quinta-feira, outubro 22, 2009

Actualidades de uma otite

É verdadeiramente estranho estar meia surda. Sinto-me melhor depois de ter desaparecido o mau-estar geral inicial, mas continuo com o ouvido bloqueado. Nunca pensei como estar surda afectaria a minha percepção da realidade... é horrível... os estímulos auditivos parecem surgir em demasia e não me sinto capaz de os aguentar de forma confortável, são sempre excessivos... só tem uma coisa boa: não ouvir a Alice a ressonar no quarto dela durante a noite...
Rita

quarta-feira, outubro 21, 2009

Estou mesmo. E agora, que recomeça a dor e o desconforto mais intenso, não me apetece escrever nada. Vou-me sentar ali quietinha e em silêncio. Pode ser que as bactérias se esqueçam da minha pessoa e migrem para outro sítio de mim onde causem menos estragos.
Rita

segunda-feira, outubro 19, 2009

Querida Avó adoptiva Irene

Entrei eu aqui no blog, pronta para deixar um post rápido sobre os filhos porque tenho que ir ali ajudar a Cristina com a sua tese de mestrado, e eis que me deparo com... um comentário simpático da Avó Irene sobre este nosso cantinho...!!!!
E agora explico: a Avó Irene é avó das minhas queridas primas adoptivas Ana e Catarina... que vejo verdadeiramente como minhas primas, razão porque não gosto de usar o "adoptivas" e porque passo a retirá-lo imediatamente... adiante...
A Avó Irene faz os melhores panadinhos de polvo que eu conheço, mas para além disso, faz um montão de outras coisas boas que são com certeza as melhores que já comi. (Nomeei os panadinhos porque foram os supostos causadores de uma das rotinas mais deliciosas do Natal em Viana.)
A Avó Irene cozinha mesmo muito bem e fiquei impressionada quando me contou uma vez que só o tinha aprendido a fazer depois de casar, uma vez que a sua própria mãe adorava fazê-lo e nunca permitia ninguém na sua cozinha. Na altura foi prova provada como há talentos que se transportam nos genes.
A Avó Irene recebeu-me algumas vezes na sua casa, chega a fazer petiscos de propósito para mim e é sempre amorosa para a minha família, que praticamente também terá adoptado como sua. Como ainda não tem bisnetos, gosto de lhe mostrar a Alice e o Vasco. A primeira já elogiou as comidinhas especiais e o segundo lá chegará.
Para além disto tudo, a Avó Irene faz parte daquele grupo de senhoras que não se renderam à sua idade e decidiram ir aprender informática para poder, inclusivamente, viajar por este mundo que é a internet. E, com muita honra, recebemo-la aqui, e aguardamos ansiosamente, por novas visitas... e, porque não, por um novo espaço onde também nós possamos ir...
Olá Avó Irene!!!
Rita

terça-feira, outubro 13, 2009

Dela, hoje no caminho de escola para casa

- Sabes mãe, hoje eu cuspi e depois pus a baba aqui nos olhos, assim... [tipo maquilhagem, estão a ver?!]

***

Depois de tropeçar e se amparar com as mãos no chão, digo eu:
- Boa, filha. É assim mesmo, fizeste muito bem, puseste as mãos no chão, é assim que se faz.
- Porquê?
- Porque assim não batemos com a cara. É melhor bater com as mãos do que com a cara.
- Porquê?
- Olha... o que é que tu preferias, bater com a cara ou com as mãos...?!
- Com nenhum. [realmente, que pergunta parva...]

Rita

segunda-feira, outubro 12, 2009

Prova superada

Hoje, o princípio de noite avizinhou-se desastroso...
A filha tinha adormecido no sofá (por sua própria iniciativa) e acordou com a neura, irritada e irritante, cheia de birras e manias.
O filho estava bem-disposto, mas sair do banho não o satisfez e decidiu também reclamar a viva voz.
A filha tomou banho em segundo lugar, mas o dito não lhe aliviou o mau humor e aos problemas já revelados, juntou o queixume.
O filho recusou a sopa e até a banana e colocou-se num berreiro desgraçado sempre que se lhe tirava a chucha ou se esta caísse.
...
E depois, quase que de repente, a filha salta do sofá para o chão e começa a brincar.
E o filho começou a dar grandes risadas (por entre os olhos cheios de lágrimas) aos bonecos usados para o entreter, e a abrir a boca e ala de colheres de sopa e banana sem precisarem de ser misturadas nem nada.
...
E os pais suspiraram de alívio. Tinham conseguido apagar os fogos sem desesperarem, sem chorarem e sem a voz levantarem.

Rita

quinta-feira, outubro 08, 2009

Arte ("How to save a life" - The Fray)

Gosto muito desta música.
Quando a ouço tenho vontade de correr e saltar de olhos fechados
e de chorar por todas as mágoas que me esforço por ir pisando em mim
e de chorar a sorrir por tudo o que consegui
e de cantar a gritar
e de fazer amor no chão, rodeada de velas acesas
e de andar à chuva e não me preocupar com nada
e de recuar até à idade em que conseguia voar
e de...

Então, pego nele, no filho, porque só aqui estamos os dois, apago a luz do escritório e deixo só a azulada que vem do computador, e dançamos de cara encostada um ao outro... eu de olhos semicerrados e ele com os dele bem abertos, espantados porque ainda não conseguem perceber que nesta vida temos a sorte de viver coisas destas, que outros fizeram para nos mostrar e que nos fazem transbordar de emoção... e que isso é das coisas melhores do mundo... das coisas que nos salvam a vida todos os dias...



Rita

quarta-feira, outubro 07, 2009

Posição de super-herói

O meu filho passa imenso tempo nesta posição, assente só pela barriga, pernas levantadas a espenear e braços para trás. Já há muito tempo. A mim dá-me sempre vontade de rir e não consigo deixar de esperar o momento em que o veja, num qualquer dia destes, a levantar vôo para ir salvar o mundo...
Rita

terça-feira, outubro 06, 2009

Manifesto

Declaro-me contra os dias úteis de chuva a seguir a fins-de-semana prolongados.
O céu é cinzento demais para se ficar com vontade de sair de casa e ir trabalhar.
E principalmente quando os mesmos significarem simbolicamente o início de uma nova estação e tivermos de calçar sapatos tapados e deixar as sandálias em casa com o resto da família*. Mas porque razão não começa o Outono devagarinho, com dias solarengos a ficar progressivamente mais fresquinhos e as folhas das árvores a acumular aos poucos nos passeios...?!
Protesto contra o dia de hoje, está protestado.
Rita
* Entenda-se pelo pai e pelos filhos, porque a Alice afinal estava com uma amigdalite resistente e este fim-de-semana teve de tomar penicilina, coitadita... e provavelmente daí o cansaço extremo e o mau estar em alguns dias da semana passada... "O seu a seu dono", nada de culpar só o excesso de medicação...

segunda-feira, outubro 05, 2009

Canal Benfica... sem Benfica

Já alguém viu o Canal Benfica durante um jogo que só dá na Sport Tv...?! É o máximo!!!! Dois comentadores que só estão habituados a ser ouvidos, de frente para a câmara, a descrever e a tecer considerações sobre um jogo que só eles estão a ver... sim, porque se os espectadores estão a olhar para eles, não estão decididamente a ver o jogo...
Ouçam, se quiserem dar uma boa gargalhada num momento de desânimo, ou alegrar um amigo sisudo, coloquem a televisão no canal certo, na hora certa. Minutos de puro e cómico ridículo! Aproveitem! E nem é preciso gostar de futebol...!
Rita

quinta-feira, outubro 01, 2009

Que sirva de alerta...

