sexta-feira, março 05, 2010

No rescaldo de um dia loooongo...

Entrei na quinta às 15.30 para uma jornada que se previa longa.
Fiz tarde. Segui noite e, mais uma vez fiz greve, mas não deve ter contado para as estatísticas porque só o sindicato se preocupou em saber quantas de nós estavamos de greve e a garantir os serviços mínimos (e fomos todas). Saí às 8.30, depois de passar o turno (às colegas que estavam de greve e que ficaram a decidir quem iria para casa e quem ficaria a garantir os serviços mínimos).
Tomei o pequeno-almoço e às 9.30 fui a uma formação daquelas que estava inscrita e que terminou às 4 da tarde.
Cheguei a casa já passava das 6 e, tal era o cansaço que não consegui adormecer antes das 10.30.
Hoje dormi até às tantas e passei o dia, de folga, sem fazer nada de jeito.
Amanhã lá entrarei às 8.
Ana Cristina

quinta-feira, março 04, 2010

Novidades

Já estou melhor, sim senhora. Até já estou quase boa. Continuo com dores pelo corpo e acho melhor ir tendo alguns (já poucos) cuidados alimentares. Mas o que me lixa mesmo é o cansaço. Depois do jantar - e às vezes antes - estou pronta para uma grande soneca. Como agora. Ainda por cima o dia não acabou com boas novas e preciso de digerir. E por isso, já sabem o que vou dizer: o sofá aguarda-me.
Rita

segunda-feira, março 01, 2010

Cineminhas

Ontem fui ao cinema. Aliás, nos últimos dez dias fui ao cinema três vezes.
Do “Avatar” tenho pouco a dizer. Que vale a pena, porque dizem que será um marco no cinema pela tecnologia. A história, apesar de já não ser nova, é uma temática que será sempre importante não esquecer. Mas, no fundo no fundo, esperava muito mais.
Do “Invictus”, tenho a dizer que é um filme interessante, que nos relembra uma África do Sul num passado bem recente, mas que parece tão distante. A tomada de posse do Nelson Mandela e os primeiros passos de um país a caminho da igualdade de direitos, independentemente da cor da pele. Vale a pena ir ver, e vale a pena pensar sobre o apartheid, regime que regeu a África do Sul até à duas décadas atrás.
Mas este post é dedicado fundamentalmente ao “Tudo pode dar certo”, o último dos três filmes que fui ver. De um dos meus realizadores preferidos este filme veio lembrar os velhos tempos em também ele era o actor principal das suas obras cinematográficas. Pois é, Woody Allen voltou. Desta vez sob a forma de um outro actor que parece personificá-lo na perfeição. Mas a personagem que conhecemos como sendo o próprio Allen continua igualmente genial, egocêntrico e hipocondríaco. Numa história sem grande enredo, assistimos à defesa de uma teoria cuja mensagem é a de que a vida, tal como o amor, não são algo predefinido, sendo sim frutos do acaso. Nas nossas mãos está a capacidade de aproveitar ou não o que nos acontece, tornando o acaso em algo proveitoso. O “Tudo pode dar certo” é uma lição de vida. Parece tratar-se de uma despedida do realizador que tão bem conhecemos. Como se ele nos dissesse: “Aproveitem. Aproveitem, porque, apesar de acontecer por acaso, tudo pode dar certo.” Aconselha-se a quem deste género gostar. Eu adorei.

Ana Cristina

domingo, fevereiro 28, 2010

Prometo que explico tudo sobre o Livro do Ir e Vir, assim que me passar a malfadada gastroenterite viral que me atormenta...
Rita

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Ai, cruzes, credo, canhoto!!!!!!

Ai!!!!!!!!!!!!!!!
Na reunião de pais aprovámos o Livro do Ir e Vir... e achámos todos muita piada a partilhar algo no livro, algo da nossa família para as famílias dos outros...
Mas agora, nós somos os segundos....!!!!...
e os primeiros fizeram coisas tão giras que nem sabemos para onde nos virarmos...!!!!...
e só temos duas noites e uma já passou...!!!!!!!!!!!!!!
Aiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Socorro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Rita

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Fomos ao cinema...



... ver "A Princesa e o Sapo". O filme é muito bonito e divertido e nem imagino porque razão passou pela cabeça dos senhores da Disney acabarem com as animações tradicionais, em formato 2D. Espero que ultrapassem essa loucura e continuem a produzir clássicos com princesas de todas as cores e feitios, cada vez mais lutadoras pelos seus sonhos... e pelos nossos...
Rita

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

IUPIIIIIIIIIIII...

Estou livre! Defendi a tese hoje e correu bem.

Agora vou dormir cedo. Para a semana volto à minha vida de mulher trabalhadora, criativa e leitora... que já tenho saudades.

Beijinhos a todas as nossas visitas, que são poucas mas boas
Ana Cristina

A Cristina é Mestre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Finalmente!!!!!!!!! VIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!! Estou a rebentar de orgulho!!!!!!
Rita

Será que vamos poder estar juntas novamente...? E conversar? E receber-te para jantar todas as semanas outra vez? E ir a algum lado? E levar para a frente os outros projectos?!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Retalhos de um Carnaval


Tirando o tempo e o facto de mais uma vez eu e a Cristina não nos termos mascarado, este Carnaval foi fixe.
Teve direiro a um rapazola de dez meses vestido de superhomem e de mini-homem (com fato e bigode), o que divertiu imenso a irmã.
Teve direito a uma menina de quatro anos vestida de minhota («Vá, diz à MJ de que é que te vais mascarar...», «De... de... canhota!»), de fada "caseira" (com umas estrelas imaginadas pela mãe, de papel autocolante, coladas na roupa, para compor a fatiota - viva os trabalhos manuais, viva as máscaras originais), e ainda de olho (visão) no desfile da escola. E ainda a pinturas na cara, festas de anos e tardes cheias de brincadeira com primas...
Choveu, mas nós divertimo-nos a valer.
Rita

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Novidades de Carnaval



O Vasco tem novos limites. Já se conseguia manter sentado quando o deixávamos assim, já conseguia rastejar para todo o lado, já conseguia até transpor um ou outro obstáculo (tipo puff). Agora o limite é vertical. Agarrar-se, subir-se, manter-se. Com uma mão, com duas, até com a boca, se o deixarmos. Nós assistimos e espalhamos almofadas ao seu redor. Secretamente, aplaudimos e sorrimos. É tão bom...
Rita

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Chegou o Carnaval, viva!!!

Resultado de dois dias de Carvaval: dois miúdos a dormir, ferradíssimos, por volta das 20H00... Ai, ai (suspiro)...

Rita

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Dia de três


De vez em quando, em vez de dois, trago três da escola. É o dia em que fingimos que a que não tem manos é a irmã mais velha, a minha primogénita é a do meio e o puto é o mais novo.
Ela é a grande amiga da Alice, o único nome que para além do dela ela quer aprender, aquela para quem ela faz desenhos.
Gostamos muito de a ter cá e de ir vendo como as duas crescem a par e passo, com gostos, características e formas diferentes de resolver as coisas.
Agora, há momentos em que o Vasco também se junta a elas; como hoje, em que rastejou até às construções de lego. Foi a primeira vez de muitas em que ele deixou de ser o bebé com a piada de agarrar e mimar e pegar para tirar fotos, para passar a ser o puto chato que precisa de ser enxotado porque só estorva e estraga. Pediram-me para o tirar dali e eu disse-lhes que não, que ele queria brincar com elas, que elas poderiam levar o lego para o quarto, que teriam de resolver o assunto com ele. Até que a Alice resolveu ensinar a amiga a afastá-lo, pegando-lhe nas pernas e levando-o para outro sítio da sala. E as duas o foram fazendo à vez, conforme ele se aproximava.
Todos manos a fingir.
Rita

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Será que...

