sexta-feira, abril 30, 2010

Fui ver este filme e gostei. Sob um disfarce teoricamente leve e bem disposto, aborda alguns pontos sérios e profundos.
Steven Russel (Jim Carrey) é um homossexual que passa metade da vida seguindo um padrão convencional: tem mulher e filha, um emprego e uma imensa dedicação à Igreja. Depois de um acidente de viação, decide assumir-se, abraçando comportamentos e estilos monetariamente dispendiosos, de forma que, para os suportar, começa a dedicar-se a burlas. Na sua primeira estadia na prisão apaixona-se então por Phillip Morris (Ewan McGregor), outro indivíduo homossexual com grande sensibilidade, habituado a relações afectivas em que é usado. Steven Russel torna-se assim um grande burlão, falsificador e especialista em evasões do sistema prisional americano, sempre com o intuito de proporcionar determinada protecção e modo de vida abastado a Phillip Morris.
Uma história de amor diferente e verídica. Uma ideia para um cinema de fim-de-semana.
Rita

quarta-feira, abril 28, 2010

Quando a única coisa a escrever, dizer ou sentir é: :-(

A educadora dele, hoje:
- Oh mãe, o Vasco tem de sair sempre às seis?
Eu:
- Então... se eu saio às cinco e meia...
Ela, tom triste e embaraçado:
- Não sabia se lhe havia de dizer isto... é que ele tem chorado sempre, inconsolável... vê os outros a ir embora e chora tanto... ontem foi o primeiro dia que não chorou... Pronto, há meninos que não sentem tanto... o Vasco não é menino para ficar aqui até às seis... mas se a mãe me está a dizer que não há outra hipótese...
Maldita vidinha esta...

Rita

terça-feira, abril 27, 2010

Um futebolista para outro futebolista


O nosso amiguinho e meio-afilhado (sim, os afilhados também podem vir às metades ou aos quartos) fez anos e como é futebolista e já tem sete anos e é um rapazola e já não tem idade para receber assim um boneco muito para o infantilóide... oferecemos-lhe este... uma experiência diferente destas Oficinas e que irá concerteza ser repetida em outros formatos... ideias não faltam, o que falta é tempo, disponibilidade mental, ausência de cansaço e afazeres...
Rita

domingo, abril 25, 2010

25 de Abril sempre!!!

Hoje lá descemos a avenida. Três, eu e os putos, que o pai estava lesionado de um treino de futebol e não lhe dava jeito andar muito.
Caminhámos então pela liberdade, entre família, alguns conhecidos de longa data, bons amigos e até colegas recentes e coincidentemente encontrados nestas andanças... No fim, comemos o habitual gelado e fizemos corridas de carrinho de bebés. Foi um dia bom, cheio de Sol, calor, carinho e sorrisos. Pleno de possibilidades, como o dia de hoje terá sempre de ser.
Rita

quinta-feira, abril 22, 2010

A miúda e os seus planos de futuro

A Alice hoje, a meio do jantar, com ar muito pensativo e sem vir a propósito de absolutamente nada:
- Quando eu for grande, se calhar vou ter de arranjar um marido*...
Rita

*palavra raramente usada cá em casa!!!

quarta-feira, abril 21, 2010

Com a fúria...

O que fazer quando se está doido de raiva?! Quando a irritação dentro de nós quase explode, a frustração queima, a pulsação despara... as lágrimas contrariadas quase saem...?!
Há umas semanas andei assim, por chatices lá no trabalho...
Cá em casa, num momento de zanga ou exaustão com a teimosia da Alice, disse-lhe que ela tinha de ir para o quarto dela, para se acalmar e me deixar acalmar. Quando os disparates são muito grandes existe um banco no corredor para onde vai pensar no que fez, mas quando a questão é mais contornável, a solução de ir para o quarto brincar é ideal. «Preciso de estar sozinha porque se não não vou conseguir resolver isto sem me chatear a sério.» - é o que lhe digo. Ela vai e lá se mantem, descobrindo ainda por cima os prazeres de brincar no quarto, que é raro fazer.
Nesse dia propriamente dito, dei com ela muito aborrecida com o imposto. E foi quando me ocorreu. A ideia de atirar uns bonecos "fofos" ao roupeiro, para descomprimir a raiva. Enquanto diziamos em voz alta o motivo da irritação. Foi excelente e verdadeiramente libertador. Quando demos por nós já não eramos só o «Estou irritada porque a minha mãe me mandou para o quarto!», ou o «Estou irritada porque me chateei com o meu chefe no trabalho!»... tinhamos-nos transformado em duas valentes especialistas num qualquer novo desporto de arremesso de bonecos a rir às gargalhadas...
Rita