Ontem, a Educadora da Alice chamou-me a atenção para o facto dela ter passado o dia todo com muito pouca energia, quase sem falar, com pouco apetite, imenso sono, constantemente à procura do colo e mimo dos adultos. Como se não bastasse para me intrigar, enquanto me encontrava a receber estas informações, a Alice vomitou.
Uma vez chegada a casa, pensando que poderia ser uma reacção ao antibiótico para a amigdalite que ela ainda estava a tomar, fui ver a bula. Que fique claro que eu sou daquelas que lê sempre as bulas e que reclamo com todos os que, à minha volta, não o fazem. Desta vez, eu era digna do meu próprio ralhete. E eis que, da leitura, resultou a constatação que a Alice se encontrava a tomar o dobro da dose de antibiótico que devia para o seu peso e idade. Um engano, ou na prescrição (é o que me parece), ou na farmácia. Um engano não especialmente prejudicial, como a pediatra veio a explicar, mas causador de irritabilidade difestiva - o que terá provocado o vómito e o mal-estar geral. Um engano que, a meu ver, pode ser compreensível, porque todos os temos, mas um engano que poderia, em outras circunstâncias, ter saído muito caro...
No rescaldo do sucedido, fica então o alerta, para que ninguém deixe de ler, NUNCA, as bulas dos medicamentos e confirmar bem as doses receitadas...
Rita

quarta-feira, setembro 30, 2009

Pequeno cenário desta noite

Hoje, depois do jantar, lavagem dos dentes, etc, história da Mandarina*; eu, Alice e Vasco (é tão giro, fica mais quieto a ver as imagens e a ouvir-me, e depois tenta agarar as letras) sentados no sofá.
Depois, Vasco a ir para a caminha nos meus braços, Alice a continuar a conversar com o pai no sofá.
Vou. Volto. Pai às voltas com a Mandarina, porque ela era má e o mago a tinha transformado em árvore. E então a Alice, toda chateada: «A Mandarina não era má! E não ficou transformada em árvore!».
Tentamos nova explicação. Ela, irredutível.
Pego novamente no livro, folheio até às páginas e começo, pacientemente: «Estás a ver aqui? O Mandarim era grande e gordo e tinha um coração como ele, onde cabiam todos os seres. Vês aqui esta árvore? É como o coração do Mandarim, por isso é que estão estas pessoas e animais todos nos ramos... E aqui? É a Mandarina, pequena e bonita, mas com um coração onde só cabia ela. Estás a ver a árvore? É só um ramo, onde só está ela.» E continuo: «E depois vem um mago, um feiticeiro, mascarado de velho sem-abrigo, que é uma pessoa que não tem nada, e pede-lhe uma laranja, e ela, mesmo tendo estas laranjas todas, tantas, que estão aqui, estás a ver, diz-lhe que não, e grita, e diz-lhe que não lhe dá porque ele é velho e feio e sujo. Então ele, que é mago, tranforma-a numa árvore que dá laranjas docinhas que toda a gente gosta. Mais do que gostavam dela como pessoa.»
Alice de sobrolho franzido, verdadeiramente zangada, a levantar a voz: «Então... se a V. e o Rui e o Tiago e a Sofia me deram este livro em que a Mandarina é má e fica uma árvore, já não o quero!»
E vai de deitar (suavemente) o livro para o chão. Verdadeiramente traída pela sua ideia da Mandarina, que não havia com certeza passado da figura pequena e bonita da ilustração.
Nós desconcertados. Nova explicação. «Mas não vês que assim todos gostavam das laranjinhas dela...?!»
...
Já na cama, o pai para ela: «Então, mas podes inventar o fim que quiseres... a seguir a árvore Mandarina, como se tinha portado bem e dado laranjinhas doces a toda a gente, transforma-se novamente em Mandarina pessoa e fica boa...»
E acho que só mesmo assim é que os amigos que deram o livro ficaram perdoados, nesta nova aventura de se inventar fins diferentes para as histórias que não acabam como se quer...

Rita

*"A bela Mandarina", texto de Laura Pons Vega, ilustração de Elena Odriozola, edição de ItsImagical (Imaginarium)

terça-feira, setembro 29, 2009

Acerca de uma declaração que acabei de ouvir...

Não percebi quase nada. O Sr. Presidente não queria dizer que só ele é que fala por ele mesmo e que não disse isso antes porque queria que tudo se dissesse a seu tempo mas que há quem queria que ele diga coisas que não disse mas que se tivesse escrito no mail agora alguém podia ler? Tá bem...

Ana Cristina

Parabéns!!!!!

PARABÉNS MAFALDA

Pelos teus 45 anos de crítica social. E muito obrigada pelas tuas observações, tão justas e adequadas hoje em dia.



Ana Cristina (e claro que a Rita também o subscreve, ou não tivessemos nós na nossa história horas e horas de "competição" de tiras da Mafalda decoradas ao pormenor... )

segunda-feira, setembro 28, 2009

Sabem aqueles dias de trabalho que achamos que vamos guardar para sempre, de tão maus que se tornaram...?! Pois hoje foi um desses. Não me apetece falar.
Rita

quinta-feira, setembro 24, 2009

Contingentes e cansaço...

Hoje, dois dias depois de ter começado a escola, a Alice arranjou forma de testar o famoso contingente da famosa Gripe A.
Às 10H30, subitamente, 38.5º de febre, dores de garganta e de costas. Três sintomas. Suspeita de H1N1. Sala de isolamento, máscara, Saúde 24. Encaminhamento para um centro de atendimento específico da Gripe, Alice e pai no meio de mais não sei quantos "mascarados".
Às 12H30, amigdalite. Três dias de casa. Coitada, nem aqueceu o lugar.
E agora com licença que me vou deitar um bocadinho, que isto de começar a acordar cedo para enfrentar um dia de trabalho depois de tantos meses em casa e ainda com dois miúdos para arranjar e tratar, estando um deles doente... não é obra... mas é sofázinho de certeza absoluta...

Rita

quarta-feira, setembro 23, 2009

O recomeço

O dia amanheceu bem disposto e solarengo, como eu. Perante a inevitabilidade do recomeço do trabalho, nada a fazer para além de acordar sorridente, optimista e com a expectativa das coisas boas que podem acontecer quando se entra numa nova fase.
Por lá, uma sala diferente com novo colega, um grande amigo. Ainda nenhum trabalho distribuído mas, com a mudança, muitos armários para arrumar, o que significa a oportunidade de me dedicar a planos pré-licença que não tinha havido oportunidade de levar a cabo. Danças nos lugares dos restantes membros da equipa - se é bom ou mau, logo se verá. Algumas ausências por um lado, fortes abraços por outro. Um saudoso almoço, com novidades frescas de uma extraordinária amiga. Um chefe praticamente indiferente à minha pessoa. Algumas caras e vozes dispensáveis.
Mas também...
Uma saída antecipada por duas horas durante mais seis meses, os meus meninos à minha espera, dois mundos de novidades, sorrisos e abraços, que bom...

Rita

terça-feira, setembro 22, 2009

Nova fase... ou O meu filho é um discente

Hoje foi um dia importante - aquele em que ele iniciou um percurso que lhe poderá durar cerca de um quarto de vida (longa) e que, sem qualquer margem para dúvida, moldará muito da sua forma de ser e reagir.
Se o primeiro dia de escola for representativo de alguma coisa, é bom sinal. O Vasco esteve mais ou menos quarenta e cinco minutos na creche, a sorrir para toda a gente. Depois veio no meu colinho até ao carro, todo molenga de sono, com o pai ao lado.
Acho que a São não acreditava que ele ia ficar bem, daí a insistência que fôssemos só beber um café e voltássemos logo. A verdade é que ele está óptimo, tão bem como a irmã esteve, no mesmo local e com praticamente as mesmas caras, há três anos e tal atrás.
Com ela a escola foi sempre fácil. Conta-se pelos dedos de uma mão as vezes em terá choramingado, e sempre de forma ligeira. Ainda hoje. Estava totalmente ansiosa da companhia dos colegas, muito saudosa de grandes amigas como a R. («Ela vai dar-me um abraço e ficar muito contente, não vai?!») e a M.M.. Com muitas novidades para a Maria João e para a Hélia, de umas férias muito muito longas («Porque quando os bebés nascem, tem de se ter muitas férias.»). Entrou na sala e não olhou mais para trás, nem sequer para se despedir.
Eles estão bem e eu estou em contagem decrescente para a reentrada no trabalho amanhã. Sei que me esperam coisas boas e coisas más (como sempre...). Eu entrarei, não com o pé direito, mas com os dois juntos, de um salto, para não perder o equilíbrio.