... depois de arrolados e ouvidas as prováveis mil testemunhas do Sr. Embaixador, mais as trinta e tal do Sr. Apresentador e as cinquenta e tal do Sr. Doutor e outras tantas dos outros arguidos este tribunal vai ouvir os dez milhões de portugueses para concluir o processo? Ou talvez os turistas que visitaram o país nos anos muitos anos em que alegadamente ocorreram os abusos.
Se calhar é melhor fazer um referendo. Seria concerteza mais rápido...
Ana Cristina

domingo, fevereiro 07, 2010

Família reunida

Hoje, pouco tempo antes do Vasco conseguir pôr, pela primeira vez, um cubo pequeno dentro de um cubo grande, inaugurámos as nossas reuniões familiariares.
A ideia foi do Brazelton, confesso. Ele é que disse que Quando as crianças atingem os quatro anos de idade, é altura de começar a ter reuniões familiares regularmente. (...) Todos se sentam juntos. A ideia é levar a criança a sentir que é um membro estimado da família, com responsabilidades claras, de que se pode orgulhar.* E nós, seguindo o conselho um "guru" cá de casa, lá o fizemos. Com direito à escrita dos pontos principais e tudo.
Nesta reunião, mantida sob o desatento olhar do Vasco, que jantava (ou melhor, que pouco jantava), conversámos sobre actividades, tarefas e regras de doces. As ideias dela ainda foram poucas e as do pai nenhumas, mas acho que com o tempo nos habituaremos a melhorar estes momentos.
As conclusões, como todas as conclusões, foram importantes. Definiu-se que, a juntar às tarefas que já tem (tirar e arrumar os seus sapatos e casacos quando chega a casa, colocar uma toalha separadora na mesa quando vai lanchar, por exemplo), a Alice vai passar a despir sempre a sua roupa e a vestir o pijama, bem como a ajudar por vezes a pôr a mesa. Ao pequeno-almoço vai comer Chocapic "só" às 2as, 4as, 5as, 6as e sábados, bebendo leite e comendo pão às 3as e domingos. Pode pedir doces dia sim dia não, apesar de não significar que os pais lhos dêm (só diminuir os pedidos já é bom, isto anda um exagero!). Da parte dos pais houve a promessa de brincar mais vezes com as Barbies, às escondidas, à plasticina e um pedido para que se guardasse um dia para desenhos, trabalhos e exercícios.
Tudo registado em "acta" para o futuro.
Rita

*T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, "A criança dos 3 aos 6 anos"

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Ando cansada

Tenho coisas para dizer aqui mas ainda não arranjei o momento oportuno do dia para me dedicar a elas.
A verdade é que ando cansada e não consigo perceber bem o porquê. Será que é agora, passados alguns meses do início do trabalho, que o ritmo começa a entrar... e a pesar?! Será que é do ginásio, recentemente recomeçado e que me lembra uma "morte lenta", ou seja, a pessoa sai de lá como se não tivesse sido nada e depois levanta-se cansada todos os dias e tem sono logo a partir das 22h?! Será que é daquelas fases no ano em que se sente necessidade de tomar umas vitaminas porque até nos esquecemos de coisas que são diárias e comuns?! Será que é desta constipação que pressinto?! Será disto tudo?!
Rita

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Uma música para começar a semana

Eu sei como é: uma pessoa anda a viajar pelos blogues usuais, vê que num deles inseriram um vídeo e passa logo adiante, quase sem ver... Vá, não façam isto desta vez... prometo que vale a pena, que é lindo de ver, de ouvir... e principalmente de sentir... e depois, com o coração cheio de coisas boas, comecem uma semana nova...

Rita

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Ó pra mim a falar dos enfermeiros...

Quando eu acabei a minha licenciatura, a minha irmã já era enfermeira há uns oito anos.
Eu vim a seguir a participar num concurso público para a profissão que hoje tenho - e que acho que não devo dizer aqui qual é - a entrar e a fazer um ano de curso e um ano de estágio. A minha licenciatura não era um requisito na altura, pelo que para o que eu iria fazer só se exigia o 11º ano. Na verdade, se eu não achasse que as minhas habilitações se enquadravam perfeitamente na minha futura profissão, era quase como se sentisse que tinha andado a estudar mais de quatro anos para nada.
Quando eu me encontrava a acabar este segundo curso, a carreira para a qual eu estava a estudar foi repensada, reestruturada e criaram-se novas regras: a partir dali, seria exigida uma licenciatura e não mais o 11º ano. Mudaram-se títulos e, mais importante, tabelas salariais. Todos passaram a ganhar mais, independemente das suas habilitações literárias. E mesmo hoje, ter uma licenciatura (como passou a ser obrigatório nos concursos seguintes) ou ter o 11º ano (como muitos até à minha entrada têm) acaba por ter o mesmo significado em termos de vencimento.
Entretanto, a minha irmã tinha um bacharelato, porque assim era a formação em enfermagem. E trabalhou no público, depois no privado, trabalhou em dois sítios em duas ocasiões, voltou ao público, fez algumas greves em que teve de assegurar serviços mínimos e não ganhar na mesma (o que mudou mais recentemente), contraiu uma tuberculose que nunca lhe foi considerada doença profissional e que a deixou sem trabalhar uns tempos, ficou com dor siática por mudar camas com velhinhos gordinhos lá dentro, fez manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites e mais manhãs tardes noites...
Um dia, o curso de enfermagem passou a ser uma licenciatura e a minha irmã, como muitos enfermeiros seus colegas, começou a pensar que deveria pôr-se a fazer o ano que a faria ter equivalência a este grau de estudos. E lá se dedicou a estudar mais um ano, a arranjar chatices no emprego por demorarem meses e meses a dar-lhe o estatuto de trabalhador-estudante, lá teve de fazer trocas e trocas, lá gastou uma imensidão de dinheiro e lá tirou o seu ano de licenciatura...
Contudo, a sua carreira nunca foi reestruturada, nem repensada, nem as tabelas salariais alteradas. Fizeram-se promessas de ajustar anos de experiência profissional e habilitações, mas estas nunca vieram a ser cumpridas. O que significa que os enfermeiros licenciados e os bacharéis ganham o mesmo, mesmo aqueles que decidiram licenciar-se e esforçar-se e sacrificar vidas pessoais na esperança de verem os seus esforços reconhecidos.
Mais: um enfermeiro licenciado (ou bacharel, no fundo vai dar ao mesmo em matéria de reconhecimento de esforço) ganha em início de carreira, um ordenado base inferior ao de quem tem a minha profissão, independentemente de até eu entrar nela, só ser exigido o 11º ano.
Pronto, só quis dizer isto. Para que alguém tenha mais ou menos a mesma noção que eu do motivo que leva os enfermeiros a recusarem trabalhar e a manifestar-se nas ruas.
Rita

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Pequenas notas...

1- O orçamento tinha umas pequenas gafes. Coisas sem importância, do estilo de umas aplicações em falta e uns euros (-itos) de diferença nos apoios à agricultura.
2- Parece que os quadros eram muito difíceis de fazer e por isso entregaram o dossier tarde, na pen, porque não tiveram tempo de imprimir tudo.
3- Mas atenção. Estamos a falar do Ministro das Finanças, não de um aluno do primeiro ano da faculdade. Porque se fosse esse, chumbava.
... quanto à GREVE DOS ENFERMEIROS. Disso falamos mais tarde.
Ana Cristina

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Greve Nacional dos Enfermeiros

"Imagine, se puder, um mundo sem enfermeiros" . Um sistema de saúde tão debilitado que seria irreconhecível. Quando as enfermeiras desaparecem também desaparece a segurança do paciente. Assim começa o vídeo que vos deixo...
Podem vê-lo aqui.
Na sexta lá estarei na rua, mais uma vez, a manifestar-me. Numa luta pelo reconhecimento da profissão que é a minha.
Ana Cristina

terça-feira, janeiro 26, 2010

Reportagem de Natal atrasada 2


Eu recebi uma jóia. Peça única. Feita pela Alice.

Ao que parece é do mesmo modelo que o colar da tia Sofia, mas com cores diferentes. O dela será em cor-de-rosa, o meu em azuis, mas seria em laranja se a Rita não tivesse interferido e lembrasse que cor-de-laranja é uma cor que eu não gosto.

