quinta-feira, outubro 30, 2008

Viver para contá-la

de Gabriel García Márquez


Como já tive oportunidade de o escrever aqui, este é o meu autor preferido, se é que posso distingui-lo de entre os vários que gosto muito. Acontece que dele já li todos as obras publicadas em português, se forem os dezoito que penso serem, e de todas gostei muito. Talvez seja pela capacidade com que, através da sua escrita, nos transportar para um ambiente cultural onde se misturam os factos reais com as figuras mitológicas e com as crenças populares.
Este é um livro autobiográfico, publicado em 2002, e que aguardava na minha estante por dias de dedicação por inteiro. Mais uma vez me senti transportada, como se de um filme a preto e branco se tratasse, para uma realidade desconhecida, onde um menino tímido que gostava de cantar se torna num homem tímido que será um grande escritor. Nesta obra conseguimo-nos aperceber da evolução de um homem das letras, que reconhece os seus defeitos literários, expõe os seus momentos de fracasso como contista e, sem pretensões escreve como as suas vivências pessoais, tal como alguns dos momentos marcantes da sua vida foram aproveitadas nos seus contos e romances. E conta-nos a sua história como se de uma conversa se tratasse.
“Viver para contá-la” é um livro que gostei muito. E só para vos dar um gostinho, mostro a frase de introdução, escrita pelo autor:

“A vida não é a que cada um viveu, mas a que recorda e como a recorda para poder contá-la.”
Ana Cristina

quarta-feira, outubro 29, 2008

Foi descanso, leitura e até sol

Finalmente estive de férias. Foram duas semanitas. Nos primeiros dias pratiquei baby-sitting à sobrinha e à mana que, como já sabem estiveram a morrer. E eu não podia deixar que tal acontecesse e rumei lá para casa para cuidar de quem necessitava, ou não fosse esse o papel de uma irmã-tia maravilhosa e enfermeira. Na verdade o meu papel terapêutico foi o de amenizar o ambiente, ou seja, fazer companhia à mãe e brincar com a piquena, que as sopinhas e as comidinhas boas ficaram a cargo da madresita, também conhecida por avó. Em resumo, apanhei um síndrome gripal que durou dois dias e que curei deixando passar como é costume. Depois passei uma semana no Alentejo onde pus sono em dia, apanhei um solinho na praia enquanto noutras bandas houve cheias, descansei e, LI UM BOM LIVRO. Actividade que já não praticava havia algum tempo. As leituras dedicadas ao mestrado, e mais recentemente à tese, fizeram-me afastar dos meus adorados romances, mas a necessidade de adiar a entrega da tese deu-me também a urgência de recuperar, por algum tempo, o que também gosto de fazer. Falta agora pegar também nos pincéis para me sentir eu.
Recomecei a trabalhar no final da semana passada e já ia de férias outra vez, mas não pode ser…
(escrito na segunda, mas por imposições técnicas que só à cinco minutos se resolveram – era um problema de falta de sinal, disseram – só agora foi possível aceder a este cantinho)
Ana Cristina

terça-feira, outubro 28, 2008

Sem chucha!

A Alice está a dormir sem chucha desde Domingo.
Foi uma autêntica casualidade e surgiu de forma completamente natural. Perdemos a chucha em casa. E perdemos mesmo, deve ter deslizado para baixo de algum móvel e não damos com ela. A bem dizer, quem a perdeu foi ela, no Sábado de manhã, e como não a víamos, nem nos lembrámos de a levar para casa dos avós. Eles tinham lá uma outra e ela teve uma para dormir de Sábado para Domingo.
A questão pôs-se quando, Domingo à noite, começámos a procurar a chucha e não a encontrámos. Conversei com ela e expliquei-lhe que teria de dormir sem a chucha e que não ia custar assim tanto porque no carro ela já dormia sem essa ajuda e havia muitas outras vezes em que esta lhe caía da boca e ela não precisava dela. Tínhamos uma outra na gaveta, mas decidimos experimentar, porque não queríamos que ela ficasse com a sensação que haveria sempre uma sobresselente, ainda por cima eram de modelos diferentes.
Ela acedeu e até de forma tranquila. Dormiu lindamente, acordou cedo mas acho que ainda dentro da influência da mudança da hora.
Fizemos-lhe uma festa. E, por mera coincidência, a chucha da escola estragou-se exactamente ontem (elas estão todas velhotas, têm a mesma idade e têm-se estragado mais ou menos nos mesmos espaços temporais)...! Então, ela teve que dormir sem chucha também na escola...
Em resumo: a Alice está a dormir sem chucha desde Domingo. E apesar de ser ainda cedo para deitar foguetes, decidimos entusiasmá-la e comemorar com um Bolo de Chocolate de Caneca, feito por nós. A ideia é óptima para pequenas comemorações caseiras, vi a receita num qualquer blog que não recordo e deixo-a aqui, para poderem aproveitar a ideia:


Bolo de Chocolate de Caneca (porque se faz mesmo numa caneca)

- 1 ovo
- 4 colheres sopa leite
- 3 colheres sopa óleo
- 2 colheres sopa rasas chocolate em pó
- 4 colheres sopa rasas açúcar
- 4 colheres sopa rasas farinha de trigo
- 1 colher café fermento em pó
Colocar o ovo na caneca, bater com um garfo. Juntar o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bater bem. Adicionar a farinha e o fermento. Mexer tudo bem. Colocar 03 minutos no micro-ondas na potência máxima.
Atenção a:
* usar canecas de, pelo menos, 300 ml (nós usámos uma tigela e não transbordou nada)
* as colheres rasas são mesmo para ser rasas, para o bolo não ficar duro
* untar a caneca/tigela com óleo (ou manteiga) e farinha (nós não o fizemos e conseguimos desenformar na mesma)
Bons cozinhados e boas pequenas grandes comemorações!!!!
Rita

domingo, outubro 26, 2008

Bendita individualidade

A Alice, ontem, no carro, de repente, a propósito da altura em que o Tiago Bettencourt começa a cantar, na rádio, o seu remake do "Pó de Arroz", do Carlos Paião:
- Mãe, gosto desta música.
E eu, que não aprecio e acho que nunca apreciei Carlos Paião (embora em determinada fase me agradasse aos meus ouvidos de miúda, como parece acontecer com todos), sorri de mim para comigo, com aquela tão espontânea afirmação de individualidade. E cantei a plenos pulmões o refrão, esforçando-me sinceramente para aprender as partes que não sabia, só para ter sempre a possibilidade de a agradar...
Rita

sábado, outubro 25, 2008

De como algo que se diz com a melhor das intenções se transforma numa tolice...

Seguindo um conselho num livro, pensei em marcar com a Alice uma data ou época para lhe propor deixar a chucha. Então ontem, enquanto brincávamos as duas na cama, a meio de nos prepararmos para o novo dia, decidi dizer-lhe que podia pensar em deixar a chuchinha no Natal...
E eis como o que se diz com a melhor das intenções se transforma na asneira da semana... Porque queria ir ao Natal, se estávamos a ir para o Natal ou se iamos amanhã, que a mãe não a deixava ir ao Natal...
Desde aí já tentámos de tudo... explicar que o Natal não era um sítio onde se ia e sim uma festa onde se reunem as pessoas da família, que se oferecem prendas uns aos outros, o que só lhe terá disperso a atenção para a última parte da conversa... que o Natal é só depois dos anos do avô, do tio e da mãe, o que fez com que ela quisesse porque quisesse que fosse também depois dela fazer anos e deu origem a uma choradeira porque queria fazer anos... que o Natal era quando fazia frio e chovia... se não se lembrava do Natal do ano passado, na casa da Bisavó M, com o rol de familiares que estiveram presentes... Experimentámos também a técnica do calendário, explicar que aquilo era o dia em que estávamos (os verdes eram aqueles em que não havia escola e os pretos os outros) e depois ainda falta estes e estes e finalmente chega aqui o Natal, podemos riscar os dias à medida que forem passando para perceberes melhor, o que achas...
Ela pareceu perceber sempre tudo, ficar satisfeita e concordar com as explicações (excepto a dos anos e da choradeira), para logo uns minutos depois perguntar novamente se se estava a vestir para ir ao Natal, que não queria ir à escola porque queria ir ao Natal, e o Natal e mais o Natal, etc e tal...
Também esperámos que se esquecesse, mas hoje, logo pela manhã, tornou a falar no Natal...
Ai, ai, cada vez que penso no tempo que falta para o Natal...
Rita

quarta-feira, outubro 22, 2008

De como os miúdos são surpreendentes...

