quinta-feira, maio 14, 2009

Arrumações 1

Se com a chegada de uma nova estação, há roupa que precisa de ser experimentada e arrumada, com a chegada de um bebé, mais ainda...
Se o dito bebé for de um género diferente de um primeiro filho, agrava-se a questão...
Se a casa não é grande, pior ainda...

Com esta conversa, é fácil perceber que nos últimos tempos tenho andado dedicada à roupa dos miúdos. Separar a que é visivelmente de menina e a que pertence ao grupo unissexo. Dentro de cada categoria, dividir por classes etárias. Ver o que já não serve. Confirmar o que ainda não serve. Aumentar o espaço que era de um para que dê para dois. Inventar.

Solução arranjada: prateleira quase no tecto (que cá em casa é particularmente alto) e uma fileira de caixas do Ikea.

Rita

quarta-feira, maio 13, 2009

Como prometido




Aqui estão, algumas das fotos de ontem. Podem ser vistas mais algumas no flickr...
Ana Cristina

Pois eu...

Tive um dia muito preenchido. Estive em luta por melhores condições para o exercício da profissão que me orgulho de ter. Hoje (a bem dizer ontem porque neste momento já passam 9 minutos da meia-noite) no dia da enfermeiro, fiz greve e estive ao mesmo tempo a trabalhar durante a manhã. À tarde juntei-me aos mais de cinco mil colegas na manifestação e gostei do que vi.
Amanhã edito as fotos, tá? Agora vou descansar as pernas que bem precisam.
Ana Cristina

terça-feira, maio 12, 2009

Planos



Sim, vou ser uma mulher nova.
Sim, vou passar a pôr aquela máscara de limpeza todas as semanas. E aproveitar e limpar a pele com os outros produtos das embalagens azuis, o gel e a loção, vá-se-lá-saber-porque-razão-existem-tantas-tretas-específicas-para-pôr-na-cara.
Já agora, vou aproveitar e uso também aquele gel para a celulite que quase congela as pernas. E o outro, do ano passado, com aquelas rodinhas para matar a casca de laranja às pisadelas. Quando esses acabarem posso passar a usar antes a maquininha que a tritura.
E amanhã começo a ir ao ginásio.
Assim, quando for preciso tirar uma fotografia tipo passe para um documento verdadeiramente importante, ainda por cima com prazo de validade longo, não me vou parecer feia, velha, de olhos inchados, cheia de borbulhagem na cara... e, por acréscimo, gorda, mesmo que não se veja... E pronto, está bem, vou ao fotógrafo... talvez desperte em mim mais fotogenia do que a nossa máquina digital ou aquela caixinha para onde se entra e se fica a olhar para um espelho, à espera de uns disparos de luz, com cara de parva...
E, assim como assim, já que estou em maré de planificações futuras de beleza, resta-me prometer insistência, mesmo que algum produto fora de validade me provoque uma qualquer alergia manhosa...
Rita

sexta-feira, maio 08, 2009

Mas porque é que eu...

... que até estou de licença e tudo, não me mentalizo para fazer durante o dia os posts que tenho na cabeça, em vez de os deixar para a noite, precisamente para quando começo a ter sono e a deixar que me falte a vontade de fazer seja o que for que não passe por esperar pela hora da próxima refeição do meu filho, precisamente precedente da minha hora de dormir...?! Porquê?!

Rita

quarta-feira, maio 06, 2009

Já a tenho!


Comprei-a hoje. Já estava escolhida desde Março, mas entre o modelo antigo e o que foi lançado agora optámos pelo novo. Agora posso tirar fotografias outra vez. A verdade é que desde que a minha Olympus, no dia de Carnaval, desapareceu assim de repente e sem deixar rasto, eu estava muito carente de fotos...
Ana Cristina

segunda-feira, maio 04, 2009

Fototerapia caseira

Pouco tempo depois de virmos para casa, a Tia Cristina-enfermeira achou o sobrinho um pouco amarelito. Possível icterícia. Aconselhou então uma espécie de "fototerapia caseira": miúdo despido sob a luz directa do Sol que entra pela janela, durante cerca de meia hora, num quarto aquecido, com os olhos protegidos.
A foto foi tirada para recordar e para vos mostrar. O Vasco, num curto momento do seu quarto dia de vida.
Rita

domingo, maio 03, 2009

Um mês de Vasco


As opiniões são praticamente unânimes: o Vasco é parecido com a Alice quando ela tinha o mesmo tempo. Mas em rapaz, dizem alguns.
Assim com olhar mais especialista, que é como quem diz de mãe e pai, com aquele olho de quem olha muito e muito, mais ou menos a adorar o menino, acho que sim. É o mesmo estilo de bebé, franzino, de cabeça pequena... e lindo, obviamente. Tem os pés parecidos com os dela e com os do pai e uma manchinha na testa, exactamente com o mesmo formato que ela apresentou durante bastante tempo (um angioma plano, ensinou a tia; um Mickey Mouse, diz a Alice, para quem é o que a dita lhe parece).

Um mês de Vasco tem sido, para além de um mês de adoração, um mês de bastante tranquilidade. A V. diz que tem de aprender comigo a não ter ansiedades na gravidez para poder ter filhos como a Alice e o Vasco. Eu acho que deve ser por outro motivo qualquer, porque se houve coisa que tive nesta gravidez foi ansiedades.
Mas enfim, a verdade é que o puto pequeno tem sido fixe. Mama de quatro em quatro horas durante o dia e já faz um intervalo de seis à noite. Às vezes já gosta de social, de ficar acordado a olhar para nós e para o mundo.
Também chora, mais do que a irmã (tendo em conta que esta quase nunca o fazia, não é difícil ser recordista). Tanto quanto temos vindo a perceber, precisa de rotinas certas; nada de adormecer ao colo ou com embalo, que pelos vistos dá origem a birrinhas nos intervalos seguintes... Às vezes é um malandro, porta-se como um anjinho quando temos visitas, deixa todos espantados com a sua quietude. Depois as pessoas vão-se embora e ele faz terríveis choradeiras.

Basicamente, um mês de Vasco tem sido um mês de um paraíso com menos de quatro quilos, bom de ter ao colinho e de fazer festinhas e de dar beijinhos e de cheirar e de observar para não perder nenhum pormenor daqueles que sabemos impossíveis de guardar com exactidão para sempre...
Rita

quinta-feira, abril 30, 2009

Eu disse que voltava no fim do mês.