Recebi a minha mais recente jóia da mão da sua autora, com um grande sorriso e uma interrogação: "- Ó tia, porque é que tu não gostas de cor-de-laranja e até detestas? Todas as cores do mundo são bonitas!"

Senti-me quase uma criminosa...
Ana Cristina

domingo, janeiro 24, 2010

Uma árvore para todo o ano

Vamos cá ver: prometi uma reportagenzita de Natal e esta ainda só vai no primeiro episódio... mas a verdade é que, cá em casa, a árvore também só foi desmontada ontem... eu e o meu cunhado Fernando até demos por nós a falar sobre a eventualidade de se deixar de ter uma árvore de Natal e passar a uma espécie de árvore anual... uma que ficasse sempre ali e que nós fôssemos redecorando conforme a época em que nos encontrávamos... por exemplo, nos próximos tempos colocaríamos máscaras... depois, ovos pintados... no Verão poderiamos pendurar-lhe fatos de banho e biquinis... seria um incentivo à originalidade e criatividade, não...?!
Rita

E promete-se a continuação e final da reportagem (que não é assim tão grande) para esta semana...

terça-feira, janeiro 19, 2010

Dia de sol

Quando iamos a caminho do carro, ela pediu para irmos ao parque de Sta. Clara. Hesitei, mas foi só por uns segundos. Um dia como o de hoje, não dava mesmo para desperdiçar... Para lá caminhámos então, que é como quem diz que fomos andando de carro, embora a terça-feira, dia de feira da ladra, não prometesse grande estacionamento. Para completar a sorte do dia, um lugar próximo do portão.
Um homem e uma mulher, ar de pai e filha, com dois cães e duas bolas. Um grupo de senhores velhinhos em torno de uma mesa, o silêncio da expectativa da jogatana de cartas. Duas amigas na esplanada e a pose saborosamente indolente do empregado/dono do quisque-café. Poucos pais com os filhos, depois mais alguns e até uma coleguinha de sala.
A filha contente, a saltitar nos degraus, a pedir para comer um gelado e para despir o casaco. O bebé a rir e a olhar a copa das árvores com ar fascinado. A mãe contente, tão contente por ter aderido à proposta da filha, apesar dos arrepios de frio nas costas mal agasalhadas.
Que bom, um dia de sol.
Rita

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Reportagem de Natal atrasada 1

Tenho o sonho de conseguir fazer as prendas de Natal todas... ou praticamente todas.
Acho que houve um ano em que estivemos perto de o conseguir, mas não nos temos aproximado desse feito desde aí.
Entretanto, estimulo os filhos a fazerem as prendas para os mais chegados: os avós e os tios. O objectivo é demovê-los de aceitar passivamente todo o consumismo da época e lembrá-los de que o Natal é um momento para dizermos às pessoas que gostamos delas e de as ter perto de nós. Para isso, nada melhor do que prendas personalizadas. Tem sido assim desde que a Alice pôde colaborar minimamente e ela gosta e adere, satisfeita, aos projectos. O mais interessante é vê-la a evoluir, tanto nas ideias que dá como no modo de as levar a cabo.
Na noite de Natal, os presentes feitos por ela são abertos ao mesmo tempo. Este ano iniciou-se ainda o hábito de serem os primeiros, para possibilitar aos familiares que reparem bem no que foi realizado e que o partilhem com ela. O orgulho da Alice é indescritível...

Este ano, a prenda da Alice para os tios foi:

"Duas pequenas sereias" e "Uma menina com uma flor e um bebé"


O Vasco também se iniciou nestas lides e ofereceu a sua mãozada e pegada:

Rita

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Fui ao cinema agorinha mesmo...

Fui ver o Avatar.
E devo dizer que embora o tema seja recorrente, continuo a emocionar-me com ele, com a lembrança de que, no mundo e na natureza, todos estamos ligados sinergicamente, de forma interdependente, e que isso faz com que tenhamos de cuidar uns dos outros e de dignificar os nossos contactos...
O filme é muito bonito e vale a pena ver. É possível que saiam de lá como eu, a desejar uma visita ao mundo de Pandora... e, já agora, uma pele azul manchada e com pintinhas fluorescentes, um corpo esbelto e longuilíneo, umas orelhas expressivas, uns olhos gigantescos e doces, e uma trança que faz contacto directo com os animais e as plantas...

Rita

quinta-feira, janeiro 14, 2010

A partir de hoje...

... podem encontrar-nos também no Facebook.
Pois é, foi só aderir e procurar uns três nomes e, num instante, encontramos as páginas de conhecidos, de amigos de longa data e até de gente famosa.
Tenho é de combater a tentação de se tornar um vício...

Ana Cristina

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Desde a última notícia nossa passou-se quase um mês, o aniversário da Rita, o Natal, a passagem de ano e uma carrada de turnos desde o ano novo.
Não nos cansamos deste espaço nem deixamos de gostar de visitar as nossas amigas da blogosfera. Simplesmente não o fizemos. Foi como fazer umas férias de posts, de blogosfera e de net. Na verdade as férias não foram muito completas porque eu vim diariamente consultar o mail para procurar novidades acerca da marcação da defesa da minha tese mas nada se passou nestes dias. Essa é a minha preocupação de momento, preparar a defesa e fazê-la o quanto antes porque me sinto em stand-by, à espera de ser reiniciada. Aguardo o dia em que me sentirei livre o poderei de novo ler os meus livros e usar os meus pincéis.
Quanto a este blog, o plano é que receba um novo impulso, se modernize e que as Oficinas RANHA voltem a mostrar as suas artes. Foi um dos meus desejos e projectos para o novo ano. Espero que se concretize.
E a todas as nossas visitas... Um bom ano de 2010, porque todas merecemos...

Ana Cristina

domingo, dezembro 13, 2009

Há dias assim...

Às vezes precisávamos de um elogio, alguém que nos dissesse que somos mesmo bons, e que fizemos mesmo bem... ou que somos o máximo, os maiores, que estivemos à altura... ou que têm um imenso orgulho em nós...
para não nos sentirmos só razoáveis...
Rita

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Filha injustiçada

Enquanto se sentava a lanchar:
- Pois é, vocês me deixam ler um livro, ouvir música ou ver a árvore de Natal...!!

(Compreenda-se: em detrimento de estar a ver televisão, que era o que ela queria.)

Rita

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Hoje...

... estou tão (pacificamente) irritada e revoltada com as atitudes de um colega meu, que gostava mesmo de o atropelar... caso tivesse a absoluta certeza que ele não se magoava fisicamente...
Isto parece ilógico, mas tenho a sensação que me vão compreender.
Rita

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Produção pré-Natal e não "pró-Natal"


Este foi um dos mais recentes trabalhos das nossas Oficinas. Uma saia da Ana Prima para decorar, entregue já há algum tempo e só agora feita e entregue.
Tenho pena de sentir, mais uma vez, que a fotografia não faz a mínima justiça ao efeito com que a saia ficou... não nasci mesmo para tirar fotografias bonitas, do estilo de algumas que vejo por aí na net... enfim, se estivesse passada a ferro também tinha ajudado...
Rita

terça-feira, dezembro 01, 2009

Fomos ao teatro


Hoje fomos ver "O Corcunda de Notre Dame" ao TIL. Nunca tinha assistido a nenhum espectáculo do Teatro Infantil de Lisboa e sempre havia tido curiosidade sobre as suas produções.
Gostei. A peça está gira, animada, cómica, e fiel à única versão que eu conhecia, a da Disney. Tão fiel que, interiormente, optei por acreditar ser "A" versão correcta.
Quase sem nos apercebermos, foram quase duas horas de Alice silenciosa, de boca aberta, com excepção do momento em veio o intervalo e pediu para ir embora porque estava com medo. Do Juiz, calculei. Acabou por lhe passar e ela percebeu a necessidade de enfrentar o sentimento para compreender o destino de todas as personagens de que gostava.
Em resumo: achou o Phoebus muito bonito e até ir para a cama, tivemos direito a vários teatros e danças inspirados na nova história. Escusado será dizer que gostou e que temos agendado o aluguer do filme para o fim-de-semana.
Rita
*a foto foi tirada do site do TIL