Entre os finais da Primavera e o início do Verão deste ano, a Alice começou a ter medos à noite.
Não tenho bem presente se pediu primeiro que não lhe fechássemos a porta do quarto ou se não apagássemos a luz. À primeira solicitação não custou a atender, mas a segunda foi sendo aperfeiçoada com o tempo e, por isso, fazendo com que nos custasse mais a cumprir. Ela convenceu-se inicialmente que chegava a luz que vinha das bandeiras de vidro das portas e janela da sala até ao quarto. Mas depois das férias com os avós, tivemos de começar a deixar a luz do quarto acesa, no nível mínimo, mas em todo o caso, acesa. Comprámos uma luzinha de presença no Ikea, mas se bem que ela brincasse tranquilamente com ela durante o dia, receava o boneco aceso durante a noite no quarto...
Como talvez as férias lhe tenham alguma inconstância ao sono, as noites foram-se tornando mais complicadas. Levantava-se várias vezes quando a deitávamos e vinha ter connosco à sala. Queria água, queria fazer xixi. Acordava em diversas ocasiões durante a noite e, com a luz acesa depois, era muitas vezes eu que não conseguia dormir a seguir...
Não se enganem, não era insuportável. Vivíamos mais cansados, mas vivíamos, até com a confiança que o padrão de sono iria serenar e tornar-se tranquilo como sempre havia sido. A Alice sempre dormiu magnificamente bem.
Lemos e pesquisámos e modificámos algumas coisas em nós. Deixámos de lhe dar o leitinho à noite quando ela acordava e pedia, garantindo que ela iria ser, como sempre tinha sido, capaz de adormecer sozinha, sem leite, sem a mão, sem a nossa presença. E foi. Para evitar tantas saídas da cama antes de adormecer, conversámos com ela e dissemos-lhe que estávamos ali, que a ouviriamos, mas que ela precisava de dormir e tínhamos de ser nós a garantir que o fizesse. Nem que fosse preciso apagar a luz ou fechar a porta para que percebesse que não podia continuar a jogar connosco. Escusado será dizer que nunca o fizemos, nem sei bem se seríamos capazes... não lhe fecharia a porta nunca, mas de facto o quarto continuava com luz, mesmo que apagássemos a do tecto. Usámos esse facto para ir tentando novamente diminuir a quantidade de luz.
E, surpreendemente, durante a passada semana, quando estava doente, começámos a ouvir outra vez: «mãe, pai, desapaga a luz.» - o que em alicês significa o acto contrário de acender. E pronto. Desde aí, Alice na cama sem se levantar, sono quase sempre até à hora do despertador, porta aberta, nada de leites, luz apagada, só a que vem da sala por entre bandeiras de portas e janelas.
Rita

segunda-feira, outubro 20, 2008

Invejas

Tenho uma terrível inveja de todo o pessoal das séries americanas que tem um "porch". Isso mesmo, um "porch", "alpendre" em português de seu nome.
Vocês sabem, aquele sítio lá fora, coberto por um telhadinho, onde eles se sentam no final das tardes stressantes de trabalho com uma caneca muita gira, a beber uma qualquer bebida relaxante ou quente ou doce... e a rir... que raios, estão sempre tão relaxados nos seus "porchs"... Ou então têm daqueles baloiços ou cadeiras baloiçantes de verga... e vão para trás e para a frente, a segurar a mesma caneca, um pé em cima e o outro em baixo... ou namoram aí sentados... que nem uns safados... uns safados porque têm direito àquilo, entenda-se, que eu não sou nada contra que namorem, acho muito bem e que mais falta faz no mundo... tivesse toda a gente um "porch" onde pudesse namorar e beber com os amigos e seriam todos mais felizes, parece-me...
Eu bem sei que metade daqueles alpendres são "porchs" de estúdio... e que os senhores provavelmente não têm vontade nenhuma de namorar, nem de beber nem de rir... mas o cinema e a televisão servem mesmo para vender ilusões, e a mim vendem-me aquelas dos alpendres, o que se há-de fazer...
E se calhar, lá nas Américas, os "porchs" nem são nada românticos e os vizinhos estão todos a ver o que estão uns e outros a fazer, se já beberam muito ou se namoraram demais.
Eu não quero saber. Eu queria um alpendre, para relaxar no final do dia de trabalho com o companheiro ou os amigos, um baloiço onde um dia pudesse conversar sobre a vida com os filhos a crescer, ou onde sozinha pudesse só contemplar a manhã a despontar. Um alpendre como o das séries, com sabor a "porch".
Rita

sábado, outubro 18, 2008

Relatos da vida de duas doentes

Fazer um outro post neste blog com os títulos "voltei", "estou de volta", "cá estou", seria cair em mais uma redundância das que se deve tentar ardentemente evitar...
Assim, e de forma grave, escrevo a dizer que estive quase a morrer. Quase. Tão quase como qualquer outra pessoa doente, pronto. Isto porque eu, quando adoeço, sinto-me sempre a morrer. Ainda por cima doente e com uma filha doente, posso dizer que teria estado às portas da morte de certezinha absoluta, se não tivesse eu uma mãe e uma irmã adoráveis que, de longe (do longe dos seus 20 e tal km de distância), não tivessem vindo tomar conta de nós. Sou uma filha afortunada e uma mãe ainda mais.
Bem, a história é rápida: a Alice começou com febre no sábado à noite. Eu fiquei cheia de calores insuportáveis no domingo e passei o tempo todo a abrir janelas de carros e a bendizer o fresco que estava na rua em comparação com o abafado dos outros sítios todos. À noite já eu estava com tosse e na segunda-feira de manhã, no trabalho, com uma pontada nas costas. Ao descer do refeitório já me doíam as pernas também e a cabeça. À tarde já me sentia febril e, basicamente, mal com'o caraças. No final da tarde rumámos a casa dos avós para ir buscar a filha e levá-la, com três dias de febre, às urgências. Filha para umas urgências e mãe para outras.
Resultado: filha com amigdalite viral, mãe com síndroma gripal. E que se desenganem todos, como eu, que pensavam que tinham várias gripes por ano, afinal o que temos tido são meras constipações e tosses. A gripe não engana, é o que nos deixa a morrer.
E pronto: filha para casa com indicação de antipiréticos para baixar febre, mãe com antipiréticos e antibiótico. E mãe doente a tomar conta de filha doente (não fosse a bendita família).
A partir daí foi a mãe a piorar nos primeiros dias (febre até 39º, tosse, dores no corpo todo, vómitos, congestionamento nasal, enfim, estava a morrer) e a filha a arrebitar vinte minutos depois de cada remédio. Ou seja, quase que filha boa para tomar conta de mãe doente.
Depois, a mãe foi ficando boa, só com tosse, pingos no nariz e cansaço estupidamente forte, e a filha piorou de repente, a febre a aumentar novamente, a diminuir o espaçamento entre febres, a demorar a reagir aos antipiréticos. De volta às urgências, filha com otite bacteriana a antibiótico.
Actualidade: Sábado com filha a dormir quatro horas de sesta, mas a acordar bem disposta, mãe só cansada e com dores nas costas, de ter dormido no sofá com almofadas a levantar o tronco, para o nariz não entupir. Filha porreiraça, cada vez melhor, mãe a antever um regresso ao trabalho nada fácil, pautado por uma fadiga intensa e desnecessária quando se tem tanto para fazer e tão pouco tempo pela frente.
Ufa, acabei.
Rita

domingo, outubro 12, 2008

Lição para o futuro

Meus queridos Merrel, minhas adoradas Crocs, meus riquinhos pés descalços...
Que nunca mais me esqueça de levar um par de calçado sobresselente para um casamento... principalmente quando estou grávida (possivelmente com pés ligeiramente mais inchados ou mais gordos, são as duas hipóteses que se levantam, mas completamente invisíveis a olho nu), não levo meias e não uso os sapatos há para aí um ano (e acho que já aí me magoaram ligeiramente)...
Ainda por cima a música foi sempre excelente, os convidados eram festeiros e no fim da festa contei: uma noiva de ténis de desporto, uma convidada de ténis tipo All Star, uma de chinelos de meter o dedo mas de tipo praia, uma de botas até aos joelhos e um ror delas de sabrininhas!
Malditas dores em mais zonas dos pés do que consigo contar pelos dedos dos mesmos... não fosse a felicidade da M e do D e o dia teria acabado com uma ligeira sombra causada pela minha saída com andar de deficiente...
E o que vale ter um homem que vai buscar-nos os chinelos porque ameaçámos ir do carro até casa descalça, santos deuses...
Rita

quinta-feira, outubro 09, 2008

"Menino ou menina - capítulo 1", ou "Despachadinha da silva"

