Ontem fui ao cinema. Aliás, nos últimos dez dias fui ao cinema três vezes.
Do “Avatar” tenho pouco a dizer. Que vale a pena, porque dizem que será um marco no cinema pela tecnologia. A história, apesar de já não ser nova, é uma temática que será sempre importante não esquecer. Mas, no fundo no fundo, esperava muito mais.
Do “Invictus”, tenho a dizer que é um filme interessante, que nos relembra uma África do Sul num passado bem recente, mas que parece tão distante. A tomada de posse do Nelson Mandela e os primeiros passos de um país a caminho da igualdade de direitos, independentemente da cor da pele. Vale a pena ir ver, e vale a pena pensar sobre o apartheid, regime que regeu a África do Sul até à duas décadas atrás.
Mas este post é dedicado fundamentalmente ao “Tudo pode dar certo”, o último dos três filmes que fui ver. De um dos meus realizadores preferidos este filme veio lembrar os velhos tempos em também ele era o actor principal das suas obras cinematográficas. Pois é, Woody Allen voltou. Desta vez sob a forma de um outro actor que parece personificá-lo na perfeição. Mas a personagem que conhecemos como sendo o próprio Allen continua igualmente genial, egocêntrico e hipocondríaco. Numa história sem grande enredo, assistimos à defesa de uma teoria cuja mensagem é a de que a vida, tal como o amor, não são algo predefinido, sendo sim frutos do acaso. Nas nossas mãos está a capacidade de aproveitar ou não o que nos acontece, tornando o acaso em algo proveitoso. O “Tudo pode dar certo” é uma lição de vida. Parece tratar-se de uma despedida do realizador que tão bem conhecemos. Como se ele nos dissesse: “Aproveitem. Aproveitem, porque, apesar de acontecer por acaso, tudo pode dar certo.” Aconselha-se a quem deste género gostar. Eu adorei.

Ana Cristina





