Rita

segunda-feira, setembro 21, 2009

O Badoca





Lá por terras alentejanas, fomos também passear ao Badoca Park.
Foi um dia divertido, com direito a macacos; flamingos; coatis; safari com avestruzes, gamos (os Bambis), gnus e uma girafa chamada Charlie («Tem um nome muita giro, não tem, mãe?!») só entrevista pelas árvores, muito ao longe; burros; um casal de tartarugas a copular («Não gostei daquela tartaruga que estava em cima da outra, estava zangada, fazia um barulho esquisito, parecia mesmo que estava zangada...»)...
Ela pôde ainda dar de comer a uma cabrinha e a lémures e, quando um deles lhe saltou para o ombro, ela manteve-se impecável, sem chorar, gritar ou o sacudir (não tornou foi a estender-lhes os restantes pedaços de banana e maçã). Depois, como não tinha altura suficiente, ficou com o mano a ver os pais a fazer, à vez, o rafting africano.
Ele, por sua vez, esteve aborrecido o dia todo, mas ninguém lhe deu grande crédito e, todos juntos, divertimo-nos à grande num parque infantil especial, dos 03 aos 99 anos de idade. Acabámos serenamente a visita a observar uma série de aves de rapina em pleno voo e deixámos algumas coisas para ver da próxima vez. Eles adormeceram assim que entraram no carro, mas valeu a pena*.
Rita
*Foi caro que doeu, mas para uma vez de quando em quando, valeu a pena.

domingo, setembro 20, 2009

Já cá estamos...


Já chegámos.
Para trás ficaram os pézinhos na água, as brincadeiras na areia, os passeios na praia, os grandes e pequenos banhos, os chapéus na cabeça e as peles meladas do protector solar. Temos planos para que não seja um "até para o ano", mas como nem tudo depende de nós, deixamo-nos ficar em silêncio, para que S. Pedro não nos estrague ironicamente os desejos...

Já chegámos.
Cá encontrámos compras e sopas para fazer, pilhas de roupa para lavar, prendas para adquirir, um grande lanche ajantarado para os lados de Vila Franca de Xira, um baptizado de família... de tal forma que dois dias chegaram para ficarmos com dores de cabeça do lufa lufa citadino...

Já chegámos.
Cá nos preparamos (ou tentamos preparar-nos) para o reinício da vida laboral e escolar. Ela está cheia de saudades da escola e dos colegas (quase que tinha vontade de voltar mais cedo de férias e ontem, sábado, dizia que se queria preparar para ir ter com os amigos). Ele vai dar início ao seu percurso estudantil - e a espalhar sorrisos tão facilmente como é seu hábito, o sucesso estará praticamente garantido. Eu cá ando, cada vez mais mentalmente preparada.

Rita

sábado, setembro 19, 2009

Ontem...

... foi dia de mais uma jornada de luta. Para que os Enfermeiros tenham direito a ter uma grelha salarial justa e que corresponda à sua formação; a licenciatura. Esperamos por essa actualização há uns anos. Deixámos recado ao governo que termina esta semana e ao que vier...
Fica a nota. Para que os poucos que nos lêem se apercebam, já que a comunicação social deu pouca importância...

Ana Cristina

quinta-feira, setembro 17, 2009

Na maré baixa


Foi por andarmos sempre atrás da maré baixa que este ano já voltámos mais do que uma vez à Praia do Banho, em Porto Covo.
Quando as águas crescem, o tapete de areia que a praia oferece é pequeno; porém, quando o mar desce, as rochas abrem passagens por entre grutas que pingam e onde há dias em que só se passa de cócoras... e aparecem piscinas naturais em baixios ondem ficam retidos cardumes de peixes minúsculos. É depois por aí que brincamos às aventuras, aos piratas e às baleias malucas...


Rita

quarta-feira, setembro 16, 2009

Politiquices...

“Esqueçam as siglas, esqueçam os partidos. Votem na confiança que têm nos líderes.” Acabei agora de ouvir nas notícias. Parece-me que o Sr. PP está um bocadinho equivocado. Os líderes são APENAS os representantes visíveis de forças políticas das próximas eleições. No próximo dia 27 vamos votar na força política que queremos que nos represente na Assembleia da Republica e por sua vez, a força mais votada irá propor um primeiro-ministro que formará governo.
Desde que os líderes são apresentados como se deles, e apenas deles, dependesse o próximo governo que me apetece gritar aos quatro-ventos que no caso das eleições legislativas, autárquicas e para o parlamento europeu nós votamos em forças políticas. Não se esqueçam que há uns anos, ninguém estava à espera que o Sr. Dr.-agora-novamente-presidente-da-comissão-europeia abandonasse o País e fosse criado um novo governo, da mesma força política. Não mudou só o 1º, mudou tudo menos o cor-de-laranja, com uns laivos de azul amarelado…
Ana Cristina

terça-feira, setembro 15, 2009

Dela, nas férias

Cenário 1:
Na semana passada arranjou uma amiga na praia. Vinha com os avós e era dois anos mais velha, mas tinha uma grande paciência para as birrinhas da Alice e sorria-lhe paternalmente. Olhou em determinada altura para o Vasco e disse que já não se lembrava de quando o irmão havia sido assim calmo, acrescentando ainda as saudades que tinha dele.
No primeiro dia, os avós, extremamente simpáticos, ofereceram bolachinhas pequeninas de chocolate à Alice, tendo esta ficado instantaneamente conquistada. Erro crasso. Nunca mais tendo largado o saquinho das ditas nessa altura, no segundo dia, a meio dos momentos de brincadeira, quando a amiga foi lanchar, aproximou-se da avó da miúda e perguntou:
- Trouxeste as minhas bolachinhas?!


Cenário 2:
Esta semana, depois da amiga anterior ter ido embora e termos decidido experimentar uma outra praia, a Alice arranjou um novo amiguinho, três anos feitos há poucos dias. Os dois fartam-se de brincar e discutem de vez em quando a posse de algum brinquedo. Os pais acompanharam os jogos dos dois no primeiro dia e a mãe teve direito a responder a uma pergunta da Alice a meio da tarde:
- Tens bolachinhas?!


***

O pai a dar-lhe a sopa ao jantar:
- Ó filha, vira-te para a frente e pára quieta... estamos sempre a dizer isto, é preciso estar sempre a dizer a mesma coisa?!
Ela, depois da colherada seguinte:
- Ó pai, tenho aqui uma afta...! Já te tinha dito para teres cuidado, é preciso estar sempre a dizer a mesma coisa?!
Rita

segunda-feira, setembro 14, 2009

Ainda andamos pela praia...





De ontem para hoje notou-se uma imensa diminuição de gente por bandas do litoral alentejano. Para tentar afugentar os que ainda andam por aqui, as manhãs começam cinzentas mas, por alturas da hora de almoço, as nuvens levantam e ajudam a proporcionar aos teimosos uma bela tarde de praia. Nós, os sortudos, cá andamos.
Rita

domingo, setembro 13, 2009

Entre um e outro...