E cá estou eu. Muito mais aliviada porque a cadeira de estatística já está feita (e foi a última) e eu já consigo perceber alguma coisa do programa informático que vou usar para o tratamento estatístico dos meus dados. Claro que para a conclusão da tese ainda falta uma boa parte do caminho, mas por enquanto tenho algum tempo para dedicar às Oficinas e a este espaço. E a lista de trabalhos das Oficinas é longa.
Tenho de aproveitar este tempinho e recarregar as minhas energias a fazer coisas que gosto.
Ana Cristina

quarta-feira, abril 29, 2009

Há precisamente um mês...

... eu ainda estava assim, enoooorme:

E, pelos meus cáculos e pela hora registada na fotografia (19H04), tinha chegado a casa depois de, pela ordem cronologicamente invertida:
- cortar o cabelo (novo visual para o filhote);
- desatar a chorar no meio da rua porque o cabeleireiro a que era para ir (depois encontrei outro) disse que eu tinha de esperar uma hora e eu não queria demorar mais tempo a chegar a casa para estar com a minha filha no seu último dia de "única";
- ainda passar umas horas a imprimir as últimas coisas do serviço, no serviço (e era domingo!);
- trabalhar em casa desde as 05H00 (e não 17H00!!) para acabar os últimos trabalhos;
- desatar a chorar em casa porque ainda estava a trabalhar e queria era estar a brincar com a minha filha no último dia em que ainda só lhe estava entregue a ela...
Depois desta foto, o digno de registo foram as imensas mimalhices à Alice e o "petit gateau" que o João preparou para mim, no último dia a prever-se de meses de seca de chocolate...
Rita

terça-feira, abril 21, 2009

Olá!

Não tenho aparecido mas estou aqui, do outro lado do monitor e, de longe em longe, venho espreitar o que há de novo nos blogs preferidos. Tenho-me dedicado a outra área, o estudo. Este retiro durará até ao final do mês e para depois já tenho uma lista de actividades a desenvolver pelas Oficinas. Até lá só vou espreitando…
Ana Cristina

sábado, abril 18, 2009

E eis que...

... dezanove dias depois do parto, decido experimentar pela primeira vez a minha roupa (calças de ganga favoritas, lavadas e passadas a ferro!; túnica em tricot justinha) e... já serve!!!!!!!!!!!!!!!!!
IUPIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Rita

terça-feira, abril 14, 2009

Mãe ao quadrado

O meu filho é lindo. Eu sou suspeita, é claro. Aliás, para mim os meus filhos foram lindos desde o primeiro relance, meios amolgados, de olhos inchados, arranhados, marcados, cobertos de porcaria natural e mútua... da Alice chorei e ouvi-me mesmo dizer em voz alta que era linda... do Vasco os olhos encheram-se-me de lágrimas que não correram soltas e olhei muito para não me esquecer de nada... O pai disse uma vez que era tolice, como era possível a Alice ser bonita se tinha a cabeça alongada tipo meloa e se vinha toda amassada. As palavras dele foram incompreensíveis.
Sou mãe de dois filhos há duas semanas e sei que nada voltará a ser como era antes. Como soube da primeira vez.
Recordo que pairei nos primeiros tempos da primeira maternidade, sempre de lágrima no olho, a sentir as cores do mundo como novas e a pensar constantemente que não podia acreditar que aquilo era a minha vida e como se poderia ser tão feliz.
Agora ando de pés no chão, feliz e calma, cheia de projectos para os meses em casa. Curto muito o puto, nem sei se mais do que da outra vez, quando tudo era novo. Agora, a novidade é ele e sabe bem tê-lo junto a mim, cheirá-lo, tocar-lhe a pele, aproveitar-lhe a leveza...
O meu filho é lindo e tudo na minha vida neste momento é maravilhoso.
Rita

terça-feira, março 31, 2009

JÁ ESTOU CÁ FORA !!!

Nasci ontem, com 3040g de peso, e sou um rapaz muito lindo.
A minha mãe também é muito linda e manda beijinhos para toda a gente.

Vasco

sexta-feira, março 27, 2009

Em casa da tia

No domingo ela passou cá a tarde. Como sempre, assim que entrou foi directa à caixa dos seus brinquedos preferidos. Tirou quase todos os bonecos que lá estavam e lamentou a falta da Isabel, a boneca que ela pediu emprestada e ainda não devolveu. Saltou em cima da cama, cantou cantigas inventadas em frente ao espelho. E pediu para eu lhe montar a casinha, igual à que fizemos na última vez que cá esteve. Foi mais uma tarde de brincadeiras, daquelas que são feitas em casa da tia Cristina.
Não é necessário dizer que a tia Cristina adora, pois não?
Ana Cristina

terça-feira, março 24, 2009

Barrigas e manos



Acho que foi na passada sexta-feira, só no dia em que fiz as 38 semanas de gravidez, que a Alice sentiu pela primeira vez o mano na minha barriga.
A paciência dela para esperar e experimentar estar a olhar não é muita... a vontade dele se exibir também me parece pouca... Enfim, nesse dia eu descansava na poltrona e ela andava à minha volta, conversa para aqui, festas para acolá, colinhos e mimos. Quando repousou a cabeça na minha barriga, levantou-a logo a seguir, olhos muito abertos. Disse-lhe que era o mano a mexer lá dentro. Ela pousou novamente a cabeça e levantou-a outra vez. Fascinada. Queria saber porquê e expliquei-lhe que o bebé estava todo enrolado lá dentro e que, como estava cada vez maior, o espaço era pouco, tinha a necessidade de, de vez em quando, esticar um braço ou uma perna...

A relação dela com este mano e com a minha barriga tem sido engraçada. Na quinta-feira teve cá uma amiga da mesma idade e a certa altura esta perguntou se podia tocar no meu bebé. Respondi-lhe que sim, mas a Alice não achou bem. Não queria, o mano era dela, a barriga também.
Tento explicar-lhe. Que o mano não é assim uma propriedade nossa. Que quando nascer vai ser do mundo. Que o mundo vai querer pegar-lhe e fazer-lhe festas e ajudar a tratar dele. Que nós temos de deixar. Que nós também não a podemos prender em casa, que ela também é do mundo e que o mundo também é dela. Ela parece perceber melhor essa comparação. Depois, quando ficar a pensar, segredo-lhe que não se preocupe, apesar de tudo ele vai ser sempre um bocadinho mais nosso do que do mundo...

Hoje, quando a fomos buscar, levantou-me a camisola e fez-me festas na barriga. («Nasce, mano!») Depois, deixou os colegas todos tocarem e eles, de olhos e sorrisos muito fascinados, fizeram quase uma fila. Se eu acreditasse, ficava na dúvida se era eu que abençoava ou que era abençoada.
Este grande mistério que é a vida.