terça-feira, abril 20, 2010

Bolas!


E lá foi um vestido cheio de pintarola(s) para a Sofia, que fez dois anos há praticamente um mês. Apesar disso, ainda não foi desta que lhe arranquei um abraço ou um beijinho...
Rita

segunda-feira, abril 19, 2010

In Vasco

Gosto de quando me deixam aqui no chão da sala.
Dá para ir facilmente até aquele sítio onde os grandalhões cozinham. Há aí um tabuleiro com água e aquelas coisas pequeninas e secas que a bola de pêlo minorca e gira que para aí anda come.
Também dá para ir até aquele sítio onde se toma banho... acho que gosto mais... dá para chupar aquela coisa de metal que tapa o bidé... ou então para puxar o papel e espalhá-lo ou rasgá-lo... às vezes ainda se consegue chegar à água daquela cadeira diferente, de loiça... ou então aquela escova diferente e redonda que os grandalhões usam para limpar essa cadeira de loiça...
Da sala, se tiver muito vontade, ainda consigo ir rapidamente à caixa que tem aquela areia da bola de pêlo minorca e gira... dá vontade de brincar com a porta de dar-a-dar, mas o mais fixe é mesmo tentar trazer a areia cá para fora. Às vezes até parece que há coisas lá misturadas, mas ainda não consegui chegar-lhes... nem prová-las...
A grandalhona faz umas caras super-giras quando eu me dedico a estes hobbies. E repete aquilo, «Não, não, não!». Fica muito fixe com a cara assim séria, dá-me sempre vontade de rir e de fazer outra vez, só para a ver assim cómica.
Só não percebo aquela coisa dela fechar a porta da sala de um lado, fechar a porta do sítio onde se toma banho do outro e ainda de pôr cadeiras no caminho da caixa de areia. Deve ser para tornar isto mais interessante.
Até conseguir passar pelas portas fechadas ou pelos muros de cadeiras, o que vale é que na sala há sempre aqueles buraquinhos pequeninos na parede, aqueles que vêm aos pares e onde eles ligam o candeeiro, por exemplo. Sempre vai dando para entreter. Ainda hei-de descobrir o que é que dá para guardar ali...
Vasco

sexta-feira, abril 16, 2010

Um sonho possível

Um filme que retrata a divisão de classes no país da democracia. A história de um adolescente negro aceite quase por casualidade numa escola privada, de meninos brancos, devido às suas capacidades físicas (e potencialmente atléticas). Esse jovem, desadaptado e desenquadrado do ambiente escolar, é marcado por uma história familiar de violência doméstica, dependências e abandonos. Acolhido por uma família que se empenha em dar-lhe um ambiente familiar, consegue entrar na faculdade como atleta de futebol americano, e tornar-se um atleta de nível nacional. Uma história verídica.
Mais um filme que retrata o sonho americano mas que não esquece de mostrar as fragilidades do sistema, as diferenças sociais entre brancos e não brancos, entre “ricos” e “pobres”. Por isso tem o meu voto de um filme que vale a pena ver. Eu gostei bastante.
Ana Cristina

quarta-feira, abril 14, 2010

Salto alto

Os meus pais trouxeram-lhe de Maiorca estes sapatos, juntamente com uma fatiota de espanhola e umas molas enormes de prender o cabelo. Ela gostou de tudo, mas os sapatos deixaram-na completamente apaixonada... nada mais nada menos que um mini salto-alto para se passear aqui por casa e nos dar deixar doidos com o barulho...
Rita