Uma teria aprovado projectos megalómanos à quatro anos atrás que hoje seriam um erro económico grave. Ou seja, hoje estaríamos obrigados a cumprir contractos que, segundo a própria senhora, representam actualmente um endividamento público errado. Tanto é que se for eleita vai suspender projectos que achava pequenos quando ela tinha poder de decisão.
Outro esqueceu-se de dizer que a saúde está cada vez mais entregue às administrações privadas e que não adianta nada acusar a sua opositora porque as suas políticas são muito semelhantes e se apoiam uma à outra; não investimento real no serviço nacional de saúde e aumento consentido (e provocado) dos interesses económicos dos grandes grupos económicos na prestação de cuidados de saúde.
Falaram de siglas de impostos que uma criou o outro não desceu mas que deveria ter descido. Ele diz que desceu o IVA depois de o ter subido mas esqueceu-se nos outros impostos todos que aumentaram. Ela acusou mas também não se lembrou que a reforma fiscal começou nas suas mãos, … aliás reconheceu-o com muito orgulho mas com ela promete um futuro diferente… Ele até parecia que era a oposição e que ela representava o poder vigente.
Não vi o debate completo porque tive de ir trabalhar mas até parecia que nenhum dos dois tem responsabilidade sobre o estado do país e representam projectos eleitorais que só não são o mesmo por uma diferença de uma letra e pouco mais.
Ana Cristina

sábado, setembro 12, 2009

Apelo

Gatos Fedorentos, Contemporâneos, qualquer humorista ou similar deste país... por favor, agarrem no ridículo que foi o Telejornal da SIC, com paparazzis políticos a tentar dar em directo a hora em que o Sócrates e a Ferreira Leite saíram de casa para o estúdio de televisão, ou a cor da roupa que vestiam (a gravata, deram a cor da gravata, é verdade, verdadinha!)... e gozem, gozem com toda a exaustão que forem capazes... mas o Telejornal não tinha mais notícia sobre este país e o mundo?!... não arranjaram forma de relatar em directo o momento em que o nervoso da antecipação do debate dos senhores os terá levado ao wc???!!!... Cruzes... que jornalismo mais apalhaçado, este...
Rita

sexta-feira, setembro 11, 2009

A Festa foi muito boa...

Uma imagem que é a da nossa família mas poderia ser de outra família qualquer. Um avô babado fotografa os netos na primeira Festa do mais novo.
É engraçado. Chegamos juntos ou em pequenos grupos familiares. E quase não necessitamos de combinar o encontro. Sabemos que os mais velhos no final do dia (pelo menos) estão em Viana do Castelo, com amigos de longa data a comer um chouriço com broa e a regar com vinho verde branco. O normal é juntarmo-nos a eles e passar uns bons momentos a ouvir histórias mirabolantes do R. ou de outros amigos. A Festa é isso mesmo. Muito mais do que os concertos, e este ano até assisti a alguns, as exposições (como a Bienal, que estava muito interessante), ou os comes e bebes. A Festa é as pessoas, o ambiente descontraído, a alegria… e até é os turnos que faço voluntariamente todos os anos no posto de saúde.
Este ano o grupo teve mais um elemento. Desta vez o Vasco, com apenas cinco meses, juntou-se à Alice e ao João e os três alegraram muito o grupo que conta com três gerações de habituais da festa. E foi muito bom reencontrarmos a Sandra e a sua família e ver que eles estão bem. Para o ano espero vê-los outra vez.
Foi boa. Muito boa… por muito aspectos.
Editei montes de fotos
aqui, se quiserem vão lá vê-las.

O último concerto no Auditório 1º de Maio. Teresa Salgueiro...

Ana Cristina

terça-feira, setembro 08, 2009

A net está muito lenta...

... e neste momento não me permite fazer o post que eu desejo sobre a FESTA do fim-de-semana passado.
Até amanhã, espero...
Ana Cristina

segunda-feira, setembro 07, 2009

Hoje tive a certeza que um amigo - mais meu amigo do que eu fui dele - se foi embora e que não voltará. Não morreu, foi só embora, provavelmente e esperançosamente, para ser mais feliz em outro local. Eu estou capaz de me rir e divertir, mas por dentro, cá no sossego de mim mesma, estou tão triste que me é impossível de descrever e explicar... como não vou ter vontade de vir cá uns dias, fica a satisfação.
Rita

quinta-feira, setembro 03, 2009

Coisas nossas...

A Alice anda numa fase espectacular. Não sei se das férias prolongadas (desde Julho que quase não vai à escola), se da diversidade de experiências realizadas e pessoas com quem tem contactado neste período, se de um salto qualitativo relacionado com a mudança da idade... Sei que nos últimos dias me lembro imenso da Micas, há uns tempos, a consolar-me de um dia especialmente difícil com a minha filha: «Vais ver que vai passar... com o Tomás também foi assim, um ano e meio ou dois anos mais difíceis... depois, mais ou menos a partir dos quatro anos, pareceu até que de repente, de um dia para o outro, ele passou a entender-nos e ao que esperávamos dele muito melhor... e passou a ser tudo mais fácil...»
De facto - é o que me apetece dizer. A Alice anda engraçadíssima, o raciocínio verbal deu uma grande passada em frente e, com ele, o grau de compreensão, a capacidade para conversar, ironizar, brincar e, como não podia deixar de ser, aldrabar. Resultado: grandes momentos, gargalhadas partilhadas, sorrisos cúmplices entre mim e o pai, tiradas novas todos os dias, infelizmente a uma velocidade impossível de registar e até de fixar...
Para além disso, descobriu também o prazer de brincar sozinha e inventa constantes histórias, músicas, teatros, danças. Recordo-me de mim mesma. Qualquer coisa serve para personagem de uma história de encantar, uma princesa, uma mãe, uma feiticeira: os bocadinhos de esparguete cozida no prato, os preguinhos do novo jogo de encaixar que os tios ofereceram, os talheres, os ganchos, bocadinhos de fita-cola...
Sei que estamos de férias/licença, que o Sol ainda brilha muito sobre este nosso lado da Terra, que a temperatura está amena e que tudo corre com menos stresses, ansiedade, cansaço e peso. Sei que também depende de nós. Mas o que interessa é que o Sol brilha sobre este nosso lado da Terra, a temperatura está amena, ainda virão dias de praia, ainda estaremos todos muito juntos durante mais uma imensidão de 24 horas...
Rita

domingo, agosto 30, 2009

Dia de convívio

Ainda me lembro muito bem de quando nenhum de nós tinha filhos. Num dos grupos, porque no outro a Micas já tinha a Inês quando começámos a andar todos juntos.
Até me recordo de quando a Margarida foi a primeira e do fim-de-semana passado em Tróia com ela a ostentar uma barriga grande e linda. E claro, da segunda gravidez da Micas lembro-me perfeitamente, estávamos diariamente juntas, lá no trabalho. As duas gravidezes, em grupos diferentes, foram praticamente há seis anos, mas desde aí tanto mudou... houve separações, junções, casamentos, idas para o estrangeiro, mas os grupos aumentaram consideravelmente... agora existem a Alice e o Vasco, mas também o Tiago, a Sofia, o Tomás, a Rita, o Manuel, a Madalena, e outro que vem a caminho e do qual soubemos hoje... E já para não falar do outro Tiago e da Laura, filhos da Dê, que nem sempre anda em grupo connosco, mas que também está sempre no meu coração.
Antes havia quem passasse horas a jogar playstation e conseguíamos conversar e rir a olhar uns para os outros... sentados...
Agora não se conseguem acabar as milhentas conversas que se começam, ninguém joga e, embora consigamos conversar e rir, estamos sempre de olhos e mãos postos em mais alguém, ou com o colo ocupado, ou a levantarmo-nos para ir ver se os nossos não se matam uns aos outros ou não seguem alguma ideia que não seja suposta... devemos estar todos mais gordos, mais olheirentos e talvez notoriamente mais velhos... mas tenho quase quase a certeza absoluta que isso não importa... e que ninguém trocava...
Rita