Rita

segunda-feira, março 23, 2009

Uma nova companhia

Desde o início do ano ando com ela no carro. Uma boneca com ar muito doido, feita pelos primvsviana. Os primvs são mesmo nossos primos e são três, sendo que a mãe e a filha já partilham a autoria de algumas peças, e outras são elaboradas pelas quatro mãos do casal, mas a grande maioria é mesmo da Lili. As peças são muito interessantes, a maioria em arame e em tecido. Algumas fotos podem vê-las aqui no flickr dela.

Ana Cristina

quinta-feira, março 19, 2009

Olá, cá estou eu...

Gosto deste canto que é nosso.
E nos últimos tempos não tenho sido assídua como gostaria, não porque não tenha assunto para partilhar, não porque o rapazola já tenha nascido e nos ocupe o tempo todo, mas porque são muitos os dias em que trago trabalho para casa para acabar e não deixar para ninguém e porque são muitas as noites em que adormeço imediatamente a seguir ao jantar, no sofá, às vezes para cima do próprio computador...
Há também a questão da máquina fotográfica, cujas fotografias eu não consigo diminuir a qualidade para que possam caber aqui. A máquina "velha" foi a emprestar à Cristina - que pelos vistos também não a tem usado - e esta deve ser demasiado boa, eheheh...
Entretanto, fica o desejo que estejam todos bem. Os que nos visitam e não comentam, os que nos visitam e comentam e nos deixam com a sensação que são velhos conhecidos, os que habitualmente visito e comento mas sem andar a fazê-lo nos últimos tempos, os meros passantes ocasionais.
A ver se volto mais assiduamente para deixar registo dos últimos dias desta minha gravidez (que amanhã perfaz 38 semanas).
Rita

quarta-feira, março 18, 2009

A tese voltou novamente aos meus dias.

Nesta fase tem sido toda a revisão, e quem sabe reestruturação, do que está escrito com direito a mais umas pesquisas pelo meio para ir melhorando o enquadramento teórico.
Mas os dados têm de começar a ser tratados dando aos números uma enorme importância e vejo-me assustada com uma teoria que não conheço e com um programa informático que é um mistério (ainda nem sequer percebi como se constrói a tabela de dados). A estatística parece-me uma linguagem quase incompreensível, tipo uma língua estrangeira como, sei lá… o criolo, onde consigo identificar umas palavras, e até uma ideia mas não faço ideia de como se usam. E eu, que nunca fui muito de me assustar com conceitos matemáticos estou a “empanicar” .
Ana Cristina

sexta-feira, março 13, 2009

A prova? Faço-a já aqui em baixo...

Fotos tiradas pela Inês e gentilmente oferecida para publicar aqui.
Que estive lá. De manhã em frente ao Ministério da Saúde, de tarde a descer a Av. da Liberdade. Manifestei-me por todos os trabalhadores que estão em situação precária, a perder os seus direitos, a ver diminuir o seu poder de compra, ou que se sentem injustiçados (como nós, enfermeiros), por todos. Até pelos que infelizmente ficaram em casa.
Outras fotos aqui, aqui e aqui, todas tiradas pela Inês.
Ana Cristina

quinta-feira, março 12, 2009

Esta tarde foi de trabalho...

... mas ao sol, na esplanada. Estive com uma amiga a preparar um trabalho, o que com bom tempo é sempre muito melhor.
Amanhã vou para a minha jornada de luta. Concentração em frente ao Ministério da Saúde, na luta por um justo estatuto do enfermeiro, que corresponda tanto às responsabilidades exigidas como às habilitações literárias necessárias para o exercício profissional.
Estas duas folgas, correspondem ao meu fim-de-semana. Por isso, um bom domingo para todas as nossas visitas.
Ana Cristina

quarta-feira, março 11, 2009

O que fazer...?

Agora está toda contente, a saltitar de um lado para o outro da casa, mas há umas horas, chorava no carro, vinda da escola. Era por causa de tudo. A boneca, que vinha sem uma perna, a amiga R, para casa de quem queria ir, os desenhos animados na televisão, que dissemos que não iria ver porque já tinha visto muitos nos outros dias. No meio de tudo aquilo, uma queixa: o Cristiano, que lhe tinha apertado o pescoço e a garganta, e que a tinha mandado para o chão porque queria jogar à bola no sítio onde ela estava.
A expressão dela era tão inconsolável e o cenário que imaginei tão violento, que quase fiquei com vontade de chorar também. Não gosto quando chega a casa a dizer que este menino ou aquele lhe bateu ou a empurrou ou se zangou com ela. Mas habitualmente sei quem são, imagino o quadro e explico-lhe que tem de se entender com os amigos sem bater. Que devem conversar, que ela deve fazê-los entender que não gostou do acto e que não é assim que as pessoas se entendem.
Hoje não consegui. Apertar o pescoço e atirar alguém para o chão não é atitude que se perdoe ou que se resolva da mesma forma pacífica que aconselhamos sempre. Desta vez dissemos-lhe que tinha de se defender e que, se fosse preciso, numa ocasião como essas, tinha de se defender batendo. É triste, mas não conseguimos pensar em outra forma. O que fazer em alternativa...?
Rita

domingo, março 08, 2009

Reis diferentes...

A Alice no outro dia, a passar a ponte com os avós, sobre o Cristo Rei:
- Que Rei é este que não tem coroa...?!
Rita

quinta-feira, março 05, 2009

Cuidar o bebé...

No ano passado elaborámos uma proposta de formação e concorremos com ela a um apoio por parte desta instituição, que além de outras funções também se dedica à formação pública no âmbito da saúde e que, em conjunto com estes parceiros dão credito a estes pequenos projectos de educação para a saúde. Adorámos a experiência que correu muito bem e este ano vamos voltar a abraçar esta iniciativa.
No próximo dia 21 de Março seremos novamente formadoras do "Curso Cuidar o Bebé no 1º Ano de Vida", que se destina a todas as pessoas que cuidem de crianças nesta idade e que pretendam ter noções teóricas básicas das suas diferentes etapas de desenvolvimento, e que lhe permitam contribuir para um desenvolvimento saudável e harmonioso.
O programa pode ser consultado aqui, aqui e as inscrições são feitas através do mesmo site. E já agora, se puderem divulguem ...
Ana Cristina

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Medo...