segunda-feira, novembro 30, 2009

Felicidade

Hoje, depois de um encontro inesperado com uma amiga muito importante, de quem gosto muito e a quem desejo o melhor do mundo, fiquei a pensar no sentido de felicidade e perfeição.
Haverá por aí essa coisa de trabalho perfeito, relação ou companheiro que nos faça 100% felizes, alguém que goste de si exactamente como é e sem se querer mudar nadinha de nada...?! Ou tudo dependerá do olhar com que olhamos, da predisposição com que esperamos, da forma como acarinhamos o que temos, mesmo que interiormente desejemos mais e por mais lutemos...?! Ou será que lutar por mais significa virar costas à felicidade que se tem e se acredita ser incompleta e trocá-la por algo que ainda só se procura...?! Será que não existe um sentido implícito de fuga quando deixamos de acreditar em algo pelo qual também é esperado que lutemos para alcançar a tão afamada felicidade...?!
Será honesto ou cobarde desistir de algo que não nos faz totalmente felizes...?!
Será honesto ou cobarde não desistir de algo que não nos faz totalmente felizes...?!
Rita

quarta-feira, novembro 18, 2009

Os meus dois

Ter dois filhos é muito bom. Nada é só a dobrar. Nem a companhia, nem o amor, nem o riso, nem as brincadeiras, nem o trabalho. Eles são dois, mas tudo é a triplicar, a quadruplicar, a quintiplicar, eu sei lá... O trabalho também, pois claro que acredito nisso e vou aguardando pelo seu acréscimo à medida do desenvolvimento do Vasco. Por agora, enquanto o rapaz pequeno ainda não se locomove sozinho, as rotinas e tarefas, embora a multiplicar, parecem surgir naturalmente, como se sempre tivesse sido assim.
Há uns meses, as noites em que me sabia sozinha com a Alice avizinhavam quase sempre alguma tensão, a previsão de aborrecimentos e maiores níveis de ansiedade e cansaço. Eu estava grávida e ela estava mais difícil. Agora, tudo se desenrola por si, eu saio duas horas mais cedo e só tenho de me esforçar mentalmente por não me deixar aborrecer com as coisas do trabalho... e ficamos só nós, para nós, todos uns dos outros, com o tempo todo e a vida toda para usufruirmos de nós... e eles são dois, mas são muito mais do que a soma das partes, são um mundo inteiro... o meu.
Rita

terça-feira, novembro 17, 2009

Prometem-se novos cantos para esta casa!

Ai, estou tão contente...!!! Já consegui comprar os tecidos para os cortinados da minha marquise...!!! E já sonho com eles feitos e postos, e com as fotografias que vou finalmente poder pôr na cómoda, e com todas as molduras e afins que vou poder pôr na parede... ai que bom que vou poder deixar de me preocupar com o facto das coisas descorarem... se calhar até vou ficar contagiada e acabar os restantes projectos pendentes, ai que bom, estou tão contente!!!!
Rita

segunda-feira, novembro 16, 2009

"Cães e gatos"

Hoje, enquanto atravessava Lisboa, o IC19 e a 2ª circular a chover desalmadamente, olhando para os lençóis de água nas estradas à minha frente, passou-me pela cabeça como se terão lembrado os anglo-saxónicos de inventar a expressão "chover cães e gatos " ("it´s raining cats and dogs")...
Por muito que eu goste do nosso "chover canivetes", imaginar cães e gatos a cair do céu sempre foi muito mais divertido, uma coisa assim entre uma cena de desenhos animados e a chuva de sapos no "Magnólia"... Terá sido pelo barulho...?! Pelo peso que as gotas atingem (se bem que aí dou mais razão aos canivetes)...?!
Tenho ideia da primeira vez que ouvi a expressão e da adoração que o seu nonsense despertou em mim. Por essa razão ela pegou e nem me lembro de a dizer na língua original. Para mim, hoje choveram cães e gatos, e só o imaginar da cena já é passível de me arrancar sorrisos, mesmo que no meio de um trânsito infernal, às pressas para cumprir um horário e cheia de cuidados para não bater nos carros da frente, de trás e dos lados.
Rita

sexta-feira, novembro 13, 2009

ACABEI !!!

Ou seja, entreguei hoje a versão finalíssima da minha Tese. A partir de hoje só falta defendê-la... e que corra tudo bem, claro.
Beijinhos a todas as nossas visitas. Se sentiram a minha falta, quer seja nos vossos blogs quer aqui por este cantinho peço desculpa. Em breve terão notícias minhas. Se não sentiram, ainda bem que aproveitaram bem este periodo sem a minha presença, porque depois do descanso a que tenho direito voltarei a aparecer por aqui.
Ana Cristina

quinta-feira, novembro 12, 2009

Continuação da saga: "A minha filha é uma galdéria" - ou, melhor assim: "A minha filha é uma verdadeira mulher moderna"

Em continuação da fase "homemrenga" (qual será o antónimo de "mulherenga"?!)...
A Alice, depois da saída da consulta de otorrino:
- O Dr. Paulo é muito amoroso... [pausa e qualquer coisa como]... tem uma gravata... [e a seguir algo como]... o Dr. Paulo é bonito.

***

Com sorriso de dengosa:
- Eu agora também sou namorada do Afonso, como a R. e a Rita... [coitado!!!!]
- E então o Martim? Não namoravas com o Martim?
- Mas eu também sou namorada do Martim.
- Então és namorada do Martim, depois também querias namorar com o Ricardo e agora também és namorada do Afonso...?
- Eu namoro com quem eu quiser! [mas imaginem isto com a firmeza de quem sabe o que quer... e depois uma mãe a pôr a viola no saco]

Rita

quarta-feira, novembro 11, 2009

Amores

Enquanto eu mudava a fralda ao rapaz pequeno, ela fazia-lhe momices e tratava-o por lindo muitas vezes seguidas. E de repente:
- Oh mãe, porque é que o mano é lindo? Ele é lindo?
- Não sei filha, o que é que tu achas? Assim quando olhas para ele...
- É mais bonito do que os outros.

Rita

segunda-feira, novembro 09, 2009

Primeiras vezes

Ela, na sexta-feira, depois de chegar da escola:
- Hoje o Martim deu-me um beijinho aqui na bochecha, no recreio...
- E tu, gostaste?
- Gostei. Mas fiz assim com o braço. [basicamente, esfregou o beijo do rapaz da bochecha]
- Porquê?
- Não sei...

***
Ele, no domingo, durante a festa de anos da Rita, quando estava ao meu colo, aceitou o chamado da Mané, e lançou-se pela primeira vez para os braços de alguém. Como nunca mais o fazia, é uma data a recordar.
Rita

quinta-feira, novembro 05, 2009

Coisas que não vos devem interessar para nada


Há uns dias atrás entrámos num super-mercado junto ao trabalho e a Micas reparou nelas. "Peta-zetas". Fez uma grande fita e comprou, para recordarmos. As de coca-cola, que até são mais caras e tudo. Depois o João ficou de fora e nós, eu, a Micas e a Van, dividimos. Fizemos uma espécie de brinde, levámos as ditas à boca e ficámos de boca fechada e olhar em suspenso, a repetir a sensação já esquecida. Devemos ter andado para aí uns vinte anos para trás... e foi bom.
Rita

terça-feira, novembro 03, 2009

Ela e os puzzles

Nos últimos tempos, ela anda novamente interessada em puzzles. Noto o seu acréscimo de competência e em como já faz sozinha alguns para os quais solicitava sempre ajuda.
Sempre gostei de fazer puzzles com ela. Agora reparo ainda melhor e delicio-me, embevecida, com a sua expressão concentrada à procura das peças, as mãozinhas de menina a tentarem rodá-las e colocá-las nos locais, a compreensão dos truques que sempre lhe tentei ensinar, o olhar de quem encontrou o que queria, o ar imperceptivelmente vitorioso no final. Observo-a e apercebo-me da minha sede de a guardar, e aos seus desenvolvimentos, em fotogramas na minha recordação...
Rita

domingo, novembro 01, 2009

Uma boa música para começar a semana

O som aqui não é grande coisa mas a letra é linda e a música também... dá mesmo vontade de ter alguém que nos agarre e nos leve a dançar como se de um tango se tratasse... isto, caso alguém decida questionar que o "Vida tão estranha" seja um tango... é como me soa... O senhor meu pai, dança?