sexta-feira, agosto 28, 2009

Emaranhado de pensamentos

A licença acabou. Estou oficialmente de férias.
Nem sei o que dizer. É tão mais tempo do que tinha a minha mãe quando nos teve... espero que seja muito menos do que a minha filha vá ter quando tiver os dela...
Ainda falta quase um mês para voltar à rotina do trabalho. Mas como é possível se ele parece que nasceu ontem... E ainda há pouco olhei e era tão pequenino e eu queria guardá-lo nos meus olhos e mente para sempre. Mas agora, de repente, ou como se fosse de repente, ele já decide que quer dormir de barriga para baixo e adora falar connosco e chamar por nós e come papas e sopas e frutra e desmancha-se a rir quando me deito sobre ele e lhe dou beijinhos por baixo das bochechas... e tem aquelas perninhas redondas que me deixam maluca... tão maluca como ficava e ainda fico pelas pernoquinhas fininhas da outra, da loira gira que anda sempre a saltar pela casa e a perguntar sobre tudo...
Ai, que desta vez vai custar... porque ainda por cima o pai também teve férias e agora está de licença... e andamos há que semanas a fazer vida de desocupados...
E até gosto muito do meu trabalho e acho que sou boa no que faço... mas não me apetecia aquela equipa com gente da treta para onde vou ter que voltar... e não posso fazer nada... e por isso só me apetecia ser rica e não ter que voltar... e aproveitar as perninhas dos meus filharocos até à exaustão...
Rita

quinta-feira, agosto 27, 2009

Curiosidade

O que se encontra na armação de uma cadeira-auto com praticamente três anos, desmontada (pela segunda ou terceira vez, será?!) para limpar e lavar:
- xixi, mas coitadita da miúda, estava tão derreada das férias em Viana que dormiu praticamente toda a viagem (400 km!!) e só acordou quase em casa, a estremunhar olhos e cara: «Mãe, estou molhada...»;
- quilos de migalhas de bolachas e similares;
- ganchos;
- uma moeda de um euro (raios partam a miúda, bem podiam ter sido mais, agora daria uma bela surpresa!);
- paus de chupa-chupas;
- bocados de uma fita métrica de papel (de alguma visita ao Ikea, com certeza)...
Rita

quarta-feira, agosto 26, 2009

A minha Viana, que ficou para trás...


Hoje deixámos Viana e a família que temos por lá...
Foi das férias mais compridas que nos últimos anos tivemos na minha eterna terra do coração e mesmo assim ficaram muitas coisas por fazer com a filha, das que tinha planeado: subir novamente a Santa Luzia, visitar o Museu do Traje, ver o Gil Eanes, conhecer a Natacha, um dos talentos da net que mais gozo me dá ler e seguir neste mundo virtual...
De qualquer forma, mostrar as festas à Alice foi já, por si só, maravilhoso, tal como eu previa. E claro que se cumpriu o outro objectivo: dar a conhecer o Vasco a todos os tios e primos...
O que custou mesmo foi vir embora... deixo só um último vislumbre da cidade, mal tirada de Darque, o lado de lá do rio Lima...

Rita

terça-feira, agosto 25, 2009

Nos ultimos tempos não tenho vindo aqui escrever o que me passa pela cabeça. Não é por falta de opinião, porque eu nunca tenho falta de opinião, e quem me conhece sabe que é difícil eu perder o hábito de opinar por tudo e por nada. Nem é por falta de tempo porque eu sou perita em ocupar o tempo sem fazer nada de útil. Acho que também não é por preguiça, mas neste caso já tenho as minhas dúvidas. Talvez seja porque neste momento todas as palavras escritas por mim me parecem sem graça e absolutamente dispensáveis.
Mas vai passar. Acho que em breve escreverei mais assiduamente neste espaço que é o nosso e que ultimamente parece só da Rita.
Assim declaro que, em breve, a minha fase de seca de palavras e opiniões escritas vai passar.
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 24, 2009

Férias em festa





Estamos em Viana do Castelo e andámos nas festas.
A Alice viu gigantones, cabeçudos, bombos, procissões, ranchos e fogo de artifício pela primeira vez. Gostou e ainda há poucos minutos me perguntou porque é que hoje «não havia nada».
O Vasco foi slingado por entre muita gente e até conseguiu dormir ao som forte dos tambores que fazem vibrar uma praça inteira.
Eu matei muitas e muitas saudades.
Rita

sexta-feira, agosto 21, 2009

Uma prenda de sucesso

Legenda: uma filha com os chinelos da avó (calçados ao contrário), a cantar e a dançar para o seu irmão (que sorri e dá pontapés de contentamento) utilizando uma das suas prendas de sucesso (um microfone).
Rita

quinta-feira, agosto 20, 2009

O post que devia ter sido feito ontem...

Há quatro anos eu devia estar a olhar para a pequena companhia ao meu lado, dentro de uma caixinha de acrílico e toda arranhada pelas suas próprias unhas fininhas, e a descobrir o que era verdadeiramente o amor à primeira vista... sei, pela minha irmã e pelos seus estudos de mestrado, que não acontece com todas as mulheres, por isso congratulo-me de ter sido uma das felizardas...
Há quatro anos e umas horas (ou seja, no dia 19) entrei no magnífico mundo da maternidade. Ontem estivemos de parabéns.



Na foto, tirada ontem: a que se sujeita um pai quando a sua filha faz anos e recebe um conjunto de maquilhagem...

Rita

domingo, agosto 16, 2009

E assim...

... dá-me de repente uma onda de ternura por esta família que é a minha e que fui eu a construir... por este homem magnífico de quem gosto tanto e que neste momento ri alto e satisfeito e joga às cartas com o seu avô sob o olhar atento da avó, numa rotina cúmplice que tem anos mas que só é repetida de tempos a tempos... por aquela filha que, toda mordida pelas melgas, dorme lá dentro num sofá-cama e que tantas vezes me tira do sério mas que ao mesmo tempo me deixa louca de amor... por aquele outro que está quase a acordar para mamar a última refeição do dia, tão pequeno ainda e tão grande já, de perninhas redondas e por quem estou irremediavelmente apaixonada... e somos um conjunto tão bom, tão completo e perfeito, que pareciamos estar desde sempre uns à espera dos outros...
Rita

sexta-feira, agosto 14, 2009

Papas e papuças

Lembro-me tão bem da primeira vez que dei papa à Alice... cheguei entusiasmada a casa com as indicações da pediatra e comecei a preparar a coisa: 140 ml de água fervida com quatro (foram sempre lá mais para as cinco, com quatro fica muito aguada) colheres de papa "Nutriben 1ª Papa LA". E é verdade: a maravilhosa colher de silicone, aquela que a farmácia da zona garantia ser a mais recente e melhor colher do mercado... Tudo apetrechado para a nova experiência...
Foi uma pequena e cómica frustração... um pratinho de papa tão jeitoso e bem cheiroso e a rapariga a deixar esvair-se tudo pelos cantos da boca, a tentar mamar na colher e a não achar piada nenhuma aquilo... Só de rir, a minha cara a olhar para tudo o que daquela refeição sobrou...
Tal como prevíamos (porque já tínhamos tido azar com um primeiro filho mau para comer e porque só um dos progenitores havia tido esta característica - conclusões não científicas a que, vai-se lá saber, todos os pais se devem agarrar), com o Vasco não foi assim... Ou melhor, a avaliar por duas semanas, completadas hoje, de uma refeição de papa por dia, prevemos que o Vasco não será assim.
O rapaz choramingava furiosamente e assim que sentiu o sabor na boca parou... e mastigou... e gostou... claro que o prato não foi todo aviado, mas fui capaz de jurar que houve colheres cujo conteúdo foi todo comido, engolido de um trago...
Hoje, duas semanas volvidas desta experiência e já na altura de começar outra refeição de sopa, já come a pratada toda que se oferece... com muitos sorrisos de entusiasmo, pontapés de animação, abraços à colher sempre que consegue chegar-lhe... e bocas abertas para a papa que se aproxima... Em resumo: temos companheiro para as comezainas!!!!
Rita
E em relação à falta de autorização, diga-se que com um segundo filho as coisas são diferentes... Esta mãe despreocupada (ou negligente?!) não conseguiu marcar a tempo a consulta dos 04 meses, antes da pediatra ir de férias e, desenrascadamente, foi buscar as indicações da mesma médica para a primeira filha e... voilá...!