Sei que pontapeias violentamente, chamo a Alice para ver, mas de repente ficas quieto.
Pensando que a minha colega Sara nunca viu nada como isto, fico imóvel à frente dela, o seu olhar fixo na minha barriga, mas tu tranquilizas-te justamente na altura em que me levanto da secretária para ir ter com ela.
Sinto-te a vaguear mas quando levanto as camisolas para observar, páras.
Puto, estou curiosa...
... isso é pura timidez, ou um grande espírito de contradição prontinho para me vir atazanar a vida...?!
Rita
E já agora, para cumprir essa etiqueta aí em baixo, na outra gravidez não foi nada assim... a Alice morria de vontade de comunicar com o exterior e reagia sempre que a provocávamos...

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Mana mais velha

No outro dia ela deve ter-nos ouvido dizer qualquer coisa sobre o quarto do bebé. Colocou de imediato as mãos nas axilas e pediu satisfações:
- Oh mãe, e onde é que vai ser o quarto do mano?!
Sorri e perguntei-lhe:
- Não sei, onde é que achas que deve ser...?
Agarrou-me pela mão e disse-me para a acompanhar. Levou-me à entrada do quarto dela, fez um gesto vago com a mão a apontar e disse:
- Olha, não pode ser este...?!
Rita

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

...

Ontem juntámo-nos no parque para os filhotes (de quem os tem) brincarem e já agora para recordar que a terça-feira de Carnaval foi, durante uns anos, um dia de mascarada garantida, depois do passeio ao centro comercial no domingo à tarde e do baile de máscaras na segunda. Desta vez só a Alice e o João-pequeno é que entraram no espírito carnavalesco - eles, que por sinal, são os mais pequenos do grupo. Foi pena termos deixado passar mais um ano, mas pelos vistos a idade não perdoa.

Hoje, depois de procurar cá em casa, constatei que perdi a minha máquina fotográfica... Entre casa e o jardim, passando pelo carro, ela desapareceu. Maldita pdi...

Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Seis Anos

O sexto aniversário do Pilas também não teve direito a festejo, tal como no ano passado, porque entre turnos e os convívios de família não houve tempo para muito mais. Mas a sessão de festinhas e brincadeiras aconteceu tal como a de fotografia. As brincadeiras foram as habituais, uma bola de saco de plástico e muita correria. As fotos é que o deixam sempre pouco à vontade, mas de todas elas escolhi as que ilustram melhor o feitio mais ou menos tímido do modelo.
Outros posts sobre o mesmo tema, em anos anteriores: 2006, 2007, 2008
Ana Cristina

domingo, fevereiro 22, 2009

Ontem...

Ontem, das 11H00 às 19H00, trabalhei, mas de uma maneira diferente. E aprendi, mas de uma maneira diferente. E falei, e ouvi, e reconstruí. Sempre de uma maneira diferente.
Jogámos e sorrimos e subimos e descemos. Elevámos o tom de voz mas dissemos mais em surdina, em entrelinhas, com o olhar. Deixámos passar alguma coisa de nós e observámo-nos também nos outros, mas só ficámos a conhecer-nos e a reconhecer-nos o suficiente para querermos, decerto, voltar.
E, por tudo isso, agradeço interiormente. Como alguém disse: «foi uma benção.»
Rita

sábado, fevereiro 21, 2009

Projectos...

É já daqui a um bocadito que vou usufruir de uma das mais espectaculares prendas de Natal que recebi... e estou verdadeiramente aterrada...
Rita

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Estou grávida, tenho direito a pedir estas coisas, pronto!

Fotografia tirada sem flash, para o espelho do roupeiro da arrecadação não fazer reflexo, nas quase quase 34 semanas, e sim, é a minha tábua de passar a ferro ali à direita

Já não me lembro de com quanto tempo estava na gravidez da Alice quando me ocorreu que nunca tínhamos tido um bebé a nosso cargo. Foi mais para o fim, porque foi sempre correndo tudo tão bem, com tanta descontração, que nunca sofremos de ansiedades e stresses.
Na altura eu tinha muito presente as histórias de duas colegas que haviam sido sempre muito autónomas e aquando do nascimento do primeiro filho, tinham sofrido de inícios de depressões pós-parto. O conselho que retirava dali era a necessidade de pedir ajuda ou de, principalmente, não a recusar.
Foi assim que nasceu a convocação, mãe e irmã informadas de que contávamos com elas a acampar na nossa casa assim que a bebé nascesse, porque basicamente não percebíamos nadinha do assunto.
E depois veio a Alice, tão calma, tão boa onda, tão sem choros e lágrimas, tão adaptável a todas as rotinas impostas, que nem parecia nossa filha, nós que jurávamos que, pestes como tínhamos sido, alguma sina iriamos ter de pagar. E a meio da primeira semana lá rumou a minha mãe a dormir novamente na casa dela, aquilo lá era neta que se apresentasse, nem trabalho dava.

Pronto, tudo ok, mas isso foi nessa altura. Agora, as probabilidades de nos ocorrer o mesmo são ínfimas. Primeiro, porque já tivemos a nossa quota parte de sossego. Segundo, porque continuamos a ter sido umas grandes pestes em pequenos. Terceiro, porque não iriamos ser os pais com mais sorte do mundo, a passar pelo paraíso uma segunda vez.
E é por isso que se faz passar a nova convocação: mãe e irmã, ficam informadas que de certeza que não vamos perceber nada deste bebé, deste que decerto nos fará pagar a dobrar o sossego que tivemos com a primogénita. Quando a altura chegar, o sofá está pronto, que agora já não temos o colchãozito ranhoso da outra vez.

Rita

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Agradecimento

Nestes últimos tempos tenho mostrado algumas das criações Oficinas RANHA.
Mas não seria justo deixar de agradecer públicamente a quem contribuiu para a sua realização, mesmo quando isso implicou um esforço físico pouco compreendido.

Este post é dedicado ao Pilas, que apesar de não saber ler também costuma participar muito na realização de posts, muitas vezes cedendo o seu posto no colo da dona para o portátil...

Ana Cristina

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Alguém me explica...

... porque é que embalagens do mesmo tamanho, comercializadas pela mesma marca têm indicações de reciclagem diferentes?
Ana Cristina

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Uma mesinha diferente.

Quando comprei a minha casa, pela primeira vez, e acho que única, comprei umas revistas de decoração para poder tirar umas ideias do que fazer ao meu novo espaço. Numa dessas revistas havia uma mesa com rodinhas que serviu de inspiração ao padresito que reciclou uma porta de escrivaninha partida da mobília do nosso quarto e a transformou nesta mesa de apoio única.
Actualmente está no nosso quarto e nela estão os novos livros da casa e umas latinhas. A maior trouxe-a dos EUA cheia de chocolatinhos em forma de suspiro mas o que me encantou foi mesmo a lata. As outras duas comprei-as no final do ano passado.

