabem nadar"

Ana Cristina

terça-feira, maio 11, 2010

O primeiro vestido da F.


Penso que foi há dois anos que as Oficinas ofereceram a sua primeira peça à minha sobrinha mais velha. As fotografias estão uma treta mas, quanto a mim, o vestido ficou lindo... E não deixa de ser engraçado revê-lo e publicá-lo agora, nesta tentativa de mostrar uma coisa por semana da nossa autoria... parece minúsculo, comparativamente com os grandes três anos que ela faz daqui a uns dias...
Rita

quarta-feira, maio 05, 2010

Desabafo em código, para dentro de mim mesma

Há coisas que não conseguimos impedir que nos façam pensar. Pior, remoer.
Há coisas que não conseguimos impedir que nos magoem, que nos doam. Coisas que tememos e que nem gostamos de ponderar que possam magoar quem mais amamos.
Há coisas que não conseguimos impedir que nos irritem, nos façam frenicoques, comichão na espinha e em todo o lado.
Há coisas que não conseguimos impedir que nos provoquem tudo isto. Ao mesmo tempo. É então que levantamos um muro de orgulho à nossa volta, com a consciência que o fazemos, que o mesmo não nos torna mais felizes, não nos torna mais importantes, não nos torna mais visíveis, não nos torna melhores. E tão pouco nos torna mais indiferentes ao que nos incomoda.
No fim, o muro ajuda-nos a sobreviver. E isso às vezes é muito. E outras vezes é tudo.
Rita

terça-feira, maio 04, 2010

Uma lagarta

Esta lagarta (ou minhoca, consoante os gostos) já andava para mostrar desde o Inverno. Foi para a Rita, que já há tanto tempo não tinha uma coisa das Oficinas no roupeiro. Temos de tratar de alguma coisa agora para o Verão, não Tina?! E a ver se dá tanto gozo a fazer como esta... eu adorei o resultado... e até pode servir para agitar um pouco este blog, que nos últimos tempos anda tão pouco visitado...
Rita

segunda-feira, maio 03, 2010

Para não me esquecer...

Desde há dois ou três dias que o Vasco tenta dar um ou dois passinhos sem estar agarrado. Depois manda-se para um ponto de apoio ou para o chão, e sorri com ar orgulhoso da sua façanha.

Já embala um boneco quando lhe pedimos para pôr o bebé a dormir.

Já põe o telefone no ouvido e diz algo parecido com "tá".

Ouviu-me numa assoalhada a chamar o pai, que estava do outro lado da casa, e, agarrado à ombreira da porta, começou também a gritar para ele, como se também solicitasse a sua presença.

Continuo a dizer: com um ano e um mês, já se percebe que o gajinho vai ser teimoso como o raio e gostar de pândega à fartasana.


Rita

domingo, maio 02, 2010

Dia da mãe

Nunca liguei muito ao Dia da Mãe. Quer dizer, devo ter ligado, na primária, quando efectivamente fazia a prenda. Mas depois daqueles quatro anos, sucederam-se dezenas deles (sim, duas dezenas) em que o Dia passou a ser só mais um dia, sem lembranças especiais e só com o telefonema obrigatório para a mãe.
E claro, depois fui apanhada na teia. Aquela em que nem sabemos quando é o dia, mas descobrimos de repente e percebemos que os filhos, mas desta vez os nossos, estão secretamente a fazer-nos algo. Para nós, que somos mães. E ansiamos pela surpresa. Que é sempre sempre sempre magnífica.
Rita

Da Alice: um marcador de livros e um íman de frigorífico.
Do Vasco: uma pintura

sexta-feira, abril 30, 2010

Fui ver este filme e gostei. Sob um disfarce teoricamente leve e bem disposto, aborda alguns pontos sérios e profundos.
Steven Russel (Jim Carrey) é um homossexual que passa metade da vida seguindo um padrão convencional: tem mulher e filha, um emprego e uma imensa dedicação à Igreja. Depois de um acidente de viação, decide assumir-se, abraçando comportamentos e estilos monetariamente dispendiosos, de forma que, para os suportar, começa a dedicar-se a burlas. Na sua primeira estadia na prisão apaixona-se então por Phillip Morris (Ewan McGregor), outro indivíduo homossexual com grande sensibilidade, habituado a relações afectivas em que é usado. Steven Russel torna-se assim um grande burlão, falsificador e especialista em evasões do sistema prisional americano, sempre com o intuito de proporcionar determinada protecção e modo de vida abastado a Phillip Morris.
Uma história de amor diferente e verídica. Uma ideia para um cinema de fim-de-semana.
Rita

quarta-feira, abril 28, 2010

Quando a única coisa a escrever, dizer ou sentir é: :-(

A educadora dele, hoje:
- Oh mãe, o Vasco tem de sair sempre às seis?
Eu:
- Então... se eu saio às cinco e meia...
Ela, tom triste e embaraçado:
- Não sabia se lhe havia de dizer isto... é que ele tem chorado sempre, inconsolável... vê os outros a ir embora e chora tanto... ontem foi o primeiro dia que não chorou... Pronto, há meninos que não sentem tanto... o Vasco não é menino para ficar aqui até às seis... mas se a mãe me está a dizer que não há outra hipótese...
Maldita vidinha esta...

Rita

terça-feira, abril 27, 2010

Um futebolista para outro futebolista


O nosso amiguinho e meio-afilhado (sim, os afilhados também podem vir às metades ou aos quartos) fez anos e como é futebolista e já tem sete anos e é um rapazola e já não tem idade para receber assim um boneco muito para o infantilóide... oferecemos-lhe este... uma experiência diferente destas Oficinas e que irá concerteza ser repetida em outros formatos... ideias não faltam, o que falta é tempo, disponibilidade mental, ausência de cansaço e afazeres...
Rita

domingo, abril 25, 2010

25 de Abril sempre!!!