A minha amiga Van falou-me por acaso nas conversas da "despachadinha", mas a verdade é que só quando se começou a saber da minha gravidez é que percebi de facto o que é ela queria dizer.
«Estás grávida? Então e agora, queres um menino não é? Ah, era giro um casalinho, e assim ficavas logo despachada...»
Mas porque carga d'água é que há tanta gente a achar que todas as pessoas quereriam ter um casal de filhos...?! E porque raios acrescentam que assim ficávamos "despachados"...?!
Serei eu obrigada a querer ter só dois filhos?! Não poderei querer ficar por só um?! Ou sonhar com uma grande família?! E estarei mais despachada porque os ditos dois se dividem pelos dois géneros e eu terei hipóteses de conviver e educar um xx e um xy?! Teremos nós que ter filhos e mais filhos para atingir essa dita perfeição de conseguir ter dos dois sexos?! Não poderá haver alguém que gostasse de ter um trio de miúdas ou um par de rapazolas?!
Talvez isto seja aquela sensibilidade extrema das grávidas, mas irrita-me profundamente a conversa de quem parte obviamente do princípio que tenho de ter um rapaz desta vez... que é isso que quero ou que, mais do que tudo, que assim é que é giro... Mas irrita-me ainda mais quando as ditas conversas acabam no quase óbvio «é que assim ficam logo despachados!»... é que nunca percebi que estava a ter filhos para me despachar, muito sinceramente... e o que ainda ninguém me conseguiu dizer é "despachar para quê"...
"Despachar - (...) atender; resolver (...) acabar, terminar apressadamente aquilo que se tinha começado; aviar-se; (...) fazer com pressa alguma coisa (...)"
in "A Enciclopédia 7", do Público
Oh pá! A minha "mai velha" tem três anos e o feijão/ervilha anda só pelas 15 semanas, ainda cá dentro da minha vida interior... Despachar?! Eu ainda estou só a começar!!!!!!
Rita

sexta-feira, outubro 03, 2008

Ainda agora…

“Porque é que havemos de estar a respeitar uma raça miscigenada que veio para um espaço europeu que não é o seu e que nunca nos respeitou…” acabei de ouvir no telejornal, a propósito de uma notícia.
Não foi uma frase isolada… foi um ideal em poucas palavras que já quase não choca, de tantas vezes o termos ouvido. Mas eu não posso ouvir isto e ficar indiferente. E coloco duas ou três interrogações: - Esse senhor é raça pura? Também tem um registo como os animais a certificar que na sua ascendência não há entrada de sangue contaminado? Qual é a entidade que passa esse certificado? Nesse apuramento fizeram como nos animais e eliminaram os defeituosos ou os mais fracos?
Sugiro então de façam uma recolha de fundos e comprem uma ilha, porque, felizmente a nossa raça está cheiinha de gente “misturada” porque não há coisa mais bonita do que uma paleta humana cheia de cores.
Ana Cristina

quinta-feira, outubro 02, 2008

Da Alice, durante estas férias

Na praia, ela a brincar com os bonecos, na areia, ligeiramente afastada de nós:
- Pai, ó pai! Anda aqui.
E o João, do sítio dele, perto de mim, a ler o jornal deitado na toalha:
- Ó filha, anda cá tu...
E logo ela:
- Ó pai, mas é que eu sou uma senhora...
Mas onde terá arranjado esta filha uma tirada destas tão machista...?!
Rita

quarta-feira, outubro 01, 2008

Voltei

Voltei. De férias, para o trabalho, para Lisboa, para as nossas rotinas muito nossas, para novas fases, para as continuações e para os novos recomeços. Para casa. Melhor, mais descansada, com postura zen, decidida a continuar a importar-me mas sem vir para casa a sofrer.
Voltei também para aqui. E com novidades:

Sou novamente uma materiosca.

Rita

domingo, setembro 21, 2008

Não é o primeiro ano que tenho todas as minhas férias em periodo de Inverno mas para a próxima vez que tal ideia me passar pela cabeça espero que me dê uma enorme vontade de ir à casa-de-banho e faça bem fininho. Porque isto de tirar 9 dias em Maio e o restante das férias esperar por Outubro e nem sequer ter uns diasitos no Natal nem nada é mesmo uma ideia de M e que mais valia ter estado bem quietinha. E para acrescentar à programação da treta o F mudou de emprego (o que é bom) e não tira nem um dia em comum comigo (o que é muito mau).
... Se ao menos eu estivesse numa de estudar estatística ou cheia de inspiração para dar ao enquadramento teorico da tese "o brilho literário" que necessita, mas nem isso.
Pois é, se uma está cansada a outra está em stand-by, à espera de um carregamento energético para poder terminar o que está pendente e iniciar novos projectos (que aguardam tempo e disponibilidade). Na verdade, espero que esta fase um período de transição onde os sentimentos ambíguos ou menos agradáveis sejam substituidos por outros bem melhores, cheios de projectos e de motivação para os concretizar... E como sei que a luta para a frente é a melhor forma de ultrapassar os obstáculos vou dar que fazer a esta cabecinha pensante. Começo por aqui, e publico este post. A seguir vou-me dedicar ao estudo...
Até amanhã,
Ana Cristina

quarta-feira, setembro 10, 2008

Eu estou tão cansada e não tenho vindo aqui... o que quer dizer que não tenho vindo aqui porque estou tão tão cansada que vocês nem imaginam...
Ainda não fui de férias mas elas estão mesmo à porta. Este ano, são desejadas como se não as tivesse há anos... e é que nem explicar porquê...
Sinto-me exausta por dentro e por fora e não tenho vontade de fazer nada, nem trabalhar, nem fazer coisas em casa, nem passear, nem pintar, nem bordar, nem escrever o blog, nem ver o mail, nem viajar pela net, nem nada nada nada... só quero pôr-me fora daqui, desta rotina que é habitualmente a minha e que eu habitualmente gosto.
Eu já volto.
Rita

terça-feira, setembro 09, 2008

...

Recordação de uma tarde bem passada na festa. E no final do dia, quando se despediu virou-se para o tio e disse: "Eu não faço mais disparates com o teu corpo, tá bem?"
Esta e outras fotografias da festa aqui, e aqui, e aqui, e aqui, e aqui, e aqui.

Ana Cristina

sexta-feira, setembro 05, 2008

É HOJE ...

Valeram a pena os dias cheios de trabalho e as trocas que ainda vou ter de pagar, mas hoje vou para a Festa. E vão ser três dias de cantoria, de boa mesa e de encontros com pessoal que só vemos uma vez por ano. Porque realmente, não há festa como esta.

Eu, a Rita e a Alice esperamos vê-las por lá.
Ana Cristina

segunda-feira, agosto 25, 2008

Não desaparecemos...

... nem estivemos de férias. Pelo contrário, nestes últimos tempos o trabalho tem sido muito, sem que nos deixe tempo para deixar aqui novidades. É mesmo assim, quem fica em pleno tempo de férias a garantir o trabalho de todos em serviços onde o que há para fazer não diminui com o verão, parece que não tem tempo para mais nada. A única coisa boa é mesmo o pouco transito da IC19. Então os dias são passados na ambivalência de quem queria estar de férias, mas que também gosta de aproveitar os periodos das férias dos outros. De manhã, a caminho do trabalho penso "porreiro, isto é que é bom, demorar tão pouco no trânsito", de tarde "mas porque é que eu não estou de férias a aproveitar o bom tempo, e vou ter de me enfiar no hospital sem ver a luz do dia", de noite ao chegar a casa é bom ter lugar para o carro, mas a cabeça está cansada e as pernas mais pesadas que o habitual...

Quem esteve de férias com os avós foi a Alice, que veio feliz e contente, para a "casa de Lisboa, da Alice, da mãe, do pai, da Fera e do Kaus..." e com pedidos especiais como o de pintar as unhas. Escusado será dizer que a tia arranjou um tempinho para ir comprar um verniz cor-de-rosa para satisfazer o pedido à menina, que ficou muito mais vaidosa ainda.



Ana Cristina

terça-feira, agosto 12, 2008

Desabafo...