Ana Cristina

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Um estojo e uma carteirinha

Todos os anos, costumamos reunir-nos e fazer um jantar comemorativo do trabalho em equipa. Este ano faltaram duas das nossas colegas (e amigas ) que, por motivos pessoais, nos deixaram para darem novos rumos às suas vidas em outras paragens. Por outro lado, juntaram-se novas colegas, ou porque são novas na profissão no serviço e na equipa, ou porque chegaram no ano passado ao pequeno grupo. A mim convidaram-me porque trabalhei com elas uns nove meses do ano, porque entretanto, também eu segui para outra equipa. Na verdade eramos em número maior do que o costume e em idades ainda mais variadas.
A troca de presentes era secreta, e calhou-me oferecer este estojo e carteirinha à Rita, feitos por mim.
O estojo foi adquirido em pano cru. A carteirinha foi, à semelhença destas (acho que já não é necessário dizer para clicar nesta palavra a blod, pois não?), elaborada com embalagem de tetrapack e forrada em pano cru. Ambas as peças foram pintadas à mão e, claro que são peças únicas.

Outra nota:

Um concurso aberto, para quem tem sonhos de realizador de filmes do You Tube, e quer receber um pacote romântico no dia dos namorados. Fazer um filme de amor no Atrium Saldanha com o tema "No Atrium o Amor Acontece".

Ver regulamento aqui.

Ana Cristina

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Hoje está SOL!!!

Depois de uma longa espera os primeiros raios de Sol apareceram. E apesar do sono, do adesivo nas costas para saber a que raio serei alérgica e das comichões o dia parece maravilhoso e o que me apetecia era ir passear para a praia…
Na foto está um gato-primo que também adora um solzinho a entrar pela janela e que pode ser visto noutras fotos aqui e aqui. É gémeo deste, igualmente lindo mas que ainda não teve direito a uma sessão fotográfica.

Ana Cristina

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Dela...

Apesar de todas as terríveis maldades que a bruxa da Branca de Neve foi capaz de fazer, o filme acaba e ela ao meu lado, diz: «E a bruxa?!... Coitada...» (sic).
Rita

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Depois de muito tempo...

Não sei o que nos fez perder o contacto mas também já foi há tempo tempo que isso deixou de importar. Certo é que cada uma seguiu o seu rumo, o tempo foi passando, as moradas alteraram-se e os telefones passaram a móveis.

Por coincidência encontrei a mãe dela na rua e, entre a conversa rápida, pedi o número de contacto. A mensagem só a enviei na semana passada, mas a resposta foi rápida.
Ontem, sem que nos víssemos, "falámos" durante umas duas horas. Contámos novidades e apercebemo-nos que estivemos mais de quatro anos à distância de uma rua.
Depois de tantos anos senti que o tempo passou, mas continuamos a ter uma pela outra o mesmo sentimento.
Foi bom. Agora falta o encontro pessoal.
Ana Cristina

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Que levante a mão o cidadão deste país "à beira mal plantado"...

... qualquer que seja a nacionalidade, cor, religião ou credo,
... sexo ou orientação sexual,
... profissão, ocupação ou actividade,
... fisionomia ou estilo,
... grau de educação,
... número de familiares depententes,
... quantidade de animais domésticos,
... doenças, paranóias ou manias,
QUE NÃO ESTÁ ABSOLUTAMENTE FARTO DESTA CHUVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Rita

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Criação Oficinas RANHA...

A tela da Sara foi o presente mais planeado que oferecemos nos últimos tempos. Foram necessários muito esboços e reuniões para acertar pormenores para que a pintura correspondesse ao que imaginámos ir de encontro a uma misteriosa cabeça de adolescente com onze anos, amante de uma personagem tão doce e amarga como a boneca de cabelos pretos, olhos grandes e sérios que é a Emily The Strange.
Queriamos que a tela tivesse ficado como o estudado mas isso não impediu que as últimas pinceladas não fossem dadas mesmo antes de partirmos para Viana. Por isso não tivemos tempo, como é nosso costume, para a expôr cá em casa e corrigir alguma coisa menos bem. Ficou com pelo menos um defeito mas a nossa prima gostou muito de receber uma nova obra, onde ela é uma personagem do seu próprio imaginário.


Neste momento, o quarto vermelho e preto da Sara tem uma nova tela, para substituir a antiga...
Ana Cristina

Segunda gravidez

Pelos vistos parece que é normal, mas isto da segunda gravidez é muito diferente e às vezes deixa uma sensação de culpa.
A minha cabeça é só preenchida por trabalho e por aquilo que ainda tenho para acabar antes de ir embora. Parece que não deixa tempo para mais nada...
  • Tirar para fora a roupa de bebé da Alice e ver o que dá para o rapaz e o que não dá. - não feito
  • Verificar o que falta. - não feito
  • Aproveitar os saldos para comprar o que lhe possa faltar. - não feito
  • Pensar na pintura que a primeira caminha de grades (já com 40 anos!) vai ter de levar, para ele. - não feito
  • Pensar onde vou guardar a roupa do puto e onde vou ter de colocar a roupa da Alice. - não feito
  • Pensar nas pinturas que quero fazer no quarto da Alice e que o possam transformar num quarto para os dois. - não feito
Coitado do meu rapaz caçula, tem tido direito a uma percentagem de pensamento materno tão baixa, comparativamente à primogénita...

Rita
*É verdade: na foto, pançola de 30 semanas.

domingo, fevereiro 01, 2009

Primas


A minha cunhada tem razão... coitado do puto quando chegar, no meio de tanta mulher... ou vai ser um sortudo, que irá com mais facilidade perceber as coisas deste nosso mundo feminino, ou vai ser um desgraçado... já o vejo, cheio da maquilhagem que elas lhe vão pôr, ou destinado a ser o bebé ou o príncipe das três...
Rita

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Retrato do dia...