quinta-feira, agosto 13, 2009

Actualizações do filho caçula

* No dia 29 de Julho pareceu-me ver o Vasco a olhar seriamente pela primeira vez para a Fera. Foi um reparo rápido mas já constatei entretanto que não foi só uma sensação minha. Há menos dias, sentado no meu colo, ambos no sofá, não só olhava para ela, ali deitada pertinho, como lhe sorria... adoro ver esta evolução...
* Na semana seguinte, a primeira de Agosto, logo nos primeiros dias, o puto - pasmem-se como eu me pasmei - aprendeu a tossir... É lógico que ainda nem era um tossir por graça e sim mais uma forma de comunicação connosco, mas o safado ficava engraçadíssimo a esforçar-se para chegar ao som... e a verdade é que conseguiu, deixando-me totalmente surpreendida por verificar que um bebé tão pequeno poderia fazê-lo... Dias depois pareceu esquecer-se da técnica e agora tenta mas não chega lá... em todo o caso, os momentos foram devidamente registados para a posteridade e servirão de testemunho...
* Também na primeira semana deste mês, mas já mais para os últimos dias, o Vasco descobriu... os pés...! Já os empoleira em cima do peito ou da cabeça e começa lentamente a saboreá-los...
* No dia 08 ou 09 de Agosto, o rapaz virou-se para baixo pela primeira vez... e também não o fez mais até agora... pronto, é só para não esquecer...
* E, a mudança maior e da qual falarei amanhã (isto é ou não é um tipo "cenas do próximo episódio" como as novelas tinham antigamente?!), no dia 31 de Julho e antes de autorização médica, o meu Vasco começou a comer...!!!! E mais não digo...
Rita

quarta-feira, agosto 12, 2009

Desculpas e justificações

Para quem, apesar das nossas ausências, ainda se possa manter fiel a este blog e vir cá assiduamente à procura de notícias, fique a saber que houve razões lógicas e concretas para este afastamento de duas semanas.
Imediatamente após o último post, fiquei com um torcicolo terrível, que melhorou com o tempo e depois piorou e tornou a melhorar e a repiorar de tal forma que tiveram de vir cá a casa as mãos e as agulhas mágicas de um amigo... e em conjunto, elas sim, fizeram maravilhas...
Por sua vez, na última semana, aproveitando o último período de férias da Alice com os avós (foi o terceiro seguido deste Verão, este ano tem sido uma sortuda!... agora é nossa, toda nossa e só nossa até ao finzinho das nossas licenças e férias...), partimos para um dos meus gigantescos projectos desta licença de maternidade: pintar parede e móveis do quarto da Alice e do Vasco. A Tia Cristina fez trocas e baldrocas no emprego, acampou uns dias cá em casa e, juntamente com as arrumações do pai, foi trabalho quase de Sol a Sol.
Está portanto justificada a ausência das duas autoras deste canto. Uma tem torcicolos e paredes para pintar; a outra tem trabalho, tese de mestrado e alinha nas pinturas...
Mil perdões, minhas gentes... a novela segue nos próximos dias, basicamente porque tenho de ir ali dar de mamar que o puto chora que se desunha...
Rita

terça-feira, julho 28, 2009

Desabafo

Acabei há pouco de ver um episódio do "C.S.I. Nova Iorque", onde uma exímia funcionária que tinha parido uma criança há pouco tempo (na verdade, foi só no episódio passado, tanto quanto me recordo, mas a semana decorrida é apenas simbólica), estava toda contente a ajudar no laboratório, no caso a resolver, enquanto o chefe sorria placidamente e lhe dizia que ela devia estar em casa.
Gostava de saber onde os argumentistas arranjam estas mães, em pulgas por voltar a trabalhar ainda durante a licença de maternidade... e principalmente estes chefes, tão simpáticos e complacentes...
Rita

segunda-feira, julho 27, 2009

Saudades

Desta vez foram os avós paternos que sugeriram levá-la uns dias com eles, de férias. Ainda trabalham e as oportunidades são muito menos. Ela foi, só há umas horas, toda contente. Tão contente que quase se esquecia de se despedir de mim, embora depois me garantisse que depois ligavam «muitas, muitas, muitas vezes».
A minha filha vai por vezes de férias com os avós. Uns dias, uma semana, habitualmente não mais. Eu gosto que ela vá, faz-lhe bem. A ela, a nós, aos que a levam. O que verdadeiramente me custa é o momento da partida e o tempo a seguir. Depois, aos poucos, sabe bem a sua curta ausência e a recuperação das despreocupações de quando éramos os dois ou ela era pequenina. Portanto, sei que amanhã vou estar melhor. Mas agora... agora estou a ressacar de saudades da minha miúda...
Rita

quinta-feira, julho 23, 2009

Data e informação a não esquecer

Anteontem a Alice chegou a casa a conseguir dizer os "res" do meio das palavras. Ainda é difícil dizer "Margarida", "frigorífico", "obrigado" e outras que tais, mas a prima Sara, nestas férias, já será uma feliz contemplada com o nome correcto!
Rita

quarta-feira, julho 22, 2009

As minhas amigas são o máximo

E se de repente tocarem à porta a meio da manhã e um senhor nos entregar uma caixa toda elegante, branca e com um laço vermelho, e depois já dentro de casa abrirmos e descobrirmos três rosas também vermelhas, lindas de morrer, e um envelope com...


... isso é...
Ter as melhores amigas do mundo...!
Obrigada, V. e M..

Rita

terça-feira, julho 21, 2009

O Jardim Zoológico


Nestas férias - e por férias entende-se a interrupção lectiva da Alice, que não significa que a escola esteja fechada mas sim que deixa de existir o trabalho e as actividades de sala habituais - fomos ao Jardim Zoológico de Lisboa. Aproveitámos e levámos também uma amiguinha... e os avós maternos que não queriam deixar de acompanhar esta primeira incursão da neta àquele mundo... e já agora a tia, que até conseguiu entrar um pouco mais tarde.
Para quem, como eu, que não ia lá há tantos anos (e da última vez já havia o teleférico e os golfinhos), o ZOO foi uma agradável surpresa. O elefante já não toca o sino em troca de uma moeda, os gorilas já não estão em salas de cinco metros quadrados com parede de vidro, os macacos já não nos ligam o suficiente para nos atirarem com as suas fezes, o tigre já não vai e volta ao longo das grades de uma jaula pequena demais para ele.
O Jardim tem agora novos espaços, maiores, bem elaborados e que podem até dar a ilusão de liberdade. Os primatas aparentam conviver entre si, a céu aberto, sem jaulas, num território de alguma dimensão e com estruturas bonitas em madeira e cordas para brincarem. Os tigres (são vários, agora), têm uma "casa" grande só para eles, mas que nós podemos atravessar e espreitar bem de perto.
As condições não são, obviamente, perfeitas, mas incontestavelmente superiores ao que eram e tentando ir de encontro a um conceito de maior respeito para com os animais que só ali temos hipóteses de ver e mostrar.
Fica a ideia de um dia bem passado (a Alice adorou!) e o conselho (que aproveita uma crítica) de procurarem na net primeiro se podem usufruir de algum desconto, uma vez que o preço é caro e não existe nenhuma informação na bilheteira sobre os vários protocolos e deduções (ex.: o Cartão Lisboa Viva, Cartão Fnac, Clubes "Olá", "Rik&Rok", etc.). Convem por isso levar a informação e um planeamento prévio do dia.