Livra que é dífícil descobrir como é que se cola aqui um vídeo do YouTube...........!!!!!!!!! Estou desde ontem para fazer o post anterior!!!!!! E estava a ver que hoje me deitava com a mesma neura com que me deitei ontem...!


Rita

segunda-feira, agosto 11, 2008

Melancolia - o mesmo filme, segundo capítulo

A propósito deste post e para quem, como eu, tem tantas saudades, cá vai:



E já agora, para quiser cantar a acompanhar, cá vai a letra:

"Marmelada de banana, bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo

Boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo

Rios de prata, pirata
Vôo sideral na mata, universo paralelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo

No país da fantasia,
num estado de euforia
Cidade polichinelo
Sítio do Pica-Pau amarelo"



Só resta dizer:
Obrigado Gilberto Gil por uma das músicas que acompanha as nossas vidas...
Obrigado Monteiro Lobato, pela criação deste "universo paralelo"...
(e obrigado Unesco, pelo prémio tão bem atribuído de um dos melhores programas infantis do mundo...)


Rita

sábado, agosto 09, 2008

Beijing 2008


Começaram os Jogos. E se há coisa que eu adoro é os Jogos Olímpicos. Tenho uma imensa admiração por todas aquelas pessoas que conseguem chegar ao evento máximo do desporto (sem desprimor para todos os outros campeonatos, e não esquecendo que há muitos desportos que não são olímpicos). Admiro todos os atletas, pela sua capacidade de luta, por se tentarem ultrapassar diariamente.
E hoje adorei ver o judo (o meu desporto) e o desportivismo de quem perdeu a medalha de ouro. Lembrei-me das aulas com o Mestre Bastos Nunes, do ambiente dos campeonatos, da competição saudável. Tive saudades…
Hoje foi o primeiro dia dos jogos e eu apanhei uma entorse no pescoço de estar tantas horas a ver combater, nadar e saltar. Amanhã o sofá espera-me outra vez.

Ana Cristina

Melancolia...

Ai que saudades do Sítio do Picapau Amarelo... o lugar para onde todos antes gostávamos de viajar...
Um dia queria tanto que a Alice também lá fosse...
Rita

quinta-feira, agosto 07, 2008

Os anos da Alice estão a chegar...

Daqui a alguns dias a Alice fará três anos. Seguindo a ideia que me foi dada no ano passado, pensei em deixar novamente algumas dicas para as prendas que o pessoal, se quiser, pode oferecer.
O nosso entendimento é o mesmo do ano passado. A Alice não precisa de uma quantidade enorme de prendas, uma por pessoa ou grupo de pessoas é mais do que suficiente (o preço não é importante!). Afinal, no final do ano revemos aquilo com que ela não brinca, fazemos uma selecção e damos à escola ou a outras entidades... para além disso, preocupa-nos que, no meio de um excesso de briquedos, ela deixe de valorizar o que tem e passe a cuidar das coisas com menos interesse e cuidado. Por isso, vá lá... não exagerem...
Então vamos lá ver:
  • mais uma vez, roupa, livros, música e filmes são óptimas opções, sempre utilitárias e duradouras - é preciso ter a noção que ela gosta imenso deste tipo de coisas;
  • legos e puzzles (o último que lhe dei tem 46 peças grandinhas) são excelentes, das coisas que a Alice mais gosta de fazer e refazer e tornar a fazer;
  • qualquer coisa da "Hello Kity", sei lá, um estojo, uns lençóis, umas cuecas, umas meias, uns ganchos - é a personagem favorita nos últimos tempos, apesar de qualquer outra também fazer sucesso (inclusive Betty Boop, Mickey, etc.);
  • disfarces - ela tem umas asas, mas começa a gostar de se mascarar aqui em casa, com lenços, plumas, "pirosices"; ideias: uma varinha de condão daquelas que faça barulho (viu na casa de uma amiga e adorou), ou um avental pequenino (usou um da última vez em Viana e não havia quem a convencesse a tirá-lo);
  • uma malinha de médicos - começou há pouco a brincar a tratar das doenças dos seus filhotes;
  • alimentos de brincar, para fazer comidinhas com as panelas e os apetrechos que já tem (e a cozinha que vai ter, ahahahah)...

Brinquedos a não oferecer, por favor: bonecos de tipo bebé (ex: Nenucos), porque ela já tem alguns e tende a brincar sempre com o mesmo. Outro: bonecas de tipo menina, porque já vão ser oferecidos.

E que chegue a festa, sem que ninguém se esqueça de guardar os recibos para se trocar o que possa vir repetido (pode parecer estranho mas em somente dois aniversários e três Natais, já aconteceu!)... Obrigado a todos!

Rita

terça-feira, agosto 05, 2008

Desculpem lá... os últimos dias têm tido aniversários e jantares e cinemas e restaurantes novos onde se come demais e por isso se chega a casa sem vontade de vir ao computador... amanhã volto mais cedo e com mais tempo e vontade.
Rita

sexta-feira, agosto 01, 2008

terça-feira, julho 29, 2008

Um post devido

Para a minha querida amiga Dê, que vai partir de férias e deixar o nosso local de trabalho temporariamente mais pobre, cá vai:
A Alice, há cerca de mês e meio, nas nossas férias, a cantar (topem o microfone na mão) e a dançar (ó pró jogo de ancas) com a saia da Laura vestida.
Rita

segunda-feira, julho 28, 2008

No sábado foi dia dos avós e lembrei-me dos meus

Lá em casa nunca demos importância aos dias especiais. Não me lembro de comprar ou fazer presentes porque se ia festejar o dia da mãe ou o dia do pai, ou de receber alguma coisa no dia da criança. Nunca esses dias foram anormais, para além do beijinho especial. Na minha memória está apenas aquele dia da mulher em que, para aí com os meus 12 anos, escrevi um poema para a minha mãe, e que deve ter sido inspirado num que havia pendurado na porta do roupeiro, porque eu nunca tive muito jeito para a escrita, apesar da época dos poemas ...

Mas no sábado foi dia dos avós e eu tive saudades dos meus.
Tive pena de não ter conhecido melhor o avô Bádino, do que ele não viveu em família e do que ele não viveu em sociedade.
Tive lembranças da minha birra de pequenina, e do palhaço de corda que foi pelas escadas abaixo no dia em que o recebi só porque queria que o avô Lisses não se fosse embora.
Recordei-me da avó Conceição, e de ir na rua com ela ... e as pessoas perguntarem: "- É sua neta, D. Mariazinha?" E ela responder "- É, e vai ser enfermeira quando for grande."
E da avó Joana. A avó que fazia as comidinhas que a gente gostava mais. A avó que fazia vestidinhos para as bonecas. A avó que nos ensinava cantigas e representações do seu tempo. A avó Joana de todos os nossos amigos.

Os meus avós deram-me muito boas recordações, lembranças de uma infância muito feliz onde eles tiveram papéis importantes e, até o avô Bádino que morreu quando eu tinha 3 anos, deixou de herança lindas recordações contadas pelos outros, que, com um bocadinho de imaginação, faz-se com que pareça que esteve sempre presente.
Ana Cristina

sexta-feira, julho 25, 2008

E depois não querem que as crianças fiquem traumatizadas...

Nestes mais de oito anos a lidar com meninos pequenos já encontrei nomes muito esquisitos. Assim de repente lembro-me, por exemplo, do Chocholino, da Jearcinercia, do Kleidyr, do Shaara e do Rickelmy. Mas duas gémeas a chamarem-se Somerda e Bereta é que não estava à espera.
Dizem que Bereta é nome de arma, mas o que quererá dizer Somerda???


Ana Cristina

terça-feira, julho 22, 2008

Esconderijos


Como todos os gatos, a Fera gosta de se esconder... Nós ficamos sempre à beira de uma síncope quando a "perdemos", mas, muito sinceramente, não haveria qualquer problema se não fosse por vezes tão difícil encontrá-la justamente quando estamos cheios de pressa para sair de casa e queremos fechar a porta que dá para os quartos, para não ficarem as camas cheias de pêlo...
O último esconderijo, escolhido de manhã, sempre que estamos a sair para o trabalho, é por baixo da cama da Alice. Desafiando o seu volume, aninha-se lá em baixo e só sai quase à força...
Andará a brincar connosco, para nos convencer a não sair de casa...?
Rita

segunda-feira, julho 21, 2008

As rotina dos super-heróis-de-trazer-por-casa que somos todos...