Antes de entrar ao serviço levei o carro à oficina, para a revisão e inspecção anuais.
No trabalho tivemos a visita de uma equipa de reportagem (leia-se jornalista e fotógrafo) que, tendo atrasado as rotinas do trabalho, tiveram a paciência de me ouvir e gravar tudo o que eu disse (pelo menos o gravador não se queixou de eu falar demais) e que no fim ainda agendaram nova visita com conversa incluída para um dia em que eu (eu!!!) lá estivesse (podem imaginar o quanto eu falei…).
Saí mais cedo porque tinha que gastar as horas de tolerância do Ano Novo, mas mais tarde porque não consegui sair mais cedo.
Fui comprar uma prenda para o F e comprei montes de coisas para mim (tudo livros, ehehehe). Eu depois mostro…
Li um dos livros novos (não se admirem porque o livro é muito, mas muito fácil de ler) enquanto fazia tempo para ir buscar o carro à oficina.
O tempo estendeu-se e até deu tempo para uma troca de opiniões com o encarregado da oficina sobre a minha profissão, as opções que se fazem na vida, e a super-protecção dos jovens de hoje.
O carro passou, mas gastei quase um terço do ordenado.
Lembrei-me então de desafiar o meu F para um programa de jantar-com-quem-sabe-um-cineminha para fazermos alguma coisa de jeito neste dia em que é ele o guarda-nocturno e eu a mulher-a-dias.
Ele necessitava de meia hora para avaliar a viabilidade da proposta… depois de hora e meia desisti de andar às voltas no centro comercial e de me conter muito para não gastar o resto do ordenado. Voltei para casa e aproveitei a fila de trânsito para experimentar a máquina fotográfica do telemóvel (ao menos tirar fotografias já não gasta dinheiro).
Quando cheguei constatei com uma certa tristeza que o meu F se esquece de mim quando outras pessoas o solicitam… resolvi não gastar palavras que hoje já tinha falado muito… mas também não amuei.
As fotos do trânsito...
Ana Cristina

Hoje

Não sei se da comparação se da reflexão, hoje foi um dia bom.
Só custou de todas as vezes que pensei novamente no dia de ontem. Ou quando ela não me largava, de manhã, a dizer como gostava de mim e que eu era dela.
Obrigada a todas pelas palavras simpáticas.
Rita

Ontem

Há dias que correm mal.
Dias em que não precisamos de ajuda para transformarmos as nossas horas, minutos e segundos em pequenos infernos.
Dias em que teimamos e exigimos e levantamos a voz e choramos e fazemos chorar e nos esquecemos de ceder e de como se cede e nos achamos horrorosas mas não conseguimos mudar o registo e evitar sê-lo.
Dias em que percebemos quando nos dizem calmamente que temos 33 anos e elas 3, mas só queremos um abraço e que nos digam mesmo é que faremos melhor no dia seguinte.
Há dias em que nos deitamos de lágrimas nos olhos e a achar que nos portámos mal e que fomos as piores mães do mundo.
Hoje será diferente.
Rita

terça-feira, janeiro 27, 2009

Relato de uma manhã

Ontem de manhã.
Pouco mais de duas horas no hospital, suspeita de uma conjuntivite na Alice.
Calor a mais, em todo o lado, totalmente impróprio para grávidas.
Grávida esquecida do calor que ali faz, com filha de três anos pela mão e com casaco dela, mala dela, cachecol dela, casaco da filha, camisola da filha, papéis das urgências para a oftalmologia e receita da oftalmologia no outro braço e mão.
Filha a desafiar a paciência da mãe a partir de determinada altura e a decidir fazer exactamente o oposto de tudo o que a mãe lhe diz para fazer.
Mãe a roçar a vergonha de que terceiros possam pensar que não dá educação à filha.
Médica das urgências: «Pronto, afinal era mesmo conjuntivite, nada de grave.» (ar de: pode-se ir embora, está tudo tratado, tem aqui a receita e pronto, é só pagar)
Mãe: «E posso deixá-la na escola?!» (é claro que não, já estou farte de saber disso, mas ok, uma pessoa faz-se de palerma)
Médica: «Ah, isto de facto é contagioso... mas isso depende dos infantários... há aqueles que fecham os olhos e aqueles que são mais picuinhas e não deixam os miúdos lá estar...»
Mãe, sem paciência nenhuma e com vontade de fazer «Dãa» à médica, mas a fingir muito bem uma paciência que não tem: «Ah, e a doutora passa uma declaração a dizer que não há problema nenhuma em deixá-la na escola?»
Médica: «Ah pois, não posso fazer isso, porque isto de facto é um bocadinho contagioso...» («Dãa»)
Mãe: «Pois doutora, mas sabe, se eu a deixar lá e depois me disserem para a ir buscar, eu não posso tirar dias para ficar com ela em casa...»
Médica, com ar de quem descobriu a América: «Ah, então eu passo-lhe uma declaração para ficar com ela...»
Mãe: «Pois, mas tem de ser naquele impresso próprio porque eu sou funcionária pública.»
Médica: «Não posso, sabe, não sou convencionada com a ADSE.»
Mãe: «Em relação a isso não há problema, eu também não tenho ADSE, tenho ..., preciso mesmo é da declaração nesse impresso se não não me aceitam os dias... não há problema, eu já levei o impresso daqui deste hospital.»
Médica: «Mas eu não sou convencionada pela ADSE, não posso passar...»
E teríamos ficado pela conversa de surdos se um outro médico, dentro das cortinas, mais informado (se não mais competente) não tivesse dito em voz mais alta que sim, que ela podia passar o impresso, que o hospital era convencionado e ela não precisava de ser, que no consultório privado é que não podiam se não fossem... Justificação da médica: «Ah, é porque no outro dia tive um casal a dizer que isto não lhes servia de nada...»
Como disse uma amiga da mãe, sorte a de não ter aparecido um casal a dizer: doutora, se daqui a uns dias aparecer uma mãe loira com olhos azuis a pedir um impresso destes, é para lhe cortar os pulsos...
Rita

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Neste fim-de-semana fui ver dois filmes recém-chegados às nossas salas de cinema.

“Vicky Cristina Barcelona” é um filme que nos expõe de uma forma muito simples e ao mesmo tempo muito intensa as formas de encarar o amor. Há quem viva satisfeito com uma relação pouco rica de emoção mas de forma realista e aparentemente segura. Outros há que, procurando sempre um amor que os satisfaça em pleno, se guiam por um sentimento fiel a eles próprios; o quem não querem. Existe ainda quem viva o seu amor de forma intensa e radical, como que dele dependesse a sua própria vida. E por fim, há quem fique contente com o que tem, sem sentimentos idealistas ou complexos.
Neste filme encontramos o cunho do seu autor e realizador, Woody Allen, sem o ver como actor, numa temática já habitual nas suas obras mas encarada de forma madura e não psicótica como talvez estivéssemos à espera. É fácil identificarmo-nos com alguma das personagens desta trama, pelo menos nas suas características principais, e ainda por cima todos são encantadores (cada um de sua forma). Barcelona, servindo de pano de fundo, não está mais explorada do que numa boa série de postais turísticos, mas talvez isso também seja intencional não nos limitando a uma visão redutora da própria história. A música é maravilhosa.
Eu gostei muito.