Rita

segunda-feira, julho 20, 2009

Tantas vezes em que não tenho tempo, ou vontade, ou capacidade física...
Nem acredito que hoje não tenho nada para dizer...
Boa semana.
Rita

sexta-feira, julho 17, 2009

Novamente a três, mas ao contrário

A Alice está fora por uns dias, no Alentejo com os avós.
E nós ficamos a três, mas desta vez ao contrário, para dar a fingida oportunidade ao Vasco de, por pouco tempo, ser também filho único.
Mais uma vez constato como é bom descansarmos uns dos outros, por vezes. E como é bom sermos quatro, mas também os três que éramos, os dois que já fomos, estes novos três que podemos ser de vez em quando. E misturar e reciclar e trocar voltas e reviravoltas... como numa dança...
Rita

quarta-feira, julho 15, 2009

Pintalgada como uma estrela de cinema

Era uma vez duas irmãs que combinam uma tarde de compras juntas, e uma delas sugere à outra, a que leva um pirralho de três meses e meio e detesta perfumarias por causa do cheiro intenso, que entrem num desses antros só para ver uma coisa, e começam as duas, que não percebem rigorosamente nada de maquilhagem, a questionar-se sobre se determinada base é mais da cor do pescoço do que outra, e aparece a lojista e elas põem uma dúvida e a dita leva-as a uma maquilhadora e então esta última, de pele branca linda e olhos pintados magnificamente com muito azul, agarra na irmã que foi mãe há pouco tempo e começa a experimentar-lhe uma série de produtos e as duas irmãs entram num mundo de bases e pós solares e ilumidadores de olhos e "disfarçadores" de olheiras e blushes e sombras e máscaras (porque rímel é uma marca e não o nome do produto) e glosses, para depois olharem a desta-feita-maquilhada-irmã e descobrirem que ela está mesmo giraça e parece uma estrela de cinema e não fica mais velha e sim sofisticada, e tudo isto para depois a irmã que foi mãe e agora está toda maquilhada e verdadeiramente gira dizer à menina de pele branca linda para lhe escrever num papel os nomes e referências dos produtos todos e descobrir que se quisesse manter aquele aspecto todos os dias teria de gastar quase 200 euros. Mas pronto, pelo menos chegou a casa a parecer uma estrela...

Rita
(para não nos esquecermos daqueles momentos, minha querida irmã)

segunda-feira, julho 13, 2009

Comparações


Têm os pés iguais.
E, de acordo com as minhas notas, dobraram os dois o riso aos três meses e meio. Os dois com brincadeiras da tia.

Rita

terça-feira, julho 07, 2009

A tarde de hoje

Agarrámos em nós, na avó e nos sacos de papel com os restos de pão duro que cá haviam, e rumámos até à Gulbenkian para acabar de convalescer a Alice e a indisposição que lhe deu uma febrita e uns vómitos nos dias anteriores.
A Gulbenkian traz-me boas recordações e é um local onde me sinto bem. Ela também gosta. Os patos e pássaros que por lá andam têm uma desfaçatez tal que só saltam uns ligeiros metros quando os miúdos os tentam fazer voar. Chegam a comer da nossa mão estendida. Ela partilhou o pão que levava com três irmãs e imitou-as nas suas brincadeiras. Conversámos ainda sobre quem tinha sido o Calouste Gulbenkian, experimentámos os toldos e almofadas que por lá andavam e tentámos as duas cafetarias, que, para quem queria saber com antecedência e poupar a travessia de todo o jardim, fecham precisamente à mesma hora, às 17H30.
O Vasco também gostou dos degraus, que lhe permitiram uma boa e tremida soneca.
Foram bons momentos, embora que curtos.
A raivinha ficou para o parque de estacionamento Berna que tem um elevador que não leva as pessoas até à superfície. Claro. Porque os cidadãos com deficiência ou necessidade especial de locomoção deste país, bem como os pais com carrinhos de bebé, só precisam de viajar por entre os vários andares do parque, não precisam de subir ou descer os três lances de degraus até à rua...
Rita

segunda-feira, julho 06, 2009

Brincadeiras

Receita para momentos de divertimento:
Juntar uma menina com quase quatro anos (mas pode ser menos, cá em casa já se fez antes e resultou), dois gatos (idem aspas aspas o parêntesis anterior) e um novelo de lã com um saco de plástico atado na ponta. Mexer tudo, temperar com uma boa dose de energia e servir.
Rita

domingo, julho 05, 2009

As duas

As duas primas, este fim-de-semana, no Festival do Panda... muitas brincadeiras, partilhas e dançaria... a minha, tenho-a cá em casa todos os dias... mas quando vejo a minha sobrinha, penso sempre no quanto já cresceu... e entretanto já há mais dois... como serão os momentos familiares daqui a uns tempos...?!
Rita

quinta-feira, julho 02, 2009

terça-feira, junho 30, 2009

Três meses de Vasco

Pesa 4890Kg.
Mede 58,5 cm.
É mais pesado e mais curto do que a irmã com a mesma idade; de forma pouco fidedigna, diria que tem o pé maior.
Tem-se alimentado quase exclusivamente com o leite da mamã e parece comilão. Apesar disso, o percentil de peso é baixo.
Gosta de estar acordado, de companhia, de colo e, preferencialmente, que quem lhe pega não pare.
Adora uma boa conversa - até já se aventura nos primeiros sons de resposta - e se for todo nu ou só em fraldas tanto melhor. Umas festinhas nas pernas sobem a qualidade do diálogo.
É muito expressivo. Tem várias caras para o aborrecimento, a indiferença e a satisfação, mas é de facto simpático e prefere o último estado de alma quando se metem com ele.
...
É lindo de morrer e faz sucesso para todo o lado onde vai.
Gosta muito do pai e da mana mas é indiscutivelmente pela mãe que está terrivelmente apaixonado. Ela adora, e retribui.
Rita

segunda-feira, junho 29, 2009

Tenho...

... umas novas sandálias da Fly London, altíssimas, giríssimas e caríssimas...

Não fui a única a gostar, claro está...

Rita

terça-feira, junho 23, 2009

Das férias 4


Nesta altura do ano, o Alentejo está carregadinho de cegonhas. Adoro cegonhas. Namoro-lhes os ninhos e fico apaixonada quando as vejo nos campos, no alto da sua elegância...
Num das idas ou voltas da praia, explico como as cegonhas me dão uma sensação inexplicável de esperança. A Cristina teoriza sobre o facto disso poder estar relacionado com o antigo costume de se dizer aos miúdos que eram as cegonhas que traziam os bebés e de como esse tipo de histórias pode ficar agarrado a nós, mesmo que não nos lembremos de tal nos ser contado ou sequer de alguma vez o termos acreditado...
Ocorre-me mais tarde que não seria essa a razão e sim o facto de estarmos diante de uma ave migratória, que nos habituamos a ter por perto na altura do calor e da praia e do Sol... e das férias...
Talvez não seja nada disso. Talvez eu tenha simplesmente um fascínio ou carinho especial por cegonhas, tanto quanto o gosto pelos pardais e melros do meu páteo, pelos voos das aves de rapina que por vezes se vê das estradas, pelas andorinhas ou mesmo pelos demasiados pombos das zonas turísticas de Lisboa, imortalizados nas memórias de todos os meninos que lhes deram migalhas de pão em tempos... Ou tavez eu goste mesmo de as rever; algumas, já nossas conhecidas, em pousos nossos conhecidos, mas com direito a família aumentada (como a nossa), com os novos membros a deixarem-se ver e até fotografar cá de baixo...
Rita