terça-feira, abril 13, 2010

Um vestido novo


Está na altura de animar este blog com alguma coisa. Há poucas visitas, textos desinteressantes, dia-a-dias muito complicados e cansativos... e houve mestrados e segundos filhos e chatices no trabalho... enfim, nos últimos tempos isto deve andar uma seca para terceiros...
Então, cá vai a fotografia da prenda pelos 5 anos da R., a grande amiga da Alice. Um vestido cheio de flores abalãozadas ou de balões floreados.
E promete-se a apresentação de criações todas as semanas, para alegrar a coisa. Quem estiver aí escondido e sem vontade de falar, diga alguma coisa, comente, dê uma opinião, por favor. É a altura certa para motivar o nosso moral...
Rita

segunda-feira, abril 12, 2010

Tenho muito sono hoje porque trabalhei até tarde e vim, já de noite, a pé até casa. Não vi os meus miúdos e amanhã tenho de fazer um trabalho chato. Tenho carradas (mesmo carradas) de roupa espalhadas pela casa para arrumar e ainda não foi hoje que o consegui fazer. Tenho de cortar as unhas e limpar a caixa da gata. Os dias não parecem sorrir-me, mas estou bem disposta e isso é que é preciso. A ver se amanhã tenho mais tempo para dedicar a este blog.
Rita

O bom tempo está a voltar

... e as minhas alergias a piorar.
Mas eu gosto mesmo é do Sol, dos dias claros e das roupas leves.
Ana Cristina

terça-feira, abril 06, 2010

Retalhos de um fim-de-semana no Alentejo


Tão bom ter um filho que de repente fica bom e nos deixa ir passar um fim-de-semana prolongado ao Alentejo.
Tão bom ter um fim-de-semana prolongado para passar no Alentejo e tão bom ter um Alentejo onde passar um fim-de-semana prolongado.
Tão bom ter tempo para passear no campo, ver teatro itinerante na rua ao Sol até escaldar o nariz, experimentar penteados novos, mãos na areia e burricadas.
Viva os fins-de-semana prolongados cheios de Sol e boa disposição!
Rita

segunda-feira, abril 05, 2010

Recado (quase) particular

Ou por esquecimento ou por falta de oportunidade, ainda não consegui dizer-te como tenho adorado os livros que me emprestaste... como parto para eles sem expectativas, por não conhecer os autores (com excepções), os títulos ou enredos, e como acabo sempre por em dado momento me sentir envolvida com as histórias, por não me apetecer parar e por me surpreender positivamente... Tenho pena de não ter apontado os nomes dos que já te devolvi, bem como os escritores, para poder basear-me neles em novas e futuras escolhas que venha a fazer.
Tenho gostado imenso de todos e até lhes encontro pontos em comum, curiosamente afastados das minhas tendências de leituras dos últimos tempos. Por essa razão e pela descoberta que ela tem vindo a proporcionar, agradeço-te.
Pronto, já andava para te dizer isto há séculos.
Rita
PS - Neste momento estou de volta de "O melhor anjo" de Frank Ronan. Muito fixe.

quarta-feira, março 31, 2010

"Vasco com 1 ano" ou "Coisas a não esquecer ou aproveitar para contar à famelga que eu penso que não vem a este blog mas que até vai passando por aqui