Hoje lá descemos a avenida. Três, eu e os putos, que o pai estava lesionado de um treino de futebol e não lhe dava jeito andar muito.
Caminhámos então pela liberdade, entre família, alguns conhecidos de longa data, bons amigos e até colegas recentes e coincidentemente encontrados nestas andanças... No fim, comemos o habitual gelado e fizemos corridas de carrinho de bebés. Foi um dia bom, cheio de Sol, calor, carinho e sorrisos. Pleno de possibilidades, como o dia de hoje terá sempre de ser.
Rita

quinta-feira, abril 22, 2010

A miúda e os seus planos de futuro

A Alice hoje, a meio do jantar, com ar muito pensativo e sem vir a propósito de absolutamente nada:
- Quando eu for grande, se calhar vou ter de arranjar um marido*...
Rita

*palavra raramente usada cá em casa!!!

quarta-feira, abril 21, 2010

Com a fúria...

O que fazer quando se está doido de raiva?! Quando a irritação dentro de nós quase explode, a frustração queima, a pulsação despara... as lágrimas contrariadas quase saem...?!
Há umas semanas andei assim, por chatices lá no trabalho...
Cá em casa, num momento de zanga ou exaustão com a teimosia da Alice, disse-lhe que ela tinha de ir para o quarto dela, para se acalmar e me deixar acalmar. Quando os disparates são muito grandes existe um banco no corredor para onde vai pensar no que fez, mas quando a questão é mais contornável, a solução de ir para o quarto brincar é ideal. «Preciso de estar sozinha porque se não não vou conseguir resolver isto sem me chatear a sério.» - é o que lhe digo. Ela vai e lá se mantem, descobrindo ainda por cima os prazeres de brincar no quarto, que é raro fazer.
Nesse dia propriamente dito, dei com ela muito aborrecida com o imposto. E foi quando me ocorreu. A ideia de atirar uns bonecos "fofos" ao roupeiro, para descomprimir a raiva. Enquanto diziamos em voz alta o motivo da irritação. Foi excelente e verdadeiramente libertador. Quando demos por nós já não eramos só o «Estou irritada porque a minha mãe me mandou para o quarto!», ou o «Estou irritada porque me chateei com o meu chefe no trabalho!»... tinhamos-nos transformado em duas valentes especialistas num qualquer novo desporto de arremesso de bonecos a rir às gargalhadas...
Rita

terça-feira, abril 20, 2010

Bolas!


E lá foi um vestido cheio de pintarola(s) para a Sofia, que fez dois anos há praticamente um mês. Apesar disso, ainda não foi desta que lhe arranquei um abraço ou um beijinho...
Rita

segunda-feira, abril 19, 2010

In Vasco

Gosto de quando me deixam aqui no chão da sala.
Dá para ir facilmente até aquele sítio onde os grandalhões cozinham. Há aí um tabuleiro com água e aquelas coisas pequeninas e secas que a bola de pêlo minorca e gira que para aí anda come.
Também dá para ir até aquele sítio onde se toma banho... acho que gosto mais... dá para chupar aquela coisa de metal que tapa o bidé... ou então para puxar o papel e espalhá-lo ou rasgá-lo... às vezes ainda se consegue chegar à água daquela cadeira diferente, de loiça... ou então aquela escova diferente e redonda que os grandalhões usam para limpar essa cadeira de loiça...
Da sala, se tiver muito vontade, ainda consigo ir rapidamente à caixa que tem aquela areia da bola de pêlo minorca e gira... dá vontade de brincar com a porta de dar-a-dar, mas o mais fixe é mesmo tentar trazer a areia cá para fora. Às vezes até parece que há coisas lá misturadas, mas ainda não consegui chegar-lhes... nem prová-las...
A grandalhona faz umas caras super-giras quando eu me dedico a estes hobbies. E repete aquilo, «Não, não, não!». Fica muito fixe com a cara assim séria, dá-me sempre vontade de rir e de fazer outra vez, só para a ver assim cómica.
Só não percebo aquela coisa dela fechar a porta da sala de um lado, fechar a porta do sítio onde se toma banho do outro e ainda de pôr cadeiras no caminho da caixa de areia. Deve ser para tornar isto mais interessante.
Até conseguir passar pelas portas fechadas ou pelos muros de cadeiras, o que vale é que na sala há sempre aqueles buraquinhos pequeninos na parede, aqueles que vêm aos pares e onde eles ligam o candeeiro, por exemplo. Sempre vai dando para entreter. Ainda hei-de descobrir o que é que dá para guardar ali...
Vasco

sexta-feira, abril 16, 2010

Um sonho possível

Um filme que retrata a divisão de classes no país da democracia. A história de um adolescente negro aceite quase por casualidade numa escola privada, de meninos brancos, devido às suas capacidades físicas (e potencialmente atléticas). Esse jovem, desadaptado e desenquadrado do ambiente escolar, é marcado por uma história familiar de violência doméstica, dependências e abandonos. Acolhido por uma família que se empenha em dar-lhe um ambiente familiar, consegue entrar na faculdade como atleta de futebol americano, e tornar-se um atleta de nível nacional. Uma história verídica.
Mais um filme que retrata o sonho americano mas que não esquece de mostrar as fragilidades do sistema, as diferenças sociais entre brancos e não brancos, entre “ricos” e “pobres”. Por isso tem o meu voto de um filme que vale a pena ver. Eu gostei bastante.
Ana Cristina