“Frost-Nixon” conta-nos um episódio real passado no final dos anos 70, a gravação de uma série de entrevistas feitas por um apresentador de televisão de programas de sucesso mas não de carácter sério e jornalístico, ao ex-presidente Nixon após o escândalo Watergate e a sua consequente demissão. Nesta batalha entre jogadores bem conhecedores da importância da imagem televisiva, revelam-se algumas características de carácter pessoal das pessoas envolvidas e até de identificação com o outro tanto por parte do jornalista, como por parte do político.
Este filme tem uma imagem muito dinâmica e, passando-se quase sempre à volta do mesmo tema, apresenta uma interacção muito bem feita entre a câmara as personagens e o meio. Gostei do tema e do argumento (e veio mesmo bem na época em que estamos onde, nos EUA se abrem ficheiros ainda secretos sobre o caso Watergate, e aqui no nosso país à beira mar plantado se investigam possíveis acções pouco claras do 1º Ministro), gostei da imagem, gostei da prestação dos actores. Gostei muito.
Ana Cristina

sábado, janeiro 24, 2009

Um almoço especial

Eramos dezassete, mas fomos onze. Faltaram três que ficaram no Porto e outros três que ficaram em Lisboa e os restantes seguiram para Coimbra, que hoje estava tão linda como já não me recordava.
Alguns de nós não nos víamos ou falávamos há sete anos. Uns estavam mais gordos (quase todos!), outros visivelmente mais velhos, alguns com menos cabelo, quase todos tínhamos passado a ter filhos. Numa coisa tenho a certeza: nenhum podia estar igual, com as mesmas certezas ou sonhos ou expectativas. Com os quilos a mais, temos em cima pouco mais de meia dúzia de anos de experiência de vida, mas parece em tão maior quantidade...
Pessoal, já nos conhecemos desde o final de 1999...! E passámos por tanta coisa juntos no ano que começou nessa altura... e depois fomos passando ainda por mais, mas separados...
Mas o que interessa verdadeiramente é que nos reconhecemos, e ao nosso conjunto, e vamos para casa a pensar que não custaria assim tanto fazer isto todos os anos...
É só para dizer (apesar de saber que não o vão ler) que gostei de vos ver. Que gosto de vocês. Que gosto de nós.
Rita

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Como já tinha dito aqui...

... este ano a produção de agendas aumentou. Todas elas foram feitas a pensar nas meninas que as íam usar e assinadas como produções Oficinas RANHA.
Este ano experimentaram-se novas técnicas como a decoupage em duas agendas cujo objectivo era "enfeitar a capa" ou apenas "colocar um elástico". Seguiram para duas colegas de trabalho e, ao que parece fizeram sucesso. Podem ser vistas clicando aqui.
Nas outras foram usadas técnicas já experimentadas em outras peças das Oficinas (clicar aqui), como a pintura em conjugação com o bordado e a aplicação de missangas e lantejoulas. Ficaram muito bonitas e se quiserem vê-las elas estão disponíveis no flickr. Lá podem ver a agenda azul e branca - aberta e fechada, a preta e branca - aberta e fechada, a creme e castanha - aberta e fechada e a preta e laranja - aberta e fechada (já perceberam que era para clicar, não perceberam?).
Além das agendas que vos mostramos oferecemos ainda um livro em branco. Feito a pensar na menina amante de pintura e de pincéis e que imaginámos gostar de livros de folhas brancas para o que quer que seja. Gostavamos tanto que nesse livro a Catarina pusesse toda a sua criatividade e, quem sabe, talvez fizesse uns esboços...


Ana Cristina

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Reportagem fotográfica de Natal - Prendas 2

Pronto, eu prometo que não faço mais posts sobre o Natal, que já foi praticamente há um mês...
Este ano, no Natal ou pouco antes, a Alice recebeu muitos livros. Muitos. De diferentes tipos, desde os de histórias até uma enciclopédia, passando por um com um cd, sobre músicas do mundo. Alguns ainda serão desenvolvidos para a idade, outros já poderão estar quase a passar. Não faz mal, ela gosta de os ler e reler e nós gostamos que ela os tenha. Os livros são uma excelente prenda e só tenho a agradecer a todos os que se lembraram dela.
Neste momento, penso que o preferido é o "Alice entre as gravuras", talvez pelo nome homónimo da protagonista ou pelo facto de falar de uma série de histórias que ela já conhece.


Também houve direito a cds e dvds.
A colectânea do Barata Moura foi pedida por nós e temos adorado descobri-la ou redescobri-la diariamente no carro, nos percurso casa-escola-casa.
O dvd da Princezinha foi uma oferta perfeita de uma grande amiga, ela adora e não se cansa. (Joana, R. e M., a história que causa mais furor e que arranca gargalhadas é a do som que ela descobre conseguir fazer ao apertar a mão por baixo do braço, eheheh).
Quando à Heidi, foi verdadeiramente a única prenda que a Alice pediu para ela este ano. Foi assim uma espécie de amor gradual - nascido de me ouvir e à tia a cantar a música do genérico e alimentado por uns momentos de youtube a descobrir a figura e a gostar tanto que até consumiu o primeiro episódio todo em castelhano. E o pedido veio de forma natural, uma visão da dita caixa num passeio pela Fnac com o Avô, na mesma tarde em que com ele escreveu uma carta ao Pai Natal. O certo é que nunca mais se esqueceu do que tinha pedido...

Rita

terça-feira, janeiro 20, 2009

Foi neste fim-de-semana que entregámos os últimos presentinhos.

Quais Reis Magos, aparecemos em casa do nosso pessoal, em Viana do Castelo, e afirmámos: “- Viemos entregar os presentes de Natal.”. Uns não estavam à espera mas acho que gostaram da visita relâmpago. Os outros foram quem nos desafiou para um fim-de-semana de dança, que se revelou possível quase no dia da partida e até já tinham a suite à espera, com acesso à net e pequeno-almoço incluídos.

No sábado à noite fomos ao Porto, para a inauguração de um novo espaço dedicado ao Tango. Os pés bem se recentiram da falta de prática e dos saltos altos, mas isso não foi impeditivo de irmos à milonga de domingo ao final da tarde.



Deu tempo para pouco mais mas foi muito bom ver todo o pessoal, mesmo que por pouco tempo, e dar um pezinho de Tango. Foram dois dias que passaram num instante, mas soube a mini- férias.