Com um ano, o Vasco:
- mede 72,5 cm (percentil 25)
- pesa 8,440 (percentil 05, o mais baixo de todos, o que faz dele o chamado "lingrinhas")
- tem uma cabeça de 46 cm (à volta, não confunda quem não percebe nada do assunto porque o gajinho não é nada cabeçorras)
- gosta de comer, mas essencialmente da nossa comida, a menos que a dele seja colocada num prato de sopa dos nossos e dada com uma colher de sopa das grandes, de alumínio
- rastejava furiosamente e mesmo muito muito bem desde os 08 meses, até que começou a gatinhar aos 11 e meio e abandonou completamente a saída profissional de mini-homem-da-tropa
- agarra-se aos móveis, põe-se a pé e anda - as nossas calças também servem
- tem quatro dentes, dois em cima verdadeiramente garrafais (lembra-me os da irmã quando nasceram... para não dizer os meus primeiros definitivos das fotografias da primária) e prevêm-se mais para breve
- conhece perfeitamente as palavras "mana" ou "Alice", "gato" (e a mesma arranca-lhe logo sorrisos), "bola" ou "balão", "chucha"
- é um ingrato que finge não reconhecer as palavras "pai" e "mãe", de certeza
- é um teimosão de primeira que finge não reconhecer a palavra "não" e ainda por cima achar-lhe uma piada medonha
E sabe:
- bater palmas (não só nas suas mãos mas em todo o lado, aliás, auguro-lhe um bom futuro a fazer remates de voley)
- dizer adeus (mas não gosta muito de o fazer)
- dar "passoubens" e "cincos" (isto é esquisito de escrever)
- apontar a irmã, a gata, os candeeiros, e coisas que deixa cair ou que quer
- mostrar onde é que a galinha põe o ovo (se ela o decidir pôr na mão de alguém, o que faz da letra da música uma palermice irreal)
- dar autênticas pancadas na sua cabeça para mostrar que esta é muito tonta (e se não for, decerto ficará com a violência a que está sujeita)
- estender os braços de forma vitoriosa quando se grita "viva"
Mais:
- está pela primeira vez a entrar no terceiro dia de febre, nunca tomou antibióticos e até o Brufen foi no outro dia a primeira vez. Mas está porreiraço e não nos oferece qualquer motivo de preocupação.
- tenho o pressentimento que vai estar sempre a desarrumar a casa, que vai ser um teimoso de primeira lavra e que vai gostar de pândega.
Rita

terça-feira, março 30, 2010

"Um ano" ou "Coisas soltas e malucas que se me estão a passar pela cabeça"

Puto:
Nasceste há um ano.
E eu sinto-me tão feliz contigo e convosco que nem tenho palavras para descrever como é.
Ou então é porque estou cansada, também pode ser isso.
De qualquer forma, quero deixar aqui escrito para a posteridade que tu, que ainda quase não ficaste doente, não tiveste febre e não vomitaste neste tempo todo, podias ter deixado mais um dia para experimentares isso tudo.
Rita

É verdade, acho que já se me passou a travadinha de ontem, ou dos últimos tempos. Às vezes é assim, dá-me mas passa. É o momento do descontrole mental, em que não me lembro do trabalho fixe e aliciante que tenho, da bela cidade em que escolhi morar, dos magníficos amigos que me rodeiam, do homem espectacular com que vivo... e dos filhos, o raio dos miúdos que dormem lá dentro e que me... arrebatam, é isso... acho que é e melhor palavra para descrever a coisa... arrebatam-me... raça dos miúdos... a culpa é deles... nascem e a gente deixa de saber o que é estar sem eles, são quase como uma espécie de segunda vida...

segunda-feira, março 29, 2010

Quase quase um ano

Amanhã o meu filho faz um ano e eu estou tristíssima.
Não me consigo adaptar ao facto de ir começar a trabalhar em horário completo, mas pior, não me consigo adaptar à ideia de que a partir daí não me vou mesmo conseguir afastar mentalmente dos problemas da minha equipa e impedir que me arrastem com eles... e não vou conseguir livrar-me mais daquelas semanas horríveis de trabalho agendadas com regularidade... e ainda pior, não vou conseguir impedir-me de, para além dessas semanas, e com mais frequência do que me apetece (por causa dos ditos problemas de equipa), por vezes ter de deixar de vir a casa e de ter horários e vida e sei lá mais o quê...
Amanhã o meu filho faz um ano e eu já estou cheia de saudades do tempo que até agora tivemos e partilhámos com a crescida (sim, a separação de dois é muito pior do que a separação de um).
E parece horrível porque até moro perto do trabalho e em quinze minutos de carro consigo ir buscá-los, mas só me ocorre que a partir de agora são duas horas a menos deles e só sobrará o tempo de preparar roupas e banhos e comidas e a vidinha a vidinha a vidinha...
Daqui a uns tempos já me habituei. Mas por enquanto estou aqui, pelo menos a curtir a tristeza. E só não curto as lágrimas porque há pouco a sapiência da minha irmã a fez dizer:
- Deixa lá, é pior não ter filhos.
E eu olha, calei-me. E agora vá, autorizo a que me chamem nomes, daqueles feios, que eu provavelmente mereço.

