segunda-feira, julho 13, 2009

Comparações


Têm os pés iguais.
E, de acordo com as minhas notas, dobraram os dois o riso aos três meses e meio. Os dois com brincadeiras da tia.

Rita

terça-feira, julho 07, 2009

A tarde de hoje

Agarrámos em nós, na avó e nos sacos de papel com os restos de pão duro que cá haviam, e rumámos até à Gulbenkian para acabar de convalescer a Alice e a indisposição que lhe deu uma febrita e uns vómitos nos dias anteriores.
A Gulbenkian traz-me boas recordações e é um local onde me sinto bem. Ela também gosta. Os patos e pássaros que por lá andam têm uma desfaçatez tal que só saltam uns ligeiros metros quando os miúdos os tentam fazer voar. Chegam a comer da nossa mão estendida. Ela partilhou o pão que levava com três irmãs e imitou-as nas suas brincadeiras. Conversámos ainda sobre quem tinha sido o Calouste Gulbenkian, experimentámos os toldos e almofadas que por lá andavam e tentámos as duas cafetarias, que, para quem queria saber com antecedência e poupar a travessia de todo o jardim, fecham precisamente à mesma hora, às 17H30.
O Vasco também gostou dos degraus, que lhe permitiram uma boa e tremida soneca.
Foram bons momentos, embora que curtos.
A raivinha ficou para o parque de estacionamento Berna que tem um elevador que não leva as pessoas até à superfície. Claro. Porque os cidadãos com deficiência ou necessidade especial de locomoção deste país, bem como os pais com carrinhos de bebé, só precisam de viajar por entre os vários andares do parque, não precisam de subir ou descer os três lances de degraus até à rua...
Rita

segunda-feira, julho 06, 2009

Brincadeiras

Receita para momentos de divertimento:
Juntar uma menina com quase quatro anos (mas pode ser menos, cá em casa já se fez antes e resultou), dois gatos (idem aspas aspas o parêntesis anterior) e um novelo de lã com um saco de plástico atado na ponta. Mexer tudo, temperar com uma boa dose de energia e servir.
Rita

domingo, julho 05, 2009

As duas

As duas primas, este fim-de-semana, no Festival do Panda... muitas brincadeiras, partilhas e dançaria... a minha, tenho-a cá em casa todos os dias... mas quando vejo a minha sobrinha, penso sempre no quanto já cresceu... e entretanto já há mais dois... como serão os momentos familiares daqui a uns tempos...?!
Rita

quinta-feira, julho 02, 2009

terça-feira, junho 30, 2009

Três meses de Vasco

Pesa 4890Kg.
Mede 58,5 cm.
É mais pesado e mais curto do que a irmã com a mesma idade; de forma pouco fidedigna, diria que tem o pé maior.
Tem-se alimentado quase exclusivamente com o leite da mamã e parece comilão. Apesar disso, o percentil de peso é baixo.
Gosta de estar acordado, de companhia, de colo e, preferencialmente, que quem lhe pega não pare.
Adora uma boa conversa - até já se aventura nos primeiros sons de resposta - e se for todo nu ou só em fraldas tanto melhor. Umas festinhas nas pernas sobem a qualidade do diálogo.
É muito expressivo. Tem várias caras para o aborrecimento, a indiferença e a satisfação, mas é de facto simpático e prefere o último estado de alma quando se metem com ele.
...
É lindo de morrer e faz sucesso para todo o lado onde vai.
Gosta muito do pai e da mana mas é indiscutivelmente pela mãe que está terrivelmente apaixonado. Ela adora, e retribui.
Rita

segunda-feira, junho 29, 2009

Tenho...

... umas novas sandálias da Fly London, altíssimas, giríssimas e caríssimas...

Não fui a única a gostar, claro está...