Rita

quarta-feira, outubro 28, 2009

Notas soltas

1ª Nota... ou... Tenho amigos viajantes
Luísa, não entendi o Martinez e só mais tarde é que percebi que eras a querida Luísa dos olhos doces que há não quanto tempo partiu para a Holanda...! Como estás???? Como estão vocês??? O que têm feito??? Querem voltar ou habituaram-se às bicicletas?? Manda-me um mail (o endereço está aí do lado direito, depois através desse dou-te o pessoal) para podermos conversar... e trocarmos novidades das nossas vidas, já que o meu rapaz é tão desnaturado que nem se lembrou de ligar ao amigo no seu aniversário!!! Que saudades, quero saber de tudo...! Já conheces o blog da Mena, sobre os miúdos deles (também estão grávidos outra vez)...?
2ª Nota... ou... A resposta à D. Avó Irene
Quero tanto ter um dia netos que me procurem e me gostem (o erro é de propósito, não liguem), assim como a senhora tem...
3ª Nota... ou... O meu filho ficou disfónico
Quando se tem um filho que, mesmo antes de completar sete meses, fica quase sem voz (e não é de chorar!), aprende-se uma palavra fixe para substituir a "rafeirice" de dizer que o puto está rouco.
4ª Nota... ou... A minha filha é uma galdéria
Contava que o Ricardo da sala tinha cortado o cabelo e elogiava-lhe uma recem-descoberta beleza. Dizia, com um grande sorriso, que tinha decidido namorar com ele. E então perguntei-lhe pelo Martim, se ela já não namorava com o Martim. E vai ela, com grande desfaçatez:
- Eu quero é namorar com todos...!
5ª Nota... ou... A minha filha é uma mestre do calão
Há dois dias saiu da escola a dizer que qualquer coisa era "buéda gira", "buéda buéda". Foi a primeira vez.
6ª Nota... ou... A minha irmã caminha a passos largos para se tornar mestre
Estou ansiosa para que entregues a tese, minha querida irmã... temos saudades.

Rita

terça-feira, outubro 27, 2009

Hummmm... tenho tantas coisas... desde ontem... que quero dizer... mas hum hummm... tenho tanto sono... e isto sou eu a adormecer para cima do cumputador... hummmmmmm...............
Rita

segunda-feira, outubro 26, 2009

A sabedoria infinita das séries televisivas

"O tempo é valiosíssimo, mas não nos custa nada.
Podemos fazer o que quisermos com ele, menos possuí-lo.
Podemos gastá-lo, mas não podemos guardá-lo.
E quando o perdemos, não podemos recuperá-lo.
Passou, e pronto."

do episódio de hoje da série "Medium", do canal AXN

Rita

sábado, outubro 24, 2009

E eis que...

... hoje, quando acordei, aos tropeções, para ir fazer o biberon do Vasco, me deparo com a nova-antiga realidade: aparentemente, estou curada! Quer dizer, já sou uma ouvinte novamente! Ou melhor, estou praticamente como estava, tirando uma muito ligeira sensação de bloqueio...
Rita

sexta-feira, outubro 23, 2009

Dela novamente

No banho:
- Mãe, quero ter uma bolha no pé, como a R....
- Olha que coisa tão gira para se querer ter...! (e depois, vendo que ela estava mesmo a falar a sério) Filha, uma bolha no pé dói... é uma coisa que dói... que se tem porque se magoou o pé...
- Ahhh...
- Então, queres ter uma bolha no pé?
- (com ar de medo) Não...

***
Enquanto eu penteava e fazia rabos-de-cavalo a todas as bonecas que me ia dando, ela:
- Sabes, é que depois de tu as penteares, elas ficam com uma cara assim... assim... desigual.
Rita
E é verdade: aparentemente, nada de novo. Continuo meia surda.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Actualidades de uma otite

É verdadeiramente estranho estar meia surda. Sinto-me melhor depois de ter desaparecido o mau-estar geral inicial, mas continuo com o ouvido bloqueado. Nunca pensei como estar surda afectaria a minha percepção da realidade... é horrível... os estímulos auditivos parecem surgir em demasia e não me sinto capaz de os aguentar de forma confortável, são sempre excessivos... só tem uma coisa boa: não ouvir a Alice a ressonar no quarto dela durante a noite...
Rita

quarta-feira, outubro 21, 2009

Estou mesmo. E agora, que recomeça a dor e o desconforto mais intenso, não me apetece escrever nada. Vou-me sentar ali quietinha e em silêncio. Pode ser que as bactérias se esqueçam da minha pessoa e migrem para outro sítio de mim onde causem menos estragos.
Rita

segunda-feira, outubro 19, 2009

Querida Avó adoptiva Irene

Entrei eu aqui no blog, pronta para deixar um post rápido sobre os filhos porque tenho que ir ali ajudar a Cristina com a sua tese de mestrado, e eis que me deparo com... um comentário simpático da Avó Irene sobre este nosso cantinho...!!!!
E agora explico: a Avó Irene é avó das minhas queridas primas adoptivas Ana e Catarina... que vejo verdadeiramente como minhas primas, razão porque não gosto de usar o "adoptivas" e porque passo a retirá-lo imediatamente... adiante...
A Avó Irene faz os melhores panadinhos de polvo que eu conheço, mas para além disso, faz um montão de outras coisas boas que são com certeza as melhores que já comi. (Nomeei os panadinhos porque foram os supostos causadores de uma das rotinas mais deliciosas do Natal em Viana.)
A Avó Irene cozinha mesmo muito bem e fiquei impressionada quando me contou uma vez que só o tinha aprendido a fazer depois de casar, uma vez que a sua própria mãe adorava fazê-lo e nunca permitia ninguém na sua cozinha. Na altura foi prova provada como há talentos que se transportam nos genes.
A Avó Irene recebeu-me algumas vezes na sua casa, chega a fazer petiscos de propósito para mim e é sempre amorosa para a minha família, que praticamente também terá adoptado como sua. Como ainda não tem bisnetos, gosto de lhe mostrar a Alice e o Vasco. A primeira já elogiou as comidinhas especiais e o segundo lá chegará.
Para além disto tudo, a Avó Irene faz parte daquele grupo de senhoras que não se renderam à sua idade e decidiram ir aprender informática para poder, inclusivamente, viajar por este mundo que é a internet. E, com muita honra, recebemo-la aqui, e aguardamos ansiosamente, por novas visitas... e, porque não, por um novo espaço onde também nós possamos ir...
Olá Avó Irene!!!
Rita

terça-feira, outubro 13, 2009

Dela, hoje no caminho de escola para casa

- Sabes mãe, hoje eu cuspi e depois pus a baba aqui nos olhos, assim... [tipo maquilhagem, estão a ver?!]

***

Depois de tropeçar e se amparar com as mãos no chão, digo eu:
- Boa, filha. É assim mesmo, fizeste muito bem, puseste as mãos no chão, é assim que se faz.
- Porquê?
- Porque assim não batemos com a cara. É melhor bater com as mãos do que com a cara.
- Porquê?
- Olha... o que é que tu preferias, bater com a cara ou com as mãos...?!
- Com nenhum. [realmente, que pergunta parva...]