Na sexta-feira a Alice foi para a cama quando os ponteiros ainda não tinham chegado às 20.
Ela tinha ido passar uns dias fora com os avós, mas depois ficou doentita, voltou, ficou dois dias em casa com o pai, voltou para a escola num dia em que jantámos com a família e nos deitámos tarde... na sexta-feira estava de rastos, do cansaço acumulado... e tinha definitivamente vestido a máscara de "miúda diabólica" com que já nos andava a ameaçar nos dias anteriores...
Quando cheguei, ela estava sentada na banheira a chorar. Não queria nada, não aderia a nada, nem às brincadeiras do costume, nem às novidades. O pai parecia estar com vontade de fugir e eu, que de manhã tinha saído de casa ansiosa por ir trabalhar (companheiros adoentados e filhas cansadas é uma mistura explosiva!), pensei que também não ia conseguir lidar bem com aquilo (porque muitas vezes não lido, eu sei...). E de repente olhei para ela e percebi todo o seu desconsolo, o seu cansaço, a sua neura e birra como forma de extravasar (é assim que se escreve?!) aquela energia negativa...
Sentei-me e disse-lhe que quando ela quisesse sair dali devia dizer-me, para eu lhe dar banho. Ela não queria, mas como eu não abandonasse a minha combinação e me mantivesse sempre tranquila, acedeu. Choramingou sempre. Porque não queria champô, porque a água estava quente, porque a água estava fria... e depois foi porque queria o sofá e porque não queria o creme e porque não queria deitar...
Perguntei-lhe se ela queria beber um biberon de leite, a chucha e ir para a caminha e ela aceitou logo. E falei com ela, disse-lhe que percebíamos que estivesse cansada e a chorar, e que não fazia mal, ela que chorasse quanto quisesse porque nós gostávamos dela na mesma, sempre. E que ia para a caminha mais cedo, quando ainda era dia e sem comer a sopa, mas era para que no dia seguinte ela acordasse bem disposta e a rir, porque não podíamos passar os dias a chorar se não não nos divertiríamos nada com a vida.
O João sorriu da teoria toda mas ela aconchegou-se a mim, abriu bem os olhos e acenou-me que sim com a cabeça. E dormiu a noite toda e desde aí tem estado a "boa onda" de (quase) sempre.
Na sexta-feira foi um dia bom, em que a super-mãe não se deixou derrotar pelos poderes da miúda diabólica.
Rita

sábado, julho 19, 2008

Parabéns, Madiba


Vi o meu pai chorar pela primeira vez, em Fevereiro de 1990, quando Nelson Mandela foi libertado. Foi até hoje uma das raríssimas situações em que isso aconteceu.
Eu tinha 14 anos de idade e sabia quem ele era. Sabia o que era o Apartheid por aquilo que lia, e dançava ao som do concerto gravado em vídeo, penso que terá sido o de Wembley. Mas nunca tinha visto o meu pai chorar e surpreendi-me. Não sei se achei exagero ou se pura e simplesmente não percebi. Julgo que talvez tenha pensado que chorar a gente chorava com as situações da nossa vida, ou com os livros e filmes e músicas.
O meu pai e a minha mãe choraram a ver a notícia na televisão, provavelmente sentindo na pele e na alma a pequena grande vitória que aquela libertação significava na luta pela igualdade, depois do fim de 27 anos de prisão do grande líder do movimento antiapartheid.
Ontem, tantos anos depois, vieram-me as lágrimas aos olhos ao ver a notícia do aniversário de Mandela e os parabéns cantados por tantas e tantas pessoas que lhe agradecem a sua grande quota parte na luta por um mundo melhor. 18 anos mais tarde, também eu choro de comoção com os meus pais e interiormente canto... e também agradeço.
Rita

sexta-feira, julho 18, 2008

Cantinho cá de casa...

Tentando voltar à normalidade, recomeço a rúbrica "cantinhos cá das casas" que durante algum tempo foi hábito nosso. Na altura fomos influenciadas por esta menina, nossa amiga da blogosfera que conhecemos pessoalmente na única feira que tivemos oportunidade de ir (única, mas muito boa experiência,que um dia, que sabe, se repetirá) e que já consideramos nossa amiga.

Esta semana mostro o cantinho dos gatos, na minha sala, onde se encontram dois gatinhos em porcelana, oferecidos por duas amigas, e umas informações em forma de livros, que me deram toda a sabedoria teorica acerca de felinos. A prática veio com o Pilas, que já todas conhecem.



Ana Cristina

quarta-feira, julho 16, 2008

Eu queria, mas o adiantado da hora não ajuda...

Vinha no caminho a preparar mentalmente o post que ía fazer mas, defenitivamente, o trânsito não colaborou, e o sono apoderou-se da minha mente e a fotografia ainda não tem os retoques necessários para ser editada.
Fica para amanhã.
Ana Cristina

segunda-feira, julho 14, 2008

Outros meninos cá em casa

Neste fim-de-semana não tivemos cá a Alice.
Desde muito cedo que nos habituámos a deixá-la ir. Primeiro, enquanto mamava, só por umas horas. Depois uma noite de longe em longe, a partir dos dez meses. Uns dias, já depois do primeiro ano. Uma semana de vez em quando, a partir daí. Nunca mais do que isso, eheheheh.
Não é que não custe. E não é que passe a custar menos. Sofre-se um pouco (pouquinho... assim fininho) por antecipação, quando se pensa que não se vai tê-la nos dias seguintes a cantarolar pela casa. E no dia em que sabemos que ela vai. Mas depois fica uma tranquilidade boa, de sabê-la bem e de nos recuperarmos a nós, a nós enquanto seres individuais que somos, a nós enquanto par de compinchas também. Uma tranquilidade feita de manhãs dormidas até mais tarde, de refeições fora, de cinemas, disso também que vocês estão a pensar, dos ritmos que se quer, da vida como era antes... mas melhor porque ela existe e, mesmo longe, está lá e é "nossa".
Este fim-de-semana foi só para nós e deu para tudo, para ver televisão, para estar com amigos, para almoçar fora com calma, para ir ao cinema... e principalmente para avançar com trabalho que já deveria estar feito - uma conquista que me deixou cheia de orgulho de mim mesma...
Como não tínhamos miúdos, matámos as saudades da filha com o João, que quase comeu pão pela primeira vez na nossa casa...
Rita

quinta-feira, julho 10, 2008

Coisas da sobrinha...

- Então onde vais amanhã??
- Ao Alentéjio
- E o que vais fazer lá?
- Vou ver os cavalos, as vacas... ó avô, também vamos ver camelos no alentéjio???

- Sabes tia, eu sou quase grande.
- Quase grande para o quê?
- Para andar no cavalo...
Ana Cristina

quinta-feira, julho 03, 2008

Brincar com a comida

A propósito do post de ontem, a Dê hoje perguntou-me se eu deixava a Alice brincar com a comida. Não soube o que responder, deixo e não deixo, depende sempre dos dias e da minha paciência.
"Não brincar com a comida" é algo que sinceramente não me lembro de ouvir, mas que cheira à distância a regras de quando éramos miúdos. Daquelas que, quando se pensa bem, nunca se consegue entender o motivo de ter sido criada.
Eu brinco com a comida e acho que todos somos assim. Guardo o que gosto mais para o fim; vou comendo cada ingrediente aos bocadinhos, um de cada vez quase ou conjugando os que gosto mais uns com os outros; no ovo estrelado como sempre a clara e tudo o resto e rebento a gema no fim, com o pão; como as peças de fruta às dentadinhas que a vão rodeando e rodeando e rodeando... tenho rituais. Que adoro e que, calculo, me farão sentir segura. Eu conheço a comida que tenho à frente e brinco da maneira que já conheço há muitos anos. É uma garantia de conforto neste mundo louco e tão mutável em que vivemos.
A Inês acaba com os ingredientes no prato, um de cada vez. Há pessoal que come a fruta em grandes dentadas. Um outro amigo punha a gema do ovo estrelado toda na boca e rebentava-a lá dentro.
Deixar os miúdos brincar com a comida é saudável, deixá-los decorar os pratos ou participar na realização da refeição também. Já dizia uma amiga no outro dia: parece que o acto de brincar com a comida ajuda a evitar distúrbios alimentares no futuro. E isso parece óbvio quando se pensa que qualquer relação criada de forma sorridente e feliz é sempre mais saudável, incluindo-se aqui a relação que criamos também com a comida. Além de que nunca se sabe se o nosso filho se tornará um verdadeiro artista nesta arte de brincar com a alimentação, eheheheh...
Rita

quarta-feira, julho 02, 2008

Coisas da filha, mais uma vez...