E agora já podemos mostrar as criações Oficinas RANHA “Natal 2008”, porque só nesta altura é que estão nos seus destinos.

Ana Cristina (e não, estes não são os meus pés)

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Dela...

A Alice no outro dia, depois de lhe ter preparado um banho cheio de espuma e de a ter chamado para ver:
- Oh, que giro... parece mesmo o Natal...

Rita

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Reportagem Fotográfica de Natal - Prendas 1




Acho que este foi o primeiro Natal em que eu vibrei quase exclusivamente com as prendas da Alice e nem pensei muito nas minhas... sim, porque eu sou infantilóide e adoro receber prendas e namorá-las nos dias a seguir... Este ano, o namoro foi mesmo com as dela. Cada vez podemos interagir melhor com essas prendas, brincar uma com a outra, aproximamo-nos nas nossas infâncias...
A Alice recebeu imensas prendas variadas e giras e acho que para o ano só temos mesmo é de nos mentalizar e aos outros para usar de alguma contenção na quantidade... no entanto, só tenho a agradecer: a grande maioria não ocupa muito espaço e não consiste em bonecada daquela só para encher o quarto. Ela gostou de tudo e repetiu vezes sem conta durante a noite: «era mesmo isto que eu queria!», à medida que dava muitos beijinhos amorosos a quem oferecia...
Rita

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Ano Novo - Nova Agenda

No início de cada ano um novo ciclo começa, ciclo esse que se espera linear, completo de vivências e de conhecimentos mas, sobretudo, que seja um ciclo que se possa terminar. Com o ano novo renovam-se objectivos e projectos de futuro. Abrem-se as novas agendas que se pretendem de acordo com os seus donos.
A pensar nas meninas que as vão usar (porque são todas mulheres) as Oficinas RANHA elaboraram novas agendas, aumentando a sua produção para o triplo da do ano passado. Experimentaram-se novas e antigas de decoração. Todas ficaram lindas e havemos de as mostar num futuro próximo.
De todas, a agenda da Rita é a ESPECIAL. Foi feita para ela, a pensar neste ano de 2009 e no ciclo que se prevê único.

Fui eu que a fiz e, modéstia à parte, ficou linda. Não ficou?
Para ver também a agenda fechada clicar aqui e aqui.
Ana Cristina

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Reportagem Fotográfica de Natal - Cozinhados 2

Na continuação da saga, passo a dizer que as filhozes estendidas como as da avó ficarão para próximos Natais...
Quanto ao Tronco de Natal, adianto o primeiro falhanço...
E a segunda e última tentativa, aparentemente não tão falhanço assim em termos estéticos, mas cujo sabor não arrancou palmas... enfim, temos de fazer mais tortas cá em casa, para ver se elas passam a sair mais direitas...


Rita

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Acabaram as festas, faz-se um pequeno balanço...

e arrumam-se os enfeites de Natal.
Este Natal foi, no seguimento dos últimos dois, diferente do que estavamos habituados. As comemorações, como no ano passado, também não se deram em Viana e os primos e tios ficaram por lá enquanto nós estivemos por aqui. O trabalho obrigou à estadia por Lisboa apesar de à última hora libertar um pouco mais para os festejos. Juntámo-nos todos na casa da Rita, que passou da condição de visitante à de anfitriã e, à família deste lado juntou-se a família do outro. Tivemos uma pequena duende que entregou todos os presentes em mãos, de forma incansável e que ao contrário do ano passado não se cansou de abrir presentes, que foi (quase) ajudada por uma ainda mais pequena duende de pouco mais de ano e meio e que se aguentou acordada e bem disposta até às quase 3 da manhã. A mais pequena de todas até colaborou e, apesar das cólicas do início do jantar, na hora dos presentes dormiu que nem anjinho de quase dois meses como se esperava.
Os presentinhos foram tantos que só se puderam observar com calma nos dias seguintes. Cá para casa veio um saco cheio de prendinhas, mas também saíram cá vários embrulhos especiais...
Por um período interromperam-se outros afazeres, arranjou-se um tempinho para os pincéis e, ao contrário do ano passado, ainda se fez um grupo de presentinhos personalizados para seguirem para mãos de gente amiga. Alguns ainda estão por entregar (que os Reis este ano vão chegar um bocadinho mais tarde a Viana do Castelo) por isso não os podemos mostrar. Fica para quando chegarem ao destino... Mostramos só um bocadinho...


Ana Cristina

terça-feira, janeiro 06, 2009

Reportagem fotográfica de Natal - Cozinhados 1

Para a consoada cá em casa, tinha a ideia de fazer três doces... filhoses estendidas, como fazia a minha avó, Tronco de Natal, como fazia a minha tia, e bolachas, vá-se lá saber porquê...





As bolachas tiveram ajuda especial nas várias etapas. A segunda foto engana: a ajuda para comer é só enquanto a massa está crua... depois de feitas, as bolachas, na óptica da Alice, só servem para petiscar «aqueles pauzinhos». Mas o que interessa é que, gostando ela ou não, as ditas ficaram repetíveis...
Rita

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Recomeços

A cada novo ano, recomeça-se algo. Mas depois há os pequenos começos e recomeços que vêm nos começos e recomeços grandes.
Hoje foi dia de recomeçar. A acordar com despertador à séria (e não o «Mãe!!!!!!! Pai!!!!!!!» das férias), a correr para um lado e para outro de manhã para tentar sair a horas, a beber café no café com os colegas, a ter horas para tudo, a comer menos (há coisas boas, afinal!), a planear pequenos futuros, a ver as caras de que se gosta muito e as que seriam dispensáveis por mais uns tempos, a matar saudades dos colegas amigos, a ter novamente saudades da filha e de casa e de nós...
Mas não foi mau e deixou-me cheia de esperança. Não me custou a acordar, na verdade já tinha acordado e bem antes da hora. Não me custou a trabalhar, na verdade já tinha coisas marcadas para não cair na tentação de me arrastar pela inércia-pós-férias. Na verdade, gostei. O dia correu tão rápido e bem que só me resta desejar pelo menos uns próximos 60 dias com tal sucesso. E se for assim, de certeza que tudo correrá bem.


Para carimbar o final da tarde com sucesso, a Alice decidiu brincar sozinha durante... talvez meia hora... Pasme-se quem achar pouco, aqui foram 30 minutos de puro êxtase meu a ouvi-la e a agradecer o delicioso tempo para relaxar e vir aqui.

Rita

Cristina, faz lá aquilo às fotografias, para eu não pôr a Reportagem Fotográfica deste Natal quando estiver para chegar o próximo...