Rita

terça-feira, junho 23, 2009

Das férias 4


Nesta altura do ano, o Alentejo está carregadinho de cegonhas. Adoro cegonhas. Namoro-lhes os ninhos e fico apaixonada quando as vejo nos campos, no alto da sua elegância...
Num das idas ou voltas da praia, explico como as cegonhas me dão uma sensação inexplicável de esperança. A Cristina teoriza sobre o facto disso poder estar relacionado com o antigo costume de se dizer aos miúdos que eram as cegonhas que traziam os bebés e de como esse tipo de histórias pode ficar agarrado a nós, mesmo que não nos lembremos de tal nos ser contado ou sequer de alguma vez o termos acreditado...
Ocorre-me mais tarde que não seria essa a razão e sim o facto de estarmos diante de uma ave migratória, que nos habituamos a ter por perto na altura do calor e da praia e do Sol... e das férias...
Talvez não seja nada disso. Talvez eu tenha simplesmente um fascínio ou carinho especial por cegonhas, tanto quanto o gosto pelos pardais e melros do meu páteo, pelos voos das aves de rapina que por vezes se vê das estradas, pelas andorinhas ou mesmo pelos demasiados pombos das zonas turísticas de Lisboa, imortalizados nas memórias de todos os meninos que lhes deram migalhas de pão em tempos... Ou tavez eu goste mesmo de as rever; algumas, já nossas conhecidas, em pousos nossos conhecidos, mas com direito a família aumentada (como a nossa), com os novos membros a deixarem-se ver e até fotografar cá de baixo...
Rita

domingo, junho 21, 2009

Das férias 3



O Vasco foi pela primeira vez à praia no dia em que fez dois meses, por causa da festa de anos de uma amiga (nossa, não dele). Foi só uma hora e deu para perceber duas coisas: a primeira, que não demorávamos o dobro do tempo a preparar os dois filhos para sair, conseguíamos até fazê-lo de forma bastante rápida; a segunda, que a praia apresentava ligeiros stresses para além do calor e do Sol, como a areia e todas as pessoas que podem circular à volta de um bebé tão pequeno.
Pouco tempo a seguir, uma semaninha de férias, com direito a praia de manhã e à tarde, por curtos períodos de tempo, deu direito a novas constatações, a saber:
- o famoso meio igloo que tínhamos comprado no ano passado afinal dá muito jeito quando se tem filhotes mais pequeninos, serve para resguardar o seu espaço muito melhor, para não deixar entrar com tanta facilidade o vento, a areia e proteger melhor do Sol - aconselha-se vivamente;
- os sapatinhos de bebé têm vantagens nesta fase, quando os pés ficam frios sem meias e estas caem com facilidade;
- quando se amamenta e, simultaneamente, se vai à praia por pouco tempo, quase não se consegue fazer outra coisa que não seja estar na toalha a dar de mamar... talvez por causa disso, ou "só" por causa do grau de múta dependência ainda forte, mesmo quando conseguia dar uma voltinha ou ir um bocadinho à água, tudo parecia estranho e sentia-me a olhar sempre para o sítio onde ele estava - o resultado eram os comentários jocosos do pai «não se nota nada que foste à praia...», «já está na altura de ir embora e não chegaste a tirar a roupa...»;
- levar uma tia dá sempre jeito, não só para carregar o sobrinho até à praia e na volta para o carro, não só para ficar com o sobrinho um bocadinho enquanto a mãe experimenta a água ou está um bocadinho com o pai ou a filha, mas essencialmente pela companhia - ou seja, levar a irmã dá sempre jeito para matar todas as saudades e mais algumas de quando éramos só as duas...
O que mais dizer sobre as férias relativamente ao puto pequeno?! Que tomou duche todos os dias, porque na casa do Alentejo não há banheira e porque nos esquecemos de comprar um alguidar no primeiro dia e decidimos experimentar... e resultou... os bebés gostam de duche ao colinho dos pais e não se incomodam nada com os ditos. Que teve a sorte de adormecer muitas vezes no tremidinho, primeiro porque o caminho de ida e volta para a praia era feito de carro, depois porque acordava no restaurante e precisava da ajuda de um colinho ou de um pé a abanar o "ovo" para dormir... imagine-se as exigências criadas fora destas circunstâncias...
Rita
* este post custou a pôr porque a fotografia não saía como eu queria...

sexta-feira, junho 19, 2009

Das férias 2

Dela, nas nossas mini-férias:
A usufruir do colinho da tia para uma soneca pós-praia e ante-almoço.
***
«- O puto já está a acordar...»