Rita

domingo, março 28, 2010

O 9ºQ - ou, para alguns, o grupo FD

Quem me conhece sabe que a matemática nunca fez parte dos lados mais agradáveis do meu coração. É uma daquelas coisas que sabemos que existe e que até nos desperta um fascínio teórico, mas que no fundo sabemos que nunca vai ter nada a ver connosco.
Apesar disso, por artes e acasos do destino, no 9º ano escolhi Quimicotecnia e fiquei na única turma desse ano com acesso ao mundo mágico do laboratório. Confesso que nunca percebi "pevas"daquilo, mas que me diverti muito a quase incendiar o espaço e a entornar (sem querer)tudo o que era líquidos estranhos na bata que vinha da minha irmã e que se mantinha quase incólume até ao momento.
A minha turma do nono foi extraordinária. Fui enquadrada no meu primeiro grupo misto de amigos e com eles ri, cantei, toquei flauta, fiz teatro, criei aventuras, passeei e descobri muitas e muitas coisas.
Hoje encontrámo-nos. Alguns, os que deu para contactar e juntar. Sete. Trocámos telefones, gargalhadas antigas cheias de recordações, e também risos novos, plenos de piadas mais maduras, bem como dos percursos de vida que fizemos, dos trabalhos actuais (tão pouco relacionados com os cursos superiores tirados), das famílias que constituímos, dos lugares para onde fomos viver, dos animais que temos...
Sentimo-nos e dissemo-nos iguais, apesar de nos sabermos mais velhos, mais gordos, mais enrugados, mais desiludidos. Mas estávamos lá e foi importante e havemos de repetir, com fotografias e vídeos comprometedores à mistura.
Rita
Obrigado a todos por tudo o que representam na minha vida. Foi maravilhoso.

segunda-feira, março 22, 2010

A vida

Há mais ou menos três semanas, um amigo teve um acidente de carro.
Despistou-se, foi bater num poste de electricidade daqueles grandes, formados por dois pilares de cimento, e por lá ficou encaixado, até que os bombeiros o desencarcerassem. Teve uma paragem cardio-toraxica e ia morrendo. Teve um traumatismo craneano, com edema cerebral a recusar-se a ceder. Uma imensa possibilidade de lesões desconhecidas. Ficou em coma.
Durante este tempo, teve sempre no meu pensamento. Por trás de todas as coisas que fizesse e sentisse e me ocorressem. Não dormia bem, não andava bem. Ia vê-lo e sofria porque me sentia impotente e pequenina a olhá-lo, ligado a máquinas e com tubos por tudo quanto era lado. Ele era eu e todos nós, a vida na sua finitude e fragilidade a olhar-me de frente.
O meu amigo por afinidade, grande amigo do grande amigo que comigo partilha a vida. Um daqueles amigos que nos deixa a certeza de ser um grande amigo se precisarmos, que é o que basicamente faz de um amigo um amigo.
Hoje apertou-me a mão e acenou quando lhe disse quem era. Há dois dias quis saber as horas. Comeu sopa e mousse de chocolate. Mexeu as duas pernas e os dois braços. Acenou a dizer que está bem, que a luz não lhe faz confusão. Ainda não se sabe de nada, mas desse nada sei eu que voltaremos a mergulhar na piscina da Várzea ou no mar da Costa, a inventar jogos e expressões, a passear, a correr, a rir, a rir, a rir...
Quando penso nisto, não consigo deixar de ter vontade de chorar de felicidade.
Rita