Rita

segunda-feira, outubro 12, 2009

Prova superada

Hoje, o princípio de noite avizinhou-se desastroso...
A filha tinha adormecido no sofá (por sua própria iniciativa) e acordou com a neura, irritada e irritante, cheia de birras e manias.
O filho estava bem-disposto, mas sair do banho não o satisfez e decidiu também reclamar a viva voz.
A filha tomou banho em segundo lugar, mas o dito não lhe aliviou o mau humor e aos problemas já revelados, juntou o queixume.
O filho recusou a sopa e até a banana e colocou-se num berreiro desgraçado sempre que se lhe tirava a chucha ou se esta caísse.
...
E depois, quase que de repente, a filha salta do sofá para o chão e começa a brincar.
E o filho começou a dar grandes risadas (por entre os olhos cheios de lágrimas) aos bonecos usados para o entreter, e a abrir a boca e ala de colheres de sopa e banana sem precisarem de ser misturadas nem nada.
...
E os pais suspiraram de alívio. Tinham conseguido apagar os fogos sem desesperarem, sem chorarem e sem a voz levantarem.

Rita

quinta-feira, outubro 08, 2009

Arte ("How to save a life" - The Fray)

Gosto muito desta música.
Quando a ouço tenho vontade de correr e saltar de olhos fechados
e de chorar por todas as mágoas que me esforço por ir pisando em mim
e de chorar a sorrir por tudo o que consegui
e de cantar a gritar
e de fazer amor no chão, rodeada de velas acesas
e de andar à chuva e não me preocupar com nada
e de recuar até à idade em que conseguia voar
e de...

Então, pego nele, no filho, porque só aqui estamos os dois, apago a luz do escritório e deixo só a azulada que vem do computador, e dançamos de cara encostada um ao outro... eu de olhos semicerrados e ele com os dele bem abertos, espantados porque ainda não conseguem perceber que nesta vida temos a sorte de viver coisas destas, que outros fizeram para nos mostrar e que nos fazem transbordar de emoção... e que isso é das coisas melhores do mundo... das coisas que nos salvam a vida todos os dias...



Rita

quarta-feira, outubro 07, 2009

Posição de super-herói

O meu filho passa imenso tempo nesta posição, assente só pela barriga, pernas levantadas a espenear e braços para trás. Já há muito tempo. A mim dá-me sempre vontade de rir e não consigo deixar de esperar o momento em que o veja, num qualquer dia destes, a levantar vôo para ir salvar o mundo...
Rita

terça-feira, outubro 06, 2009

Manifesto

Declaro-me contra os dias úteis de chuva a seguir a fins-de-semana prolongados.
O céu é cinzento demais para se ficar com vontade de sair de casa e ir trabalhar.
E principalmente quando os mesmos significarem simbolicamente o início de uma nova estação e tivermos de calçar sapatos tapados e deixar as sandálias em casa com o resto da família*. Mas porque razão não começa o Outono devagarinho, com dias solarengos a ficar progressivamente mais fresquinhos e as folhas das árvores a acumular aos poucos nos passeios...?!
Protesto contra o dia de hoje, está protestado.
Rita
* Entenda-se pelo pai e pelos filhos, porque a Alice afinal estava com uma amigdalite resistente e este fim-de-semana teve de tomar penicilina, coitadita... e provavelmente daí o cansaço extremo e o mau estar em alguns dias da semana passada... "O seu a seu dono", nada de culpar só o excesso de medicação...

segunda-feira, outubro 05, 2009

Canal Benfica... sem Benfica

Já alguém viu o Canal Benfica durante um jogo que só dá na Sport Tv...?! É o máximo!!!! Dois comentadores que só estão habituados a ser ouvidos, de frente para a câmara, a descrever e a tecer considerações sobre um jogo que só eles estão a ver... sim, porque se os espectadores estão a olhar para eles, não estão decididamente a ver o jogo...
Ouçam, se quiserem dar uma boa gargalhada num momento de desânimo, ou alegrar um amigo sisudo, coloquem a televisão no canal certo, na hora certa. Minutos de puro e cómico ridículo! Aproveitem! E nem é preciso gostar de futebol...!
Rita

quinta-feira, outubro 01, 2009

Que sirva de alerta...

Ontem, a Educadora da Alice chamou-me a atenção para o facto dela ter passado o dia todo com muito pouca energia, quase sem falar, com pouco apetite, imenso sono, constantemente à procura do colo e mimo dos adultos. Como se não bastasse para me intrigar, enquanto me encontrava a receber estas informações, a Alice vomitou.
Uma vez chegada a casa, pensando que poderia ser uma reacção ao antibiótico para a amigdalite que ela ainda estava a tomar, fui ver a bula. Que fique claro que eu sou daquelas que lê sempre as bulas e que reclamo com todos os que, à minha volta, não o fazem. Desta vez, eu era digna do meu próprio ralhete. E eis que, da leitura, resultou a constatação que a Alice se encontrava a tomar o dobro da dose de antibiótico que devia para o seu peso e idade. Um engano, ou na prescrição (é o que me parece), ou na farmácia. Um engano não especialmente prejudicial, como a pediatra veio a explicar, mas causador de irritabilidade difestiva - o que terá provocado o vómito e o mal-estar geral. Um engano que, a meu ver, pode ser compreensível, porque todos os temos, mas um engano que poderia, em outras circunstâncias, ter saído muito caro...
No rescaldo do sucedido, fica então o alerta, para que ninguém deixe de ler, NUNCA, as bulas dos medicamentos e confirmar bem as doses receitadas...
Rita

quarta-feira, setembro 30, 2009

Pequeno cenário desta noite

Hoje, depois do jantar, lavagem dos dentes, etc, história da Mandarina*; eu, Alice e Vasco (é tão giro, fica mais quieto a ver as imagens e a ouvir-me, e depois tenta agarar as letras) sentados no sofá.
Depois, Vasco a ir para a caminha nos meus braços, Alice a continuar a conversar com o pai no sofá.
Vou. Volto. Pai às voltas com a Mandarina, porque ela era má e o mago a tinha transformado em árvore. E então a Alice, toda chateada: «A Mandarina não era má! E não ficou transformada em árvore!».
Tentamos nova explicação. Ela, irredutível.
Pego novamente no livro, folheio até às páginas e começo, pacientemente: «Estás a ver aqui? O Mandarim era grande e gordo e tinha um coração como ele, onde cabiam todos os seres. Vês aqui esta árvore? É como o coração do Mandarim, por isso é que estão estas pessoas e animais todos nos ramos... E aqui? É a Mandarina, pequena e bonita, mas com um coração onde só cabia ela. Estás a ver a árvore? É só um ramo, onde só está ela.» E continuo: «E depois vem um mago, um feiticeiro, mascarado de velho sem-abrigo, que é uma pessoa que não tem nada, e pede-lhe uma laranja, e ela, mesmo tendo estas laranjas todas, tantas, que estão aqui, estás a ver, diz-lhe que não, e grita, e diz-lhe que não lhe dá porque ele é velho e feio e sujo. Então ele, que é mago, tranforma-a numa árvore que dá laranjas docinhas que toda a gente gosta. Mais do que gostavam dela como pessoa.»
Alice de sobrolho franzido, verdadeiramente zangada, a levantar a voz: «Então... se a V. e o Rui e o Tiago e a Sofia me deram este livro em que a Mandarina é má e fica uma árvore, já não o quero!»
E vai de deitar (suavemente) o livro para o chão. Verdadeiramente traída pela sua ideia da Mandarina, que não havia com certeza passado da figura pequena e bonita da ilustração.
Nós desconcertados. Nova explicação. «Mas não vês que assim todos gostavam das laranjinhas dela...?!»
...
Já na cama, o pai para ela: «Então, mas podes inventar o fim que quiseres... a seguir a árvore Mandarina, como se tinha portado bem e dado laranjinhas doces a toda a gente, transforma-se novamente em Mandarina pessoa e fica boa...»
E acho que só mesmo assim é que os amigos que deram o livro ficaram perdoados, nesta nova aventura de se inventar fins diferentes para as histórias que não acabam como se quer...