***

«- Filha, porque é que hoje já não tens medo das ondas e da água, como ontem?
- Porque eu hoje já sou crescida...»
***

«- Era uma vez um dinossauro que caía e mergulhava, caía e mergulhava, caía e mergulhava, caía...
- Mergulhava onde?
- Hã?!
- Mergulhava onde? Na banheira, no rio, na piscina, no lago, no mar...
- No rio. Caía e mergulhava. Depois encontrou um tubarão e o tubarão comeu-o.
- E depois?
- Depois o dinossauro morreu.
- E o tubarão?
- O tubarão rebentou.»
Rita

quinta-feira, junho 18, 2009

quarta-feira, junho 17, 2009

...

Mas também há coisas que me fazem feliz. Como:
  • ir à escola da Alice e ser identificada como "a famosa tia Cristina";
  • ter o Pilas à minha espera quando chego a casa. Ele aguarda-me sempre no tapete à entrada e eu faço-lhe festinhas na barriga durante prái um minuto;
  • estar de férias, mesmo que nuns dias em que estamos em casa. A semana passada estive no Alentejo e para a semana irei para o Algarve. Estes dias estou por aqui a curtir o tempo que sobra e a organizar o que está em pantanas...
  • ter ido de férias com os sobrinhos e ver como eles estão lindos de morrer. O Vasco já se ri muito e gosta de conversa. A Alice está uma menina faladora, que passa o dia aos saltos, a contar coisas, e a perguntar o porquê de tudo. Foi bom, e a primeira experiência do Vasco na praia correu muito bem...
Ana Cristina

segunda-feira, junho 08, 2009

...

Há coisas que me põem triste. Hoje são estas:
  • Quase dois terços da população do meu país não exerceram ontem o seu direito de votar. Não se lembram que ainda há 35 anos não o poderiam fazer mesmo que quisessem.
  • A extrema direita na Holanda conseguiu ser a segunda força política mais votada nestas eleições. Esses lembraram-se de ir às urnas.
  • Se fosse viva a avó Joana hoje fazia 95 anos,
  • Se o N não tivesse morrido faz hoje um ano, eu nem me lembraria do meu jovem vizinho do lado. Cerca de uma semana depois fiz este post, lembrando o momento em que sozinha tentei recuperá-lo.
Ana Cristina

segunda-feira, junho 01, 2009

Para ti

Nos últimos tempos tens estado pouco. Sei que te ultrapassa e que preferias estar por aqui, connosco. Ainda por cima, quando estás, é tudo confuso, andamos a correr de um lado para o outro, quase não paramos.
Pensava que estes momentos iam passar a ser muito mais difíceis, com eles os dois. Estranhamente, as coisas saem de uma forma natural e arranjam-se entre si. Só o tempo passa a correr e a parte que me cabe a mim é muito mais reduzida. Esqueço-me também de algumas coisas respeitantes à dinâmica familiar, mas todos os males fossem esse.
O pior mesmo é não estares e eu ficar assim... perdida... não no meio de tudo o que há para fazer, mas mais do que tudo, em mim...
Não ligues, estou a sentir-me só.
Rita