A Alice estava a comer há uns dias atrás quando de repente nos chama e diz: «Olha mãe, o que eu fiz! É uma escada...»
Eu olhei e reolhei. E era mesmo.

Rita

segunda-feira, junho 30, 2008

Histórias de princesas...

Há uns tempos a Dê perguntou à Laura o que queria ela ser quando fosse grande. Ela respondeu que queria fazer casas e a Dê percebeu logo que a sua mais nova não estava a ser original e sim a seguir a resposta e o futuro planeado pelo irmão... «Não, Laura, isso é o que o Tiago quer ser... e TU, o que queres ser TU quando fores grande?» A Laura parou para pensar e depois, de forma descontraída e natural - pelo menos como eu imagino que ela estivesse -, respondeu: «'Tá bem, então posso ser uma princesa...»
E foi assim que, no dia em que fez quatro anos, as Oficinas só poderiam presenteá-la com uma princesa, só para ela...




Rita

sexta-feira, junho 27, 2008

De volta a este cantinho depois de muito tempo

Tenho saudades de me apetecer vir aqui deixar a minha marca num espaço que é nosso, meu e da Rita, com um toque de Alice.
Têm sido uns tempos difíceis onde os dias passam a correr e não se tem horas para cumprir com tudo o que se deseja e, numa época onde dava tanto jeito gozar os feridos que a instituição nos deve, se é forçado a cumprir os horários que estão em falta, por doença, por férias ou simplesmente porque não existe gente suficiente.
A tese não tem colaborado para melhorar os ânimos e parece que a clareza de pensamento também não tem abundado por estas bandas.
Este cantinho tem sido só mais uma faceta que tem estado em stand-by, como se a minha própria vida funcionasse por compartimentos, sendo que a dedicação a uns prejudica o resto... e isso não me faz bem. Se por um lado me causa a sensação de "não trair a causa", por outro não me torna mais eficaz no cumprimento do mais imediato. Por esse motivo estou decidida a dedicar-me de corpo e alma também a este blog, um projecto que eu muito gosto.
Assim, estou decidida a voltar.
Ana Cristina, a regressada

quarta-feira, junho 25, 2008

Plasticina e brincadeira

Há uns tempos atrás vi na televisão um documentário sobre o facto dos animais que mais brincam na infância serem os que mais inteligentes se tornam... davam-nos a nós, humanos, como exemplo (vamos sendo exemplo para alguma coisa, vá lá...)... e aos felinos e aos símios...

Uma das coisas boas de se ser mãe - já tenho vindo a constatar - é decididamente o tornar a brincar, ou o tornar a aprender a brincar. Achamos que estamos a brincar COM os nossos filhos, e quando damos por nós, somos nós todas inteirinhas que lá estamos. A agir por nós.
Nos últimos tempos, temos feito plasticina. A plasticina não é como antigamente. Esta vem numa baldinho, traz um plástico para servir de superfície de trabalho, moldes e ferramentas. Nem eu sei fazer plasticina com tantas facilidades. Mas é giro descobrir. Outra vez. Enquanto a Alice faz bolinhas e pedacinhos, para os quais olha toda contente e descobre semelhanças com coisas reais («Olha mãe, fiz um cocó!!!!»), eu vou experimentando novos toques e texturas, novas formas de brincar, novas formas de me divertir com ela e também comigo. Novos eus infantilóides de 32 anos. Adoro. Para além de tudo, tem ainda a grande vantagem de nos deixar ficar mais inteligentes. Chego até a concluir que é muito melhor do que era antes... talvez porque agora sei o que me espera quando acabo...
É caso para dizer: brincar é espectacular.
Rita

quinta-feira, junho 19, 2008

Oh pá, é a terceira vez na última semana e meia que escrevo um post e de repente, por uma causa ou outra, ele é apagado. Ainda para mais, é a segunda vez nos últimos três dias que se apaga uma coisa que escrevo, não aqui, mas no geral do meu mundo informático. Estou irritada, furiosa. E não vou reescrever, desculpem-me. Fica para amanhã.
Rita

quarta-feira, junho 18, 2008

Guerra!


Já há uns anos, desde que viemos cá para casa, esta mesma casa velha que eu adoro e que é a nossa, que de longe em longe aparece uma ou outra barata. Grandes, enormes, gigantes, as maiores que já alguma vez vi. Mesmo. O João convenceu-me(nos) sempre que viriam da rua e o receio de uma praga acabava por passar com o decorrer do tempo sem que aparecesse nenhuma.
Nunca mencionei o assunto a ninguém, exclusivamente por causa do preconceito que penso que todos temos, em relação ao facto do detestável bicho aparecer em locais menos limpos (uma redondo engano, segundo as minhas pesquisas)... Mas no último mês e meio já apareceram mais do que "uma de longe em longe"... E o cúmulo foi quando na reunião de condomínio um outra moradora do prédio falou nas baratas que tinha visto na escada. E depois um outro morador falou que também já tinha tido uma ou outra e depois outro repetiu...
Conclusão: temos uma praga. Uma praga de mostruosas e asquerosas baratas no prédio (sobre as quais já aprendi serem americanas de nome). Já investiguei (por falar nisso, partilho inteiramente a opinião magnífica do Nuno Markl sobre o tema), já comprei produtos, já sonho com as ditas cujas e vejo-as em todos os nós da madeira. Instaurei esta como a última guerra caseira. Fora de mim já providencio as minhas armas. Dentro de mim, morro de pavor e nojo que as bichas passeiem por cima de nós enquanto dormimos. Ou que as calque com o pé nu quando ando descalça pela casa na penumbra.
Resumidamente: socorroooooooooooooooooooo...
Rita

terça-feira, junho 17, 2008

Adriana Partimpim

É oficial: a Alice apaixonou-se pela Adriana Calcanhoto!
Já há uma série de tempo que de vez em quando punha cá em casa, para dançarmos e cantarmos ou meramente para servir de banda sonora aos momentos de gozo familiar. Embora invariavelmente a Alice dissesse (depois de perguntar carradas de vezes quem estava a cantar) que não queria «a Calcanhoto», eu ia suavemente insistindo para que ela fosse ouvindo.
Desde a semana passada que é oficial: a Alice gosta de Adriana Calcanhoto. Mais: gosta muito. Ficou verdadeiramente apaixonada e arranjou a sua própria forma de pedir para ouvir: «Mãe, quero ouvir as tuas as músicas, o teu cd. Aquelas músicas fortes.» (???!!!)
Por isso, é oficial: Adriana Calcanhoto, novo amor, músicas fortes.

Rita

segunda-feira, junho 16, 2008

Eu gosto é do Verão *

No calor, que é parecido a dizer "no Verão", tudo fica diferente... e, quase sempre, tudo fica melhor...
O sol irradia-nos e, sem o sabermos, ficamos mais sorridentes, mais confiantes... e, logo, mais bonitos. Apanhamos uma corzinha que nos deixa com ar mais saudável e encantador... Despreocupamo-nos com algumas coisas e andamos por aí a abarrotar de luz e sonho. Perdemo-nos a olhar pela janela ou a passear na rua. De forma geral, condicionados pavloviamente por anos e anos de estudo, tendemos a relacionar o sol, o calor, o dito Verão, com férias, mesmo que as não tenhamos, e agimos como se elas estivessem logo ali à espreita.
Hoje reparei que também cheiramos melhor... a cremes de frutos, protectores e hidratantes, que são os únicos cheiros falsos de que gosto, já que abomino perfumes... cruzamo-nos com pessoas que dão vontade de trincar, todas moreninhas, vestidas de cores garridas e ainda por cima, a cheirar a coco...
Viva o calor, o grande astro, as sandálias, a praia e o desnudamento... mesmo que com ligeiros aguaceiros pelo meio.
Rita
* Por acaso o título é enganador, porque eu também gosto muito das outras estações todas... mas para o caso, deu jeito.

quinta-feira, junho 12, 2008

...

Desde a minha vinda de férias os dias têm sido como que duma dimensão paralela onde a doença e a morte rondam as nossas vidas deixando-nos ilesos fisicamente mas psicologicamente bem marcados. Por isso, este cantinho da blogosfera ficou de parte, à espera de novos tempos, mais alegres e descontraídas.
Mas na minha mente estão gravados os momentos de angústia que acompanharam o desespero de uma mãe que encontrou o filho caído, nos meus braços ainda sinto os músculos das tentativas infrutíferas, na boca a sensação de ter soprado para pulmões já sem vida... foram prái uns 15 minutos sentidos como uma eternidade.