Rita

*"A bela Mandarina", texto de Laura Pons Vega, ilustração de Elena Odriozola, edição de ItsImagical (Imaginarium)

terça-feira, setembro 29, 2009

Acerca de uma declaração que acabei de ouvir...

Não percebi quase nada. O Sr. Presidente não queria dizer que só ele é que fala por ele mesmo e que não disse isso antes porque queria que tudo se dissesse a seu tempo mas que há quem queria que ele diga coisas que não disse mas que se tivesse escrito no mail agora alguém podia ler? Tá bem...

Ana Cristina

Parabéns!!!!!

PARABÉNS MAFALDA

Pelos teus 45 anos de crítica social. E muito obrigada pelas tuas observações, tão justas e adequadas hoje em dia.



Ana Cristina (e claro que a Rita também o subscreve, ou não tivessemos nós na nossa história horas e horas de "competição" de tiras da Mafalda decoradas ao pormenor... )

segunda-feira, setembro 28, 2009

Sabem aqueles dias de trabalho que achamos que vamos guardar para sempre, de tão maus que se tornaram...?! Pois hoje foi um desses. Não me apetece falar.
Rita

quinta-feira, setembro 24, 2009

Contingentes e cansaço...

Hoje, dois dias depois de ter começado a escola, a Alice arranjou forma de testar o famoso contingente da famosa Gripe A.
Às 10H30, subitamente, 38.5º de febre, dores de garganta e de costas. Três sintomas. Suspeita de H1N1. Sala de isolamento, máscara, Saúde 24. Encaminhamento para um centro de atendimento específico da Gripe, Alice e pai no meio de mais não sei quantos "mascarados".
Às 12H30, amigdalite. Três dias de casa. Coitada, nem aqueceu o lugar.
E agora com licença que me vou deitar um bocadinho, que isto de começar a acordar cedo para enfrentar um dia de trabalho depois de tantos meses em casa e ainda com dois miúdos para arranjar e tratar, estando um deles doente... não é obra... mas é sofázinho de certeza absoluta...

Rita

quarta-feira, setembro 23, 2009

O recomeço

O dia amanheceu bem disposto e solarengo, como eu. Perante a inevitabilidade do recomeço do trabalho, nada a fazer para além de acordar sorridente, optimista e com a expectativa das coisas boas que podem acontecer quando se entra numa nova fase.
Por lá, uma sala diferente com novo colega, um grande amigo. Ainda nenhum trabalho distribuído mas, com a mudança, muitos armários para arrumar, o que significa a oportunidade de me dedicar a planos pré-licença que não tinha havido oportunidade de levar a cabo. Danças nos lugares dos restantes membros da equipa - se é bom ou mau, logo se verá. Algumas ausências por um lado, fortes abraços por outro. Um saudoso almoço, com novidades frescas de uma extraordinária amiga. Um chefe praticamente indiferente à minha pessoa. Algumas caras e vozes dispensáveis.
Mas também...
Uma saída antecipada por duas horas durante mais seis meses, os meus meninos à minha espera, dois mundos de novidades, sorrisos e abraços, que bom...

Rita

terça-feira, setembro 22, 2009

Nova fase... ou O meu filho é um discente

Hoje foi um dia importante - aquele em que ele iniciou um percurso que lhe poderá durar cerca de um quarto de vida (longa) e que, sem qualquer margem para dúvida, moldará muito da sua forma de ser e reagir.
Se o primeiro dia de escola for representativo de alguma coisa, é bom sinal. O Vasco esteve mais ou menos quarenta e cinco minutos na creche, a sorrir para toda a gente. Depois veio no meu colinho até ao carro, todo molenga de sono, com o pai ao lado.
Acho que a São não acreditava que ele ia ficar bem, daí a insistência que fôssemos só beber um café e voltássemos logo. A verdade é que ele está óptimo, tão bem como a irmã esteve, no mesmo local e com praticamente as mesmas caras, há três anos e tal atrás.
Com ela a escola foi sempre fácil. Conta-se pelos dedos de uma mão as vezes em terá choramingado, e sempre de forma ligeira. Ainda hoje. Estava totalmente ansiosa da companhia dos colegas, muito saudosa de grandes amigas como a R. («Ela vai dar-me um abraço e ficar muito contente, não vai?!») e a M.M.. Com muitas novidades para a Maria João e para a Hélia, de umas férias muito muito longas («Porque quando os bebés nascem, tem de se ter muitas férias.»). Entrou na sala e não olhou mais para trás, nem sequer para se despedir.
Eles estão bem e eu estou em contagem decrescente para a reentrada no trabalho amanhã. Sei que me esperam coisas boas e coisas más (como sempre...). Eu entrarei, não com o pé direito, mas com os dois juntos, de um salto, para não perder o equilíbrio.

Rita

segunda-feira, setembro 21, 2009

O Badoca





Lá por terras alentejanas, fomos também passear ao Badoca Park.
Foi um dia divertido, com direito a macacos; flamingos; coatis; safari com avestruzes, gamos (os Bambis), gnus e uma girafa chamada Charlie («Tem um nome muita giro, não tem, mãe?!») só entrevista pelas árvores, muito ao longe; burros; um casal de tartarugas a copular («Não gostei daquela tartaruga que estava em cima da outra, estava zangada, fazia um barulho esquisito, parecia mesmo que estava zangada...»)...
Ela pôde ainda dar de comer a uma cabrinha e a lémures e, quando um deles lhe saltou para o ombro, ela manteve-se impecável, sem chorar, gritar ou o sacudir (não tornou foi a estender-lhes os restantes pedaços de banana e maçã). Depois, como não tinha altura suficiente, ficou com o mano a ver os pais a fazer, à vez, o rafting africano.
Ele, por sua vez, esteve aborrecido o dia todo, mas ninguém lhe deu grande crédito e, todos juntos, divertimo-nos à grande num parque infantil especial, dos 03 aos 99 anos de idade. Acabámos serenamente a visita a observar uma série de aves de rapina em pleno voo e deixámos algumas coisas para ver da próxima vez. Eles adormeceram assim que entraram no carro, mas valeu a pena*.
Rita
*Foi caro que doeu, mas para uma vez de quando em quando, valeu a pena.

domingo, setembro 20, 2009

Já cá estamos...


Já chegámos.
Para trás ficaram os pézinhos na água, as brincadeiras na areia, os passeios na praia, os grandes e pequenos banhos, os chapéus na cabeça e as peles meladas do protector solar. Temos planos para que não seja um "até para o ano", mas como nem tudo depende de nós, deixamo-nos ficar em silêncio, para que S. Pedro não nos estrague ironicamente os desejos...

Já chegámos.
Cá encontrámos compras e sopas para fazer, pilhas de roupa para lavar, prendas para adquirir, um grande lanche ajantarado para os lados de Vila Franca de Xira, um baptizado de família... de tal forma que dois dias chegaram para ficarmos com dores de cabeça do lufa lufa citadino...

Já chegámos.
Cá nos preparamos (ou tentamos preparar-nos) para o reinício da vida laboral e escolar. Ela está cheia de saudades da escola e dos colegas (quase que tinha vontade de voltar mais cedo de férias e ontem, sábado, dizia que se queria preparar para ir ter com os amigos). Ele vai dar início ao seu percurso estudantil - e a espalhar sorrisos tão facilmente como é seu hábito, o sucesso estará praticamente garantido. Eu cá ando, cada vez mais mentalmente preparada.

Rita

sábado, setembro 19, 2009

Ontem...

... foi dia de mais uma jornada de luta. Para que os Enfermeiros tenham direito a ter uma grelha salarial justa e que corresponda à sua formação; a licenciatura. Esperamos por essa actualização há uns anos. Deixámos recado ao governo que termina esta semana e ao que vier...
Fica a nota. Para que os poucos que nos lêem se apercebam, já que a comunicação social deu pouca importância...