domingo, junho 21, 2009

Das férias 3



O Vasco foi pela primeira vez à praia no dia em que fez dois meses, por causa da festa de anos de uma amiga (nossa, não dele). Foi só uma hora e deu para perceber duas coisas: a primeira, que não demorávamos o dobro do tempo a preparar os dois filhos para sair, conseguíamos até fazê-lo de forma bastante rápida; a segunda, que a praia apresentava ligeiros stresses para além do calor e do Sol, como a areia e todas as pessoas que podem circular à volta de um bebé tão pequeno.
Pouco tempo a seguir, uma semaninha de férias, com direito a praia de manhã e à tarde, por curtos períodos de tempo, deu direito a novas constatações, a saber:
- o famoso meio igloo que tínhamos comprado no ano passado afinal dá muito jeito quando se tem filhotes mais pequeninos, serve para resguardar o seu espaço muito melhor, para não deixar entrar com tanta facilidade o vento, a areia e proteger melhor do Sol - aconselha-se vivamente;
- os sapatinhos de bebé têm vantagens nesta fase, quando os pés ficam frios sem meias e estas caem com facilidade;
- quando se amamenta e, simultaneamente, se vai à praia por pouco tempo, quase não se consegue fazer outra coisa que não seja estar na toalha a dar de mamar... talvez por causa disso, ou "só" por causa do grau de múta dependência ainda forte, mesmo quando conseguia dar uma voltinha ou ir um bocadinho à água, tudo parecia estranho e sentia-me a olhar sempre para o sítio onde ele estava - o resultado eram os comentários jocosos do pai «não se nota nada que foste à praia...», «já está na altura de ir embora e não chegaste a tirar a roupa...»;
- levar uma tia dá sempre jeito, não só para carregar o sobrinho até à praia e na volta para o carro, não só para ficar com o sobrinho um bocadinho enquanto a mãe experimenta a água ou está um bocadinho com o pai ou a filha, mas essencialmente pela companhia - ou seja, levar a irmã dá sempre jeito para matar todas as saudades e mais algumas de quando éramos só as duas...
O que mais dizer sobre as férias relativamente ao puto pequeno?! Que tomou duche todos os dias, porque na casa do Alentejo não há banheira e porque nos esquecemos de comprar um alguidar no primeiro dia e decidimos experimentar... e resultou... os bebés gostam de duche ao colinho dos pais e não se incomodam nada com os ditos. Que teve a sorte de adormecer muitas vezes no tremidinho, primeiro porque o caminho de ida e volta para a praia era feito de carro, depois porque acordava no restaurante e precisava da ajuda de um colinho ou de um pé a abanar o "ovo" para dormir... imagine-se as exigências criadas fora destas circunstâncias...
Rita
* este post custou a pôr porque a fotografia não saía como eu queria...

sexta-feira, junho 19, 2009

Das férias 2

Dela, nas nossas mini-férias:
A usufruir do colinho da tia para uma soneca pós-praia e ante-almoço.
***
«- O puto já está a acordar...»

***

«- Filha, porque é que hoje já não tens medo das ondas e da água, como ontem?
- Porque eu hoje já sou crescida...»
***

«- Era uma vez um dinossauro que caía e mergulhava, caía e mergulhava, caía e mergulhava, caía...
- Mergulhava onde?
- Hã?!
- Mergulhava onde? Na banheira, no rio, na piscina, no lago, no mar...
- No rio. Caía e mergulhava. Depois encontrou um tubarão e o tubarão comeu-o.
- E depois?
- Depois o dinossauro morreu.
- E o tubarão?
- O tubarão rebentou.»
Rita

quinta-feira, junho 18, 2009

quarta-feira, junho 17, 2009

...

Mas também há coisas que me fazem feliz. Como:
  • ir à escola da Alice e ser identificada como "a famosa tia Cristina";
  • ter o Pilas à minha espera quando chego a casa. Ele aguarda-me sempre no tapete à entrada e eu faço-lhe festinhas na barriga durante prái um minuto;
  • estar de férias, mesmo que nuns dias em que estamos em casa. A semana passada estive no Alentejo e para a semana irei para o Algarve. Estes dias estou por aqui a curtir o tempo que sobra e a organizar o que está em pantanas...
  • ter ido de férias com os sobrinhos e ver como eles estão lindos de morrer. O Vasco já se ri muito e gosta de conversa. A Alice está uma menina faladora, que passa o dia aos saltos, a contar coisas, e a perguntar o porquê de tudo. Foi bom, e a primeira experiência do Vasco na praia correu muito bem...
Ana Cristina

segunda-feira, junho 08, 2009

...

Há coisas que me põem triste. Hoje são estas:
  • Quase dois terços da população do meu país não exerceram ontem o seu direito de votar. Não se lembram que ainda há 35 anos não o poderiam fazer mesmo que quisessem.
  • A extrema direita na Holanda conseguiu ser a segunda força política mais votada nestas eleições. Esses lembraram-se de ir às urnas.
  • Se fosse viva a avó Joana hoje fazia 95 anos,
  • Se o N não tivesse morrido faz hoje um ano, eu nem me lembraria do meu jovem vizinho do lado. Cerca de uma semana depois fiz este post, lembrando o momento em que sozinha tentei recuperá-lo.
Ana Cristina

segunda-feira, junho 01, 2009

Para ti

Nos últimos tempos tens estado pouco. Sei que te ultrapassa e que preferias estar por aqui, connosco. Ainda por cima, quando estás, é tudo confuso, andamos a correr de um lado para o outro, quase não paramos.
Pensava que estes momentos iam passar a ser muito mais difíceis, com eles os dois. Estranhamente, as coisas saem de uma forma natural e arranjam-se entre si. Só o tempo passa a correr e a parte que me cabe a mim é muito mais reduzida. Esqueço-me também de algumas coisas respeitantes à dinâmica familiar, mas todos os males fossem esse.
O pior mesmo é não estares e eu ficar assim... perdida... não no meio de tudo o que há para fazer, mas mais do que tudo, em mim...
Não ligues, estou a sentir-me só.
Rita

quinta-feira, maio 28, 2009

A visita do Vasco à escola

Na semana passada, após prévia combinação com a Educadora da Alice, levei o Vasco para conhecer a sala e os amiguinhos da irmã.
Sentámo-nos todos no chão, eles em meia-lua diante de mim, do rapaz pequeno dentro do "ovo" e da Alice. E conversámos.
Começámos pelas apresentações e em seguida dispus-me a responder às questões que eles pudessem ter, sobre bebés e sobre o meu bebé em particular.
A sala da Alice tem crianças dos 03 aos 06 anos de idade e as perguntas foram completamente díspares. Houve quem levantasse o dedo para me contar algo ocorrido no dia anterior e quem fizesse analogias com os cachorrinhos bebés que a cadela do vizinho tinha tido. Mas também houve dúvidas verdadeiramente interessantes: com quanto tempo tinha o Vasco nascido, que peso tinha na altura, o que comia agora (o que levou a uma série de perguntas de alimentos em lista), por onde tinha saído, se mamar fazia doer e - de todas a que me deixou mais surpreendida - porque é que o ar que os bebés não arrotam lhes faz mal, se nós respiramos ar... etc, etc, etc...
Para além da conversa, ainda dei de mamar, mudei a fralda e consegui pousar o Vasco no colo de cada um. A não esquecer também o momento importante em que a Alice exibiu a meia do mano aos amiguinhos individualmente e a análise que cada um quis fazer da sua pequenez e até do cheiro.
De tudo, só não estava preparada para a reacção da primogénita. Muito agarrada a mim e ao mano, por pouco queria ir embora logo a seguir ao início da conversa. Valeu a atitude da Educadora, que percebeu a minha atrapalhação e surpresa e fez os possíveis para a acarinhar quando eu não podia. No fim, explicou-me que é habitual ser difícil para os meninos a partilha dos pais... e se se juntar ainda um irmão em simultâneo...
Mesmo apesar disso, gostámos. Muito. Era capaz de jurar que até o Vasco achou piada a tantos mimos e lambuzadelas, embora o cansaço que aparentava ao chegar a casa ajudasse a disfarçá-lo.
Rita

terça-feira, maio 26, 2009

Obrigado

Que me perdoem todas as pessoas que têm oferecido coisas lindas ao Vasco, mas a manta de retalhos saída das mãos e mente da D. propositadamente para ele foi a coisa mais maravilhosa que alguém poderia ter dado... já andava para a colocar aqui há uns tempos...
Obrigada, D.. Nem sei se tens noção, mas foi mesmo um pedacinho de céu...
Rita