Só hoje me apeteceu vir contar as novidades. Prometo que noutro dia virei mostrar as fotos dos dias bem passados com a sobrinha, no "alentejio".
Ana Cristina

quarta-feira, junho 11, 2008

Cenários

Ontem, na bomba:
As pessoas agitavam-se fora do carro. O João entrou a sorrir: «Este pessoal está com medo que o gasóleo acabe...!» Nós a sorrir e seguir viagem, sem pensar mais no assunto.
Hoje, pelo caminho, a notícia no rádio da quantidade de carros parados na auto-estrada do sul, por falta de combustível. E logo a seguir a passagem pela bomba e o cartaz "Gasóleo fora de serviço". Nós, de sorriso trémulo: «Pelo menos temos de ter para voltar para Lisboa...»
Ao jantar, a Alice sem querer acabar de comer a sopa. «Não pode ser filha, esta sopinha tens de comer por causa dos legumes... sabe-se lá quando se irá ter legumes frescos novamente... Já agora, esta colher é pelos senhores camionistas... E mais esta, pelos senhores pescadores... A sopa de hoje é revolucionária...»
Pergunto-me se nos próximos dias futuros voltaremos ao passado e veremos por aí pessoal a deslocar-se de carruagem...
Rita

terça-feira, junho 10, 2008

Dela

Eu: - Dá-me a mão...
Ela: - Não mãe, aqui é praia, não há carros...!
Eu - Está bem, mas estamos a subir as escadas e eu tenho medo que tu caias, quero ajudar-te...
Ela: - Não mãe, eu estou a crescer...!

Rita
Este post também podia chamar-se «Estou a crescer», frase mais usada pela miúda da casa nos últimos tempos, a propósito de tudo e de nada...

quarta-feira, junho 04, 2008

De água no balde


Parece que é normal, na vida de todos nós, gostarmos mais de algo que a pessoa do lado tem. A pessoa do lado que, precisamente, daria tudo para ter exactamente o oposto. "A galinha da minha vizinha é melhor que a minha" é, por isso, um provérbio que se conhece desde muito cedo.
Na minha casa e na minha infãncia, quando brincava, imperava a teoria do "faz de conta". Ou seja, não havia comida a sério, produtos a sério, nada a sério.
Pelos vistos, por aquilo que ouvi falar, na casa e infãncia da minha prima Lili, havia arroz e massa reais quando ela brincava. Assim como acontecia com a Catarina quando ia para casa da avó, que morava em cima da minha avó.
Como é óbvio, eu morria de vontade que alguém me desse comida a sério para eu preparar os meus cozinhados. Por outro lado, tanto quanto me disseram, a Lili achou imensa piada à ideia da minha mãe: «Cá em casa brinca-se ao faz de conta...».

Olho agora para a Alice e ainda não sou capaz de saber o que prefiro. E por isso acho que vou dando a ideia conforme o dia em que estou e a disponibilidade para arrumar ou limpar. Por essa razão, hoje brincou-se com água no balde («Põe água no balde, mãe, vou limpar a tua casa.»). Mas amanhã, se for caso disso, pode vir a ser dia de "fazer de conta". Para todos os gostos.

Rita

terça-feira, junho 03, 2008

Cá em casa, uma vez por semana 5

Bem sei que a Rutinha lançou este desafio/rubrica com o intuito que este fosse semanal... mas confesso, nem sempre dá e nem sempre me apetece... os últimos tempos têm sido algo complicados para actualizar esta rubrica e este blog - isto é por fases - mas promete-se um novo e continuado esforço para manter tudo em ordem... até porque há muitas coisas para mostrar...
Adiante, esta semana exibo, em tom caricatural, o canto da casa mais importante da nossa actualidade:


Isto não é bem verdade, claro está. Mas faço este post só para dizer que a miúda da casa já não tem rabiosque de fraldas, pelo menos durante o dia. E tem corrido muito bem.
No ano passado achámos que a Alice estaria pronta para largar as fraldas e começámos a falar-lhe no assunto. No entanto, não partimos para o treino à séria. Resultado: a moçoilita ficou confusa e a coisa não deu bom resultado, inclusivamente a nível de saúde (nada gravoso, mas aborrecido na mesma). Este ano, quando o mau tempo aliviou, experimentámos deixá-la pela casa sem fraldas. E qual não é o nosso espanto, verificámos que sabia perfeitamente quando tinha que ir ao bacio...
Decisão: o próximo filho que tenha há-de largar as fraldas quando estiver suficientemente seguro para o fazer, sem qualquer stress ou pressão da nossa parte. Pode demorar um pouco mais e implicar mais gastos na economia familiar, mas vale de facto a pena esperar, a resolução deles é muito mais segura, confiante... e rápida, sem treino! Fica o conselho.
Rita

segunda-feira, junho 02, 2008

Recomeço hoje

Depois de uns dias de descanso do trabalho e da tese (que a intensão era ler dois ou três artigos, mas nem isso fiz) recomeço hoje os horários malucos.
Foram uns dias bem passados, em companhia de uma sobrinha lindona ("não xou tia, xou bonita") e que me desculpe o F. que à última da hora não foi (por um bom motivo) ou os padresitos que também lá estiveram mas aquele bocadinho em que a princesa se deitava ali ao meu lado na cama agarrada a mim foi muito, muito, muito bom... ela foi a companhia maravilhosa que eu necessitava para recuperar forças.
O Sol até colaborou e venho com uma cor mais saudável.
Apesar da vontade não ser muita os "meus meninos" esperam-me e vou ter de ir...
Ana Cristina

terça-feira, maio 27, 2008

Não tá certo...

Uma pessoa queria ir apanhar um solinho, nestes que serão os seus dias de descanço (que os próximos, em Outubro estão tão longe) de quase metade do ano e o tempo não colabora... Injusticia
Eu vou logo depois de almoço e só volto no fim-de-semana, por isso, quem manda nessa coisa das nuvens e do tempo ainda tem tempo de reconsiderar.
E eu levo o biquini...


Esta imagem foi criada em : www.sp-studio.de/

Ana Cristina

segunda-feira, maio 26, 2008

Depois de só ter chegado há pouco mais de uma hora a casa (vinda do trabalho); depois de resmungar muito sobre as pessoas que mandam em mim algumas horas por dia (bastantes ou demasiadas horas para o tipo de "mandar" que exercem!); depois de contar os momentos altos e particularmente emotivos do dia com pormenores teatralizados; depois de ter direito a uma esparguete com moelas feita pelo companheiro (muito boas ou era da minha fome?!); depois de planear amanhã a alvorada para antes das 06H00, juntamente com todos os apetrechos e banhos e vestuário e tudo o mais que é necessário; depois de um relaxante descafeinado... nada mais tenho a dizer (que não seja este breve desabafo). O dia amanhã avizinha-se longo e trabalhoso. Tenho dito.
Rita

domingo, maio 25, 2008

Brinquedos de bebé

Neste fim-de-semana a Alice descobriu um brinquedo de bebé guardado debaixo da sua cama. Mexeu-lhe e remexeu-lhe, e acabámos por ter de montá-lo, mostrar-lhe o seu funcionamento e exibir-lhe até as fotografias em que, ela bebé, olhava fixamente para os animais que rodavam por cima da sua cabeça [«olha ela (engraçado como se coloca na terceira pessoa quando se vê bebé nas fotografias) a sorrir»]. Ficou muito contente com a descoberta do seu móbil e tornou a brincar debaixo dele, deitada na cama a fingir-se de bebé, depois de eu lhe ter explicado porque razão os bebés gostam e o que fazem com algo assim.
Algumas horas depois da descoberta, o Bebé João veio visitar-nos e a Alice insistiu desdo logo que tinha uma coisa para lhe mostrar no seu quarto. O Bebé João, de cinco meses, adorou estar deitado por baixo do móbil e ela adorou tê-lo na sua cama. Foi um grande momento de convívio entre quem tem, por enquanto, tanto tempo de diferença. A Alice aprendeu muito sobre bebés e passou o resto do fim-de-semana a fingir que era um, deitada por baixo do móbil.
Para além disso, aproveitou-se para se conversar muito e fazer a ligação entre o ser bebé, os seus brinquedos e características, e o ser (quando se fizer três anos) uma menina grande, sem chuchas e grades na cama.
Nunca se sabe as riquezas que se encontram por baixo de uma cama, de facto.
Rita

sexta-feira, maio 23, 2008

Lateralidade ainda indefinida

"Posso pintar com a mão esquerda... "


"Posso pintar com a mão direita..."