quinta-feira, maio 28, 2009

A visita do Vasco à escola

Na semana passada, após prévia combinação com a Educadora da Alice, levei o Vasco para conhecer a sala e os amiguinhos da irmã.
Sentámo-nos todos no chão, eles em meia-lua diante de mim, do rapaz pequeno dentro do "ovo" e da Alice. E conversámos.
Começámos pelas apresentações e em seguida dispus-me a responder às questões que eles pudessem ter, sobre bebés e sobre o meu bebé em particular.
A sala da Alice tem crianças dos 03 aos 06 anos de idade e as perguntas foram completamente díspares. Houve quem levantasse o dedo para me contar algo ocorrido no dia anterior e quem fizesse analogias com os cachorrinhos bebés que a cadela do vizinho tinha tido. Mas também houve dúvidas verdadeiramente interessantes: com quanto tempo tinha o Vasco nascido, que peso tinha na altura, o que comia agora (o que levou a uma série de perguntas de alimentos em lista), por onde tinha saído, se mamar fazia doer e - de todas a que me deixou mais surpreendida - porque é que o ar que os bebés não arrotam lhes faz mal, se nós respiramos ar... etc, etc, etc...
Para além da conversa, ainda dei de mamar, mudei a fralda e consegui pousar o Vasco no colo de cada um. A não esquecer também o momento importante em que a Alice exibiu a meia do mano aos amiguinhos individualmente e a análise que cada um quis fazer da sua pequenez e até do cheiro.
De tudo, só não estava preparada para a reacção da primogénita. Muito agarrada a mim e ao mano, por pouco queria ir embora logo a seguir ao início da conversa. Valeu a atitude da Educadora, que percebeu a minha atrapalhação e surpresa e fez os possíveis para a acarinhar quando eu não podia. No fim, explicou-me que é habitual ser difícil para os meninos a partilha dos pais... e se se juntar ainda um irmão em simultâneo...
Mesmo apesar disso, gostámos. Muito. Era capaz de jurar que até o Vasco achou piada a tantos mimos e lambuzadelas, embora o cansaço que aparentava ao chegar a casa ajudasse a disfarçá-lo.
Rita

terça-feira, maio 26, 2009

Obrigado

Que me perdoem todas as pessoas que têm oferecido coisas lindas ao Vasco, mas a manta de retalhos saída das mãos e mente da D. propositadamente para ele foi a coisa mais maravilhosa que alguém poderia ter dado... já andava para a colocar aqui há uns tempos...
Obrigada, D.. Nem sei se tens noção, mas foi mesmo um pedacinho de céu...
Rita

segunda-feira, maio 25, 2009

Romantismos dela..

- Mãe, aqui dentro do meu coração tenho uma "bela adormecida"...
[Só não percebi se com maiúsculas ou minúsculas]...
Rita

quarta-feira, maio 20, 2009

Arrumações 2

Uma das vantagens de ter uma filha lingrinhas é conseguir que, aos três anos, vista vestidos de nove meses em forma de túnica...
Rita

domingo, maio 17, 2009

Novidades de fim-de-semana

A Alice "preparou-nos o pequeno-almoço" pela primeira vez este sábado. (Ok, é óbvio que foi à medida dos seus três anos e nove meses, mas o que conta é a intenção...)
Como é hábito diário, o pai trouxe o pão e pousou-o na mesa. Enquanto preparávamos depois os leites na cozinha, a Alice andava de um lado para o outro, aparecendo depois à nossa frente só com o saco de papel do dito. Já estava. E levou da gaveta os marcadores. E voltou para pedir o resto, a manteiga, o fiambre e o queijo. Olhámos um para o outro e estremecemos, com medo até de reentrar na sala. Mas o cenário não era mau, as fatias de pão apenas se encontravam todas espalhadas pela mesa.
O ex-libris foi mesmo a oferta particular para cada um: o pão com queijo para a mãe e o pão com fiambre para o pai. Atente-se na preparação que ela fez... e a conclusão óbvia de que a esta casa não chegará a crise enquanto o fiambre e o queijo forem racionados pela nossa filha.



Rita