Ana Cristina

quinta-feira, setembro 17, 2009

Na maré baixa


Foi por andarmos sempre atrás da maré baixa que este ano já voltámos mais do que uma vez à Praia do Banho, em Porto Covo.
Quando as águas crescem, o tapete de areia que a praia oferece é pequeno; porém, quando o mar desce, as rochas abrem passagens por entre grutas que pingam e onde há dias em que só se passa de cócoras... e aparecem piscinas naturais em baixios ondem ficam retidos cardumes de peixes minúsculos. É depois por aí que brincamos às aventuras, aos piratas e às baleias malucas...


Rita

quarta-feira, setembro 16, 2009

Politiquices...

“Esqueçam as siglas, esqueçam os partidos. Votem na confiança que têm nos líderes.” Acabei agora de ouvir nas notícias. Parece-me que o Sr. PP está um bocadinho equivocado. Os líderes são APENAS os representantes visíveis de forças políticas das próximas eleições. No próximo dia 27 vamos votar na força política que queremos que nos represente na Assembleia da Republica e por sua vez, a força mais votada irá propor um primeiro-ministro que formará governo.
Desde que os líderes são apresentados como se deles, e apenas deles, dependesse o próximo governo que me apetece gritar aos quatro-ventos que no caso das eleições legislativas, autárquicas e para o parlamento europeu nós votamos em forças políticas. Não se esqueçam que há uns anos, ninguém estava à espera que o Sr. Dr.-agora-novamente-presidente-da-comissão-europeia abandonasse o País e fosse criado um novo governo, da mesma força política. Não mudou só o 1º, mudou tudo menos o cor-de-laranja, com uns laivos de azul amarelado…
Ana Cristina

terça-feira, setembro 15, 2009

Dela, nas férias

Cenário 1:
Na semana passada arranjou uma amiga na praia. Vinha com os avós e era dois anos mais velha, mas tinha uma grande paciência para as birrinhas da Alice e sorria-lhe paternalmente. Olhou em determinada altura para o Vasco e disse que já não se lembrava de quando o irmão havia sido assim calmo, acrescentando ainda as saudades que tinha dele.
No primeiro dia, os avós, extremamente simpáticos, ofereceram bolachinhas pequeninas de chocolate à Alice, tendo esta ficado instantaneamente conquistada. Erro crasso. Nunca mais tendo largado o saquinho das ditas nessa altura, no segundo dia, a meio dos momentos de brincadeira, quando a amiga foi lanchar, aproximou-se da avó da miúda e perguntou:
- Trouxeste as minhas bolachinhas?!


Cenário 2:
Esta semana, depois da amiga anterior ter ido embora e termos decidido experimentar uma outra praia, a Alice arranjou um novo amiguinho, três anos feitos há poucos dias. Os dois fartam-se de brincar e discutem de vez em quando a posse de algum brinquedo. Os pais acompanharam os jogos dos dois no primeiro dia e a mãe teve direito a responder a uma pergunta da Alice a meio da tarde:
- Tens bolachinhas?!


***

O pai a dar-lhe a sopa ao jantar:
- Ó filha, vira-te para a frente e pára quieta... estamos sempre a dizer isto, é preciso estar sempre a dizer a mesma coisa?!
Ela, depois da colherada seguinte:
- Ó pai, tenho aqui uma afta...! Já te tinha dito para teres cuidado, é preciso estar sempre a dizer a mesma coisa?!
Rita

segunda-feira, setembro 14, 2009

Ainda andamos pela praia...





De ontem para hoje notou-se uma imensa diminuição de gente por bandas do litoral alentejano. Para tentar afugentar os que ainda andam por aqui, as manhãs começam cinzentas mas, por alturas da hora de almoço, as nuvens levantam e ajudam a proporcionar aos teimosos uma bela tarde de praia. Nós, os sortudos, cá andamos.
Rita

domingo, setembro 13, 2009

Entre um e outro...

Uma teria aprovado projectos megalómanos à quatro anos atrás que hoje seriam um erro económico grave. Ou seja, hoje estaríamos obrigados a cumprir contractos que, segundo a própria senhora, representam actualmente um endividamento público errado. Tanto é que se for eleita vai suspender projectos que achava pequenos quando ela tinha poder de decisão.
Outro esqueceu-se de dizer que a saúde está cada vez mais entregue às administrações privadas e que não adianta nada acusar a sua opositora porque as suas políticas são muito semelhantes e se apoiam uma à outra; não investimento real no serviço nacional de saúde e aumento consentido (e provocado) dos interesses económicos dos grandes grupos económicos na prestação de cuidados de saúde.
Falaram de siglas de impostos que uma criou o outro não desceu mas que deveria ter descido. Ele diz que desceu o IVA depois de o ter subido mas esqueceu-se nos outros impostos todos que aumentaram. Ela acusou mas também não se lembrou que a reforma fiscal começou nas suas mãos, … aliás reconheceu-o com muito orgulho mas com ela promete um futuro diferente… Ele até parecia que era a oposição e que ela representava o poder vigente.
Não vi o debate completo porque tive de ir trabalhar mas até parecia que nenhum dos dois tem responsabilidade sobre o estado do país e representam projectos eleitorais que só não são o mesmo por uma diferença de uma letra e pouco mais.
Ana Cristina

sábado, setembro 12, 2009

Apelo

Gatos Fedorentos, Contemporâneos, qualquer humorista ou similar deste país... por favor, agarrem no ridículo que foi o Telejornal da SIC, com paparazzis políticos a tentar dar em directo a hora em que o Sócrates e a Ferreira Leite saíram de casa para o estúdio de televisão, ou a cor da roupa que vestiam (a gravata, deram a cor da gravata, é verdade, verdadinha!)... e gozem, gozem com toda a exaustão que forem capazes... mas o Telejornal não tinha mais notícia sobre este país e o mundo?!... não arranjaram forma de relatar em directo o momento em que o nervoso da antecipação do debate dos senhores os terá levado ao wc???!!!... Cruzes... que jornalismo mais apalhaçado, este...
Rita

sexta-feira, setembro 11, 2009

A Festa foi muito boa...

Uma imagem que é a da nossa família mas poderia ser de outra família qualquer. Um avô babado fotografa os netos na primeira Festa do mais novo.
É engraçado. Chegamos juntos ou em pequenos grupos familiares. E quase não necessitamos de combinar o encontro. Sabemos que os mais velhos no final do dia (pelo menos) estão em Viana do Castelo, com amigos de longa data a comer um chouriço com broa e a regar com vinho verde branco. O normal é juntarmo-nos a eles e passar uns bons momentos a ouvir histórias mirabolantes do R. ou de outros amigos. A Festa é isso mesmo. Muito mais do que os concertos, e este ano até assisti a alguns, as exposições (como a Bienal, que estava muito interessante), ou os comes e bebes. A Festa é as pessoas, o ambiente descontraído, a alegria… e até é os turnos que faço voluntariamente todos os anos no posto de saúde.
Este ano o grupo teve mais um elemento. Desta vez o Vasco, com apenas cinco meses, juntou-se à Alice e ao João e os três alegraram muito o grupo que conta com três gerações de habituais da festa. E foi muito bom reencontrarmos a Sandra e a sua família e ver que eles estão bem. Para o ano espero vê-los outra vez.
Foi boa. Muito boa… por muito aspectos.
Editei montes de fotos
aqui, se quiserem vão lá vê-las.

O último concerto no Auditório 1º de Maio. Teresa Salgueiro...

Ana Cristina

terça-feira, setembro 08, 2009

A net está muito lenta...

... e neste momento não me permite fazer o post que eu desejo sobre a FESTA do fim-de-semana passado.
Até amanhã, espero...
Ana Cristina

segunda-feira, setembro 07, 2009

Hoje tive a certeza que um amigo - mais meu amigo do que eu fui dele - se foi embora e que não voltará. Não morreu, foi só embora, provavelmente e esperançosamente, para ser mais feliz em outro local. Eu estou capaz de me rir e divertir, mas por dentro, cá no sossego de mim mesma, estou tão triste que me é impossível de descrever e explicar... como não vou ter vontade de vir cá uns dias, fica a satisfação.
Rita