"Mas giro, giro é mesmo pintar A mão esquerda ou A mão direita..."

Rita

quinta-feira, maio 22, 2008

Satisfações e quadro do dia

Desculpem lá o desaparecimento... Nesta semana houve uma noite em que só dormi duas horas e desde aí que o sofá me aparece como ideia fixa durante os meus dias... muito mais do que posts, blogs e computadores.
Entretanto, relato-vos o quadro do meu dia de ontem:
Manhã, antes das 09h00. Eu, a sair de casa com a minha filha de dois anos e nove meses pela mão, a caminho do carro.
De uma porta de um dos prédios da rua do lado, sai uma mulher jovem (tipo moi même) com os dois filhos pela mão, um aparentemente mais novo e outro aparentemente mais velho do que a Alice. Ela vem furibunda e com um papel na mão. Fala em tom muito alto: «Custa muito deitar o papel no lixo!! Tinham que o deitar no chão!! F***-se!!!» E, como se não bastasse, grita para dentro do prédio: «Esta gente deste prédio é toda porca!!!! F***-se!!!!!»
Perante a curiosidade da Alice, eu, sem saber o que dizer sobre a existência de pessoas tão preocupadas com a higiene mas tão desconhecedoras de tantas normas básicas de educação e civilidade.

Rita

segunda-feira, maio 19, 2008

Uma semana complicada...

Com muito trabalho e pouco tempo, mas onde já se prevêem tempos mais simpáticos em relação à tese. Aliás, tudo será melhor que a espera pela aprovação pela Comissão de Ética durante cinco meses, com direito a várias reuniões e entregas de esclarecimentos escritos...
A mudança de serviço por agora está em stand-by, mas amanhã poderá haver novidades.
Entretanto preparo-me para um dia de trabalho árduo que começará logo à noite. O esqueleto já sabe que edredon e caminha quentinha só amanhã, a cabeça está a preparar-se...
Até amanhã


Ana Cristina

sexta-feira, maio 16, 2008

Números e matemática

Aqui onde me têm, sempre fui mocinha de letras e não de números.
A antipatia ou falta de empatia com os ditos terá começado cedo; a minha mãe e irmã costumam contar (e eu lembro-me) das cópias que eu fazia das lombadas dos livros ou das palavras existentes em outros locais («Mãe, eu sei o que está escrito aqui no saco. É "pão".»). Ninguém refere que eu copiava números.
Costumo dizer, por piada, que os números que mais tarde eu vim a gostar e pelos quais vim a demonstrar alguma competência foi pelos romanos. Letras, portanto.
Ainda hoje reconheço em mim - com alguma pena, confesso - a falta de compreensão para esse mundo que é a matemática, talvez devido à quantidade de anos em que erradamente acreditei, como tantos outros, que não me iria fazer falta.
A Alice frequenta um estabelecimento de ensino onde se pratica o Movimento da Escola Moderna. Sinto-me desperta para a temática e envaideço a outros o pouco que ainda sei do método. Quando tento explicar que a aprendizagem se centra no aluno, que as crianças escolhem o que querem aprender, isso esbarra na ideia que a maioria das pessoas tem do ensino, ideia essa vinculada àquela que foi a sua própria maneira de ser ensinada. Até há pouco tempo eu própria não conseguia perceber por exemplo, como seria feito o ensino da matemática.
Tenho estudado o MEM e descobri hoje um texto fascinante. Fala dos conceitos matemáticos que são aprendidos "naturalmente" como tendo sido «(...) pensados ao mais pequeno pormenor, desde a forma à colocação ao alcance das crianças, têm uma intencionalidade educativa muito forte, portanto não são tão naturais quanto isso. A apropriação que as crianças fazem deles é que é feita de uma forma natural.» Para todos os que duvidam quase intrinsecamente da matemática, linko o texto na perspectiva que, como eu, despertem para um mundo onde esta vai além do fazer contas, resolver problemas ou aprender fracções... um mundo onde é possível a uma criança entre os 03 e os 06 anos aprender a ter prazer a aprender matemática.
A minha esperança no ensino da matemática renasce. Acredito que, embora a propensão genética para o oposto, a minha filha poderá criar um vínculo com uma linguagem que infelizmente nunca foi minha. Talvez um dia até me possa vir a ensina-la.
Rita
Verifico agora que não consigo afinal fazer o link. Para os interessados, consultem, no site do MEM (esse sim, aqui linkado), o título Textos de Referência (do lado esquerdo), aí a parte referente aos Relatos de Práticas no Ensino Pré-Escolar e, por fim, o texto "A Matemática no Jardim de Infância". O texto é curto e vale a pena, a sério.

terça-feira, maio 13, 2008

Das férias...


Guimarães foi uma das cidades visitadas. É linda e plena de património arquitectónico magnífico, que um passeio pelo centro histórico faz desde logo perceber. Já não íamos lá há quase quatro anos e antes disso não tenho qualquer recordação de lá ter estado, apesar de não confiar nesta amnésia.
Foi bom calcorrear a terra e encontrar uma loja onde se vendiam as peças de Helena Zália, que eu conheci pela net... ver as figuras dela a sorrir-me fez-me sentir verdadeiramente de volta a um qualquer lar já conhecido...
Na companhia da Alice qualquer turismo é mais limitado, mas foi bom confiar no nosso instinto e ficar por um restaurante vegetariano recém-descoberto, agregado a uma loja de comércio justo, o "Cor de Tangerina" (boa comida, empregado simpático, espaço lindo), assim como foi positivo ir à descoberta do castelo e deixar qualquer outra ideia mais complexa.
A única crítica do nosso pequeno roteiro foi para a falta de protecções nas escadas e muralhas do Castelo de Guimarães... fez-me impressão pensar que, mesmo com todo o cuidado, um visitante pode de repente tropeçar e estatelar-se lá em baixo...


Rita

segunda-feira, maio 12, 2008

Aborrece-me...

... demorar muito tempo a entrar no meu ritmo, no nosso ritmo, no ritmo da nossa casa, depois das férias...
... não conseguir fazer os posts que quero e quando quero, ou seja, logo a seguir a chegar a casa...
... ter mais vontade de me deitar no sofá do que fazer as "obras de arte" a que me propus nos últimos tempos...
... sentir-me atrapalhada com esta coisa de ter um computador portátil mas deixar as fotografias no outro, o que também significa atrapalhar-me a fazer os posts...

Rita

quinta-feira, maio 08, 2008

Azulejos


Não sei se gostam tanto de azulejos antigos como eu, mas trouxe-vos estes do Minho, particularmente interessada no seu relevo... A foto de cima foi tirada a uma casa numa das ruas principais do centro de Guimarães e a de baixo foi em Valença, a um edifício sito em plena área muralhada do castelo. Foi pena não ter apontado as moradas, fica para a próxima. Os meus azulejos preferidos são os de baixo, adoro as cores e os recortes no granito.
Rita
Pensamento: ocorre-me que seria uma boa prenda para mim, um livro sobre azulejaria... tenho de ir ao museu...

quarta-feira, maio 07, 2008

Voltámos

Enquanto a Cristina vivia o seu drama por cá, eu acompanhava-o em férias, lá, na minha terra do coração.
Foi muito bom estender os últimos períodos que estivemos em Viana por mais uns tempos e chegar à uma semana inteirinha para reviver gentes, lugares, ritos, tudo coisas que fazem parte do passado bom que é o meu. De tudo, uma das coisas melhores foi gozar o que não pertencia ao meu leque de recordações e é sempre uma novidade surpreendente, de cada vez que lá vou: a minha querida prima S., de onze anos, o seu crescimento, e a sua relação com a Alice. Está tão linda, tão crescidota, e imita tão bem uma espécie de irmã mais velha, de forma tão correcta e responsável... E enternece-me tanto ver as brincadeiras das duas, tão semelhantes às que em tempos eu própria fiz com ela, ou mesmo talvez às que a minha irmã um dia fez comigo...
Rita

Por agora é tudo, mas trouxe fotografias, informações e opiniões para vir a postar aqui. Nos próximos dias.